ONS prevê alta de 1,3% na carga de energia em outubro; chuvas abaixo da média

SÃO PAULO (Reuters) -O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estimou nesta sexta-feira um aumento de 1,3% na carga de energia elétrica no Brasil em outubro ante o mesmo mês de 2020, conforme relatório semanal.

As projeções levaram em consideração a permanência do setor industrial em modo de expansão e a recuperação do segmento de serviços, explicou o órgão em nota.

O relatório aponta ainda para uma recuperação dos reservatórios do Sul que devem chegar ao fim de outubro com 35,6%, o que representa um incremento de quase 5%, ante os atuais 30,9% em que se encontram.

Já para reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e do Nordeste a estimativa é que terminem o mês atingindo 12,6% e 26,1%, respectivamente. Os localizados na região Norte devem encerrar com 42,9% da capacidade.

O ONS projetou também chuvas em 57% da média histórica nas hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, enquanto os reservatórios do Sul terão precipitações de 93% da média histórica no mês.

Para o Nordeste, as chuvas foram projetadas em 44% da média histórica.

(Por Roberto Samora; reportagem adicional de Marta Nogueira; edição de Nayara Figueiredo)

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A “gamificação” dos criptoativos

Tecnicamente, quando nos referimos ao termo aplicado junto à educação, a “tradução” mais correta seria “ludificação”, mas no caso dos criptos a terminologia vai se mantendo mesmo mais próxima do original em inglês com a expansão dos jogos virtuais baseados em blockchains.

Os jogos em questão se baseiam na criação de NFT’s (Non-Fungible Tokens), que, em resumo, se refere à um processamento que garante a autenticidade e a exclusividade do ativo gerado, validando sua posse a quem o originou.

Por meio da plataforma do jogo, os seus jogadores competem, interagem e negociam por itens que auxiliarão na geração desses tokens únicos. Após a geração e a confirmação de posse do usuário, o próprio ecossistema do game, somado das movimentações de seus jogadores e do mercado de cripto em si, é capaz de estabelecer um valor para os ativos gerados.

Prós e contras durante a concretização do mercado

Estes aliás são os aspectos que atraem cada vez mais pessoas para os jogos para este tipo de cenário. A possibilidade de obter ativos de valor substancial enquanto joga, ainda com a segurança de que o tempo e o esforço empregado na plataforma não correm risco de simplesmente sumirem de suas mãos (por conta do registro imutável de cada NFT nas blockchains) não só aguça ainda mais o interesse social dos criptoativos, como também aproxima o público de conceitos desse mercado que podem ser amadurecidos futuramente.

Mas é importante apontar também que existem algumas desvantagens sobretudo para quem procura novos jogos deste perfil para investir de maneira mais agressiva.

Primeiramente, por conta da própria natureza especulativa criada em torno das plataformas, baseando os preços em expectativas de que outros usuários estarão dispostos a pagar um preço acima do pago inicialmente. Games que estejam em ascensão podem atrair muitos novos jogadores de uma vez que, por sua vez, podem inundar o mercado interno com novos ativos (mesmo que variados).

Em segundo lugar, jogadores/investidores mais desatentos ou desinformados das características de NFT’s podem ter problemas com cópias. Assim como obras de arte e artigos de colecionador, pessoas mal-intencionadas podem tentar negociar cópias e similares de tokens, a depender da disponibilidade de condições dentro do jogo para que a “receita” que originou o original possa se repetir. Entretanto, com um pouco de atenção ao sistema e (Se necessário) à blockchain, não é difícil evitar esse tipo de problema.

Exemplos de jogos baseados em NFT’s

Kryptokitties – Um dos primeiros jogos em blockchain desenvolvidos (2017) e pioneiro em sucesso de projeto e adesão, dá ao jogador o simples objetivo de gerar novos gatinhos virtuais ao mesclar itens do jogo. Apesar de já ter passado pelo seu período de auge, segue ainda em 2021 com movimentações diárias de vendas na casa dos US$ 30 mil.

Axie Infinity – Atual sensação do mercado, também se baseia na obtenção de novas criaturas que podem ser exclusivas. Entretanto, ao contrário de Kryptokitties, os bichinhos gerados se aproximam mais aos icônicos Pokémons, uma vez que cada um deles tem habilidades únicas para serem postos em batalhas.

Baseado na blockchain da Ethereum, as criaturas (chamados axies) são compradas por tokens que se encontram na faixa dos US$65, com os monstros menos raros custando fragmentos destas moedas, enquanto mais fortes e exclusivos podem ser vendidos por centenas destes ativos.

Guild of Guardians – Talvez o mais elaborado dos jogos baseados em NFT’s feitos ou em desenvolvimento até aqui, sendo o que chega mais próximo de um grande título do mundo dos games, contando até com gráficos 3D. O foco do jogo PvE (Player vs Enemies) será de juntar heróis com diferentes habilidades e vencer os inimigos para passar de fase.

A moeda utilizada no jogo está custando US$ 0,05, com seu pré-lançamento já contando com mais de 130 mil pessoas na sua lista de espera. A previsão é de que o game seja lançado no início de 2022.

Bitcoin se segurando para não cair, mesmo com pressão da china.

O Bitcoin iniciou um forte movimento de alta em novembro de 2020 e ficou por praticamente seis meses subindo de forma expressiva, fazendo com que a criptomoeda chegasse a se valorizar mais de 400%.

Entre março e meados de maio, o Bitcoin ficou trabalhando dentro de um canal, que foi perdido e levou o ativo até o alvo de 161,8% da projeção de Fibonacci da figura formada no topo.

Com a queda, a criptomoeda perdeu a média móvel de 200 períodos (linha branca). Por mais que em meados de julho tenha feito um forte movimento de alta, não conseguiu voltar a permanecer acima desta média, fazendo com que a mesma começasse a perder sua inclinação.

Dificuldade para subir, pode indicar que vai cair!

Traçando as retrações de Fibonacci de todo o movimento de baixa, é possível observar que quando o ativo conseguiu superar a média móvel de 200 períodos, chegou até a formar um pivô de alta acima da média, porém a força compradora levou o preço apenas até o primeiro alvo e no dia seguinte o ativo recuou, voltando a ficar sobre a média de 200.

Com o movimento dos preços realizados nesta semana, o Bitcoin está formando um pivô de baixa, abaixo da média de 200, o que se torna um padrão muito poderoso de venda, uma vez que o ativo tenha acabado de falhar em romper topo.

Caso este pivô realmente seja acionado, o alvo de 100% levaria o preço do ativo ao fundo formado em maio deste ano, que se trata de um importante suporte, visto que já foi testado por diversas vezes.

Com todo este cenário negativo para a criptomoeda e o governo chinês colocando pressão, será muito difícil o ativo se segurar acima, ou pelo menos próximo, da média móvel de 200 períodos.

Caso esta média, que indica a tendência de longo prazo, comece a inclinar para baixo, pode ser que aponte para um período mais vendedor à frente.

Autoridades do Fed ouvem desafios de pequenas empresas e grupos comunitários

Por Jonnelle Marte e Ann Saphir

(Reuters) -Dias depois de alcançar amplo consenso de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos melhorou o suficiente para que o Federal Reserve comece em breve a retirar o suporte, o chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, ouviu de vários agentes econômicos nesta sexta-feira quais são os desafios que os estão atrapalhando durante a recuperação.

Durante um evento virtual realizado como uma continuação das discussões comunitárias denominadas “Fed Listens” (Fed Escuta), lançadas em 2019, Powell e outras autoridades ouviram um proprietário de restaurante que enfrentava desafios de contratação, um executivo de hotel preocupado com o lento retorno das viagens empresariais e líderes comunitários preocupados com locatários e proprietários atrasados em seus pagamento.

“A maioria de vocês está enfrentando locais de trabalho diferentes, de protocolos de segurança cujo tempo de necessidade é incerto a alterações fundamentais em como suas indústrias operam”, disse Powell no evento, em comentários que não citaram suas próprias perspectivas de política econômica ou monetária.

“Planos de negócios têm sido retrabalhados, perspectivas têm sido revisadas, e o futuro continua com tons de incerteza.”

Na quarta-feira, ao fim da reunião de política monetária do Fed, Powell disse sentir que a economia havia atendido às condições que o Fed havia determinado para começar a reduzir suas compras mensais de ativos, sendo necessário apenas mais um relatório mensal de emprego “razoavelmente bom” para apertar o gatilho em novembro.

Mas, com as autoridades do Fed já avançando nas discussões sobre alta de juros –metade dos membros do Fomc espera a primeira alta dos juros para o ano que vem–, elas buscam garantir que não vão repetir erros passados ao retirarem o suporte rápido demais ou, em contraste, aguardar demais e permitir que a inflação se instale.

Esses esforços incluem a continuidade de uma série de discussões comunitárias que o banco central iniciou há mais de dois anos, enquanto debatia como reformular sua abordagem de política monetária.

Nesta sexta-feira, autoridades do Fed ouviram de proprietários de empresas e líderes comunitários sobre os efeitos duradouros da pandemia em seus negócios e nas comunidades que representam, ressaltando os aspectos desiguais da recuperação econômica.

Cheetie Kumar, dona de um restaurante em Raleigh, Carolina do Norte, disse que pequenos empresários estão lutando para se manter à tona desde que o vírus atrapalhou as vendas.

“Há um limite para o que uma operação familiar pode sustentar”, disse Kumar. “Não podemos continuar nos endividando.”

Ela também falou às autoridades sobre os desafios de contratação que enfrenta conforme os trabalhadores se preocupam com o vírus, passam por dificuldades para conseguir vagas em creches ou mudam de carreira.

E Patricia Garcia Duarte, chefe-executiva da Trellis, uma organização sem fins lucrativos que apoia proprietários de residências, disse estar preocupada com o aumento da inadimplência de tomadores de empréstimos de baixa a moderada renda, um grupo formado principalmente por minorias.

(Reportagem de Ann Saphir)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2984)) REUTERS LB CMO

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ONU pede que Brasil receba haitianos acampados na fronteira EUA-México

Por Gabriel Stargardter e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) indagou formalmente o Brasil para saber se o país receberia alguns dos haitianos que estão acampados na fronteira entre os Estados Unidos e o México na esperança de entrar nos EUA, de acordo com duas fontes a par do pedido.

Sem mencionar o pedido da OIM, o Itamaraty afirmou em nota que “o tema foi tratado em conversas entre autoridades de diversos países e está sendo analisado à luz da legislação vigente”.

O pedido da OIM –braço da ONU para migração– vem no momento em que o presidente dos EUA, Joe Biden, enfrenta uma pressão crescente para resolver mais uma crise imigratória. Um grande fluxo de migrantes tem chegado à fronteira sul dos EUA, gerando dores de cabeça políticas e obstáculos logísticos para os Estados Unidos e o México.

Cerca de 14 mil imigrantes, na maioria haitianos, estavam acampados pouco ao norte do Rio Grande neste mês para tentarem entrar nos EUA. Washington começou a mandar alguns de volta ao Haiti de avião, enquanto o México pede que outros desistam de seus sonhos norte-americanos e peçam asilo no sul do país.

A OIM pediu que o Brasil receba haitianos que têm filhos brasileiros, ou que passaram pelo Brasil antes de entrarem no México em sua jornada rumo ao norte, disseram as duas fontes. Elas acrescentaram que o primeiro pedido tem mais probabilidade de ser aceito, e uma delas disse que o segundo exigirá mais análise.

Por meio de seu escritório mexicano, a OIM disse que tem “um programa de retorno voluntário que auxilia imigrantes de várias nacionalidades, e a implantação deste programa exige um acordo entre os países envolvidos”, sem dar maiores detalhes.

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Ações europeias caem com temores sobre Evergrande e dados fracos do sentimento empresarial alemão

Por Sruthi Shankar e Shreyashi Sanyal

As fabricantes europeias de roupas esportivas Adidas, Puma e JD Sports perderam cerca de 3% cada depois que a rival norte-americana Nike cortou suas expectativas de vendas para o ano fiscal de 2022 e previu atrasos durante a temporada de compras natalinas devido a problemas na cadeia de oferta.

Os papéis de varejo apresentaram os maiores declínios na Europa, com queda de 1,7%.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,89%, a 1.787 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,9%, a 463 pontos, mas um rali de três dias deixou o índice em de alta de 0,3% na semana.

As preocupações dos investidores com a Evergrande ressurgiram depois que o prazo para pagar 83,5 milhões de dólares em juros de títulos passou sem comentários da empresa, que ficava cada vez mais perto de possível default.

Enquanto isso, uma pesquisa do Instituto Ifo mostrou que o sentimento empresarial alemão caiu em setembro pelo terceiro mês consecutivo, afetado por problemas na cadeia de suprimentos que estão causando uma “recessão de gargalos” para os produtores na maior economia da Europa.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,38%, a 7.051,48 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,72%, a 15.531,75 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,95%, a 6.638,46 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,43%, a 25.968,84 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,04%, a 8.873,10 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,61%, a 5.424,16 pontos.

Bolsonaro credita crise energética no país a mudanças climáticas

Por Lisandra Paraguassu

Com a pior seca em quase um século na região Sudeste do país, o Brasil enfrenta riscos de racionamento e apagões, mas o governo federal ainda aposta em medidas de redução voluntária de consumo.

A declaração, em discurso em vídeo gravado, foi feita em um painel sobre transição energética organizado pela Organização das Nações Unidas às margens da Assembleia-Geral, que acontece esta semana em Nova York.

Bolsonaro disse ainda que o Brasil está disposto a contribuir com o mundo para a transição energética e apoia a mudança da matriz de combustíveis para transportes públicos, investindo em motores a hidrogênio.

“O Brasil está posicionado para produzir hidrogênio de forma competitiva e com escala para suprir nossas próprias necessidades e exportar para outros mercados”, afirmou.

Reservas internacionais brasileiras sobem US$15 bi em agosto, a US$370 bi, após alocação do FMI

Essa alocação, que foi de 15 bilhões de dólares para o Brasil, foi efetivada em 23 de agosto. Ela fez parte da distribuição dos chamados Direitos Especiais de Saque (DES) para os países membros da entidade, no valor total recorde de 650 bilhões de dólares, promovida como medida de resposta à crise econômica gerada pela pandemia.

Cada país recebeu o correspondente a sua cota no FMI, sendo que a do Brasil é de 2,32%.

Ao comentar o dado, o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que os formuladores de política no país “identificaram que não tem nenhuma perspectiva de utilização” dos recursos repassados pelo FMI.

“Nós recebemos na reserva, registramos na dívida externa. Não tem, portanto, pagamento de juros em termos líquidos”, disse Rocha.

Ele explicou que esse pagamento de juros só aconteceria se o país utilizasse os recursos, uma vez que deixaria de receber juros sobre o ativo (nas reservas) e passaria a pagar juros sobre o passivo (na dívida).

Em 2009, o país recebeu 3,5 bilhões de dólares em DES, equivalente a sua cota de então no FMI –de 1,42%– sobre o montante total de 250 bilhões de dólares que fora distribuído em meio à crise financeira global.

 

(Por Marcela Ayres)

Chance de golpe é zero, diz Bolsonaro em entrevista à Veja

“Daqui pra lá, a chance de um golpe é zero. De lá pra cá, a gente vê que sempre existe essa possibilidade”, disse o presidente à Veja. Em seguida, perguntado, diz que o “de lá para cá” se refere a uma possível ação da oposição contra ele e relaciona pedidos de impeachment a uma tentativa de golpe.

“Existem 100 pedidos de impeachment dentro do Congresso”, disse. “Agora, eu te pergunto: qual é a acusação contra mim? O que eu deixei, em que eu me omiti? O que eu deixei de fazer? Então, não tem cabimento uma questão dessas.”

Bolsonaro admitiu que seus apoiadores esperavam uma ação radical da parte dele, e que foi cobrado por isso.

“Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca. Você imagina o problema que seria chutar o pau da barraca”, disse. “Mas em São Paulo, quando eu falei em negociar, eu senti um bafo na cara. Extrapolei em algumas coisas que falei, mas tudo bem”.

Perguntado sobre o que seria “chutar o pau da barraca”, admitiu que apoiadores o pressionavam por medidas não democráticas.

“Queriam que eu fizesse algo fora das quatro linhas. E nós temos instrumentos dentro das quatro linhas para conduzir o Brasil. Agora todo mundo tem que estar dentro das quatro linhas. O jogo é de futebol, não é de basquetebol. Não vou mais entrar em detalhes porque quanto mais pacificar melhor”, afirmou.

Em discurso a apoiadores durante ato na Avenida Paulista por ocasião do 7 de setembro, Bolsonaro fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaçou descumprir ordens judiciais, mas dias depois divulgou uma Declaração à Nação, preparada com ajuda do ex-presidente Michel Temer, em que recuou das ameaças — o que foi criticado por bolsonaristas nas redes sociais.

Bolsonaro foi ainda questionado na entrevista sobre sua desconfiança sobre as urnas eletrônicas e, apesar de no início do mês ter repetido as mesmas acusações infundadas de riscos de fraudes em uma entrevista para ativistas de extrema-direita da Alemanha, na conversa com a Veja amainou o tom.

“Olha só: vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição”, disse.

Em conversas com apoiadores, há cerca de dois meses –antes do projeto de voto impresso ser derrubado pela Câmara– Bolsonaro chegou a dizer, mais de uma vez, que sem a mudança no sistema eleitoral não haveria eleição.

Dessa vez, o presidente chegou até mesmo a elogiar a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de criar uma comissão para acompanhar o sistema de votação com as urnas eletrônicas.

“Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas, que estão participando do processo a partir de agora. As Forças Armadas têm condições de dar um bom assessoramento. Com as Forças Armadas participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico. As Forças Armadas vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia — desde que as instituições participem de todas as fases do processo”, disse ainda.

Bolsonaro disse ainda que pretende ser candidato à reeleição, algo que ele tinha chegado a colocar em dúvida por mais de uma vez. Afirmou também que pretende se filiar a PP, PL ou Republicanos para concorrer, mas que tem ainda um convite do PTB.

 

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

George, do Fed, diz que condições para redução de estímulos foram alcançadas e balanço precisa ser discutido

Por Howard Schneider

“Os critérios de progresso adicional substancial foram atendidos … Os argumentos a favor de continuar a aumentar nossa carteira de ativos a cada mês perderam força”, disse George em comentários ao American Enterprise Institute.

Embora a pandemia em curso continue a ser um risco, com os mercados de trabalho e de bens ainda enfrentando restrições e gargalos de oferta, ela sente que esses problemas vão diminuir com o tempo e padrões mais normais de consumo, trabalho e contratação devem retornar.

O desafio agora para o Fed, disse ela, é determinar como seu balanço patrimonial, de 8,5 trilhões de dólares em posse de ativos, complicará uma futura discussão sobre juros.

Esses ativos continuarão sob posse do Fed mesmo depois que as compras mensais caírem para zero e estão “deprimindo os juros de longo prazo, mais relevantes para as famílias e empresas… Essa acomodação persistirá mesmo quando a redução de estímulos for concluída”, disse ela.

“Onde, ao longo da curva de juros, preferiríamos mais espaço para a política monetária?” questionou George, sugerindo que o Fed pode querer manter as taxas de longo prazo baixas ao manter seu balanço alto, mas compensar esse estímulo com juros de curto prazo mais altos.

Isso, no entanto, pode elevar o risco de inversão da curva de juros, um argumento a favor de enxugar o balanço patrimonial “ou pelo menos mudar para um com ativos de vencimento mais curto, com uma taxa básica de juros neutra mais baixa”.