Cyrela começando a subir depois de fazer fundo.

Observando o gráfico semanal da Cyrela (CYRE3), é notado que a partir de junho o papel passou a trabalhar em um canal de baixa. Traçando as projeções com base no último movimento de alta, se observa que o ativo caiu até o terceiro alvo, para então começar a subir.

O terceiro alvo das projeções de Fibonacci normalmente se comporta como um poderoso suporte em um movimento de queda. Como mostrado no gráfico, quando o preço tocou no alvo, formou uma espécie de martelo, que se trata de um padrão de reversão.

Nos dias seguintes, o ativo conseguiu romper o canal de baixa e veio fazer um pullback na linha de tendência de baixa.

Considerando a movimentação de alta desta semana, seria possível dizer que o ativo está armando um pivô de alta sobre o rompimento do canal. Este seria um padrão de alta muito interessante, mas a média móvel de 20 períodos se encontra logo acima, e pode segurar o preço, uma vez que está inclinada para baixo.

Cenário positivo no gráfico diário

Observando o gráfico diário, o cenário se mostra muito mais interessante. Ao romper o canal de baixa, as ações da Cyrela conseguiram romper também a média de 20. Na sequência foi feito o pullback e agora o ativo está armando um pivô de alta alinhado com a média.

Se o papel conseguir subir e romper o último topo, estará acionando o pivô de alta. Este é um poderoso padrão de continuidade e poderia dar início a uma movimentação altista para o papel.

O gráfico já mostra os alvos se o pivô for acionado. Para a empresa seria ótimo começar um novo ano fazendo um movimento de alta, visto que em 2021 as ações perderam mais de 40% de valor.

Oportunidade de compra

Para quem busca realizar uma operação de swing trade, é interessante continuar acompanhando o papel, pois caso o pivô seja acionado, pode ser uma boa oportunidade de compra.

Mas, para quem procura por investimentos pensando no longo prazo, talvez o momento de investir seja agora.

Observando os múltiplos fundamentalistas da Cyrela, é notado que o preço está em níveis bem interessantes. A empresa é uma boa pagadora de dividendos e a cada ano o dividend yield médio vem aumentando, este ano o indicador ficou em 6,89%.

O lucro por ação de R$2,40, apesar de estar abaixo do obtido em 2020, está bem acima da média dos últimos 10 anos, que é de R$1,36.

O que chama a atenção é o valor patrimonial por ação, que vem aumentando e está na máxima em R$15,51. Isto faz com que o P/VP (preço sobre valor patrimonial) fique em 1,02.

Estes indicadores mostram que pode ser um bom momento para comprar o papel. Caso as condições políticas/fiscais melhorem, o ativo deve voltar a subir, visto que vem entregando bon resultados.

Piramidar, a técnica desenvolvida por um dos maiores traders da história.

Existem muitos operadores de mercado (traders) que afirmam que operar é o jeito mais fácil, mais difícil, de ganhar dinheiro. E isso, provavelmente, está se tornando cada vez mais verdadeiro.

Nos últimos anos o mercado financeiro mudou muito. O surgimento dos home brokers e plataformas operacionais facilitou o acesso de pequenos investidores e traders ao mercado financeiro.

Hoje, um operador de day trade pode muito bem abrir sua plataforma operacional às 9 ou 10 horas da manhã, abrir uma posição em contratos futuros, ações, criptomoedas, ou uma série de outros ativos, e obter um ótimo lucro em questão de minutos.

O mercado de Forex, por exemplo, movimenta entre 1 e 3 trilhões de dólares por dia. Isso dá uma noção do volume de transações que ocorrem em apenas um dia, e em apenas um mercado.

Mas, aqui no Brasil mesmo, as negociações de contratos futuros de dólar já movimentam mais de R$ 50 bilhões. Considerando que para operar contratos de US$ 10 mil, as corretoras cobram uma margem de apenas R$25,00, isso corresponde a uma alavancagem de 2.280 vezes. Assim, em um dia típico de movimentação de mercado, com apenas mil reais seria possível fazer uma verdadeira fortuna.

Entretanto, assim como pode ser muito fácil sentar em frente ao computador, ou celular, e fazer operações no mercado financeiro, também existe o risco. E é justamente o risco de perder dinheiro que torna essa uma tarefa muito difícil.

Ninguém pode usar todo o dinheiro que tem e operar com a máxima alavancagem em apenas uma operação. Isso provavelmente levaria o trader a ruína.

O melhor é montar a operação aos poucos!

Digamos que você soubesse que em um determinado dia o dólar iria subir. Neste caso, bastaria comprar contratos futuros de dólar e ao final do dia fazer a venda dos contratos. Esta operação certamente resultaria em um ótimo lucro.

Porém, mesmo sabendo a direção do mercado, não seria possível operar com todo o dinheiro e muito alavancado. Isso porque, mesmo com o mercado direcional, ele ainda faz movimentos para cima e para baixo. Se você abrir a operação e na sequência ele cair um pouco, pode ser o seu fim, caso esteja muito alavancado.

Por isso, o melhor seria fazer pequenas compras, e deixar o mercado subir, enquanto você observa o seu lucro crescer.

É justamente disso que se trata a técnica conhecida como piramidar!

No livro Reminiscências de um Especulador Financeiro, o qual conta a história do Jesse Livermore, o autor explica como este (Jesse) desenvolveu essa técnica.

Obviamente os tempos são outros e a velocidade com que as transações financeiras ocorrem é muito diferente. Entretanto, a ideia por trás da técnica ainda é válida e pode ser usada de forma muito eficaz, mesmo em operações de day trade.

O funcionamento da técnica

A ideia é muito simples. Conforme já foi comentado, ao invés de entrar com o lote total de uma só vez na operação, o lote deve ser dividido em pequenas entradas. Porém, sempre que uma nova entrada é feita o risco financeiro deve ser o mesmo, ou menor.

Em uma operação de pivô, por exemplo, existem várias entradas possíveis.

Conforme o exemplo, no rompimento do pivô de baixa, seria feita a primeira venda, sendo que o stop da operação ficaria no topo anterior.

Apesar de o ativo ter acionado um pivô de baixa, o preço subiu, mas antes de chegar no topo anterior e stopar a operação, formou um candle de dúvida. Este tipo de candle pode ser operado fazendo uma entrada para o lado que for realizado o rompimento. Ou seja, se o preço romper para cima, deve ser feita a compra, caso rompa para baixo, é feita a venda.

Como já existia uma operação em andamento, seria conveniente adicionar uma ordem de venda no rompimento da mínima, e o stop da operação, no rompimento da máxima. O preço caiu e acionou uma nova venda.

Mesmo fazendo uma nova venda, o risco da operação ficou menor, pois a venda foi feita em um preço superior ao da primeira venda, e o stop da operação ficou menor.

Na sequência o ativo subiu um pouco e formou um novo pivô de baixa. Com isso seria possível fazer uma nova venda, movendo o stop para o topinho que foi formado. Esta nova entrada também seria feita sem elevar o risco da operação.

Por fim, quando o preço perdeu o fundo, seria possível fazer uma quarta venda, trazendo o stop para o último topo formado, visto que o preço respeitou a média móvel de 20 períodos.

Mais entradas, menos risco!

A grande diferença entre fazer o temido “preço médio” e piramidar, está no risco da operação.

Normalmente, ao realizar uma operação e fazer uma nova entrada para tentar melhorar o preço médio, não se tem definido de forma clara qual o risco da operação. Assim, quanto mais o preço vem contra, mais entradas são feitas e maior se torna o risco.

De forma inversa, quando se busca piramidar, a segunda operação só deve ser feita quando é possível mover o stop para que o risco se mantenha igual, ou fique menor.

Outra diferença significativa é com relação ao movimento do preço.

As operações de preço médio ocorrem quando o mercado está indo contra a operação inicial. Por exemplo, depois de fazer uma compra, o preço cai. Então para tentar melhorar o preço médio, o trader faz outra compra, sem calcular o risco. O preço continua caindo e o trader faz novas compras, torcendo para que em algum momento o preço volte e ele consiga sair da operação no lucro.

Já ao piramidar, o trader só faz uma nova entrada quando o ativo dá algum sinal de que irá fazer o movimento esperado. Como no exemplo apresentado, conforme o ativo foi fazendo padrões de baixa, foram feitas novas vendas.

Quando o mercado está trabalhando em tendência, o uso da técnica pode se tornar muito lucrativa. Isto ocorre, pois é possível aumentar a quantidade de lotes operados e com isso obter um lucro muito maior.

Normalmente quando o mercado não está direcional, será difícil usar a técnica, pois o preço não formará padrões consecutivos. Ou seja, dois ou três padrões de venda seguidos. Porém, se mesmo com o mercado lateral a técnica for usada, provavelmente acarretará em um lucro menor, ou em prejuízo.

Para finalizar

Se usada da forma correta, a técnica de piramidar pode ser muito interessante. Mesmo traders iniciantes, podem operar com mais lotes, sem aumentar o risco da operação.

Sendo assim, o ideal é identificar o contexto e a tendência do ativo. Caso exista a possibilidade de um movimento direcional, certamente será válida a utilização da técnica.

Sendo assim, espero que você tenha gostado do artigo. Caso queira entender melhor como funciona a técnica, sugiro a leitura do livro comentado acima. E caso queira continuar estudando sobre análise técnica, procure por mais artigos educacionais no site da FX Empire. Vários artigos como este já foram publicados.

Bradesco voltando a cair, oportunidade à vista!

Após cair mais de 50% entre fevereiro e março de 2020, as ações do Bradesco (BBDC3) entraram em um canal de alta. O papel ficou até junho trabalhando em movimentações de alta, quando fez topo e começou a cair.

Apesar de subir mais de 90% entre a mínima e a máxima, o papel continuava trabalhando mais de 15% abaixo do preço alcançado no início de 2020.

Quando o Ibovespa começou a recuar em junho, as ações do Bradesco também passaram a trabalhar em queda. Após perder a linha de tendência de alta, o ativo caiu até o fundo anterior e começou a trabalhar em uma tendência lateral.

Conforme mostrado no gráfico semanal, após perder a média móvel de 200 períodos, o ativo fez um forte movimento de queda.

Essa movimentação afastou o preço do papel da média móvel de 20 períodos. Em seguida o preço passou a andar de lado e agora que a média chegou no preço, o ativo inicia uma nova queda.

Este padrão é conhecido como Power Breakout e é um poderoso padrão de continuação de tendência.

Na semana passada o ativo chegou a romper o fundo do retângulo, o que acionou o padrão de baixa. No gráfico são apresentados os alvos projetados pelo Power Breakout.

É interessante observar que o terceiro alvo coincide com o suporte gerado em março de 2020.

Caso as ações do Bradesco façam um forte movimento de baixa, pode ser que o papel caia até a região de preços em que estava no início da pandemia.

BBDC4 ainda não perdeu fundo!

É importante destacar que as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) ainda não perderam o fundo do retângulo.

Como se trata da mesma empresa, os gráficos dos dois papéis são muito parecidos. Entretanto, em certas ocasiões, existem algumas divergências, como esta que está acontecendo agora.

A liquidez das ações ordinárias (BBDC3) é muito menor do que a das ações preferenciais (BBDC4). Deste modo, seria interessante esperar até que BBDC4 também perca o fundo e acione o padrão de venda.

Esta seria uma ótima oportunidade para realizar uma operação de swing trade.

Oportunidade de compra

Investidores que buscam boas oportunidades para entrar em um papel que paga bons dividendos devem ficar atentos em Bradesco.

O papel já está em um nível de preço muito interessante, e caso venha a cair mais, ficará ainda melhor.

E isto pode ser notado observando alguns múltiplos atuais, como o Dividend Yield (D.Y), o Lucro por ação (LPA) e o Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP).

O D.Y já está em 5,7% e caso o ativo se valorize nos próximos anos, o dividendo sobre o custo (dividend on cost) ficará ainda melhor.

O P/VP está em 1,06, ou seja, o mercado está pagando apenas 6% a mais do que o patrimônio da empresa vale. Este é o menor valor dos últimos 10 anos.

Já o LPA de 2,49 está próximo da média, que é de 2,85 e provavelmente nos próximos anos ficará maior, a medida que o banco for crescendo.

Sendo assim, o Bradesco está dando oportunidades para quem busca fazer uma operação rápida, de alguns dias ou semanas, e também para quem deseja construir renda passiva.

É possível fazer operações rápidas (scalp) olhando o gráfico?

Para fazer scalp, procure por momentum.

Na física a palavra “Momentum” é usada para relacionar a quantidade de movimento de um corpo. Essa grandeza é calculada através da multiplicação da velocidade pela massa do corpo. Em termos práticos pode ser entendida simplesmente como “impulso”, pois também representa a força pelo tempo.

Um exemplo simples da utilização dessa grandeza é o cálculo do peso que um corpo em movimento tem ao se chocar contra outro corpo que esteja parado. Por exemplo, uma maçã que tem o peso aproximado de 130 gramas, pode ter uma força de impacto de 10 kg se cair de um galho que esteja a 4 metros do chão.

Outro exemplo que poderia ser dado, é com relação a força que um jogador de futebol precisa chutar a bola para que ela alcance a velocidade de 108 km/h. Considerando que a bola tenha 400 gramas, seria preciso chutar a bola com uma força de 1200 Newtons.

Mas essa explicação toda foi apenas para ilustrar de onde vem o conceito de Momentum, visto que esse termo também é usado no mercado financeiro.

Como se trata de algo relacionado a impulso, esse termo foi trazido da física para o mercado financeiro, a fim de caracterizar ocasiões em que o preço de um ativo se desloca de forma muito rápida.

Sobre essa ótica, foram desenvolvidas estratégias que buscam capturar situações em que o mercado apresenta Momentum para assim serem realizadas operações. Como se espera que o ativo se mova de forma rápida, se tratam de operações que levam poucos minutos para serem realizadas. Por esse motivo, tais operações recebem o nome de “scalp”.

Neste artigo serão apresentados alguns cenários gráficos em que os ativos costumam oferecer oportunidade de realizar operações de scalp.

Estreitamento da Banda de Bollinger

Um dos contextos onde é mais fácil de serem visualizadas situações de momentum é quando as bandas de Bollinger se estreitam e repentinamente se abrem.

O indicador conhecido como bandas de Bollinger foi desenvolvido com base na estatística de modo que as bandas englobam aproximadamente 96% dos candles. Para isso, o indicador conta com uma média móvel de 20 períodos e duas bandas que ficam afastadas da média em dois sigmas. Cada sigma representa um desvio padrão baseado nos últimos 20 candles.

Como as Bandas de Bollinger estão diretamente ligadas à volatilidade do ativo, elas se abrem ou fecham de acordo com a oscilação dos preços. Se os preços fazem movimentos fortes, as bandas permanecem mais abertas. Por outro lado, quando os preços ficam próximos à média, as bandas se fecham.

É justamente nesta situação que o ativo pode apresentar uma situação de momentum.

Quando o preço fica em torno da média e as bandas fecham, pode ocorrer um forte movimento direcional na sequência.

O ativo apresentava uma grande volatilidade, o que pode ser visto pela largura das bandas ao lado esquerdo do gráfico. Conforme a volatilidade foi diminuindo, as bandas foram se fechando. Quando as bandas já estavam bem próximas, o ativo formou um candle de força e as bandas voltaram a abrir.

Esta é uma operação de momentum, pois o ativo saiu de uma consolidação e começou a se deslocar com velocidade. Este tipo de operação é muito interessante, pois em questão de minutos é possível fechá-la com um ótimo resultado.

Zonas de confluência

Uma zona de confluência é caracterizada pela presença de vários suportes ou resistências que tendem a segurar o preço.

Neste tipo de situação, é normal observar fortes movimentações de preço. Para entender melhor o motivo pelo qual isso acontece, é preciso voltar ao conceito de suporte e resistência.

Um dos principais motivos da formação de um suporte ou resistência é o efeito memória. Quando um ativo forma um topo, por exemplo, muitas pessoas realizaram lucros naquela região de preços. De forma similar, muitas pessoas também compraram o ativo na região do topo formado. Se o ativo fizer um movimento de baixa e algum tempo depois voltar a subir, ao se aproximar do topo, este se comportará como uma resistência.

Deste modo, quem já tinha realizado lucros, decide novamente vender para mais uma vez sair da operação com gain. Já quem comprou na região de topo, estava torcendo para o preço voltar e conseguir sair da operação sem prejuízo.

Como a pressão vendedora aumenta, o topo volta a se comportar como uma resistência, empurrando o preço para baixo novamente.

Se uma resistência já tem força para segurar o preço, e até mesmo empurrá-lo para baixo, quando várias resistências coincidem, existe uma grande probabilidade de gerar momentum.

A imagem mostra uma forte zona de confluência. Neste local havia uma linha de tendência de alta do gráfico semanal e também um suporte do gráfico diário. Esses suportes impediam a queda do preço, assim, sempre que os ursos batiam no preço, os touros defendiam. Isso formou também um poderoso suporte no gráfico de 5 minutos. Sempre que o preço tocava o suporte, os touros atacavam e o preço voltava a subir.

Gift

Outro cenário em que é possível observar momentum no preço é quando o mercado faz um rompimento importante e na sequência faz um pequeno “descanço”.

Geralmente quando um ativo rompe um suporte ou resistência importante, o preço continua a se mover na direção do rompimento. No entanto, é comum observar um candle de força fazendo um rompimento e na sequência um candle pequeno, praticamente sem sair do lugar. Este candle recebe o nome de “Gift”, justamente porque se trata de um presente que o mercado está deixando.

Conforme mostrado no gráfico, depois que um candle de força levou o preço abaixo do suporte, o ativo formou um candle pequeno, como se estivesse descansando. Quando finalmente o gift foi perdido, ou seja, foi perdida a mínima, ocorreu um forte movimento de queda.

O gift é um dos melhores padrões para se operar, pois sempre proporciona uma ótima relação risco x retorno e normalmente apresenta momentum.

Para finalizar

Certamente, todos gostam de entrar em uma operação e ver o preço seguir na direção do alvo. Ninguém gosta de comprar um ativo e ver o preço cair, mesmo que depois o ativo vá até o alvo.

Para tentar evitar passar “calor”, ou seja, entrar na operação e logo ver o lucro, busque por momentum. Sempre que um ativo tem momentum, ele fará um forte movimento direcional. O que oferece a possibilidade de realizar uma operação rápida e lucrativa.

Espero que esse artigo tenha contribuído para o seu conhecimento e que o ajude a encontrar as oportunidades com momentum.

Caso queira continuar estudando sobre análise técnica, acompanhe a FX Empire. A cada semana novos artigos como esse serão publicados.

Abaixo você pode conferir alguns dos artigos educacionais mais interessantes já disponíveis.

Entendendo o Price Action.

Retrações e projeções de Fibonacci.

Uso das médias móveis no Price Action.

Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Hapvida perde fundo e pode iniciar um forte movimento de queda.

Observando o gráfico semanal da Hapvida (HAPV3), é notado que apesar da queda ocorrida com o início da pandemia, o papel logo se recuperou e superou o topo de 2020.

Porém, após fazer topo, o preço recuou e passou a trabalhar em uma tendência lateral.

Após praticamente ficar seis meses andando de lado, o retângulo foi rompido para baixo e o ativo deu início a um forte movimento de queda.

Conforme mostrado, o preço seguiu caindo até o terceiro alvo projetado pelo retângulo. Depois de alcançar este alvo, o ativo tentou subir. Mas, ao se aproximar da média móvel de 20 períodos, encontrou uma resistência e voltou a cair.

Com o forte movimento de queda, o papel chegou a romper o suporte oferecido pelo terceiro alvo do retângulo. Contudo, o papel conseguiu subir e fechou a semana acima do suporte.

Cenário baixista no gráfico diário

Traçando as retrações de Fibonacci sobre essa movimentação de baixa no gráfico diário, é notado que o ativo subiu até a retração de 61,8% e voltou a cair na sequência.

Contudo, o candle que tocou a retração de 61,8% e superou a média móvel de 20 períodos é nitidamente um movimento de exaustão.

Como o ativo estava subindo após fazer fundo, testou várias vezes a resistência gerada pela retração de 38,2%, sem conseguir rompê-la. Então, quando a média de 20 tocou no preço, o ativo abriu com um grande gap de alta, praticamente sobre a retração de 61,8%. No mesmo dia fez um forte movimento de queda, fechando abaixo da resistência.

Após o candle de exaustão, o preço foi sendo guiado pela média de 20. Ontem o ativo chegou a perder o suporte gerado pelo fundo anterior, mas fechou sobre ele.

Hoje o ativo vem caindo novamente, indicando que irá acionar o pivô de baixa. Isso pode levar o papel a um novo movimento de queda que tem como terceiro alvo o suporte deixado em março de 2020.

Caso o movimento de queda tenha força para romper os suportes intermediários e alcançar o terceiro alvo projetado pelo pivô, o preço das ações da Hapvida poderá voltar ao fundo deixado em março de 2020.

Ecorodovias pode iniciar queda livre!

As ações da Ecorodovias realizaram um belo movimento de alta entre abril de 2019 e janeiro de 2020. Infelizmente com a pandemia a empresa perdeu mais de 50% do valor de mercado e depois da queda entrou em uma grande consolidação.

Conforme mostrado, a figura formada foi um triângulo simétrico. Geralmente essa é uma figura de reversão, mas a mesma foi rompida para baixo, o que deu impulso para uma nova queda.

As linhas tracejadas representam importantes suportes que o ativo criou em anos anteriores. Com a crise econômica gerada pela pandemia, as ações da Ecorodovias caíram até a região do suporte, que segurou o preço duas vezes. Com o movimento de queda após o rompimento do triângulo, o suporte foi testado novamente.

O suporte segurou o preço por várias semanas, mas em um forte movimento de baixa, o suporte foi rompido, abrindo caminho para a continuidade da queda.

Com a forte queda das últimas duas semanas, o ativo alcançou o primeiro alvo da consolidação formada sobre o suporte.

Observando o gráfico diário, é notado que o alvo vem se comportando como um suporte, segurando o preço por diversos dias. No entanto, a força vendedora continua pressionando o preço para baixo e hoje o suporte está sendo rompido.

Papel vai entra em queda livre?

Conforme mostrado no gráfico, o segundo alvo projetado pelo retângulo está justamente sobre o outro suporte que foi destacado pela linha tracejada.

Caso o suporte segure o preço, e um padrão de reversão seja formado, é provável que o ativo consiga fazer um movimento de alta para se afastar do fundo. Entretanto, se o suporte for perdido, o caminho estará livre para um novo movimento de queda.

Observando o gráfico mensal para verificar onde se encontra o próximo suporte, é visto que o fundo formado em janeiro de 2016 é a região de suporte mais evidente.

Caso o suporte da região dos R$6,70 seja perdido, o ativo terá caminho livre até a região dos R$2,90, que é onde se encontra o suporte de 2016.

No entanto, traçando os alvos do triângulo que foi rompido, é visto que o alvo de 100% está na região dos R$5,50. Normalmente o alvo de uma figura se comporta como um suporte para movimentos de queda. Assim, também é possível que o ativo caia até essa região de preços e consiga subir na sequência.

De qualquer forma, o cenário não está propício para a empresa. A menos que algo muito bom aconteça, como um ótimo resultado do quarto trimestre, por exemplo, é esperado que o preço das ações continue caindo.

BTG Pactual caiu mais de 40% desde agosto, mas pode estar fazendo fundo.

O Banco BTG Pactual (BPAC11) vem se transformando nos últimos anos, abraçando o mundo digital e se tornando um banco de investimentos digital. A proposta é muito interessante, principalmente em um mercado como o Brasil, onde menos de 2% da população investe na bolsa de valores.

Com o avanço dos bancos digitais, o BTG Pactual foi se aproveitando dessa onda e em 2019 suas ações se valorizaram mais de 220%.

Em 2020, devido a crise econômica gerada pela pandemia, o banco chegou a perder quase 70% do valor de mercado. Porém, fez da crise uma oportunidade e começou a comprar outras empresas, abraçando de vez o mercado digital. Com isso, o preço das ações entrou em um forte movimento de alta, fazendo o ativo fechar o ano com aproximadamente 23% de alta.

Neste ano o BTG Pactual continuou crescendo e as ações fizeram um novo movimento de alta, alcançando uma valorização de 37%. No entanto, após fazer topo, em julho, o preço começou a cair e o papel continua trabalhando em tendência de baixa.

Correção do gráfico semanal

Observando o gráfico semanal é notado que o ativo se mantinha trabalhando acima de uma linha de tendência de alta. Quando o suporte foi perdido, deu início a um movimento de correção.

Traçando as retrações de Fibonacci de todo o movimento de alta, é observado que o ativo corrigiu até a retração de 50%. Esta retração vem servindo de suporte, visto que também coincide com a região de topo formada antes da pandemia.

Caso o suporte segure o preço, é possível que o ativo volte a subir, mas no gráfico diário o cenário é de baixa.

Falha de rompimento no gráfico diário

No gráfico diário é visto que o ativo vinha trabalhando em um canal de baixa, que foi rompido para cima no início de dezembro.

Porém, apesar do canal ter sido rompido, outra resistência segurou o preço.

Traçando as retrações de Fibonacci sobre o último movimento de baixa, é visto que a retração de 61,8% segurou o preço.

O ativo tentou superar a resistência cinco vezes, mas o preço sempre fechou abaixo da mesma.

Agora é a média móvel de 20 períodos que vem guiando o preço. Caso o ativo consiga subir e romper o topo, estará acionando um pivô de alta alinhado com a média de 20. Este é um padrão de alta muito poderoso, o que poderia dar início a uma nova tendência de alta.

Entretanto, o cenário atual não parece ser propício para que isto aconteça.

Considerando que a retração de 61,8% se comportou como uma resistência, o mais provável é que o ativo perca a média de 20 e, se isso acontecer, volte a fazer um movimento de baixa.

Entrada do Nubank na bolsa

O Nubank está se tornando um forte concorrente do BTG Pactual. Com a entrada na bolsa de valores, o Nubank criou um programa de captação de clientes (Nu sócios) para a sua plataforma de investimentos ( Nu invest).

Com o Nu sócios foram distribuídos 7,5 milhões de “pedacinhos” do Nubank aos clientes elegíveis do banco. O objetivo do Nubank é levar o maior número possível de pessoas a investir na bolsa de valores através do Nu invest.

Entretanto, apesar da concorrência, a entrada de mais pessoas na bolsa de valores pode beneficiar o BTG Pactual. Além disso, caso outros bancos digitais criem um projeto similar ao do Nubank, é possível que todo o mercado se beneficie.

JBS armando padrão de compra!

Assim como ocorreu com a maioria das empresas listadas na bolsa de valores, as ações da JBS também realizaram um forte movimento de queda no início de 2020. Entretanto, apesar de se beneficiar com o aumento do dólar, o ativo demorou para voltar a subir.

Entre abril de 2020 e fevereiro de 2021 o preço do papel ficou praticamente andando de lado. Quando finalmente o ativo começou a subir, realizou um forte movimento de alta alcançando em poucas semanas o terceiro alvo.

Após alcançar o terceiro alvo projetado pelo retângulo, o preço começou a corrigir. No entanto, a retração de 38,2% serviu de suporte e junto com a média móvel de 20 períodos segurou o preço.

O ativo então iniciou um novo movimento de alta indicando que iria acionar um grande pivô no gráfico semanal.

Antes de acionar o pivô, porém, o papel formou um padrão conhecido como “trick entry”, que se trata de um pivô menor dentro de outro maior. Para entender melhor como funciona esse padrão, sugiro a leitura do artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.”

Como mostrado, tanto o primeiro alvo do pivô, quanto o terceiro alvo da trick entry foram alcançados.

Porém, os alvos seguraram o preço, que passou a cair nas semanas seguintes.

O ativo corrigiu mais uma vez até a média móvel de 20 períodos, de onde passou a subir.

Caso o movimento de alta persista e o topo seja rompido, o ativo estará acionando um pivô de alta alinhado com a média de 20. Este padrão tem uma alta probabilidade de sucesso, o que poderia levar o preço até a região dos R$44,00.

Como mostrado, o alvo de 100% do pivô que seria acionado com o rompimento do topo, coincide com o terceiro alvo do pivô anterior.

Cenário interessante no gráfico diário.

Observando o gráfico diário, é notado que o ativo teve bastante dificuldade para romper o primeiro alvo do pivô semanal. Por diversas vezes o alvo foi rompido, mas na sequência a força vendedora empurrava o preço para baixo.

Quando um pivô é acionado, o topo rompido é denominado de cabeça do pivô. Após corrigir até a cabeça do pivô, o preço disparou rompendo de uma vez a resistência.

Nos últimos dias o ativo recuou um pouco. Mas o que antes era uma resistência, agora está se comportando como suporte e vem segurando o preço.

Caso o preço volte a subir, poderá encontrar uma nova resistência no segundo alvo do pivô semanal. Do contrário, deve subir com força até o terceiro alvo, para então fazer um novo movimento de correção.

Setor de transporte aéreo querendo decolar?!

O temor causado pela pandemia no início de 2020 fez as empresas do setor de transporte aéreo “derreterem”. Tanto a Gol quanto a Azul perderam mais de 85% do valor de mercado em apenas 4 semanas.

Após fazer mínima em março de 2020, os papéis foram se recuperando nos meses seguintes. Porém, ainda fecharam o ano com mais de 30% de queda. Neste ano de 2021 o cenário continua desafiador, pois as empresas voltaram a cair depois de junho, quando o Ibov começou a recuar.

Azul

As ações da Azul conseguiram se recuperar ao longo de 2020, mas encontraram uma resistência que acabou segurando o preço. Entre janeiro e fevereiro de 2021 o ativo tentou por diversas vezes romper essa resistência, mas acabou cedendo.

Em junho, quando o papel finalmente parecia ter superado a resistência, o Ibov começou a cair, e as ações da Azul iniciaram um forte movimento de baixa.

A linha tracejada em azul indica a resistência, já a linha tracejada branca trata-se de um suporte criado em 2020.

Após fazer topo e voltar a cair, o papel passou a andar de lado entre agosto e outubro. Quando a consolidação foi rompida, o ativo caiu com força até o terceiro alvo. Nesta região também se encontrava o suporte formado em 2020, que conseguiu segurar o preço.

Como o papel se segurou no suporte e começou a subir, conseguiu romper uma LTB que vinha desde outubro. Com a movimentação dos últimos dias, foi armado um pivô de alta sobre a média móvel de 20 períodos no gráfico diário.

Se o ativo tiver força para subir, pode alcançar o terceiro alvo projetado pelo pivô que coincide com a média de 200.

Gol

As ações da Gol também formaram um topo em 2020 que acabou se tornando uma resistência. Após começar o ano de 2021 fazendo um movimento de baixa, o ativo tentou subir, mas bateu na resistência e recuou.

Com essa movimentação o ativo formou um triângulo ascendente no gráfico semanal.

O triângulo ascendente é um padrão altista que normalmente dá força para que seja realizado um movimento de alta quando rompido.

No entanto, a figura foi rompida para baixo. Mas, como pode ser notado, o ativo sequer alcançou o primeiro alvo do movimento de queda.

Agora o papel vem formando um pivô de alta alinhado com a média móvel de 20 períodos. Este padrão é muito poderoso, e cerca de 85% das vezes que é acionado, vai até o primeiro alvo. Isto levaria as ações da Gol a superarem a média de 200. O que poderia desencadear em um movimento de alta mais consistente.

Será que Magazine Luíza já caiu muito?

Para entender a dinâmica de preços e um pouco do que aconteceu com as ações da Magazine Luíza, é interessante voltar no tempo até maio de 2011, quando a empresa abriu capital.

Observando o gráfico mensal, é notado que os primeiros anos foram difíceis. Entre junho de 2011 e julho de 2016 o ativo permaneceu trabalhando em um canal de baixa, chegando a perder quase 95% do valor de mercado.

É preciso lembrar que este período foi desafiador para o mercado brasileiro como um todo, pois o próprio Ibov trabalhava em tendência de baixa. Além disso, a taxa básica de juros (Selic) estava subindo ano após ano, reduzindo assim o consumo. Isso, por sua vez, afeta bastante as empresas do setor de varejo.

No final de 2016 o cenário mudou. O Brasil começou a crescer, a Selic foi sendo cortada e impulsionou o consumo. Como resultado, as ações da Magazine Luíza dispararam.

Entre agosto de 2016 e janeiro de 2020 o ativo subiu incríveis 48.300%.

Ou seja, se você tivesse comprado um lote de 100 ações em dezembro de 2015, ao custo de R$768,00, em janeiro de 2020 você teria 6.400 ações, valendo em torno de R$370.000,00.

Essa multiplicação das ações se deve ao fato da empresa ter feito dois “splits”, ou seja, fez divisões entre as ações para tornar as mesmas mais baratas. Talvez você não lembre, mas o papel já chegou a custar mais de R$500,00!

Devido a essa supervalorização, a empresa fez dois splits, dividindo o valor da ação por 8, e multiplicando a quantidade de ações pelo mesmo fator. O gráfico mostra o preço ajustado, por isso, em 2015 o preço da ação aparece valendo centavos.

E a crise de 2020?

Com a crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus, as ações da Magazine Luíza também caíram bastante. A empresa chegou a perder quase 60% do valor de mercado em apenas dois meses.

No entanto, o cenário que se criou após o início da pandemia foi muito propício para a empresa.

A Magazine Luíza já vinha investindo no E-commerce e buscava abraçar o mercado digital. Com a pandemia, este mercado cresceu muito e a taxa Selic caiu para a mínima histórica. Isto impulsionou as ações ao ponto de a empresa fazer um novo split em outubro de 2020.

Da máxima pré-pandemia até o maior preço alcançado pelas ações, foram praticamente mais 100% de aumento. Ou seja, aqueles R$768,00 que você teria investido em dezembro de 2015, estariam valendo mais de R$700 mil em novembro de 2020.

Infelizmente, esse crescimento todo não condizia com a realidade. Apesar de a proposta que a Magazine Luíza estava, e continua, desenvolvendo ser muito boa, existia um verdadeiro abismo entre o valor da ação e o que a empresa estava entregando.

Mas a culpa disso não é da empresa, e sim do mercado, que estava supervalorizando as ações.

Fim da euforia, início do pânico!

Quando finalmente o mercado percebeu que os múltiplos fundamentalistas estavam consideravelmente altos em relação às demais empresas do setor, o preço começou a ceder.

Com o aumento da inflação em 2021, o Banco Central começou a elevar a Selic, o que pressionou ainda mais o preço das ações.

Da máxima alcançada em novembro à mínima feita nos últimos dias, a ação chegou a perder 80% de valor.

É óbvio que quem comprou o ativo na euforia do movimento de alta e não realizou lucros ou encerrou a operação com um pequeno prejuízo, deve estar preocupado com essa queda gigante. Entretanto, agora as ações estão em níveis de preços que condizem com a realidade.

Infelizmente o cenário para os próximos meses, ou quem sabe anos, não parece beneficiar a empresa. Com o aumento da inflação e da taxa Selic, é esperado que exista uma diminuição no consumo. O que impacta o setor de varejo como um todo.

Ainda assim, a Magazine Luiza tem um plano de crescimento muito interessante e suas ações devem voltar a subir no futuro. Claro que será difícil ver novamente uma movimentação de alta tão forte como foi no passado. O mais provável é que a empresa cresça à medida que for entregando resultados.

Em resumo, seria possível dizer que as ações da empresa caíram bastante, mas elas podem cair ainda mais. Por outro lado, talvez a Magazine Luíza seja a melhor empresa do setor no Brasil, e com os preços atuais, os múltiplos começam a ficar interessantes.

Quem sabe em um futuro próximo, as ações parem de cair e formem um padrão de alta, voltando a subir de forma mais condizente.