Mercado aposta em Selic a 9,25%

Depois, em 2022, o mercado espera uma manutenção dos aumentos, culminando para uma Selic em 11,25% ou até 12% ao ano.

Chegando a tal patamar mais elevado, é provável que a Selic permaneça em tal nível por um bom período, até que as expectativas para a inflação voltem aos níveis normais, dentro da meta.

Poupança vai voltar a render 6,17% ao ano

Com o aumento da Selic, a taxa vai ultrapassar a barreira de 8,5% ao ano, sendo assim, as regras para a poupança serão alteradas e a rentabilidade muda.

Ao invés de pegar 70% do CDI, a poupança passa a pagar 6,17% fixos. Existe ainda a correção pela TR (Taxa referencial), porém, a TR há anos não vem registrando valor considerável, portanto, dificilmente haverá impactos por meio da TR.

Como a poupança é um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros para manter pequenas e até elevadas reservas financeiras, conhecer melhor sobre o produto é interessante.

Para aqueles que têm valores na poupança antes da alta da Selic (que provavelmente vai jogar o juro para 9,25% ao ano) a rentabilidade permanece-nos 70% do CDI, fato que é mais interessante.

Considerando que a Selic possa alcançar os 11%, aqueles que estão posicionados na poupança vão ter uma remuneração de 7,7% aproximadamente.

É claro que havendo a retração da Selic, com eventuais cortes do BC, depois que a inflação esteja controlada, a melhor opção é sacar os recursos da poupança e investir logo em seguida, para conseguir travar a remuneração em 6% ao ano.

Vale destacar ainda que existem inúmeros investimentos que podem entregar mais do que poupança e são tão seguros quanto.

CDBs, LCI e LCAs são algumas das opções. Ainda existe o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Mercado reage bem no dia

O dia de hoje foi marcado pelo bom desempenho dos mercados. O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,65%, já o S&P 500 valorizou mais de 2%.

O dólar registrou queda frente ao real, desvalorização de 1,33%, já o ouro (OZ1D) caiu mais 0,25%.

Aparentemente, a variante Ômicron parece ser menos letal, fato que vem se consolidando, mas ainda não há informação definitiva sobre a variante.

Por outro lado, os ruídos da Evergrande começam a ecoar novamente. O sistema imobiliário chinês parece não estar se recuperando, e a Evergrande pode estar enfrentando problemas ainda maiores.

Existe inclusive a expectativa que a incorporadora chinesa não consiga quitar uma de suas obrigações, prestes a vencer.

Mais inflação para 2022.

Ou seja, se isso realmente acontecer, a meta estabelecida para a inflação também será quebrada em 2022.

Por mais que o aumento seja pouco acima do teto, existe a preocupação que o “descontrole” possa influenciar em mais aumento da inflação e isso contamine ainda mais os preços.

Em outras palavras, o Banco Central, pode estar abrindo mão de algo que deveria ser visto com mais atenção.

Dólar sobe e ouro cai

O dia na bolsa de valores foi bom. O Ibovespa manteve o seu ritmo de recuperação, subindo mais 1,70%.

Já o S & P 500 subiu mais de 1,17%. O dólar ficou mais caro no Brasil, a moeda norte-americana registrou valorização de 0,63%, enquanto o ouro (OZ1D) registrou leve queda de 0,06%.

Por mais que o dólar esteja em alta no Brasil, o ouro vem caindo. Uma das causas para a queda do ouro, pode estar vinculada às notícias menos alarmantes referentes a variante Ômicron.

Como ainda não há dados contundentes da relação das vacinas e da nova variante, o mercado ainda fica na expectativa, mas, a princípio, parece que a nova variante não é tão letal, ou tão perigosa quanto às demais variantes e até o próprio COVID-19 original.

Vale destacar que em dezembro, o Ibovespa vem se recuperando bem, chegando a valorização de 4,85%.

Inflação mais alta, o que fazer?

Como as expectativas são para mais inflação, a tendência é de juros maiores e de uma manutenção de tal patamar, por mais tempo.

Portanto, é bem provável que o Brasil conviva em 2022 com uma taxa de juro alta e uma inflação alta.

Como a tendência é de ver um juro real atraente, com bons ganhos para a renda fixa convencional, o negócio é dar foco na renda fixa.

Tesouro Direto e demais títulos, como os CDBs, LCI e LCA, são ótimas opções. Buscar alternativas de renda fixa atreladas ao CDI ou ao IPCA são as melhores opções.

Não esquecendo que o investidor precisa dar atenção a qualidade da instituição onde o planeja investir, além dos prazos dos títulos. O melhor é buscar títulos com vencimento curto.

Como o mundo ainda não está totalmente recuperado, é bom manter na carteira posição em ativos considerados defensivos, como é o caso do dólar e do ouro.

Por outro lado, fique atento à renda variável. A bolsa de valores vem dando sinais de recuperação e as coisas podem melhorar no futuro, por isso, é bom aproveitar oportunidades e investir.

Dívida Bruta pode terminar 2021 em 80,6% do PIB.

Se isso de fato ocorrer, teremos uma grande redução comparada ao final de 2020, quando a dívida chegou à casa dos 88% do PIB.

Querendo ou não, o PIB vem mostrando força (abaixo das expectativas, mas vem crescendo) e as coisas vêm se recuperando, pelo menos na parte fiscal.

Expectativas para a dívida de 76,6% do PIB em 2030.

Além das expectativas com relação ao ano de 2021, ainda existem as estimativas para os próximos anos.

Quando analisada essa estimativa, fica claro que o Tesouro Nacional considera a possibilidade de melhora do cenário fiscal ano após ano.

Até 2030, se tudo der certo, a dívida bruta pode chegar aos 76,6% do PIB. Lembrando que a dívida bruta antes da pandemia estava em 74,3% do PIB.

Portanto, mesmo em 2030, a dívida não chegará aos níveis pré- pandemia. Se por um lado essas notícias são boas, porque deixam evidenciado que existe uma expectativa para melhora do quadro fiscal, com a redução da vida, do outro lado, há certa preocupação com a lentidão dessa melhora.

Como houve uma grande alocação de recursos para tentar amenizar os efeitos da pandemia no Brasil, havia uma expectativa que a recuperação pudesse ser mais forte, fato que não vem se evidenciando.

Ao menos, do jeito que está o Brasil aparentemente vem se recuperando. Um pouco mais lento, mas vem.

Como o mercado vai reagir?

A melhora do cenário fiscal de qualquer forma é animadora e dá um humor diferente ao mercado.

Se o Brasil vem conseguindo arrecadar mais, é porque as empresas vêm conseguindo vender mais e isso vai gerar mais dinheiro para os cofres públicos, por meio dos impostos.

É fato que a inflação também vem ajudando na melhora do cenário. Com mais inflação e um juro real negativo, a dívida se amortiza por si só (a arrecadação aumenta porque há o aumento dos preços e, portanto, o recolhimento segue o caminho do aumento).

A dúvida fica por conta do caminho que o Brasil vai fazer de fato até 2030. Será que não haverá mais gastos?  O governo federal colocou a PEC dos Precatórios para ser votada e não conseguiu emplacar reformas que pudessem ajudar no custeio.

Isso gera a necessidade de um PIB mais forte, forte suficiente para cobrir os gastos além da dívida que já existe.

Como existem dúvidas, mas há expectativa de um futuro melhor, o investidor precisa manter uma carteira bem diversificada, na medida do possível.

Investir na renda fixa é uma boa opção para o momento, sem esquecer-se da renda variável. Há oportunidades pipocando a todo o momento. Para equilibrar a carteira, o investimento em dólar e ouro também pode ajudar.

PIB do Brasil caiu 0,1% no terceiro trimestre.

Considerando o período anterior (terceiro trimestre de 2020) o Brasil vem alcançando alta de 4%.

Porém, a segunda queda do PIB consecutiva vem mostrando que as coisas não andam tão bem, ou que existem riscos com relação ao PIB. Do jeito que está dificilmente o Brasil vai conseguir alcançar um PIB de 5% ainda em 2021.

Vale destacar que o IBGE também fez a revisão do PIB referente ao segundo trimestre de 2021, e constatou que houve uma queda de 0,4% e não de 0,1%.

Apesar da queda do PIB, o mercado reagiu.

Mesmo com a divulgação do resultado negativo do PIB, o Ibovespa alcançou alta de 3,66%, sendo que o dólar caiu 0,82% chegando aos R$ 5,65.

Com essa valorização, o Ibovespa consegue recuperar parte de suas perdas. Mas o principal índice brasileiro ainda está longe de alcançar os 120 mil pontos, por exemplo.

No momento, o Ibovespa vem amargando perdas de 12,11% em 2021. Ao contrário do Ibovespa, o S&P 500 acumula alta de 23,68%.

Observando isso, fica claro que o investidor precisa ter parte do patrimônio alocada em ativos com referência no exterior, como é o caso do IVVB11 (ETF que segue o S&P 500).

Existem outros ETF que seguem o índice norte-americano, e inclusive fundos de investimento. Com uma diversificação bem calibrada, o investidor consegue reduzir eventuais volatilidades do mercado interno.

Uma pessoa com uma carteira dividida entre o S&P 500 e outra parte em Ibovespa, estaria registrando ganhos, uma vez que as perdas do Ibovespa não seriam suficientes para reduzir todos os ganhos auferidos como o S&P 500.

É claro que as proporções e a estratégia empregada vai de investidor para investidor, mas é importante pensar bem sobre alocar recursos em diferentes mercados, principalmente nos de origem norte-americana.

Junto do dólar, o ouro também caiu.

O ouro (OZ1D) caiu 1,53%. Mesmo com uma leve valorização do ouro (XAU) nos Estados Unidos, o ouro no Brasil ainda performou abaixo. Isso provavelmente aconteceu devido à queda do dólar.

Como o ouro no Brasil é influenciado pela cotação do dólar, quando a moeda norte-americana cai, o ouro também pode acabar seguindo o mesmo rumo.

Se de um lado nós temos os produtos de renda variável bem voláteis, do outro há a renda fixa. A renda fixa ainda vem performando muito bem e com boas expectativas para 2022.

Caso a situação com relação à inflação se mantenha ruim, é provável que a Selic permaneça em níveis elevados. Isso vai gerar retornos melhores em diversos produtos de renda fixa, como os CDBs, LCI e LCA, além das letras do Tesouro Direto.

Brasil reduz o desemprego no último trimestre

Com menos pessoas ociosas existe a expectativa que o consumo aumente. Querendo ou não,  mais pessoas empregadas vão consumir, e todo esse consumo vai girar ainda mais a economia.

Ao menos essa é a expectativa, é importante acompanhar os próximos indicadores para conseguir reconhecer se haverá ou não melhora.

Vale destacar que mesmo com uma melhora do emprego, a renda do trabalhador está caindo. Observando os últimos quatro trimestres, a renda média do trabalhador vem caindo e chegando a níveis próximos de 2012.

Isso somado à inflação alta e o juro alto podem acabar comprometendo a recuperação.

Quais são as expectativas?

Se o ano de 2021 terminar com menos desemprego, é possível que as coisas melhorem sim. Dependendo da situação, mesmo que a renda média esteja baixa, um aumento do emprego pode compensar e favorecer o mercado.

Mas o caminho para conseguir mais empregos e um crescimento estável é difícil. Há diversos riscos à frente. Dentre eles nós temos a nova variante da COVID-19, atritos políticos, inflação alta e o juro.

Todos esses itens podem de alguma forma frear o avanço econômico. Por isso, o futuro no Brasil ainda é uma incógnita.

O Ibovespa hoje fechou na casa dos 100 mil pontos, registrando queda de 1,12%. Já o S&P 500 caiu mais 1,18%.

Já o dólar se valorizou em mais de 1,2%, chegando aos R$ 5,70. O ouro (OZ1D) fechou o dia com alta de 0,06%.

Mesmo com queda do XAU (gold index) de 3,27%, o ouro no Brasil se valorizou devido a valorização do dólar.

É importante salientar que o ouro no Brasil sofre influência tanto do próprio metal quanto do dólar. Coisa similar ocorre com as criptomoedas, como é o caso do Bitcoin.

O que fazer para aproveitar o momento?

Olhando a longo prazo, a bolsa tem grandes chances de entregar bons resultados aos seus investidores.

Porém, no momento a bolsa não está performando, por isso é importante focar na renda fixa. Produtos de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs são muito interessantes.

Além é claro do Tesouro Direto. Letras como o Tesouro Selic podem trazer boa remuneração e com liquidez diária.

Desse modo, quando a bolsa cair mais, o investidor tem como resgatar parte de seus recursos e investir na renda variável.

Por fim, é importante dar atenção ao dólar e ao ouro também. Ambos os ativos podem suavizar a volatilidade do mercado caso as coisas se tornem mais turbulentas.

Estados Unidos podem antecipar a redução dos estímulos

Com uma redução mais rápida, provavelmente a economia dos Estados Unidos sofrerá algum impacto e consequentemente o mundo.

Vale destacar que a redução dos estímulos pode de certa forma, ajudar no controle da inflação no mundo. No Brasil os efeitos podem ser benéficos, porém, provavelmente haverá repercussões negativas com relação ao câmbio.

Mercados reagem

Com tais notícias, os mercados não reagiram bem. O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,87%, enquanto o S&P 500 caiu 1,90%.

Por outro lado, o dólar se valorizou em 0,39% e o ouro (OZ1D) ficou 0,63% mais caro. Apesar da nova variante Ômicron, o FED não parece disposto a ceder e deve reduzir os estímulos.

Querendo ou não, a economia norte-americana está bem e o desemprego está baixo, quase alcançando o nível de “pleno emprego”.

Dentro desses níveis não há mais tanta necessidade de estímulos. Sem falar que o governo dos Estados Unidos vai injetar muito dinheiro na economia por meio das obras de infraestrutura e dos pacotes de ajuda.

Desse modo, a retirada dos estímulos se vê necessária, inclusive com um aumento dos juros mais a frente. É claro, tudo isso depende se a nova variante da COVID-19 exigir novos lockdowns e restrições.

As bolsas vão cair mais?

A retirada dos estímulos traz sensação de menor liquidez no mundo e isso pode trazer efeitos negativos para a bolsa.

Porém, tais efeitos se encerram quando as empresas e o mercado dão bons sinais. Caso a economia dos Estados Unidos continue crescendo, as coisas vão continuar progredindo.

Com relação ao mercado nacional, o cenário depende muito mais de outras variáveis, como a própria política.

Infelizmente a alta da inflação no Brasil não está ligada somente à alta dos preços referentes a energia e combustíveis, mas está ligado a vários outros fatores, como o “descontrole” com as contas públicas.

Portanto, mesmo com uma estabilização dos preços no exterior, a economia no Brasil pode continuar andando de lado.

Com um cenário tão volátil e imprevisível, há boas oportunidades aparecendo. O ETF BOVA11 chegou aos R$ 96,71, depois no final do pregão, terminou em R$ 98,35, mesmo assim as perdas em 2021 chegam aos 13,80%.

Já o ETF SMAL11, fundo de índice referente às empresas de pequeno porte, vem acumulando perdas em 2021 de 18,81%.

Ambos os ETF vêm se mostrando muito interessantes. Caso no futuro a economia se recupere, os dois ETFs provavelmente vão oferecer excelentes ganhos aos seus cotistas.

IGPM dos últimos doze meses alcança 17,89%.

Por mais que o indicador esteja alto, ele vem caindo constantemente nos últimos meses, sendo que em novembro, o IGPM só subiu 0,02%.

Ou seja, há uma clara redução nos preços que compõem o índice. Vale destacar que boa parte dos preços que fazem parte do cálculo do IGPM são referentes a commodities, como é o caso do ferro.

IGPM em queda, bom sinal?

Um país com inflação moderada é sinônimo de país em crescimento. Se os preços sobem, normalmente significa que existem pessoas dispostas a pagar.

Por isso o aumento dos preços de forma moderada é bem vindo. Porém, o que vem ocorrendo com o IGPM foi desproporcional.

O índice inflacionário divulgado pela Fundação Getúlio Vargas chegou a subir mais de 4% em maio deste ano, porém, depois desse elevado aumento, a taxa foi registrando novos aumentos, mas não tão relevantes.

Só para comparação, em maio, nos últimos 12 meses, o IGPM estava registrando alta de 37,04%.

De maio  para agora, o IGPM vem caindo e isso é uma ótima notícia. Com os preços mais controlados, o consumidor poderá voltar a consumir e as empresas terão mais facilidade em comprar e negociar produtos e serviços.

Ainda mais quando o indicador é aquele utilizado para corrigir os valores dos aluguéis. Por ser um índice utilizado na área imobiliária, a redução da inflação na área pode beneficiar os negócios, mesmo com o juro maior.

Ibovespa e S&P 500 se recuperam

Depois da última sexta-feira, os mercados vêm se recuperando. O Ibovespa registrou alta de 0,58% enquanto o S&P 500 alcançou valorização de 1,32%.

O receio com relação à nova variante da COVID-19, Ômicron ainda existe e isso vem afetando os mercados.

Por mais que a bolsa tenha se recuperado, o USD/BRL terminou o dia em alta de 0,60%. Já o ouro (OZ1D) terminou o dia registrando valorização de 0,79%.

Como ainda há riscos no mercado, a renda fixa permanece sendo uma opção mais segura e rentável.

Em segundo lugar, o S&P 500 parece ser uma boa opção. Renda fixa no exterior também é uma boa opção, como as letras do Tesouro dos Estados Unidos, por exemplo.

Para trazer um pouco mais de proteção à carteira, boas alternativas são: dólar e ouro. O Bitcoin também se recuperou hoje registrando valorização de 1,17%.

Com o cenário político conturbado, o investimento na bolsa pode ser um pouco mais arriscado, principalmente para aqueles que procuram retornos no curto prazo.

Variante Ômicron abala os mercados.

Tal variante parece ser mais transmissível, mas ainda não há certeza sobre como as vacinas reagem a variante ou qual é o grau de mortalidade da mesma em comparação às demais variantes.

Como não há tantas informações, mas é notório que a variante Ômicron é mais transmissível, os mercados reagiram mal com tal notícia.

O receio é de mais “lockdown” e redução na produção das economias. Como há forte stress sobre a matéria prima e os países vêm registrando dificuldades para conseguir diversos tipos de componentes essenciais para o desenvolvimento de produtos, o lockdown agora pode prejudicar o crescimento econômico e atrasar ainda mais a recuperação de alguns países, como é o caso do Brasil.

Temos que nos preocupar?

A preocupação é importante. Tanto com nossa saúde quanto com o dinheiro. Uma nova variante pode trazer mais riscos ao povo e sua economia.

Por isso, é preciso ficar atento às notícias que serão divulgadas a respeito da efetividade das atuais vacinas contra a nova variante além da letalidade da Ômicron.

Dependendo de como as coisas ocorrerem, o desenrolar pode ser tranquilo ou mais preocupante.

Observando isso, com relação aos investimentos, é importante ficar defensivo, dando foco na renda fixa e na proteção do capital.

Proteger o capital pode ser feito por meio de pequenos investimentos em dólar norte-americano e no ouro.

Na última sexta-feira o Ibovespa caiu 3,39% enquanto o USD/BRL se valorizou em 0,78% e o ouro OZ1D ficou 0,16% mais caro.

Inclusive o S&P 500 registrou forte queda, terminando na sexta-feira 2,27% menor. Um diagnóstico pior da variante pode derrubar ainda mais os mercados enquanto algo mais favorável, como um reconhecimento de letalidade similar às demais variantes ou até menor, pode levar os mercados a se recuperarem do tombo atual.

Comprar Ibovespa e S&P 500 agora pode ser uma boa?

Quando realizado de forma coerente, o investimento em índices por meio de fundos ou ETF podem ser uma ótima alternativa. Inclusive em momentos onde os mercados caem bastante, como é agora.

Porém, a queda não foi assim tão brusca. Na verdade, ainda não existem informações finais sobre a nova variante. Como não há tantas informações, o descobrimento de uma nova variante aumenta o alerta das nações exigindo esforços para tentar conter a mesma de qualquer jeito.

Muito melhor prevenir do que remediar, por isso, o mundo fica em alerta. De qualquer forma, no Brasil, mesmo que a variante não se mostre tão preocupante, a bolsa não vai reagir tão bem.

No momento as coisas estão um tanto quanto confusas na política quanto na economia, por isso, é provável que a bolsa continue andando de lado. Ao menos até algo surpreendente acontecer, como um aumento acima dos 5% no PIB, por exemplo.

IPCA-15 de Novembro sobe 1,17%.

O IPCA-15 de novembro foi o mais alto desde 2002. Com mais esse aumento, o indicador acumula alta de 10,73% em 12 meses.

Com mais esse aumento fica a dúvida? Será que a inflação está perdendo força ou não?

Aumento de Novembro vem abaixo de Outubro

Em Outubro o IPCA-15 registrou valorização de 1,20%, portanto, há sim, uma retração no aumento da inflação em novembro.

Isso sugere uma estabilização ou até redução da inflação para os próximos períodos. Porém, como a taxa ainda é elevada e existem expectativas de mais aumentos nos preços, nos próximos meses, a previsibilidade da inflação vem se deteriorando.

Em outras palavras, boas notícias que a inflação não veio tão alta, mas ainda sim, é uma taxa preocupante.

Vale destacar que mesmo com a divulgação do IPCA-15, o Ibovespa registrou alta hoje, alcançando valorização de 1,24%.

Já o USD/BRL fechou o dia em queda de 0,73% e o ouro (OZ1D) por sua vez fechou em queda de 0,38%.

Como hoje foi feriado de ação de graças nos Estados Unidos, não houve pregão por lá. Amanhã o pregão acontece, mas só meio período.

Renda fixa continua interessante

Por mais que a bolsa esteja reagindo, os mercados por aqui ainda vão permanecer voláteis. As expectativas com relação à inflação e ao PIB ainda estão se deteriorando e isso pode comprometer o bom humor dos investidores.

Essa retração ou estagnação pode ajudar os investidores a se posicionar na renda variável. Existem várias ações a preços interessantes e inclusive fundos imobiliários.

Além disso, os ETF (fundo de índices) vem se mostrando uma forma bem inteligente de investir e manter parte do patrimônio alocado em renda variável.

Com o intuito de reduzir a volatilidade da carteira, é interessante investir em ouro e dólar também.

As criptomoedas vêm ganhando espaço e, portanto, podem se consolidar como mais uma alternativa interessante de investimento.

Mas ainda sim, como os juros estão em alta e a inflação continua registrando valores elevados, é provável que o juro alcance os dois dígitos em 2022.

Portanto, nada mais razoável do que considerar o investimento em renda fixa. Dentre as opções há várias, principalmente por meio dos bancos menores.

Sempre lembrando que todo investimento merece cuidados, não há nada garantido. Por mais que haja sistemas ou instituições oferecendo algum nível de proteção, os investimentos têm risco e devem ser muito bem avaliados.

Campos Neto mostra preocupação moderada com a inflação.

Entre os pontos citados, o presidente do BC mencionou a inflação, crescimento e a situação fiscal do país.

Ao que tudo indica, Campos Neto está ciente das expectativas ruins para a inflação e para a economia brasileira, porém, ele não enxerga que o cenário seja assim tão perverso em 2022.

Segundo expectativas do governo federal, o PIB tem grandes chances de bater crescimento de 2% em 2022, sendo que no último boletim Focus, as expectativas já estão abaixo de 1%.

Campos Neto ainda acredita que a PEC dos Precatórios é algo importante e que no atual momento, é preciso.

Com relação à inflação foi destacado a necessidade de controlá-la, mas com cautela. Devido aos impactos da COVID-19 na economia mundial, o juro precisa ser mais bem dosado para não provocar uma piora do cenário.

Interpretações da fala do presidente do BC.

O discurso foi polido, mas há alguns sinais importantes a serem avaliados. Em outro momento, Campos Neto já reconheceu que alguns núcleos da inflação estão se mostrando mais resistentes, coisa que sugere mais dificuldades em conseguir controlá-los, porém, o aumento do juro deverá ser controlado, sem que haja força desproporcional no aumento da Selic.

Isso significa que a inflação pode acabar ultrapassando o centro da meta em 2022. Caso a alta da Selic se mantenha e a inflação continue se mostrando persistente, é possível que o BC não consiga deixar o IPCA dentro dos 5% (limite para a inflação em 2022).

Lembrando que as expectativas para o IPCA em 2022 já estão em 4,96%. Como até o momento, a taxa de juro está abaixo do IPCA dos últimos 12 meses, é possível que tal diferença permaneça em 2022.

Em uma situação assim, é possível que os juros longos comecem a subir mais, caminhando para um cenário similar ao de 2015 e 2016.

Nesse período, títulos prefixados do Tesouro Direto chegaram a pagar mais de 14% ao ano, e o Tesouro IPCA alcançou rendimentos superiores a 6% mais IPCA.

Será que o PIB não vai crescer 2% em 2022?

As expectativas para o PIB em 2021 precisam surpreender para considerar um PIB maior em 2022. Sem um PIB mais robusto em 2021, as coisas podem ficar mais difíceis em 2022.

Em uma situação onde as expectativas econômicas sejam superadas, é provável que a bolsa volte a subir com vigor. Se as coisas não melhorarem, ativos como o dólar e o ouro podem ajudar na defesa da carteira. Inclusive títulos de renda fixa.