Prévia do PIB registra queda em outubro.

Em 2021, o IBC-BR está positivo, registrando alta de 4,99%. Com tais dados, o BC divulgou sua expectativa sobre o crescimento econômico brasileiro em 2021, segundo o BC, o Brasil deve crescer 4,7%, enquanto o último boletim Focus, acredita em alta de 4,65%.

Vale destacar que no início do ano, havia fortes esperanças que a economia brasileira poderia alcançar os 5% de crescimento e até mais. Porém, a inflação e o juro vêm comprometendo tal crescimento.

Brasil vai crescer quanto em 2021?

O crescimento brasileiro provavelmente ficará abaixo dos 5% em 2021. Como os indicadores prévios e até os mensais, vem trazendo quedas é provável que o PIB cresça abaixo dos 5%.

Com um PIB menos forte, a tendência é que as contas públicas fiquem mais prejudicadas, uma vez que a arrecadação sofrerá com menos receitas.

Outro ponto está ligado à inflação e ao juro. A inflação não vai terminar de uma hora para outra. Enquanto os preços estiverem em alta, o poder aquisitivo vai ficar comprometido.

Além disso, existe o juro. A Selic alta inibe a busca por crédito, fato que reduz o apetite dos consumidores e das empresas em investir.

Sabendo disso, o ano de 2021 provavelmente não terá um crescimento em 5%, sendo que 2022 tem tudo para ser um ano difícil.

Como se defender da inflação e do juro?

O mercado de renda variável no momento está cheio de oportunidades. Como a bolsa vem caindo em 2021, o investimento em ETFs, como BOVA11, SMAL11, são ótimas alternativas.

Mas a valorização desses ativos não é certa, ao menos no curto prazo. O mercado vai permanecer volátil por um bom tempo.

Por isso, o investimento nesses ativos tem seu grau de risco, mas no longo prazo é provável que a renda variável se pague.

Agora, se o investidor busca retornos interessantes para o momento, os investimentos atrelados à Selic e ao CDI são as melhores opções.

Como o juro está em alta e não há uma certeza de até quanto o mesmo vai subir, o investimento em produtos de renda fixa pós, acaba surgindo como uma ótima opção.

Os prefixados até possuem taxas atraentes e prazos relativamente curtos (de até dois anos), chegando a pagar até 12% ao ano, porém, a incerteza sobre até quanto a Selic pode ir e até quando ela vai permanecer elevada, não da segurança para fazer o investimento.

Outra alternativa é a renda fixa atrelada ao IPCA mais juros. Nesse caso, mesmo havendo o juro prefixado, existe também a correção pelo IPCA, o título acaba se tornando muito interessante em momentos de alta inflação.

Dólar cai com ajuda do BC

O dólar volátil provavelmente será uma realidade ainda no último mês de 2021 e no ano de 2022.

Com as eleições e os receios com relação à política fiscal do país, o dólar vai ter muita volatilidade.

Outros pontos também vão influenciar na cotação da moeda norte-americana, como é o caso do crescimento global, elevação dos juros nos países ricos e os preços das commodities. Tudo isso pode influenciar o dólar e trazer mais volatilidade.

Como se defender da volatilidade do dólar?

Uma forma efetiva de se defender das oscilações do dólar, é adquirindo dólares. Investir em fundos de investimento cambiais é uma forma bem interessante.

Existem diversas instituições que oferecem tal produto, inclusive, com valores acessíveis, abaixo dos R$ 1.000,00.

Por mais que uma posição em dólares não traga rendimentos por meio do juro, ou da inflação (de forma direta), a moeda norte-americana pode equilibrar a sua carteira, caso haja oscilações relevantes no mercado.

Uma crise interna ou externa, normalmente influencia bastante na cotação do dólar. Visto isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio dolarizada.

Além do investimento em dólares por meio de fundos, o investidor também pode adquirir produtos que sofrem influência direta do dólar, como é o caso de alguns ETFs.

Um ótimo exemplo são os ETFs que seguem o índice S&P 500, como é o caso de IVVB11. O ETF, somente em 2021, vem se valorizando em mais de 37,74%.

Outro ETF que segue estratégia similar é o SPXI11, que vem alcançando rentabilidade de 37,01%. Para muitos investidores, os valores da cota de cada um desses ETFs podem ser meio elevados, ficando acima dos R$ 280,00 a cota.

Mas também existem outros ETFs que possuem valor de cota menor, como é o caso do SPXI11. O ETF também segue o S&P 500 e sofre com influência do dólar.

Por ser um ETF lançado em setembro de 2021, o rendimento do mesmo está abaixo dos demais ETFs citados, sendo que até o momento, SPXB11 vem rendendo pouco mais de 11%.

Outras formas de investir “dolarizado”.

O próprio ouro e o Bitcoin também sofrem certa influência do dólar. Mesmo com a alta do Bitcoin, ou do ouro no mercado exterior, caso o real se valorize frente ao dólar, é possível que tanto o ouro quanto o Bitcoin registrem perdas no Brasil.

O contrário também pode acontecer. Mais recentemente foi lançado um novo ETF, ALUG11, fundo de índice que acompanha o índice: MSCI US IMI Real Estate 25/50 Index, dos Estados Unidos. Esse índice cobra o mercado de “Real Estate” que seria algo próximo aos nossos fundos imobiliários, mas dos Estados Unidos.

Para aqueles que procuram investimentos dolarizados e com exposição em mercados diferentes, como é o caso do imobiliário, ALUG11 é uma opção interessante.

FED vai reduzir ainda mais os incentivos.

Desde o início da pandemia da COVID-19, os Estados Unidos vem injetando 120 bilhões de dólares por meio de recompra de títulos.

Na última reunião, já tinha sido acertado uma redução de 15 bilhões por mês, sendo assim, a cada mês o valor injetado na economia fica 15 bilhões menor.

Agora o FED vai ampliar a redução para 30 bilhões. Desse modo, a injeção de capital logo terminará e o caminho ficará livre para iniciar o aumento do juro.

As expectativas são para três aumentos ainda em 2022. Com menos dinheiro em circulação e juros maiores nos Estados Unidos, quais serão as influências sobre o Brasil?

O que acontece com o Brasil?

Diretamente, a política monetária e de incentivos norte-americana não traz impactos, porém, indiretamente sim.

Quando os Estados Unidos restringirem os incentivos e iniciarem o aumento do juro, o dinheiro vai ficar mais caro.

Em outras palavras, será mais difícil conseguir crédito por um preço atraente. A política de juros zero pode estar próxima do fim.

Desse modo, o dinheiro vai se tornar mais “escasso”. Além disso, os Estados Unidos vão aumentar o juro.

Com títulos do Tesouro valendo mais, por exemplo, os investidores vão achar mais interessantes investir em títulos públicos e papéis mais conservadores, visto que a remuneração começou a aumentar.

Aqueles investidores que enxergam no Brasil um bom lugar para investir capital de curto prazo, devido à Selic maior, provavelmente vão avaliar melhor quando o juro nos Estados Unidos subir.

Querendo ou não, é mais interessante ganhar pouco, mas ter elevada segurança, do que ganhar bem, mas ter riscos relativamente maiores.

Bolsa sobe e dólar estável.

Ao longo do dia o dólar chegou a alcançar a cotação de R$ 5,73, porém, no final do dia, a moeda norte-americana terminou em R$ 5,68.

Já a bolsa de valores registrou alta. O Ibovespa terminou o dia alcançando alta de 0,63%. O S&P 500 por sua vez terminou com alta de 1,63%.

Além dos índices que registram boa valorização no dia de hoje, fica uma menção ao Nubank. O banco digital que abriu capital na bolsa dos Estados Unidos e no primeiro dia registrou alta de mais de 14%, viu suas ações derreterem, perdendo mais de 9% no dia de hoje.

Por mais que o Nubank seja uma empresa inovadora e com grande potencial, é difícil considerar o banco no mesmo nível que outros, como o Itaú ou Bradesco.

Por mais que haja um forte potencial de crescimento para o Nubank, os demais grandes bancos, ainda detém grande fatia do mercado nacional, sendo que tais bancos, conseguem trabalhar muito bem suas margens, registrando lucros recorrentes a anos.

O Nubank é um banco inovador, mas ainda não nos mesmos níveis que Itaú, ou Bradesco, por exemplo.

Juro alto e dólar alto.

Mesmo com a taxa Selic em 9,25% e com a redução das expectativas para a inflação em 2021, o dólar terminou o dia cotado a R$ 5,69, alta de 0,17%.

Se os sinais monetários melhoraram, porque o dólar não recua? Porque ainda há tanta volatilidade?

Reunião do FED

O FED, o Banco Central dos Estados Unidos, deu início a sua reunião para definir qual será os próximos passos da política monetária.

Até o momento, os Estado Unidos vem trabalhando com juro “zero”. O mercado aguarda o aumento do juro somente a partir do segundo semestre de 2022.

Porém, como a inflação nos Estados Unidos vem aumentando e o desemprego vem alcançando níveis pré-pandemia, o FED pode reconhecer que não há mais necessidade de permanecer com o juro baixo, dando início a alta dos juros ainda no primeiro semestre de 2022.

Com uma movimentação assim, os mercados mundiais serão impactados, uma vez que os títulos norte-americanos vão começar a se tornar mais atraentes.

Com os títulos norte-americanos pagando mais juros, é natural que os investidores busquem maior proteção aliado a bons rendimentos nos Estados Unidos. Tocando seus investimentos de lugar.

Desse modo, os títulos de países em desenvolvimento, como é o Brasil, perdem o interesse. Na verdade, o interesse até pode existir, mas serão necessários prêmios maiores.

Portanto, mesmo com mais juro e uma inflação mais controlada, o dólar ainda pode ficar volátil, devido às mudanças no exterior.

Uma forma que o Brasil teria para conseguir melhorar o câmbio junto ao dólar é por meio da política fiscal.

Politica fiscal

A política fiscal trata das contas públicas. Hoje o Brasil vem conseguindo reduzir a relação dívida bruta/PIB. Ainda em 2021, a dívida bruta alcançou os 90% do PIB. Agora está em 83% aproximadamente.

O governo federal estima que a dívida pode chegar aos 81% do PIB até o fim de 2021.

Se o governo conseguir reduzir a dívida bruta, o cenário fiscal pode melhorar, uma vez que o investidor vai estar mais seguro em investir em um país que consegue reduzir o seu endividamento.

Mas, o que acontece hoje não é bem assim. O governo vem trabalhando para sancionar a PEC dos Precatórios, e assim, conseguir recursos para financiar o seu novo programa social, o Auxilio Brasil.

Como o Brasil não conta com disponibilidades, houve necessidade de alterar o teto de gastos, para conseguir financiar o programa.

O fato de o governo trabalhar para aumentar as despesas causa receio ao mercado. Com a PEC dos Precatórios, não se tem certeza se não haverá mais outros programas, ou mais gastos.

Isso pode acabar prejudicando a parte fiscal e comprometendo a credibilidade do Brasil junto aos investidores. Por isso, mesmo com mais juro e uma inflação mais controlada, o dólar pode continuar subindo.

Inflação menor em 2021?

A inflação ainda vai alcançar os dois dígitos, porém, existe uma redução. Já faz meses que as expectativas apontavam para uma inflação cada vez maior. Essa é a primeira vez que existe uma redução na expectativa.

Inflação controlada?

Ainda é cedo para cantar vitória. A inflação continua elevada e para 2022, as expectativas apontam para o IPCA acima dos 5%, portanto, a inflação não está controlada.

Mas é possível dizer que a situação se encontra menos “pior”. Como o mercado aguarda um IPCA menor em 2021, comparado com as projeções da semana passada, há sinais de redução no aumento dos preços. Aparentemente, a Selic está colaborando para o controle dos preços.

Portanto, o aperto monetário tem tudo para permanecer por mais um tempo. De qualquer forma, a bolsa vem dando sinais de recuperação e o juro futuro vem caindo.

Ao analisar as letras negociadas no Tesouro Direto, aquelas que possuem rentabilidade prefixada vêm sofrendo valorização, devido à queda do juro futuro.

Isso é um sinal de que o mercado aguarda um cenário mais ameno para o juro no futuro e não tão conturbado. Mas ainda sim, o momento é de cautela.

Ibovespa cai e o dólar sobe

Mesmo com boas notícias vindas do boletim Focus, o Ibovespa caiu. O principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 0,35%.

Ainda hoje, o Ibovespa chegou a subir 1,61%, mas depois caiu. O S&P 500 também caiu, alcançando desvalorização de 0,91%.

O dólar ganhou força frente ao real, terminando o dia em alta de 1,22%, alcançando a cotação de R$ 5,68.

O mercado permanece muito volátil no Brasil. O Ibovespa vem ensaiando uma recuperação, mas ainda vem perdendo muito em 2021. Até o momento, o Ibovespa registra desvalorização de 9,65% em 2021.

Sendo que uma das principais empresas da bolsa vem colaborando com tal performance. A empresa em questão é a Magazine Luiza (MGLU3).

Só em 2021, MGLU3 vem caindo 76%. Uma das causas para tal desempenho está ligada ao receio do investidor com o mercado de varejo.

Com a inflação maior e mais juros, a tendência é de redução no consumo e de queda nas vendas.  Outro ponto é o aumento dos custos e a variedade de concorrentes no setor de varejo.

A inflação elevada dificulta as vendas e também compromete os custos. Por isso, o momento é difícil para o varejo.

Não é só MGLU3 que vem sofrendo em 2021, LAME4 (Lojas Americanas) vem caindo mais de 79% e VIIA3 (Via Varejo) está registrando queda de quase 50%.

IPCA sobe 0,95% em novembro.

Comparado aos meses anteriores, a inflação parece estar mostrando menos força, fato que pode colaborar para 2022.

Caso o juro continue subindo, é provável que a inflação fique mais controlada e se encaminhe para dentro da meta, ao menos, dentro dos 5% (meta de 3,5% com uma banda de 1,5% para cima ou para baixo).

Juro vai continuar subindo em 2022?

Tudo indica que sim. Ao menos, mais um aumento de 1,5% é aguardado para a próxima reunião do COPOM.

Com esse aumento, a Selic vai para 10,75% ao ano. No momento, o mercado aguarda que o ciclo de altas da Selic termine quando a taxa alcançar níveis acima dos 11%.

Juros a 12% podem acontecer? Até pode, mas isso vai depender de como o IPCA vai se comportar em 2022.

No momento, a tendência é de queda da inflação, uma vez que o juro está em alta e as expectativas atuais são para mais aumento.

Querendo ou não, isso acaba desmotivando a procura por crédito. Empréstimos e financiamentos são deixados de lado, uma vez que o juro está muito alto.

Com inflação alta e juro alto, fica difícil adquirir produtos e serviços e tudo isso vai colaborar para uma redução da inflação.

Renda fixa mais forte do que nunca

Com inflação elevada e juro alto, a renda fixa se torna o ativo mais desejado do momento. Os ganhos não são exorbitantes, mas, há como alcançar boa rentabilidade e com boa segurança.

O Tesouro Direto, programa de títulos do Tesouro Nacional, vem oferecendo letras como o Tesouro IPCA 2026, com taxas de 4,85% mais IPCA.

Já as letras do Tesouro IPCA com vencimento mais longo, como é o caso do Tesouro IPCA 2045, tem taxas de 5,02%.

Considerando uma inflação de 3,5% em média, a rentabilidade da letra se torna bem interessante.

Há outras opções também, como o Tesouro Prefixado com vencimento para 2024. A rentabilidade da letra está em 10,58%.

Mas já houve um momento onde a mesma estava pagando 12,18%! E não faz muito tempo não, menos de 30 dias.

Vale destacar que o investimento em letras do Tesouro Direto que possuem rentabilidade prefixada exige um pouco mais de cuidados.

Quanto mais longo for o vencimento da letra, mais volatilidade ela vai sofrer com relação ao mercado de juro. Já aquelas letras de vencimento mais curto, sofrem menos influência.

Por isso, é importante ficar atento às taxas e ao vencimento da letra, antes de investir.

Evergrande em apuros

Como os credores e até a própria Evergrande não se propiciaram, a casa de rating, Fitch, colocou a empresa como Default Restrito.

Ou seja, a firma ainda não está em processo de falência e nenhum dos seus credores solicitou a abertura de tal processo, portanto, a firma continua em operação, mas sem realizar um pagamento referente à sua dívida.

Como a Evergrande não é a única incorporadora chinesa em apuros, os riscos para todo sistema chinês, além do mundial, é relevante.

Vale destacar que as informações vindas do país asiático por vezes são poucas e restritas, portanto, a situação deve ser considerada e avaliada com muita atenção.

A China vem tomando algumas medidas

De pouco em pouco, a China vem tomando algumas medidas para suavizar os impactos de uma eventual quebra da Evergrande e das demais incorporadoras chinesas.

Como a construção civil responde por uma parcela relevante do PIB, o setor preocupa o mundo como um todo.

Dentre as medidas adotadas, a China recentemente reduziu as taxas referentes ao compulsório. Com esse corte, bilhões de Yuans serão liberados no mercado chinês, dando mais liquidez ao sistema.

Com mais dinheiro em circulação, se tem a impressão de que os danos provocados pelas quebras podem ser sanados. Tudo isso, de alguma forma, pode evitar uma quebradeira sistêmica no país e no mundo.

Porém, tudo isso são suposições. De qualquer forma, a Evergrande não quebrou ainda e, portanto, o investidor deve permanecer atento.

Queda nos mercados

Depois de ficar alguns dias no verde, o Ibovespa registrou queda de 1,67% hoje, já o S&P 500 caiu mais 0,72%.

O USD/BRL valorizou 0,72%. O mercado vinha bem animado a alguns dias, se recuperando das perdas ocasionadas pelo receio da nova variante Ômicron.

Depois, com notícias mais animadoras, o mercado veio se recuperando e chegando próximo do seu teto.

No Brasil, o Ibovespa ainda está longe do teto alcançado ainda em 2021. O Ibovespa já esteve em 130 mil pontos e hoje briga para conseguir alcançar os 110 mil.

Se a renda variável não vem trazendo muitas alegrias, por outro lado a renda fixa vem se tornando cada vez mais atraente.

Se as expectativas se confirmarem, a Selic alcançará dois dígitos em 2022 e os investimentos, como CDB, letras do Tesouro Direto, LCI e LCA vão gerar ótimos rendimentos.

Fica a expectativa também para o anúncio da inflação (IPCA) referente a novembro. Uma redução da taxa pode mostrar os efeitos do juro, já um aumento mais forte, sinaliza que existe muito trabalho pela frente (e mais juro também).

O que fazer com a Selic em 9,25% ao ano?

Com um juro maior, a renda fixa chama mais atenção, porém, é importante que a inflação ceda. Sem uma queda da inflação, o juro real não acontece e ao invés de ganhos, o investidor não vai conseguir nem corrigir o valor aplicado pela inflação.

Se a inflação permanecer no atual nível, acima dos 10% ao ano, mesmo a taxa Selic em 9,25%, não terá forças para conseguir cobrir a inflação e muito menos pagar a perda do poder aquisitivo.

Portanto, a Selic maior, só terá seus benefícios, caso a inflação esteja mais controlada.

Mais um dia de mercados no verde

O Ibovespa teve mais um dia de saldo positivo, terminando com alta de 0,50%. Já o S&P 500 valorizou mais 0,31%, enquanto o dólar registrou forte queda.

O USD/BRL caiu mais de 1,43%, enquanto o ouro (OZ1D) registrou queda de 1,66%, uma das maiores quedas dos últimos dias.

Com essa movimentação no mercado, fica claro que existem boas expectativas para o futuro. Porém, o momento ainda é de tensão.

A Evergrande dá sinais de problemas e o sistema imobiliário chinês, como um todo, também não parece estar bem.

A China vem tomando algumas iniciativas para tentar mitigar qualquer eventualidade, mas, ainda sim, é preciso ter atenção.

Investir tudo em bolsa, não é uma opção. Observando o contexto nacional, as expectativas para o PIB não são das melhores e o juro está elevado.

A inflação também está alta e a inflação de novembro será conhecida na sexta-feira. Uma queda na inflação pode mostrar que o juro alto já vem surtindo efeito e que as expectativas para a inflação em 2022 e nos demais anos podem cair.

Por outro lado, uma inflação maior, mostra que o cenário é mais complicado do que vem se mostrando.

Por isso, é importante ficar atento às oportunidades do mercado. Sendo que a renda fixa, ainda vem se mostrando muito interessante.

Onde investir na renda fixa?

Há vários produtos que podem ser adquiridos pelos investidores. A renda fixa está repleta de opções.

Uma das melhores opções são as letras do tesouro Direto, como o Tesouro Selic. O Tesouro Selic é a letra que segue de perto as oscilações da taxa Selic.

Então, em um momento como o atual, o Tesouro Selic acaba se consolidando como uma ótima alternativa de investimento, sem falar na segurança da letra.

As letras do Tesouro Direto contam com a segurança do Tesouro Nacional e tem liquidez diária.

Mercado aposta em Selic a 9,25%

Depois, em 2022, o mercado espera uma manutenção dos aumentos, culminando para uma Selic em 11,25% ou até 12% ao ano.

Chegando a tal patamar mais elevado, é provável que a Selic permaneça em tal nível por um bom período, até que as expectativas para a inflação voltem aos níveis normais, dentro da meta.

Poupança vai voltar a render 6,17% ao ano

Com o aumento da Selic, a taxa vai ultrapassar a barreira de 8,5% ao ano, sendo assim, as regras para a poupança serão alteradas e a rentabilidade muda.

Ao invés de pegar 70% do CDI, a poupança passa a pagar 6,17% fixos. Existe ainda a correção pela TR (Taxa referencial), porém, a TR há anos não vem registrando valor considerável, portanto, dificilmente haverá impactos por meio da TR.

Como a poupança é um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros para manter pequenas e até elevadas reservas financeiras, conhecer melhor sobre o produto é interessante.

Para aqueles que têm valores na poupança antes da alta da Selic (que provavelmente vai jogar o juro para 9,25% ao ano) a rentabilidade permanece-nos 70% do CDI, fato que é mais interessante.

Considerando que a Selic possa alcançar os 11%, aqueles que estão posicionados na poupança vão ter uma remuneração de 7,7% aproximadamente.

É claro que havendo a retração da Selic, com eventuais cortes do BC, depois que a inflação esteja controlada, a melhor opção é sacar os recursos da poupança e investir logo em seguida, para conseguir travar a remuneração em 6% ao ano.

Vale destacar ainda que existem inúmeros investimentos que podem entregar mais do que poupança e são tão seguros quanto.

CDBs, LCI e LCAs são algumas das opções. Ainda existe o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Mercado reage bem no dia

O dia de hoje foi marcado pelo bom desempenho dos mercados. O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,65%, já o S&P 500 valorizou mais de 2%.

O dólar registrou queda frente ao real, desvalorização de 1,33%, já o ouro (OZ1D) caiu mais 0,25%.

Aparentemente, a variante Ômicron parece ser menos letal, fato que vem se consolidando, mas ainda não há informação definitiva sobre a variante.

Por outro lado, os ruídos da Evergrande começam a ecoar novamente. O sistema imobiliário chinês parece não estar se recuperando, e a Evergrande pode estar enfrentando problemas ainda maiores.

Existe inclusive a expectativa que a incorporadora chinesa não consiga quitar uma de suas obrigações, prestes a vencer.

Mais inflação para 2022.

Ou seja, se isso realmente acontecer, a meta estabelecida para a inflação também será quebrada em 2022.

Por mais que o aumento seja pouco acima do teto, existe a preocupação que o “descontrole” possa influenciar em mais aumento da inflação e isso contamine ainda mais os preços.

Em outras palavras, o Banco Central, pode estar abrindo mão de algo que deveria ser visto com mais atenção.

Dólar sobe e ouro cai

O dia na bolsa de valores foi bom. O Ibovespa manteve o seu ritmo de recuperação, subindo mais 1,70%.

Já o S & P 500 subiu mais de 1,17%. O dólar ficou mais caro no Brasil, a moeda norte-americana registrou valorização de 0,63%, enquanto o ouro (OZ1D) registrou leve queda de 0,06%.

Por mais que o dólar esteja em alta no Brasil, o ouro vem caindo. Uma das causas para a queda do ouro, pode estar vinculada às notícias menos alarmantes referentes a variante Ômicron.

Como ainda não há dados contundentes da relação das vacinas e da nova variante, o mercado ainda fica na expectativa, mas, a princípio, parece que a nova variante não é tão letal, ou tão perigosa quanto às demais variantes e até o próprio COVID-19 original.

Vale destacar que em dezembro, o Ibovespa vem se recuperando bem, chegando a valorização de 4,85%.

Inflação mais alta, o que fazer?

Como as expectativas são para mais inflação, a tendência é de juros maiores e de uma manutenção de tal patamar, por mais tempo.

Portanto, é bem provável que o Brasil conviva em 2022 com uma taxa de juro alta e uma inflação alta.

Como a tendência é de ver um juro real atraente, com bons ganhos para a renda fixa convencional, o negócio é dar foco na renda fixa.

Tesouro Direto e demais títulos, como os CDBs, LCI e LCA, são ótimas opções. Buscar alternativas de renda fixa atreladas ao CDI ou ao IPCA são as melhores opções.

Não esquecendo que o investidor precisa dar atenção a qualidade da instituição onde o planeja investir, além dos prazos dos títulos. O melhor é buscar títulos com vencimento curto.

Como o mundo ainda não está totalmente recuperado, é bom manter na carteira posição em ativos considerados defensivos, como é o caso do dólar e do ouro.

Por outro lado, fique atento à renda variável. A bolsa de valores vem dando sinais de recuperação e as coisas podem melhorar no futuro, por isso, é bom aproveitar oportunidades e investir.