Político anticorrupção sudanês é libertado às vésperas de acordo político

Por Khalid e Abdelaziz

CARTUM, Sudão (Reuters) – Um proeminente político sudanês foi libertado da prisão neste domingo, um dia antes de a coalizão civil à qual ele pertenceu assinar um acordo inicial com os militares para encerrar um impasse político desencadeado em outubro de 2021 por um golpe.

O acordo envolveria, segundo uma cópia vista pela Reuters, uma transição política de dois anos liderada por civis, na qual o papel dos militares seria limitado a um conselho de segurança e defesa liderado por um primeiro-ministro.

Mas o termo não define tempo para um acordo final e deixa questões delicadas, como a justiça transicional e a reforma do setor de segurança, para negociações futuras. O acordo já chegou a enfrentar a oposição de grupos antimilitares e facções islâmicas leais ao regime de Omar al-Bashir, deposto em 2019.

O político de esquerda Wagdi Salih, libertado em uma delegacia de polícia na capital Cartum, estava à frente de um comitê anticorrupção encarregado de desmantelar o regime de Bashir.

O Sudão está sem um primeiro-ministro desde o golpe do ano passado, que interrompeu um acordo de compartilhamento de poder entre os militares e a coalizão Forças de Liberdade e Mudança (FFC, no inglês) destinado a conduzir a eleições democráticas. O FFC chamou a prisão de Salih em outubro de “puramente política”.

Estado Islâmico assume responsabilidade por ataque a embaixada do Paquistão em Cabul

(Reuters) – O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque à embaixada do Paquistão na capital afegã, Cabul, na sexta-feira, por meio de um comunicado divulgado por um dos canais afiliados ao grupo militante no Telegram neste domingo.

A embaixada foi atacada na sexta-feira e um guarda paquistanês foi ferido por tiros no que Islamabad chamou de tentativa de assassinato de seu chefe de missão, que saiu ileso.

O Estado Islâmico alegou que o ataque foi realizado por dois de seus membros equipados com “armas médias e de precisão” e tinha como alvo o embaixador e os guardas presentes no pátio da embaixada.

As autoridades do Talibã disseram que estão investigando o ataque e que o complexo da embaixada foi alvo de tiros a partir de um prédio próximo. A polícia informou que prendeu um suspeito e apreendeu duas armas de fogo.

O ataque feriu pelo menos um guarda e causou danos ao prédio, disse o Estado Islâmico.

(Por Mahmoud Mourad e Charlotte Greenfield)

Ucranianos em Kherson aguardam entes queridos atravessarem rio Dnipro

Por Anthony Deutsch e Anna e Voitenko

KIEV (Reuters) – Famílias ucranianas esperaram no frio intenso neste domingo seus entes queridos atravessarem a margem russa do rio Dnipro para Kherson, cidade que desde que foi recapturada das forças russas pela Ucrânia no mês passado tem estado sob forte bombardeio.

Autoridades militares na região de Kherson, no sul da Ucrânia, alertaram no sábado que os combates na área podem se intensificar e disseram que suspenderiam temporariamente a proibição de travessias para ajudar na retirada de cidadãos no território ocupado pela Rússia na margem leste.

Sob a anistia de três dias, que começou no sábado, os ucranianos que vivem nas vilas do outro lado do rio podem atravessar o Dnipro durante o dia e até um certo ponto.

Mas conforme o segundo dia da anistia se aproximava do fim, não havia ocorrico uma única travessia. Cerca de 20 pessoas esperavam tristemente com um grupo de soldados e uma ambulância no porto fluvial de Kherson, em meio ao som constante de bombardeios nas proximidades.

Olena, de 40 anos, que quis dar apenas o primeiro nome e se recusou a fornecer o sobrenome para proteger a identidade de sua família, disse que estava aguardando sua filha de 10 anos.

“Não vejo minha filha há nove meses”, disse Olena ansiosamente.

Honduras suspenderá direitos constitucionais para combater violência de gangues

TEGUCIGALPA (Reuters) – O governo de Honduras anunciou no sábado que suspenderá alguns direitos constitucionais em áreas de duas das principais cidades controladas por grupos criminosos.

Os direitos seriam suspensos sob uma emergência de segurança nacional que duraria 30 dias e seria implementada na terça-feira em algumas das áreas mais pobres da capital Tegucigalpa e na cidade de San Pedro Sula, no norte.

“O estado de exceção parcial entrará em vigor na terça-feira, 6 de dezembro, às 18h, durante trinta dias, para promover a atividade gradual de desenvolvimento econômico, investimento, comércio e nos espaços públicos”, informou a Secretaria de Segurança do país em comunicado.

As cidades têm lutado com o chamado “imposto de guerra”, no qual gangues oferecem proteção ou dizem que quem pagar não será morto. As gangues já incendiaram ônibus e mataram motoristas que não pagaram a taxa, levando empresas e pessoas a fazer o pagamento por medo.

A medida, que deve ser sancionada pelo conselho de ministros, faz parte do plano da presidente de Honduras, Xiomara Castro, para enfrentar as gangues violentas.

(Reportagem de Gustavo Palencia)

Astronautas chineses retornam à Terra após missão “bem-sucedida” de seis meses

Por Martin Quin Pollard

PEQUIM (Reuters) – Três astronautas chineses pousaram de volta à Terra neste domingo a bordo da cápsula de retorno da espaçonave Shenzhou-14, noticiou a emissora estatal CCTV, encerrando uma missão de seis meses na estação espacial chinesa.

Os três astronautas -o comandante Chen Dong e seus colegas de equipe Liu Yang e Cai Xuzhe- que supervisionaram o período crucial e final da construção da estação espacial, concluída em novembro, disseram que estavam se sentindo bem após o pouso em um áudio transmitido pela CCTV.

A cápsula pousou no área de Dongfeng, na região autônoma da Mongólia, no norte da China, às 20h09 (09h09, no horário de Brasília), com a equipe da agência espacial declarando toda a missão, que começou em 5 de junho, um “sucesso completo”, segundo a CCTV.

A equipe no local de pouso carregou a tripulação de aparência exausta, um por um, e logo após às 21h todos os três haviam saído em segurança da cápsula, de acordo com a CCTV.

Juiz mexicano morre após ser baleado no norte do país

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) -Um juiz mexicano morreu neste domingo após ser baleado no violento Estado de Zacatecas, no norte do México, segundo a imprensa local.

O juiz Roberto Elias morreu, de acordo com uma fonte do governo estadual e postagens nas redes sociais de Arturo Nahle, magistrado presidente do departamento de justiça de Zacatecas. Nahle pediu paz em Zacatecas.

O tiroteio ocorreu na manhã de sábado, quando o juiz Roberto Elias saía de casa, de acordo com o jornal Reforma.

Zacatecas tem se tornado uma das regiões mais violentas do México em meio a disputas entre gangues do crime organizado pelo controle do Estado.

O chefe da Guarda Nacional do Estado, um dos comandantes do mais alto escalão da força policial militarizada do México, foi morto no mês passado em um confronto com homens armados durante uma operação contra o crime organizado.

A secretaria de segurança do Estado disse à Reuters que a polícia atendeu a relatos de tiros na manhã de sábado e encontrou Elias ferido em seu veículo. Mais tarde, ele foi levado ao hospital em estado grave.

(Reportagem de Noe Torres e Lizbeth Diaz(Tradução Redação Brasília, 55 11 5047-2695)REUTERS BC)

Homens armados matam doze pessoas em mesquita na Nigéria e sequestram outras

MAIDUGURI, Nigéria (Reuters) – Homens armados mataram uma dúzia de fiéis na Nigéria e sequestraram vários outros de uma mesquita na noite de sábado, disseram moradores locais neste domingo, no mais recente ataque de gangues armadas no norte de o país.

Esses grupos atacam comunidades, matando pessoas ou sequestrando-as para pedir resgate. As gangues também exigem que os aldeões paguem taxas de proteção para poderem cultivar suas colheitas.

Lawal Haruna, morador de Funtua, no Estado natal do presidente Muhammadu Buhari, Katsina, disse à Reuters por telefone que os homens armados chegaram à mesquita de Maigamji em motocicletas e começaram a atirar, o que forçou os fiéis a fugir.

Cerca de doze pessoas, que participavam das orações noturnas, foram atingidas pelo tiroteio e mortas, disse Haruna.

“Eles então reuniram muitas pessoas e as levaram para o mato. Estou rezando para que os bandidos libertem as pessoas inocentes que sequestraram”, disse Abdullahi Mohammed, outro morador de Funtua.

O porta-voz da polícia do Estado de Katsina, Gambo Isah, confirmou o ataque e disse que vigilantes apoiados pelo Estado, com ajuda de alguns residentes, conseguiram resgatar alguns fiéis.

(Reportagem da redação de Maiduguri)

Luberef, da Saudi Aramco, espera levantar até US$1,32 bilhão com IPO

Por Yousef Saba

DUBAI (Reuters) – A Luberef, subsidiária de petróleo da gigante saudita Aramco, espera levantar até 4,95 bilhões de riais (1,32 bilhão de dólares) com sua oferta pública inicial, disse a empresa, caso se precifique no topo da faixa anunciada neste domingo.

A Luberef venderá quase 30% do capital social da empresa, ou 50,045 milhões de ações, entre 91 e 99 riais cada, informou a empresa em comunicado.

IPOs liderados pelo Estado na Arábia Saudita, Abu Dhabi e Dubai têm ajudado os mercados de capitais no Golfo, que é rico em petróleo, em contraste com os Estados Unidos e a Europa, onde os bancos globais vêm cortando o número de funcionários em uma seca de negócios.

Os emissores do Golfo já levantaram cerca de 16 bilhões de dólares por meio dessas listagens neste ano, respondendo por cerca de metade do total de receitas de IPO da Europa, Oriente Médio e África, mostram dados da Refinitiv.

Oposição venezuelana exige de Maduro data para retomar diálogo político

CARACAS (Reuters) – A oposição venezuelana pediu ao governo do presidente Nicolás Maduro que estabeleça uma data para retomar negociações políticas no México que poderiam aliviar o longo período de crises econômicas e políticas do país.

Delegados do governo e da oposição se reuniram na Cidade do México em 26 de novembro, após mais de um ano de hiato, e assinaram um “acordo social”, mas não anunciaram uma data para se reunir novamente. A oposição disse que se encontraria com o partido governante em dezembro.

O governo “define novas condições para avançar na questão política”, disse a oposição em uma declaração no Twitter publicada no sábado à tarde, mas não deu detalhes sobre quais eram os novos requisitos oficiais.

O líder da delegação da oposição, Gerardo Blyde, disse nesta semana que as negociações entrariam em uma fase desafiadora, incluindo questões políticas e de direitos humanos.

O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

“Exigimos que Nicolás Maduro não continue adiando o compromisso assumido no México e prossiga imediatamente na definição da data, dentro do mês de dezembro, para continuar a negociação com a agenda política e de liberdade, conforme acordado”, disse a oposição.

(Reportagem de Vivian Sequera)

Noivo de americana detido nos Emirados Árabes Unidos teme ser extraditado para o Egito

DUBAI (Reuters) – Um cidadão egípcio-americano detido enquanto visitava os Emirados Árabes Unidos teme ser extraditado para o Egito por criticar as autoridades locais antes de o país sediar a conferência climática COP27 no mês passado, disse sua noiva neste domingo.

Os Emirados Árabes Unidos, um aliado próximo do Egito, prenderam Sherif Osman, que mora nos Estados Unidos, em 6 de novembro, a pedido de uma entidade da Liga Árabe responsável por coordenar a aplicação da lei e questões de segurança, confirmou uma autoridade dos Emirados Árabes Unidos à Reuters na quinta-feira.

O funcionário disse que as autoridades dos Emirados estão trabalhando para garantir “a documentação legal exigida na preparação do arquivo de extradição”, sem especificar para qual país ou se um pedido específico de extradição foi feito.

O noivo de Osman, Saija Virta, disse que foi detido do lado de fora de um restaurante em Dubai, onde os dois estavam, e foi informado pelo Ministério Público que o Egito havia solicitado a detenção sob acusações que incluíam “falar negativamente contra instituições governamentais”.

As autoridades egípcias não emitiram nenhuma declaração sobre o caso, relatado pela primeira vez pelo Wall Street Journal, e não responderam imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

(Reportagem de Ghaida Ghantous e Aidan Lewis)