Shiba Inu volta a crescer

Recuperação de gente grande

Cada vez mais, a Shiba Inu (SHIB) mostra que pode ser uma das poucas memecoins a ter chances de f se tornar um ativo sólido e de sucesso.

Após sua ascensão meteórica na reta final de outubro que a colocou no top 10 de market cap, acabou sofrendo com baixas duras para um cripto ainda em estabelecimento, mas uma a recompensa para o jovem projeto e sua Shib Army (nome dado aos investidores mais fiéis e ativos da SHIB) veio logo em seguida.

O anúncio feito via twitter da Kraken Exchange, plataforma que conta com mais de 10 anos de experiência em atuação como bolsa de criptomoedas, anunciou nessa terça-feira (30) que a SHIB seria adcionada à sua lista de opções de investimentos.

A novidade, somada da recuperação coletiva dos principais criptoativos disponíveis – como o Bitcoin (BTC) e o Ether (ETH) – propiciou alta de 30% em dois dias para a Shiba Inu, saindo dos US$ 0.00003560 registrados no domingo (28) para bater US$ 0.00005155 no fim da manhã da terça.

Além de ser crucial para retomar um caminho de valorização, a adesão do ativo na Kraken pode ser mais uma ferramenta importante para aumentar ainda mais o número de integrantes da Shib Army, que segue sendo a principal arma do cripto. A plataforma Google Trends, aliás, já apontou novos picos de pesquisas para termos como “Shiba Inu”, “Shiba Token” e “SHIB”.

Ponto de virada pode estar mais próximo do que se imagina

Em suma, trata-se de uma nova prova de força dada tanto pelo projeto em si, quanto pelos mais ativos investidores, que dedicam parte do seu tempo para divulgar e proteger a Shiba Inu na internet.

Eles já foram o combustível para a alta histórica vivida nos últimos meses e conseguiram se unir em movimentos de compra e venda para proteger SHIB das quedas agressivas vividas pelo mercado de criptos recentemente.

Como resultado, golpes que seriam duros para moedas mais maduras – e fatais para outras memecoins – foram suportados, indicando potencial de segurança e regularidade no projeto como um todo mesmo à longo prazo.

O rápido amadurecimento, como consequência, abre portas para que outros grupos e plataformas recebam SHIB de braços abertos, propiciando valorização prática de preço por meio da sua validação como ativo viável para negociação.

Em pouco tempo, a Shiba Inu já passou por testes que muitos outros ativos entregam os pontos e revelam suas falhas. Valendo ainda frações de centavos mesmo com market cap de respeito, tendo ainda uma base de apoio elétrica, jovem, mas cada vez mais experiente para se apoiar, o ativo vai – surpreendentemente – preenchendo os primeiros requisitos para estourar em breve.

Crypto Weekend: 26 à 28 de novembro

Corretora de criptomoedas na final da Libertadores

Por mais que a final da Libertadores 2021 tenha deixado uma lembrança melhor para os Palmeirenses do que para os Flamenguistas, o confronto marcou uma estreia positiva para os criptoativos no marketing do futebol sul-americano.

Já presente no futebol europeu, na NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) e na Fórmula 1, a corretora Crypto.com foi uma das marcas de destaque a aparecer durante a emocionante partida que coroou o Palmeiras como tricampeão da América.

E a marca será vista, no mínimo, até 2026. O contrato assinado pela Exchange junto à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) colocará a empresa que movimentou lucros acima dos 1200% em 2021 como uma das principais patrocinadoras da maior competição da América do Sul.

De acordo com Guilherme Sacamoni, líder da equipe de desenvolvimento no Brasil, o objetivo de investir nos esportes gira em torno do ativo público alvo que o permeia: “o ecossistema das criptomoedas lida com o público mais jovem, nativo da internet, o que explica o nosso envolvimento com o mundo dos esportes”, justificou o representante.

Mercado Livre se aproxima das criptomoedas

Ainda em assunto que interessa diretamente os brasileiros, o Mercado Livre – tradicional empresa de comércio eletrônico que nasceu na Argentina mas se tornou referência por aqui – e sua plataforma de pagamentos, o Mercado Pago, oficializaram a adoção das possibilidades de posse, compra e venda de Bitcoin (BTC) e de outros ativos.

De acordo com Marcos Galperin, fundador e CEO do Mercado Livre, a novidade deve ser liberada durante essa semana para os usuários no Brasil. Os brasileiros poderão começar a negociar as moedas virtuais assim que a opção “Cripto” for adicionada oficialmente no menu principal.

O ML conta com 211 milhões de usuários espalhados pela América Latina. Com todo esse alcance e incentivo às negociações autônomas, trata-se de mais uma ferramenta com enorme potencial de auxiliar no costume do povo brasileiro com as criptomoedas.

El Salvador aproveita “Black Friday do Bitcoin” e já surfa na breve recuperação do mercado

Um dos países mais observados durante a baixa atual do Bitcoin – junto do mercado de criptomoedas como um todo – foi El Salvador. Próximo de completar 3 meses da adoção do BTC como moeda oficial no país, torcedores contrários e favoráveis ao sucesso das moedas virtuais têm no país centro-americano um “experimento”, no mínimo, interessante.

E nessa queda de preços ocorrida recentemente, que jogou o Bitcoin novamente na casa dos US$ 54 mil em alguns momentos, o presidente Nayib Bukele anunciou, novamente compras na baixa: “El Salvador acabou de comprar na baixa, mais 100 Bitcoins adquiridos com desconto”, disse o mandatário em seu Twitter na sexta-feira (26).

Apesar dos sustos vividos no começo da adesão ao BTC, El Salvador já colheu frutos das valorizações sofridas pelo ativo – que já custearam construções de escolas e centros veterinários pelo país – entre o final de setembro e o início de novembro. Além disso, tem agora uma das populações mais ambientadas aos criptoativos no planeta e, de quebra, vêm solucionando gradativamente o histórico problema de baixa bancarização pelo qual o país passava a décadas.

Desde a tarde do último domingo (28), o Bitcoin capitaneou um novo momento de alta junto à outros ativos, saindo do patamar dos US$ 54 mil para chegar novamente à casa dos US$ 58 mil durante essa segunda (29).

Criptomoedas e suas blockchains na inclusão social

O alcance das blockchains

Nos debates que permeiam as estruturas econômicas atuais e seu possível alcance social, um termo recém criado vêm ganhando cada vez mais espaço: bancarização.

Trata-se justamente da inclusão populacional nos sistemas financeiros de cada país, e é importante ao considerar que cidadãos “bancarizados” podem usufruir de ferramentas para que seus recursos sejam melhor geridos, promovendo gradativo desenvolvimento econômico.

Outro tópico que esquenta as conversas econômicas atuais são os criptoativos. Com diversas nações mundo à fora estabelecendo suas regras para lidar com a novidade, muitas questões ainda são levantadas sobre suas aplicabilidades reais, com o argumento servindo como base de descrédito dos ativos e corroborando para o discurso que “criptomoedas não possuem nenhum valor base”.

É verdade que tanto o promissor setor das DeFis (finanças descentralizadas) como os demais dApps que podem explorar os benefícios das blockchains ainda precisem amadurecer coletivamente, o meio de funcionamento dos criptos já tem eficiência comprovada como solução para os problemas de bancarização.

El Salvador como prova concreta de validação de aplicabilidade

Por mais que os maiores destaques positivos que tenham sido notados em El Salvador girem em torno do bom aproveitamento nas valorizações vividas recentemente pelo Bitcoin (BTC) – com parte dos lucros já sendo suficientes para financiar obras importantes de escolas e clínicas veterinárias no país – o primeiro sucesso obtido pelo BTC no país centro-americano vem do alcance das carteiras digitais.

Nas últimas décadas, os bancos tiveram pouco sucesso em inserir o povo salvadorenho nos seus sistemas, com somente 30% da população (1,8 milhões) possuindo contas bancárias.

O número por si só já é preocupante, mas seu peso aumento ao considerarmos o fato de que a maior parte do PIB de El Salvador em 2020 consiste dos US$ 31 bilhões (28% do total) recebidos de remessas vindas dos Estados Unidos. Indo além, a realização dessas transações exigiu cobrança de US$ 2 bi em impostos.

Entretanto, em apenas 1 mês de funcionamento, a Chivo – carteira digital governamental que dá o suporte aos Bitcoins no país – ultrapassou os 2,1 milhões de registros feitos com documentos salvadorenhos (que garante ao cidadão US$ 30 em BTC).

Isso significa que mais pessoas podem gerir de maneira mais segura e eficiente seus recursos com muito menos impostos, além de derrubar por terra teorias que pregam uma grande distância entre os criptoativos e sua aplicação no “mundo real”.

E a questão vai além do aspecto puramente financeiro. A integração com a tecnologia nas mais variadas situações e necessidades é, em um mundo cada vez mais globalizado e desenvolvido tecnologicamente, uma condição básica de cidadania e inclusão social.

As questões dos potenciais lucros absurdos que escapam dos poderes centralizados de bancos e afins (sendo esse o mesmo contexto que propiciaria a redução de impostos) realmente motiva muitas destas falas de atrito e ponderação quanto aos criptoativos.

Contudo, ignorar os possíveis benefícios dessa integração seria, além ignorância perante ao inevitável futuro, injustiça com aqueles que em pleno século XXI não tem sequer condições de proteger e movimentar seu dinheiro efetivamente.

 

Índia encaminha regulamentação de criptos protecionista

Índia explora seu potencial

Nos últimos tempos, a Índia já vinha mostrando posições extremamente progressistas perante a adesão do mercado de criptos à sua realidade social e econômica.

Reconhecendo e explorando os potenciais nacionais em público consumidor e desenvolvimento tecnológico, o país emergente tem plenas condições de ocupar espaço de destaque na nova era econômica não somente na Ásia, mas em todo o mundo.

Exemplos para a visão otimista não faltam: parcerias milionárias que originam carteiras digitais e exchanges indianas, como a CoinSwitch Kuber, vêm gradativamente quebrando recordes diários de adesão, uso e montantes transferidos, enquanto redes sociais populares no país se preparam para lançarem suas próprias moedas. Até mesmo o Primeiro Ministro, Narendra Modi, já foi à público falar em prol da defesa dos criptoativos.

Contudo, se enganou quem imaginou que uma abertura completa viria logo de cara. A situação é muito diferente de El Salvador, que já progrediu desde que abraçou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, mas que se encontra em um contexto completamente diferente da Índia.

Avanço histórico, mas com seus sustos

O principal destaque do primeiro texto regulatório referente às criptomoedas é o impedimento de negociação da enorme maioria das moedas virtuais consideradas privadas.

A primeira leva de informações divulgadas dava a entender até que todos os ativos não-indianos seriam banidos, o que causou quedas de preço de dois dígitos acima dos 10% em diversos ativos durante a quarta-feira (24).

Durante o decorrer da tarde mais detalhes foram confirmados de que, na verdade, era do interesse dos parlamentares manter redes públicas e ativos já seguros e estabelecidos – como o Bitcoin e o Ether (ETH) – em circulação junto dos projetos indianos com o objetivo de impedir um isolamento da Índia no universo dos criptos e permitir que os trabalhos desenvolvidos no país sejam capazes de serem negociados internacionalmente.

A opção pelo cerco mais fechado aos criptoativos de redes particulares se baseia em dois princípios. O primeiro é devido ao temor de que o aumento da circulação de criptos no país sirva de oportunidade para que crimes fiscais/financeiros ocorram com mais frequência, uma vez que a rastreabilidade em redes fechadas tende a ser mais difícil.

Em segundo lugar, a política adotada também é protecionista, ao dar preferência para os projetos desenvolvidos no próprio país frente, enquanto também prepara o terreno para sua própria CBDC integrar a novidade econômica em breve.

Mas para reafirmar que as mudanças são positivas mesmo com o susto do mercado, juntamente destas pautas restritivas, avança bem a mudança de classificação das exchanges para o setor de e-commerce.

A mudança deve remover boa parte das burocracias necessárias para o funcionamento dessas plataformas, como reduzirá os impostos sobre transações de 14% para 1%.

Novamente, uma forte reação negativa gera queda de preços generalizada a partir de histeria e ingenuidade. Era, mais uma vez, de se imaginar que um dos maiores países do mundo não iria acatar instantânea e naturalmente as movimentações de criptos junto à modelos econômicos centenários.

Mais atritos e reajustes virão de outras frentes, não sendo eles necessariamente negativos. De qualquer forma, a regulamentação indiana já se mostra muito mais receptiva, por exemplo, do que a ocorrida nos Estados Unidos.

Shiba Inu acusa golpe, mas segue de pé

Ascensão e maturidade

Principalmente entre outubro e o começo de novembro, o mercado de criptomoedas testemunhou, em meio ao crescimento coletivo, a memecoin Shiba Inu (SHIB) se transformar em uma das mais gratas surpresas de 2021 após sua disparada de 44.000% no começo do mês 11.

E mesmo com a origem que exala displicência, tanto a Shib Army – nome dado ao seu fiel e enérgico grupo de apoiadores – quanto os responsáveis pelo ainda jovem projeto tomaram posicionamentos maduros frente aos primeiros momentos de pressão real oferecidos pelo mercado.

Isso porque logo no início de novembro a army encarou duas situações de risco em um curto espaço de tempo: uma queda brusca (comum no caso de memecoins em movimentos de venda que para outros ativos seriam simples) no dia 3, além do dispertar da “baleia adormecida”, com US$ 5,7 bilhões em SHIB, que fez suas primeiras movimentações em meses e ameaçou derrubar ainda mais os preços no caso de venda em grande escala.

No total, em seu primeiro momento sob os holofotes do mundo dos criptos, a queda instantânea foi de quase 11%. Mas mesmo com tudo isso, a Shib Army se mobilizou internet à fora para comprar na baixa e segurar as moedas virtuais a todo o custo, enquanto a equipe por trás da SHIB foi apresentando avanços modestos, mas constantes em aspectos de segurança e desempenho da rede.

Novo momento obriga SHIB a manter os pés no chão

Como resultado, a Shiba Inu caiu junto de todo o mercado, mas superou expectativas de suas similares ao passar “viva” por sua primeira grande prova. Mas se engana quem pensa que a Shiba Inu teria momentos de calmaria antes de entrar no segundo round de sua luta pela estabilização.

Apesar de seguir com desempenho mais seguro do que a enorme maioria das memecoins de origem, a moeda agora acumula 60% de baixa de seu ATH obtido no dia 28 de outubro. O principal motivo apontado para o momento difícil passa diretamente pelo receio/perda de interesse por parte dos novos investidores que descobriram o ativo no momento de alta.

De acordo com a plataforma Google Trends, as buscas pelo termo “Shiba Inu” e similares caiu dos 100% (máximo de buscas já feitas ocorrida no entre os dias 27 e 30 de outubro) para cerca de 20% de interesse justamente nesse momento de baixa.

Para piorar, o perfil oficial da Shiba Inu se pronunciou, via twitter, sobre um drástico aumento da ocorrência de golpes envolvendo a moeda. Inúmeras páginas fake e grupos de investimentos com segundas intenções se multiplicaram nas últimas semanas e chamaram a atenção de investidores ao usarem a SHIB como bandeira principal.

De promessas de pump and dump à simplesmente roubo de dados, o problema foi tão grande que o projeto em torno da Shiba Token prestou diversas explicações e instruções aos interessados em conhecer melhor o trabalho envolvido, mas até o momento sem muito mais sucesso na captação da confiança popular.

Restou o “teimoso” núcleo que nunca abandonou a Shiba Inu e, bem ou mal, podem ser os principais responsáveis pelo novo patamar que atingiu mesmo em meio ao momento ruim. A Shib Army segue firme na defesa e na propaganda do ativo que acreditam ter o potencial de mudar financeiramente a vida de muitas pessoas.

Fato é que, mesmo com o tom decepcionante atual, o desepenho da criptomoeda segue extremamente positivo no recorte anual, com o projeto aguentando ainda duras pancadas que seriam capazes de demolirem bases que não estivessem firmes. Resta saber agora se Shiba e sua armada terão fôlego para voltarem ao palco principal em novos momentos de alta do mercado de criptos.

O exemplo de El Salvador para o mundo com a “Bitcoin City”

Postura firme em meio à queda

O momento para as criptomoedas e para a principal representante da classe, o Bitcoin (BTC), não é dos melhores. As incertezas vindas dos Estados Unidos com os debates sobre as novas leis de fiscalização sobre os ativos no país tiraram todo o mercado do momento historicamente positivo pelo qual passava a quase dois meses.

E mesmo com um problema de escala mundial em mãos, muitos críticos se voltaram para El Salvador. Esse tipo de movimento tem sido comum nas baixas que ocorreram desde o dia em que os salvadorenhos adotaram o Bitcoin como moeda oficial do país – 7 de setembro – por marcar o início do primeiro grande desafio do BTC no “mundo real”.

Mas tanto a nação quanto a moeda virtual deram sinais de maturidade até aqui. Nas quedas que ocorreram logo após a confirmação da grande mudança econômica, o presidente Nayib Bukele encarou reclamações e protestos para seguir firme no apoio à criptomoeda e nas compras nas baixas.

Como resultado, a antes ignorada economia de El Salvador pôde aproveitar do excelente momento vivido pelo Bitcoin entre o final de setembro e o começo de novembro.

Nesse meio tempo, o mundo testemunhou, além do aumento de conhecimento popular sobre criptoativos no geral e da resposta à histórica baixa bancarização que assolava o país, lucros que, por si só, já encaminharam a construção de centros veterinários e escolas na capital El Salvador e comprovavam na prática os benefícios da adoção do BTC.

Mas após tanto servir como base para que o Bitcoin provasse seus valores e potenciais, pode ter se iniciado o primeiro grande passo que levará do modesto país a se tornar uma referência importante do futuro da economia.

A cidade do Bitcoin

O anúncio do projeto de construir a chamada “Bitcoin City”, ambicioso projeto que visa construir toda uma cidade que gire em torno da mineração de Bitcoins isenta de impostos tradicionais, foi feito pelo presidente Bukele à investidores, empresários e entusiastas das criptomoedas no último domingo (21), com o objetivo de levantar US$ 1 bilhão por meio de títulos de dívidas com prazo de 10 anos com cupons de 6,5%.

Com ênfase no aproveitamento de energia geotérmica, a cidade ficará em La Unión, na base do vulcão Conchagua. A expectativa é de para que a estrutura completa seja disponibilizada, sejam necessários cerca de US$ 18 bilhões, que serão obtidos gradativamente com novos lotes de títulos. Dos valores do primeiro lote, metade irá para reforçar a infraestrutura de mineração, enquanto a outra seguirá para reforçar o comércio local e sua capacidade de atender os futuros trabalhadores.

De acordo com a Blockstream, empresa especializada parceira do governo salvadorenho na empreitada junto ao BTC, o objetivo prático de criar a estrutura necessária para acelerar a emissão de Bitcoins é de alimentar todo um novo sistema financeiro baseado em Bitcoins e que possa se manter com os recursos minerados em solo nacional.

Em suma, trata-se não somente do mais ambicioso projeto em torno de criptomoedas no planeta, como conta com apoio governamental e, de quebra, não agride o meio ambiente. O avanço e posterior concretização da Bitcoin City pode tirar El Salvador da dependência do Bitcoin para colocar como uma das principais referências do mundo no setor.

Fim de semana do mercado de criptos conta com acenos e afagos dos EUA

Cabo de guerra interno

Vivendo ainda os reflexos da nova legislação reguladora de criptomoedas, os Estados Unidos ainda passam por impasses internos, exemplificados pelo o avanço gradual das primeiras propostas de mudanças na fiscalização das moedas virtuais junto ao senado. Outro aspecto que indica o cenário dividido fica por conta dos órgãos governamentais do âmbito econômico e de seus representantes.

Hora firmes, hora mais receptivos aos criptos – vide exemplo da SEC na aprovação de ETFs em futuros de Bitcoin (BTC) mas negativa ao fundo à vista – a pasta tem, mais uma vez, seu real posicionamento posto em cheque, agora por conta de suas autoridades.

O atual presidente da Reserva Federal do país, Jerome Powell, foi à público recente para defender a existência dos criptoATIVOS e aproveitou para frisar que “o Bitcoin pode ter potencial maior do que o ouro”. Entretanto, o no domingo (21) foi a vez de Christopher Waller, um dos principais nomes da RF, criticar as bases que estabelecem os valores do novo mercado.

“Você pode emitir o quanto quiser e, se ninguém acreditar que outra pessoa vai aceita-lo, o preço é de praticamente zero”, disse o conselheiro sobre a base de valores das quase 6 mil moedas existentes. Waller ainda fez a comparação com o ouro como reserva que pode ter expectativas de lucro, mas destacou que, para ele, o BTC “não possui nenhum valor intrínseco”.

Os relatos de discordância na reserva vinham aumentando nos últimos dias por conta da indefinição de quem seria o próximo presidente do órgão. Entretanto, o presidente Joe Biden confirmou nessa segunda-feira a manutenção de Jerome Powell para mais um mandato, decisão que pode colocar novamente o braço governamental ao lado dos criptoativos.

Apoio de peso pode vir de aprovação do exército

Mas enquanto o cenário de indefinição no poder americano segue, o exército dos Estados Unidos indica uma aproximação do universo dos criptos.

A assinatura do contrato entre US Army e a Consensus Networks, que disponibilizou cerca de US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de tecnologias de logísticas baseadas em blockchains, havia ocorrido no primeiro semestre do ano. Mas o projeto ainda aguardava outras liberações – como saber, por exemplo, se o impacto da nova política fiscalizatória de criptos no país chegaria às operações em blockchain – além do avanço em seus primeiros testes básicos.

Fato é que finalmente o aval da força militar veio, e o piloto do chamado ‘HealthNet’ deve ser liberado para funcionamento logo no começo de 2022.

O objetivo do sistema que foi desenvolvido na IoTex, focada no desenvolvimento de ferramentas voltadas para o contexto de “internet das coisas”, é de promover em tempo real o acompanhamento e o suporte médico para mais de 700 mil navegadores da marinha. De acordo com o CEO da rede IoTex, Nathan Miller, o sistema está 50% completo, mas já demonstrou resultados que agradaram o comando das forças armadas americanas.

O serviço que automatizará as logísticas responsáveis pela organização da demanda de medicamentos, equipamentos médicos, próteses e mais é agora estudado por outras alas da defesa americana. Sua adesão (e sucesso) junto à maior força bélica do planeta pode significar um avanço considerável para todo o contexto que envolve os criptoativos não somente junto aos EUA, mas perante todo o mundo.

Legisladores dos EUA já querem “corrigir” a nova fiscalização de criptos no país

Resposta imediata

A nova política de fiscalização e taxação sobre criptomoedas aprovada pelo presidente Joe Biden causou reações negativas tanto no mercado, que sofreu com quedas bruscas nos preços dos ativos, quanto por parte de opositores, que já se movimentam para tentar mudar o cenário.

A primeira resposta a se concretizar é encabeçada pelos Republicanos Patrick McHenry e Tim Ryan, mas também conta com apoio de diversos representantes dos Democratas.

O projeto de lei “Mantendo a Inovação na América” já foi encaminhado ao departamento de serviços financeiros nacional e propõe, principalmente, a suspensão da obrigação das exchanges de relatar ao governo todas as transações de criptomoedas que serão feitas de 2024 até 2026.

“Informações consistentes e precisas sobre ativos digitais são necessários, mas o congresso deve trabalhar para trazer estes aspectos de forma mais condizente com essa indústria, deixando claras as regras da estrada que promovem a tecnologia e a inovação”, diz o comunicado.

Adequação ao funcionamento do mercado de criptos

O ponto em que este e os demais projetos de leis em formação se baseiam para mudar legalmente o cenário é a mudança do status de “corretora” dado às plataformas de transações de criptomoedas na assinatura da segunda-feira (15).

Ao classificar as exchanges e afins dessa maneira, informações pessoais dos envolvidos e detalhes das movimentações serão obrigatoriamente disponibilizadas ao governo, o que escapa consideravelmente dos princípios de privacidade e descentralização nos quais os criptoativos se baseiam.

“A lei inclui os relatórios sobre os ativos digitais e acaba empurrando inovadores e empreendedores deste mercado para outros países. Nós temos como corrigir estes novos padrões que foram construídos de maneira pobre e garantir que eles se tornem compatível com a maneira que essa tecnologia funciona”, pontuou McHenry sobre a necessidade imediata de reajustes.

Logo após a assinatura das novidades junto aos demais projetos de reformas estruturais, as criptomoedas deixaram o momento de altas históricas vividas entre o final de setembro e outubro para testemunhar a desvalorização das 50 maiores moedas do mercado de maneira simultânea.

Como resultado, o total acumulado investido em criptos caiu do recém atingido patamar de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri na abertura da semana.

Canadá abre espaço para investimentos em Bitcoin e Índia começa a explorar seu potencial

O mercado de criptomoedas ainda sofre com o duro, mas já esperado baque vindo da nova abordagem dos Estados Unidos junto à negociação das moedas virtuais. Propostas de emendas e demais ajustes já estão sendo debatidas, mas, por hora, a fiscalização mais “invasiva” dos EUA provocou queda considerável na enorme maioria dos criptos.

Entretanto, assim como ocorreu no início dos debates que levaram às mudanças em questão, a megapotência mundial serviu para muitas outras nações ligarem seus próprios sinais de alerta para a necessidade de aproximar o mercado de criptos e suas múltiplas possibilidades da realidade de seus países.

Canadá aceita plataforma de gestão de investimentos em Bitcoins

O Canadá dá seu primeiro aval governamental para uma ferramenta de investimentos baseada em Bitcoins (BTC). Trata-se de uma plataforma de negociação e custódia de BTC para investidores institucionais, como fundos de pensão, administradores de portifólio e fundos mútuos.

O aval dado pela Organização Reguladora da Indústria de Investimentos do Canadá à Fidelity (FNF), empresa que ainda em setembro contava com mais de US$ 4,2 trilhões em ativos sob gestão, deve abrir caminhos para que os primeiros fundos de investimentos negociados em bolsas também sejam aprovados, assim como ocorreu recentemente no vizinho Estados Unidos.

Saldo inicial dos criptos na Índia é bem positivo

Indo de certa forma na “contramão” de países mais temerosos perante a regulamentação de criptomoedas, a Índia deu uma série de fortes sinais receptivos ao mercado em ascensão.

Para começar, logo na primeira reunião parlamentar oficial referente às primeiras etapas regulatórias dos ativos, representantes de situação e oposição foram unânimes em defender a legalidade da atividade e de seus aspectos comerciais, impedindo qualquer possibilidade de banimento, como ocorreu na China.

O governo nacional indica também que, em breve, pretende reclassificar as exchanges que trabalham com ofertas de moedas virtuais no país.

Enquanto outras nações fecham o cerco e de certa forma atrapalham as plataformas de negociação, a Índia irá considerar estas empresas como do ramo de e-commerce. Além de retirar parte da burocracia no ramo, a mudança reduzirá o imposto sobre produtos e serviços – que era deduzido de cada transação feita – de 18% para 1%.

Já nessa quinta-feira (18), o primeiro ministro do país, Narendra Modi, convocou nações democráticas de todo o mundo a trabalhar em prol da adesão e do uso correto do Bitcoin e das demais criptomoedas.

“É importante que todas as nações democráticas do mundo colaborem nessa causa, para garantir que esse recurso promissor não caia em mãos erradas e acabe estragado para nossa juventude”, declarou Modi, que mais cedo na semana já tinha abordado os riscos do uso de criptomoedas na lavagem de dinheiro e em demais crimes de finanças.

Apesar da postura amistosa, os debates de definições regulatórias ainda irão longe em solo indiano. Contudo, não é ousado dizer que a maneira aberta e positiva pelas quais os primeiros pontos da conversa foram abordados podem permitir que o país emergente cumpra com maestria o seu potencial de suprir a ausência chinesa no mercado de criptoativos mundial.

CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.