A Saga dos Precatórios.

Com a lei do teto de gastos, sancionada em 2016, o governo federal tem um limite de gastos, sendo que a peça orçamentária desenvolvida até o momento, não está fechando.

O que está por trás dos precatórios?

Sem um aumento de despesas ou investimentos, o governo federal não teria dificuldades para fechar o orçamento de 2022.

Porém, existe a intenção do governo federal em aplicar os programas sociais do governo. Isso vai gerar benefícios a milhões de pessoas que passam dificuldades.

Mas, devido ao custo do programa, o orçamento não fecha. Por isso, observando todos os empenhos que serão necessários fazer em 2022, o governo federal viu nos precatórios uma possibilidade de “ajustar” o orçamento e encaixar o aumento de despesas e investimentos.

Vale destacar que o total dos pagamentos em precatórios para 2022 está próximo dos 89 bilhões de reais e o governo federal está costurando um acordo com o congresso para reduzir o valor a 39.9 bilhões para 2022.

O restante do valor dos precatórios ficará para os anos seguintes. Assim, o governo federal consegue fechar o orçamento de 2022 sem ferir a lei de responsabilidade fiscal.

Precatórios influenciando o mercado

O Brasil, por ser um país considerado em desenvolvimento é por muitos, avaliado como um país de risco.

Portanto, questões políticas e fiscais são analisadas constantemente por grandes investidores, bancos e demais “players” do mercado.

Observando isso, no momento em que existe a possibilidade do orçamento estourar o teto ou de ocorrer algum ajuste no teto de gastos, a fim de encaixar as despesas e investimentos, os investidores ficam receosos. Será que isso não vai acontecer mais vezes?

Outro ponto que levanta dúvida no mercado está relacionado a uma espécie de “calote” que o governo está provocando com a postergação dos precatórios.

Como tais títulos tinham data para serem pagos em 2022, o fato de não cumprir com o pagamento, dá a entender que o governo federal está dando um pequeno calote nos credores dos precatórios.

As especulações sobre o tema vêm ganhando as notícias e o tema ainda não está encerrado. O ministério da economia ainda trata de uma solução para o impasse junto ao congresso nacional.

Enquanto isso, a quinta-feira foi boa para os mercados: USD/BRL registrou alta de 0,27%, USD/CNY desvalorizou em 0,05% e o EUR/USD obteve pequena valorização de 0,005%.

Com a taxa de juro maior, os títulos de renda fixa permanecem atraentes e vão continuar por um bom tempo.

Títulos prefixados não são uma boa alternativa agora, ainda mais que o juro pode subir e continuar subindo em 2022.

O Ibovespa registrou alta de 1,59%, já o S&P 500 obteve alta de 1,21% e o Shanghai Composite alta de 0,38%.

Taxa Selic em 6,25% ao ano.

Com o aumento do juro as aplicações em renda fixa, principalmente aquelas atreladas ao CDI (taxa do Certificado de Depósito Interbancário) e a própria Selic, vão gerar rendimentos ainda maiores.

Por outro lado, a captação de crédito, financiamentos e empréstimos vai ficar mais cara, fato que pode frear o ímpeto econômico nacional.

Quais os efeitos do juro maior sobre a economia?

Com o aumento do juro, o crédito vai ficar mais caro. Sendo que há dois ativos que são adquiridos por meio do crédito que podem sofrer grande impacto, eles são:

·         Os veículos;

·         E imóveis.

Boa parte da população não tem condições de efetuar a compra de um carro ou uma casa à vista. Normalmente é feito um financiamento e assim a pessoa consegue fazer a compra.

Com o juro maior, o financiamento também se torna mais oneroso e isso pode gerar impactos sobre a economia.

Se menos pessoas tiverem condições de conseguir um financiamento, menos pessoas vão trabalhar na construção civil e possivelmente, mais pessoas estão desempregadas.

Portanto, a alta do juro pode gerar impactos negativos no médio prazo. Aqueles que têm receio do futuro, ou que concordam que o juro pode continuar subindo nas próximas reuniões do COPOM, o negócio é construir uma boa reserva financeira, alocando os recursos em ativos atrelados ao CDI ou à Selic e com alta liquidez.

Juro alto e dólar

O BC divulgou o aumento do juro após o encerramento do mercado, por isso, ainda não há como mensurar os efeitos do juro maior no mercado.

Observando os últimos cinco dias, o USD/BRL vem se mantendo bem estável, na casa dos 5,29. Mesmo com a crise da Evergrande (incorporadora chinesa), o dólar não chegou a encerrar os últimos pregões acima dos R$ 5,35, por exemplo.

Em comparação a relação do dólar com outras divisas, como é o caso do EUR/USD, os últimos cinco dias do Euro vem mostrando performance negativa, com queda próxima de 0,3%.

Já o USD/CNY vem registrando desvalorização de 0,06%. Ou seja, mesmo com toda a crise da Evergrande, o Yuan ainda vem conseguindo se manter, ou até se valorizar frente ao dólar.

Com um cenário assim, o Brasil ainda possui uma divisa fragilizada que pode sofrer grandes oscilações caso a situação externa piore.

Portanto, a taxa Selic deverá crescer ainda mais para conseguir atrair os investidores externos. É claro, se a economia der sinais de melhora, com indicadores mostrando boa performance é possível que o capital externo entre no Brasil em maior volume, sem que a Selic seja o principal motivo.

Minério de ferro pode cair ainda mais

A China pode perder a força

Observando a crise de uma das maiores empresas chinesas, o governo chinês vem tomando algumas iniciativas, sendo que uma delas é reduzir os incentivos financeiros e diminuir a alavancagem da economia.

Esse processo pode gerar bastante volatilidade nos mercados, principalmente nas commodities, como é o caso do minério de ferro.

Por ser matéria prima essencial na construção civil, o minério de ferro vem se desvalorizando, uma vez que a China já não possui tanta necessidade. Outro ponto é a crise da companhia Evergrande.

A incorporadora que está com sérios problemas de liquidez, não terá tão cedo, capacidade para dar continuidade a projetos ou iniciar novas construções.

Inclusive, existem consumidores que não receberam seus empreendimentos ainda, mesmo tendo pagado pelo imóvel, a incorporadora já enfrenta problemas que vão além da liquidez.

Talvez a redução da alavancagem e a alta dos preços, podem ter influenciado na crise da Evergrande,

De qualquer forma, os impactos podem ainda ser piores do que aqueles que já são sentidos.

Hoje os mercados reagiram um pouco, mas reagiram. O Ibovespa fechou com alta de 1,29%, o S&P 500 caiu 0,08% e o MSCI China registrou valorização de 1,03%.

O USD/BRL caiu 0,96% e o EUR/USD registrou leve alta de 0,005%.

Amanhã tem a Selic

O presidente do Banco Central, Roberto Campos, já falou na semana passada que não vai radicalizar na política monetária nacional, em outras palavras, é provável que o juro não vá subir tanto de uma só vez.

Observando isso, um eventual aumento de 1,25% ou até 1,5% dificilmente vai acontecer. Então, amanhã temos tudo para terminar o dia com uma Selic em 6,25% ao ano.

O juro maior normalmente atrai mais investidores para a renda fixa, principalmente os investidores do exterior, uma vez que os juros em diversos países estão próximos do zero.

Por mais que o Brasil não seja um dos países mais seguros para se investir, comparado a outros países emergentes, o sistema financeiro nacional está bem estruturado e não mostra sinais de fraqueza, por exemplo.

No curto prazo, é provável que mais investidores que estão em bolsa, vão para a renda fixa. Ainda mais com o Ibovespa tão volátil e uma renda fixa cada vez mais valorizada.

Isso vai gerar boas oportunidades de investimento, inclusive em ETF. ETF que seguem o Ibovespa ou índice de Small Caps podem ser boas alternativas.

Fundos de investimentos que seguem tais índices, também são boas opções. Vale destacar que o juro maior, pode não surtir efeitos junto ao dólar. Como no Brasil há os atritos políticos e os sinais mistos da economia, mesmo com juro alto, o dólar pode permanecer acima dos R$ 5,20, por exemplo.

Evergrande derrubando os mercados

As notícias com relação à Evergrande continuam preocupando os mercados e um calote da incorporadora chinesa vem cada dia mais, se tornando uma realidade.

Ainda nessa semana, Evergrande terá que pagar juros sobre uma parcela substancial de sua dívida. Caso esse pagamento não ocorra, o mercado, provavelmente, vai se contrair e reduzir ainda mais o apetite por riscos.

Efeitos da crise da Evergrande

Um dos principais efeitos ocorre sobre os mercados e as bolsas. Quando uma crise surge, normalmente as bolsas e demais índices registram perdas significativas e os recursos que saem dos mercados, vão para dólar e ouro, normalmente.

A título de curiosidade, o Euro, uma das moedas mais fortes do mundo, vem registrando perdas frente ao dólar nos últimos dias, Nos últimos cinco dias, EUR/USD registrou desvalorização de quase 0,77%.

Já o USD/BRL vem registrando alta de quase 1,95%. Considerando essa oscilação no câmbio, podemos dizer que os mercados vêm convergindo para o dólar.

Por outro lado, um ativo que geralmente mostra mais performance em momentos de crise, o ouro, não vem registrando tanta procura.

Nos últimos cinco dias, a once troy vem sendo negociada em $1.764,00. O ouro vem registrando desvalorização de 1,4%.

Isso mostra que o investimento em ouro nos próximos dias pode se tornar bem atraente, observando uma possível deterioração da situação financeira da incorporadora chinesa.

Se o calote acontecer, o mercado pode mergulhar em uma queda ainda maior. Isso vai gerar fortes oscilações no mercado.

Considerando isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio líquido e agir quando a bolsa cair.

Ações, fundos imobiliários, e até letras do Tesouro podem se tornar muito atraentes e pouco dinheiro pode gerar retornos muito bons no curto a médio prazo, principalmente se o governo chinês entrar no mercado para tentar sanar os problemas.

Haverá o calote da Evergrande?

O governo chinês ainda não se manifestou com relação a possíveis atitudes na economia, na tentativa de evitar estragos maiores da Evergrande.

Por ser uma empresa privada, a possibilidade do governo chinês não intervir em um possível calote.

Porém, diferente do que aconteceu com a crise do subprime nos Estados Unidos, a China pode tentar compensar os credores da Evergrande, reduzindo suas perdas e deixar a empresa se “virar”.

Em termos de complexidade,  o resgate da Evergrande poderia ser algo mais simples, uma vez que os recursos entrando, a própria empresa poderia direcionar os valores as dívidas e quitar suas obrigações junto aos credores.

Mas, como o governo chinês dá pistas que quer evitar o socorro público a uma empresa privada, a possibilidade de resgatar os credores é mais forte.

Expectativas para a reunião do COPOM

Com uma inflação maior e dúvidas com relação à parte fiscal, o Banco Central provavelmente vai elevar a taxa de juro para 1% na quarta-feira (dia 22/09).

Houve uma expectativa que o aumento pudesse ser maior chegando na casa do 1,25%, mas, a princípio o BC vai manter o seu “plano de voo” para a Selic.  Assim, o BC vai aumentar mais 1% o juro em setembro.

Impactos do juro em 6,25%

Os atritos políticos e a dificuldade do governo em articular mais reformas e conseguir implementar sua agenda econômica não está ajudando na confiança do investidor.

Mesmo com o aumento do juro em 6,25%, a inflação para 2021 ainda vai terminar acima do juro, ou seja, não haverá ganho real para os investidores, somente a perda do poder de compra.

Então, é bem provável que o aumento do juro não influencie muito nos demais indicadores econômicos.

Na verdade, o impacto será sentido diretamente na captação de crédito. Empréstimos e financiamentos vão se tornar mais caros e isso pode gerar problemas para as empresas e as pessoas.

Com relação à inflação, a influência será de médio a longo prazo. É possível que a inflação medida pelo IPCA continue atingindo números altos nos próximos meses, mesmo com a alta da Selic.

Dependendo da situação hídrica e de outros problemas que possam surgir, como a crise na China, os impactos junto à economia podem se tornar elevados.

O que fazer para se defender?

Na última semana, os mercados andaram de lado, ou até caíram. O S&P 500, por exemplo, registrou queda de 0,95%, enquanto o Ibovespa caiu mais de 2,5%.

Observando um pessimismo maior no mercado, o negócio é olhar com mais carinho para ativos que são “seguros” em momentos de crise, como é o caso do dólar e do ouro.

Com a alta da Selic, uma porcentagem maior pode ser deslocada para ativos de renda fixa, como o Tesouro Selic, ou os CDBs de bancos menos, por exemplo.

Já uma parcela menor, em dólar e ouro, uma vez que ambos os ativos podem gerar grande volatilidade na carteira.

Depois, o investidor pode ficar atento a oportunidades no mercado. Uma piora maior com relação aos aspectos brasileiros ou na China, podem jogar os índices para baixo, como acontece com o Ibovespa.

Mas, se a crise ocorrer de fato com a China, então o mundo inteiro vai mergulhar em um cenário de pessimismo. Assim, a melhor coisa a se fazer é se manter líquido e aproveitar uma possível queda abrupta dos índices.

Evergrande pode colapsar.

Evergrande é uma incorporadora que possui uma das maiores dívidas do planeta. Até o presente momento, a dívida da companhia chega ao patamar dos 300 bilhões de dólares.

Para manter um crescimento exuberante, a China se utilizou de algumas ferramentas para impulsionar diferentes setores da economia.

Desse modo, companhias privadas conseguiram gerar forte expansão. Mas, agora, a Evergrande, uma das maiores empresas da China, vem enfrentando uma crise de liquidez e pode ficar sem pagar os seus fornecedores no curto prazo.

Porque da crise da Evergrande?

Uma das causas está na alavancagem que a economia chinesa possui. O governo liberava financiamento barato às empresas e isso gerava recursos abundantes para as companhias.

O problema é que o crescimento não está se sustentando e isso influencia nos recebimentos das companhias.

Se a empresa já possui um custo alto, é preciso um faturamento alto. Se as receitas vêm abaixo do esperado, o fluxo de caixa fica desequilibrado e a firma precisa repensar a sua estratégia de investimento e como proceder com os próximos projetos, por exemplo.

No meio disso, há reclamações por parte de consumidores que já fizeram o pagamento por empreendimentos da incorporadora, mas os mesmos ainda não foram entregues.

Ou seja, a firma já está passando por problemas inclusive em sua produção.  Como o governo chinês vem tentando tirar os estímulos e reduzir a alavancagem do sistema, Evergrande pode ser só uma das primeiras empresas chinesas a sofrer tamanha crise.

Quais são os possíveis impactos no mundo?

Por mais que seja somente uma empresa, Evergrande traz com sua crise, péssimas lembranças do Lehmann Brothers (pivô da crise do subprime, nos Estados Unidos).

Por se tratar de uma firma que possui dívida gigantesca, os primeiros prejudicados seriam todos os credores e os clientes.

Todos aqueles que compraram seus empreendimentos e não receberam, podem ficar sem o dinheiro e sem uma moradia.

A partir daí, uma crise de confiança vai assolar o mundo e posteriormente uma crise econômica e sistemática.

Todos aqueles prejudicados de forma indireta vão contaminar o sistema, reduzindo as compras e evitando gastar.

Isso vai gerar retração econômica em diversos segmentos, jogando o mundo em uma nova crise econômica.

A extensão não pode ser medida e nem imaginada, uma vez que há variáveis que podem amortizar os impactos ou ampliar ainda mais os danos.

Se a China não entrar para tentar reduzir os eventuais impactos, é possível que os danos sejam gigantescos e maiores do que o Lehman Brothers provocou. Uma entrada da China, evitando até a falência da incorporadora, pode simplesmente salvar a economia mundial.

De qualquer forma os principais índices chineses vêm registrando forte queda em 2021 e isso abre uma boa oportunidade de investimento. Uma forma de investir é através dos ETF ou fundos de investimento. Vale destacar que a relação USD/CNY tem ficando mais atraente para o Yuan.

Desaceleração da economia chinesa.

No início da pandemia da Covid-19, ainda no início de 2020, a China foi fortemente impactada. Houve restrições para locomoção dentro da China e tudo isso, influenciou de forma negativa o desempenho econômico do país.

Só para ter uma ideia, o PIB referente ao primeiro trimestre de 2020 ficou em -6,8%. Uma queda substancial. No trimestre anterior, a China estava crescendo em 6%.

Com a redução dos casos e uma sensação de controle sobre o vírus, a China conseguiu retomar o crescimento e no primeiro trimestre de 2021, o país asiático conseguiu crescer 18,3%.

Agora no segundo trimestre o crescimento caiu para 7,9%, sendo que alguns dados econômicos vêm preocupando também.

Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), a China registrou crescimento de 2,5% nas vendas de varejo. Havia uma expectativa de crescimento na ordem de 7%.

Com um crescimento abaixo das expectativas e com o PIB ficando tão longe do indicador registrado no primeiro trimestre, o mercado fica mais receoso.

Quais são as possíveis causas para isso?

É importante salientar que o crescimento chinês ainda é muito bom e muito maior do que boa parte dos países do globo.

Mas é claro, uma desaceleração dá medo, uma vez que menos produtos serão vendidos, menos dinheiro vai rodar pelo mercado.

Uma das causas para esse derretimento dos números está baseado na variante delta da Covid-19.

Com a variante ganhando mais terreno pelo mundo, medidas de lockdown, ou de restrição para a população são tomadas e isso gera uma volatilidade nos dados econômicos.

Outra causa está centrada na redução dos incentivos do governo chinês para o mercado imobiliário.

Ainda com relação às medidas econômicas do governo chinês, há uma percepção que o governo vem reduzindo os incentivos, a fim de evitar uma possível bolha.

Essa falta de interação, ou de não haver expectativas claras de maiores injeções de capital na economia, deixa o mercado ainda mais preocupado.

Oportunidades

Da mesma forma que existem sinais mistos na China, com uma economia crescendo, mas dando sinais de desaceleração, o índice MSCI China vem registrando queda em 2021.

A queda do índice chinês fica próxima dos 15% em 2021. Por outro lado, o Yuan, ou Renminbi, vem se valorizando frente ao dólar em 1,43%, aproximadamente.

Por mais que o momento na China inspire certos cuidados, o mercado ainda é atraente. Observando isso, dá para ver que existe uma possibilidade de investimento bem interessante.

Uma das alternativas são os ETF, principalmente o XINA11 ou as alternativas por meio de fundos de investimento que replicam índices chineses, como é o caso do próprio MSCI China.

A expectativa para a Selic sobe e chega a 8%.

De acordo com o último boletim, a expectativa é de Selic em 8% ao ano. Vale destacar que as análises vêm sendo influenciadas pela inflação que vem crescendo cada vez mais.

Efeito do juro alto sobre o dólar

O Brasil oferecendo uma taxa de juro maior pode atrair mais investidores, principalmente devido à segurança dos títulos por aqui.

Comparado a vários outros países em desenvolvimento, o Brasil é um dos melhores e mais estáveis, porém, o contexto econômico e político vêm prejudicando um pouco.

O Brasil vem crescendo, mas já no último resultado do PIB, houve uma leve queda. Existe a possibilidade de racionamento de energia, além da questão do desemprego. Fatos que prejudicam uma visão de médio prazo.

A informalidade vem ganhando força e isso pode gerar impactos no futuro, principalmente com relação à previdência social, coisa que no longo prazo, vai influenciar negativamente a dívida pública.

Tudo isso faz parte da análise dos investidores. Por outro lado, existe uma notícia boa, a dívida bruta brasileira vem caindo.

Se as coisas forem melhorando aos poucos, é possível que até o final de 2021, a dívida/PIB fique próxima dos 80%.

Vale destacar que ainda em 2021, a relação dívida/PIB já tinha alcançado a casa dos 90%. Marca nunca antes batida.

Juro alto dólar mais barato?

Se o juro continuar subindo e ficar acima do esperado pelo mercado, a oportunidade será atraente no Brasil.

Outro ponto é a inflação. Um juro que oferece ganho real aos investidores é muito bom e pode ser um triunfo ao Brasil na tentativa de captar investidores do exterior.

O problema está relacionado ao tipo de investimento. Aqueles que procuram colocar o capital no Brasil se aproveitando do juro maior, geralmente tem um grau especulativo elevado.

Ou seja, se o juro cair, esses recursos provavelmente vão sair do Brasil, gerando desvalorização do real.

Outro ponto é referente à estabilidade política e a economia. A criação de mais programas sociais ou do aumento dos valores, sem uma redução nas despesas também gera insegurança por parte dos investidores.

O Brasil precisa mostrar controle nas contas públicas. Com mais despesas, o Brasil precisa aumentar a arrecadação. Por isso, é importante ver sinais mais fortes da economia.

Havendo um pouco mais de estabilidade e melhora contínua da economia, com uma redução dos riscos para eventuais blecautes, é provável que a relação USD/BRL caia.

Mas, se as coisas não melhorarem, o dólar pode sim se valorizar, mesmo com juro mais alto.

Se o investidor não possui posição em dólares, talvez esse seja um bom momento para analisar. O índice Ibovespa também vem sofrendo com a volatilidade, já os títulos de renda fixa, atrelados à Selic, vem se mostrando alternativas muito atraentes.

Inflação de 12 meses chega aos 9,68% ao mês!

Com a inflação crescendo e chegando perto dos dois dígitos, o mercado vem ficando cada vez mais atento a toda situação.

Os atritos políticos, aumento das taxas de energia associados ao aumento do dólar, vem prejudicando as expectativas para a inflação.

Cenário para o dólar no futuro

Com um cenário mais ameno para a economia e política, é possível que o dola retome o caminho da depreciação frente ao real.

Os Estados Unidos ainda vem ajudando a própria economia através do juro baixo, ou praticamente zero.

Além disso, existem outros mecanismos que o Banco Central norte-americano coloca em prática para tentar impulsionar o mercado.

Assim, existe uma quantidade grande de dólares no mercado, sendo que tal capital poderia estar vindo para cá, ou pelo menos, ajudando na valorização do real.

Mas não é bem isso que está acontecendo. Infelizmente, o dólar em 2021, até o presente momento, vem se valorizando em 1%.

Por outro lado, as demais divisas da América do sul também vêm se desvalorizado perante o dólar, segue alguns exemplos:

Portanto, o real não está assim tão ruim. Vale destacar que o BC brasileiro, aparentemente não vem vendendo dólares ou fazendo “swaps” cambiais para manter o dólar nivelado.

Dólar sobe ou desce?

Ainda é um grande enigma saber se o dólar vai subir ou não. Mas uma coisa é certa. O mercado não gosta de volatilidade ou de oscilações grandes na política, por exemplo.

O grande medo do mercado está relacionado a eventos radicais que possam influenciar de forma negativa na estabilidade de negócios, principalmente daqueles que são feitos por empresas estrangeiras em terreno nacional.

Um eventual atrito mais forte entre as instituições brasileiras, pode fazer o dólar disparar, por exemplo.

Da mesma forma que um clima mais ameno, com mais reformas sendo aprovadas e com sinais claros e fortes do PIB, pode provocar uma entrada maior de dólares no Brasil e assim, derrubar a divisa norte-americana.

De qualquer forma, ao comparar o real com as demais moedas da América do sul, dá para ver que o real vem se mantendo estável.

Se o real for se equiparar às demais moedas da região, então é possível que o dólar se valorize por aqui, ao menos 10%.

É bom mencionar que o boletim Focus, do BC, referente às expectativas para o dólar, foi divulgado nesta segunda-feira. As expectativas são para R$ 5,20 até o final de 2021, terceiro aumento consecutivo para as expectativas.

Clima mais ameno influencia na queda do dólar.

O Ibovespa alcançou valorização de 1,66% e o dólar recuou 2,33% aproximadamente. Assim, os mercados conseguem recuperar boa parte das perdas acumuladas desde o dia sete de setembro.

Mudança de expectativas?

Ainda é cedo para falar sobre mudanças de expectativas, ou até mesmo para avaliar qual é a expectativa.

Aparentemente a economia brasileira vem reagindo e crescendo. O PIB vem sofrendo um pouco mais, uma vez que a pandemia da COVID-19 não está totalmente controlada e ainda existem os impactos da inflação e da crise hídrica.

O cenário político é outra variante que vem influenciando negativamente o contexto brasileiro. E por fim, ainda há o dólar.

O dólar pode trazer ainda mais pressão sobre a inflação, caso as coisas não se alinhem em Brasília.

Observando o momento um tanto quanto conturbado, o mais prudente é analisar a possibilidade de construir uma reserva de dólar.

Havendo mais atritos entre os poderes, ou com uma oscilação maior da economia para baixo, é possível que o dólar se valorize frente ao real. Isso pode influenciar a inflação para cima e exigir que o juro suba ainda mais. Os fundos cambiais são boas opções de investimento.

Oportunidades na bolsa

Mesmo com a valorização de 1,66%, a bolsa brasileira ainda vem derretendo em setembro. Se o Ibovespa conseguir retornar ao patamar mais alto conquistado em 2021, isso significa que a bolsa pode subir ao menos mais 13%.

Portanto, esse é um bom momento para entrar no Ibovespa. Isso é possível investindo em fundos de investimento ou através do ETF, como é o caso do BOVA11.

Outros índices vêm chamando a atenção no mercado também, mas não pelas boas rentabilidades. Um deles é o ETF que segue o índice MSCI China, o XINA11.

O ETF é uma alternativa brasileira para estar posicionado em ações de companhias chinesas. O mercado chinês é pouco acessível, sendo que o mesmo conta com diversas companhias, dentro do índice são 700 aproximadamente.

Em 2021 o índice MSCI China vem registrando queda próxima dos 11,12%. Vale destacar que o índice chinês em 2020 registrou alta de 29,67% e em 2021, o índice chegou a superar alta de 19% e depois caiu até o atual patamar.

Considerando toda a volatilidade apresentada pelo índice e o cenário atual de instabilidade, o investimento no índice chinês pode ser interessante.

É importante mencionar que o ETF XINA11 é negociado em bolsa e não conta com influência cambial, ou seja, XINA11 possui proteção cambial.