Piramidar, a técnica desenvolvida por um dos maiores traders da história.

Existem muitos operadores de mercado (traders) que afirmam que operar é o jeito mais fácil, mais difícil, de ganhar dinheiro. E isso, provavelmente, está se tornando cada vez mais verdadeiro.

Nos últimos anos o mercado financeiro mudou muito. O surgimento dos home brokers e plataformas operacionais facilitou o acesso de pequenos investidores e traders ao mercado financeiro.

Hoje, um operador de day trade pode muito bem abrir sua plataforma operacional às 9 ou 10 horas da manhã, abrir uma posição em contratos futuros, ações, criptomoedas, ou uma série de outros ativos, e obter um ótimo lucro em questão de minutos.

O mercado de Forex, por exemplo, movimenta entre 1 e 3 trilhões de dólares por dia. Isso dá uma noção do volume de transações que ocorrem em apenas um dia, e em apenas um mercado.

Mas, aqui no Brasil mesmo, as negociações de contratos futuros de dólar já movimentam mais de R$ 50 bilhões. Considerando que para operar contratos de US$ 10 mil, as corretoras cobram uma margem de apenas R$25,00, isso corresponde a uma alavancagem de 2.280 vezes. Assim, em um dia típico de movimentação de mercado, com apenas mil reais seria possível fazer uma verdadeira fortuna.

Entretanto, assim como pode ser muito fácil sentar em frente ao computador, ou celular, e fazer operações no mercado financeiro, também existe o risco. E é justamente o risco de perder dinheiro que torna essa uma tarefa muito difícil.

Ninguém pode usar todo o dinheiro que tem e operar com a máxima alavancagem em apenas uma operação. Isso provavelmente levaria o trader a ruína.

O melhor é montar a operação aos poucos!

Digamos que você soubesse que em um determinado dia o dólar iria subir. Neste caso, bastaria comprar contratos futuros de dólar e ao final do dia fazer a venda dos contratos. Esta operação certamente resultaria em um ótimo lucro.

Porém, mesmo sabendo a direção do mercado, não seria possível operar com todo o dinheiro e muito alavancado. Isso porque, mesmo com o mercado direcional, ele ainda faz movimentos para cima e para baixo. Se você abrir a operação e na sequência ele cair um pouco, pode ser o seu fim, caso esteja muito alavancado.

Por isso, o melhor seria fazer pequenas compras, e deixar o mercado subir, enquanto você observa o seu lucro crescer.

É justamente disso que se trata a técnica conhecida como piramidar!

No livro Reminiscências de um Especulador Financeiro, o qual conta a história do Jesse Livermore, o autor explica como este (Jesse) desenvolveu essa técnica.

Obviamente os tempos são outros e a velocidade com que as transações financeiras ocorrem é muito diferente. Entretanto, a ideia por trás da técnica ainda é válida e pode ser usada de forma muito eficaz, mesmo em operações de day trade.

O funcionamento da técnica

A ideia é muito simples. Conforme já foi comentado, ao invés de entrar com o lote total de uma só vez na operação, o lote deve ser dividido em pequenas entradas. Porém, sempre que uma nova entrada é feita o risco financeiro deve ser o mesmo, ou menor.

Em uma operação de pivô, por exemplo, existem várias entradas possíveis.

Conforme o exemplo, no rompimento do pivô de baixa, seria feita a primeira venda, sendo que o stop da operação ficaria no topo anterior.

Apesar de o ativo ter acionado um pivô de baixa, o preço subiu, mas antes de chegar no topo anterior e stopar a operação, formou um candle de dúvida. Este tipo de candle pode ser operado fazendo uma entrada para o lado que for realizado o rompimento. Ou seja, se o preço romper para cima, deve ser feita a compra, caso rompa para baixo, é feita a venda.

Como já existia uma operação em andamento, seria conveniente adicionar uma ordem de venda no rompimento da mínima, e o stop da operação, no rompimento da máxima. O preço caiu e acionou uma nova venda.

Mesmo fazendo uma nova venda, o risco da operação ficou menor, pois a venda foi feita em um preço superior ao da primeira venda, e o stop da operação ficou menor.

Na sequência o ativo subiu um pouco e formou um novo pivô de baixa. Com isso seria possível fazer uma nova venda, movendo o stop para o topinho que foi formado. Esta nova entrada também seria feita sem elevar o risco da operação.

Por fim, quando o preço perdeu o fundo, seria possível fazer uma quarta venda, trazendo o stop para o último topo formado, visto que o preço respeitou a média móvel de 20 períodos.

Mais entradas, menos risco!

A grande diferença entre fazer o temido “preço médio” e piramidar, está no risco da operação.

Normalmente, ao realizar uma operação e fazer uma nova entrada para tentar melhorar o preço médio, não se tem definido de forma clara qual o risco da operação. Assim, quanto mais o preço vem contra, mais entradas são feitas e maior se torna o risco.

De forma inversa, quando se busca piramidar, a segunda operação só deve ser feita quando é possível mover o stop para que o risco se mantenha igual, ou fique menor.

Outra diferença significativa é com relação ao movimento do preço.

As operações de preço médio ocorrem quando o mercado está indo contra a operação inicial. Por exemplo, depois de fazer uma compra, o preço cai. Então para tentar melhorar o preço médio, o trader faz outra compra, sem calcular o risco. O preço continua caindo e o trader faz novas compras, torcendo para que em algum momento o preço volte e ele consiga sair da operação no lucro.

Já ao piramidar, o trader só faz uma nova entrada quando o ativo dá algum sinal de que irá fazer o movimento esperado. Como no exemplo apresentado, conforme o ativo foi fazendo padrões de baixa, foram feitas novas vendas.

Quando o mercado está trabalhando em tendência, o uso da técnica pode se tornar muito lucrativa. Isto ocorre, pois é possível aumentar a quantidade de lotes operados e com isso obter um lucro muito maior.

Normalmente quando o mercado não está direcional, será difícil usar a técnica, pois o preço não formará padrões consecutivos. Ou seja, dois ou três padrões de venda seguidos. Porém, se mesmo com o mercado lateral a técnica for usada, provavelmente acarretará em um lucro menor, ou em prejuízo.

Para finalizar

Se usada da forma correta, a técnica de piramidar pode ser muito interessante. Mesmo traders iniciantes, podem operar com mais lotes, sem aumentar o risco da operação.

Sendo assim, o ideal é identificar o contexto e a tendência do ativo. Caso exista a possibilidade de um movimento direcional, certamente será válida a utilização da técnica.

Sendo assim, espero que você tenha gostado do artigo. Caso queira entender melhor como funciona a técnica, sugiro a leitura do livro comentado acima. E caso queira continuar estudando sobre análise técnica, procure por mais artigos educacionais no site da FX Empire. Vários artigos como este já foram publicados.

É possível fazer operações rápidas (scalp) olhando o gráfico?

Para fazer scalp, procure por momentum.

Na física a palavra “Momentum” é usada para relacionar a quantidade de movimento de um corpo. Essa grandeza é calculada através da multiplicação da velocidade pela massa do corpo. Em termos práticos pode ser entendida simplesmente como “impulso”, pois também representa a força pelo tempo.

Um exemplo simples da utilização dessa grandeza é o cálculo do peso que um corpo em movimento tem ao se chocar contra outro corpo que esteja parado. Por exemplo, uma maçã que tem o peso aproximado de 130 gramas, pode ter uma força de impacto de 10 kg se cair de um galho que esteja a 4 metros do chão.

Outro exemplo que poderia ser dado, é com relação a força que um jogador de futebol precisa chutar a bola para que ela alcance a velocidade de 108 km/h. Considerando que a bola tenha 400 gramas, seria preciso chutar a bola com uma força de 1200 Newtons.

Mas essa explicação toda foi apenas para ilustrar de onde vem o conceito de Momentum, visto que esse termo também é usado no mercado financeiro.

Como se trata de algo relacionado a impulso, esse termo foi trazido da física para o mercado financeiro, a fim de caracterizar ocasiões em que o preço de um ativo se desloca de forma muito rápida.

Sobre essa ótica, foram desenvolvidas estratégias que buscam capturar situações em que o mercado apresenta Momentum para assim serem realizadas operações. Como se espera que o ativo se mova de forma rápida, se tratam de operações que levam poucos minutos para serem realizadas. Por esse motivo, tais operações recebem o nome de “scalp”.

Neste artigo serão apresentados alguns cenários gráficos em que os ativos costumam oferecer oportunidade de realizar operações de scalp.

Estreitamento da Banda de Bollinger

Um dos contextos onde é mais fácil de serem visualizadas situações de momentum é quando as bandas de Bollinger se estreitam e repentinamente se abrem.

O indicador conhecido como bandas de Bollinger foi desenvolvido com base na estatística de modo que as bandas englobam aproximadamente 96% dos candles. Para isso, o indicador conta com uma média móvel de 20 períodos e duas bandas que ficam afastadas da média em dois sigmas. Cada sigma representa um desvio padrão baseado nos últimos 20 candles.

Como as Bandas de Bollinger estão diretamente ligadas à volatilidade do ativo, elas se abrem ou fecham de acordo com a oscilação dos preços. Se os preços fazem movimentos fortes, as bandas permanecem mais abertas. Por outro lado, quando os preços ficam próximos à média, as bandas se fecham.

É justamente nesta situação que o ativo pode apresentar uma situação de momentum.

Quando o preço fica em torno da média e as bandas fecham, pode ocorrer um forte movimento direcional na sequência.

O ativo apresentava uma grande volatilidade, o que pode ser visto pela largura das bandas ao lado esquerdo do gráfico. Conforme a volatilidade foi diminuindo, as bandas foram se fechando. Quando as bandas já estavam bem próximas, o ativo formou um candle de força e as bandas voltaram a abrir.

Esta é uma operação de momentum, pois o ativo saiu de uma consolidação e começou a se deslocar com velocidade. Este tipo de operação é muito interessante, pois em questão de minutos é possível fechá-la com um ótimo resultado.

Zonas de confluência

Uma zona de confluência é caracterizada pela presença de vários suportes ou resistências que tendem a segurar o preço.

Neste tipo de situação, é normal observar fortes movimentações de preço. Para entender melhor o motivo pelo qual isso acontece, é preciso voltar ao conceito de suporte e resistência.

Um dos principais motivos da formação de um suporte ou resistência é o efeito memória. Quando um ativo forma um topo, por exemplo, muitas pessoas realizaram lucros naquela região de preços. De forma similar, muitas pessoas também compraram o ativo na região do topo formado. Se o ativo fizer um movimento de baixa e algum tempo depois voltar a subir, ao se aproximar do topo, este se comportará como uma resistência.

Deste modo, quem já tinha realizado lucros, decide novamente vender para mais uma vez sair da operação com gain. Já quem comprou na região de topo, estava torcendo para o preço voltar e conseguir sair da operação sem prejuízo.

Como a pressão vendedora aumenta, o topo volta a se comportar como uma resistência, empurrando o preço para baixo novamente.

Se uma resistência já tem força para segurar o preço, e até mesmo empurrá-lo para baixo, quando várias resistências coincidem, existe uma grande probabilidade de gerar momentum.

A imagem mostra uma forte zona de confluência. Neste local havia uma linha de tendência de alta do gráfico semanal e também um suporte do gráfico diário. Esses suportes impediam a queda do preço, assim, sempre que os ursos batiam no preço, os touros defendiam. Isso formou também um poderoso suporte no gráfico de 5 minutos. Sempre que o preço tocava o suporte, os touros atacavam e o preço voltava a subir.

Gift

Outro cenário em que é possível observar momentum no preço é quando o mercado faz um rompimento importante e na sequência faz um pequeno “descanço”.

Geralmente quando um ativo rompe um suporte ou resistência importante, o preço continua a se mover na direção do rompimento. No entanto, é comum observar um candle de força fazendo um rompimento e na sequência um candle pequeno, praticamente sem sair do lugar. Este candle recebe o nome de “Gift”, justamente porque se trata de um presente que o mercado está deixando.

Conforme mostrado no gráfico, depois que um candle de força levou o preço abaixo do suporte, o ativo formou um candle pequeno, como se estivesse descansando. Quando finalmente o gift foi perdido, ou seja, foi perdida a mínima, ocorreu um forte movimento de queda.

O gift é um dos melhores padrões para se operar, pois sempre proporciona uma ótima relação risco x retorno e normalmente apresenta momentum.

Para finalizar

Certamente, todos gostam de entrar em uma operação e ver o preço seguir na direção do alvo. Ninguém gosta de comprar um ativo e ver o preço cair, mesmo que depois o ativo vá até o alvo.

Para tentar evitar passar “calor”, ou seja, entrar na operação e logo ver o lucro, busque por momentum. Sempre que um ativo tem momentum, ele fará um forte movimento direcional. O que oferece a possibilidade de realizar uma operação rápida e lucrativa.

Espero que esse artigo tenha contribuído para o seu conhecimento e que o ajude a encontrar as oportunidades com momentum.

Caso queira continuar estudando sobre análise técnica, acompanhe a FX Empire. A cada semana novos artigos como esse serão publicados.

Abaixo você pode conferir alguns dos artigos educacionais mais interessantes já disponíveis.

Entendendo o Price Action.

Retrações e projeções de Fibonacci.

Uso das médias móveis no Price Action.

Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Você sabe porque usa o gráfico de candles?

Um dos objetivos da análise técnica é auxiliar na compreensão da dinâmica de preços. Ou seja, dar uma orientação, através do gráfico, a respeito da alta ou da baixa dos ativos. Essa análise é baseada em informações de preço e volume para um determinado intervalo de tempo.

Por exemplo, para o gráfico diário, as informações usadas pela análise técnica são o preço de abertura, a máxima e mínima alcançadas pelo ativo no dia, e o preço de fechamento. Além dessas informações, também é importante avaliar o volume de negociações ocorrido naquele dia.

Para representar essas informações em um gráfico, Charles Dow, que é considerado o pai da análise técnica, se utilizava de um gráfico de barras.

A barra é formada por uma linha na vertical que indica os valores de mínima e máxima. Um pequeno traço ao lado esquerdo indica o valor de abertura, enquanto um traço ao lado direito indica o valor de fechamento.

Este gráfico é bastante simples e foi muito usado em todo ocidente até a década de 1980. Na realidade, praticamente todos os conceitos da análise técnica foram desenvolvidos com base neste tipo de gráfico.

Contudo, do outro lado do mundo já existia outro tipo de gráfico que viria a substituir praticamente por completo o gráfico de barras.

Ainda no século XVII, os japoneses desenvolveram um método gráfico para analisar os preços de contratos futuros de arroz. Acredita-se que o criador desse tipo de gráfico tenha sido Munehisa Honma, o qual construiu uma verdadeira fortuna com o uso desta ferramenta.

Gráfico de candles

Na década de 1980 o norte-americano Steve Nison trouxe o gráfico de candles para o ocidente. A aceitação foi tão grande que em pouco tempo grande parte dos operadores de mercado aderiram ao novo tipo de gráfico.

O gráfico de candles recebe este nome justamente porque as informações são projetadas de tal forma que parecem constituir velas. Com a diferença de que podem existir pavios para os dois lados.

Neste tipo de gráfico, o pavio inferior indica o preço mínimo alcançado no período, enquanto o pavio superior indica o maior preço alcançado. Já o corpo, indica os preços de abertura e fechamento, sendo que estes são definidos de acordo com a cor do candle.

Se o ativo realizar um movimento de alta, o candle será branco ou verde. Neste caso, o preço de abertura será a base e o fechamento será a parte superior do corpo.

Para movimentos de baixa os candles podem ser pretos ou vermelhos, ficando explícito que o preço de abertura foi maior do que o de fechamento.

E o que muda de um gráfico para o outro?

Apesar de as figuras serem parecidas e representarem as mesmas informações, existe uma grande diferença visual nos gráficos.

Observe o gráfico de candles abaixo.

De acordo com o desenho das velas, fica fácil identificar diversos padrões que sinalizam força compradora ou força vendedora. No mercado financeiro os compradores, ou a força compradora, são denominados de touros. Já os vendedores recebem o nome de ursos.

O retângulo à esquerda foi rompido com uma vela de corpo grande, o que mostra força por parte dos touros. Na sequência foi feito um pullback, que é caracterizado pela vela de corpo vermelho, e depois se iniciou o movimento de alta.

Depois que o ativo subiu e formou um topo, fez um forte movimento de baixa. Então tentou subir novamente, mas por duas vezes os ursos seguraram o preço. Conforme o preço foi caindo, a força vendedora foi aumentando, até que finalmente os ursos atacaram formando uma vela com grande corpo vermelho.

Estas análises ficam mais difíceis de serem observadas em um gráfico de barras.

Apesar de a movimentação dos preços ser exatamente a mesma, neste tipo de gráfico, é preciso observar as barras com muito mais atenção para entender a disputa de forças. E foi justamente essa “facilidade” em entender a disputa de forças que tornou o gráfico de candles o mais usado na atualidade.

Como já foi informado, os candles são desenhados no gráfico de acordo com os preços de abertura, máxima, mínima e fechamento. Porém, existem outras características nestas “velas” que devem ser observadas para facilitar a identificação das forças.

Corpo

O tamanho do corpo, por si só, já mostra como está a disputa de forças. Um candle verde de corpo grande e com pavio superior pequeno, indica que os touros estão no domínio. Isto se torna ainda mais válido se o volume deste candle for grande.

Um candle com corpo pequeno, por outro lado, mostra que o mercado está indeciso. Se neste candle o volume for grande, significa que é uma região de preços disputada, mas que as forças estão em equilíbrio. Se o volume for baixo, é muito provável que o mercado esteja descansando para na sequência continuar o movimento prévio. Ou ainda que se trate de uma consolidação.

Por esse motivo, a outra característica que deve ser avaliada é a posição do corpo no gráfico.

Se o ativo está em uma consolidação e forma-se um candle grande no meio do retângulo, não quer dizer que se trata de um candle de força. Já candles com corpos pequenos em uma consolidação indicam indecisão por parte dos touros e ursos.

Um candle com corpo grande que rompe uma consolidação mostra força. Idealmente este candle não deveria apresentar pavio na parte superior. Mas, visto que o corpo é bem maior do que o pavio, a análise continua válida.

Um candle com corpo grande em uma tendência que acabou de ser iniciada, também demonstra força por parte dos touros.

O candle de corpo pequeno, logo após a alta, pode ser definido como um candle de descanso. Como visto, mesmo que o candle seguinte foi de baixa, na sequência a movimentação de alta continuou.

Pavio

Outra característica que deve ser observada nos candles diz respeito ao pavio. Ou seja, o tamanho do pavio e a posição dele, se acima ou abaixo do corpo.

Um pavio comprido geralmente indica que existe muita briga naquela região de preços.

Um candle de corpo pequeno e pavio longo, como os dois primeiros, normalmente indicam que os touros estão dominando. Quando um candle como esses se forma sobre um suporte, mostra que o suporte está sendo respeitado e que o preço deve voltar a subir.

Um candle verde (positivo) com corpo e pavio grande, indica que existe bastante força compradora, pois além de segurar os ursos, o preço subiu. Já um candle vermelho (negativo) com corpo e pavio grande indica empate. Ou seja, existe um equilíbrio entre os touros e os ursos.

Um candle com corpo pequeno e dois pavios longos também indica equilíbrio, mas neste caso, indica muita briga. Caso um candle como esse apresente bastante volume, muito provavelmente o preço andará para o lado que romper.

Um ponto que deve ser observado, no entanto, é com relação ao contexto. Todas essas informações são válidas caso exista um contexto para isso.

Um candle como o primeiro em uma consolidação, indica força compradora, mas não quer dizer que o preço irá subir. Da mesma forma, se um candle como o quarto se formar em um movimento de tendência, indica o equilíbrio de forças, mas a tendência provavelmente prevalecerá.

Outro ponto a ser observado é que todas as análises também são válidas para candles com pavios acima do corpo. Porém, neste caso são os ursos que estão dominando.

O que realmente importa!

O principal objetivo ao analisar um gráfico de candles é entender a disputa de forças. Ou seja, quem está ganhando a batalha.

É muito importante prestar atenção no tamanho do corpo, a localização do corpo, o tamanho do pavio e se o pavio é superior ou inferior. Mas, as informações de apenas um candle não são suficientes para entender se são os touros ou os ursos que estão dominando o preço.

Será o contexto em que o ativo se encontra e a formação de vários candles que apontarão a força dominadora.

Outra forma de usar os candles é na definição de padrões gráficos como, padrões de continuação e de reversão. Mas estes assuntos serão tratados em outros artigos.

Para finalizar

Entender a formação dos candle e como o desenho das velas é formado, sem dúvida é muito importante. Este talvez seja um dos primeiros passos para entender a dinâmica dos preços

Espero que este artigo tenha contribuído no seu aprendizado. Caso queira continuar estudando sobre análise técnica, continue acompanhando a FX Empire. A cada semana novos artigos como este serão publicados.

Para ler os artigos que já estão disponíveis, basta acessar a área de formação do site ou continuar lendo os artigos do autor.

Aprenda a identificar os melhores suportes e resistências.

Uma das habilidades mais importantes para qualquer pessoa que trabalha com o mercado financeiro, é identificar suportes e resistências que realmente funcionem.

Sempre que alguém realiza a compra de um ativo, espera que este ativo passe a subir na sequência. Ninguém compraria um ativo acreditando que ele continuaria caindo, pois neste caso, iria esperar um pouco mais para realizar a compra.

Da mesma forma, quando alguém vende um ativo, é porque considera que aquela região de preços pode segurar o movimento de alta. Dificilmente alguém venderia um ativo acreditando que ele iria subir mais.

É justamente por isso que se faz tão importante a habilidade de identificar os verdadeiros suportes e resistências. Um suporte representa a região de preços em que um ativo irá parar o movimento de queda. Já uma resistência, é onde ocorre o término de um movimento de alta.

Além do conceito já apresentado, os suportes e resistências também são usados como uma ferramenta imprescindível para a realização de operações no mercado financeiro.

Sempre que se inicia uma operação de compra é preciso saber onde se encontra o suporte, pois é lá que será posicionado o stop da operação. De forma similar, é preciso também identificar até onde o movimento de alta pode chegar para estimar um alvo, ou seja, qual a resistência que irá segurar o preço.

Assim sendo, a seguir serão apresentados os principais tipos de suportes e resistências, como identificar os mesmos no gráfico e também como fazer uso deles.

Para facilitar a leitura, em certos momentos será tratado apenas sobre os suportes, visto que os conceitos se aplicam também às resistências, porém de forma inversa.

Topos e fundos

Sem dúvida os suportes mais conhecidos são os fundos, assim como as resistências mais populares são os topos. Entretanto, apesar de praticamente todos os fundos e topos se comportarem como suportes e resistências, existem alguns que são mais poderosos do que outros.

Um dos princípios da teoria de Dow diz que em uma tendência de alta, 80% dos topos são rompidos, assim como em uma tendência de baixa, 80% dos fundos são rompidos. Por esse motivo, é preciso se atentar a algumas características que fortalecem um suporte ou resistência.

Tempo

A primeira característica que deve ser observada é o tempo. Sempre que um ativo forma um fundo, e um longo tempo depois mostra respeito por aquela região de preços, significa que lá existe um suporte.

Conforme mostrado no gráfico, a linha tracejada serviu de suporte em junho. O preço subiu e ficou vários meses acima dessa região, mas quando começou a cair, a linha tracejada mais uma vez segurou o preço.

Isso mostra que essa é uma região de suporte importante. Como visto, em novembro o preço recuou mais uma vez até a linha tracejada, onde segurou e voltou a subir.

Amplitude

Esse mesmo gráfico também pode ser usado para ilustrar a segunda característica que fortalece um suporte ou resistência, que é a amplitude.

Como pode ser visto, após o preço respeitar pela primeira vez o suporte, fez um forte movimento de alta, se afastando bastante da linha tracejada. Após recuar e fazer um novo teste, subiu novamente e também se afastou bastante do suporte. O ativo fez ainda mais um teste no suporte, que novamente empurrou o preço para cima.

Essa amplitude, ou seja, a distância entre topos e fundos, mostram que essa região de suporte é realmente bastante poderosa.

Toques

A terceira característica é a quantidade de toques. Quanto maior o número de vezes que um suporte é testado e consegue segurar o preço, mais forte ele é.

O gráfico acima mostra de forma clara que a linha tracejada se comportou como um suporte, visto que várias vezes o preço caiu até a linha e voltou a subir.

Ambiguidade

Finalmente, a quarta característica é a ambiguidade. Isso quer dizer que se um suporte é “poderoso” e em um dado momento for rompido, todo o seu poder passará a valer como uma resistência.

Como mostrado, a linha tracejada vinha se comportando como uma resistência, segurando o preço por diversas vezes. Quando finalmente foi rompida, passou a se comportar como um suporte, não deixando o preço cair.

Deste modo, sempre que identificar um fundo e estiver em dúvida sobre se ali existe ou não um suporte, procure verificar se uma ou mais destas características é atendida.

Linhas de tendência

Pela teoria de Dow, uma tendência de alta é definida pela formação de topos e fundos ascendentes. O interessante é que normalmente existem fundos alinhados, o que forma uma Linha de Tendência de Alta, a famosa LTA. De forma similar, uma série de topos alinhados formam uma Linha de Tendência de baixa, ou seja, a LTB.

Observe a linha amarela no gráfico. É perceptível que os fundos formados, apesar de estarem cada vez mais altos, seguem uma linha.

Após a formação do segundo fundo, seria possível traçar essa LTA, o que permitiria a identificação dos demais suportes apresentados.

Canais

Em certos momentos o ativo não forma fundos alinhados, dificultando assim que uma LTA seja traçada. Entretanto, caso seja verificado que os topos mostram um certo alinhamento, é possível desenhar um canal.

Ao traçar uma linha unindo topos outra paralela mais abaixo, sobre o primeiro fundo, é possível definir uma LTA. Se no próximo movimento de baixa a LTA for respeitada, existe uma grande probabilidade de ela continuar servindo de suporte.

É preciso deixar claro, entretanto, que um canal canal de alta é composto pela LTA e uma linha de retorno. A linha que une os topos de forma ascendente não pode ser considerada uma LTB. Ainda assim, normalmente essa linha também se comporta como uma resistência.

Identificar um canal no gráfico pode ser muito útil. Ao mesmo tempo que ele informa uma região de suporte, sugere também onde estará a resistência. Ou seja, em um canal de alta, uma das operações mais simples seria aguardar o ativo cair até a LTA para fazer a compra e subir até a linha de retorno para fazer a venda.

No caso de um canal largo também é possível realizar operações contra-tendencia. Um canal largo é aquele que exige a formação de várias barras para que o ativo percorra entre a LTA e a linha de retorno. Assim, quando o ativo sobe até a linha de retorno e forma um padrão de reversão, pode ser feita a venda, esperando que o mesmo volte até a LTA.

Todos esses conceitos também são válidos para as LTBs e canais de baixa.

Pullbacks

É muito comum observar o mercado formar uma pequena consolidação, ou até mesmo uma figura gráfica. Quando finalmente ocorre o rompimento, na maioria das vezes o ativo faz um pequeno retorno, para na sequência fazer um movimento direcional. Esse pequeno retorno é conhecido como pullback.

No primeiro tópico foi explicado que quando um suporte é perdido, o mesmo se torna uma resistência. Isso também se aplica quando o ativo forma uma consolidação.

Conforme explicado no artigo “Conheça as principais figuras da análise técnica.”, toda figura é um tipo de consolidação, porém nem toda consolidação forma uma figura. Deste modo, neste tópico, quando comentado sobre uma consolidação, o mesmo se aplica também às figuras.

Para simplificar, observe o gráfico abaixo.

Na primeira figura temos uma consolidação com o ativo andando de lado. Após uma tentativa de rompimento para cima, o preço caiu e rompeu para baixo. No entanto, antes de dar continuidade ao movimento de baixa, foi realizado um pullback.

A forma ideal de realizar uma operação baseada nesta primeira figura seria acionar uma venda na perda da mínima da barra que fez o rompimento, tendo como stop a linha amarela que indica onde foi realizado o pullback.

O segundo exemplo é de uma bandeirinha. Conforme mostrado, o ativo formou um pequeno canal contra-tendência, que quando rompido levou a um novo movimento de baixa. Porém, antes de dar continuidade à queda, o ativo também fez um pequeno retorno. A linha amarela indica onde foi feito o pullback.

Esse retorno que o ativo faz após acionar um rompimento geralmente se trata de um suporte ou resistência relativamente poderoso. Assim, torna- se muito interessante colocar a ordem stop de uma operação na região do pullback.

Para finalizar

Identificar suportes e resistências no gráfico é, sem dúvida, muito importante. Uma das bases de qualquer estratégia operacional é evitar stops. Deste modo, é preciso entender onde o preço irá parar de cair ou subir.

Espero que este artigo tenha contribuído para o seu conhecimento. Espero também que o instigue a buscar entender quais os suportes e resistências mais importantes no gráfico que estiver avaliando.

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Breakout e power breakout, sabe o que são esses padrões?

O Breakout e o power breakout, como o próprio nome diz, se referem a padrões de rompimento. Ou seja, quando o ativo forma uma consolidação e na sequência faz o rompimento da mesma. Normalmente após esse rompimento o ativo faz um movimento direcional

É muito interessante para qualquer pessoa, que busca operar ou entender o mercado financeiro, conhecer estes padrões. Principalmente porque apresentam uma taxa de acerto que pode chegar a 80%.

Porém, para isso, é importante se atentar aos detalhes, pois não é qualquer rompimento que se enquadra como um breakout ou um power breakout. Então vamos por partes. Primeiro serão apresentados os padrões e na sequência o que está por trás dos mesmos.

Breakout

O padrão conhecido como breakout ocorre quando o ativo começa a trabalhar dentro de uma consolidação e na sequência faz o rompimento da mesma. É preciso se atentar, no entanto, ao comportamento da média móvel.

Para que o padrão seja caracterizado, o ativo deve fazer topos e fundos acima e abaixo da média móvel de 20 períodos, respectivamente.

Como mostrado, o ativo fez um forte movimento de alta e então entrou em consolidação. A média móvel aritmética de 20 períodos (MMA20) ficou “dentro” do preço, de modo que o ativo formou topos acima dela e fundos abaixo dela.

É preciso destacar, no entanto, que o último fundo foi formado sobre a MMA20. Quando o ativo voltou a subir, rompeu a resistência e fez um forte movimento para cima.

Desta forma, para identificar o padrão, é preciso se atentar ao comportamento da MMA20. Caso o ativo esteja em consolidação, mas não faça topos e fundos acima e abaixo da média, não se trata de um breakout. Além disso, antes do rompimento, sempre o ativo deve fazer um topo ou fundo sobre, ou próximo, à média.

Também vale ressaltar que se trata de um padrão de continuidade, ou seja, deve ser operado preferencialmente na tendência. Conforme mostrado no exemplo, o ativo estava em tendência de alta, formou o padrão, e rompeu para cima.

Existe ainda a possibilidade de fazer a operação na falha do breakout, que ocorre quando o padrão está sendo desconfigurado. Isto aconteceria, se no exemplo apresentado, o ativo rompesse a consolidação para baixo. Esta operação poderia ser feita, desde que o ativo estivesse muito afastado da média móvel de 200 períodos.

Mas, o ideal é buscar sempre fazer operações a favor da tendência.

Power Breakout

O power breakout recebe este nome porque indica que o ativo está em forte tendência. Assim, quando ocorre o rompimento irá fazer um movimento poderoso, por isso recebe o nome de power breakout.

O padrão ocorre quando o ativo faz um forte movimento direcional, afastando o preço da MMA20, e na sequência passa a andar de lado. Enquanto o preço fica andando de lado, a MMA20 continua seguindo em direção ao preço. Quando finalmente a média encosta no preço, o ativo dispara, fazendo novamente um movimento direcional.

Conforme mostrado no gráfico, assim que a MMA20 chegou no preço, o ativo voltou a cair com força.

O power breakout também é um padrão de continuidade e preferencialmente deve ser operado a favor da tendência.

Para identificar o padrão, é preciso observar o preço se afastar da média e então lateralizar, formando um canal horizontal. Caso o preço forme um canal inclinado na direção da tendência, poderá estar formando uma deriva. Já se o canal estiver inclinado contra o movimento anterior, o padrão formado é uma bandeira.

Quando o padrão está sendo formado, é mais interessante que o preço toque na MMA20 antes que seja realizado o rompimento. Caso isso não aconteça, ainda é possível realizar a operação, mas neste caso deve ser verificada a largura do canal.

Se o canal no qual o preço ficou andando de lado é estreito, pode ser dada a entrada na operação caso o rompimento ocorra próximo à MMA20. Mas, se o canal for largo, o ideal é esperar o ativo formar um pivô de rompimento.

Agora que os padrões foram apresentados, será explicado porque este tipo de consolidação se forma e também quais as taxas de sucesso dos padrões

Movimentos do preço

Conforme explicado pelos estudos Ralph Nelson Elliot, o preço dos ativos se movimenta em ondas. Quando a movimentação é de alta, estas ondas geram os topos e fundos ascendentes. Para a movimentação de baixa, as ondas são baixistas, gerando assim os topos e fundos descendentes.

Contudo, existem basicamente três tipos de ondas. Para simplificar, serão apresentados apenas os movimentos de alta, visto que os movimentos de baixa são os mesmos, porém contrários.

Primeiro tipo de onda

O movimento de onda mais conhecido é o do pivô.

O pivô consiste simplesmente na identificação de uma sequência de topos e fundos ascendentes.

Conforme mostrado, o ativo saiu de uma região de fundo e subiu formando um topo. Em seguida recuou até a MMA20 que serviu de suporte fazendo o preço voltar a subir. O fundo deixado sobre a média é mais alto do que o anterior, deste modo, assim que o topo foi rompido, o pivô foi acionado.

Se estiver interessado em entender o que é um pivô, sugiro a leitura do artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Segundo tipo de onda

Outro tipo de onda que um ativo pode fazer, ocorre quando é realizado um forte movimento direcional e na sequência, ao invés de o ativo cair e fazer um fundo mais alto, simplesmente passa a andar de lado.

Assim como as ondas do mar não avançam continuamente quando a maré está subindo, um ativo financeiro também não se movimenta de forma contínua.

Quando os compradores estão no controle e fazem o preço subir, chega um momento em que alguns compradores se tornam vendedores, buscando assim realizar lucros. Neste momento, o ativo para de subir e cai um pouco, como ocorre com o pivô. Mas, é possível também que o ativo pare de subir e não caia, fazendo assim um movimento lateral.

Quando enfim os compradores voltam a dominar o preço, o ativo volta a subir dando continuidade à tendência de alta.

Esta movimentação é justamente o breakout, ou seja, o segundo tipo de onda é o breakout.

Como neste tipo de onda a força compradora permanece no controle, visto que o ativo sequer chega a cair após fazer o movimento de alta, este padrão apresenta uma taxa de acerto de até 80%.

Terceiro tipo de onda

O terceiro tipo de onda ocorre geralmente após um forte primeiro movimento.

Quando um ativo está em uma longa consolidação e faz um movimento direcional, ou ainda faz a inversão da tendência, esse movimento é considerado o primeiro, indicando que este foi o primeiro movimento da nova tendência que o ativo está tomando.

Quando é realizado um movimento forte de tendência, as vezes o “descanso” dos compradores é bem curto e o preço volta a subir em pouco tempo.

Essa barra vermelha deixada após um forte movimento de alta é conhecida como “gift”, pois se trata de um presente para quem quer realizar uma operação no ativo. Como mostrado, assim que a barra vermelha foi rompida para cima, o ativo fez outro forte movimento de alta.

O interessante é que essa barra vermelha em um tempo gráfico menor, seria exatamente o power breakout.

O gráfico usado no exemplo é de 60 minutos, por isso é observado apenas uma barra vermelha. Entretanto, no gráfico de 5 minutos, seriam observadas 12 barras andando de lado até que a média chegou no preço.

Conforme indicado pela linha branca mais fina, o preço voltou a subir assim que tocou na média. Essa linha branca representa justamente a MMA20 no gráfico de 5 minutos.

Como o power breakout também se trata de uma operação de tendência e que tem como base os princípios da análise técnica, apresenta uma ótima taxa de acerto, que fica em torno de 75%.

Para finalizar

Conhecer as bases de uma estratégia operacional sem dúvida é muito interessante. Observar os gráficos e entender a dinâmica de preços é instigante, além de ser lucrativo para quem realiza as operações.

Espero que este artigo tenha contribuído para o seu aprendizado e que este conhecimento te ajude a compreender um pouco mais os gráficos.

Caso queira continuar aprendendo sobre a análise técnica, continue acompanhando a FX Empire. A cada semana, novos artigos educacionais como este serão publicados. Se quiser continuar estudando, basta procurar por outros artigos do autor. Em todos os artigos são apresentados alguns conceitos da análise técnica.

Conheça as principais figuras da análise técnica.

Geralmente quando um ativo entra em tendência lateral, é possível observar a formação de uma figura ao ser traçada uma linha unindo os topos e outra linha unindo os fundos. O rompimento destas figuras com frequência leva a um movimento direcional. Isto oferece uma oportunidade de realizar operações após o rompimento, visto que algumas destas figuras apresentam uma taxa de acerto muito interessante.

Neste artigo serão apresentadas algumas das figuras mais fáceis de serem identificadas e que apresentam uma ótima assertividade.

Retângulo.

O retângulo é uma das melhores figuras para representar uma região de consolidação. Ele consiste em traçar duas linhas paralelas na horizontal que englobam vários topos e fundos.

Por se tratar de um padrão formado por linhas horizontais, o desenho do retângulo se torna mais simples e objetivo. Ao identificar uma consolidação, deve ser traçada a linha que une a região de topos e a linha que une a região de fundos.

O gráfico acima mostra uma consolidação larga, que ocorre quando o ativo precisa de várias barras para oscilar entre o suporte e a resistência. Neste tipo de retângulo é interessante traçar as linhas horizontais em locais que englobam vários fundos e topos.

A operação mais simples se dá quando o ativo forma um pivô de rompimento, conforme mostrado pelas setas amarelas. No artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.” foi apresentado como deve ser feita a operação deste tipo de pivô.

Existem ainda os retângulos estreitos, que ocorrem quando o ativo consegue em 3, ou no máximo 4 barras, oscilar entre o suporte e a resistência. Neste tipo de retângulo, porém, é preferível que todas as barras estejam dentro da figura. No caso de rompimento com uma barra de força, a violação desta barra aciona o gatilho da operação.

Este tipo de retângulo é muito interessante, principalmente quando as barras ficam cada vez menores e então uma barra grande realiza o rompimento.

Bandeira.

Outra figura fácil de ser identificada e que apresenta uma ótima taxa de sucesso é a bandeira. Existem basicamente dois tipos de bandeira, a comum e a conhecida como Mastro e Bandeira.

O mastro e bandeira é mais fácil de ser observado no gráfico diário. Essa figura ocorre quando o ativo faz um grande movimento direcional e na sequência forma um canal inclinado contra-tendência.

A seta branca indica o “Mastro” e o canal a “Bandeira”. Quando ocorre o rompimento da bandeira é acionado o gatilho da operação e o alvo se dá de acordo com o tamanho do mastro. A seta verde é do mesmo tamanho e inclinação da seta branca, conforme mostrado, ela indica o alvo da operação.

Na figura da bandeira comum, não é necessário que exista o mastro. Esta figura ocorre quando o ativo faz um movimento de impulso e se afasta da média móvel, realizando na sequência um movimento de correção até a média.

Conforme mostrado, após perder a média móvel de 20 períodos, o ativo formou um pequeno canal e corrigiu até a média. Na sequência a bandeira foi perdida e o ativo deu continuidade ao movimento de baixa.

A bandeira é um padrão de continuidade de tendência. Desta forma, para uma taxa de sucesso mais elevada, é importante que a média móvel seja respeitada. No artigo “Uso das médias móveis no Price Action.” é apresentado como as médias contribuem na assertividade das operações

OCO e OCOI.

O “Ombro Cabeça Ombro” e o “Ombro Cabeça Ombro Invertido” são padrões de inversão de tendência.

O “OCO” ocorre quando é observada a formação de 3 topos próximos, sendo o do meio o maior deles. Contudo, como se trata de um padrão de inversão de tendência, é preciso identificar essa figura em uma região de resistência.

Conforme mostrado, o ativo subiu até a resistência, indicada pela linha tracejada, e formou o padrão. Quando a linha de pescoço é perdida o padrão é acionado.

O “OCOI”, de forma similar, ocorre quando se observa a formação de 3 fundos próximos, sendo o do meio o menor.

Como observado, o ativo estava caindo, chegou em um suporte e formou o padrão. Após a figura ser acionada foi realizado um movimento de alta.

No entanto, apesar de serem figuras muito interessantes, as mesmas poderiam ser consideradas simplesmente como pivôs. Enquanto o “OCO” se trata de um pivô de baixa, o “OCOI” corresponde a um pivô de alta.

Topo duplo e fundo duplo.

O topo duplo é uma figura formada por dois topos em uma mesma região de preços. Também se trata de um padrão de inversão, assim, para maior taxa de sucesso, é importante que o padrão ocorra em uma região de resistência.

A figura é muito fácil de ser observada, pois após ser formado o segundo topo, basta traçar uma linha horizontal no fundo formado entre os dois topos. Quando este fundo é perdido, o padrão é acionado.

O fundo duplo também é uma figura simples. Basta identificar dois fundos que estejam em um mesmo nível de preços. O padrão é acionado quando o topo formado entre os dois fundos é superado. É interessante realizar esse tipo de operação quando identificado em uma região de suporte.

Para este tipo de figura, uma forma de definir o alvo é traçar as projeções de Fibonacci. No artigo “Retrações e projeções de Fibonacci.” é apresentado como definir os alvos traçando as projeções.

Triângulo.

O triângulo é uma figura um pouco mais difícil de ser operada, pois ao traçar as linhas de suporte e resistência, o preço está sendo “prensado” e inevitavelmente vai romper para um dos lados.

Conforme mostrado, o ativo começou a fazer topos cada vez mais baixos e fundos cada vez mais altos. Assim, foi possível desenhar um triângulo ao traçar as linhas de suporte e resistência.

No entanto, o preço foi sendo prensado pelas linhas até que estourou para cima, o que acionaria a compra. Na sequência o ativo voltou para dentro do triângulo, mas bateu no suporte e acabou subindo, tornando a operação vencedora.

Além do triângulo simétrico, ou quase simétrico, conforme mostrado acima, existem ainda os triângulos ascendentes e descendentes.

O triângulo descendente ocorre quando a linha de suporte é traçada na horizontal e a resistência é inclinada para baixo.

Uma vez que os topos dentro do triângulo ficam cada vez menores, este é considerado um padrão baixista.

O alvo do triângulo pode ser a altura da base, ou ainda podem ser traçadas as projeções de Fibonacci.

O triângulo ascendente, de forma similar mas contrária, é um padrão altista. Nesta figura é a linha de resistência que fica na horizontal, enquanto o suporte fica inclinado para cima.

Em certos momentos, é possível observar esses padrões sendo rompidos na direção contrária. Por exemplo, um triângulo descendente sendo rompido para cima. Quando isso acontece, também é possível realizar a operação, porém, a assertividade diminuiu.

Cunha.

Outra figura muito interessante é a cunha. Existem as cunhas ascendentes e as cunhas descendentes. A diferença entre esta figura e o triângulo, é que na cunha as duas linhas apontam para a mesma direção, porém com inclinações diferentes.

Desta forma, na cunha ascendente tanto a linha de suporte quanto a resistência estão inclinadas para cima. Porém, é preciso destacar que a cunha ascendente é um padrão baixista. Deste modo, quando o padrão é formado, deve-se buscar por vendas quando a figura for rompido para baixo.

Conforme mostrado, o ativo formou uma grande cunha ascendente que foi rompida para baixo. O alvo dessa operação é a distância entre o suporte e a resistência no início da figura.

A cunha descendente apresenta as linhas de suporte e resistência apontadas para baixo. Mas este se trata de um padrão altista.

Conforme mostrado, o ativo formou uma cunha descendente e rompeu para cima com uma barra de força compradora. Na sequência foi realizado um forte movimento de alta, chegando a alcançar até o terceiro alvo.

Para finalizar.

Espero que este artigo tenha contribuído para o seu aprendizado. As figuras constituem uma ótima ferramenta da análise técnica e sempre que aparecem podem dar boas oportunidades.

Caso queira continuar aprendendo sobre a análise técnica, continue acompanhando a FX Empire. A cada semana, novos artigos educacionais como este serão publicados.

Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

De acordo com a teoria de Down, uma tendência de alta é formada por topos e fundos ascendentes. Já uma tendência de baixa é formada por topos e fundos descendentes. Mas o que ocorre quando existe a inversão da tendência?

A formação de um pivô!

Um pivô, de forma simplificada, poderia ser definido como a superação do último topo ou a perda do último fundo. Ou seja, quando um ativo está em tendência de alta, realiza diversos pivôs de alta. Quando está em tendência de baixa, são formados pivôs de baixa. E quando a tendência é lateral, dificilmente se observa a formação de pivôs alinhados.

Conforme apresentado no gráfico, o ativo realizou vários pivôs de baixa até alcançar um suporte. Após fazer fundo, o ativo subiu até a média, para então acionar um pivô de alta. Cada retângulo em destaque representa um pivô e as setas correspondem aos respectivos movimentos de rompimento.

O pivô é um padrão gráfico que já é operado a mais de um século, mostrando assim que se trata de um padrão bastante confiável. Deste modo, é importante conhecer bem quais os tipos de pivôs.

Abaixo serão descritos alguns dos tipos de pivôs mais conhecidos (e na minha opinião os mais confiáveis).

Pivô de inversão.

Este tipo de pivô ocorre quando o ativo vem trabalhando em uma tendência, alcança um suporte ou resistência e não consegue fazer um novo rompimento, realizando assim a inversão da tendência na sequência.

Conforme mostrado no gráfico, após um forte movimento de baixa o ativo fez fundo, subiu um pouco, mas na sequência voltou a cair acionando um pivô de baixa. Após cair e fazer um novo fundo, o ativo subiu fazendo um topo mais baixo, o que continua de acordo com a tendência de baixa. Contudo, quando o preço caiu novamente, um fundo mais alto que o anterior foi formado. Sem conseguir perder o fundo, o ativo passou a subir e romper o topo, acionando assim um pivô de alta.

A seta amarela indica onde o pivô de inversão seria acionado, pois a partir daquele ponto o primeiro pivô de alta estaria sendo confirmado.

Este tipo de pivô é muito interessante, pois normalmente apresenta uma relação risco x retorno muito boa. No exemplo mostrado, a operação teria como ponto de stop o terceiro fundo destacado, o qual deu início a formação do padrão. Já o alvo desta operação poderia ser a média móvel de 200 períodos. Nesta operação, em específico, a relação risco x retorno ficaria em 3 para 1. Ou seja, o alvo corresponde a um resultado 3 vezes maior do que o stop.

Pivô de rompimento.

O pivô de rompimento ocorre principalmente quando o ativo consegue sair de uma figura gráfica. Normalmente quando um ativo está formando uma figura, é considerado que este se encontra em tendência lateral (consolidação). Nesta situação, a forma mais confiável para o ativo sair desta consolidação é realizando um pivô. Este por sua vez recebe o nome de pivô de rompimento, justamente porque está rompendo uma consolidação.

Como pode ser observado, o ativo estava trabalhando dentro de um retângulo fazendo fundos e topos aleatórios. No entanto, em um determinado momento, o ativo subiu até a linha superior da figura, fez um pequeno movimento de baixa e subiu novamente, rompendo o topo. Com essa movimentação foi acionado o pivô de rompimento.

Este tipo de pivô se mostra bastante confiável, principalmente quando o ativo forma uma grande consolidação, similar ao exemplo apresentado.

Outra característica que deve ser destacada é o fato de existirem três tipos de pivô de rompimento. O pivô de pré-rompimento ocorre quando o padrão é formado ainda dentro da consolidação, conforme o exemplo apresentado. O pivô de pós-rompimento ocorre quando o ativo rompe a região de consolidação, faz um pullback no suporte/resistência rompido, e em seguida aciona o pivô. Já o pivô no rompimento ocorre quando o padrão é acionado exatamente sobre a linha de suporte/resistência.

Dentre estes tipos de pivô de rompimento, o mais confiável é o de pós-rompimento, pois o ativo já conseguiu sair da consolidação.

Pivô alinhado com a média móvel.

O pivô alinhado com a média móvel é um dos padrões mais confiáveis da análise técnica, podendo ter mais de 85% de assertividade, dependendo do ativo e do tempo gráfico.

Além de simples, também se trata de um padrão muito fácil de ser identificado, pois basta avaliar a localização do pivô e a direção apontada pela média móvel.

O exemplo apresentado no gráfico trás uma das melhores configurações possíveis. Como visto, o preço subiu para cima da média móvel de 20 períodos, fez uma pequena correção e depois acionou o pivô. Este pivô está alinhado com a média de 20 e não se encontra muito afastado da mesma. Além disso, a média móvel de 200 está apontada para cima e o preço não se encontra muito afastado dela.

Como já mencionado, se trata de um padrão muito simples, pois basta verificar a formação de um pivô que esteja alinhado com alguma média móvel. A média de 20 é a mais utilizada para este padrão, mas podem ser outras médias, desde que não sejam muito longas ou muito curtas.

Porém, apesar de ser simples, alguns pontos devem ser observados para aumentar a taxa de sucesso das operações.

Condição da média longa.

É interessante acompanhar uma média móvel longa, como a de 200 períodos, para assim verificar a tendência em um tempo gráfico maior.

Usando a média longa, deve ser observada a região na qual o padrão está sendo formado.

  • Sobre a média: geralmente as operações sobre a média longa não se mostram muito interessantes. Porém, caso o ativo forme o padrão, é preferível que a média longa esteja alinhada com o pivô.
  • Próximo à média: Se o ativo estiver trabalhando próximo à média longa, só devem ser realizadas operações alinhadas com ela. Operações contra a média longa podem acarretar em uma baixa taxa de assertividade. Pivôs de alta devem ser operados apenas acima da média e pivôs de baixa apenas abaixo da média.
  • Longe da média: Se o ativo estiver longe da média longa, podem ser realizadas operações a favor, ou contra esta média, desde que a média intermediária (a média de 20, por exemplo) esteja alinhada.

Condições da média intermediária.

O ativo sempre deve estar alinhado com a média intermediária, porém ainda assim é preciso se atentar a localização do preço em relação a esta média.

  • Sobre a média: As operações sobre a média são interessantes, desde que o ativo não consiga romper ela. Ou seja, a média deve se comportar como um suporte ou resistência.
  • Próximo à média: é o melhor tipo de operação e não há nenhuma restrição.
  • Longe da média: caso o preço se encontre muito afastado da média intermediária, não é interessante realizar a operação, pois a formação de um pivô nesta condição pode sinalizar a exaustão da tendência.

Outro padrão de pivô muito interessante é o trick entry.

Trick entry.

Existe ainda um outro tipo de pivô conhecido como trick entry. Este padrão ocorre quando existe a formação de um pivô menor dentro de outro maior.

Conforme apresentado, o preço caiu e formou um fundo, subiu e na sequência caiu novamente acionando o pivô de baixa. As setas brancas indicam a formação do pivô principal. Contudo, como pode ser observado, antes de acionar o pivô principal, um pivô interno foi acionado, indicado pelas setas amarelas.

A trick entry também é um padrão muito interessante, pois permite a entrada na operação de forma antecipada, melhorando a relação risco x retorno. Caso depois que a trick entry é acionada o pivô principal também seja acionado, a tendência é confirmada e a probabilidade de o ativo alcançar os alvos aumenta.

Para finalizar.

Espero que este artigo tenha contribuído para o seu aprendizado. Como já comentado, o pivô é um padrão gráfico conhecido e operado a mais de um século. Deste modo, é importante entender como ele se forma e quais os melhores padrões a serem operados.

Caso queira continuar aprendendo sobre a análise técnica, continue acompanhando a FX Empire. A cada semana, novos artigos educacionais como este serão publicados.

Até o momento já foram publicados os seguintes artigos:

Entendendo o Price Action.

Retrações e projeções de Fibonacci.

Uso adequado das médias móveis.

Uso das médias móveis no Price Action.

O Price Action, como o próprio nome diz, trata-se de uma metodologia ligada à análise gráfica, pela qual é possível realizar operações no mercado financeiro com base nas movimentações de preço dos ativos. Ou seja, nesta metodologia não são usados indicadores para se efetuar, de forma direta, operações de compra ou venda. No entanto, podem ser usados indicadores, como as médias móveis, para facilitar a visualização da tendência do preço. Para conhecer um pouco mais sobre o Price Action, sugiro a leitura do artigo “Entendendo o Price Action”.

Conforme enunciado, as médias móveis podem ser usadas como parte de uma estratégia operacional, pois existem duas grandes contribuições que elas podem trazer. As médias móveis são indicadores conhecidos como rastreadores de tendência. Ou seja, são usados para indicar a tendência em que o ativo está trabalhando.

Contudo, este indicador também se comporta muitas vezes como um suporte ou resistência, por isso também são conhecidos como suportes/resistências dinâmicos.

Outra utilização interessante das médias móveis ocorre quando se aplica a metodologia Triple Screen, pois elas tornam possível a identificação da tendência de 3 tempos gráficos em apenas um gráfico.

Mas, vamos por partes. Primeiro, é interessante conhecer o conceito por trás deste indicador.

O que é uma média móvel?

Uma média móvel corresponde a média de preços, geralmente do fechamento, de um determinado número de barras em um gráfico. Por exemplo, em um gráfico diário que contém uma média móvel aritmética de 20 períodos (MMA20), essa média será traçada como uma linha que corresponde ao valor médio do preço de fechamento dos últimos 20 dias. Deste modo, a cada novo período, neste caso a cada novo dia, a média se deslocará para se adequar ao novo valor médio dos últimos 20 períodos.

Como as médias sempre se ajustam à medida que novos valores são computados, existe uma máxima que diz o seguinte: sempre, em algum determinado momento haverá o encontro do preço com a média, pois, ou o preço retorna à média, ou a média vai em direção ao preço.

Obviamente que essa máxima não é verdadeira para todas as médias, pois para médias móveis muito longas, digamos com 1.000 períodos, é possível que o preço suba e não retorne à média. Mas para a maioria das médias essa máxima é verdadeira.

Deste modo, a principal função de uma médio móvel no gráfico é indicar a tendência em que o ativo está trabalhando.

Indicando a tendência.

De acordo com a Análise Técnica, um ativo está em tendência de alta quando está fazendo topos e fundos ascendentes. De forma similar, quando está fazendo topos e fundos descendentes, o ativo se encontra em tendência de baixa.

Porém, nem sempre o gráfico apresenta os topos e fundos de forma clara para que se possa identificar a tendência. Isso ocorre quando, para um determinado tempo gráfico, o ativo está trabalhando em consolidação.

Observe o gráfico abaixo, por exemplo, e procure identificar qual a tendência do ativo.

Apesar da dificuldade, seria possível identificar alguns topos e fundos. Porém, essa informação não contribuiria para a definição da tendência.

Inserindo as médias.

A imagem abaixo apresenta o mesmo gráfico, contudo, foram inseridas duas médias móveis. A média de 20 (MMA20) está representada pela linha amarela e a média de 200 (MMA200) pela linha branca.

Observando a MMA200, fica claro que o ativo está trabalhando em uma tendência primária de alta. Isso quer dizer que, no longo prazo, o ativo está subindo, de modo que operações de compra terão maior êxito do que operações de venda.

Já a MMA20 indica a tendência secundária. Como pode ser visto, à esquerda do gráfico a MMA20 está apontada para cima e foi realizado um movimento de alta. Quando o ativo perdeu a média, ou seja, o preço passou a trabalhar abaixo da MMA20, foi feito um movimento de baixa.

Como a MMA20 indica a tendência secundária do ativo, no momento em que o preço cruzou ela para baixo, não seria indicado abrir uma operação de compra. Uma vez que o preço está entre as médias de 20 e 200, não há uma tendência secundária clara. Na realidade, a região de preços entre estas médias é conhecida como “Trap Zone”, ou zona de armadilha.

Na região central do gráfico, é mostrado que a linha amarela está apontada para baixo. Contudo, não seria interessante operar na ponta vendedora, pois a MMA200 está inclinada para cima, indicando a tendência de alta no tempo gráfico maior.

Quando o preço cruza novamente a MMA20 para cima, faz o retorno à média e aciona um pivô de alta. Esta seria uma ótima oportunidade de compra, pois as duas médias apontam para cima e a metodologia price action deu compra ao acionar o pivô de alta.

Como mostrado, a utilização de 2 médias se mostra interessante. Por esse motivo, uma forma de buscar entender melhor a dinâmica de preços é usando o Triple Screen.

Triple Screen

É justamente com base na utilização de três médias móveis que se torna possível, em um mesmo gráfico, usar a metodologia Triple Screen.

O Triple Screen sugere que sejam usados 3 gráficos para assim avaliar a dinâmica dos preços de forma mais completa. Abaixo são apresentados alguns exemplos da utilização desta metodologia.

Contudo, outra forma de usar essa metodologia é inserindo 3 médias móveis diferentes no mesmo gráfico, sendo que cada média móvel representa um tempo gráfico diferente. Por exemplo, para a estratégia Day Trade, poderia ser acompanhado apenas o gráfico de 5 minutos. Neste gráfico a MMA200 pode ser inserida para indicar a tendência no gráfico horário, a média de 20, para indicar a tendência secundária do ativo, e a MMA8 para acompanhar a tendência no gráfico de 2 minutos.

Região do gráfico.

Com essas três médias é possível identificar de forma simples a região em que o preço está trabalhando, assim como a força da tendência. O gráfico abaixo mostra um gráfico diário em que foram inseridas as médias de 200, 20 e 8 períodos.

O primeiro retângulo trata-se de uma região em que o preço está sobre a MMA200. Normalmente é difícil realizar operações enquanto o preço está sobre esta região, pois o ativo fica em consolidação.

O segundo retângulo apresenta a região de tendência, que ocorre quando o ativo começa a se afastar da MM200. Como pode ser visto, a MM20 se mostra bem inclinada, indicando a plena tendência. A MM8 também vai acompanhando o preço, mostrando que o ativo deve continuar subindo.

O terceiro retângulo foi traçado sobre a região de afastamento da MMA200. Nessa região o preço tende a andar de lado ou fazer uma correção. Normalmente, quando o ativo se afasta muito da MMA200 e cruza a MMA20, está indicando que alcançou a região de afastamento.

Além de indicar a tendência, as médias móveis também são úteis, pois se comportam como suportes e resistências. Isto também pode contribuir na leitura da dinâmica de preços.

Suporte e Resistência

Quando um ativo está em tendência, as médias móveis se comportam como suportes e resistências dinâmicas. Assim, para uma tendência de alta, é comum ver o ativo corrigir até a média para depois voltar a subir. Deste modo, a cada nova correção, a média se comporta como um suporte, segurando o preço e dando impulso para o ativo continuar subindo. Para um ativo que está em tendência de baixa, o contrário também é válido. Porém, neste caso a média se comporta como uma resistência dinâmica.

Conforme mostrado no gráfico acima, em vários momentos o preço caiu e violou a MMA20, porém na sequência foi realizado um movimento de alta fazendo com que o ativo voltasse a trabalhar acima da média.

Também é interessante notar que a MMA200 apresentava a plena tendência de alta no tempo gráfico longo. Isso oferece ainda mais segurança para que sejam realizadas operações de compra.

Conhecendo essa característica das médias móveis, é possível realizar operações conhecidas como “Regressão e Reversão na média”. Esse tipo de estratégia se mostra muito interessante, pois apresenta uma boa taxa de acerto e uma ótima relação risco vs. retorno, desde que sejam respeitadas algumas condições.

Abaixo é apresentado um gráfico onde seria possível realizar 3 operações seguindo a estratégia de regressão e reversão na média.

Como pode ser visto, após falhar em romper a MMA200 o ativo iniciou um forte movimento de baixa. Enquanto caia, fazia fundos descendentes e regredia até a média, onde sentia uma resistência e voltava a cair na sequência. Para obter uma melhor performance neste tipo de operação, é necessário que o ativo esteja em plena tendência e apresente algum sinal de reversão (sinal do price action) após retornar à média.

Para finalizar

Espero que esse artigo tenha contribuído para o seu aprendizado. Certamente a utilização das médias móveis pode facilitar a leitura dos gráficos, por isso é importante conhecer um pouco mais sobre esses indicadores.

Para aprender mais sobre a análise técnica continue acompanhando a FX Empire. A cada semana novos artigos educacionais como este serão publicados.

Este é o terceiro artigo de uma série de 10 onde serão apresentados os principais fundamentos do Price Action. Sendo que o primeiro artigo é justamente “Entendendo o Price Action”, o qual recomendo fortemente a leitura.

Retrações e projeções de Fibonacci.

Leonardo Fibonacci foi um matemático italiano que criou uma sequência numérica para descrever o crescimento populacional de coelhos. Com base nas observações que ele fez, chegou a conclusão que a cada novo período de tempo (vamos supor que o período seja de 1 mês), o número de coelhos aumentava.

Para definir o número total de coelhos em um dado período, era necessário encontrar a sequência numérica que corresponde a este crescimento populacional. Fibonacci percebeu então, que deveria ser feita uma soma a cada novo período para se chegar ao montante atual. Esta soma se dá pelo número atual, mais o número correspondente ao período anterior.

Ou seja, se no primeiro período (mês) se tem 1 unidade (ou seja, 1 coelho), no segundo período haverá 2 unidades (1 + 1 = 2). Assim sendo, no terceiro período o montante será de 3 unidades (2 + 1 = 3), no quarto, 5 unidades (3 + 2 = 5) e assim sucessivamente.

Sequência de Fibonacci: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377…

Após desenvolver esta sequência, Fibonacci passou a estudar a mesma. Nestes estudos, verificou que ao dividir um número, pelo número seguinte, sempre encontrava o mesmo resultado. Quanto maior o número, mais precisa se torna esta divisão.

21/34 = 0,618

34/55 = 0,618

233/377 = 0,618

De forma similar, ao dividir um número pelo número correspondente dois períodos à frente, também se obtém sempre o mesmo resultado.

21/55 = 0,382

34/89 = 0,382

89/233 = 0,382

Fazendo a divisão de um número da sequência pelo número do período anterior, o resultado também se repete.

55/34 = 1,618

89/55 = 1,618

377/233 = 1,618

A partir destes números surgiram as retrações e projeções de Fibonacci. As retrações mais tradicionais são:

38,2%

50%

61,8%

Já as projeções são:

61,8%

100%

161,8%

Retrações de Fibonacci.

Um dos conceitos da análise técnica diz que toda tendência é válida até ser revertida. No entanto, um movimento direcional, seja de alta ou de baixa, pode corrigir até 61,8% e ainda assim continuar trabalhando na tendência original.

Conforme mostrado na imagem, o ativo estava trabalhando em tendência de baixa, o que pode ser observado pela inclinação da média móvel aritmética de 20 períodos (MMA20). Após fazer um forte movimento de queda, começou a subir e foi segurado pela MMA20, que neste momento, serviu como resistência.

Em seguida, o preço caiu novamente rompendo fundo, mas começou a subir e superou a MMA20. Com esse movimento, seria possível imaginar que poderia ocorrer a inversão da tendência. Mas, traçando as retrações de Fibonacci, fica claro que a retração de 61,8% ainda não havia sido superada e serviu de resistência. O preço tentou por duas vezes superar esta retração, porém não conseguiu e deu continuidade à tendência de baixa.

Estas mesmas condições também são válidas para movimentos de tendência de alta.

Suportes e resistências.

A principal utilização das retrações de Fibonacci é identificar resistências e suportes com base nos movimentos de tendência realizados. A forma mais fácil de fazer isso é desenhar um canal, ou linha de tendência (LTA – Linha de Tendência de Alta, LTB – Linha de Tendência de Baixa) sobre a movimentação do ativo. Quando o canal é perdido, podem ser traçadas as retrações, que por sua vez indicam as linhas de suporte ou resistência.

Conforme apresentado no gráfico, o IBOV entrou em uma forte tendência de alta após testar a média móvel aritmética de 200 períodos (MMA200). Desenhando um canal sobre o movimento, é possível identificar quando o ativo iniciará um movimento de correção. A correção normalmente ocorre quando o ativo perde efetivamente o canal.

Conforme indicado pela primeira seta amarela, após perder o canal e testar a MMA20, o ativo corrigiu e testou a retração de 38,2%. Em seguida, perdeu o suporte, mas se segurou na retração de 50%. Esta retração foi testada por dois dias seguidos, porém, os compradores seguraram o preço. Quando finalmente o ativo superou a MMA20, a retração de 38,2% foi testada novamente. Mas, o suporte foi respeitado dando impulso para a continuidade da alta.

Inversão da tendência.

Quando a tendência é perdida, as retrações de Fibonacci também ajudam a entender a dinâmica de preços.

Utilizando o gráfico do IBOV ainda, vemos que o ativo deu sequência à tendência de alta, trabalhando dentro de um canal. Quando o canal foi perdido, as retrações de Fibonacci foram traçadas. No primeiro movimento de correção o ativo testou a retração de 38,2%, sendo que esta se comportou como um suporte e segurou o preço por alguns dias.

Em um novo movimento de baixa, o ativo foi até a retração de 61,8%. A retração novamente segurou o preço, que subiu até a MMA20. Um novo teste na retração de 61,8% foi executado, contudo, na sequência o suporte foi perdido com uma forte queda.

Após o suporte ser perdido, este se comportou como uma resistência, que foi testada após a forte queda. Uma movimentação como essa sugere que o ativo busque o fundo, visto que após perder a retração de 61,8% foi realizado o pullback e na sequência o movimento de baixa continuou.

Normalmente, quando uma tendência de alta ou de baixa é perdida, uma nova tendência se inicia. Esta pode ser contrária à primeira, ou uma tendência lateral.

Projeções de Fibonacci.

Enquanto as retrações de Fibonacci ajudam a identificar possíveis pontos de suporte e resistência quando os ativos fazem movimentos de correção da tendência, as projeções indicam até onde o movimento de tendência pode chegar, antes de iniciar uma correção.

O gráfico do S&P 500 mostra como é interessante fazer a projeção de Fibonacci.

Após um movimento de correção, o ativo fez fundo e acionou um pivô de alta (indicado pelas setas brancas). Fazendo a projeção do pivô (a projeção é feita com base na primeira seta branca), observamos que o ativo fez um forte movimento de alta até alcançar a região de 161,8%, onde então passou a andar de lado.

Para uma operação de compra no rompimento do pivô, seria possível colocar uma ordem de venda no alvo de 161,8%. Essa seria uma operação muito interessante, pois teria gerado um ótimo lucro sem qualquer preocupação (o ativo praticamente andou em linha reta até o alvo).

Projeção da correção.

Outra forma de fazer a projeção de um pivô é com base no movimento de correção que este realizou.

O gráfico do índice Nasdaq mostra que o ativo vinha em tendência de alta, corrigiu até a retração de 61,8% e depois continuou subindo, acionando um grande pivô de alta.

Como o movimento de correção foi até a retração de 61,8%, a pressão compradora não se mostra tão forte. Por isso, é mais indicado que seja feita a projeção do movimento de correção. Ou seja, a projeção é feita com base no movimento realizado pela segunda seta branca (apontada para baixo).

Nesta operação, como pode ser visto, o ativo não alcançou o alvo de 161,8%, pois começou a corrigir antes disso. Mas, ainda assim seria uma operação vencedora, pois no momento em que o ativo retornou até o alvo de 100% após ter superado ele, seria adequado fazer a venda.

Para finalizar!

Espero que esse artigo tenha contribuído para o seu aprendizado. Se você utilizar as retrações e projeções de Fibonacci nos seus estudos, certamente estes ficarão mais refinados.

Para aprender mais sobre a análise técnica continue acompanhando a FX Empire. A cada semana novos artigos educacionais como este serão publicados.

Este é o segundo artigo de uma série de 10 onde serão apresentados os principais fundamentos do Price Action. Sendo que o primeiro artigo é justamente “Entendendo o Price Action”, o qual recomendo fortemente a leitura.

Entendendo o Price Action.

Qual será o próximo movimento?

Essa é uma pergunta de 1 milhão de dólares!

O mercado financeiro é, sem dúvidas, um ambiente com infinitas possibilidades. Ninguém sabe, de forma precisa, para onde o preço irá no minuto seguinte. E isso é uma verdade que todas as pessoas que trabalham neste ambiente devem aceitar.

Mas também, justamente por causa dessa característica, o mercado se torna um ambiente democrático. Qualquer pessoa, sem distinção alguma, pode começar a operar no mercado financeiro e obter bons resultados.

Isto é válido, inclusive, em relação a qualificação pessoal e / ou profissional. Desde a pessoa mais capacitada, até um leigo completo, pode se aventurar neste mercado e obter resultados surpreendentes. É óbvio que os resultados podem ser uma surpresa positiva, ou negativa.

Da mesma forma que alguém pode começar a operar com um capital pequeno, de R $ 1.000,00 por exemplo, e alcançar a marca de R $ 1.000.000,00 em pouco tempo, o contrário também é válido.

Mas, assim como o dinheiro e a qualidade de vida que operar ativos financeiros pode trazer, o risco, ou melhor, a incerteza, também é um fator que desperta o interesse de muitas pessoas que entram neste ambiente.

E a incerteza está justamente em prever qual será o próximo movimento!

Estudo do gráfico.

Tendo como objetivo estimar o próximo movimento, são realizados estudos nos gráficos, visto que estes refletem o comportamento dos ativos. O objetivo de estudar os gráficos é identificar padrões que se repetem ao longo do tempo. Apesar de ter a certeza de que cada movimento no gráfico é único e jamais se repetirá, ainda assim pode ser feito uma análise estatística sobre os padrões formados.

No entanto, existe uma infinidade de padrões!

Além disso, cada operador pode observar o mesmo padrão de diferentes formas, dependendo do nível de complexidade do padrão.

Mas, ao identificar os padrões formados, é possível fazer a leitura do gráfico e entender a dinâmica de preços. Isto torna possível a criação de hipóteses a respeito do próximo movimento.

É exatamente disto que se trata o Price Action!

De forma simples, isso quer dizer que, ao avaliar diferentes condições no gráfico, e observar um padrão de movimento específico, o sucesso em uma operação pode ser determinado por uma probabilidade estatística.

Um exemplo simples seria a observação de um pivô de alta alinhado com a média móvel de 20 períodos.

Condição 1 – o mercado está em tendência de alta.

Condição 2 – o ativo está acima da média móvel de referência.

Padrão específico – o preço recua até a média móvel e na sequência volta a subir.

O rompimento do topo seria o gatilho de entrada na operação.

O gráfico acima ilustra o exemplo explanado. Como o ativo superou a média móvel e fez um movimento de alta, deu a entender que poderia iniciar uma tendência. Na sequência retornou até a média, mas respeitou a mesma, indicando assimq que se trata de um suporte. Com um novo movimento de alta, o preço rompeu o topo, dando a entrada na operação. Este tipo de padrão tem uma taxa de assertividade acima de 65%, dependendo do ativo.

Leitura do gráfico.

Fazendo a leitura do gráfico e entendendo a dinâmica de preços, se busca deduzir qual padrão está sendo construído. Deste modo, quando o padrão se confirma e é acionado o gatilho de entrada, pode ser realizada a operação.

A identificação dos padrões no gráfico torna possível avaliar as probabilidades de sucesso em cada operação. Ou seja, se é identificado um padrão de alta no gráfico, que foi devidamente mapeado e tem uma probabilidade de 75% de acerto, se supõe que, ao operar este padrão por 4 vezes, em 3 delas a operação será lucrativa.

A identificação de padrões no gráfico exige um equilíbrio entre complexidade e simplicidade. Ao definir padrões muito complexos, é possível que os mesmos sejam notados apenas depois que o ativo já tenha executado o movimento. Já padrões muito simples, podem ocorrer muitas vezes, e assim apresentar uma taxa de acerto baixa.

Por isso, é interessante fazer a leitura do gráfico e identificar o contexto no qual os padrões estão inseridos. Para fazer a leitura do gráfico, vários aspectos devem ser considerados como, a tendência nos diferentes tempos gráficos, onde se encontram suportes e resistências e a volatilidade, por exemplo.

Também é importante enfatizar que existem diversos padrões gráficos, porém nem todos devem ser operados. Mas, o conhecimento dos padrões facilita a leitura e entendimento da dinâmica de preços.

Ferramentas de apoio.

Existem diversas ferramentas e indicadores que auxiliam na identificação dos padrões gráficos. Mas, para análise técnica mais tradicional, as ferramentas mais usadas são as retrações e projeções de Fibonacci, as médias móveis, o volume e o indicador de volume OBV (On Balance Volume, na sigla em inglês).

A principal função destas ferramentas de apoio é elucidar o operador de mercado quanto ao contexto em que o ativo se encontra.

Como mostrado na imagem, a média móvel de 200 períodos indica que o ativo está em tendência de alta. Após o forte movimento altista, foram traçadas as retrações de Fibonacci. Quando o ativo recuou, respeitou a retração de 50% e formou um padrão de reversão. Na sequência se movimentou para cima e superou a média móvel de 20 períodos. O preço recuou um pouco, mas respeitou a média de 20 e em seguida subiu novamente acionando o pivô.

Observar um padrão qualquer no gráfico, pode indicar uma possível operação. Mas, com as ferramentas de apoio, o padrão se torna muito mais confiável. Em um ambiente com tanta incerteza, quando mais confiança o operador tiver no padrão, melhor.

Padrões mais confiáveis.

Ao fazer a leitura do gráfico e entender a dinâmica de preços, é buscado então pela identificação dos padrões mais confiáveis.

Fazer uma operação de pivô em um ativo que se encontra em tendência de alta já funciona a mais de um século. Para quem está iniciando no mercado financeiro, talvez essa seja a porta de entrada, pela simplicidade e precisão do padrão.

Outros padrões bem conhecidos são as figuras como, retângulos, triângulos e cunhas, por exemplo. Estes padrões já apresentam um pouco mais de complexidade, pois traçar as linhas que formam as figuras é subjetivo. Desta forma, diferentes operadores podem traçar diferentes figuras.

A definição de suportes e resistências também auxiliam na operação de padrões de reversão. Estes padrões são interessantes pois normalmente a relação risco / retorno é maior que 1. Mas, se confirma apenas em operação à favor da tendência do tempo gráfico maior. Por exemplo, fazer uma operação de reversão de compra no gráfico de 5 minutos enquanto o gráfico de 60 minutos está em tendência de alta.

Para finalizar!

Caso você interesse tenha em aprender mais sobre a técnica de análise e como operar os padrões padrões específicos, continue acompanhando o Império FX, pois diversos artigos educacionais serão publicados ao longo das semanas.