A “gamificação” dos criptoativos

Tecnicamente, quando nos referimos ao termo aplicado junto à educação, a “tradução” mais correta seria “ludificação”, mas no caso dos criptos a terminologia vai se mantendo mesmo mais próxima do original em inglês com a expansão dos jogos virtuais baseados em blockchains.

Os jogos em questão se baseiam na criação de NFT’s (Non-Fungible Tokens), que, em resumo, se refere à um processamento que garante a autenticidade e a exclusividade do ativo gerado, validando sua posse a quem o originou.

Por meio da plataforma do jogo, os seus jogadores competem, interagem e negociam por itens que auxiliarão na geração desses tokens únicos. Após a geração e a confirmação de posse do usuário, o próprio ecossistema do game, somado das movimentações de seus jogadores e do mercado de cripto em si, é capaz de estabelecer um valor para os ativos gerados.

Prós e contras durante a concretização do mercado

Estes aliás são os aspectos que atraem cada vez mais pessoas para os jogos para este tipo de cenário. A possibilidade de obter ativos de valor substancial enquanto joga, ainda com a segurança de que o tempo e o esforço empregado na plataforma não correm risco de simplesmente sumirem de suas mãos (por conta do registro imutável de cada NFT nas blockchains) não só aguça ainda mais o interesse social dos criptoativos, como também aproxima o público de conceitos desse mercado que podem ser amadurecidos futuramente.

Mas é importante apontar também que existem algumas desvantagens sobretudo para quem procura novos jogos deste perfil para investir de maneira mais agressiva.

Primeiramente, por conta da própria natureza especulativa criada em torno das plataformas, baseando os preços em expectativas de que outros usuários estarão dispostos a pagar um preço acima do pago inicialmente. Games que estejam em ascensão podem atrair muitos novos jogadores de uma vez que, por sua vez, podem inundar o mercado interno com novos ativos (mesmo que variados).

Em segundo lugar, jogadores/investidores mais desatentos ou desinformados das características de NFT’s podem ter problemas com cópias. Assim como obras de arte e artigos de colecionador, pessoas mal-intencionadas podem tentar negociar cópias e similares de tokens, a depender da disponibilidade de condições dentro do jogo para que a “receita” que originou o original possa se repetir. Entretanto, com um pouco de atenção ao sistema e (Se necessário) à blockchain, não é difícil evitar esse tipo de problema.

Exemplos de jogos baseados em NFT’s

Kryptokitties – Um dos primeiros jogos em blockchain desenvolvidos (2017) e pioneiro em sucesso de projeto e adesão, dá ao jogador o simples objetivo de gerar novos gatinhos virtuais ao mesclar itens do jogo. Apesar de já ter passado pelo seu período de auge, segue ainda em 2021 com movimentações diárias de vendas na casa dos US$ 30 mil.

Axie Infinity – Atual sensação do mercado, também se baseia na obtenção de novas criaturas que podem ser exclusivas. Entretanto, ao contrário de Kryptokitties, os bichinhos gerados se aproximam mais aos icônicos Pokémons, uma vez que cada um deles tem habilidades únicas para serem postos em batalhas.

Baseado na blockchain da Ethereum, as criaturas (chamados axies) são compradas por tokens que se encontram na faixa dos US$65, com os monstros menos raros custando fragmentos destas moedas, enquanto mais fortes e exclusivos podem ser vendidos por centenas destes ativos.

Guild of Guardians – Talvez o mais elaborado dos jogos baseados em NFT’s feitos ou em desenvolvimento até aqui, sendo o que chega mais próximo de um grande título do mundo dos games, contando até com gráficos 3D. O foco do jogo PvE (Player vs Enemies) será de juntar heróis com diferentes habilidades e vencer os inimigos para passar de fase.

A moeda utilizada no jogo está custando US$ 0,05, com seu pré-lançamento já contando com mais de 130 mil pessoas na sua lista de espera. A previsão é de que o game seja lançado no início de 2022.

Bitcoin se segurando para não cair, mesmo com pressão da china.

O Bitcoin iniciou um forte movimento de alta em novembro de 2020 e ficou por praticamente seis meses subindo de forma expressiva, fazendo com que a criptomoeda chegasse a se valorizar mais de 400%.

Entre março e meados de maio, o Bitcoin ficou trabalhando dentro de um canal, que foi perdido e levou o ativo até o alvo de 161,8% da projeção de Fibonacci da figura formada no topo.

Com a queda, a criptomoeda perdeu a média móvel de 200 períodos (linha branca). Por mais que em meados de julho tenha feito um forte movimento de alta, não conseguiu voltar a permanecer acima desta média, fazendo com que a mesma começasse a perder sua inclinação.

Dificuldade para subir, pode indicar que vai cair!

Traçando as retrações de Fibonacci de todo o movimento de baixa, é possível observar que quando o ativo conseguiu superar a média móvel de 200 períodos, chegou até a formar um pivô de alta acima da média, porém a força compradora levou o preço apenas até o primeiro alvo e no dia seguinte o ativo recuou, voltando a ficar sobre a média de 200.

Com o movimento dos preços realizados nesta semana, o Bitcoin está formando um pivô de baixa, abaixo da média de 200, o que se torna um padrão muito poderoso de venda, uma vez que o ativo tenha acabado de falhar em romper topo.

Caso este pivô realmente seja acionado, o alvo de 100% levaria o preço do ativo ao fundo formado em maio deste ano, que se trata de um importante suporte, visto que já foi testado por diversas vezes.

Com todo este cenário negativo para a criptomoeda e o governo chinês colocando pressão, será muito difícil o ativo se segurar acima, ou pelo menos próximo, da média móvel de 200 períodos.

Caso esta média, que indica a tendência de longo prazo, comece a inclinar para baixo, pode ser que aponte para um período mais vendedor à frente.

Petróleo dando continuidade a alta após acionar pivô.

Desde novembro de 2020, quando o petróleo tocou pela última na média móvel de 200 períodos, o preço vem subindo com força, e, pela inclinação da média longa, fica claro que a tendência primária do ativo é de alta.

Entretanto, desde o dia seis de julho, quando o petróleo fez seu último topo mais importante, o ativo vem trabalhando sem uma direção clara. Conforme observado no gráfico, após regredir até o fundo anterior, o preço subiu e ficou oscilando dentro das retrações de Fibonacci.

Com o movimento realizado nas últimas duas semanas fica evidente que um pivô de alta foi acionado rompendo a retração de 61,8% de Fibonacci, além disso, o fundo do pivô respeitou a média móvel de 20 períodos, o que gera ainda mais força para o padrão altista.

Outro ponto que deve ser observado no gráfico diário, é que o alvo de 100% do pivô acionado ontem, coincide com o topo gerado no dia seis de julho, e se este topo vier a ser rompido, o terceiro alvo fica próximo a marca dos 80 dólares por barril.

Compra forte no gráfico horário.

No gráfico horário é possível observar como o movimento altista foi forte na manhã de ontem, alcançando em apenas duas barras o alvo de 100% do pivô formado sobre a média móvel de 20 períodos. Com este forte movimento a linha que indica o topo anterior no gráfico diário também foi superada, ou seja, o pivô do gráfico diário também havia sido acionado.

Desde então o PetróleoBrent permanece trabalhando em uma consolidação, mas a média móvel de 20 períodos acabou de chegar nos preços e caso o ativo supere a região de consolidação, estará acionando um padrão forte de compra conhecido como power breakout, o que pode contribuir para que o ativo alcance os alvos do gráfico diário.

 

A Saga dos Precatórios.

Com a lei do teto de gastos, sancionada em 2016, o governo federal tem um limite de gastos, sendo que a peça orçamentária desenvolvida até o momento, não está fechando.

O que está por trás dos precatórios?

Sem um aumento de despesas ou investimentos, o governo federal não teria dificuldades para fechar o orçamento de 2022.

Porém, existe a intenção do governo federal em aplicar os programas sociais do governo. Isso vai gerar benefícios a milhões de pessoas que passam dificuldades.

Mas, devido ao custo do programa, o orçamento não fecha. Por isso, observando todos os empenhos que serão necessários fazer em 2022, o governo federal viu nos precatórios uma possibilidade de “ajustar” o orçamento e encaixar o aumento de despesas e investimentos.

Vale destacar que o total dos pagamentos em precatórios para 2022 está próximo dos 89 bilhões de reais e o governo federal está costurando um acordo com o congresso para reduzir o valor a 39.9 bilhões para 2022.

O restante do valor dos precatórios ficará para os anos seguintes. Assim, o governo federal consegue fechar o orçamento de 2022 sem ferir a lei de responsabilidade fiscal.

Precatórios influenciando o mercado

O Brasil, por ser um país considerado em desenvolvimento é por muitos, avaliado como um país de risco.

Portanto, questões políticas e fiscais são analisadas constantemente por grandes investidores, bancos e demais “players” do mercado.

Observando isso, no momento em que existe a possibilidade do orçamento estourar o teto ou de ocorrer algum ajuste no teto de gastos, a fim de encaixar as despesas e investimentos, os investidores ficam receosos. Será que isso não vai acontecer mais vezes?

Outro ponto que levanta dúvida no mercado está relacionado a uma espécie de “calote” que o governo está provocando com a postergação dos precatórios.

Como tais títulos tinham data para serem pagos em 2022, o fato de não cumprir com o pagamento, dá a entender que o governo federal está dando um pequeno calote nos credores dos precatórios.

As especulações sobre o tema vêm ganhando as notícias e o tema ainda não está encerrado. O ministério da economia ainda trata de uma solução para o impasse junto ao congresso nacional.

Enquanto isso, a quinta-feira foi boa para os mercados: USD/BRL registrou alta de 0,27%, USD/CNY desvalorizou em 0,05% e o EUR/USD obteve pequena valorização de 0,005%.

Com a taxa de juro maior, os títulos de renda fixa permanecem atraentes e vão continuar por um bom tempo.

Títulos prefixados não são uma boa alternativa agora, ainda mais que o juro pode subir e continuar subindo em 2022.

O Ibovespa registrou alta de 1,59%, já o S&P 500 obteve alta de 1,21% e o Shanghai Composite alta de 0,38%.

A força dos criptoativos junto aos emergentes asiáticos

Emergentes asiáticos acreditam nas criptomoedas

Uma pesquisa feita pela plataforma de investimentos Finder, que conta com operações em quase 30 países, apontou a Ásia como o centro de maior adoção de criptomoedas nos mais variados níveis. Seja já considerando amplo domínio, ou simplesmente aceitação/vontade de entender melhor, os 5 países mais receptivos às criptomoedas se encontram no continente.

Vietnã, Indonésia, Índia, Filipinas e Malásia compõem o top 5 que vai na contramão da China. O apoio engloba ainda muitas outras nações da região, mesmo que em intensidade um pouco menor, com as diferenças de posicionamento entre a superpotência asiática e seus vizinhos mais modestos justificando o porquê da discrepância.

A (ao que indicam as projeções) futura primeira economia mundial conta com um regime fechado e, sobretudo, protecionista. Economicamente, o Bitcoin (BTC) e seus pares representam um tipo de “rebeldia” aos olhos dos reguladores econômicos.

Em meio à tanta fiscalização – dentro e fora do âmbito econômico –  e confiança depositada na economia já estabelecida, um ativo descentralizado, que não responde à estado ou aos grandes agentes financeiros, que pode ser transacionado livremente e que ainda por cima conta com características capazes de lucratividade aguda é extremamente oposto ao processo sob o qual a China construiu sua posição perante o mundo.

Ferramenta para atender anseios econômicos específicos

Em contrapartida, os mercados emergentes asiáticos não se encontram efetivamente inclusos na versão mais atual e vantajosa dos modelos econômicos vigentes. Tanto o cidadão quanto os próprios governantes (principalmente os mais jovens) inseridos nesses contextos, apresentam comportamentos diferentes nas suas relações com bancos e demais modernizações em pagamentos digitais.

Nesse contexto, a diferença para economias emergentes ocidentais fica por conta da baixa bancarização. O relatório mundial dos bancos em 2017 já apontava mais de 2 bilhões de pessoas fora do sistema bancário, com a enorme maioria dos “ausentes” sendo de países subdesenvolvidos/em desenvolvimento orientais (já que nas nações ocidentais, a média de bancarização flutuou entre 80 e 90%).

O dinamismo, a praticidade e a ausência de burocracia das criptomoedas podem ser as respostas para que a significativa parcela populacional isolada da economia tenha assumam finalmente que lhes é de direito ocupar nesse âmbito.

Mas os dados corroboram, no fim das contas, para a maior semelhança com os emergentes do ocidente quanto aos anseios econômicos. Países que buscam alternativas para se estabelecerem em definitivo no mercado mundial enquanto atendem as necessidades do seu povo olham para a novidade com curiosidade e esperança.

Não à toa, pesquisas de opinião e intensão de uso do Bitcoin feitas na África e na América Latina indicam aumento considerável de apoio. Depois de tanto tempo à margem do império econômico mundial, países como El Salvador querem relevância e autonomia. Na Ásia, mesmo com a forte pressão chinesa que vai se desenhando, os criptoativos vão galgando seus espaços e não devem se render sem lutar.

Ouro se preparando para cair!

No gráfico diário do ouro, é possível observar que o ativo vem perdendo força e indica que continuará seguindo a tendência primária de baixa, visto que a média móvel de 200 períodos permanece inclinada para baixo e o ativo mostrou dificuldade para superar a média, trabalhando na maior parte do tempo abaixo da mesma.

Como o ouro é considerado um dos ativos financeiros mais seguros do mundo, sempre que o mercado é rondado por incertezas, a força compradora impõe pressão e leva o preço para cima, ou pelo menos, não deixa o mesmo cair.

Conforme pode ser observado no gráfico, apesar de o ouro estar em tendência de baixa, existe uma grande dificuldade de o preço cair, e mesmo quando cai muito, como aconteceu em meados de agosto, logo os compradores agem, levando o preço para cima novamente.

Mas um padrão de venda forte pode derrubar o preço.

Nas duas últimas semanas o ativo vem formando um padrão de venda muito interessante. Na quinta-feira da semana passada, a forte queda no preço formou uma grande barra de baixa que perdeu o suporte gerado pela retração de 61,8%. No início desta semana, o ativo subiu formando duas barras de alta que poderiam ser consideradas como um pullback no suporte perdido. Com a queda no preço desde ontem, o ativo parece estar se preparando para acionar um pivô de baixa, o que poderia levar o preço até o fundo formando no dia 31 de março.

O gráfico horário reforça o padrão.

No gráfico horário o ouro acabou de acionar um pivô de baixa logo após tocar na média móvel de 200 períodos. É importante observar que este pivô tem como alvo de 100% o fundo anterior, que caso seja perdido aciona o pivô de baixa no gráfico diário.

 

Bolsas asiáticas trabalhando em terreno positivo.

Na China, a bolsa de Shanghay segue em tendência de alta no gráfico diário. Ainda assim, nos últimos dias a principal bolsa chinesa vinha caindo, fazendo a regressão na retração de 38,2% do forte movimento de alta realizado em agosto. Hoje, no entanto, o ativo abriu com um grande gap de alta e mesmo fazendo um pequeno movimento de baixa, segue trabalhando em terreno positivo.

A situação é similar com a outra bolsa chinesa. A bolsa de Shenzhen, que vem trabalhando desde março deste ano dentro de um canal de alta, chegou a tocar o fundo do canal ontem, porém hoje abriu com gap de alta e apesar de ceder um pouco, segue em terreno positivo.

A bolsa de Tóquio, nos últimos meses, fez um longo movimento de correção até a média móvel de 200 períodos, seguindo por um canal de baixa. Em seguida, com um movimento explosivo de alta, alcançou novamente o topo histórico.

No início desta semana, a bolsa japonesa vinha fazendo um movimento de correção até a retração de 38,2% do forte movimento de alta, mas, com o bom humor dos mercados desta quinta-feira, o ativo nem chegou a tocar no suporte e segue subindo forte em direção ao topo.

Na Austrália, o bom humor dos mercados contribuiu para a continuidade da tendência de alta. A bolsa australiana vem seguindo por um canal de alta desde novembro do ano passado. Entretanto, segunda-feira, com o movimento de baixa generalizada ocorrido com os mercados ao redor do mundo, o ativo perdeu o canal e caiu praticamente até a média móvel de 200 períodos.

Após o susto, no entanto, a bolsa australiana voltou a subir e, com o movimento de alta de hoje, voltou a trabalhar dentro do canal de alta.

Até mesmo a bolsa de Hong Kong, que vinha trabalhando em terreno negativo e perdeu um suporte importante na segunda-feira, conseguiu se recuperar ontem, e hoje abriu com um grande gap de alta.

Observado o cenário positivo para as bolsas asiátivas e considerando que as bolsas euroéias e americanas também operam em alta, é esperado que hoje seja mais um dia de recuperação para o mercado brasileiro.

Taxa Selic em 6,25% ao ano.

Com o aumento do juro as aplicações em renda fixa, principalmente aquelas atreladas ao CDI (taxa do Certificado de Depósito Interbancário) e a própria Selic, vão gerar rendimentos ainda maiores.

Por outro lado, a captação de crédito, financiamentos e empréstimos vai ficar mais cara, fato que pode frear o ímpeto econômico nacional.

Quais os efeitos do juro maior sobre a economia?

Com o aumento do juro, o crédito vai ficar mais caro. Sendo que há dois ativos que são adquiridos por meio do crédito que podem sofrer grande impacto, eles são:

·         Os veículos;

·         E imóveis.

Boa parte da população não tem condições de efetuar a compra de um carro ou uma casa à vista. Normalmente é feito um financiamento e assim a pessoa consegue fazer a compra.

Com o juro maior, o financiamento também se torna mais oneroso e isso pode gerar impactos sobre a economia.

Se menos pessoas tiverem condições de conseguir um financiamento, menos pessoas vão trabalhar na construção civil e possivelmente, mais pessoas estão desempregadas.

Portanto, a alta do juro pode gerar impactos negativos no médio prazo. Aqueles que têm receio do futuro, ou que concordam que o juro pode continuar subindo nas próximas reuniões do COPOM, o negócio é construir uma boa reserva financeira, alocando os recursos em ativos atrelados ao CDI ou à Selic e com alta liquidez.

Juro alto e dólar

O BC divulgou o aumento do juro após o encerramento do mercado, por isso, ainda não há como mensurar os efeitos do juro maior no mercado.

Observando os últimos cinco dias, o USD/BRL vem se mantendo bem estável, na casa dos 5,29. Mesmo com a crise da Evergrande (incorporadora chinesa), o dólar não chegou a encerrar os últimos pregões acima dos R$ 5,35, por exemplo.

Em comparação a relação do dólar com outras divisas, como é o caso do EUR/USD, os últimos cinco dias do Euro vem mostrando performance negativa, com queda próxima de 0,3%.

Já o USD/CNY vem registrando desvalorização de 0,06%. Ou seja, mesmo com toda a crise da Evergrande, o Yuan ainda vem conseguindo se manter, ou até se valorizar frente ao dólar.

Com um cenário assim, o Brasil ainda possui uma divisa fragilizada que pode sofrer grandes oscilações caso a situação externa piore.

Portanto, a taxa Selic deverá crescer ainda mais para conseguir atrair os investidores externos. É claro, se a economia der sinais de melhora, com indicadores mostrando boa performance é possível que o capital externo entre no Brasil em maior volume, sem que a Selic seja o principal motivo.

Euro perde força com decisão do Fonc e aciona pivô de baixa no gráfico diário.

O mapeamento do euro pela análise técnica pode ser iniciado observando o gráfico diário. Como visto, a moeda europeia fez um forte movimento de baixa perante a americana e no movimento de regressão, conseguiu apenas alcançar a retração de 38,2% de todo o movimento de queda.

Uma vez que o euro já permanece a mais de três meses trabalhando abaixo da média móvel de 200 períodos, esta começou a inverter sua inclinação e passa a apontar para baixo, indicando que a tendência de alta chegou ao fim.

Aproximando um pouco o gráfico diário, pode ser observado que, com o movimento de hoje, foi acionado um pivô de baixa, que tem como primeiro alvo justamente o fundo anterior. Este fundo, por sinal, é um suporte muito importante, pois trata-se de uma região que já foi testada diversas vezes em outros momentos.

Aumento da volatilidade no gráfico horário.

Observando o gráfico horário, é interessante observar que o mercado parecia estar esperando por este anúncio do Fonc.

Como é mostrado no gráfico abaixo, o euro permaneceu mais de dois dias em uma consolidação, oscilando pouco mais de 20 pontos. Na barra das 15:00, no entanto, a volatilidade aumentou de forma expressiva, fazendo a moeda romper o retângulo abruptamente para cima, e na sequência voltar com força, fazendo a moeda européia cair até o primeiro alvo do pivô que foi acionado no gráfico diário.

A expectativa para amanhã é que o euro continue caindo perante o dólar e alcance o fundo anterior. Porém, é pouco provável que a moeda caia com muita força a ponto de romper esta região de fundo, pois, como já mensionado, se trata de um suporte importante, que provavelmente segurará o preço.

Chipz.io: mercado cripto chega às apostas esportivas

Após o sucesso precoce ter se transformado em estabelecimento de mercado no caso da plataforma Socios.com, agora é a vez das “Chipz” estreitarem o contato entre as criptomoedas e o multimilionário mercado do esporte – mais especificamente, no setor de apostas.

O que é e como funcionará

Criada a partir da blockchain da Ethereum (ETH), a plataforma Chipz.io apresenta potencial para revolucionar o mercado das bet’s como um todo ao dar para o usuário maior autonomia nas entradas que fizer.

Estabelecendo contatos com bases informacionais atualizadas em tempo real sobre os principais eventos esportivos do mundo, os apostadores da Chipz e terão a possibilidade de criarem suas próprias entradas, tornando-se então o próprio bookkeeper (pessoa/sistema responsável por contabilizar os percentuais envolvidos) de todo o processo.

Seus usuários usufruirão da privacidade e do dinamismo proposto pelo setor de DeFi’s, onde as transações não contarão com intermediários e suas taxas, com as movimentações sendo muito mais rápidas e práticas do que costumeiramente ocorre em plataformas mais tradicionais.

Essa remodelação do papel da “casa”, aliás, permitirá também que as odds (multiplicadores do possível retorno da aposta feita) possam se tornar mais atrativas ao se aproximarem mais da realidade, baseando-se somente em probabilidades e estatísticas.

Para o início do projeto, as transações de depósitos, apostas e retiradas serão feitas por meio da stable coin de dólar USDC, mas não é difícil imaginar que uma vez ambientado, o sistema venha a permitir outras criptomoedas, sobretudo que sejam baseadas em camadas similares da Ethereum.

Primeiros grandes mercados e cenário brasileiro

Três das principais ligas esportivas dos Estados Unidos já estão anunciadas como mercados de apostas que estarão disponíveis em breve por meio da Chipz: NHL (hóquei no gelo), MLB, (baseball) e NBA (Basquete). Além das três organizações, também há destaque para o MMA, modalidade de luta que engloba artes marciais mistas.

O principal dos padrinhos anunciados até o momento, aliás, é o lutador Nick Diaz, que volta aos holofotes do UFC – a maior organização de MMA do planeta – neste sábado (25), em luta contra Robbie Lawler na categoria dos pesos médios (até 84 kg). A expectativa é de que em suas últimas aparições para o público antes do confronto, Diaz use um boné da Chipz.

No Brasil, o mercado de apostas esportivas pode ser então mais uma porta de entrada para as criptomoedas.

Ainda em 2018, o então presidente Michel Temer sancionou a lei 13.756/18, autorizando a elaboração de regras mais específicas para a prática de apostas de cotas fixas no país e, de lá para cá, o mercado não para de crescer.

Desde então, o mercado já registra movimentos anuais de valores no patamar de R$ 4 bilhões, enquanto especialistas indicam que a probabilidade para que o montante anual salte para R$ 12 bi em poucos anos seja, na verdade, bem alta.