ONS prevê alta de 1,3% na carga de energia em outubro; chuvas abaixo da média

SÃO PAULO (Reuters) -O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estimou nesta sexta-feira um aumento de 1,3% na carga de energia elétrica no Brasil em outubro ante o mesmo mês de 2020, conforme relatório semanal.

As projeções levaram em consideração a permanência do setor industrial em modo de expansão e a recuperação do segmento de serviços, explicou o órgão em nota.

O relatório aponta ainda para uma recuperação dos reservatórios do Sul que devem chegar ao fim de outubro com 35,6%, o que representa um incremento de quase 5%, ante os atuais 30,9% em que se encontram.

Já para reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e do Nordeste a estimativa é que terminem o mês atingindo 12,6% e 26,1%, respectivamente. Os localizados na região Norte devem encerrar com 42,9% da capacidade.

O ONS projetou também chuvas em 57% da média histórica nas hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, enquanto os reservatórios do Sul terão precipitações de 93% da média histórica no mês.

Para o Nordeste, as chuvas foram projetadas em 44% da média histórica.

(Por Roberto Samora; reportagem adicional de Marta Nogueira; edição de Nayara Figueiredo)

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Autoridades do Fed ouvem desafios de pequenas empresas e grupos comunitários

Por Jonnelle Marte e Ann Saphir

(Reuters) -Dias depois de alcançar amplo consenso de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos melhorou o suficiente para que o Federal Reserve comece em breve a retirar o suporte, o chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, ouviu de vários agentes econômicos nesta sexta-feira quais são os desafios que os estão atrapalhando durante a recuperação.

Durante um evento virtual realizado como uma continuação das discussões comunitárias denominadas “Fed Listens” (Fed Escuta), lançadas em 2019, Powell e outras autoridades ouviram um proprietário de restaurante que enfrentava desafios de contratação, um executivo de hotel preocupado com o lento retorno das viagens empresariais e líderes comunitários preocupados com locatários e proprietários atrasados em seus pagamento.

“A maioria de vocês está enfrentando locais de trabalho diferentes, de protocolos de segurança cujo tempo de necessidade é incerto a alterações fundamentais em como suas indústrias operam”, disse Powell no evento, em comentários que não citaram suas próprias perspectivas de política econômica ou monetária.

“Planos de negócios têm sido retrabalhados, perspectivas têm sido revisadas, e o futuro continua com tons de incerteza.”

Na quarta-feira, ao fim da reunião de política monetária do Fed, Powell disse sentir que a economia havia atendido às condições que o Fed havia determinado para começar a reduzir suas compras mensais de ativos, sendo necessário apenas mais um relatório mensal de emprego “razoavelmente bom” para apertar o gatilho em novembro.

Mas, com as autoridades do Fed já avançando nas discussões sobre alta de juros –metade dos membros do Fomc espera a primeira alta dos juros para o ano que vem–, elas buscam garantir que não vão repetir erros passados ao retirarem o suporte rápido demais ou, em contraste, aguardar demais e permitir que a inflação se instale.

Esses esforços incluem a continuidade de uma série de discussões comunitárias que o banco central iniciou há mais de dois anos, enquanto debatia como reformular sua abordagem de política monetária.

Nesta sexta-feira, autoridades do Fed ouviram de proprietários de empresas e líderes comunitários sobre os efeitos duradouros da pandemia em seus negócios e nas comunidades que representam, ressaltando os aspectos desiguais da recuperação econômica.

Cheetie Kumar, dona de um restaurante em Raleigh, Carolina do Norte, disse que pequenos empresários estão lutando para se manter à tona desde que o vírus atrapalhou as vendas.

“Há um limite para o que uma operação familiar pode sustentar”, disse Kumar. “Não podemos continuar nos endividando.”

Ela também falou às autoridades sobre os desafios de contratação que enfrenta conforme os trabalhadores se preocupam com o vírus, passam por dificuldades para conseguir vagas em creches ou mudam de carreira.

E Patricia Garcia Duarte, chefe-executiva da Trellis, uma organização sem fins lucrativos que apoia proprietários de residências, disse estar preocupada com o aumento da inadimplência de tomadores de empréstimos de baixa a moderada renda, um grupo formado principalmente por minorias.

(Reportagem de Ann Saphir)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2984)) REUTERS LB CMO

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ONU pede que Brasil receba haitianos acampados na fronteira EUA-México

Por Gabriel Stargardter e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) indagou formalmente o Brasil para saber se o país receberia alguns dos haitianos que estão acampados na fronteira entre os Estados Unidos e o México na esperança de entrar nos EUA, de acordo com duas fontes a par do pedido.

Sem mencionar o pedido da OIM, o Itamaraty afirmou em nota que “o tema foi tratado em conversas entre autoridades de diversos países e está sendo analisado à luz da legislação vigente”.

O pedido da OIM –braço da ONU para migração– vem no momento em que o presidente dos EUA, Joe Biden, enfrenta uma pressão crescente para resolver mais uma crise imigratória. Um grande fluxo de migrantes tem chegado à fronteira sul dos EUA, gerando dores de cabeça políticas e obstáculos logísticos para os Estados Unidos e o México.

Cerca de 14 mil imigrantes, na maioria haitianos, estavam acampados pouco ao norte do Rio Grande neste mês para tentarem entrar nos EUA. Washington começou a mandar alguns de volta ao Haiti de avião, enquanto o México pede que outros desistam de seus sonhos norte-americanos e peçam asilo no sul do país.

A OIM pediu que o Brasil receba haitianos que têm filhos brasileiros, ou que passaram pelo Brasil antes de entrarem no México em sua jornada rumo ao norte, disseram as duas fontes. Elas acrescentaram que o primeiro pedido tem mais probabilidade de ser aceito, e uma delas disse que o segundo exigirá mais análise.

Por meio de seu escritório mexicano, a OIM disse que tem “um programa de retorno voluntário que auxilia imigrantes de várias nacionalidades, e a implantação deste programa exige um acordo entre os países envolvidos”, sem dar maiores detalhes.

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Ações europeias caem com temores sobre Evergrande e dados fracos do sentimento empresarial alemão

Por Sruthi Shankar e Shreyashi Sanyal

As fabricantes europeias de roupas esportivas Adidas, Puma e JD Sports perderam cerca de 3% cada depois que a rival norte-americana Nike cortou suas expectativas de vendas para o ano fiscal de 2022 e previu atrasos durante a temporada de compras natalinas devido a problemas na cadeia de oferta.

Os papéis de varejo apresentaram os maiores declínios na Europa, com queda de 1,7%.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,89%, a 1.787 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,9%, a 463 pontos, mas um rali de três dias deixou o índice em de alta de 0,3% na semana.

As preocupações dos investidores com a Evergrande ressurgiram depois que o prazo para pagar 83,5 milhões de dólares em juros de títulos passou sem comentários da empresa, que ficava cada vez mais perto de possível default.

Enquanto isso, uma pesquisa do Instituto Ifo mostrou que o sentimento empresarial alemão caiu em setembro pelo terceiro mês consecutivo, afetado por problemas na cadeia de suprimentos que estão causando uma “recessão de gargalos” para os produtores na maior economia da Europa.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,38%, a 7.051,48 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,72%, a 15.531,75 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,95%, a 6.638,46 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,43%, a 25.968,84 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,04%, a 8.873,10 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,61%, a 5.424,16 pontos.

Bolsonaro credita crise energética no país a mudanças climáticas

Por Lisandra Paraguassu

Com a pior seca em quase um século na região Sudeste do país, o Brasil enfrenta riscos de racionamento e apagões, mas o governo federal ainda aposta em medidas de redução voluntária de consumo.

A declaração, em discurso em vídeo gravado, foi feita em um painel sobre transição energética organizado pela Organização das Nações Unidas às margens da Assembleia-Geral, que acontece esta semana em Nova York.

Bolsonaro disse ainda que o Brasil está disposto a contribuir com o mundo para a transição energética e apoia a mudança da matriz de combustíveis para transportes públicos, investindo em motores a hidrogênio.

“O Brasil está posicionado para produzir hidrogênio de forma competitiva e com escala para suprir nossas próprias necessidades e exportar para outros mercados”, afirmou.

Reservas internacionais brasileiras sobem US$15 bi em agosto, a US$370 bi, após alocação do FMI

Essa alocação, que foi de 15 bilhões de dólares para o Brasil, foi efetivada em 23 de agosto. Ela fez parte da distribuição dos chamados Direitos Especiais de Saque (DES) para os países membros da entidade, no valor total recorde de 650 bilhões de dólares, promovida como medida de resposta à crise econômica gerada pela pandemia.

Cada país recebeu o correspondente a sua cota no FMI, sendo que a do Brasil é de 2,32%.

Ao comentar o dado, o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que os formuladores de política no país “identificaram que não tem nenhuma perspectiva de utilização” dos recursos repassados pelo FMI.

“Nós recebemos na reserva, registramos na dívida externa. Não tem, portanto, pagamento de juros em termos líquidos”, disse Rocha.

Ele explicou que esse pagamento de juros só aconteceria se o país utilizasse os recursos, uma vez que deixaria de receber juros sobre o ativo (nas reservas) e passaria a pagar juros sobre o passivo (na dívida).

Em 2009, o país recebeu 3,5 bilhões de dólares em DES, equivalente a sua cota de então no FMI –de 1,42%– sobre o montante total de 250 bilhões de dólares que fora distribuído em meio à crise financeira global.

 

(Por Marcela Ayres)

Chance de golpe é zero, diz Bolsonaro em entrevista à Veja

“Daqui pra lá, a chance de um golpe é zero. De lá pra cá, a gente vê que sempre existe essa possibilidade”, disse o presidente à Veja. Em seguida, perguntado, diz que o “de lá para cá” se refere a uma possível ação da oposição contra ele e relaciona pedidos de impeachment a uma tentativa de golpe.

“Existem 100 pedidos de impeachment dentro do Congresso”, disse. “Agora, eu te pergunto: qual é a acusação contra mim? O que eu deixei, em que eu me omiti? O que eu deixei de fazer? Então, não tem cabimento uma questão dessas.”

Bolsonaro admitiu que seus apoiadores esperavam uma ação radical da parte dele, e que foi cobrado por isso.

“Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca. Você imagina o problema que seria chutar o pau da barraca”, disse. “Mas em São Paulo, quando eu falei em negociar, eu senti um bafo na cara. Extrapolei em algumas coisas que falei, mas tudo bem”.

Perguntado sobre o que seria “chutar o pau da barraca”, admitiu que apoiadores o pressionavam por medidas não democráticas.

“Queriam que eu fizesse algo fora das quatro linhas. E nós temos instrumentos dentro das quatro linhas para conduzir o Brasil. Agora todo mundo tem que estar dentro das quatro linhas. O jogo é de futebol, não é de basquetebol. Não vou mais entrar em detalhes porque quanto mais pacificar melhor”, afirmou.

Em discurso a apoiadores durante ato na Avenida Paulista por ocasião do 7 de setembro, Bolsonaro fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaçou descumprir ordens judiciais, mas dias depois divulgou uma Declaração à Nação, preparada com ajuda do ex-presidente Michel Temer, em que recuou das ameaças — o que foi criticado por bolsonaristas nas redes sociais.

Bolsonaro foi ainda questionado na entrevista sobre sua desconfiança sobre as urnas eletrônicas e, apesar de no início do mês ter repetido as mesmas acusações infundadas de riscos de fraudes em uma entrevista para ativistas de extrema-direita da Alemanha, na conversa com a Veja amainou o tom.

“Olha só: vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição”, disse.

Em conversas com apoiadores, há cerca de dois meses –antes do projeto de voto impresso ser derrubado pela Câmara– Bolsonaro chegou a dizer, mais de uma vez, que sem a mudança no sistema eleitoral não haveria eleição.

Dessa vez, o presidente chegou até mesmo a elogiar a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de criar uma comissão para acompanhar o sistema de votação com as urnas eletrônicas.

“Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas, que estão participando do processo a partir de agora. As Forças Armadas têm condições de dar um bom assessoramento. Com as Forças Armadas participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico. As Forças Armadas vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia — desde que as instituições participem de todas as fases do processo”, disse ainda.

Bolsonaro disse ainda que pretende ser candidato à reeleição, algo que ele tinha chegado a colocar em dúvida por mais de uma vez. Afirmou também que pretende se filiar a PP, PL ou Republicanos para concorrer, mas que tem ainda um convite do PTB.

 

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

George, do Fed, diz que condições para redução de estímulos foram alcançadas e balanço precisa ser discutido

Por Howard Schneider

“Os critérios de progresso adicional substancial foram atendidos … Os argumentos a favor de continuar a aumentar nossa carteira de ativos a cada mês perderam força”, disse George em comentários ao American Enterprise Institute.

Embora a pandemia em curso continue a ser um risco, com os mercados de trabalho e de bens ainda enfrentando restrições e gargalos de oferta, ela sente que esses problemas vão diminuir com o tempo e padrões mais normais de consumo, trabalho e contratação devem retornar.

O desafio agora para o Fed, disse ela, é determinar como seu balanço patrimonial, de 8,5 trilhões de dólares em posse de ativos, complicará uma futura discussão sobre juros.

Esses ativos continuarão sob posse do Fed mesmo depois que as compras mensais caírem para zero e estão “deprimindo os juros de longo prazo, mais relevantes para as famílias e empresas… Essa acomodação persistirá mesmo quando a redução de estímulos for concluída”, disse ela.

“Onde, ao longo da curva de juros, preferiríamos mais espaço para a política monetária?” questionou George, sugerindo que o Fed pode querer manter as taxas de longo prazo baixas ao manter seu balanço alto, mas compensar esse estímulo com juros de curto prazo mais altos.

Isso, no entanto, pode elevar o risco de inversão da curva de juros, um argumento a favor de enxugar o balanço patrimonial “ou pelo menos mudar para um com ativos de vencimento mais curto, com uma taxa básica de juros neutra mais baixa”.

Wall St encerra rali com persistência de receios sobre Evergrande; Nike tem forte queda

Por Devik Jain

Seis dos 11 principais setores do S&P 500 avançavam nesta manhã, com as ações de energia, financeiras e de serviços públicos, sensíveis à economia, liderando os ganhos. Os papéis de tecnologia e consumo não essencial apresentavam as quedas mais expressivas.

A Nike perdia 6,5%, liderando as perdas do Dow e do S&P 500, depois de alertar para atrasos na temporada de compras de fim de ano, culpando problemas na cadeia de oferta.

“Há um risco real de que as empresas fiquem aquém das expectativas de balanço, apesar da forte demanda por seus produtos e serviços”, disse Russ Mold, diretor de investimentos da AJ Bell.

“As pressões de custo são tão claras que o rebaixamento generalizado das perspectivas para as margens de lucro parece inevitável nos próximos meses.”

Às 11:57 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,07%, a 34.741 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,017982%, a 4.448 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 0,36%, a 14.998 pontos.

Brasil deve importar volume recorde de GNL para lidar com crise energética

Por Sabrina Valle

A pior seca em quase um século em áreas de reservatórios afetou a geração das usinas hidrelétricas que normalmente fornecem quase dois terços eletricidade do Brasil.

O país, como resultado, voltou-se para o gás dos EUA para manter sua carga de eletricidade com a ajuda das termelétricas, e suas compras de GNL têm colaborado para conduzir os preços globais do gás a níveis recordes.

“A forte demanda do Brasil significa que há menos oferta de GNL para os terminais europeus”, disse a analista sênior de GNL na empresa de consultoria Kpler, Laura Page.

O armazenamento europeu de gás caiu para o nível mais baixo em pelo menos dez anos (https://reut.rs/3kyV8m4), fazendo os comerciantes competirem ferozmente pelo GNL antes da temporada de inverno no Hemisfério Norte. Preços na Europa e Ásia estão em níveis recordes.

 

SALTO NAS IMPORTAÇÕES

Mais de 80% das entregas de GNL do Brasil neste mês virão de unidades dos EUA na Louisiana e Texas, segundo dados Refinitiv.

Em geral, as importações de gás devem atingir 1 milhão de toneladas até o final do mês, quase 20% acima do recorde de julho, estimou Kpler.

“O pior mês (de demanda) será outubro”, disse o chefe da consultoria brasileira Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto.

“Eu não espero nenhuma melhora nos próximos três a seis meses.”

Em julho, as compras de GNL dos EUA pelo Brasil e Argentina ultrapassaram as da China, com os dois países levando 62,4 bilhões de pés cúbicos (bcf) de gás, em comparação com 42,2 bcf da China, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA.

Um recorde de 142 navios transportando o combustível super-resfriado dos Estados Unidos desembarcaram no Brasil nos seis meses encerrados em julho, segundo o departamento. Alguns foram parcialmente descarregados no Brasil e esvaziaram seus tanques na Argentina. Mais 17 cargas estão a caminho.

 

ARMAZENAMENTO ADICIONADO

Novos terminais de GNL que irão aumentar a capacidade de importação estão iniciando a operação, com a Petrobras abrindo mão do quase monopólio do gás natural no país.

Na semana passada, a operação de uma térmica a gás com participação da BP foi autorizada em um dos primeiros terminais privados de GNL, funcionando meses antes do previsto para evitar apagões.

“Até chover, e não sabemos quando vai acontecer, os níveis de preços vão causar desespero”, disse um operador que compracargas para o Brasil.