Mesmo Modificada, MP da Eletrobras Ainda Enfrenta Resistência no Senado

Por Maria Carolina Marcello

Duas fontes do Senado relataram à Reuters que ainda há resistências ao texto, motivo pelo qual, segundo afirmaram, o governo estaria lançando mão, inclusive, de emendas para convencer os parlamentares. A sessão desta quinta-feira iniciou com atraso e, pouco depois, foi suspensa por 30 minutos.

O relator apresentou mais cedo um novo parecer, alterando questões relacionadas à construção compulsória de térmicas a gás.

Na tentativa de facilitar a aprovação do parecer, o relator da proposta, Marcos Rogério (DEM-RO), acatou uma série de emendas dos colegas, muitas vezes bem específicas e ligadas às questões regionais, e não necessariamente relacionadas ao escopo central da MP.

Segundo uma das fontes, governo e relator têm “jogado pesado” nessa estratégia, apostando que isso irá trazer mais votos favoráveis à polêmica MP.

No novo parecer o relator alterou, por exemplo, questões relacionadas à construção compulsória de térmicas a gás, após o setor privado e senadores apontarem preocupação com “jabutis”, que poderiam elevar tarifas.

O novo parecer de Rogério tenta reduzir a controvérsia ao “jabuti” relacionada às térmicas, mas manteve previsão da contratação obrigatória de 6.000 MW de capacidade instalada de termelétricas a gás natural. Tais contratações não têm relação direta com a privatização.

O relator agora prevê a instalação de 1.000 MW em térmicas na região Sudeste, indicando parte das unidades em Estados produtores de gás.

O texto prevê ainda expansão da geração de energia elétrica por fonte a gás natural, com 1.000 MW na região do Nordeste nas regiões metropolitanas das Unidades da Federação que não possuam na sua capital ponto de suprimento de gás natural.

Outros 2.000 MW de térmicas estão previstos na região Norte, nas capitais dos Estados ou região metropolitana onde seja viável a utilização das reservas provadas de gás natural nacional existentes na Região Amazônica. O texto ainda prevê 2.000 MW na região Centro-Oeste em áreas que não possuam ponto suprimento de gás natural.

 

(Com reportagem de Ricardo Brito)

Astronautas Chineses Embarcam em Módulo de Estação Espacial em Missão Histórica

Por Carlos Garcia e Shubing Wang

Os astronautas voaram para Tianhe –módulo que será o alojamento da estação espacial da China quando concluída– no Shenzhou-12, ou “Nave Divina”. A tripulação embarcou no módulo onde viverão por três meses, a estadia mais longa em órbita baixa da Terra por qualquer cidadão chinês.

A estação espacial da China, que deve ser concluída até o final de 2022, será a única alternativa à Estação Espacial Internacional (ISS) que existe há duas décadas e pode ser aposentada em 2024.

“No estágio atual, não consideramos a participação de astronautas internacionais, mas sua participação futura está garantida”, disse Zhou Jianping, projetista-chefe do programa espacial tripulado da China.

“Estou ciente de que muitos países expressaram seu desejo a esse respeito”, disse Zhou a repórteres no local de lançamento do Shenzhou, no noroeste da província de Gansu.

Os astronautas Nie Haisheng, 56 anos, Liu Boming, 54 anos, e Tang Hongbo, 45 anos, testarão tecnologias em Tianhe, incluindo seu sistema de suporte à vida. Eles também serão monitorados para saber como lidam no espaço fisicamente e psicologicamente. Uma próxima missão à estação espacial durará seis meses.

Proibida pela lei dos EUA de trabalhar com a Nasa e, por extensão, com a ISS, a China passou a última década desenvolvendo tecnologias para construir sua própria estação espacial, além de planejar missões à Lua, Marte e outros planetas.

A China planeja permitir que astronautas de Hong Kong participem de futuras missões, disse Zhou.

(Por Carlos Garcia e Shubing Wang)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2838))

REUTERS PVB ES

Kremlin Diz que Filiação da Ucrânia à Otan Seria “Linha Vermelha”

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fez tais comentários um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversarem em Genebra. Peskov disse que, no geral, a cúpula foi positiva.

Na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que quer um “sim” ou “não” claro de Biden no que diz respeito a oferecer à Ucrânia um plano para integrar a Otan.

Biden disse que a Ucrânia precisa extirpar a corrupção e cumprir outros critérios para poder se filiar.

Peskov disse que Moscou acompanha a situação atentamente.

“Isto é algo que estamos observando muito atentamente, e realmente é uma linha vermelha para nós, no que diz respeito à perspectiva de a Ucrânia se filiar à Otan”, disse Peskov à rádio Ekho Moskvy.

“É claro, esta (questão de um plano de filiação para a Ucrânia) nos causa preocupação.”

Ele ainda disse que, na cúpula de Genebra, Moscou e Washington concordaram que precisam conversar sobre o controle de armas o mais cedo possível.

Na ocasião, Biden e Putin concordaram em realizar negociações frequentes para tentar lançar os fundamentos de futuros acordos de controle de armas e medidas de redução de risco.

(Por Anton Zverev)

Governo Não Prevê Racionamento de Energia, Diz Ministro, que Pede Economia

Por Marta Nogueira

As afirmações vêm em momento em que o governo trabalha em diversas frentes para garantir o abastecimento elétrico do país, diante de uma grave crise hidrológica, após o país ter registrado a pior estação chuvosa para as hidrelétricas em mais de 90 anos.

“Não trabalhamos com a hipótese de racionamento”, declarou o ministro.

Dentre as medidas preventivas em curso para evitar falta de energia, o Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou anteriormente flexibilização das restrições hidráulicas nas bacias dos rios São Francisco e Paraná, aumento da geração térmica, importação de energia da Argentina e do Uruguai, dentre outras.

Mas algumas medidas acabam por elevar o preço da energia ao consumidor, conforme pontuou Albuquerque nesta quinta-feira.

“No momento, em face da escassez hídrica, gerações de energia como térmica e outras vão aumentar o custo ao consumidor…”, acrescentou, citando que o governo tem que despachar eletricidade mais cara para compensar o baixo nível das hidrelétricas.

Albuquerque disse ainda, em entrevista à Globonews, que a capitalização da Eletrobras, cujo projeto está pautado para ser votado nesta quinta-feira no Senado, é importante para que consumidores tenham menores custos.

CAMPANHA PARA ECONOMIZAR

Embora tenha negado um racionamento de energia, o ministro chamou a atenção para a necessidade de se economizar eletricidade. Além disso, disse que uma campanha do governo para economia e uso consciente de energia, iniciada em dezembro, está sendo intensificada.

“Se sai de um ambiente, desliga a luz. Se pode não ligar o ar condicionado, não ligue o ar condicionado, procure usar a energia em casos extremamente necessários”, destacou.

“Temos todos que ter essa consciência para que não só economizemos no sentido do uso de energia, mas também na conta que vamos pagar no fim do mês.”

Além de trabalhar junto ao setor de comunicação do governo para a ampliação da campanha para uso consciente da energia, o ministério conversa ainda com associações de consumidores e distribuidores de energia para que haja informações na conta de luz, com orientações em prol da redução do consumo.

 

(Por Marta Nogueira)

Dólar cede terreno ante real; investidores digerem Copom e Fed

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar passava a cair contra o real nesta quinta-feira, depois de ter avançado mais cedo, com os investidores digerindo a decisão do Banco Central de levar a taxa Selic a 4,25% ao ano e abandonar o uso da expressão “normalização parcial” da política monetária.

Os investidores repercutiam ainda a sinalização do Federal Reserve de que pode começar a elevar os juros a um ritmo mais rápido do que o esperado.

Às 10:50, o dólar recuava 0,50%, a 5,0308 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 tinha baixa de 0,42%, a 5,039 reais.

Em pouco mais de uma hora e meia de negociações, a divisa norte-americana à vista foi de 5,0763 reais na máxima, alta de 0,4%, para 5,0202 reais na mínima, queda de 0,71%.

O Banco Central do Brasil promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros na quarta-feira, levando a Selic a 4,25%, e anunciou a intenção de dar sequência ao aperto monetário com uma nova alta de pelo menos a mesma magnitude em sua próxima reunião, em agosto.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também abandonou o uso da expressão “normalização parcial” para se referir ao atual ciclo de alta de juros, explicitando que pretende fazer um aperto maior do que vinha sendo sinalizado até então, levando a Selic para patamar considerado neutro.

“Quando os juros domésticos estão mais baratos, o prêmio pago ao investidor é mais barato, é natural que haja fuga de capital, e o dólar se fortalece” disse à Reuters Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos. “Agora, quando acontece o contrário, e os juros sobem, o que tende a acontecer é um desconto na moeda norte-americana em relação ao real.”

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve antecipou para 2023 suas projeções para o primeiro aumento nos juros pós-pandemia e abriu a discussão sobre quando e como pode ser apropriado começar a reduzir suas compras mensais de ativos.

“Na reunião anterior, as expectativas não indicavam elevação antes de 2024”, ressaltaram em nota analistas da XP Investimentos, acrescentando que os mercados interpretaram o comunicado que acompanhou a decisão do Fed como mais duro em relação à política monetária.

Na esteira dessa notícia, o índice do dólar contra uma cesta de rivais fortes avançava nesta quinta-feira, e chegou a tocar seu patamar mais elevado desde 13 de abril. Peso mexicano, peso chileno, lira turca e rand sul-africano, alguns dos principais pares do real, registravam perdas contra a divisa norte-americana nesta manhã.

Ainda assim, Oliveira, da Toro, disse que o cenário ainda parece benigno para o real, principalmente devido ao tom mais hawkish do BC local: “ainda há espaço para correção para baixo do dólar.”

A moeda norte-americana à vista teve alta de 0,29% na quarta-feira, a 5,0562 reais na venda, mas chegou a tocar 4,9926 reais na mínima intradiária, queda de 0,97%.

A última vez que o dólar fechou um pregão abaixo dos 5 reais foi em 10 de junho de 2020 (4,9398).

(Edição de Camila Moreira)

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Fed Está Prestes a Trocar de Marcha. Desta Vez Poderá Ser Diferente

Por Ann Saphir

Embora as autoridades ainda não tenham chegado a um acordo sobre um plano, a maioria espera que até o final de 2023 elas tenham aumentado a taxa de juros pelo menos duas vezes em relação ao atual nível quase zero, mostram as projeções publicadas na quarta-feira. Oito das 18 autoridades do Fed esperam pelo menos três aumentos nos juros até então.

E embora o Fed não tenha feito previsões sobre seu programa mensal de compra de títulos de 120 bilhões de dólares – que, junto com os juros baixíssimos, está mantendo os custos dos empréstimos baixos e apoiando o crescimento econômico – as autoridades disseram que vão reduzir o programa antes de começar a elevar os juros.

Após a Grande Crise Financeira, demorou dois anos completos para o anúncio formal em dezembro de 2013 da redução das compras de títulos para o primeiro aumento da taxa de juros. A redução das compras se encerrou em 10 meses e deixou a economia com mais de um ano para se preparar para custos de empréstimos mais elevados. Demorou mais um ano entre a primeira e a segunda elevação dos juros.

Desta vez, é mais provável que o Fed comece uma redução em janeiro, de acordo com pesquisa da Reuters. Ter dois aumentos dos juros até o final de 2023, conforme as projeções, encurtaria substancialmente o caminho para a transição da redução gradual para a subida das taxas, e os aumentos nas taxas também são projetados para virem mais rapidamente.

 

 

NA MESMA PÁGINA QUE OS MERCADOS?

Isso não quer dizer que a troca de marcha, do afrouxamento da política monetária para um aperto lento, seja iminente.

A economia, observou o chair do Fed, Jerome Powell, na quarta-feira, ainda tem “um caminho” a percorrer antes que a economia se recupere o suficiente para que o Fed comece a reduzir as compras mensais de títulos. E o momento da decolagem nem está em discussão, disse ele.

A principal mensagem das projeções do Fed, disse Powell, é que “muitos participantes estão mais confortáveis com o fato de que as condições econômicas na orientação futura do comitê (de política monetária) serão atendidas um pouco mais cedo do que o esperado”.

Isso, acrescentou ele, “será um desenvolvimento bem-vindo: se tais resultados se materializarem, significa que a economia terá progredido mais rapidamente em direção aos nossos objetivos”.

Também será diferente da última vez, quando a economia, ao se recuperar da crise financeira de 2007-2009, normalmente ficava aquém das projeções que as autoridades do Fed traçavam a cada trimestre.

Powell disse que o Fed irá, a partir de sua reunião no mês que vem, começar a avaliar se a economia progrediu o suficiente em direção à meta de inflação de 2% e pleno emprego para justificar a redução das compras de títulos, e será “ordeiro, metódico e transparente”.

Isso é mais uma diferença do último projeto.

“Em 2013, foi o Fed iniciando a conversa sobre reduzir, e os mercados foram pegos de surpresa”, disse Ellen Gaske, economista da PGIM Fixed Income. Desta vez, disse ela, “está claro que os mercados e o Fed estão em grande parte na mesma página”.

Em Evento de Produção Alimentícia, Guedes Destaca Necessidade de Medidas para Abertura de Vagas e Elenca Desafios

Por Gabriel Ponte

Guedes, que participou de Fórum da Cadeia de Abastecimento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), também afirmou que o governo precisa apoiar tanto o abastecimento, como também a compra pela pequena agricultura familiar, sob o lado da produção alimentícia.

“E, para isso, é preciso ter mão de obra barata. O Brasil tem uma arma de destruição em massa de empregos, que são os encargos sociais e trabalhistas, nós precisamos atacar isso”, afirmou o ministro em sua participação remota.

Ele também classificou o governo como uma “equipe muito unida”, que trabalha para tentar manter a cadeia produtiva funcionando.

DESAFIOS

Em sua participação em painel, Guedes ainda elegeu a rastreabilidade, sanidade e combate ao desperdício como os principais desafios que o país terá de enfrentar para tornar-se “celeiro do mundo”, sob o aspecto da produção e exportação de produtos alimentícios.

“Não pode o celeiro do mundo ser o país onde há fome. Do nosso lado, temos que fazer políticas sociais que permitam que os mais frágeis e vulneráveis sejam incorporados na cadeia produtiva ou amparados socialmente, mas de qualquer forma notamos desperdício no Brasil não só desde a produção, mas até chegar ao nosso supermercado e até chegar às nossas mesas.”

Guedes também afirmou que os marcos regulatórios que o governo quer modernizar, passando por ferrovias à cabotagem, serão responsáveis por permitirem ao país tornar-se “celeiro do mundo”. “Nós precisamos transportar todo esse excesso de produção, que teremos, para os países mais distantes.”

PROGRAMAS SOCIAIS

Falando previamente no mesmo evento, o ministro da Cidadania, João Roma, também afirmou que o governo apresentará, “em um curto intervalo de tempo”, um fortalecimento de seus programas sociais, que têm contribuído no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e no aquecimento da atividade econômica.

“Visamos, inclusive, nesse novo programa social fortalecer esse quesito da aquisição de alimentos, mas também na produção e efetiva distribuição de alimentos de forma capilar”, detalhou Roma.

Já Guedes, em suas falas, também pontuou que o país já possui a matriz energética “mais limpa do mundo”, mas, para mantê-la, faz-se necessária a rastreabilidade, garantindo a checagem da sanidade e a preservação do que classificou como “universo verde” sob o aspecto da produção.

“Eu adicionaria energia e infraestrutura como necessidades econômicas, também, para que seja possível aumentar essa produção e, ao mesmo tempo, aumentar o escoamento do campo para as cidades”, complementou.

O ministro também destacou que, em meio à pandemia da Covid-19, a agricultura “preservou os sinais vitais” da economia doméstica, ressaltando a exportação para países asiáticos, com crescimento de 40%, principalmente para a China.

“Você vê que nós precisamos, realmente, dessa infraestrutura e de toda essa capacidade logística de levar nossa produção para o resto do mundo. Sofremos um impacto relativamente pequeno dessa quebra de cadeias produtivas globais durante a pandemia porque a nossa vantagem comparativa estava na agricultura”, disse, destacando que o país estava pouco integrado industrialmente.

Wizard e Auditor do TCU Obtêm no STF Direito a Ficarem em Silêncio na CPI da Covid

Por Eduardo Simões

Na decisão que concedeu habeas corpus a Wizard, o ministro Luís Roberto Barroso deu ao empresário o direito de ser tratado como investigado na CPI, e não como testemunha, como consta na convocação feita pelos senadores. Desta forma, ele não terá de prestar compromisso de dizer a verdade e poderá se recusar a responder perguntas dos senadores.

Ao acatar a argumentação da defesa de Wizard para que ele seja tratado como investigado, e portanto tenha o direito a não se autoincriminar, Barroso lembrou que a CPI aprovou a quebra dos sigilos telefônico e telemático do empresário, apontado como integrante do chamado “gabinete paralelo” de assessoramento ao presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia.

Já no caso do auditor afastado do TCU, o ministro Gilmar Mendes também determinou, ao conceder o habeas corpus, que ele possa se manter em silêncio e não responder perguntas que possa incriminá-lo. O ministro, no entanto, disse que Silva Marques não poderá “faltar com a verdade relativamente a todos os demais questionamentos não abrigados nesta cláusula”.

O auditor afastado do TCU é acusado de produzir um relatório fraudulento sobre uma suposta supernotificação de mortes por Covid-19, constantemente mencionado por Bolsonaro. Além do afastamento do cargo, o tribunal de contas também determinou a abertura de um processo administrativo-disciplinar e pediu à Polícia Federal que apure o caso.

Wizard deveria comparecer à CPI nesta semana para depor, mas está nos Estados Unidos e alega não ter recebido as convocações. O empresário propôs à CPI ser ouvido remotamente, mas o pedido foi negado pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM).

O depoimento do auditor afastado do TCU também estava marcado para esta semana.

A sessão da CPI no Senado nesta quinta-feira foi suspensa.

ANÁLISE–Biden Desdenha Rússia e Incentiva Aliados a Encurralarem Putin

Por Simon Lewis e Trevor Hunnicutt

Assessores disseram que Biden queria enviar a mensagem de que Putin está se isolando no palco global com suas ações, que vão da interferência eleitoral e os ataques cibernéticos contra nações ocidentais ao tratamento que dá aos seus críticos domésticos.

Mas Biden pode ter dificuldades em uma tentativa paralela de frear a deterioração das relações EUA-Rússia e conter a ameaça de um conflito nuclear ao mesmo tempo em que desdenha a Rússia, disseram alguns observadores.

“O governo quer diminuir as tensões. Não está claro para mim que Putin o queira”, disse Tim Morrison, assessor de Segurança Nacional dos EUA durante a gestão Trump. “As únicas cartas que ele tem para jogar são as do desestabilizador.”

Autoridades dos dois lados haviam minimizado as chances de grandes avanços nas conversas, e estavam certas –nenhuma se materializou.

Mas os dois presidentes prometeram voltar a trabalhar no controle de armas, assim como na segurança cibernética, e buscar áreas de cooperação possível, sinais de alguma esperança em um relacionamento entre dois países com poucos pontos em comum nos últimos tempos.

Os laços já estavam esgarçados quando Biden, no início de seu governo, repetiu sua descrição de Putin como “um assassino”, o que aprofundou uma crise diplomática que levou os dois países a convocarem seus embaixadores nas respectivas capitais.

Ecoando uma abordagem do ex-presidente Barack Obama, que classificou a Rússia como um “poder regional” depois que o país anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014, Biden tentou mostrar que a Rússia não é uma concorrente direta dos EUA.

Falando após seu encontro com Putin, Biden disse que a Rússia quer “desesperadamente continuar sendo uma grande potência”.

“A Rússia está em uma posição muito, muito difícil neste momento. Eles estão sendo espremidos pela China”, disse o norte-americano antes de embarcar para partir de Genebra, brincando que os russos “não querem ser conhecidos como, assim como alguns críticos dizem, vocês sabem, Alto Volta com armas nucleares”, disse ele, referindo-se à ex-colônia francesa do oeste africano hoje conhecida como Burkina Faso.

Uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA disse que abordagem de Biden com a Rússia tem mais chance de ser êxito porque o presidente norte-americano se reuniu com Putin logo depois de mobilizar aliados em torno do princípio de manter uma “ordem internacional baseada em regras” durante reunião do G7 no Reino Unido e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas.

“Houve um forte alinhamento na proposta básica de que todos precisamos defender… essa ordem, porque a alternativa é a lei da selva e o caos, o que não é do interesse de ninguém”, disse essa autoridade.

(Por Simon Lewis e Trevor Hunnicutt em Washington e Humeyra Pamuk e Steve Holland em Genebra)

China Anuncia Novas Regras para Índices de Preços de Commodities a partir de Agosto

Por Dominique Patton

As medidas, que entrarão em vigor em 1º de agosto, vão padronizar as formas como os índices de preços são compilados e melhorar a transparência em torno da divulgação de informações, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) em sua conta oficial no WeChat.

Os mercados de commodities da China são atendidos por diversos fornecedores de índices, em sua maioria privados, que vendem dados sobre os preços de importantes matérias-primas, como grãos, metais e petróleo, para operadores e analistas.

Em alguns casos, os dados sobre os preços são utilizados para liquidar transações físicas das commodities.

Pelas novas regras, os fornecedores de índices de preços precisarão ser independentes das partes diretamente interessadas nos mercados de commodities e serviços cobertos pelo índice. As informações sobre os fornecedores e os métodos utilizados no desenvolvimento e formulação dos índices também deverão ser totalmente divulgados.

A comissão acrescentou que as autoridades chinesas terão o direito de avaliar o “compliance” perante às regras e tomar medidas disciplinares em caso de descumprimento.

(Reportagem de Dominique Patton; reportagem adicional de Min Zhang)