Dólar abandona queda e fecha em leve alta com piora externa

Por José de Castro

O dólar à vista subiu 0,22%, para 5,3383 reais.

A moeda chegou a cair para 5,2945 reais (-0,60%) logo no começo da sessão, mas ganhou força ao longo do dia e bateu a máxima de 5,3441 reais (+0,33%) já na reta final dos negócios.

A tomada de fôlego acelerou enquanto as bolsas de Nova York e os preços das commodities foram às mínimas. Também moedas emergentes pares do real mostravam no fim da tarde perdas generalizadas. O movimento do câmbio acompanhou de perto a performance das ações da Vale, que caíram 2,5% e acabaram pressionando o Ibovespa

A Vale é uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, e o desempenho de suas ações é visto como uma proxy para perspectivas de demanda pela China, voraz consumidora de matérias-primas que integram a pauta de exportação brasileira. Os preços dos metais no mercado externo vêm caindo nos últimos dias em meio a relatos de maior supervisão chinesa na dinâmica dos negócios.

Entre a máxima de 12 de abril e a mínima de 11 de maio o dólar caiu 8,76%. Muitos analistas atribuíram parte desse movimento a expectativas de maior saldo da balança comercial brasileira decorrente do impulso vindo dos preços mais altos das commodities.

Mas alguns indicadores técnicos sugerem que quedas adicionais do dólar estão mais suscetíveis a movimentos de “compras na baixa”. O índice de força relativa de 14 dias para o par dólar/real ainda está mais próximo de 30 do que de 70 –na prática, isso aponta mais espaço para altas da cotação do que para baixas.

“A recente valorização do real não deve durar muito, apesar do desempenho bastante robusto da conta corrente neste ano”, alertaram estrategistas do Citi em nota.

“Olhando à frente, os riscos fiscais internos permanecem elevados… Além disso, nossa perspectiva global apoia a visão de que o dólar deve se fortalecer até o final do ano”, acrescentou a instituição, citando que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) pode iniciar alguma redução de estímulos ainda neste ano.

O risco de uma taxa de juros abaixo do esperado também está no radar, já que analistas têm afirmado que juros reais negativos estão entre as razões para a forte depreciação do real desde o ano passado.

Mais cedo nesta terça, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que nas condições postas o correto era usar a linguagem de normalização parcial da política monetária –ou seja, de juros abaixo de 6,50%. Mas ele ponderou que essa retórica pode ser alterada em caso de mudança de cenário.

(Edição de Isabel Versiani)

Ibovespa fecha em queda, sem fôlego para renovar máxima histórica

Por Paula Arend Laier

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,84%, a 122.987,71 pontos, após ter chegado a 124.695,53 pontos no melhor momento do pregão.

Tal performance adiou mais uma vez a chance do Ibovespa renovar máximas históricas registradas no começo do ano – de 125.076,63 pontos para o fechamento e 125.323,53 no intradia, ambos atingidos em 8 de janeiro.

O volume financeiro nesta sessão somou 28 bilhões de reais.

Wall Street pouco ajudou, com o S&P 500 fechando em baixa de 0,2%, refletindo cautela antes da divulgação, na sexta-feira, da performance em abril da medida de inflação preferida do Federal Reserve.

O analista da Clear, Rafael Ribeiro, ainda destacou a continuidade da correção de ações ligadas a commodities metálicas, “mais uma vez destaque de baixa do pregão”, por receios por novas medidas da China para controlar preços

DESTAQUES

– BANCO INTER UNIT caiu 6,97% após fechar em alta de quase 25% na véspera, após o banco digital anunciar planos para listagem de papéis na Nasdaq e uma oferta de ações no Brasil em que a StoneCo vai investir até 2,5 bilhões de reais, equivalentes a até 4,99% do capital social do Inter.

– VALE ON recuou 2,49%, com o setor de mineração e siderurgia no vermelho, em meio à fraqueza do minério de ferro na China. O país, maior consumidor de metais, prometeu fortalecer controles de preços de materiais chave nos próximos cinco anos, incluindo minério de ferro.

– AZUL PN fechou com elevação de 4,11%, após a empresa anunciar que contratou consultores para estudar oportunidades de consolidação na indústria e encerrar acordo de codeshare com a Latam Airlines Brasil. A rival GOL PN valorizou-se 2,88%.

– PETROBRAS PN recuou 2,08%, em sessão de variações contidas dos preços do petróleo no exterior.

– ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,05% e BRADESCO PN recuou 0,5%, com ruídos envolvendo o fim dos juros sobre capital próprio pesando no setor. De acordo com o Valor Econômico, o Ministério da Economia tem pronta proposta para acabar com o mecanismo, opção que as empresas usam para distribuir recursos aos acionistas e que reduz o Imposto de Renda a pagar sobre o lucro.

– CIELO ON avançou 7,63%, com a Clear Corretora chamando atenção para a notícia do site Neofeed que a Alelo, programa de fidelidade, vai deixar de fazer parte do negócio para entrar no segmento de adquirência e montar um superapp. “Tal notícia trouxe a possibilidade de futura cisão dos sócios da Cielo”, afirmou em comentários a clientes.

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(Edição Aluísio Alves)

Wall St faz pausa enquanto investidor busca evidências de inflação

Por Chuck Mikolajczak

Os yields dos Treasuries de prazo mais longo caíam pelo quarto dia consecutivo, com a taxa do papel de dez anos atingindo uma nova mínima de duas semanas, a 1,56%, o que ajudou a atenuar preocupações com a inflação. Os yields subiram para 1,776% ao fim de março.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones caiu 0,24%, para 34.310,05 pontos, o S&P 500 perdeu 0,21%, para 4.188,14 pontos, e o Nasdaq teve variação negativa de 0,02%, para 13.658,87 pontos.

Dilma tem mal-estar, faz exames em hospital e é liberada sem problemas sérios

BRASÍLIA (Reuters) -A ex-presidente Dilma Rousseff foi internada na manhã desta terça-feira em um hospital de Porto Alegre, onde passou por exames, após apresentar mal-estar na noite da véspera, informou a assessoria da ex-presidente, mas foi liberada à tarde sem registro de problemas mais sérios.

Em nota, a assessoria informou que a ex-presidente, que tem 73 anos, teve alta depois de finalizar uma série de exames.

“Ela já está em casa, em bom estado de saúde, consciente. Nada foi registrado nos exames feitos nesta tarde”, diz o texto.

No início da noite de segunda, a presidente participou da cerimônia online da filiação do ex-deputado Jean Willys ao PT, que deixou o PSOL e se sentiu mal pouco depois.

As primeiras informações foram de que a ex-presidente teria tido um infarto, mas sua assessoria nega. O hospital Moinhos de Vento não divulgou nenhum boletim médico sobre a ex-presidente.

No final da manhã, em postagem nas redes sociais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que conversou com Dilma enquanto ela ainda fazia exames e ela já estava se sentindo melhor, “falante como sempre”.

Dilma já tratou um câncer linfático, descoberto em 2009, quando era ministra da Casa Civil e já tinha sido indicada como candidata do PT à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva.

O tratamento foi bem-sucedido e encerrado antes da campanha eleitoral de 2010.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Maria Pia Palermo e Alexandre Caverni)

BCE tem tempo de sobra para planejar encerramento de compras de ativos pandêmicas, diz Villeroy

“Ainda temos tempo de sobra para julgar e decidir, bem além de nossa reunião de junho”, disse Villeroy em discurso numa conferência online do Danske Bank.

Ele disse que as sugestões de que as compras de ativos poderiam ser contidas logo no terceiro trimestre são “puramente especulativas” e acrescentou que o montante que o BCE compra será determinado livremente até pelo menos março, quando o programa deve expirar.

(Por Leigh Thomas)

Meta de inflação será cumprida, reforça Campos Neto

“A gente está dizendo que, com os instrumentos que a gente tem hoje, a modelagem que nós temos, o correto era começar mais rápido e usar a linguagem parcial. Se em algum momento for entendido que precisa ser diferente, a linguagem parcial não mais será usada e a gente irá em direção a neutro. O que vai fazer isso acontecer? Mudança de cenário”, disse Campos Neto durante evento virtual do banco BTG Pactual.

Ele destacou que o momento é de grandes incertezas, com dúvidas em torno da trajetória dos preços das commodities e também da inflação de serviços no momento de reabertura das economias.

“É importante esclarecer que a nossa meta de inflação, ela vai ser cumprida, essa é a missão do Banco central que nós vamos fazer. Por isso fizemos mais do que o mercado entendia anteriormente e vamos seguir nesse caminho”, acrescentou o presidente do BC.

(Por Isabel Versiani)

Ibovespa sobe e se aproxima da máxima histórica; Azul lidera altas

Por Paula Arend Laier

Às 10:48, o Ibovespa subia 0,3%, a 124.397,73 pontos. O volume financeiro era de 4 bilhões de reais.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta 1,17%, a 124.031,62 pontos, aproximando da máxima histórica de fechamento de 125.076,63 pontos de 8 de janeiro. O recorde intradia é de 125.323,53 pontos.

De acordo com análise gráfica da equipe da Safra Corretora, o Ibovespa está em tendência de alta no curto prazo e acabou rompendo sua resistência em 123.500 pontos

“Acima desta, poderá chegar até sua próxima resistência em 125.300 pontos. Do lado da baixa, o índice formou um fundo em 121.800 pontos. Se perder este, poderá descer até seu próximo suporte em 121.600 pontos.”

DESTAQUES

– AZUL PN tinha elevação de 4,54%. A empresa contratou consultores para estudar oportunidades de consolidação na indústria e anunciou encerramento de acordo de codeshare com a Latam Airlines Brasil. A rival GOL PN valorizava-se 3,6%.

– WEG ON avançava 2,85%, buscando recuperação pelo segundo pregão seguido, após acumular até a última sexta-feira declínio de 9,4% em maio. Das máximas de janeiro, ainda contabiliza perda de cerca de 30%.

– PETROBRAS PN valorizava-se 0,38%, apesar da fraqueza dos preços do petróleo no exterior, embora o Brent tenha se afastado das mínimas.

– EMBRAER ON avançava 3,34%, recuperando patamares de fevereiro de 2020, antes da pandemia e do colapso do acordo com a Boeing. No ano, as ações acumulam alta de 99%, em parte por expectativas de migração no mercado de aviação global para aeronaves menores, bem como eventual parceria já sinalizada pela companhia e reabertura das economias.

– VALE ON cedia 0,56% com nova fraqueza dos futuros do minério de ferro na China.

– BB SEGURIDADE ON perdia 0,81%, dando continuidade ao ajuste negativo da véspera, após acumular elevação de quase 6% desde o começo do mês.

– ENERGISA UNIT recuava 0,68%, em sessão negativa para outros papéis de companhias de energia elétrica. O índice do setor na B3 caía 0,1%. ELETROBRAS PNB perdia 0,73%, após renovar na última semana máximas históricas na esteira de expectativas relacionadas à sua privatização.

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,61% e BRADESCO PN mostrava declínio de 0,39%, atenuando o fôlego do Ibovespa.

Eletrobras busca consultoria para apoiar decisões sobre processo de privatização

O governo pretende desestatizar a Eletrobras por meio de uma capitalização, via emissão de novas ações, que diluiria a fatia estatal na empresa a uma posição minoritária. Uma medida provisória (MP) com a proposta foi aprovada pela Câmara na semana passada e agora será avaliada pelo Senado.

Pelo processo, a Eletrobras pagaria um bônus de outorga à União em troca da renovação em condições mais vantajosas dos contratos de suas hidrelétricas antigas. O Ministério de Minas e Energia afirma que essa outorga deve ficar em 25 bilhões de reais, mas o valor não está expressamente previsto na MP.

No processo aberto para contratar uma consultoria, a Eletrobras disse que visa estabelecer cenários e avaliar “impactos positivos e negativos” referentes à MP e sua tramitação no Congresso, segundo edital visto pela Reuters.

A MP do governo prevê que a efetivação da privatização depende de uma aprovação da Eletrobras aos termos da transação, incluindo valores de outorga.

Esse aval deverá ser dado em assembleia de acionistas da companhia na qual o governo, que detém a maior parte das ações com direito a voto, ficaria impedido de votar.

“Justamente em virtude das incertezas e indefinições que pairam sobre o processo de capitalização é que a companhia optou pelo auxílio de uma consultoria especializada, esperando somar esforços, conhecimento e experiência para uma melhor análise da proposta de capitalização da companhia em busca de trazer insumos importantes para tomada de decisão do Conselho de Administração da Eletrobras”, apontou a estatal.

Entre os serviços a serem entregues pela contratada estará um modelo econômico-financeiro para cálculo do que seria o valor de outorga adequado à privatização, bem como “análise dos cenários de atratividade para a Eletrobras” no negócio.

As avaliações incluiriam cálculos sobre “vantajosidade, ou não”, da mudança nos contratos das hidrelétricas da companhia atrelada à privatização, um processo que o governo tem chamado de “descotização”.

Essas usinas operam em modelo em que os preços de venda de energia são regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com a produção dividida em cotas entre as distribuidoras, que atendem os consumidores finais.

Após a privatização, a Eletrobras poderia passar a vender a energia dessas usinas a preços de mercado.

A MP da desestatização da Eletrobras também passou a prever, após mudanças na Câmara, que o governo deverá viabilizar a contratação de novas térmicas a gás e pequenas centrais hidrelétricas como parte do processo.

Essas alterações no projeto receberam críticas de alguns especialistas, que avaliam que elas podem resultar em custos adicionais para os consumidores nos próximos anos e atrapalhar uma reforma atualmente em discussão para a regulação do setor elétrico.

Segundo algumas avaliações, o governo teria “cedido demais” nas negociações para aprovação do texto na Câmara.

Mas o Ministério de Minas e Energia defendeu na sexta-feira o texto aprovado pelos deputados e disse que as mudanças na matéria não terão “grandes impactos”. A pasta também argumentou que “em linhas gerais, não há expectativa de impactos tarifários” com a proposta.

(Por Luciano Costa)

Reforma tributária deve começar pelo Senado, diz presidente da Câmara

O presidente afirmou que, além da PEC, três ou quatro projetos de lei infraconstituicionais da área tributária também serão votados pelo Congresso, e disse que não há intenção de elevar a carga tributária, mas também não se pode abrir mão da arrecadação em um momento de crise como o atual.

Lira ainda comentou sobre um eventual imposto sobre transações digitais, mas disse que teria de “chegar por último”, após muito “amadurecido” e, talvez, como última alternativa.

As discussões em torno de uma reforma tributária se estendem há muitos meses e é uma das principais promessas do ministro da Economia, Paulo Guedes.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Patrícia Vilas Boas, em São Paulo)

Brasil vê queda de 22,6% na safra de café; área em formação sinaliza avanço futuro

Por Roberto Samora

Caso a estimativa seja confirmada, a colheita no maior produtor e exportador global de café cairá 22,6% ante o recorde de 63,08 milhões de sacas do ano anterior, com a seca reduzindo a produção de grãos arábica, a principal variedade produzida no Brasil, que está em 2021 no ano de baixa de seu ciclo produtivo bianual.

“Os efeitos fisiológicos observados em diversas regiões produtoras neste ciclo, bem como as condições climáticas adversas registradas em muitas localidades, influenciaram diretamente nessa perspectiva. Essa influência se deu tanto na redução do rendimento médio como na diminuição da área em produção”, afirmou a Conab em relatório.

A produção de café arábica foi estimada em 33,365 milhões de sacas, ante estimativa prévia que variava de 29,7 milhões a 33 milhões de sacas.

Se confirmada a previsão, será uma redução de 31,5% ante 2020.

Já a safra de café canéfora (robusta/conilon) foi projetada em 15,44 milhões de sacas, contra intervalo de 14,13 milhões a 16,6 milhões de sacas na projeção anterior.

Assim, na comparação anual, a produção dessa variedade cresceria 7,9%, colaborando para amenizar a redução esperada na colheita de arábica.

A área total de produção de café do Brasil, incluindo arábica e canéfora, foi estimada em 1,82 milhão de hectares, queda de 3,2% ante 2020, segundo a Conab.

Com a colheita já em andamento, a estimativa inicial para produtividade média nacional ficou em 25 sacas/hectare, indicando redução de 25,4% em comparação à safra anterior, pressionada pela queda nas lavouras de arábica.

A Conab lembrou que nos ciclos de bienalidade negativa do arábica os produtores costumam realizar tratos culturais mais intensos nas lavouras, promovendo algum tipo de manejo como poda, esqueletamento ou recepas em áreas que só entrarão em produção nos próximos anos –essas atividades também reduzem a colheita no ciclo atual.

MAIOR ÁREA EM FORMAÇÃO

Se a área em produção de café está em queda, o total de cafezais em formação está em alta de 41,4% na comparação com o ciclo anterior, para 392 mil hectares, o que deverá impulsionar a colheita brasileira nos próximos anos, disse o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, ao comentar os números em evento transmitido pela internet.

“A maior área em formação é indicativo de que teremos no futuro uma boa produção de café, considerando áreas novas que foram renovadas, que têm tecnologia mais apurada, variedades mais produtivas. Quando entrarem em produção, vamos ter uma safra de café com boa qualidade”, destacou Farnese.

Para a safra atual, o diretor do ministério destacou que o número da Conab é muito próximo do de 2019 (49,3 milhões), o último ano de baixa de produção do arábica, apesar de preocupações do setor produtivo de uma queda muito maior do que o normal em função da prolongada seca em 2020.

De qualquer forma, ele ressaltou que a projeção dá um sinal de que haverá “de fato” menos café no mercado, o que sustentará os preços.

Os contratos futuros do café arábica em Nova York estão operando perto de máximas de quatro anos, já refletindo a produção menor do Brasil. Uma hora após a divulgação da pesquisa da Conab, os preços na bolsa ICE subiam 1%, para 1,506 dólar por libra-peso.

Embora a queda na produção em 2021 limite a disponibilidade de café para exportação no Brasil, a taxa de câmbio elevada e os preços internacionais atrativos deverão manter o estímulo às vendas externas, pontuou a Conab.

Outro fator que poderá contribuir para manter os embarques brasileiros em patamares elevados é a perspectiva de recuperação do consumo de café fora de casa à medida que o controle da pandemia do Covid-19 avança em muitos países, afirmou a estatal.

ESTADOS

A Conab estima uma queda de 32,6% na produção de Minas Gerais, maior produtor brasileiro, para 23,3 milhões de sacas.

“As operações de colheita já começaram em algumas regiões do Estado, e a perspectiva geral é de diminuição na destinação de área para produção neste ciclo, além de decréscimo no rendimento médio da cultura, tanto pelos efeitos da bienalidade negativa bem como pela escassez e irregularidade das chuvas durante o desenvolvimento das lavouras”, disse a Conab, sobre o maior produtor de café arábica.

No Espírito Santo, líder em produção de café conilon, a estimativa de produção total (incluindo arábica) é de 13,63 milhões de sacas, queda anual de 2,4%.

Os capixabas deverão produzir 3,2 milhões de sacas de café arábica (ante 4,8 milhões em 2020) e mais de 10 milhões de conilon, com alta de cerca de 1 milhão de sacas na comparação anual.

São Paulo, terceiro produtor de café no Brasil, deve alcançar a produção de 4 milhões de sacas, indicando redução de 35% em comparação ao resultado de 2020.