Kremlin vê algum espaço para diálogo após resposta dos EUA sobre garantias de segurança

MOSCOU (Reuters) – O Kremlin disse nesta quinta-feira que havia espaço para continuar o diálogo com os Estados Unidos, mas que parecia claro que as principais exigências de segurança da Rússia não haviam sido levadas em conta por Washington.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou não se apressaria em tirar conclusões depois que os Estados Unidos responderam formalmente na quarta-feira às suas propostas para um redesenho dos arranjos de segurança ba Europa após a Guerra Fria.

Descrevendo as tensões no continente como reminiscências da Guerra Fria, Peskov disse que Moscou levaria tempo para analisar a resposta dos EUA.

Ele disse que era do interesse tanto de Moscou quanto de Washington continuar o diálogo, embora tenha dito que as observações dos Estados Unidos e da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre as principais exigências da Rússia serem inaceitáveis não deixavam muito espaço para o otimismo

“Com base no que nossos colegas disseram ontem, é absolutamente claro que, nas principais categorias delineadas nesses projetos de documentos…, não podemos dizer que nossas reflexões foram levadas em conta ou que foi demonstrada a vontade de levar nossas preocupações em conta”, disse Peskov

“Mas não nos apressaremos com nossas avaliações”, disse ele

Em comentários separados, o principal diplomata russo disse que havia esperança de iniciar um diálogo sério, mas apenas sobre questões secundárias e não sobre as fundamentais, relataram as agências de notícias russas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, decidirá sobre os próximos passos do país com relação às respostas escritas dos EUA e da Otan que foram entregues na quarta-feira, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, de acordo com a as agências.

(Reportagem de Dmitry Antonov e Maxim Rodionov)

Ações da China e iuan recuam após postura mais dura do Fed contra inflação

XANGAI (Reuters) – As ações chinesas despencaram para mínimas em quase 16 meses e o iuan teve a maior queda em sete meses contra o dólar nesta quinta-feira, com os investidores globais preocupados que o Federal Reserve vá agir mais agressivamente para conter a inflação.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,96%, para o menor nível desde 30 de setembro de 2020. O índice de Xangai teve queda de 1,78%.

O Índice CSI Smallcap 500 e o ChiNext tiveram perdas respectivamente de 2,6% e 3,6%.

Mais de 94% das ações listadas nos mercados de ações A da China caíram, segundo dados do fornecedor de serviços de informação financeira Wind.

O recuou acompanhou o movimento global depois que o chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, alertou que a inflação permanece acima da meta de longo prazo do Fed e que as questões da cadeia de oferta podem ser mais persistentes do que imaginado antes.

Os mercados chineses ficarão fechados para o feriado do Ano Novo Lunar, que dura uma semana e começa em 31 de janeiro.

A moeda chinesa também se enfraqueceu com força, registrando a maior perda diária contra o dólar desde 17 de junho de 2021, com os rendimentos mais altos dos títulos dos EUA impulsionando a moeda norte-americana.

O iuan caiu 0,7% contra o dólar no final da sessão doméstica, depois que o banco central determinou uma taxa média bem mais fraca de 6,3382 iuanes por dólar, contra 6,3246 um dia antes.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 3,11%, a 26.170 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,99%, a 23.807 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,78%, a 3.394 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,96%, a 4.619 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 3,50%, a 2.614 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,15%, a 17.674 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,35%, a 3.260 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,77%, a 6.838 pontos.

(Reportagem de Andrew Galbraith, Samuel Shen e Jason Xue)

Economia dos EUA deve ter retomado força no 4º tri, expansão em 2021 deve ser recorde em 37 anos

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) – O crescimento econômico dos Estados Unidos provavelmente acelerou no quarto trimestre uma vez que as empresas reabasteceram os estoques para atender à demanda por bens, ajudando o país a registrar o melhor desempenho em quase quatro décadas em 2021.

A expansão foi alimentada no ano passado pelo forte estímulo fiscal e pelos juros baixos. O ímpeto, no entanto, parece ter perdido força em dezembro em meio às infecções por Covid-19 com a variante Ômicron, o que contribuiu para reduzir os gastos e afetar a atividade em fábricas e no setor de serviços.

O relatório do Departamento do Comércio sobre o Produto Interno Bruto no quarto trimestre será divulgado nesta quinta-feira e deve sustentar a virada do Federal Reserve na direção de aumento de juros em março.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse na quarta-feira após reunião de política monetária que “a economia não precisa mais de altos níveis sustentados de suporte da política monetária”, e que “em breve será apropriado elevar” os juros.

De acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas, o PIB provavelmente cresceu a uma taxa anualizada de 5,5% no último trimestre. Isso representaria um salto ante o ritmo de 2,3% no terceiro trimestre.

As estimativas variaram de 3,4% a 7,0%. Mas a pesquisa foi realizada antes da divulgação na quarta-feira de dados que mostraram um déficit recorde no comércio de bens em dezembro e aumento nos estoques varejistas.

O forte acúmulo de estoques no varejo levou economistas a elevarem suas estimativas para o crescimento do PIB até 7,5%.

Para o ano todo de 2021, a expansão foi estimada em 5,6%, o que seria o resultado mais forte desde 1984. A economia contraiu 3,4% em 2020, maior queda em 74 anos.

S&P corta nota de crédito da Via, com perspectiva negativa

SÃO PAULO (Reuters) – A agência de classificação de risco S&P cortou nesta quarta-feira a nota de crédito do grupo de varejo Via, de brAA para brAA-, com perspectiva negativa, citando dificuldades para a empresa conseguir reduzir alavancagem nos próximos trimestres por causa da deterioração do ambiente macroeconômico.

“A perspectiva negativa indica que poderemos rebaixar os ratings em mais de um degrau se a empresa não for bem-sucedida na implantação do seu plano para melhorar margens e manter endividamento pelo menos estável nos próximos 6 a 12 meses”, afirmou a S&P, em comunicado.

“Se esse cenário se confirmar, veríamos a dívida líquida ajustada sobre Ebitda consistentemente acima de 5 vezes e pressões de liquidez por uma fraca geração de caixa”, acrescentou a agência.

A S&P estima que margem Ebitda em torno de 7,5% a 8% para a Via neste ano e dívida sobre Ebitda próxima de 4 vezes. Para 2021, a agência espera margem de 6,5%, ante perspectiva anterior de 7,5%. A companhia planeja divulgar seus resultados do quarto trimestre em 9 de março.

A agência citou a elevação dos juros no país, além de inflação e desemprego atingindo a renda das famílias, o que poderia impactar a rentabilidade, a geração de caixa e o custo da dívida do grupo dono das bandeiras Casas Bahia e Ponto.

A S&P avalia que a Via apresentará alavancagem que maior que a expectativa, “devido às elevadas provisões para processos trabalhistas e maior endividamento ajustado”.

No terceiro trimestre, a Via estimou que terá em 2022 impacto decorrente de processos trabalhistas de 900 milhões a 1 bilhão de reais, que será seguido por 500 milhões a 600 milhões de reais em 2023. Na época, a empresa afirmou que monetização de créditos fiscais será suficiente para fazer frente às saídas de caixas decorrentes dos processos.

“Por outro lado, esperamos que a Via apresente menor nível de estoque e alongue prazos com fornecedores, permitindo uma geração de caixa operacional positiva ao final de 2022”, afirmou a S&P em relatório de Henrique Koch.

Em nota, a Via afirmou que a S&P manteve o status de grau de investimento da companhia, “nota dada para empresas com capacidade muito forte de honrar compromissos financeiros”.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Rússia diz que todas as partes concordam com necessidade de cessar-fogo no leste da Ucrânia

MOSCOU (Reuters) – Assessores políticos de Rússia, Ucrânia, França e Alemanha concordaram que um cessar-fogo no leste da Ucrânia deve ser observado após longas conversas em Paris nesta quarta-feira, disse o negociador-chefe da Rússia, Dmitry Kozak, a repórteres.

Muitas questões relativas a um acordo de paz para o conflito no leste da Ucrânia permaneceram sem solução após oito horas de negociações, afirmou Kozak em entrevista coletiva.

Mas ele disse esperar que as posições possam ser estreitadas.

Segundo Kozak, outra reunião dos quatro países será realizada em duas semanas em Berlim.

(Reportagem de Andrew Osborn, Maria Kiselyova e John Irish)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

Exportação de soja do Brasil deve cair para 85,5 mi t após seca, diz Safras & Mercado

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – As exportações de soja do Brasil devem totalizar 85,5 milhões de toneladas em 2022, queda de 1% no comparativo anual, estimou nesta quarta-feira a consultoria Safras & Mercado, com um corte de 4,5 milhões de toneladas ante a previsão anterior devido às perdas nas lavouras do Sul por seca.

Além disso, a expectativa para os embarques pode recuar ainda mais, caso avancem os prejuízos às safras que passam pelos impactos do fenômeno climático La Niña.

“A redução é consequência da revisão na estimativa de safra, prejudicada pela prolongada estiagem na região Sul do país. Se diminuir mais a produção vamos ter que cortar mais as exportações”, disse o analista da consultoria Luiz Fernando Roque.

Neste mês, a produção brasileira de soja 2021/22 foi estimada pela Safras em 132,33 milhões de toneladas, queda de 8,55% em relação à projeção anterior. Com isso, a consultoria passou a ver um recuo de 4,2% ante a colheita da temporada passada, que foi recorde.

O esmagamento da oleaginosa deve alcançar 47,5 milhões de toneladas em 2022, versus 46,5 milhões em 2021. Já as importações estão estimadas em 1 milhão de toneladas em 2022, com aumento de 16%, indicou o levantamento.

Segundo Roque, as compras externas também têm chance de crescer mediante quebras mais intensas na safra nacional, mas em proporções limitadas, visto que os fornecedores do grão na América do Sul enfretam os mesmos problemas climáticos que o Sul do Brasil.

“As perdas na América do Sul não são só no Brasil, mas na Argentina, Paraguai e Uruguai, então o excedente exportável da região é menor”, disse ele.

Neste cenário, os estoques finais do maior produtor e exportador global da oleaginosa deverão cair 56%, passando de 5,8 milhões para 2,53 milhões de toneladas neste ano.

SUBPRODUTOS

A Safras projeta uma produção de farelo de soja de 36,55 milhões de toneladas, com elevação de 3% na variação anual. As exportações deverão subir 6% para 18,2 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 18,3 milhões, crescendo 2%.

Já a produção de óleo de soja deverá aumentar 3% para 9,65 milhões de toneladas.

O Brasil deverá exportar 1,7 milhão de toneladas de óleo, com ganho de 3% sobre o ano anterior, e o consumo interno deve cair 2% para 8 milhões de toneladas.

Fed deve subir juro em março com promessa de Powell de firme batalha contra inflação

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) – O banco central dos Estados Unidos (Fed) disse nesta quarta-feira que provavelmente aumentará as taxas de juros do país em março e reafirmou planos de encerrar suas compras de títulos naquele mês, também no que o chair do Fed, Jerome Powell, prometeu que será uma luta determinada para domar a inflação.

“O comitê tem a intenção de aumentar a taxa dos federal funds na reunião de março, assumindo que as condições sejam apropriadas para isso”, disse Powell, indo mais longe do que a mensagem do comunicado de política monetária do Fed, de que apenas as taxas subiriam “em breve”.

Subsequentes aumentos nas taxas de juros e uma eventual redução nas participações de ativos pelo Fed seguiriam conforme necessário, disse Powell, enquanto as autoridades monitoram a rapidez com que a inflação se afasta das máximas em várias décadas em que se encontra agora de volta à meta de 2% do Fed.

Muito ficou a ser decidido ainda, disse o chefe do Fed, incluindo quão rapidamente as taxas subirão ou a velocidade em que as autoridades deixarão o balanço de 9 trilhões de dólares cair.

Mas o líder do Fed foi explícito em um ponto-chave: com a inflação alta e, por enquanto, aparentemente piorando, o Fed neste ano planeja reprimir gradualmente o crédito e encerrar o apoio extraordinário que forneceu à economia dos EUA durante a pandemia.

Desde a última reunião do Fed em dezembro, disse Powell, a inflação “não melhorou. Provavelmente piorou um pouco… Na medida em que a situação se deteriorar ainda mais, nossa política (monetária) terá que refletir isso”, disse Powell. “Este será um ano em que nos afastamos gradualmente da política monetária altamente acomodatícia que implementamos para lidar com os efeitos econômicos da pandemia”.

A extensão desse afastamento pelo Fed de políticas adotadas durante a pandemia rumo a uma abordagem mais combativa contra a inflação tomará mais forma nas próximas semanas.

Dependerá de como a própria inflação se comporta, e Powell disse que as autoridades ainda esperam que grande parte da melhora venha à medida que os tremores secundários da pandemia diminuam, talvez permitindo que eles façam menos trabalho por meio de uma política monetária mais rígida.

Uma miríade de riscos permanece, desde uma pandemia que ainda está em andamento até um potencial conflito militar Rússia-Ucrânia.

Mas Powell disse que os formuladores de política monetária neste momento sentem que têm “bastante espaço para aumentar as taxas de juros” sem ameaçar o progresso nos empregos ou retardar uma recuperação econômica que desejam manter em andamento.

Em um refrão que se tornou comum, ele observou que “a economia está bem diferente” hoje do que quando o Fed começou a aumentar as taxas de juros pela última vez em 2015, com inflação mais alta, desemprego mais baixo, o que Powell considera impulso suficiente para a economia andar sem apoio do banco central.

Naquela virada para uma política monetária mais rígida, o Fed moveu-se inicialmente de forma glacial, com 0,25 ponto percentual de alta do juro em 2015 e apenas outro em 2016.

Investidores estão esperando muito mais desta vez, com preços de contratos futuros de juros embutindo quatro aumentos de taxa de juro neste ano.

Os membros do Fomc também concordaram na reunião desta semana sobre um conjunto de princípios para “reduzir significativamente” o tamanho das enormes participações de ativos pelo Fed.

Autoridades disseram que vão encolher as participações “principalmente” limitando quanto do principal dos títulos vencidos será reinvestido a cada mês. Esse plano começaria após a alta das taxas de juros, disse o Fed, sem ainda definir uma data, ritmo ou tamanho final específicos.

Com o tempo, o balanço do Fed não apenas seria reduzido, mas também se afastaria dos títulos lastreados em hipotecas e passaria a ser ponderado em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, “minimizando assim o efeito das participações do Federal Reserve na alocação de crédito entre setores da economia”, disse banco.

MELHORIAS NA CADEIA DE FORNECIMENTO

O comunicado de política monetária do Fed citou ganhos recentes “sólidos” de empregos que continuaram mesmo quando o surto da variante Ômicron do coronavírus levou os números diários de casos de Covid-19 a níveis recordes.

Embora o Fed tenha parado de tentar avaliar quando a inflação pode diminuir, o comunicado trouxe que as autoridades continuam esperando que melhorias nas cadeias de suprimentos globais amenizem o ritmo dos aumentos de preços.

“Desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia e à reabertura da economia continuaram a contribuir para níveis elevados de inflação”, disse o Fed.

Os preços ao consumidor dos EUA subiram em dezembro 7% na comparação anual, maior patamar desde a década de 1980.

Os formuladores de política monetária não divulgaram novas projeções econômicas e de taxas de juros nesta quarta-feira.

Ibovespa sobe com suporte de Petrobras, mas perde fôlego após Fed

SÃO PAULO (Reuters) – O principal índice da bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira, mas perdeu força no final, após o Federal Reserve (Fed) manter taxa de juro e os recados de seu presidente, Jerome Powell, pressionarem as bolsas em Wall Street, com perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos nos próximos meses.

Os papéis de Petrobras foram destaques positivos, enquanto as ações de JBS ficaram na ponta oposta.

O Ibovespa subiu 0,98%, a 111.289,18 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 30,6 bilhões de reais.

O Fed, banco central norte-americano, disse que pode ocorrer uma elevação em breve na taxa de juros do país e que espera reduzir seu balanço patrimonial na sequência.

Os principais índices de ações dos EUA perderam força com a divulgação do documento, assim como o Ibovespa.

Em seguida, durante a fala de Powell, os índices de Wall Street reverteram e o Ibovespa diminuiu a alta.

Powell afirmou que o Fed está “inclinado” a aumentar os juros em março, em linha com a expectativa de grande parte do mercado, mas que não há decisão sobre a trajetória da taxa e não é possível projetar o ritmo do aperto monetário.

O Nasdaq conseguiu se recuperar nos últimos minutos, mas o S&P 500 e o Dow Jones fecharam no vermelho.

Vitor Suzaki, analista do banco Daycoval, viu o Fed “ligeiramente hawkish”, mas em linha com o que o mercado esperava, destacando a postura vigilante do Fed sobre inflação.

Com as atenções voltadas ao Fed, o cenário interno ficou em segundo plano, apesar de agenda cheia de dados econômicos.

O destaque foi o índice de preços IPCA-15, que subiu 0,58% em janeiro ante dezembro, segundo o IBGE, acima da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de avanço de 0,43%.

DESTAQUES

– PETROBRAS PN subiu 2,67%, após petróleo Brent subir 2%, e ter tocado os 90 dólares pela primeira vez em sete anos no intradia, com perspectiva de cenário de oferta ainda mais apertado.

– PETZ ON disparou 7,3%, após anunciar aquisição da empresa de tapetes higiênicos Petix, em transação que pode alcançar 70 milhões de reais.

– JBS caiu 3,1%, MARFRIG cedeu 2,3%, MINERVA perdeu 1,5%, e BRF recuou 1,85%.

– VALE subiu 0,3% e CSN avançou 2,3%, após o minério de ferro ganhar mais de 3% na China, em meio a preocupações com a oferta.

– SUZANO ON caiu 1,9%, sexta queda consecutiva.

– ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,1%, BRADESCO PN avançou 0,1% e SANTANDER BRASIL UNIT teve alta de 0,5%, enquanto BANCO DO BRASIL caiu 0,96%.

– TIM caiu 2,2% e TELEFÔNICA BRASIL cedeu 1,4%.

– JHSF ON subiu 5,5%, CYRELA avançou 4,2%, MRV ON ganhou 4,3%, e EZTEC ON teve alta de 2,8%, em sessão positiva para o setor imobiliário.

(Por Andre Romani)

Democratas planejam avançar rapidamente na indicação de Biden para Suprema Corte

Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) – Os democratas que controlam o Senado dos Estados Unidos planejam agir rápido sobre a próxima indicação do presidente Joe Biden para substituir o juiz da Suprema Corte Stephen Breyer, que está se aposentando, semelhante ao que os republicanos fizeram em um mês para a juíza Amy Coney Barrett, disse uma fonte familiarizada com o planejamento.

Breyer, de 83 anos, se aposentará quando o atual período do tribunal terminar em junho, afirmaram parlamentares dos EUA nesta quarta-feira. Os democratas controlam de forma apertada o Senado, que confirma os indicados à Suprema Corte.

Os democratas do Senado não precisam esperar a saída de Breyer para aprovar um candidato que será empossado quando ele deixar formalmente o posto, disse a fonte, falando sob condição de anonimato.

O ex-presidente Donald Trump nomeou Barrett em 26 de setembro de 2020, pouco mais de uma semana após a morte da juíza liberal Ruth Bader Ginsburg. O Senado, então liderado por republicanos, confirmou Barrett em 26 de outubro de 2020, uma semana antes da eleição presidencial que Trump perdeu para Biden. A nomeação de Barrett aumentou a maioria conservadora do tribunal para 6 a 3.

A substituição de Breyer não mudará a composição ideológica da Suprema Corte porque se espera que um candidato liberal seja escolhido por Biden, assim como o juiz aposentado.

O Senado agora está dividido igualmente entre 50 democratas, incluindo os dois independentes que se alinham a eles, e 50 republicanos. Sob essa composição, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, democrata, pode dar o voto de desempate sobre legislação e indicações.

Por isso, os democratas gostariam de agir o mais rápido possível para confirmar a substituição de Breyer. Se qualquer um dos 50 membros de sua bancada de repente não puder atuar por qualquer motivo, podem faltar votos para confirmar o indicado.

Eles também enfrentam o risco de que os republicanos recuperem o controle do Senado nas eleições de 8 de novembro.

Resultado da Intel supera estimativas, mas previsões decepcionam e ações caem

(Reuters) – A Intel previu lucro do primeiro trimestre de 2022 abaixo das expectativas dos analistas, o que fazia as ações da maior fabricante de chips do mundo caírem 3% nas negociações do after-market, nesta quarta-feira.

A Intel previu lucro por ação de 0,80 dólar, comparado a uma expectativa média do mercado de 0,86 dólar, segundo dados da Refinitiv.

A empresa informou ainda que espera receita no primeiro trimestre acima das expectativas de Wall Street, apostando em sua capacidade para atender a forte demanda dos mercados de PC, data center e inteligência artificial, mesmo em meio a uma crise global de oferta de semicondutores.

A empresa previu receita no primeiro trimestre de cerca de 18,3 bilhões de dólares, contra estimativa média dos analistas de 17,62 bilhões de dólares, segundo dados da Refinitiv.

A previsão ofuscou os resultados trimestrais, que superaram as expectativas. A receita ajustada atingiu 19,5 bilhões de dólares, acima da expectativa de 18,3 bilhões e o lucro por ação ajustado foi de 1,09 dólar, acima da expectativa de 0,91 dólar.

(Por Chavi Mehta e Jane Lanhee Lee)