Incêndio é extinto na maior usina nuclear da Europa após combate causar pânico

Por Pavel Polityuk e Aleksandar Vasovic e John Irish

LVIV, Ucrânia/KIEV/PARIS (Reuters) – Um enorme incêndio em um prédio no local da maior usina nuclear da Europa, localizada na Ucrânia, foi extinto nesta sexta-feira e autoridades disseram que a usina estava operando normalmente, após ser tomada por forças russas em intensos combates que causaram alarme global.

Autoridades disseram que o incêndio no complexo de ocorreu em um centro de treinamento e não na própria usina. Um funcionário da Energoatom, a empresa estatal que administra as quatro usinas nucleares da Ucrânia, disse que não havia mais combates, o fogo foi extinto, a radiação era normal e as forças russas estavam no controle.

“O pessoal está em seus locais de trabalho, fazendo a operação normal da estação”, afirmou o funcionário à Reuters em uma mensagem.

No entanto, ele disse que sua organização não tinha mais comunicação com os gerentes da usina, controle sobre a situação de radiação lá ou supervisão de material nuclear potencialmente perigoso em seus seis reatores e cerca de 150 contêineres de combustível irradiado.

O Ministério da Defesa da Rússia também informou que a usina estava funcionando normalmente. Atribuiu o incêndio a um “ataque monstruoso” de sabotadores ucranianos e disse que suas forças estavam no controle.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que a usina não foi danificada pelo que ele acreditava ser um disparo russo. Apenas um reator estava funcionando, com cerca de 60% da capacidade. Ele descreveu o ambiente como ainda tenso, com a usina operando normalmente, mas em uma situação nada normal.

A perspectiva de que a batalha na usina poderia causar um desastre nuclear em potencial derrubou os mercados financeiros mundiais.

Mesmo com esse cenário aparentemente evitado, o controle da Rússia sobre uma usina que fornece mais de um quinto da eletricidade da Ucrânia foi um grande desdobramento após oito dias de guerra em que outros avanços russos foram paralisados ​​por uma resistência feroz.

A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, e outras autoridades ocidentais disseram que não havia indicação de níveis elevados de radiação na usina.

Mais cedo, um vídeo da usina verificado pela Reuters mostrou um prédio em chamas e uma saraivada de disparos de artilharia, antes de uma grande bola incandescente iluminar o céu, explodindo ao lado de um estacionamento e enviando fumaça por todo o complexo.

“Europeus, por favor, acordem. Digam a seus políticos que as tropas russas estão atirando em uma usina nuclear na Ucrânia”, disse o líder ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um discurso em vídeo. Em outro discurso mais tarde, ele pediu aos russos que protestassem.

Acredita-se que milhares de pessoas foram mortas ou feridas e mais de 1 milhão de refugiados fugiram da Ucrânia desde 24 de fevereiro, quando o presidente russo, Vladimir Putin, lançou o maior ataque a um Estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

A Rússia já havia capturado a extinta usina de Chernobyl ao norte de Kiev, que expeliu resíduos radioativos sobre grande parte da Europa quando derreteu em 1986. A usina de Zaporizhzhia é de um tipo diferente e mais seguro.

EUA estão comprometidos em fazer tudo para parar guerra na Ucrânia, diz Blinken

BRUXELAS (Reuters) – Os Estados Unidos estão comprometidos em fazer todo o necessário para parar a guerra na Ucrânia, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nesta sexta-feira ao entrar em uma reunião com seus colegas da União Europeia, ao mesmo tempo que elogiou o bloco pelas medidas “históricas” que tomou contra a Rússia.

“Estamos enfrentando juntos o que é uma guerra que foi uma escolha do presidente Putin: não provocada, injustificada, e uma guerra que está tendo consequências horríveis, horríveis para as pessoas reais. Para mães, pais. Para crianças. Vemos as imagens na TV, e ela tem de parar”, disse ele a jornalistas em Bruxelas.

“Estamos comprometidos em fazer tudo que pudermos para fazer isso parar. Então a coordenação entre nós é vital”, disse ele ao lado do chefe da política externa da UE, Josep Borrell.

Blinken disse que, para além dos riscos para os ucranianos, a invasão russa da Ucrânia também coloca em risco princípios fundamentais estabelecidos após duas guerras mundiais e que são importantes para manter a paz e a segurança, “princípios que o presidente Putin está flagrantemente violando todos os dias”.

(Reportagem de Marine Strauss e John Chalmers)

Dólar sobe mais de 1% por surpresa com emprego dos EUA e temores sobre Ucrânia

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar saltava mais de 1% nesta sexta-feira e chegou a superar a marca de 5,10 reais, conforme investidores reagiam a dados de emprego mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos e monitoravam os desdobramentos envolvendo a guerra na Ucrânia.

Apesar da valorização do dólar, a disparada dos preços das commodities e o ambiente doméstico de juros altos mantinham uma percepção de viés positivo para a moeda brasileira no curto prazo.

Às 12:12 (de Brasília), o dólar à vista avançava 1,18%, a 5,0860 reais na venda. A moeda chegou a saltar 1,50% no pico da sessão, a 5,1020 reais, depois de ter caído 0,07% na mínima, a 5,0234 reais.

Na semana, que não teve negociações na segunda e na terça devido ao Carnaval, o dólar caminhava para registrar baixa de 1,5%.

Na B3, às 12:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,95%, a 5,1225 reais.

O dólar começou a acelerar os ganhos expressivamente a partir das 10h30 (de Brasília), após dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostrarem criação líquida de 678 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 400 mil vagas.

Na esteira do relatório, o índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes subia mais de 1% no exterior.

Apesar da valorização desta manhã, a moeda norte-americana ainda não recuperou o total das fortes perdas registradas na véspera, quando fechou em baixa de 1,62%, a 5,0268 reais.

Vanei Nagem, sócio proprietário da Pronto!Invest, disse que a movimentação do dólar também reflete o nervosismo geopolítico, após notícias de um incêndio próximo a uma usina nuclear na Ucrânia tomada por tropas russas.

Posteriormente, o fogo foi controlado, segundo autoridades, mas os mercados de ações tinham firme queda no dia, conforme a guerra no país do leste europeu se arrastava para sua segunda semana. [.NPT] [.EUPT]

No entanto, moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo, entre outras commodities, têm sido beneficiadas pela escalada dos conflitos na Ucrânia, já que temores de interrupção da oferta impulsionaram os preços desses produtos a máximas em vários anos.

Em relatório divulgado na noite de quinta-feira, estrategistas do Citi disseram que o real, como uma dessas divisas sensíveis às commodities, está “sendo negociado como um refúgio seguro” em meio à alta dos preços provocada pela tensão geopolítica.

Nagem, da Pronto!Invest, concorda que o real não escapa dessa tendência de valorização cambial vista em vários países exportadores, já que as commodities formam grande parte da pauta de exportação do Brasil, mas acredita que o principal impulso para a divisa local é o patamar elevado dos juros.

“A alta das commodities ajuda, mas (o dólar) está caindo (neste início de ano) porque os juros brasileiros estão muito altos, enquanto lá fora seguem em patamares baixos. Aí continua entrando muito dinheiro no Brasil”, afirmou, acrescentando acreditar que o dólar pode buscar pisos em torno de 4,80 reais no curto prazo.

Custos de empréstimos mais altos no Brasil tendem a tornar o real mais atraente para estratégias que buscam lucrar com diferenciais de juros entre dois países. Enquanto a taxa Selic está em 10,75% ao ano, os juros na maior economia do mundo, os Estados Unidos, estão num intervalo próximo de zero.

(Edição de José de Castro)

Airbnb interrompe operações na Rússia e Belarus

Por Bhargav Acharya e Aishwarya Nair

BENGALURU (Reuters) – A empresa de aluguel de imóveis para temporada Airbnb tornou-se na quinta-feira a mais recente marca global a interromper as operações na Rússia, à medida que as sanções de países do Ocidente se acumulam contra Moscou após a invasão da Ucrânia.

O presidente-executivo do Airbnb, Brian Chesky, tuitou a suspensão, que também inclui Belarus, aliado da Rússia. Grandes companhias, incluindo General Motors, Boeing e Google, da Alphabet, também tomaram medidas semelhantes.

“As pessoas estão reservando Airbnbs na Ucrânia em que não pretendem ficar apenas para ajudar os anfitriões”, acrescentou Chesky, exemplificando uma maneira que estrangeiros encontraram para enviar apoio financeiro aos ucranianos.

O Airbnb, que está se recuperando de um período de poucos negócios induzido pela pandemia, projetou resultados surpreendentes para o primeiro trimestre devido à forte demanda nos Estados Unidos e estadias mais longas dos hóspedes.

A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de detalhes adicionais sobre as suspensões de operações na Rússia e em Belarus.

As ações da companhia caíam 2,7%, por volta de 12h (horário de Brasília).

O Airbnb disse na segunda-feira que seu braço sem fins lucrativos oferecerá moradia gratuita e temporária para até 100.000 refugiados de saída da Ucrânia.

((Reportagem de Bhargav Acharya e Aishwarya Nair))

Ibovespa cai com guerra na Ucrânia, apesar de dados econômicos positivos

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) – O principal índice da bolsa brasileira recuava nesta sexta-feira, diante de humor negativo no cenário externo, após uma ofensiva russa contra a maior usina nuclear da Europa, localizada na Ucrânia, levar a um incêndio em um centro de treinamento na unidade, posteriormente controlado.

A tensão com o conflito na Ucrânia contrapunha dados de emprego nos Estados Unidos e de atividade econômica no Brasil acima das expectativas.

Às 11h59, o Ibovespa recuava 1,04%, a 113.972,30 pontos. O volume financeiro era de 8 bilhões de reais.

Na semana, que teve menos dias de negociação por causa do Carnaval, o índice caminhava para ganhos de 0,7%, o segundo avanço consecutivo.

O setor financeiro era a principal contribuição para baixa do índice, enquanto Weg, Suzano e Klabin avançavam do outro lado.

Um incêndio em um prédio de treinamento na usina nuclear de Zaporizhzhia deixou o mercado em alerta no início desta sexta-feira. As informações oficiais, entretanto, dão conta que não havia mais conflito no local, que foi tomado pelas tropas da Rússia, e o incêndio havia sido apagado, com a radiação em nível normal.

O Ibovespa abriu levemente no negativo com as preocupações geopolíticas e chegou a reduzir as perdas acompanhando os futuros de ações em Wall Street, após a criação de vagas de trabalho no setor privado não-agrícola norte-americano em fevereiro superar em muito as estimativas do mercado, ainda que com leve revisão para cima nos dados de janeiro. A taxa de desemprego caiu a 3,8%, também melhor do que o esperado.

Porém o índice local voltou à trajetória de queda na sequência, renovando mínimas da sessão. Em Nova York, as principais praças acionárias também abriram no negativo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou expansão de 0,5% no PIB do Brasil no quarto trimestre de 2021 ante o período de julho a setembro, acima da projeção de analistas de alta de 0,1%, segundo pesquisa da Reuters. Em 2021, o PIB cresceu 4,6%, maior taxa desde 2010, diante de baixa base de comparação.

DESTAQUES

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 2,8%, BRADESCO PN tinha queda de 3%, BANCO DO BRASIL ON perdia 2,8% e SANTANDER BRASIL UNIT desvalorizava-se 2,5%. O setor financeiro teve boa performance na véspera.

– PETROBRAS PN subia 0,3% e ON perdia 0,3%. O preço do petróleo avançava com temores de uma disrupção nas exportações pela Rússia, após sanções do Ocidente ao país. PETRORIO ON caía 0,6%, enquanto 3R PETROLEUM ON subia 0,9%.

– VALE ON subia 0,2%, quinta sessão seguida de alta, na esteira de novo avanço dos contratos do minério de ferro na China, onde eles acumularam maior ganho semanal em mais de dois anos, com acréscimo de quase 20%.

– JHSF ON recuava 4,1%, CYRELA ON cedia 3,1%, MRV ON desvalorizava-se 2,7% e EZTEC ON tinha queda de 2,5%. Juros futuros, aos quais os papéis do setor imobiliário são bem sensíveis, tinham nova alta nesta sexta-feira, após cotações dos contratos apontarem nos últimos dias para elevação nas projeções de Selic no final do ciclo de alta.

– IRB BRASIL ON caía 3,1%, após duas sessões de alta e à medida que analistas do Credit Suisse cortaram o preço-alvo para a ação de 5 reais para 3,35 reais, refletindo resultados do quarto trimestre divulgados pela companhia na semana passada. O banco tem recomendação “underperform” para o papel.

– AES BRASIL ON, que não está no Ibovespa, caía 3,6%, após divulgar prejuízo líquido de 34,8 milhões de reais no quarto trimestre de 2021, contra um resultado positivo de 602 milhões de reais um ano antes, dado o impacto da situação hidrológica adversa e de outros efeitos não recorrentes. Para o período 2022-2026, a geradora de energia renovável projeta investimentos de 3,8 bilhões de reais.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Suecos são a favor de adesão à Otan e Reino Unido destaca laços estreitos

Por Stine Jacobsen e Johan Ahlander

ESTOCOLMO/COPENHAGUE (Reuters) – A maioria dos suecos é a favor da adesão à Otan, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira, com a invasão da Ucrânia pela Rússia estimulando uma rápida mudança de atitude em um país há muito conhecido pela neutralidade.

A Suécia não está em guerra desde 1814 e construiu sua política externa com base na “não participação em alianças militares”. Permaneceu neutra durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo quando os países nórdicos vizinhos foram invadidos, e durante a Guerra Fria.

Uma pesquisa da Demoskop e encomendada pelo jornal Aftonbladet mostrou que 51% dos suecos agora são a favor da Otan, contra 42% em janeiro. As pessoas contra a adesão caíram de 37% para 27%. É a primeira vez que uma pesquisa desse tipo mostra uma maioria a favor.

No entanto, o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que ingressar na Otan não é uma decisão fácil, nem pode ser apressada com base apenas nos eventos recentes.

“Mudar a doutrina de defesa é uma decisão muito grande, então você não faz isso da noite para o dia e não pode fazê-lo por causa das pesquisas de opinião”, afirmou ele em entrevista coletiva em Copenhague, onde se encontrou com seus colegas dinamarqueses e britânicos.

Suécia e Finlândia já têm uma cooperação muito estreita com a Otan e foram convidadas para cúpulas recentes. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse em janeiro que os dois países poderiam ingressar na aliança “muito rapidamente” se decidissem se candidatar.

“A Suécia é incrivelmente próxima do Reino Unido, é inconcebível que o Reino Unido não venha e apoie a Suécia em praticamente qualquer cenário”, disse o secretário de Defesa britânico, Ben Wallace.

(Reportagem de Johan Ahlander em Estocolmo e Nikolaj Skydsgaard e Stine Jacobsen em Copenhague)

Essa é a guerra de Putin, e Putin tem de pará-la, diz UE

BRUXELAS (Reuters) – O chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, pediu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta sexta-feira que pare com o bombardeio e os disparos indiscriminados na Ucrânia.

“Essa é a guerra de Putin, e Putin tem que parar essa guerra”, disse Borrell a jornalistas em Bruxelas antes de uma reunião da UE com ministros das Relações Exteriores para discutir a crise na Ucrânia.

(Reportagem de John Chalmers, Sabine Siebold e Marine Strauss)

EUA estão tomando “todas as medidas” para impedir que Rússia se beneficie de ativos do FMI–autoridade do Tesouro

Por Andrea Shalal e David Lawder

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos estão fazendo todo o possível para impedir que a Rússia se beneficie de seus ativos de reserva do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse uma autoridade do Tesouro norte-americano nesta sexta-feira, dizendo que Moscou enfrenta obstáculos grandes, se não intransponíveis, para fazê-lo.

A Rússia recebeu 17 bilhões de dólares em ativos do FMI conhecidos como Direitos Especiais de Saque (SDRs) em uma nova alocação do Fundo no ano passado, mas para gastar essa quantia teria de encontrar um país disposto a trocar os SDRs por moedas subjacentes na forma de um empréstimo com juros.

Os Estados Unidos e seus parceiros, que representam a grande maioria das contrapartes disponíveis no sistema de transações de SDR do FMI, não realizarão nenhuma dessas trocas, disse a autoridade.

“Os Estados Unidos estão comprometidos em tomar todas as medidas para impedir que a Rússia se beneficie de suas posses de SDRs do FMI”, disse o funcionário do Tesouro, falando sob condição de anonimato.

“Como resultado das sanções dos Estados Unidos e de nossos parceiros, o regime russo enfrentaria obstáculos significativos, até mesmo intransponíveis, para usar seus SDRs.”

Mesmo que o banco central da Rússia adquirisse moedas importantes, como dólares, euros, ienes ou libras, por meio de uma transação de SDR, esses ativos seriam “efetivamente imobilizados” devido a sanções impostas pelos Estados Unidos e parceiros importantes após a invasão russa de 24 de fevereiro sobre território ucraniano, acrescentou o funcionário.

Parlamentares republicanos nos EUA disseram nesta semana à secretária do Tesouro, Janet Yellen, que ela precisa impedir a Rússia de trocar os SDRs, alertando que a alocação havia prejudicado as sanções anteriores à Rússia antes mesmo de invadir a Ucrânia.

Todos os membros do FMI receberam SDRs –ativos lastreados em dólares, euros, ienes, libras esterlinas e iuanes– proporcionalmente à sua participação no Fundo na distribuição destinada a ajudar os países mais pobres a combater a pandemia de Covid-19.

Os congressistas dos EUA também disseram que Yellen e aliados dos EUA deveriam planejar contingências para bloquear um resgate se uma Rússia economicamente enfraquecida for forçada a recorrer ao FMI para empréstimos futuros.

Queremos Ucrânia dentro da UE “o mais rápido possível”, diz comissário europeu

PARIS (Reuters) – A União Européia quer que a Ucrânia se torne um Estado-membro do bloco “o mais rápido possível”, disse o comissário Maros Sefcovic aos jornalistas nesta sexta-feira após uma reunião de ministros.

“É hora de sinalizar que o povo ucraniano é um dos povos europeus e queremos que ela entre o mais rápido possível”, disse ele, acrescentando, no entanto, que, no momento, o bloco precisa se concentrar em medidas de curto prazo ligadas à guerra deflagrada com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Acho que o mais importante agora… é ajudar a Ucrânia na luta”, acrescentou ele.

(Reportagem de Tassilo Hummel)

ONS reduz previsão de chuvas no Sudeste em março; impacta lagos de hidrelétricas

SÃO PAULO (Reuters) – As chuvas em hidrelétricas no Sudeste e Centro-Oeste deverão ser menos intensas do que o previsto anteriormente, com impacto nos lagos da região que reúne os maiores reservatórios de usinas hídricas do país, avaliou nesta sexta-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Agora o ONS estima chuvas em 75% da média histórica no Sudeste/Centro-Oeste em março, versus 79% no relatório da semana anterior.

O operador ainda diminuiu previsão de capacidade de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste ao final de março para 63,3%, ante 66,1% na previsão da semana anterior.

De outro lado, elevou estimativa de chuvas em hidrelétricas no Sul para 51% da média histórica em março, ante 37%.

As chuvas nos reservatórios do Nordeste seguem acima da média, em 130%, ante 124%.

O operador espera maior consumo de energia neste mês, com aumento de 2% na carga ante março do ano passado, versus alta de 0,5% na previsão da semana anterior.

(Por Roberto Samora)