BRF diz que Arábia Saudita impôs novas restrições à carne de frango

A BRF disse em comunicado que as autoridades sauditas notificaram a Organização Mundial do Comércio (OMC) da mudança, e que a companhia avaliará os reflexos em conexão com as autoridades competentes para a adoção de eventuais medidas aplicáveis, em linha com os acordos da OMC.

Os países-membros da organização potencialmente afetados pela medida poderão apresentar comentários em até 60 dias contados a partir da data de notificação, acrescentou a empresa.

A nova restrição ocorre após a Arábia Saudita ter anunciado, na semana passada, a suspensão das exportações de carne de frango de 11 frigoríficos brasileiros sem fornecer explicações, embora plantas da BRF não tenham sido afetadas por esta rodada de suspensões.

O governo brasileiro já havia afirmado que iniciou contatos com a Arábia Saudita a respeito das proibições.

(Por Jake Spring)

Lucro da BR Distribuidora mais que dobra no 1º tri, a R$ 492 mi

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado também mais que dobrou, para 1,18 bilhão de reais, avanço de 116,9% em um ano, enquanto a receita da companhia subiu 23,3%, para 26,13 bilhões de reais.

O desempenho operacional é “derivado dos ganhos de margens de comercialização, redução dos gastos e maiores receitas com aluguéis e royalties”, disse a empresa.

A distribuidora ressaltou que, na comparação anual, houve um crescimento no volume de vendas de 1,6%, apesar do agravamento da pandemia do coronavírus, que voltou a pressionar a demanda de derivados ao longo do primeiro trimestre.

As vendas cresceram principalmente em razão das maiores vendas de diesel (+9,5%), de produtos Ciclo Otto (+8,6%) e Óleo Combustível (+67,4%).

O desempenho positivo compensou vendas menores de produtos de aviação (-12%), setor ainda sobre forte impacto da pandemia da Covid-19, disse a empresa, além de apontar recuo na comercialização de coque (-35,6%).

A companhia ainda ressaltou que as despesas operacionais ajustadas, já normalizadas por efeitos não recorrentes, alcançaram cerca de 58 reais por metro cúbico, ficando 5 reais por metro cúbico abaixo da mesma referência do trimestre anterior.

“Encerramos o primeiro trimestre de 2021 com 8.058 postos em nossa rede, representando um crescimento de 240 postos na comparação com o primeiro trimestre de 2020. Foram priorizados os investimentos com maiores retornos e com maior potencial volumétrico. Investimos nesse trimestre o valor de 228 milhões de reais no embandeiramento e manutenção da rede.”

(Por Nayara Figueiredo; edição de Aluísio Alves)

Saúde assina novo contrato com Pfizer por mais 100 mi de doses com entrega até dezembro

Por Ricardo Brito

“O Ministério da Saúde informa que já assinou o contrato com a Pfizer e aguarda a assinatura do laboratório. Cabe ressaltar que há uma diferença de fuso horário, já que a sede da empresa está na Bélgica. A expectativa da pasta é receber as 100 milhões de doses contratadas a partir de setembro de 2021”, informou a pasta em nota.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, havia afirmado que 30 milhões de doses da vacina da Pfizer provenientes do segundo contrato com o laboratório serão entregues em setembro e as demais 70 milhões até o final do ano.

“O presidente da República autorizou mais uma compra de 100 milhões de unidades de vacinas da Pfizer”, disse Queiroga em solenidade no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

“Essas vacinas serão entregues ainda este ano: mais de 30 milhões no mês de setembro e as demais até dezembro”, acrescentou.

O governo federal assinou em março um primeiro contrato com a Pfizer para aquisição de 100 milhões de doses da vacina da empresa — muitos meses após ter iniciado as negociações com o laboratório ainda no ano passado. Até o momento, o país recebeu cerca de 1,6 milhão de doses do imunizante.

Além da vacina da Pfizer, o Ministério da Saúde tem distribuído aos Estados as vacinas Oxford-AstraZeneca e CoronaVac, tendo distribuído cerca de 77 milhões de doses no total.

Em solenidade no Palácio do Planalto de liberação de 1 bilhão de reais em recursos para atenção primária reforçar o enfrentamento da pandemia, Queiroga destacou que Bolsonaro lhe incumbiu de impulsionar a campanha de vacinação. O presidente não discursou.

O governo federal tem sido alvo de críticas e de uma investigação da CPI da Covid do Senado por supostamente ter demorado em adquirir vacinas contra coronavírus.

Associação indígena pede ao STF saída imediata de garimpeiros de terra ianomâmi após confronto

Por Ricardo Brito

No pedido ao ministro do STF Luís Roberto Barroso, a associação apresenta uma carta em que afirma que ataque foi o terceiro este ano na localidade e pede que se cobre da União quais “medidas estão sendo tomadas para fiscalização da TI Ianomâmi” com o objetivo de impedir a presença dos garimpeiros ilegais e garantir a livre circulação e segurança dos indígenas.

Os indígenas querem a retirada dos invasores com urgência “ante a iminência de um genocídio e a escalada de disseminação de malária e Covid-19 na referida TI por garimpeiros ilegais”, segundo o documento.

“A situação na TI Ianomâmi é grave e tensa. Os indígenas estão sob permanente ameaça de garimpeiros. A realidade é o prenúncio de um genocídio. É preciso que o pedido de socorro dos ianomâmis seja ouvido”, disse a Apib.

O pedido foi encaminhado a Barroso por ele já relatar uma ação desde o ano passado a respeito de medidas que o governo federal tem tomado para enfrentar o coronavírus nas aldeias indígenas.

De acordo com os ianomâmis, garimpeiros ilegais abriram fogo dentro da reserva em Roraima com armas automáticas contra uma comunidade indígena que se opõe à sua entrada pelo rio.

Os ianomâmis responderam com arcos e flechas e espingardas, ferindo quatro dos agressores durante o confronto de 30 minutos na manhã de segunda-feira, afirmou Dario Kopenawa, chefe da Hutukara Associação Yanomami, nesta terça-feira.

Um indígena foi atingido de raspão, disse ele em relatório à Funai, ao Exército Brasileiro, ao Ministério Público Federal e à polícia.

Especialistas afirmam que os garimpeiros provavelmente estão tentando evitar que os ianomâmis bloqueiem seu acesso aos garimpos de ouro.

Os conflitos na maior reserva indígena da Amazônia têm se tornado cada vez mais violento nos últimos meses, à medida que os ianomâmis se opõem à invasão de mais de 20.000 garimpeiros ilegais em suas terras.

Kopenawa, filho do respeitado líder e xamã Davi Kopenawa, disse que os mineiros ameaçaram retornar para vingar seus feridos e pediu ação das autoridades para proteger a comunidade.

A Funai informou que está investigando o “suposto conflito” e criticou reportagens por se basearem em um relato unilateral, recusando-se a comentar mais.

Cerca de 26.800 ianomâmis vivem em uma reserva que é maior que Portugal e se estende por 96.650 quilômetros quadrados na fronteira com a Venezuela.

Os ianomâmis culpam os garimpeiros pela introdução da malária e, desde o ano passado, da Covid-19 que matou nove de seus habitantes. Os garimpeiros poluem rios com mercúrio usado para separar o ouro do minério.

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem defendido a mineração comercial em terras indígenas e propôs uma legislação para legalizar os garimpeiros. Essa visão encoraja cada vez mais garimpeiros armados a invadir as terras ianomâmis.

Bolsonaro nomeou um delegado da Polícia Federal para chefiar a Funai e reduziu o financiamento para funcionários e sua capacidade de proteger as comunidades.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) da Igreja Católica criticou o mais recente ataque aos ianomâmis e disse que Bolsonaro não está fazendo o suficiente para afastar os garimpeiros.

“É no governo federal que o garimpo encontra hoje seu principal aliado. O presidente Bolsonaro tem manifestado abertamente em diversas ocasiões seu apoio e incentivo à atividade ilegal do garimpo dentro das terras indígenas”, disse o Cimi em nota.

(Reportagem adicinal de Anthony Boadle e Leonardo Benassatto)

Índia registra recorde diário de mortes de Covid; delegados são diagnosticados em reunião do G7

Por Tanvi Mehta

NOVA DÉLI (Reuters) – A Índia respondeu por quase metade dos casos de coronavírus relatados globalmente na semana passada, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira, quando as mortes da nação do sul asiático aumentaram um recorde de 3.780 nas 24 horas anteriores.

Em um relatório semanal, a OMS disse que a Índia respondeu por 46% dos casos globais e 25% da mortes relatadas em todo o mundo na última semana.

As infecções diárias aumentaram 382.315 nesta quarta-feira, o 14º dia seguido acima de 300 mil, mostraram dados do Ministério da Saúde.

Os hospitais estão à caça de leitos e oxigênio enquanto combatem desesperadamente uma segunda onda mortal de infecções, e necrotérios e crematórios têm dificuldade de lidar com um fluxo aparentemente incessante de corpos.

Muitas pessoas morrem em ambulâncias e estacionamentos esperando um leito ou oxigênio.

O governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, é muito criticado por não agir mais cedo para conter a segunda onda, já que eventos de grande disseminação, como festivais religiosos e comícios políticos, atraíram dezenas de milhares de pessoas.

“Precisamos de um governo. Desesperadamente. E não temos um. Estamos ficando sem ar. Estamos morrendo”, escreveu Arundhati Roy, autora vencedora do Prêmio Booker, em um artigo de opinião pedindo que Modi renuncie.

A delegação indiana na reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 em Londres está isolada desde que dois de seus membros foram diagnosticados com Covid-19, disse o Reino Unido na segunda-feira.

O chanceler Subrahmanyam Jaishankar, que está em Londres, disse em um tuíte que participará virtualmente, mas a emissora Sky News disse que ele não foi diagnosticado com o vírus.

Especialistas médicos dizem que os números reais da Índia podem ser de cinco a 10 vezes maiores do que a contagem oficial. O país acumulou 10 milhões de casos em pouco mais de quatro meses –os primeiros 10 milhões de casos demoraram mais de 10 meses.

Dois trens “expressos do oxigênio” que transportam o gás salvador de vidas em forma líquida, chegaram à capital, Nova Délhi, nesta quarta-feira, disse o ministro das Ferrovias, Piyush Goyal, no Twitter. Mais de 25 trens distribuem suprimentos de oxigênio em toda o país.

O governo diz que os suprimentos são suficientes, mas problemas de transporte dificultam a distribuição.

A disparada indiana de infecções coincide com uma diminuição dramática de vacinações por causa de problemas de suprimento e entrega.

(Por Tanvi Mehta em Nova Délhi e Chanchinmawia em Aizawl)

Chances de acordo sobre reforma tributária internacional nunca foram tão altas, diz OCDE

PARIS (Reuters) – As chances de um acordo global sobre como as empresas multinacionais são tributadas nunca foram maiores, embora possa levar até outubro para que um pacto seja finalizado, disse o chefe de impostos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira.

A OCDE coordena negociações entre 140 países há anos e pretende chegar a um consenso até meados de 2021, amparada pelo apoio do novo governo dos Estados Unidos a uma alíquota mínima global de impostos corporativos.

“As chances de sucesso, em minha opinião, nunca foram maiores, porque há um desejo real de todos os lados de encerrar este assunto”, disse Pascal Saint-Amans ao comitê de finanças do Senado francês.

Ele acrescentou que não acredita que todas as questões possam ser totalmente resolvidas até julho e que pode levar até outubro para finalizar o acordo.

As negociações visam fazer a maior atualização das regras internacionais de tributação do comércio transfronteiriço em uma geração, para poder levar em conta o surgimento de gigantes da internet como Google e Facebook.

As discussões estão organizadas em torno de duas questões: como tributar as atividades digitais internacionais das multinacionais e uma alíquota mínima global de imposto corporativo.

(Por Leigh Thomas)

Mercado asiático mostra fraqueza em meio a feriados na China e Japão

Por Wayne Cole

SYDNEY (Reuters) – Os mercados acionários asiáticos mostraram fraqueza nesta quarta-feira, conforme os futuros das ações nos Estados Unidos se estabilizavam depois de recuo em large caps de tecnologia.

Feriados no Japão, China e Coreia do Sul ajudaram no ritmo fraco e o índice MSCI de Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 0,4% registrando o quarto dia consecutivo de perdas.

O Nasdaq perdeu 1,9% na terça-feira diante da realização de lucros em alguns grandes nomes da tecnologia, incluindo Microsoft Corp, Alphabet Inc, Apple Inc e Amazon.com Inc.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,49%, a 28.417 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC não abriu.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não teve operações.

. Em SEUL, o índice KOSPI ficou fechado

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,53%, a 16.843 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,80%, a 3.153 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,39%, a 7.095 pontos.

Crescimento empresarial da zona do euro acelera em abril com expansão de serviços, mostra PMI

LONDRES (Reuters) – A atividade empresarial da zona do euro acelerou em abril uma vez que o setor de serviços do bloco voltou a crescer apesar dos renovados lockdowns, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira.

O PMI Composto final do IHS Markit, considerado uma boa medida da saúde econômica, subiu a 53,8 no mês passado de 53,2 em março. O resultado ficou acima da preliminar de 53,7 e da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“Os dados da pesquisa de abril fornecem evidências encorajadoras de que a zona do euro sairá de sua recessão de duplo mergulho no segundo trimestre”, disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.

“O salto da indústria, alimentado pela alta da demanda tanto no mercado doméstico quanto no de exportações conforme muitas economias saem dos lockdowns, está sendo acompanhado por sinais de que o setor de serviços retornou também ao crescimento.”

O PMI do setor de serviços subiu a 50,5 de 49,6, superando a preliminar de 50,3. Isso após um PMI de indústria na segunda-feira que mostrou que o crescimento do setor saltou para uma máxima recorde em abril.

Mas problemas na cadeia de oferta provocados pela pandemia levaram a um aumento dos preços para a indústria. O subíndice composto de preços de insumos saltou a 64,0 de 61,9, nível mais alto em 10 anos.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Brasil registra 2.966 novas mortes por Covid-19 e total atinge 411.588

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil registrou nesta terça-feira 2.966 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 411.588, informou o Ministério da Saúde.

Também foram contabilizados 77.359 novos casos de coronavírus, com o total de infecções no país avançando para 14.856.888, acrescentou a pasta.

As cifras diárias reportadas pelo ministério voltaram a subir após dois dias em níveis abaixo da média, uma vez que costumam recuar aos domingos e segundas-feiras em função do represamento de testes aos finais de semana. Na véspera, o país havia registrado menos de 1 mil mortes em um só dia pela primeira vez em quase dois meses.

O Brasil possui o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia.

Depois de atingir um pico de 4.249 mortes em um único dia em 8 de abril, na esteira da disseminação de uma variante mais transmissível, o país tem verificado recentemente uma estabilização dos índices da pandemia, ainda que em patamares elevados.

Esta terça-feira foi marcada pelo depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à CPI da Covid-19. Nele, Mandetta –que comandava a pasta no início da pandemia– disse que o Brasil sempre esteve “um passo atrás do vírus” ao não adotar restrições de circulação.

O ex-ministro, exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro em abril do ano passado, acrescentou que as medidas impostas no país foram feitas “depois do leite derramado”.

Estado brasileiro mais afetado pela Covid-19, São Paulo atingiu nesta terça as marcas de 2.941.980 casos e 98.021 mortes.

Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavírus registradas, com 1.378.545 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, com 45.232 mortes.

O governo federal ainda reporta 13.442.996 pessoas recuperadas da Covid-19 e 1.002.304 pacientes em acompanhamento.

Preço do carbono na UE atinge recorde acima de 50 euros por tonelada

Por Kate Abnett e Susanna Twidale e Nora Buli

OSLO/BRUXELAS/LONDRES (Reuters) – O preço do carbono na União Europeia atingiu nesta terça-feira uma máxima recorde de mais de 50 euros por tonelada, um marco no que analistas afirmam ser uma escalada de longo prazo rumo aos níveis necessários para que investimentos em tecnologias “limpas” inovadoras sejam desencadeados.

O mercado do carbono na UE é a principal ferramenta do bloco para contenção das emissões de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas, uma vez que usinas de energia, indústrias e companhias aéreas da Europa compram certificados quando poluem.

Com o bloco se esforçando para cumprir metas climáticas mais ambiciosas –incluindo um novo objetivo de reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030–, o mercado encontrou mais ímpeto.

O preço do EU Allowance (EUA, na sigla em inglês), referência local do carbono, atingiu 50,05 euros por tonelada nesta terça-feira, maior nível desde o lançamento do mercado, em 2005. O contrato para dezembro de 2021 disparou cerca de 50% desde o início do ano.

“Há uma série de fatores altistas, é por isso que os preços estão nesses níveis”, disse à Reuters a analista Ingvild Sorhus, da Refinitv.

Entre esses fatores estão o apoio político da nova meta climática da UE, além do aumento da demanda por certificados de carbono por parte de investidores financeiros, inclinados pela alta dos preços, e um consenso entre analistas de que as cotações devem subir ainda mais nos próximos anos.

Analistas afirmam que, agora, o preço do carbono na UE deve avançar para níveis suficientemente altos para que sejam desencadeados cortes de CO2 na indústria, setor no qual as alternativas de baixo carbono ainda não conseguem competir com tecnologias tradicionais de combustíveis fósseis em termos de custos.