Rússia e Ucrânia farão segunda rodada de negociações em 2 de março, informa TASS

MOSCOU (Reuters) – A segunda rodada de negociações Rússia-Ucrânia está planejada para 2 de março, quarta-feira, informou a agência de notícias russa TASS nesta terça-feira, citando uma fonte do lado russo.

Após a primeira rodada de negociações que ocorreu na segunda-feira e não produziu resultados tangíveis, os dois lados disseram que se reuniriam novamente nos próximos dias.

(Reportagem da Sucursal de Moscou)

Reino Unido pode receber mais de 200 mil refugiados ucranianos, diz Boris Johnson

VARSÓVIA (Reuters) – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, alertou nesta terça-feira sobre a crescente crise humanitária decorrente da invasão russa da Ucrânia, dizendo que o número de refugiados pode chegar a milhões, e se ofereceu a receber 200 mil deles em seu país.

“Tornaremos mais fácil para os ucranianos que já vivem no Reino Unido trazerem seus parentes para o nosso país. Embora os números sejam difíceis de calcular, pode haver mais de 200 mil”, disse Johnson em Varsóvia.

Os critérios de reunião de familiares para os ucranianos estão sendo ampliados para permitir que as pessoas que vivem no Reino Unido tragam pais, irmãos, filhos e filhas adultos e avós, disse o porta-voz de Johnson a repórteres.

Menos de uma semana depois que Moscou lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia, os líderes ocidentais estão procurando maneiras de ajudar os milhares de ucranianos que deixaram sua terra natal.

A Polônia estimou que cerca de 350 mil pessoas cruzaram sua fronteira da Ucrânia desde quinta-feira passada, enquanto a União Europeia enfatizou a necessidade de se preparar para milhões de refugiados que entram no bloco.

“Quando falei com o presidente (dos EUA) (Joe) Biden na noite passada, nos concentramos na emergência humanitária que está começando agora. A invasão de Putin já levou centenas de milhares de pessoas a fugir de suas casas, e devemos nos preparar para uma saída ainda maior, talvez na casa dos milhões”, acrescentou Johnson.

Ele também prometeu até 220 milhões de libras (294,7 milhões de dólares) em ajuda humanitária e de emergência para a Ucrânia, e disse que a Grã-Bretanha tem 1.000 soldados de prontidão para ajudar na resposta humanitária nos países vizinhos, incluindo a Polônia.

(Reportagem de Alan Charlish em Varsóvia, Kylie MacLellan, Andrew MacAskill e Muvija M em Londres)

Rússia diz que “risco real” de a Ucrânia adquirir armas nucleares exigia resposta

Por Emma Farge

GENEBRA (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta terça-feira, em uma reunião de desarmamento em Genebra, que a Ucrânia estava buscando adquirir armas nucleares, um “risco real” que exigia resposta da Rússia.

A Rússia invadiu a Ucrânia na quinta-feira, no que chamou de uma operação especial para desmilitarizar e “desnazificar” o país –justificativa rechaçada por Kiev e o Ocidente como propaganda política.

“Hoje em dia, os riscos que o regime do (presidente ucraniano Volodymyr) Zelenskiy representa para os países vizinhos e a segurança internacional no geral aumentaram substancialmente após as autoridades em Kiev embarcarem em jogos perigosos relacionados a planos para adquirir suas próprias armas nucleares”, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, à Conferência do Desarmamento, em um discurso por vídeo.

“A Ucrânia ainda tem tecnologias nucleares soviéticas e os meios para entregar esse tipo de arma. Não podemos deixar de responder a esse risco real”, disse o ministro, que também defendeu que Washington encontre novas bases para suas armas nucleares na Europa.

Lavrov fez o discurso para uma plateia pequena, após muitos diplomatas, incluindo da França e do Reino Unido, organizarem um boicote para protestar contra a invasão da Rússia à Ucrânia, como fizeram em uma reunião paralela da ONU em Genebra na terça-feira.

Sistema Swift diz estar esperando nomes de bancos russos para desconectá-los

Por Huw Jones

LONDRES (Reuters) – O Swift disse nesta terça-feira estar esperando informações sobre quais bancos as autoridades querem que sejam desconectados do seu sistema global de mensagens financeiras como sanção em resposta à invasão da Rússia à Ucrânia.

União Europeia, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá e Reino Unido concordaram no sábado que alguns bancos russos serão removidos do Swift para atrapalhar a capacidade deles de operar globalmente.

“Sempre cumpriremos leis de sanções aplicáveis”, disse o Swift, em um comunicado nesta terça-feira.

“Estamos conversando com essas autoridades para entender quais entidades serão submetidas a essas novas medidas e vamos desconectá-las assim que recebermos instruções legais para fazê-lo.”

Os bancos usam o Swift, com sede na Bélgica, para enviar milhões de instruções diariamente, dando suporte a trilhões de dólares em pagamentos anuais para sustentar o comércio internacional.

O Conselho dos Estados da UE, que deve publicar uma lista dos bancos afetados, não comentou imediatamente.

O sistema financeiro mundial está cortando laços com a Rússia e seus bancos para impedir que empresas russas levantem fundos em mercados estrangeiros.

Com intensificação de conflito na Ucrânia, Biden buscará unir americanos em discurso anual

Por James Oliphant e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que recebeu elogios por seus esforços para reunir aliados europeus e outras nações contra a invasão da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin, procurará unir os americanos no discurso do Estado da União nesta terça-feira.

Com o conflito na Ucrânia se intensificando, Biden pretende usar o discurso anual para enfatizar a importância de combater Putin e impulsionar sua agenda econômica doméstica, incluindo a reintrodução de elementos de seu estagnado programa “Build Back Better”, disseram autoridades do governo.

“Todo discurso do Estado da União também reflete um momento”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, na segunda-feira. Biden, disse ela, detalhará seus esforços “para reunir o mundo para defender a democracia e contra a agressão russa”.

Espera-se que os democratas tenham dificuldade em manter o controle da Câmara dos Deputados dos EUA –e talvez do Senado também– nas eleições de 8 de novembro, disseram analistas, o que provavelmente prejudicaria os objetivos políticos de Biden.

Uma recuperação da posição pública de Biden facilitaria a tarefa de permanecer no poder.

“O discurso vem em boa hora”, disse John Geer, cientista político e especialista em opinião pública da Universidade Vanderbilt.

Biden deve divulgar seu trabalho de ajudar o mundo a resistir aos avanços de Putin, disse Geer, enquanto comemora a eficácia das vacinas e outras medidas de mitigação que provocaram um declínio acentuado nos casos de Covid-19 e flexibilização da orientação oficial para o controle da doença.

Pesquisas de opinião pública têm apontado uma desaprovação de Biden pela maioria dos americanos. A pesquisa mais recente da Reuters/Ipsos, realizada na semana passada, o mostrou com 43% de aprovação.

Mesmo com a taxa de desemprego em 4%, a maioria dos eleitores continua pessimista em relação à economia, em grande parte devido à disparada dos preços ao consumidor. Um quarto dos democratas acha que o partido não conseguiu tirar vantagem de seu raro controle da Casa Branca e de ambas as casas do Congresso.

Opep+ deve manter política atual na reunião de quarta-feira, dizem fontes

LONDRES (Reuters) – Opep, Rússia e outros aliados devem manter sua política de aumentos graduais da produção de petróleo em uma reunião nesta quarta-feira, disseram duas fontes da Opep+.

Ambas as fontes disseram que a invasão da Ucrânia pela Rússia não afetou até agora o funcionamento do acordo de fornecimento entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e outros aliados, conhecidos como Opep+.

(Reportagem de Alex Lawler e Ahmad Ghadda)

UE vai analisar seriamente pedido ‘legítimo’ da Ucrânia para aderir ao bloco

BRUXELAS (Reuters) – Instituições e governos da União Europeia terão que analisar seriamente o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia e responder ao pedido “legítimo” de Kiev, disse o presidente dos líderes da UE, Charles Michel, nesta terça-feira.

Michel observou, no entanto, que, embora a candidatura da Ucrânia seja “simbólica”, não há unanimidade sobre a questão da ampliação do bloco de 27 nações.

“Vai ser difícil, sabemos que há opiniões diferentes na Europa”, disse Michel ao Parlamento Europeu.

“O conselho (dos governos da UE) terá que analisar seriamente o pedido simbólico, político e legítimo que foi feito e fazer a escolha apropriada de maneira determinada e lúcida”, disse Michel.

(Reportagem de Jan Srupczewski)

Gigante de transporte marítimo Maersk se afasta da Rússia e isolamento do país se aprofunda

Por Stine Jacobsen e Sudip Kar-Gupta

(Reuters) – A gigante do transporte marítimo Maersk interromperá temporariamente todo o transporte de contêineres de e para a Rússia, aprofundando o isolamento do país à medida que a invasão da Ucrânia desencadeia um êxodo de empresas ocidentais.

O Ocidente impôs pesadas restrições à Rússia para fechar sua economia e bloqueá-la do sistema financeiro global, tornando-a efetivamente “investível” e incentivando as empresas a interromper vendas, cortar laços e descartar dezenas de bilhões de dólares em investimentos.

As restrições fecharam o espaço aéreo para aeronaves russas, excluíram alguns bancos russos da rede financeira global SWIFT e restringiram a capacidade de Moscou de usar seus 630 bilhões de dólares em reservas estrangeiras.

As empresas de energia BP e Shell abandonaram posições multibilionárias, enquanto os principais bancos, companhias aéreas, fabricantes de automóveis e outros cortaram remessas, encerraram parcerias e classificaram as ações da Rússia inaceitáveis.

“Espero ver uma série de anúncios semelhantes nos próximos dias”, disse Sonia Kowal, presidente da Zevin Asset Management em Boston, na segunda-feira, acrescentando que o desinvestimento do grande fundo soberano da Noruega apoiaria a mudança.

A Maersk, que opera rotas de transporte de contêineres para São Petersburgo e Kaliningrado no Mar Báltico, Novorossiysk no Mar Negro e Vladivostok e Vostochny na costa leste da Rússia, disse nesta terça-feira que todo o transporte de contêineres para a Rússia será temporariamente interrompido.

O grupo de petróleo e gás TotalEnergies também disse que não fornecerá mais capital para novos projetos na Rússia, seguindo movimentos da Shell, BP e da norueguesa Equinor para sair de posições no país rico em energia.

As empresas de cartões de pagamento dos EUA Visa Inc e Mastercard Inc bloquearam várias instituições financeiras russas de sua rede.

Grandes empresas de tecnologia estão equilibrando apelos para fechar serviços na Rússia com o que consideram a missão de dar voz à dissidência e ao protesto.

A empresa controladora do Facebook, Meta Platforms Inc, informou na segunda-feira que restringirá o acesso aos meios de comunicação estatais russos RT e Sputnik em suas plataformas na União Europeia, em linha com medidas semelhantes de grandes empresas de tecnologia dos EUA.

O YouTube está bloqueando canais conectados aos meios de comunicação estatais russos RT e Sputnik em toda a Europa, disse a empresa operada pelo Google, da Alphabet Inc.

Rússia tenta conter debandada de investidores à medida que sanções abalam a economia

Por Carolyn Cohn e Lawrence White

LONDRES (Reuters) – A Rússia disse estar impondo restrições temporárias a estrangeiros que buscam sair de ativos russos nesta terça-feira, em uma tentativa de conter um êxodo acelerado de investidores impulsionado pelas sanções ocidentais estabelecidas após a invasão da Ucrânia.

Os ativos russos entraram em queda livre nesta terça-feira, com as ações listadas em Londres MSCI Russia ETF despencando 50% e o maior banco da Rússia, Sberbank, caindo 21% conforme os investidores buscavam uma rota de fuga do país.

Os principais gestores de recursos, incluindo o fundo de hedge Man Group e o gestor de ativos britânico abrdn, vêm cortando suas posições na Rússia, mesmo depois de o rublo ter caído a um recorde de baixa.

“Certamente há uma disposição dos gestores de ativos e fornecedores de referência de se livrar da exposição à Rússia em seus portfólios e índices”, disse Kaspar Hense, gerente sênior de portfólio da Bluebay Asset Management em Londres.

“A grande questão é onde os compradores aparecem?”

A decisão de Moscou de impor controles de capital significa que bilhões de dólares em títulos detidos por estrangeiros na Rússia correm o risco de ficarem detidos.

A gestora de ativos britânica Liontrust suspendeu a negociação em seu fundo na Rússia, enquanto os preços de alguns dos mais populares fundos negociados em bolsa com foco na Rússia estavam sendo negociados com desconto em relação aos valores de ativos líquidos.

A agência de classificação de risco Fitch identificou 11 fundos com foco na Rússia que foram suspensos, com ativos totais sob gestão de 4,4 bilhões de euros no final de janeiro, disse um porta-voz por e-mail.

NÃO INVESTIRÁ

Em questão de semanas, a Rússia passou de uma lucrativa aposta na alta dos preços do petróleo para um mercado ‘ininvestível’ com um banco central paralisado por sanções, grandes bancos excluídos do sistema internacional de pagamentos e controles de capital sufocando os fluxos de dinheiro.

A Visa Inc e a Mastercard Inc bloquearam várias instituições financeiras russas de suas redes e o regulador de mercado da Alemanha BaFin disse que estava monitorando de perto o braço europeu do banco russo VTB, que não estava mais aceitando novos clientes.

As ações de alguns bancos europeus permaneceram sob pressão após fortes quedas na segunda-feira devido à exposição dos credores à Rússia. O setor permaneceu volátil quando Moscou iniciou o sexto dia de sua invasão.

A gestora de ativos abrdn tem cerca de 2 bilhões de libras em dinheiro de clientes investidos na Rússia e em Belarus e vem cortando suas posições, disse o presidente-executivo Stephen Bird.

“Não investiremos na Rússia e em Belarus no futuro próximo”, disse Bird.

O Man Group cortou seus investimentos na Rússia nas últimas semanas e agora tem uma exposição “insignificante” à Rússia e à Ucrânia em todo o seu portfólio, disse seu diretor financeiro, Antoine Forterre, à Reuters nesta terça-feira.

O Banco Central Europeu colocou bancos com laços estreitos com a Rússia, como Raiffeisen e o braço europeu do VTB, sob observação atenta após amplas sanções financeiras do Ocidente que já levaram um credor russo ao limite, disseram duas fontes à Reuters.

As oscilações do preço das ações de terça-feira e os comentários dos investidores ocorrem no momento em que a Rússia enfrenta crescente isolamento devido à invasão da Ucrânia, onde os ataques das tropas de Vladimir Putin enfrentam forte resistência, apesar de bombardeios pesados ​​e um enorme comboio militar fora de Kiev.

Tropas russas mantêm pressão sobre Kiev conforme batalha por controle da capital se intensifica

KIEV/MOSCOU (Reuters) – Uma coluna blindada russa mantinha a pressão sobre a capital da Ucrânia, Kiev, nesta terça-feira, depois que o bombardeio mortal de áreas civis em sua segunda maior cidade indicou que comandantes russos frustrados poderiam recorrer a táticas mais devastadoras para alcançar os objetivos de sua invasão.

Quase uma semana desde que Moscou desencadeou sua guerra contra seu vizinho, suas tropas não conseguiram capturar uma única grande cidade ucraniana depois de enfrentar uma forte resistência.

Mas ainda tem mais forças para lançar na luta, embora o presidente russo, Vladimir Putin, enfrente condenação mundial e sanções internacionais por suas ações.

A empresa petrolífera Shell tornou-se a mais recente empresa ocidental a anunciar que estava se retirando da Rússia. As sanções e o isolamento financeiro global já tiveram um impacto devastador na economia da Rússia, com o rublo em queda livre e filas do lado de fora dos bancos conforme os russos correm para salvar suas economias.

Kiev ainda estava nas mãos do governo do presidente Volodymyr Zelenskiy, com soldados e civis prontos para combater os invasores rua por rua.

Mas fotos divulgadas pela empresa de satélites norte-americana Maxar mostraram filas de tanques e caminhões de combustível russos se estendendo por 60 quilômetros ao longo de uma rodovia e chegando a Kiev pelo norte.

“Para o inimigo, Kiev é o alvo principal”, disse Zelenskiy, que permaneceu na capital reunindo os ucranianos, em uma mensagem durante a noite.

“Nós não os deixamos quebrar a defesa da capital, e eles mandam sabotadores para nós… Vamos neutralizar todos eles.”

O conselheiro presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych, disse que as forças russas estão tentando sitiar Kiev e Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia perto da fronteira com a Rússia no leste da Ucrânia.

Tropas russas dispararam artilharia em Kiev, Kharkiv e na cidade portuária de Mariupol, no sul, durante a noite, enquanto o lado ucraniano derrubou aviões militares russos ao redor da capital, disse Arestovych em um briefing.

As autoridades ucranianas também relataram 70 soldados mortos em um ataque com foguete em uma cidade entre Kiev e Kharkiv.

RISCO PARA CIVIS

Em Moscou, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse que o Kremlin continuará sua operação militar na Ucrânia até atingir seus objetivos. A Rússia quer se proteger das ameaças criadas pelo Ocidente e não está ocupando o território da Ucrânia, disse ele à agência de notícias Interfax.

O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que o avanço russo em Kiev fez pouco progresso nas últimas 24 horas, provavelmente devido a problemas logísticos.

Mas também alertou para uma mudança nas táticas russas. “O uso de artilharia pesada em áreas urbanas densamente povoadas aumenta muito o risco de baixas civis”, disse.

Grupos de direitos humanos e o embaixador da Ucrânia nos Estados Unidos acusaram a Rússia de usar bombas de fragmentação e bombas a vácuo, armas que foram condenadas por muitas organizações.

O Estado-Maior da Ucrânia disse que as perdas russas incluíam 5.710 funcionários, 29 aeronaves destruídas e danificadas e 198 tanques, números que não puderam ser verificados de forma independente.

A Rússia não deu um relato completo de suas perdas no campo de batalha, mas fotos da Ucrânia mostraram tanques e corpos russos queimados na estrada onde foram atacados por defensores ucranianos.

As conversações realizadas na segunda-feira na fronteira de Belarus não obtiveram avanços. Os negociadores não informaram quando ocorrerá uma nova rodada.

Especialistas em saúde pública dizem que a Ucrânia está com poucos suprimentos médicos críticos e os temores de uma crise mais ampla de saúde pública crescem à medida que as pessoas fogem de suas casas e os serviços e suprimentos de saúde são interrompidos.

Mais de 500 mil pessoas já fugiram da Ucrânia, de acordo com a agência de refugiados da ONU, desencadeando uma crise de refugiados enquanto milhares aguardam passagem nas fronteiras europeias

APERTO INTERNACIONAL

A Rússia de Putin enfrenta quase total isolamento internacional, com a notável exceção da China, por causa de sua decisão de lançar o que chamou de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e capturar “neonazistas e viciados em drogas” que a lideram.

O mais devastador para a Rússia foram as sanções ao seu banco central, que o impedem de usar sua caixa de guerra de 630 bilhões de dólares para sustentar o rublo.

As petrolíferas Shell, BP e a norueguesa Equinor anunciaram que deixariam suas posições na Rússia, que depende do petróleo e do gás para receitas de exportação.

O Canadá disse que proibiria as importações de petróleo bruto russo, e a senadora republicana dos EUA Lindsey Graham pediu ao governo Biden que aplique sanções ao setor de energia russo.

Os principais bancos, companhias aéreas e montadoras encerraram parcerias, suspenderam remessas e classificaram as ações da Rússia de inaceitáveis.

A Mastercard disse que bloqueou várias instituições financeiras de sua rede de pagamentos como resultado de sanções à Rússia e a Visa disse que também tomará medidas.

Três grandes estúdios, Sony, Disney e Warner Bros., disseram que vão suspender os lançamentos dos próximos filmes na Rússia, enquanto a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional se movem para impedir que equipes e atletas russos compitam.

(Reportagem de Aleksandar Vasovic em Kiev; Natalia Zinets, Matthias Williams e Pavel Polityuk em Lviv; Kevin Liffey e Mark Trevelyan em Londres; e outras sucursais da Reuters incluindo Moscou)