Bolsonaro sanciona IR menor para companhias aéreas no arrendamento de aviões

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira o projeto de lei que reduz a alíquota do imposto de renda sobre ganhos de companhias aéreas com arrendamento de aeronaves.

Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Presidência da República, a redução da alíquota ocorrerá de forma escalonada, partindo de zero entre 1º de janeiro de 2022 a 31 de dezembro de 2023; subindo para 1% em 2024, 2% em 2025 e 3% em 2026.

“A medida é relevante porque ameniza o alto custo operacional das companhias aéreas, e pode contribuir com a retomada do setor de transporte aéreo brasileiro após a pandemia da Covid-19”, diz trecho do comunicado.

(Por Lisandra Paraguassu, texto de Aluísio Alves)

Plantio de milho dos EUA atinge 86% da área, diz USDA; soja vai a 66%

Por Julie Ingwersen

CHICAGO (Reuters) – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) disse que os agricultores norte-americanos plantaram 86% da área projetada até domingo, acima da estimativa média de 85% de uma pesquisa com analistas feita pela Reuters e perto da média de cinco anos de 87%.

Em seu relatório divulgado na segunda-feira, o USDA disse que o progresso do plantio de milho avançou 72% na semana anterior.

As estimativas do mercado, antes do relatório, de 13 analistas consultados pela Reuters variavam de 83% a 89%.

Os agricultores semearam quase dois terços da safra de milho nas últimas três semanas, acelerando os trabalhos após um início lento devido às condições frias e úmidas em abril. O plantio de milho estava apenas 22% concluído em 8 de maio, informou o USDA, muito abaixo do ritmo médio de cinco anos de 50%.

Para a soja, o plantio estava 66% concluído no domingo, disse o USDA, acima dos 50% da semana anterior. O número ficou atrás da estimativa média dos analistas de 67% e da média de cinco anos, também de 67%.

Trigo dos EUA cai em Chicago após Rússia considerar exportações de grãos ucranianos

Por Christopher Walljasper

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do trigo de Chicago caíram nesta terça-feira, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, expressou disposição para permitir a saída de navios ucranianos de grãos que estão bloqueados nos portos do Mar Negro.

O milho foi pressionado pela queda do trigo, enquanto a realização de lucros tirou a soja das máximas do contrato para terminar em queda.

Na bolsa de Chicago, o contrato mais ativo do trigo caiu 70 centavos de dólar para 10,8750 dólares o bushel, a maior queda diária desde 16 de março.

O milho recuou 23,75 centavos de dólar a 7,5350 dólares o bushel, enquanto a soja perdeu 49 centavos de dólar a 16,8325 dólares o bushel, após atingir a máxima do contrato de 17,4925 dólares.

Putin disse na segunda-feira que a Rússia está disposta a facilitar as exportações de trigo ucraniano através do Mar Negro, bem como os embarques de fertilizante russo, se as sanções ocidentais forem amenizadas, de acordo com uma leitura do Kremlin das negociações com o presidente da Turquia.

Chuvas recentes nas planícies do norte e no Meio-Oeste dos EUA impediram os agricultores de plantar, pois a janela ideal para semear está chegando ao fim.

Vale pagou 63% mais tributos em 2021 com alta do minério de ferro, diz relatório

SÃO PAULO (Reuters) – A mineradora Vale pagou 9,3 bilhões de dólares em impostos e royalties globalmente em 2021, aumento de 63% em relação a 2020, em grande parte devido aos preços mais elevados de minério de ferro e cobre, disse a companhia nesta terça-feira.

Do total de tributos pagos pela Vale, 89% foram arrecadados no Brasil, onde está a maior parte das operações da empresa –o equivalente a 45 bilhões de reais.

“Nossa contribuição tributária tem um papel fundamental no apoio às comunidades, pessoas e governos das regiões onde operamos, gerando um forte e positivo legado econômico, social e ambiental”, disse o diretor Tributário Global, Octavio Bulcão, em nota.

Os dados fazem parte da terceira edição do Relatório de Transparência Fiscal da Vale, que compartilha detalhes dos tributos que a empresa paga e das contribuições que faz para os lugares onde atua.

Já a chamada “contribuição econômica global” da Vale alcançou 45,6 bilhões de dólares em 2021 e 317 bilhões de dólares nos últimos dez anos. Esse valor considera, além dos tributos, os montantes pagos a fornecedores, os salários de mais de 200 mil empregados próprios e terceiros, os reinvestimentos, entre outros.

O relatório, que teve sua primeira edição publicada em 2020, detalha os princípios para a abordagem da Vale em relação a tributos e investimentos.

Inclui informações relativas a tributos sobre renda, mineração, folha de pagamentos e produtos e serviços, entre outros, e fornece dados sobre valores pagos no Brasil, Canadá, Indonésia e Moçambique.

(Por Roberto Samora)

Toyota defende aposta em híbridos flex no Brasil

SOROCABA, São Paulo (Reuters) – A Toyota iniciou nesta terça-feira uma estratégia de promoção da tecnologia de veículos híbridos no Brasil como alternativa de eletrificação que considera mais adequada para o país, em meio a um crescimento contínuo da participação destes modelos nas vendas totais de carros no mercado nacional.

A montadora japonesa foi a primeira no Brasil a lançar e produzir um carro com motorização híbrida flex, capaz de funcionar a bateria, gasolina e etanol. O modelo lançado foi o sedã Corolla em 2019 e hoje já há uma versão utilitária com essa motorização, o Corolla Cross. Os carros são produzidos no país com componentes como bateria e motor elétrico importados. A montadora tem meta de vender no Brasil uma versão híbrida de cada modelo até 2025.

As vendas acumuladas de híbridos flex da Toyota no Brasil desde 2019 somam 40 mil unidades e, apesar do preço, que beira os 200 mil reais cada, a demanda tem superado as expectativas da marca. Segundo o presidente da Toyota no país, Rafael Chang, a montadora tinha previsão de que a participação da tecnologia híbrida flex no total vendido dos modelos Corolla fosse de 20%, mas a fatia já atingiu a faixa dos 30% a 40%.

“A velocidade da eletrificação no mundo é muito rápida e estamos no momento de alinhar o processo de transição das tecnologias”, disse Chang.

Além da tecnologia de motores híbridos flex, a montadora demonstrou nesta terça-feira carros híbridos plug in totalmente elétricos, que podem ser recarregados na tomada e que funcionam apenas com bateria; e a hidrogênio. Na próxima semana, a empresa deve promover nova demonstração voltada para membros do governo e de universidades.

Na avaliação da Toyota, o híbrido flex no Brasil tem a vantagem de aproveitar toda a infraestrutura de postos de combustível já desenvolvida para o etanol e, por ser mais barata que totalmente elétricos e outras tecnologias, é mais viável para o bolso do consumidor brasileiro.

A expectativa da Toyota com a estratégia é evitar que o Brasil acabe optando por apenas uma tecnologia de motorização, dando preferência em suas políticas a apenas os modelos totalmente elétricos, por exemplo.

HARMONIZAÇÃO LEGAL

Para além de falta de padrão em questões básicas, como a adoção de um único tipo de tomada para os recarregadores dos veículos elétricos, há ainda desencontros entre programas brasileiros que balizam as emissões de poluentes e a eficiência energética dos veículos, questões regidas pelo Proconve, Rota 2030 e RenovaBio.

Segundo o diretor de assuntos governamentais e regulamentação da Toyota do Brasil, Roberto Braun, é necessária uma harmonização. O Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) “mede as emissões do tanque de combustível à roda e deixa de fora o efeito de toda a cadeia do etanol” até chegar aos veículos.

Isso, segundo ele, acaba encarecendo os veículos, dificultando o processo de descarbonização, já que as regulamentações cada vez mais restritivas para emissão de poluentes tendem a obrigar o uso de tecnologias mais caras como motores totalmente elétricos ou a hidrogênio.

“Os elétricos estão crescendo no segmento alto do mercado. O desafio agora é torná-los acessíveis para outros segmentos”, disse Chang.

“O futuro da descarbonização é a eletrificação e o híbrido flex é um dos caminhos dentro dessa transição. É preciso previsibilidade porque os investimentos das montadoras são para três, quatro, cinco anos à frente e isso afeta toda a cadeia de fornecedores”, acrescentou.

Segundo a associação de montadoras, Anfavea, a participação de veículos híbridos e elétricos nas vendas totais de carros e comerciais leves no Brasil em 2022 atingiu 2,5% até abril, a 13 mil unidades. Em 2021, a fatia foi de 1,8%, após 1% em 2020.

MERCADO

A expectativa da Toyota para 2022 é de produzir de 210 mil veículos no Brasil, ante 172 mil montados em 2021, disse Chang.

Segundo ele, a crise na oferta de componentes eletrônicos que aflige as montadoras ainda traz problemas para a produção, algo que “deve continuar até o final do ano”.

Em 2021, a Toyota foi obrigada a fazer duas paradas de produção no Brasil e, neste ano, a empresa ainda não teve problemas, disse Chang.

A fábrica da marca em Sorocaba passou a adotar um terceiro turno de trabalho no início deste ano e a produção está rodando a um ritmo de cerca de 160 mil unidades anuais, ou cerca de 600 carros por dia.

A companhia deve iniciar em setembro exportações de motores para a América do Norte a partir da fábrica de Porto Feliz (SP), pela primeira vez desde a chegada dela ao país nos anos de 1960. A previsão é de 46 mil motores por ano sejam enviados à região.

(Por Alberto Alerigi Jr.; edição Aluísio Alves)

Após rali da semana passada, Wall St recua com foco em inflação

Por Sinéad Carew e Anisha Sircar

(Reuters) – Os três principais índices de Wall Street fecharam em baixa nesta terça-feira, após um rali na semana passada, conforme negociações voláteis do petróleo mantiveram a inflação elevada em foco e investidores reagiram a duros comentários de uma autoridade do Federal Reserve.

O índice S&P 500 fechou em queda de 0,63%, a 4.132,15 pontos. O Dow Jones caiu 0,67%, a 32.990,12 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 0,41%, a 12.081,39 pontos.

Após um desempenho superior ao de seus pares mais cedo na sessão, o setor de energia do índice S&P 500 perdeu terreno após a divulgação da notícia de que alguns produtores discutiram a ideia de suspender a participação da Rússia no acordo de produção da Opep+.

A política monetária do Fed também esteve na mira de investidores, após o presidente dos EUA, Joe Biden, e o chefe do banco central, Jerome Powell, se reunirem nesta terça-feira para discutirem a inflação, que, antes do encontro, Biden disse ser sua “principal prioridade”.

A conversa ocorreu depois de o diretor do Fed Christopher Waller dizer na segunda-feira que a instituição deveria estar preparada para aumentar a taxa de juros em 0,50 ponto percentual em todas as próximas reuniões de política monetária até que a inflação esteja decisivamente contida.

No fechamento do pregão desta terça, o maior declínio entre os 11 principais setores industriais do S&P 500 foi o de energia, que desvalorizou 1,6%.

Com o recuo desta terça-feira, o S&P 500 e o Dow Jones ficaram praticamente inalterados em maio. O índice de tecnologia Nasdaq, porém, apresentou queda mensal de 2%.

Preços do petróleo caem com foco em suspensão da Rússia de acordo da Opep

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo passaram a cair nesta terça-feira após uma reportagem de que alguns produtores estavam explorando a ideia de suspender a participação da Rússia no acordo de produção da Opep+.

Embora não tenha havido pressão formal para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) bombear mais petróleo para compensar qualquer potencial déficit russo, alguns membros do Golfo começaram a planejar um aumento da produção em algum momento nos próximos meses, informou o Wall Street Journal, citando delegados da Opep.

Os futuros do Brent para agosto, o contrato mais ativo, fecharam em queda de 2 dólares, ou 1,7%, a 115,60 dólares o barril, após avançar para 120,80 dólares no dia anterior. O primeiro contrato, para julho, que expirou nesta terça-feira, fechou em alta de 1,17 dólares, ou 1%, a 122,84 dólares.

O petróleo dos EUA (WTI) fechou em 114,67 dólares o barril, queda de 0,40 dólar, ou 0,4%, do fechamento de sexta-feira. Mais cedo na sessão, a commodity tocou 119,98 dólares, a máxima desde 9 de março.

Não houve fechamento do WTI na segunda-feira devido a um feriado dos Estados Unidos.

“A suspensão da Rússia da Opep pode ser um precursor para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos utilizarem sua capacidade de produção sobressalente, porque eles sentiriam que não têm mais um acordo de cota de produção que precisa reconhecer o interesse da Rússia”, disse Andrew Lipow da Lipow Oil Associates em Houston.

Apesar da reversão tardia na direção da sessão, ambos os benchmarks encerraram maio em alta, marcando o sexto mês consecutivo de ganhos. Ambos subiram mais de 70% no período.

(Reportagem adicional de Shadia Nasralla em Londres e Jeslyn Lerh)

Dólar tem maior queda para maio em 13 anos, mas horizonte é turvo com exterior e eleições

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou praticamente estável nesta terça-feira, na casa de 4,75 reais, depois de oscilar entre perdas e ganhos num dia sem direção comum nos mercados globais de câmbio e ao fim de um mês instável marcado por preocupações com desaceleração econômica global.

O dólar à vista registrou variação positiva de 0,02%, a 4,7542 reais, após variar de 4,7805 reais (+0,58%) a 4,698 reais (-1,16%).

Os extremos de preço foram marcados ainda pela manhã, antes da definição da Ptax de fim de mês, alvo de “briga” entre investidores que apostam na queda ou alta da moeda dos EUA dentro de suas posições. Após as 13h, passadas as consultas da Ptax pelo Banco Central no mercado, as taxas de câmbio passaram a variar dentro de uma banda estreita.

A terça-feira foi de dólar forte ante moedas do G10 e com desempenho misto em comparação a emergentes, após a inflação recorde na zona do euro reavivar temores sobre risco de aperto mais contundente da política monetária por BCs de países centrais –o que poderia frear sobremaneira a expansão econômica mundial, com repercussões negativas para mercados emergentes como o Brasil.

Ainda assim, em maio o dólar recuou 3,83% ante o real –maior queda desde março (-7,63%) e a mais forte para o mês desde 2009 (-10,26%). O real teve o terceiro melhor desempenho mensal entre alguns de seus principais pares emergentes, atrás de rublo russo (+16,5%) e peso colombiano (+5,1%).

A trajetória de maio, no entanto, foi tortuosa. O dólar chegou a acumular alta de 4,29% no mês até o dia 9, quando globalmente investidores sentiam a pressão de juros mais altos em meio a preocupações sobre a China.

Posteriormente, uma combinação de dados norte-americanos ainda fortes com leituras sugerindo inflação próxima do pico amenizou receios de estagflação, abrindo espaço para uma retomada do apetite por risco que beneficiou as mais variadas classes de ativos, entre as quais o câmbio emergente.

Sobre o próximo mês, junho historicamente é de queda do dólar. Desde 2003 a moeda recuou em 14 ocasiões e subiu em cinco. O dia 15 será particularmente importante, quando tanto o banco central norte-americano quanto o brasileiro anunciarão decisões de política monetária com potencial de mexer com os cenários traçados até aqui por analistas.

O economista-chefe do BV, Roberto Padovani, ponderou que sua expectativa é de dólar forte no mundo com juros em alta e crescimento mais fraco, o que teoricamente pressiona para baixo os preços das commodities –cuja escalada esteve por trás da valorização recente do real. “Essa combinação em tese mais do que compensa os juros elevados do Brasil”, disse.

Padovani vê dólar de 5,50 reais ao fim do ano, alta nominal de 15,69% na comparação com o fechamento desta terça.

“O segundo semestre no Brasil vai ser ruim para o mercado cambial. Além dos fatores externos, teremos aqui desaceleração econômica importante nesse período, e historicamente menos crescimento não atrai capital”, afirmou. “Se você combina desaceleração global, local e eleições aqui, isso se traduz em aumento de risco.”

O Citi passou a ver recentemente dólar mais alto ao fim do ano, em 5,27 reais (+10,85% contra o encerramento desta terça), de 5,19 reais da estimativa anterior, citando motivos semelhantes. “As incertezas domésticas podem escalar à medida que nos aproximamos da eleição presidencial” de outubro, disseram em relatório Leonardo Porto, Paulo Lopes e Thais Ortega.

Em 2022, o dólar cai 14,70% (em termos nominais), o que deixa a moeda brasileira com a melhor performance entre 33 rivais da divisa norte-americana.

Biden promete dar “espaço” a Powell para combater inflação

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, encontrou-se com o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta terça-feira para discutir a inflação em alta histórica que está pesando sobre os bolsos dos norte-americanos, assegurando ao chefe do banco central liberdade de interferência política.

“O presidente destacou para o chair Powell na reunião o que ele tem ressaltado consistentemente, inclusive hoje –que respeita a independência do Federal Reserve”, afirmou o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Brian Deese, após uma reunião classificada por ele como “muito construtiva”.

Deese também sinalizou a “transição” à frente para a economia dos EUA, à medida que o Fed eleva a taxa básica de juros para níveis mais normais a fim de diminuir a demanda e aliviar pressões de preços, o que desacelerará o crescimento no processo.

“Nós percorremos esta primeira etapa da corrida em um ritmo muito rápido que nos colocou em uma posição forte em relação aos nossos pares, mas esta é uma maratona e temos de nos mover e mudar para um crescimento resiliente e estável”, disse Deese. “Nós podemos efetivamente enfrentar a inflação sem ter de sacrificar… todos esses ganhos (do mercado de trabalho).”

A reunião, a primeira desde a confirmação de Powell pelo Senado dos EUA no início deste mês para um segundo mandato à frente do Fed, ocorre no momento em que Biden busca reduzir os custos da gasolina, alimentos e bens de consumo que levaram a inflação a máximas em 40 anos.

Em breves comentários antes do encontro, Biden disse que estava se reunindo com Powell e a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, para “discutir minha principal prioridade, que é lidar com a inflação”.

O banco central espera que a inflação modere por conta própria, à medida que empresas resolverem problemas da cadeia de suprimentos complicados pela pandemia, por exemplo, e os consumidores migrarem seus gastos para serviços.

Mas Powell também deixou claro que a instituição financeira não conta mais com isso e aumentará a taxa de juros o quanto for necessário.

Ele vê a inflação alta como o principal risco econômico que o país enfrenta e controlá-la, como a principal prioridade do Fed durante seu segundo mandato, mesmo que o processo seja doloroso para famílias e empresas e eleve um pouco mais a taxa de desemprego.

(Por Jeff Mason e Jarrett Renshaw)

Galvan tira licença da Aprosoja para concorrer ao Senado; paranaense assume

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan, do partido PTB, licenciou-se do cargo para se dedicar à pré-candidatura ao Senado Federal pelo Estado de Mato Grosso, e o posto na entidade será ocupado interinamente pelo produtor rural paranaense José Eduardo Sismeiro.

Sismeiro disse que dará continuidade ao trabalho de Galvan.

“Vejo esse processo de uma maneira muito tranquila. Vamos continuar com o trabalho que está sendo feito, fortalecendo a entidade do ponto de vista institucional e trabalhando na mobilização pela aprovação das pautas prioritárias para os produtores de soja”, destacou o produtor em nota nesta terça-feira.

Entre as pautas estão projetos de lei que dependem de aprovação no Congresso Nacional, como os PLs dos Defensivos, da Regularização Ambiental, da Regularização Fundiária, entre outros, além de demandas dos produtores em relação à importação de fertilizantes, defensivos e uso de bioinsumos nas lavouras.

(Redação São Paulo)