Mercado Diário – 28/10/2017

Mercados reagem à economia chinesa e produção industrial dos EUA

Entre julho e setembro, a economia do país asiático cresceu 4,9% em relação aos três meses anteriores. Analistas consultados pela agência AFP projetavam um crescimento de 5%.

Esse resultado mostra desaceleração uma vez que o PIB chinês avançou 7,9% no trimestre anterior.

As principais causas para este resultado frustrante são as crises imobiliária, ampliada pelo colapso da Evergrande, e a escassez de energia, derivada de gargalos na rede de fornecimento global.

Além disso, a produção industrial e a formação bruta de capital fixo também não cumpriram as expectativas, enquanto as vendas no varejo aumentaram modestamente.

Por fim, vale destacar também as regulamentações de poluição, que forçaram um fechamento mais amplo da indústria intensiva em energia.

A produção industrial chinesa desacelerou a 3,1% na comparação anual até setembro. Para o mesmo mês, as vendas no varejo cresceram 4,4%, contra 2,5% em agosto, enquanto que o desemprego urbano avançou para 4,9%.

Produção Industrial dos EUA

A produção industrial norte-americana caiu 1,3% em setembro na comparação com agosto do mesmo ano. O dado veio bem abaixo das expectativas, que previam crescimento de 0,2% no mês.

A queda do mês foi bem maior do que o resultado negativo revisto para agosto, quando ouve queda de 0,1%.

Em setembro, a produção de veículos motorizados e peças caiu 7,2%, à medida que a escassez de semicondutores continuou a prejudicar as operações. 

A produção de eletrodomésticos caiu 3,6%, principalmente porque a demanda por refrigeração diminuiu após um agosto mais quente do que o normal. 

Já a produção da indústria de siderurgia caiu 2,3%.

A queda acima da previsão se deve aos efeitos persistentes do furacão Ida. No geral, cerca de 0,6 ponto percentual da queda na produção industrial total resultou do impacto do furacão.

Com essa queda em setembro, a produção industrial total aumentou 4,3% em termos anuais, menos do que a taxa esperada pelo mercado, de 5,95%.

Reações dos principais índices

Com a desaceleração chinesa e queda da produção industrial dos EUA, os mercados começaram a semana desanimados.

Os principais índices mundiais recuavam até o início desta manhã.

Nos Estados Unidos, os futuros da Nasdaq 100 caíam 0,30%, enquanto os da Dow Jones e da S&P 500 recuavam 0,37% e 0,34%, respectivamente. 

No Brasil, o Ibovespa recuava 1,05% na sua abertura, enquanto o dólar (USD/BRL) avançava 1,04%, cotado a 5,51.

O iShares MSCI Brazil ETF (NYSE:EWZ), principal ETF brasileiro negociado no exterior, caía 2,10% no pré-mercado americano.