Ilustração da criptomoeda Bitcoin

Bitcoin atropela antigo valor recorde e mira os US$ 67 mil

O começo com “pé direito” de uma promissora caminhada

Como a cereja do bolo dos recentes impulsos recebidos pelo Bitcoin (BTC) pós debandada chinesa, a estreia dos fundos de investimentos em futuros de BTC da ProShare na bolsa de Nova Iorque (NYSE) foi o impulso que faltava para que a criptomoeda quebrasse novamente seu próprio recorde.

Já nas primeiras horas de seu primeiro dia (19), os candles já apontavam o flerte com a quebra de recorde, ao considerar o estabelecimento do ativo na casa dos US$ 64 mil, com meio bilhão de dólares sendo movimentados por meio do “BITO” (identificação dada pela NYSE à ETF) ainda no meio da tarde.

Os números oficiais de encerramento apontaram que mais de 24,4 milhões de ações do fundo foram negociadas na bolsa intercontinental, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Com o estrondoso sucesso, o BITO, que foi aberto em US$ 40,88 a ação e fechou com mais de 4% de lucro (US$ 43,8).

Nova quebra de recorde pode ser só o começo

Nesse fechamento, o valor oficial de negociação do Bitcoin era de US$ 64.434, menos de 1% abaixo da tão aguardada queda, patamar em que se manteve até às 14h30 (horário de Brasília) dessa quarta (20). A partir daí a história começou a ser reescrita, com um forte movimento comprador agindo em cerca de 10 minutos para levar o preço à US$ 65,621 e, uma hora depois, aos US$ 66.910,98.

O mercado de criptoativos no geral se aproveitou da primeira criptomoeda indo à público (e fazendo tanto sucesso). Depois de 5 meses, o Ether (ETH) voltou ao patamar de US$ 4 mil e flerta com o seu próprio topo histórico de US$ 4.385, enquanto praticamente todas as principais altcoins do mercado acompanharam o movimento ao operarem em alta durante o dia.

Como era de se esperar, o Bitcoin abre alas para um movimento que deve ser só o início das “aventuras” das criptomoedas em ETFs e demais modelos de negociação mais estabelecidos e tradicionais.

Pouco a pouco, outras possibilidades similares (como a própria negociação imediata de BTC, ao invés dos futuros) vão entrando em pauta e aproximando cada vez mais os criptoativos da realidade econômica mundial.