Bolsas asiáticas sobem com apoio da China e alívio com a variante ômicron

Os mercados asiáticos seguiram o tom otimista nesta terça-feira (07/12), com os investidores precificando as informações sobre a variante ômicron do coronavírus e as medidas econômicas do governo chinês, que prometeu apoio à retomada da economia.

O Nikkei 225 fechou com alta de 1,89% no Japão. Já o índice coreano Kospi subiu 0,62%. O australiano ASX 200 ganhou 0,95%. Na China, o Shanghai Composite variou 0,16%.

Variante ômicron

O alívio das preocupações sobre a variante ômicron do coronavírus veio em meio a indicações de que a nova cepa causa sintomas mais leves.

O principal conselheiro médico do presidente Joe Biden, Dr. Anthony Fauci, disse à CNN que é muito cedo para fazer declarações definitivas, mas disse que os primeiros sinais sobre a gravidade do ômicron são encorajadores.

“Temos que ter cuidado antes de fazer qualquer determinação de que é menos grave ou realmente não causa nenhuma doença grave comparável à Delta. Mas até agora, os sinais são um pouco animadores em relação à gravidade.”, disse Fauci.

Porém, o sinal de alerta continua, visto que há ainda incertezas quanto ao resultado da interação entre a ômicron e outras variantes, como a Delta.

“A questão para nós aqui nos Estados Unidos, onde ela (ômicron) foi confirmada em pelo menos 15 estados e em cerca de 40 países, é: o que vai acontecer quando ela competir com uma variante muito dominante, como a Delta?”, completou o especialista.

Política econômica na China

Na segunda-feira (06/12), o governo chinês prometeu medidas para apoiar a desaceleração do crescimento econômico. 

A perspectiva é que uma desaceleração do mercado imobiliário ameaça impedir o crescimento do país. 

Com isso, a China sinalizou um afrouxamento das restrições imobiliárias e prometeu estabilizar a economia em 2022. 

O Banco Popular da China disse que reduzirá a taxa de exigência de reserva da maioria dos bancos, enquanto o premier Li Keqiang disse que há espaço para uma variedade de ferramentas de política monetária.  

A flexibilização das condições monetárias para sustentar o crescimento na segunda maior economia do mundo deve oferecer algum socorro aos mercados atingidos por crises de volatilidade. 

Na China, a crise da dívida imobiliária continua a ser monitorada de perto. 

O Grupo China Evergrande planeja incluir todos os seus títulos públicos offshore e obrigações de dívida privada em uma reestruturação. 

Tensões políticas

Algumas tensões geopolíticas aparecem no radar como fatores de risco que requerem atenção dos investidores e que podem azedar o humor dos mercados. 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, mencionou na quarta-feira (01/12), durante reunião da OTAN, a existência de “evidências” de que a Rússia poderia estar planejando uma invasão à Ucrânia e ameaçou Moscou com sanções econômicas significativas em caso de ataque. 

Blinken acusou Moscou de concentrar “dezenas de milhares de forças de combate adicionais” perto da fronteira com a Ucrânia. 

“Não sabemos se o presidente [russo Vladimir] Putin tomou uma decisão sobre a invasão. Sabemos que ele está criando a capacidade de fazê-lo rapidamente, se o decidir”.

Outro conflito é entre os EUA e a China. O governo de Joe Biden não enviará nenhum representante diplomático às Olimpíadas de Inverno de 2022, em Pequim, como uma declaração contra os abusos dos direitos humanos da China em Xinjiang, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, nesta segunda-feira.

Entretanto, a decisão não afeta a participação de atletas americanos, que seguem liberados para competir.