China, minério de ferro, Vale e Ibov, qual a relação?

Com o feriado chinês foi possível avaliar a real influência da China na cotação do minério de ferro. Observando o gráfico diário com o volume da commodity, fica nítido que nos dias em que o mercado chinês estava fechado, o volume de negociações do minério de ferro ficou menor.

Da mesma forma, a cotação fez pequenas oscilações ao longo dos pregões, mas ao final do dia, fechava praticamente no zero a zero.

Hoje, o primeiro dia em que o mercado financeiro chinês voltou a operar, o volume voltou à normalidade e a cotação subiu quase 7%, formando uma bela barra de alta.

O gráfico mostra também que o minério de ferro caiu com força em meados de setembro, e no final do mês e início de outubro, ficou lateralizado. O mesmo comportamento é observado no gráfico da Vale.

As ações da Vale estavam trabalhando dentro de um retângulo e após perderem o suporte, realizaram um forte movimento de baixa. O preço bateu duas vezes no alvo de 161,8% da projeção do retângulo perdido e nos últimos três dias fez um movimento de alta considerável, chegando a subir mais de 10%.

Sem dúvida a cotação das ações da Vale é influenciada pelo preço do minério de ferro, por isso a similaridade entre os movimentos observados no gráfico.

De forma similar, o gráfico do Ibovespa é influenciado pela movimentação do preço das ações da Vale.

O Ibov também vinha fazendo movimentos de baixa e após alcançar o alvo de 100% do último pivô acionado, o ativo passou a fazer movimentos laterais.

Certamente existem diversas outras variáveis envolvidas, mas não se pode negar que existe uma correlação entre os ativos citados. Deste modo, avaliando o cenário positivo para o mercado chinês, já explicado no artigo “Bolsas chinesas voltam a operar em alta depois da golden week”, o viés para o minério de ferro deve ser de alta, o que daria força para a Vale voltar a subir, ajudando também o Ibov a cessar o movimento de baixa e começar a subir.