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Crypto Weekend: 8 à 10 de outubro

Mais uma semana em pauta no Brasil

Durante o Projeto de Lei (PL) 2303/15, referente aos primeiros passos regulatórios de negociação dos criptoativos no Brasil, segue tramitando no legislativo brasileiro, a ideia começa a sofrer críticas por parte do próprio poder legislativo.

O deputado federal Gilson Marques (Novo – SC) puxa o coro da primeira onda de criticismo mais forte de alguns parlamentares. De acordo com Marques, o projeto na verdade viria para “aumentar a burocracia e diminuir a liberdade”, indo contra os princípios básicos das transações em blockchains, ao invés de aproximar os ativos do alcance de mais brasileiros.

O posicionamento firme pode indicar debates mais intensos no andar do projeto, o que pode vir a causar demora ou até seu impedimento. De qualquer forma, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a reafirmar seu posicionamento contrário ao Bitcoin (BTC) como método de pagamento no Brasil, mas elogiou o potencial do setor de DeFi.

De acordo com Campos Neto, enquanto o Bitcoin é usado muito mais no país como um ativo especulativo, “o setor de DeFi é promissor com uso da tecnologia blockchain e nós temos que participar deste setor para construir o dinheiro programável.”

O mandatário do Banco Central ainda destacou os projetos feitos para a integração dos criptos com o Real Digital, CBDC brasileira, e também comentou sobre o PL regulatório que, por parte do BC, deve se iniciar focando nas normas dos novos ativos primeiramente como investimentos, para depois evoluir para o uso como meio de pagamentos.

Giro no resto do mundo

Em meio ao combate firme da China contra toda e qualquer atividade que envolva criptoativos, Hong Kong receberá uma subsidiária da engenharia de software em blockchains Powerbridge Technologies, que focará na mineração de Bitcoins e Ether (ETH). De acordo com as primeiras informações, a empresa pretende iniciar o projeto com 2600 equipamentos de mineração (600 para BTC, 2000 em ETH) com cerca de 1000 Gh/s.

O objetivo da PowerBridge é de reforçar a oferta dos dois principais criptoativos do mundo no mercado asiático e norte-americano. Vale ressaltar que Hong Kong é anexado ao território chinês e, apesar de ter sua liberdade econômica (abertamente capitalista e com moeda própria), o território ainda responde ao governo da China.

Na contramão da rede de blockchains, a Bitmain, maior fabricante de componentes eletrônicos com enfoque em mineração do mundo e que era sediada em Pequim, anunciou sua saída completa do território chinês ao oficializar durante o domingo (10) que não fará mais nenhum tipo de trabalho ou entrega no país, com exceção de Taiwan e da própria Hong Kong.

Enquanto isso, em El Salvador, o primeiro dos grandes frutos do Bitcoin como moeda oficial do país será colhido. Isso porquê de acordo com o presidente Nayib Bukele, o governo nacional investirá parte dos US$ 4 milhões de lucros obtidos até o momento com a alta do BTC na construção de um hospital veterinário em San Salvador, capital do país.

Segundo Bukele, a estrutura contará com 4 salas de operações, 4 clínicas de emergências, 19 salas de atendimento e uma área de reabilitação. O objetivo é de que, em uma média diária, o hospital teria capacidade de realizar 64 cirurgias, cerca de 130 emergências e quase 400 atendimentos gerais.