Sede do banco central da China, em Pequim

Desaceleração da economia chinesa.

No início da pandemia da Covid-19, ainda no início de 2020, a China foi fortemente impactada. Houve restrições para locomoção dentro da China e tudo isso, influenciou de forma negativa o desempenho econômico do país.

Só para ter uma ideia, o PIB referente ao primeiro trimestre de 2020 ficou em -6,8%. Uma queda substancial. No trimestre anterior, a China estava crescendo em 6%.

Com a redução dos casos e uma sensação de controle sobre o vírus, a China conseguiu retomar o crescimento e no primeiro trimestre de 2021, o país asiático conseguiu crescer 18,3%.

Agora no segundo trimestre o crescimento caiu para 7,9%, sendo que alguns dados econômicos vêm preocupando também.

Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), a China registrou crescimento de 2,5% nas vendas de varejo. Havia uma expectativa de crescimento na ordem de 7%.

Com um crescimento abaixo das expectativas e com o PIB ficando tão longe do indicador registrado no primeiro trimestre, o mercado fica mais receoso.

Quais são as possíveis causas para isso?

É importante salientar que o crescimento chinês ainda é muito bom e muito maior do que boa parte dos países do globo.

Mas é claro, uma desaceleração dá medo, uma vez que menos produtos serão vendidos, menos dinheiro vai rodar pelo mercado.

Uma das causas para esse derretimento dos números está baseado na variante delta da Covid-19.

Com a variante ganhando mais terreno pelo mundo, medidas de lockdown, ou de restrição para a população são tomadas e isso gera uma volatilidade nos dados econômicos.

Outra causa está centrada na redução dos incentivos do governo chinês para o mercado imobiliário.

Ainda com relação às medidas econômicas do governo chinês, há uma percepção que o governo vem reduzindo os incentivos, a fim de evitar uma possível bolha.

Essa falta de interação, ou de não haver expectativas claras de maiores injeções de capital na economia, deixa o mercado ainda mais preocupado.

Oportunidades

Da mesma forma que existem sinais mistos na China, com uma economia crescendo, mas dando sinais de desaceleração, o índice MSCI China vem registrando queda em 2021.

A queda do índice chinês fica próxima dos 15% em 2021. Por outro lado, o Yuan, ou Renminbi, vem se valorizando frente ao dólar em 1,43%, aproximadamente.

Por mais que o momento na China inspire certos cuidados, o mercado ainda é atraente. Observando isso, dá para ver que existe uma possibilidade de investimento bem interessante.

Uma das alternativas são os ETF, principalmente o XINA11 ou as alternativas por meio de fundos de investimento que replicam índices chineses, como é o caso do próprio MSCI China.