Dólar cai com ajuda do BC

O dólar volátil provavelmente será uma realidade ainda no último mês de 2021 e no ano de 2022.

Com as eleições e os receios com relação à política fiscal do país, o dólar vai ter muita volatilidade.

Outros pontos também vão influenciar na cotação da moeda norte-americana, como é o caso do crescimento global, elevação dos juros nos países ricos e os preços das commodities. Tudo isso pode influenciar o dólar e trazer mais volatilidade.

Como se defender da volatilidade do dólar?

Uma forma efetiva de se defender das oscilações do dólar, é adquirindo dólares. Investir em fundos de investimento cambiais é uma forma bem interessante.

Existem diversas instituições que oferecem tal produto, inclusive, com valores acessíveis, abaixo dos R$ 1.000,00.

Por mais que uma posição em dólares não traga rendimentos por meio do juro, ou da inflação (de forma direta), a moeda norte-americana pode equilibrar a sua carteira, caso haja oscilações relevantes no mercado.

Uma crise interna ou externa, normalmente influencia bastante na cotação do dólar. Visto isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio dolarizada.

Além do investimento em dólares por meio de fundos, o investidor também pode adquirir produtos que sofrem influência direta do dólar, como é o caso de alguns ETFs.

Um ótimo exemplo são os ETFs que seguem o índice S&P 500, como é o caso de IVVB11. O ETF, somente em 2021, vem se valorizando em mais de 37,74%.

Outro ETF que segue estratégia similar é o SPXI11, que vem alcançando rentabilidade de 37,01%. Para muitos investidores, os valores da cota de cada um desses ETFs podem ser meio elevados, ficando acima dos R$ 280,00 a cota.

Mas também existem outros ETFs que possuem valor de cota menor, como é o caso do SPXI11. O ETF também segue o S&P 500 e sofre com influência do dólar.

Por ser um ETF lançado em setembro de 2021, o rendimento do mesmo está abaixo dos demais ETFs citados, sendo que até o momento, SPXB11 vem rendendo pouco mais de 11%.

Outras formas de investir “dolarizado”.

O próprio ouro e o Bitcoin também sofrem certa influência do dólar. Mesmo com a alta do Bitcoin, ou do ouro no mercado exterior, caso o real se valorize frente ao dólar, é possível que tanto o ouro quanto o Bitcoin registrem perdas no Brasil.

O contrário também pode acontecer. Mais recentemente foi lançado um novo ETF, ALUG11, fundo de índice que acompanha o índice: MSCI US IMI Real Estate 25/50 Index, dos Estados Unidos. Esse índice cobra o mercado de “Real Estate” que seria algo próximo aos nossos fundos imobiliários, mas dos Estados Unidos.

Para aqueles que procuram investimentos dolarizados e com exposição em mercados diferentes, como é o caso do imobiliário, ALUG11 é uma opção interessante.