Fim de semana do mercado de criptos conta com acenos e afagos dos EUA

Cabo de guerra interno

Vivendo ainda os reflexos da nova legislação reguladora de criptomoedas, os Estados Unidos ainda passam por impasses internos, exemplificados pelo o avanço gradual das primeiras propostas de mudanças na fiscalização das moedas virtuais junto ao senado. Outro aspecto que indica o cenário dividido fica por conta dos órgãos governamentais do âmbito econômico e de seus representantes.

Hora firmes, hora mais receptivos aos criptos – vide exemplo da SEC na aprovação de ETFs em futuros de Bitcoin (BTC) mas negativa ao fundo à vista – a pasta tem, mais uma vez, seu real posicionamento posto em cheque, agora por conta de suas autoridades.

O atual presidente da Reserva Federal do país, Jerome Powell, foi à público recente para defender a existência dos criptoATIVOS e aproveitou para frisar que “o Bitcoin pode ter potencial maior do que o ouro”. Entretanto, o no domingo (21) foi a vez de Christopher Waller, um dos principais nomes da RF, criticar as bases que estabelecem os valores do novo mercado.

“Você pode emitir o quanto quiser e, se ninguém acreditar que outra pessoa vai aceita-lo, o preço é de praticamente zero”, disse o conselheiro sobre a base de valores das quase 6 mil moedas existentes. Waller ainda fez a comparação com o ouro como reserva que pode ter expectativas de lucro, mas destacou que, para ele, o BTC “não possui nenhum valor intrínseco”.

Os relatos de discordância na reserva vinham aumentando nos últimos dias por conta da indefinição de quem seria o próximo presidente do órgão. Entretanto, o presidente Joe Biden confirmou nessa segunda-feira a manutenção de Jerome Powell para mais um mandato, decisão que pode colocar novamente o braço governamental ao lado dos criptoativos.

Apoio de peso pode vir de aprovação do exército

Mas enquanto o cenário de indefinição no poder americano segue, o exército dos Estados Unidos indica uma aproximação do universo dos criptos.

A assinatura do contrato entre US Army e a Consensus Networks, que disponibilizou cerca de US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de tecnologias de logísticas baseadas em blockchains, havia ocorrido no primeiro semestre do ano. Mas o projeto ainda aguardava outras liberações – como saber, por exemplo, se o impacto da nova política fiscalizatória de criptos no país chegaria às operações em blockchain – além do avanço em seus primeiros testes básicos.

Fato é que finalmente o aval da força militar veio, e o piloto do chamado ‘HealthNet’ deve ser liberado para funcionamento logo no começo de 2022.

O objetivo do sistema que foi desenvolvido na IoTex, focada no desenvolvimento de ferramentas voltadas para o contexto de “internet das coisas”, é de promover em tempo real o acompanhamento e o suporte médico para mais de 700 mil navegadores da marinha. De acordo com o CEO da rede IoTex, Nathan Miller, o sistema está 50% completo, mas já demonstrou resultados que agradaram o comando das forças armadas americanas.

O serviço que automatizará as logísticas responsáveis pela organização da demanda de medicamentos, equipamentos médicos, próteses e mais é agora estudado por outras alas da defesa americana. Sua adesão (e sucesso) junto à maior força bélica do planeta pode significar um avanço considerável para todo o contexto que envolve os criptoativos não somente junto aos EUA, mas perante todo o mundo.