Hapvida perde fundo e pode iniciar um forte movimento de queda.

Observando o gráfico semanal da Hapvida (HAPV3), é notado que apesar da queda ocorrida com o início da pandemia, o papel logo se recuperou e superou o topo de 2020.

Porém, após fazer topo, o preço recuou e passou a trabalhar em uma tendência lateral.

Após praticamente ficar seis meses andando de lado, o retângulo foi rompido para baixo e o ativo deu início a um forte movimento de queda.

Conforme mostrado, o preço seguiu caindo até o terceiro alvo projetado pelo retângulo. Depois de alcançar este alvo, o ativo tentou subir. Mas, ao se aproximar da média móvel de 20 períodos, encontrou uma resistência e voltou a cair.

Com o forte movimento de queda, o papel chegou a romper o suporte oferecido pelo terceiro alvo do retângulo. Contudo, o papel conseguiu subir e fechou a semana acima do suporte.

Cenário baixista no gráfico diário

Traçando as retrações de Fibonacci sobre essa movimentação de baixa no gráfico diário, é notado que o ativo subiu até a retração de 61,8% e voltou a cair na sequência.

Contudo, o candle que tocou a retração de 61,8% e superou a média móvel de 20 períodos é nitidamente um movimento de exaustão.

Como o ativo estava subindo após fazer fundo, testou várias vezes a resistência gerada pela retração de 38,2%, sem conseguir rompê-la. Então, quando a média de 20 tocou no preço, o ativo abriu com um grande gap de alta, praticamente sobre a retração de 61,8%. No mesmo dia fez um forte movimento de queda, fechando abaixo da resistência.

Após o candle de exaustão, o preço foi sendo guiado pela média de 20. Ontem o ativo chegou a perder o suporte gerado pelo fundo anterior, mas fechou sobre ele.

Hoje o ativo vem caindo novamente, indicando que irá acionar o pivô de baixa. Isso pode levar o papel a um novo movimento de queda que tem como terceiro alvo o suporte deixado em março de 2020.

Caso o movimento de queda tenha força para romper os suportes intermediários e alcançar o terceiro alvo projetado pelo pivô, o preço das ações da Hapvida poderá voltar ao fundo deixado em março de 2020.