Ibovespa sobe e dólar cai com resultados fiscais melhores em novembro

O bom resultado das contas públicas animou os investidores no último pregão do ano.

Segundo informação do Banco Central, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$15,0 bilhões em novembro, ante déficit de R$ 18,1 bilhões em novembro de 2020. 

Em doze meses, o superávit alcançou R$ 12,767 bilhões, ou 0,15% do PIB.

O resultado é positivo pois indica que as contas públicas estão sob controle, o que deve gerar menores pressões inflacionárias nos próximos períodos, caso seja mantido a trajetória atual.

Com isso, o Ibovespa subia 0,62% até às 11h58, alcançando os 104.778 pontos. Já o dólar caia 2,28%, cotado a R$ 5,573.

Resultado fiscal de novembro

O Governo Central e os governos regionais registraram, na ordem, superávits de R$ 3,5 bilhões e R$ 11,7 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$ 238 milhões. 

No acumulado no ano, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$64,6 bilhões, ante déficit de R$651,1 bilhões no mesmo período de 2020. 

Nos últimos doze meses, o setor público consolidado atingiu superávit primário de R$ 12,8 bilhões (0,15% do PIB), resultado que havia sido deficitário em R$ 20,4 bilhões (0,24% do PIB) no acumulado em doze meses até outubro. 

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$ 41,6 bilhões no mês, comparativamente a R$ 2,0 bilhões em novembro de 2020. 

Essa evolução foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial no período (ganhos de R$ 25,3 bilhões em novembro de 2020 e de R$ 3,0 bilhões em novembro de 2021), e pelo aumento da taxa Selic. 

No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 418,0 bilhões (4,86% do PIB), ante R$ 313,4 bilhões (4,23% do PIB) nos doze meses terminados em novembro de 2020. 

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 26,6 bilhões em novembro de 2021.

No acumulado dos últimos doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 405,2 bilhões (4,71% do PIB), ante R$ 398,7 bilhões (4,68% do PIB) no acumulado até outubro.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP atingiu 57,0% do PIB (R$4,9 trilhões) em novembro, reduzindo-se 0,1 p.p. do PIB no mês.

Esse resultado refletiu, em especial, os impactos do crescimento do PIB nominal (redução de 0,5 p.p.), do superávit primário (redução de 0,2 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.). 

No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 5,5 p.p., evolução decorrente sobretudo dos efeitos do crescimento do PIB nominal (redução de 8,3 p.p.), da desvalorização cambial acumulada de 8,1% (redução de 1,3 p.p.), do superávit primário (redução de 0,8 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 4,6 p.p.) e da variação da paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (aumento de 0,4 p.p.).

A DBGG – que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 81,1% do PIB (R$7,0 trilhões) em novembro, reduzindo-se 1,1 p.p. do PIB no mês.

Essa evolução decorreu basicamente dos resgates líquidos de dívida (redução de 1,0 p.p.), do crescimento do PIB nominal (redução de 0,8 p.p.), e da incorporação de juros nominais (aumento de 0,6 p.p.). 

No acumulado do ano, a redução de 7,5 p.p. na relação DBGG/PIB decorreu sobretudo do crescimento do PIB nominal (redução de 11,7 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 1,4 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 5,1 p.p.) e da desvalorização cambial (aumento de 0,5 p.p.).