Mercados asiáticos: setor de serviços avança, mas receio com variante domina atenção de investidores

As bolsas asiáticas fecharam o dia em sentido de alta, com investidores analisando dados sobre a atividade econômica da região e também as novidades sobre a nova variante da Covid-19, chamada de ômicron.

Ainda se sabe pouco sobre a nova cepa do vírus, e o quão ameaçadora ela é. Por exemplo, não está claro se a ômicron se espalha mais facilmente (embora haja suspeitas de que sim), se causa casos mais graves da doença em comparação com outras variantes ou se a proteção contra vacinas será menor do que se pensava anteriormente.

O receio dos agentes de mercado é que a proliferação desta variante torne necessário a retomada das medidas de restrição nos países, justamente no momento em que surgem sinais de uma recuperação econômica, embora ainda lenta.

Hoje, o Nikkei 225 fechou com alta de 1,00% no Japão. Já o índice coreano Kospi ganhou 0,78%. O australiano ASX 200 variou positivamente em 0,22%. Na China, o Shanghai Composite subiu 0,94%.

Setor de serviços no Japão avança

A atividade do setor de serviços do Japão cresceu em novembro pelo ritmo mais rápido em mais de dois anos. 

O índice de gerentes de compras de serviços (PMI) do Japão subiu para 53,0 em relação aos 50,7 do mês anterior, o que marcou o ritmo de expansão mais rápido desde agosto de 2019.

Valores acima de 50 indicam crescimento dos negócios, enquanto que abaixo indica retração.

O salto no volume de novos negócios sinaliza uma confiança mais forte do consumidor à medida que a pandemia de coronavírus diminuía.

A terceira maior economia do mundo ficou atrás de outras nações avançadas em sua recuperação da pandemia, com o coronavírus inibindo a atividade durante partes do ano.

Gastos mais fortes em jantares, pernoites e outros serviços provavelmente apoiaram a economia do Japão, uma vez que a persistente escassez global de chips e o aumento dos preços das matérias-primas pressionam os fabricantes.

Serviços crescem menos na China

Enquanto isso, na China, a atividade no setor de serviços se expandiu em um ritmo mais lento em novembro em meio a crescentes pressões inflacionárias e a continuidade dos surtos de COVID-19 em pequena escala.

O Índice de Gestores de Compras (PMI) de serviços Caixin/Markit caiu para 52,1 em novembro, ante 53,8 em outubro. Por permanecer acima da taxa de 50, significa que houve crescimento no setor de serviços no gigante asiático no período. 

Apesar dos dados positivos, analistas chamam atenção para a possibilidade de mudanças rápidas caso o ômicron avance fortemente.

Isso porque, o setor de serviços, que tem demorado mais para se recuperar da pandemia do que a manufatura, é mais vulnerável a surtos esporádicos de COVID-19 e medidas anti vírus.

Neste caso, o cenário de incerteza sobre a pandemia obscurece a perspectiva de uma recuperação forte no consumo nos próximos meses.