Fábrica de papéis

Mesmo com o dólar subindo Suzano e Klabin continuan caindo.

Como o dólar tem correlação inversa ao Ibov, em movimentos de forte queda da bolsa brasileira, o comum é que o dólar se valorize, fazendo com que as ações das empresas de celulose subam também. Deste modo, em uma carteira balanceada com ações da Suzano e/ou Klabin, mesmo em uma forte queda do Ibov, o prejuízo não seria tão grande.

Entretanto, este padrão não é mais observado.

As ações da Suzano vem caindo desde março deste ano e com as projeções de redução no preço da celulose para 2022, feitas em meados de setembro pelo banco Itaú, de 650 dólares a tonelada para 610 dólares a tonelada, as ações da Suzano despencaram, perdendo uma região de fundo importante.

No final de setembro, as ações até subiram um pouco, mas com a forte queda do Ibov nos últimos dias, o preço voltou a cair e hoje foi acionado um pivô de baixa que pode levar as ações até a região dos R$40,00, caso o terceiro alvo for alcançado.

É importante destacar que do início de setembro até agora o dólar já se valorizou cerca de 7% enquanto as ações da Suzano vem perdendo mais de 20% de valor.

Klabin em situação parecida.

As ações da Klabin apresentaram um comportamento similar. O ativo vem trabalhando dentro de um canal de baixa desde maio, mas hoje fez um forte movimento de queda rompendo o canal para baixo.

Caso a empresa continue o movimento de baixa e perca o fundo deixado na região dos R$22,50, estará acionando também um pivô de baixa que poderia acentuar ainda mais o movimento de queda.

Perda de correlação.

Observando esta movimentação de baixa nas ações da Suzano e Klabin, e o dólar subindo, é possível presumir que a correlação entre os ativos deixou de existir, ou pelo menos, está enfraquecida.

Sem dúvida ficaria difícil usar tais papéis como uma proteção de carteira, principalmente porque, quando o dólar cai as ações caem, mas quando o dólar sobe, as ações caem também, ou andam de lado.