Último Boletim Focus do ano

A redução foi pequena, mas ao considerar a elevada inflação que existe, mais uma semana de retração nas expectativas traz mais tranquilidade ao mercado.

Com relação ao juro, o mercado ainda espera a Selic por volta dos 11,5% em 2022, sendo que para 2023 é esperado Selic em 8% e 7% em 2024.

Mercados em alta

Hoje foi um bom dia para os mercados. O S&P 500 registrou alta de 1,38% enquanto o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,63%.

O dólar fechou o dia em queda de 0,82%, cotado a R$ 5,63. A expectativa é que os mercados continuem bem até o final de semana.

Normalmente, os últimos dias do ano são marcados por um bom desempenho dos mercados, devido ao fechamento do ano.

Na tentativa de rentabilizar fundos e carteiras, muitos gestores e investidores veem o final do ano como uma oportunidade de incrementar os desempenhos da carteira.

Bom humor continua em 2022?

Há muitas dúvidas com relação ao bom humor dos mercados para 2022. O ano de 2021 não foi livre da pandemia e além da COVID-19, o mundo enfrentou diversos outros problemas, como é o caso da crise imobiliária na China, as variantes da COVID-19, além da alta inflação.

Mas ainda sim, mesmo com tantos problemas, os mercados reagiram e entregaram ótimos resultados. Só o S&P 500 vem registrando valorização de 29,47%.

Já com relação ao Brasil, a inflação aconteceu mais rápido e com mais força do que o esperado.

Com receio da influência da inflação, o Banco Central subiu o juro. Se antes havia uma Selic de 2% ao ano, agora a taxa de juro está em 9,25%, sendo esperado um juro ainda maior para 2022.

Como o juro está elevado e a inflação também, a renda fixa ganhou notoriedade em 2021 e tem tudo para iniciar 2022 no centro das atenções.

Tanto letras do Tesouro quanto títulos, como os CDBs, LCIs e LCAs são ativos interessantes para se manter na carteira.

Dentre as opções de CDB, LCI, LCA e letras do Tesouro, aquelas mais vantajosas no momento, são as pós fixadas e atreladas ao IPCA.

As prefixadas, que possuem a rentabilidade atrelada à taxa de juro prefixada, ainda não são tão interessantes, devido a probabilidade de a Selic subir ainda mais.

Quando a Selic estabilizar e a inflação mostrar sinais de queda, aí as prefixadas entram no radar para serem adquiridas.