Construção de prédios residenciais em Xangai, China

Vendas das incorporadoras abaixo das expectativas

A alta do juro junto da inflação vem reduzindo o poder de compra da população e isso vai afetar o consumo de diversas áreas.

A construção civil vinha aquecida e agora pode enfrentar problemas, principalmente com a alta do juro.

Influência do juro alto no financiamento.

Com a alta da Selic, o financiamento residencial vem ficando mais caro. Além do impacto do juro no financiamento, ainda existe a pressão inflacionária.

Como o ferro e demais itens que são matéria prima para a construção civil ficaram mais caros ao longo do ano, os empreendimentos registraram alta nos preços.

A combinação de preço maior com o juro maior pode estrangular o setor da construção civil em um futuro próximo.

Na verdade, os impactos da inflação e do juro já vêm acontecendo. No caso da incorporadora Cyrela, os resultados são bons, mas as vendas contratadas e a velocidade de vendas caíram.

Com menos vendas contratadas e com menos velocidade nas vendas, o cenário de queda pode ser evidenciado no próximo resultado da empresa.

Querendo ou não, a construção civil é um dos ramos que mais emprega no Brasil. Sendo que a queda do resultado das empresas com uma possível dificuldade em conseguir vender unidades, vai gerar redução nas construções e no investimento do setor.

Enfim, um dos motores da economia pode estar sofrendo os impactos da alta inflação e do juro.

Ibovespa descolado do S&P 500

Além dos resultados preliminares das construtoras, o Ibovespa registrou queda de 0,24%, enquanto outros índices, como é o caso do S&P 500 registraram alta de 1,71%.

O USD/BRL ficou estável, terminando o dia cotado a R$ 5,51. O EUR/USD também ficou estável cotado a 1,16 dólares.

Por outro lado, outro ativo que ganhou hoje foi o ouro. A Onça Troy se valorizou, chegando ao valor de R$ 9.900,71.

Com a inflação ganhando atenção nos mercados, o ouro começou a se valorizar. Não faz muito tempo, a Onça Troy estava cotada abaixo dos nove mil reais e agora já está se aproximando dos dez mil.

Além da inflação, outros fatores vêm gerando medo no mercado. A situação da economia chinesa, com as incorporadoras em risco aliado à questão energética, vem influenciando no humor das bolsas.

Caso o petróleo e o gás continuem subindo, mais inflação e mais dificuldades vão aparecer no curto e médio prazo.

Por isso, é importante observar o dólar e o ouro. Ambos os ativos são considerados defensivos e de proteção, sendo que o investimento nos mesmos pode ajudar na redução das oscilações junto à carteira.