Câmara dos Deputados aprova Lei de Redução da Inflação

Câmara dá a Biden vitória importante ao aprovar grande projeto sobre mudança climática e preço dos remédios

Por David Morgan e Moira Warburton e Rose Horowitch

WASHINGTON (Reuters) – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, liderada pelos democratas, aprovou um projeto de lei de 430 bilhões de dólares nesta sexta-feira, visto como o maior pacote climático da história do país, dando uma grande vitória legislativa ao presidente Joe Biden antes das eleições de meio de mandato em 8 de novembro.

A legislação para enfrentar as mudanças climáticas e baixar o preço dos remédios busca cortar emissões domésticas de gases do efeito estufa. Também permitirá que o programa Medicare negocie preços menores de remédios para os idosos e garantirá que corporações e os mais ricos paguem os impostos que devem. Os democratas dizem que isso ajudará a combater a inflação ao reduzir o déficit federal.

A Câmara aprovou o projeto, chamado de “Lei de Redução da Inflação”, por 220-207, de acordo com a divisão partidária na Casa, e o enviará para ser sancionado por Biden. O Senado aprovou o projeto de lei no domingo após uma sessão de 27 horas.

Os democratas esperam que essa lei os ajude em novembro, quando os eleitores decidirão sobre o equilíbrio de poder no Congresso antes da eleição presidencial de 2024. Os republicanos são favoritos para ficar com a maioria na Câmara e também tomar o controle do Senado.

Biden planeja viajar pelo país para divulgar o projeto, junto com uma série de outras vitórias legislativas, em um momento no qual muitos eleitores estão insatisfeitos com ele, em meio a uma inflação crescente.

Cerca de metade dos norte-americanos apoiam o projeto de lei para o clima e o preço dos remédios, incluindo 69% de democratas e 34% de republicanos, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada em 3 e 4 de agosto.

Republicanos são contra a legislação, alertando que ela acabará com empregos ao aumentar os impostos às corporações, alimentará ainda mais a inflação com os gastos governamentais e inibirá o desenvolvimento de novos remédios.

(Reportagem de David Morgan, Moira Warburton e Rose Horowitch)