Grãos de soja são vistos no armazém da empresa Grobocopatel Hermanos em Carlos Casares, Argentina.

Soja recua em Chicago com pressão por colheita dos EUA e plantio na América do Sul

Por Christopher Walljasper

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago caíram pelo terceiro dia nesta sexta-feira, pressionados pela atividade de colheita nos Estados Unidos e pelo forte progresso do plantio na América do Sul, o que pode abrir a concorrência nas exportações em meados de janeiro, disseram analistas.

O milho também caiu com a pressão da colheita, enquanto o trigo recuou após atingir a máxima em nove anos no início da semana.

O milho e a soja foram limitados pela expectativa de que o USDA aumentará suas previsões de colheita nos EUA.

Na bolsa de Chicago, o contrato mais ativo da soja caiu 17,25 centavos de dólar, para 12,0550 dólares o bushel, encerrando a semana em queda de 3,52%, a maior queda semanal desde a semana encerrada em 20 de agosto.

O milho fechou em queda de 6,25 centavos de dólar, em 5,53 dólares o bushel, enquanto o trigo perdeu 7,25 centavos de dólar, em 7,6650 dólares o bushel.

Depois que os atrasos das chuvas postergaram as colheitas norte-americanas de milho e soja, esta semana ofereceu uma janela clara para o trabalho de campo, disse John Zanker, analista de mercado da Risk Management Commodities.

“Devemos retirar a maior parte dos grãos até meados da próxima semana, quando começar a chover de novo”, disse ele. “Estamos começando a ver algumas linhas nos elevadores que não víamos antes, porque ficamos sem espaço na fazenda.”