Agropalma retomará produção de biodiesel no Pará em 2023

(Reuters) – A Agropalma deu início às obras de reativação da planta industrial no Estado do Pará para retomar a produção de biodiesel a partir de produtos do óleo de palma no fim de 2023, informou a companhia nesta sexta-feira.

A operação de biodiesel da companhia foi descontinuada em 2010 porque “a usina utilizava apenas o ácido graxo de palma para a produção de biodiesel, e a operação deixou de ser financeiramente viável”.

A Agropalma –grande produtora de óleo de palma, com seis indústrias de extração, duas refinarias e um terminal de exportação– disse que agora novas tecnologias disponíveis permitirão a utilização dos resíduos do processo de produção do óleo de palma para a fabricação do biodiesel.

“Atualmente, destinamos esse material para produtores de biodiesel, mas, com o avanço tecnológico, a companhia entendeu ser operacionalmente e financeiramente mais vantajoso transformar, em sua própria usina, essa matéria-prima em biodiesel”, disse em nota o diretor de Operações Refinarias da Agropalma, Edison Delboni.

Inicialmente, poderão ser produzidos até 18 milhões de litros de biodiesel por ano, que serão destinados principalmente para o Norte e Nordeste. Em 2021, o Brasil produziu 7 bilhões de litros do biocombustível, segundo a reguladora ANP.

“Apesar de não ser um volume expressivo, a reativação da usina de biodiesel cumprirá uma função estratégica de dar uma destinação mais nobre aos subprodutos dos processos produtivos da Agropalma”, acrescentou Delboni.

A Agropalma não revelou o valor do investimento para a reativação da planta, por se tratar de informação estratégica.

(Por Rafaella Barros)

S&P 500 e Nasdaq têm 4ª semana seguida de alta com otimismo crescente

Por Herbert Lash e Bansari Mayur Kamdar

NOVA YORK(Reuters) – Wall Street fechou em alta nesta sexta-feira, com os índices S&P 500 e Nasdaq registrando a quarta semana consecutiva de ganhos, conforme sinais de que a inflação pode ter atingido o pico em julho aumentaram a confiança de investidores de que um mercado em alta (“bull market”) pode estar em curso.

O S&P 500 saltou 17,7% em relação à mínima de meados de junho, com os ganhos mais recentes patrocinados nesta semana por dados mostrando aumento mais lento do que o esperado no índice de preços ao consumidor dos EUA e uma queda surpreendente nos preços ao produtor no mês passado.

O índice de referência ultrapassou um nível técnico observado de perto de 4.231 pontos, indicando que o índice de referência recuperou metade de suas perdas desde que caiu de seu pico histórico em janeiro. Uma retração de 50% sinaliza um mercado em alta (“bull market”), segundo alguns analistas.

“É realmente apenas um número, mas certamente faz os investidores se sentirem melhor –pelo menos aqueles que compraram perto do fundo”, disse Tim Ghriskey, estrategista-chefe de investimentos da Inverness Counsel, em Nova York.

“Eu ainda não declararia vitória sobre este mercado em baixa. Provavelmente ainda há más notícias por aí. Mas há uma boa chance de termos visto o fundo do poço.”

O índice S&P 500 fechou em alta de 1,73%, a 4.280,15 pontos. O Dow Jones subiu 1,27%, a 33.761,05 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite avançou 2,09%, a 13.047,19 pontos.

Na semana, o S&P 500 subiu 3,25%, o Dow Jones ganhou 2,92% e o Nasdaq avançou 3,8%.

Tropas mexicanas são enviadas a cidade de fronteira após confronto entre cartéis

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – Centenas de soldados mexicanos foram enviados a Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, após um confronto na prisão entre membros de dois cartéis rivais causar uma rebelião e tiroteios que causaram a morte de 11 pessoas, a maioria delas civis, disseram autoridades. 

O grupo Los Chapos, membros do infame Cartel de Sinaloa antes liderado por Joaquin “El Chapo” Guzmán, e o grupo local Los Mexicles entraram em conflito na tarde de quinta-feira, afirmou o vice-ministro de Segurança, Ricardo Mejia.

Uma rebelião então estourou, deixando dois mortos e quatro feridos por tiros, disse Mejia, que falou ao lado do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, em uma entrevista coletiva. Outros 16 ficaram feridos no conflito, disse.

Autoridades não disseram o que causou o incidente. 

Após a rebelião, os Mexicles assolaram a cidade, segundo as autoridades, matando nove civis. Entre eles estavam quatro funcionários de uma estação de rádio, incluindo um locutor, disse Mejia. 

Do outro lado da cidade, lojas de conveniência foram alvejadas e incendiadas. A FEMSA, empresa que controla a rede de lojas Oxxo, disse em nota que um de seus funcionários e uma mulher que tentava arrumar emprego em uma loja foram mortos no episódio de violência. 

Por volta da 1h (horário local) desta sexta-feira, seis supostos membros dos Mexicles foram presos pela polícia local, com ajuda do Exército e da Guarda Nacional, disse Mejia.

Até a tarde desta sexta, cerca de 300 soldados do Exército chegaram a cidade, com mais 300 a caminho.

(Reportagem de Kylie Madry; Reportagem adicional de Tomas Bravo)

Ibovespa avança com balanços e Petrobras e tem melhor semana desde novembro de 2020

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa avançou forte e fechou acima dos 112 mil pontos nesta sexta-feira, embalado por uma bateria de resultados corporativos e pela disparada de Petrobras, enquanto apostas relacionadas aos juros nos Estados Unidos e no Brasil asseguraram o melhor desempenho semanal desde novembro de 2020.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,78%, a 112.764,26 pontos, acumulando alta de 5,91% na semana – a quarta seguida de alta e maior ganho semanal desde a semana encerrada em 6 de novembro de 2020.

O volume financeiro da sessão somou 35,8 bilhões de reais.

Para Caio Kanaan Eboli sócio e diretor operacional da mesa proprietária Axia Investing, o Ibovespa pode estar retomando a tendência de alta.

De pano de fundo para o movimento mais positivo dos últimos pregões, Eboli citou a perspectiva de um possível final do ciclo de alta da Selic. Tal prognóstico ganhou força desde a semana passada, com a decisão do Copom, e se consolidou nessa semana com a ata da reunião e a deflação registrada pelo IPCA.

Em paralelo, números sobre os preços nos Estados Unidos mostraram alívio nessa semana, alimentado expectativas de que o Federal Reserve não precisará ser tão agressivo em relação ao aumento da taxa de juros, o que reduziu preocupações com a desaceleração da economia norte-americana e global.

Wall Street fechou em alta nesta sexta-feira, com os índices S&P 500 e Nasdaq registrando a quarta semana consecutiva de ganhos, conforme sinais de que a inflação pode ter atingido o pico em julho aumentaram a confiança de investidores de que um mercado em alta pode estar em curso.

DESTAQUES

– MAGAZINE LUIZA ON disparou 17,76%, a 3,58 reais, maior ganho percentual desde março de 2020, um dia após divulgar balanço com prejuízo no segundo trimestre, enquanto executivos previram que o crescimento de vendas no segundo semestre elevará margens. No setor, VIA ON saltou 13,98%, a 3,18 reais, também repercutindo resultado trimestral, enquanto AMERICANAS ON fechou em baixa de 2,41%, a 12,96 reais, após prejuízo.

– HAPVIDA ON evoluiu 16,97% a 7,72 reais, após desempenho operacional melhor do que o esperado no segundo trimestre, com executivos do grupo de medicina e planos de saúde esperando aceleração de crescimento orgânico e recuperação de preços. Analistas do Bank of America elevaram a recomendação dos papéis para compra, com preço-alvo de 10 reais.

– PETROBRAS PN avançou 7,19%, a 31,71 reais, apesar da queda do petróleo Brent. O Citi elevou o preço-alvo dos ADRs de 17,4 para 19 dólares. A companhia começou a venda de direitos minerários em potássio na bacia do Amazonas. Terminou na quinta-feira o prazo para comprar a ação para ter direito a receber dividendos expressivos anunciados pela estatal.

– B3 ON valorizou-se 7,82%, a 13,10 reais, após lucro quase estável no segundo trimestre, apesar da queda nas receitas num período de atividade mais fraca no mercado de ações, enquanto sinalizou otimismo para vencer uma disputa bilionária com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) envolvendo cerca de 14 bilhões de reais em multas.

– NATURA&CO ON desabou 10,36%, a 14,28 reais, seguindo prejuízo líquido maior do que o esperado para o segundo trimestre, pressionado por um cenário macroeconômico desafiador e maiores despesas financeiras. Analistas do Bradesco BBI avaliaram que os resultados não trouxeram o conforto sobre as estimativas e a convicção de uma recuperação no segundo semestre que os investidores estavam procurando

Dólar bate mínima em 2 meses com rali global de risco por esperança sobre Fed

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar terminou em forte queda o pregão desta sexta-feira, indo ao menor patamar em dois meses e engatando a terceira semana consecutiva de perdas, com operadores espelhando a fraqueza da moeda ante divisas emergentes e correlacionadas às commodities em um cenário de esperanças de menor aperto monetário nos EUA.

O dólar à vista caiu 1,66% nesta sexta, a 5,0742 reais, mínima desde 15 de junho (5,0278 reais). A cotação desceu a 5,0647 reais no ponto mais baixo do dia, queda de 1,84%.

O dólar aqui desviou da alta de 0,5% de um índice da moeda norte-americana contra pares de mercados desenvolvidos. Na lista de vencedores no mercado de câmbio nesta sexta estiveram moedas de risco, com juros mais altos atrelados e mais golpeadas pelas perspectivas mais duras para a política monetária dos EUA.

A recuperação dessa classe de moedas veio na esteira de uma mudança no cenário para os juros norte-americanos, depois de dados de inflação mais brandos que o esperado por lá oferecerem esperanças de que o Fed não seja tão agressivo na elevação dos custos dos empréstimos quanto o temido anteriormente.

Não por acaso, além das moedas de países emergentes, outras classes de ativos tiveram firmes altas nesta sexta. As bolsas de valores em Nova York mostraram novo rali e o Ibovespa bateu os 112 mil pontos. O ouro –que, diferentemente dos títulos de renda fixa, não paga juro– subia 0,7%.

As taxas dos títulos do Tesouro dos EUA, uma medida da trajetória dos juros por lá, caíram.

“Nosso exercício de correlação simples sugere que um recuo nas taxas dos EUA beneficiaria uniformemente os ativos de risco de mercados emergentes, mas mais significativamente o crédito e as moedas de alto rendimento”, disseram estrategistas do Barclays em relatório.

Eles citaram o real entre as moedas de “alta qualidade” cujas operações com arbitragem de taxa de juros (“carry trade”) poderiam mostrar desempenho superior. O peso mexicano também está na lista.

“O real tem a maior taxa de juros do mundo civilizado, e isso tende a ajudar a moeda”, disse Ronaldo Patah, estrategista-chefe da UBS Consenso, multi-family office do UBS no Brasil. “Por isso que toda vez que tem estresse e a taxa de câmbio chega a testar os 5,50 reais (por dólar) ela acaba voltando para 5”, adicionou.

De acordo com o estrategista, ainda que os juros nos EUA sigam em alta num momento em que no Brasil o Banco Central pode ter encerrado o ciclo, o investidor vai se concentrar na possibilidade de ganhos nos ativos brasileiros.

“Parece que esse momento chegou para o Brasil. É o momento de se posicionar para aproveitar esse juro mais alto, porque o risco de perder dinheiro diminui. A tendência de curto prazo é aproveitar esse juro alto, se beneficiar da tendência de ganho de capital, porque a taxa vai cair”, finalizou.

Patah segue vendo o preço “justo” para o dólar em 5,00 reais.

No acumulado desta semana o dólar recuou 1,83%. Na parcial de agosto, cai 1,90%, aprofundando a queda em 2022 para 8,96% –boa parte dela construída nos primeiros meses do ano.

A forte desvalorização da moeda norte-americana no começo de 2022 aproximou a taxa real de câmbio efetiva do patamar sugerido pelos fundamentos, segundo estudo da FGV.

O desalinhamento negativo médio chegou ao menor patamar desde pelo menos junho de 2020. Porém, após março a estimativa do coordenador Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV-EESP), Emerson Marçal, é que o desvio negativo tenha voltado a aumentar.

“O que vai dominar o câmbio até o fim do ano basicamente é a dinâmica doméstica”, disse Marçal, sem descartar, contudo, impacto potencial de surpresas externas, sobretudo do lado da política monetária norte-americana.

O Barclays ponderou ainda não ver início de uma tendência de valorização mais sustentada dos ativos dos mercados emergentes, o que poderia limitar, portanto, a performance do real.

“O cenário macro continua desafiador em meio aos crescentes riscos de crescimento nos EUA e na Europa, tensões EUA-China renovadas e preços de commodities saindo das máximas”, disseram.

“Além disso, o Fed pode precisar ver mais alívio nas pressões de preços do que apenas uma leitura antes de as autoridades do banco central darem meia-volta para o lado ‘dovish’.”

Câmbio se aproxima de fundamentos no 1º tri, mas FGV prevê maior desalinhamento à frente

SÃO PAULO (Reuters) – A taxa de câmbio real efetiva do Brasil terminou o primeiro trimestre com o menor desvio negativo em relação aos fundamentos desde pelo menos junho de 2020, segundo dados da FGV, mas esse desalinhamento deve ter piorado nos meses seguintes conforme o dólar voltou a ganhar terreno sobre o real em meio a ruídos fiscais domésticos e preocupações com a rota dos juros no mundo.

A média dos modelos indica que a taxa real de câmbio efetiva fechou março com desvalorização real de aproximadamente 7,7% em relação ao patamar sugerido pelos fundamentos.

Os fundamentos têm flutuado em torno de um mesmo nível desde 2019, pelo menos, segundo estimativas da FGV. Levando-se em conta um modelo que considera maior número de variáveis de fundamentos –um dos mais acompanhados pela FGV– e a valorização da taxa nominal de câmbio nos três primeiros meses do ano, o desvio negativo da taxa efetiva chegou a cair para apenas 0,7%.

Entre os vários modelos, as estimativas de desalinhamento variaram entre -19,3% (real mais fraco que os fundamentos) e +6,2% (taxa de câmbio mais valorizada do que o sugerido pelos modelos), segundo carta do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV-EESP), em estudo liderado pelo coordenador Emerson Marçal.

“Mas o desalinhamento voltou a aumentar no segundo trimestre, muito provavelmente”, disse Marçal em entrevista à Reuters. “Muita água passou por baixo da ponte desde março: questão fiscal, ICMS, pacote de bondades do governo, subida de juros nos Estados Unidos… são todos fatores que pressionam o câmbio. E o risco-Brasil voltou a subir”, afirmou.

A taxa de câmbio real efetiva desvalorizou 4,61% no acumulado de maio e junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central, tendo como deflator o IPA-DI. A queda veio depois de, no primeiro trimestre, a taxa real saltar 16,41%. A valorização se estendeu até abril, e no primeiro quadrimestre de 2022 o câmbio real disparou 21,88%.

Em 4 de abril, a taxa de câmbio nominal fechou em 4,6075 reais por dólar, menor valor desde o início de março de 2020, antes do estouro da pandemia de Covid-19.

“O que vai dominar o câmbio até o fim do ano basicamente é a dinâmica doméstica”, disse Marçal, sem descartar, contudo, impacto potencial de surpresas externas, sobretudo do lado da política monetária norte-americana.

(Por José de Castro)

Ibovespa avança com balanços e Petrobras e tem melhor semana desde novembro de 2020

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa avançou forte e fechou acima dos 112 mil pontos nesta sexta-feira, embalado por uma bateria de resultados corporativos e pela disparada de Petrobras, enquanto apostas relacionadas aos juros nos Estados Unidos e no Brasil asseguraram o melhor desempenho semanal desde novembro de 2020.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,33%, a 112.270,52 pontos, de acordo com dados preliminares, acumulando uma alta de 5,45% na semana – a quarta consecutiva de valorização e maior ganho semanal desde a semana encerrada em 6 de novembro de 2020.

O volume financeiro somava 31 bilhões de reais.

(Por Paula Arend Laier; edição de André Romani)

EUA investigam recall de mangueiras de freio em 1,7 mi de veículos da Ford

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) – Reguladores de segurança automotiva dos Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que estão investigando se um recall de 2020 da Ford para veículos com mangueiras de freio dianteiras é adequado. A Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário (NHTSA) abriu uma consulta de recall em 1,7 milhão de carros Ford Fusion e Lincoln MKZ fabricados entre 2013 e 2018 nos EUA após receber 50 reclamações alegando falhas na mangueira do freio dianteiro. A Ford recolheu 488 mil veículos Ford Edge e Lincoln MKX em 2020 por falhas na mangueira de freio. A Ford disse que vai cooperar com a investigação da NHTSA. A agência federal disse que muitas reclamações relataram que as mangueiras estão se rompendo, vazando fluido e ocorrendo com pouco ou nenhum aviso.

Mandado de busca contra Trump permitiu apreensão de evidências de itens possuídos ilegalmente, segundo Fox News

(Reuters) – Um mandado de busca na casa de Donald Trump na Flórida no início desta semana deu a agentes federais norte-americanos autoridade para apreender documentos e registros que constituíssem evidências de itens possuídos ilegalmente, informou a Fox News.

O mandado deu aos agentes autoridade para apreender “todos os documentos físicos e registros que constituam provas, contrabando, frutos do crime ou outros itens ilegalmente possuídos” em violação ao Código dos EUA, incluindo documentos com marcações de classificação e registros presidenciais criados entre 20 de janeiro de 2017 e 20 de janeiro de 2021, informou a Fox News, citando documentos revisados.

Em separado, advogados de Trump informaram ao governo que o ex-presidente não se oporá à liberação pública do mandado de busca, disse o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em um processo judicial nesta sexta-feira.

(Reportagem de Kanishka Singh e Rami Ayyub)

Fintech Hash demite equipe e reduz operações, dizem fontes

Por Tatiana Bautzer

SÃO PAULO (Reuters) – A fintech brasileira Hash, que recebeu investimentos do fundo de venture capital QED Investors, demitiu dezenas de funcionários e começou a gradualmente fechar suas operações, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

A Hash, que provê soluções de pagamentos e serviços bancários para companhias que tenham apenas clientes corporativos, levantou 60 milhões de dólares com investidores em três rodadas de financiamento.

Segundo as duas fontes, a empresa ficou sem caixa. Uma das fontes disse que a Hash estava tentando levantar capital com o fundo de América Latina do Softbank Group, mas não houve acordo e a fintech teve que começar a demitir a equipe. O Softbank não respondeu a um pedido de comentário feito pela Reuters.

A última rodada de financiamento da Hash ocorreu em outubro. Na época, a empresa levantou 235 milhões de reais. Além da QED, são investidores na Hash a Kaszek Ventures e Canary. A startup e os investidores não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

(Reportagem adicional de Aluisio Alves)