CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.

Crypto Radar: Solana capitaneia alta do mercado rumo ao metaverso

O excelente momento vivido no geral pelas criptomoedas em outubro segue, ao que tudo indica, também para novembro. Como os principais ativos do mercado, Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) seguem com saldo positivo e aspirando voos ainda maiores, enquanto a explosiva Shiba Inu (SHIB) e outras moedas mais alternativas vão ganhando espaço e amadurecendo público e projeto.

Entretanto, considerando aspectos práticos junto aos valores atingidos, o principal destaque da virada de mês que impulsionou o Market Cap total a passar dos US$ 3 trilhões foi, sem dúvidas, a Solana (SOL).

Ao lado da rede Cardano (ADA), seu projeto surge como candidata à “assassina da Ethereum”. Mas enquanto sua rival passa por um momento de estagnação, apesar de seguir prometendo, a Solana cresce exponencialmente como um sistema versátil e resistente o suficiente para atender as necessidades dos aplicativos descentralizados e o cumprimento dos contratos inteligentes.

O projeto opera em camadas alternativas, geralmente da segunda ou terceira em diante, buscando encontrar alternativas para tornar os métodos operacionais em blockchains, geralmente encontradas nas camadas principais de redes – que já são extremamente exigidas.

Seu método de validação também é outro diferencial. O Proof of History se aproxima do Proof of Share (uma das principais armas da Cardano) ao consumir menos energia enquanto adiciona mais uma ferramenta de segurança aos seus processos ao utilizar o tempo médio de resposta da rede em movimentações para averiguar a legalidade de uso e da geração de SOL.

No domingo (7), o ativo bateu os US$ 260,06 e estabeleceu seu novo all-time high, sendo o ponto alto de uma forte tendência de alta que já vinha se desenhando nas últimas semanas. Vale ressaltar, portanto, dois motivos que impulsionaram Solana aos números históricos.

O primeiro é referente ao seu bom e constante desempenho. Enquanto Cardano patina, a rede em alta atrai cada vez mais usuários por contar com taxas transacionais consideravelmente baixas.

Além disso, inúmeros relatos de programadores que trabalharam com a Solana apontam que o sistema apresentou nos últimos dias respostas mais rápidas e satisfatórias, sobretudo em projetos de DeFi (Finanças Descentralizadas) e NFTs (Tokens Não-Fungíveis), do que a própria Ethereum.

O segundo, mas não menos importante motivo, junta os satisfatórios resultados da SOL ao primeiro grande passo da tecnologia atual rumo ao metaverso no anúncio feito por Mark Zuckenberg e o (agora) grupo Meta Platforms.

Como reflexo imediato, diversos criptoativos ligados à próxima grande era da tecnologia tiveram alta agressiva. Aspectos que envolvem justamente finanças descentralizadas e ferramentas de tokenização para uso de diversos itens dentro da novidade estão intrinsecamente ligados ao que se idealiza no metaverso.

Logo, a rede que vem se destacando pôde aproveitar as boas novas como um impulso. A junção desses fatores levou Solana a outro patamar, ultrapassando Tether e a rival Cardano em capital total de mercado ao chegar nos US$ 76 bilhões e tornar-se o quarto cripto do momento no mercado.

O ideal de ser a nova Ethereum ainda está distante, uma vez que Ether ocupa a segunda colocação no ranking com US$ 540 bi por si só, com a diferença aumentando ao somarmos os criptos que derivam de sua rede (o que bateria os US$ 829 bi, mais de 27% do mercado).

Mas por hora, Solana vai cumprindo com maestria a função de alternativa confiável, encontrando excelente posição no universo dos criptos enquanto ainda só arranha a superfície de seu enorme potencial.

Cardano x Solana: confronto pelo presente e futuro do mercado

Disputa pelo trono tem concorrentes promissores

Inovar no mercado de criptoativos é o sonho de qualquer um, seja como criador de novas redes e produtos que se estabeleçam no meio, ou no papel de investidor astuto que descobre um diamante e multiplica o dinheiro nele aplicado.

A primeira grande inovação – fora, obviamente, o nascimento do Bitcoin (BTC) e de todo esse universo – talvez venha por parte da rede Ethereum (ETH), que abriu as portas para as inúmeras variedades de criptoativos que conhecemos hoje por meio de suas blockchains.

Não à toa, o Ether fica atrás somente do próprio Bitcoin em preço de mercado, tornando-se indispensável para o universo de criptos enquanto permitiu ganhos astronômicos a quem conseguiu aproveitar a oportunidade.

É justamente com o nobre posto da Ethereum na mira que surgiram as apelidadas “Ethereum Killers” Cardano (ADA) e Solana (SOL). Dois projetos que apostam em suas capacidades de “melhorarem” o funcionamento oferecido pela rede Ethereum ao atender usuários que buscam criar aplicativos descentralizados e usufruir dos contratos inteligentes.

As armas dos combatentes e o início do confronto

Apesar dos objetivos muito similares, cada concorrente conta com seus diferenciais. A Cardano tem desde o início de sua ascensão uma forte vocação para atender o chamado das finanças descentralizadas (DeFis), setor que muitos classificam como o primeiro grande passo para criptoativos rumo ao “mundo real”.

Outra arma do projeto, além do bom trabalho de marketing e comunicação feito pelo CEO Charlie Hoskinson (um dos fundadores da Ethereum) e sua equipe, é a validação de transações feitas feita por meio de P.O.S. (Proof of Stake), método que gasta muito menos energia do que o tradicional P.O.W. do Bitcoin, por exemplo.

A Solana, por sua vez, apesar de também operar no setor de DeFi, começou a desenvolver seu alcance sob a luz de aplicativos descentralizados (dApps) em mais áreas, utilizando-se do dinamismo proposto pela troca de informações e afins via blockchains para oferecer soluções à variados setores e suas demandas.

Seu método de validação é visto até como mais completo do que o de seu concorrente, uma vez que se utiliza de princípios do Proof of stake, mas adiciona mais uma etapa de validação por meio do cálculo de tempo entre transações ocorridas. O então chamado P.O.H. (Proof of History) apresenta mais uma camada de segurança frente ao P.O.S. e aos demais métodos.

Mas a diferença que importa, sobretudo ao considerar que ambos as redes (em seu potencial máximo) teriam condições de promover avanços similares, foge do mundo das ideias e recai sempre sobre a realidade.

Ada e Solana dispararam consideravelmente no ano e, a não ser que uma catástrofe ocorra nos menos de dois meses que ainda restam para 2021, estão no hall dos principais destaques dentre os criptoativos da temporada. O que muda, entretanto, é que um dos “concorrentes” passaram efetivamente pelo seu primeiro batismo de fogo, enquanto o outro ainda patina e perde o ritmo acelerado de alta que acumulava.

Já no final de setembro, a Solana indicava crescimento total no ano superior aos 9.600%, estabelecendo-se consideravelmente acima dos US$ 200 logo no início de novembro. A rede foi cada vez mais exigida – acelerando projetos até no setor de DeFi, carro chefe da Cardano – e mostrou plena capacidade de suportar as demandas dos programadores que desenvolveram aplicativos em sua rede.

Por sua vez, a Cardano subiu 1.400% e apontava para o rompimento da barreira dos US$ 3 como ponto determinante para entrar em um novo patamar de preço. Entretanto, a atualização Alonzo, Hard Fork que daria ao sistema um maior potencial de atender os contratos inteligentes, mas estagnou desde sua conclusão em setembro.

Na verdade, “estagnar” é uma palavra, uma vez que a novidade é relativamente recente e ainda estaria em tempo hábil de adaptação em outros casos. Mas aí, a grande promessa de sucesso feita sob o ativo, com projeções mais otimistas mirando preço acima dos US$ 10 para Ada, jogou contra.

A decepção gerada pela demora fez com que os preços voltassem a brigar para se manterem nos US$ 2, enquanto Solana acelera e se estabelece em US$ 240. Apesar do preço muito mais baixo, Cardano permaneceu mais alta que sua rival no top 10 de marketcap – valor total empreendido no ativo em mercado – pela maior parte de 2021. A virada ocorreu na terça-feira (2), quando SOL passou os mais de US$ 63 bilhões em valores totais da ADA e acelerou rumo à quarta posição.

Vale ressaltar ainda nessa disputa três aspectos dessa movimentação. O primeiro é referente ao maior fluxo de mudanças ter sido notado diretamente nos dois ativos, o que indica que além do aumento natural de investidores adcionando Solana ao seu portfólio, muitos aceitaram possíveis perdas com Ada e investiram seus recursos na concorrente.

O segundo fica por conta da visível distância momentânea que vai se abrindo, já que enquanto Cardano mantendo seu crescimento em ritmo lento até resolver as pendências de seu sistema, Solana já saltou seu marketcap para a casa dos US$ 72 bi.

Por fim, mas não menos importante. Não importa o quão curioso seja a diminuição de ritmo da Ada, ou até mesmo o quão impressionado fique com o grande momento vivido pela rede Solana: O império ainda é da Ethereum, com as aspirantes a sucessoras ainda sendo, na verdade, dependentes do segundo maior elemento dentre os criptoativos.

A briga é muito boa e está longe de acabar, com tudo indicando que daqui um tempo, ambos os projetos possam decolar de uma vez mesmo que disputem o mesmo espaço. Mas é certo dizer que nesse round final de 2021, Solana está definitivamente na frente.

Atrasada, Cardano adota perfil mais discreto enquanto “arruma a casa”

Saldo é positivo, mas o tempo está passando

Não se enganem: o ano da Ada Cardano (ADA) segue sendo um enorme sucesso. A rede que nasceu com a proposta de desbancar a Ethereum (ETH) saiu de centavos de dólares no início do ano para bater a barreira dos US$ 3 no dia 2 de Setembro.

O bom desenvolvimento inicial da rede, associado a seu potencial e a sua boa colocação no mercado e na mídia (com esse último ponto sendo por conta do trabalho do CEO Charles Hoskinson), permitiram que investidores do mundo todo colocassem a Ada entre os principais artigos do mercado em tempo recorde.

A ascensão meteórica e o aumento drástico de demanda obrigaram os desenvolvedores da rede a prepararem o primeiro dos grandes passos da rede: o hard-fork realizado por meio da atualização “Alonzo” e a consequente abertura para o desenvolvimento de contratos inteligentes. O problema, entretanto, talvez tenha sido o timing.

Isso porquê logo depois da alta histórica, a já esperada correção de preço foi acompanhada das agressivas baixas sofridas pelos criptos após o turbulento início do Bitcoin (BTC) em El Salvador, no dia 7, e aos ataques da China aos ativos no decorrer dos dias seguintes.

De quebra, comentários de programadores indicavam que a rede Cardano não vinha respondendo tão bem aos testes disponibilizados para a atualização, o que além de pesar para a manutenção da baixa, levantou dúvidas sobre o seu real potencial. A soma de todos estes fatores fez com o outrora promissor preço de US$ 3 fosse derrubado para a casa dos US$ 1,90 em algumas oportunidades (sendo efetivamente fechado em US$ 1,98 em 21 de setembro).

Esperança de dias melhores, mas com ciência do atraso

Ao menos a alta generalizada ocorrida na virada entre os meses de setembro e outubro voltou a estabelecer o ativo mais seguramente acima dos US$ 2, apesar de ainda ser pouco perto das previsões mais otimistas, que vislumbravam os US$ 10 até o final do ano.

E fato é também que a Cardano também arregaçou as mangas e mostrou ao mundo suas reais intenções durante o Cardano Summit, evento de palestras e anúncios de novidades, como o desenvolvimento de uma stablecoin própria, novas etapas de certificação de projetos interessados em integrar a rede, o andamento da dApp store e, principalmente, a chegada de oracles por meio de parceria com a Chainlink.

Mas com os “gatos escaldado” desenvolvendo “medo de água fria” – como diriam os mais experientes – será necessário mais para a Ada recuperar algo próximo do patamar que vinha sendo desenhado mais cedo em 2021.

Pensando nisso, Hoskinson aposta inicialmente em uma tour pela África. O continente apresentou grande adesão à rede e, além de ser mais um mercado consumidor em considerável potencial, chama a atenção pelo número de start-ups promissoras que se baseiam na Cardano para explorar o potencial das blockchains.

Em questões mais práticas e técnicas, os desenvolvedores da rede ainda fazem os ajustes necessários para lidar com os problemas ocorridos nas fases de testes. A situação ainda é vista como um dos principais empecilhos para a Ada voltar a disparar, mas apesar da resolução definitiva não ter ocorrido ainda, os relatórios mais recentes indicam avanços que se aproximam do final dessa “batalha”.

Apesar de todos os pesares, a Ada Cardano ainda conta com um potencial absurdo, o que tende a manter o preço relativamente estável mesmo enquanto o mundo aguarda quando será seu despertar.

Pode ser relativamente tarde para o milagre de crescimento até o final de 2021, mas não somente é cedo demais para desistir da ideia, como a manutenção de valores mais acessíveis permite mais tempo e adesão ao fenômeno que está por vir. Só nos resta saber se a espera será muito mais longa do que o esperado.

Crypto Weekend: 1 à 3 de Outubro

B3 como oráculo em blockchains no futuro

A B3 poderá ser responsável por um passo importante na aproximação do mercado de criptos aos investimentos mais tradicionais no Brasil ao se preparar para prestar serviços de oráculo para blockchains.

O objetivo, de acordo com Luis Kondic (diretor de dados e produtos listados na B3), seria de auxiliar na adição de informações externas para redes de criptomoedas enquanto o “Real Digital”, CBDC brasileira, fosse inserida gradativamente nestes mesmos sistemas. Além disso, há o interesse de colaboração em ferramentas de pagamentos em dinheiro programável.

“Podem existir várias aplicações, como sistemas capazes de programar a distribuição de retornos entre shareholders automaticamente de acordo com os rendimentos da companhia, agendamento do repasse automático de dinheiro em casos de contratos, fornecedores e afins sem a necessidade de uma cadeia de distribuição”, apontou Kondic.

Ainda em setembro, houveram apresentações do Banco Central envolvendo projetos de contratos inteligentes e finanças descentralizadas envolvendo o CBDC nacional, mas a expectativa é de que os primeiros testes sejam feitos somente em 2023.

Mineração acelerada no Irã ajuda mercado, mas levanta suspeitas

O Irã aparece como um possível novo polo de estímulo aos criptoativos no oriente, mas levantas suspeitas de órgãos econômicos internacionais com as intenções que os estímulos governamentais à mineração recém-retomadas de criptos possa conter.

A mineração e promoção sobretudo de criptoativos seria uma possibilidade de burlar as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos frente à política iraniana de armamentos nucleares. Entretanto, relatórios indicam que enquanto as sanções atrapalharam os mercados mais tradicionais, os atuais campos de mineração do país teriam potencial para movimentar US$ 1 bilhão.

Depois de 3 meses de banimento, o governo do Irã permitiu que as atividades de mineração de criptomoedas voltasse à ativa em seu território. A paralização, que se iniciou em maio, foi motivada pela preocupação do presidente Hassan Houhani com a estabilidade das redes nacionais de energia elétrica no período em que as maiores temperaturas do ano são registradas no país (podendo chegar perto dos 50°C em algumas regiões específicas). As atividades por lá voltaram no dia 6 de agosto.

Dois meses após a volta de atividades de mineração no país, o Irã já indica ter aumentado seu impacto costumeiro na disponibilização de criptoativos. Comparado ao mês de agosto, setembro indicou aumento de praticamente 50% na produção nacional e alcançou 7% da disponibilidade do mercado mundial. Anteriormente, a fatia flutuava na casa dos 5%.

Outubro estabelece altas e pode ser início para arrancada no mercado até o fim do ano

Após muita turbulência entre agosto e setembro, o momento positivo de virada do mês seguiu no fim de semana e nessa segunda-feira para o mercado de criptomoedas. O Bitcoin (BTC) formou linha de resistência em US$ 47 mil após a alta do mercado na sexta-feira (dia 1º, motivada pelo posicionamento favorável do governo americano). Já nessa segunda (4), voltou a apresentar alta acima dos US$ 49 mil, flertando mais uma vez com o rompimento da barreira dos 50 mil.

A Ethereum (ETH), apesar de apresentar de ter apresentado leve baixa no início da manhã do dia 4, seguem em movimentação similar à do BTC, formando resistência nos US$3,3 mil e seguindo em viés de alta rumo aos US$ 3,5 mil, após semanas abaixo dos 3 mil.

Altcoins como Cardano (ADA), Polkadot (DOT), XRP e afins tiveram oscilação um pouco mais sentidas nessa segunda-feira, mas além de movimentos de alta já mais à tarde, seguem sem sustos no novo plateau estabelecido no primeiro dia de outubro.

O que é: Oracle

Do experiente investidor, que dedicou horas e horas de estudo para entender o mercado de criptomoedas, passando novato que ainda está se encontrando no meio e chegando até mesmo à programadores envolvidos em projetos no setor, todos tem a esperança de encontrarem a oportunidade certa para multiplicar sua renda.

Nesse processo, todo o indicador positivo possível é bem-vindo. Há quem se baseie puramente nos movimentos de compra e venda dos gráficos, formas de candles e afins. Outros, se cercam de conceitos referentes às análises fundamentalistas, que se tornam cada vez mais presentes na medida em que as moedas e suas blockchains se aproximam do “mundo real”.

Só que talvez não haja melhor e mais interessante indicador de que uma rede, e consequentemente seu token, estejam no caminho certo para o sucesso e a valorização, do que a chegada das oracles no projeto.

No dicionário: “divindades” consultadas em busca de respostas

Falando de maneira simples e objetiva, as oracles (oráculos)são sistemas capazes de serem integrados às blockchains para alimentar o sistema com dados dos mais variados campos vindos do mundo “off-chain”.

Suas aplicações podem ser feitas em diversas frentes. Além dos oráculos de software, os capazes de captarem dados e informações, existem ainda os oráculos de hardware, que objetivam o rastreamento de objetos do mundo real e a atualização de sua localidade/deslocamento, além dos classificados como de entrada – utilizados em processos que exijam complemento de informações à serem introduzidas por outra parte – e de saída – que realizam o processamento de dados dentro de sua blockchain e repassa o resultado para outros sistemas.

Oracles cumprindo suas funções de oráculos

Com essas informações e possibilidades à mercê de um token, eleva-se consideravelmente o potencial funcional da rede com as novas possibilidades. Por meio de aplicativos descentralizados e demais ferramentas oriundas deste cruzamento de dados, os chamados ‘contratos inteligentes’ podem ser firmados, monitorados de maneira automática e encerrados (com o cumprimento de seus protocolos ou não) de maneira independente e automatizada.

A chegada de oracles à uma rede é geralmente o momento-chave para a valorização não somente financeira de um criptoativo, mas também de toda a estrutura que o envolve. As parcerias geralmente são formadas após muito desenvolvimento, e atualizações e etapas de testes, indicando que se trata então de uma blockchain sólida e promissora.

O nome de “oráculo” foi dado a esse tipo de serviço somente por sua função de “guiar e orientar” contratos firmados com suas informações.

O funcionamento seguro de todo esse sistema mesmo em alta demanda, aliado ao atendimento eficiente de necessidades sociais objetivas, formam a receita ideal para o sucesso de um projeto pronto para romper não “somente” em sucesso no âmbito dos criptos. A expectativa é de que os oracles acompanhem os que podem ser ferramentas de aproximação do restante da sociedade aos benefícios que esse mundo tem a oferecer.

O “vai ou racha” da Ada Cardano começou

Reações em meio à tempestade

É bem verdade que a Ada Cardano (ADA) e seus investidores viveram uma montanha russa de emoções entre o final do mês de agosto e o começo de setembro. Após a moeda bater a marca dos US$ 3, um reajuste natural já era esperado.

Entretanto, o movimento de venda coincidiu com o vazamento de receios de programadores que faziam os primeiros testes na atualização da moeda, enquanto para para completar, a baixa se arrastou até a estreia do Bitcoin (BTC) em El Salvador, responsável por uma queda generalizada nos preços de criptoativos. Os golpes foram duros e seu patamar de preço definitivamente mudou. Após cruzar a barreira dos US$ 3, agora a moeda flutua muito mais próxima da casa dos US$ 2.

Agora, uma nova prova de resistência após breve respiro com a confirmação do sucesso da atualização: os ataques do governo chinês escalaram rapidamente e agora tanto mineração, quanto qualquer tipo de negociação e incentivo às criptomoedas são ilegais na segunda maior potência econômica mundial.

Como era de se esperar, mais uma vez tivemos reflexos severos no mercado. Só que além da boa reação (dentro do possível) dos criptoativos como um todo pós-anúncio, o CEO da Cardano, Charlie Hoskinson e seus programadores decidiram enfiar o pé no acelerador e aproveitar ao máximo das possibilidades disponíveis via contratos inteligentes.

Apostas na mesa

O primeiro e mais agressivo movimento foi em direção aos aspectos que permeiam a DeFi. A movimentação acompanha não somente o movimento natural dos ativos que buscam a estabilização definitiva no mercado ao se aprimorarem para operações econômicas, como também segue roteiro similar ao da Ethereum (ETH) – moeda-alvo da Cardano.

No movimentado Cardano Summit 2021, finalizado no último domingo (26), um dos principais destaques ficou para o anúncio da criação de uma stablecoin para servir de base em suas transações, a ‘Djed’. A ideia é que por meio dos estabelecimentos de contratos inteligentes, a moeda possa auxiliar preenchendo os espaços no pagamento de taxas, reforçando ainda mais a liquidez dos procedimentos e sua previsibilidade/segurança.

Também de suma importância foi o anúncio da parceria da rede Cardano com a Chainlink, trazendo oracles de eficácia já comprovada no mercado para o seu universo.

A parceria eleva as possibilidades de contratos híbridos na blockchain da moeda ao garantir, por meio dos sistemas que orbitam a Chainlink, o cruzamento de informações atualizadas em tempo real, de maneira segura e de nível institucional dos mais diferentes contextos imaginados.

De oscilações percentuais econômicas, estatísticas variadas de eventos esportivos e até, que sabe, previsão do tempo, tudo o que for “filtrado” e confirmado pelo ecossistema da Chainlink estará à disposição dos apps originários da rede Cardano.

Mais cedo no Summit, foram revelados também os planos da Input Output (IOHK), responsável pela rede de blockchain do ativo, referentes ao programa de certificação para projetos interessados em integrarem a rede, bem como a construção de uma dApp Store.

Ao atacar também o âmbito dos aplicativos descentralizados, a IOHK quer garantir segurança e qualidade para os posteriores usuários das ferramentas estabelecidas. Empresas especializadas em auditorias farão as verificações da integridade dos projetos – se estão seguindo as diretrizes propostas e, principalmente, se há algum malware escondido ou alguma cláusula camuflada que venha prejudicar usuários.

Com este processo bem ajustado, a ideia é que qualquer um possa acessar via navegador a “Plutus dApp Store”. Criadores poderão fazer o upload de seus projetos na plataforma, que servirá como um mostruário das múltiplas possibilidades oferecidas pela Cardano.

Por fim, o sistema vai mostrando também suas primeiras grandes atividades envolvendo a emissão de NFT’s. Abraçando o que é próximo entre a exclusividade do mundo da arte e os tokens não-fungíveis, foram emitidas na rede Cardano uma coleção de tokens que envolverão novas músicas de Billy Gibbons, vocalista da banda ZZ Top, icônica banda de Blues Rock formada no começo da década de 70.

Essa última ação, aliás, converge com um dos pontos em que a Ada Cardano e todo seu projeto se destaca de muitos concorrentes: poucas moedas souberam aproveitar tão bem a visibilidade oriunda dos momentos de alta para transforma-la em marketing.

Em partes, foi com uma colocação clara no mundo off-chain que a Cardano se manteve relevante em meio ao caos recente. O batismo de fogo “oficial” já foi concluído, e com novidades como as destacadas recentemente, o caminho também está traçado. Resta agora acompanhar com atenção para saber se o projeto já encontrou seu limite, ou se realmente a pedra do sapato da Ethereum está ganhando forma e assumirá o potencial esperado.

Crypto Weekend: 17 à 19 de setembro

Criptoativos em pautas governamentais mundo à fora

Em meio ao avanço mundial do Bitcoin (BTC) em meio às pautas de diversas nações, foi a vez do Canadá indicar, de certa forma, uma sinalização positiva ao uso dos ativos na sexta-feira (17). Maxime Bernier, líder do Partido do Povo do Canadá e candidato à presidência pela instituição, declarou apoio aos criptoativos.

Crítico ferrenho das decisões econômicas tomadas pelo atual presidente, Justin Trudeau, Bernier publicou em seu Twitter que “odeia que os bancos centrais estejam destruindo o dinheiro e a economia”, vendo nas criptomoedas “possibilidades de combater esse cenário, merecendo serem encorajadas”

Nessa segunda-feira (20) ocorrem as eleições no país. Maxime Bernier é o quarto colocado nas intenções de voto e, coincidência ou não, demonstrou alta nas intenções de voto depois de seu comunicado.

Entretanto, a disputa deverá ser apertada realmente entre líder e vice-líder de intenções de voto, com Trudeau, do partido liberal, liderando a última pesquisa por somente 0.5% frente ao candidato do partido conservador, Erin O’Toole.

Já nos vizinhos Estados Unidos, as criptomoedas entraram na mira do governo de Joe Biden na pauta de combate ao combater cyber terrorismo.

De acordo com informações do Wall Street Journal, o governo americano está trabalhando para impedir que terroristas virtuais sejam pagos virtualmente, sobretudo nos casos de resgate de documentos e afins via ransonware (malware que ao adentrar um sistema de armazenamento ou rede, tem a capacidade de “sequestrar” arquivos com criptografia).

A ideia é enrijecer o rastreamento dos fundos de pagamentos feitos aos hackers, contando principalmente com os registros das blockchains. A força-tarefa emitirá também comunicados de possíveis multas e sanções às redes que colaborarem de alguma forma com as movimentações criminosas.

De acordo com o Departamento do Tesouro Americano, as novas regras devem sair na próxima semana e, apesar no foco do combate ao ransonware, deve vir acompanhada de outras medidas que coíbam outros possíveis crimes envolvendo transações de criptoativos, como por exemplo a lavagem de dinheiro.

E como era de se esperar, o Bitcoin em El Salvador segue dando o que falar. Na sexta, o grupo Cristosal, envolvido em causas humanitárias e promoção de transparência político-econômica, conseguiu junto ao tribunal de contas do país que as compras de Bitcoins e dos caixas eletrônicos adquiridos para que o câmbio de BTC para o dólar americano pudesse ser feito na rua sejam investigadas.

Segundo o pedido, auditorias seriam necessárias para averiguar as compras de Bitcoins feitas, além de revisões e explicações de como o governo financiou os caixas novos e com estão sendo feitas as transações nos aparelhos.

Mas mesmo em meio à pressão, o conselheiro legal da presidência, Javier Argueta, anunciou durante o fim de semana que não taxará investidores que lucrarem com Bitcoin em El Salvador, enquanto na manhã de hoje o próprio presidente Nayib Bukele confirmou a compra de mais 150 BTC’s para a nação salvadorenha aproveitando a baixa. Agora, o país possui 700 unidades, que no momento valem mais de US$ 30 milhões.

Segue a saga dos contratos inteligentes da Ada Cardano

Enquanto o mercado como um todo segue em baixa, a Ada Cardano (ADA) se mantém sob a lupa dos investidores. Isso porque apesar da relativa recuperação pós-queda de quase 11% ocorrida no dia 7 de setembro (outra situação que também teve impulso da queda do Bitcoin), com o estabelecimento da atualização “Alonzo” e seus contratos inteligentes, agora é preciso que o sistema responda a tempo.

Isso porque apesar da blockchain Cardano já estar próxima da marca de 2500 contratos inteligentes criados, seu sistema de time lock exige que uma data específica seja aguardada para que o contrato seja lançado. E fato é que até agora, só foram confirmados cerca de 200 das demandas.

A demora pode abrir espaços para dúvidas sobre a capacidade da rede em atender os contratos, corroborando para a queda de um dos ativos que mais chamaram a atenção em 2021, mas vem de desvalorização brusca desde a última semana. A queda da Ada Cardano chegou a bater 12% no período da manhã dessa segunda (20), sendo negociada abaixo dos US$ 2,10 em alguns momentos.

Bitcoin, Ethereum, China e incertezas dos investidores.

Assim como ocorreu com a enorme maioria dos ativos, o Ethereum (ETH) abre a semana em queda junto do Bitcoin. Com o recuo de US$ 200 bi no mercado de criptomoedas, quase 8,5% do montante total, investidores de ETH viram queda superior aos 9% já nessa segunda (20), se alocando na casa dos US$ 3.100, enquanto o Bitcoin flutua entre perdas de 5 à 6%, lutando para permanecer acima dos US$ 44 mil.

O recuo no mercado é creditado principalmente às situações da China. Para as criptomoedas, a potência asiática que já foi o maior campo de mineração do mundo, agora declara caça aos mineradores, tratando-os como “ilegais”. No meio off-chain, a preocupação dos chineses é com o grande risco de colapso da Evergrande, gigante incorporadora do setor imobiliário no país.

A empresa acumula dívidas que já ultrapassam os US$ 300 bilhões e de acordo com seus últimos relatórios, não está conseguindo encontrar compradores rapidamente para seus ativos e honrar os compromissos.

Enquanto o presidente Xi Jinping e sua frente de governo não estabelecem medidas para frear os impactos no setor que mais arrecada para o PIB chinês (passa de 25% a colaboração total do setor imobiliário), tanto o mercado de criptomoedas quanto as bolsas de valores mundo à fora recuam com a incerteza.

Crypto Weekend – 10 à 12 de Setembro

Blockchains no rastreamento de containers

Na sexta-feira (10), a Global Shipping Business Network (GSBN) anunciou o lançamento de uma plataforma baseada em blockchains que pode ser capaz de rastrear e acompanhar, por si só, um terço de todos os containers em translado no planeta.

O projeto, que foi lançado oficialmente em março desse ano e vai se aproximando de seus primeiros testes reais, se baseia no dinamismo das blockchaiNs para digitalizar e repassar processos de envios e seus documentos. Além da facilidade propiciada na confirmação de informações, a rastreabilidade dos algoritmos inseridos nas correntes seriam ainda mais um fator de segurança para as cargas e para o próprio sistema.

Gigantes como a Oracle, Microsoft (Azure), AntChain e Alibaba Cloud estão operando juntas do GBSN no desenvolvimento da estrutura nessa nova etapa.

Quase metade dos brasileiros apoiam oficialização do Bitcoin

Entre o sábado (11) e o domingo (12), uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna indicaram que 48% dos brasileiros acreditam que o Bitcoin (BTC) também deva ser adotada como moeda oficial do Brasil. Apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% foram fortemente contrários à ideia.

Os números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais favoráveis às criptomoedas na América Latina, à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%). O questionamento foi motivado pela histórica oficialização da criptmoeda em El Salvador, na semana passada.

“Alonzo” chega à Ada Cardano

E após semana turbulenta, os contratos inteligentes finalmente chegaram à Ada Cardano (ADA) no fim da tarde de domingo.

Tendo passado por diversas etapas-teste desde o início de 2021 (ano em que registrou alta de mais de 1400%), a atualização “Alonzo” dá ao ativo a possibilidade dos programadores criarem e implementarem seus próprios contratos na blockchain da Cardano, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos aplicativos descentralizados (dApps), além de assumir oficialmente espaço no mercado junto à Ethereum (ETH) nos campos de DeFi’s e NFT’s.

Com a passagem pelo hard fork, a Ada se recuperou das incertezas relatadas por usuários em meio aos últimos testes da atualização, a moeda fechou em alta de 4% (U$ 2,56) no domingo e, de acordo com analistas, retoma o potencial promissor de valorização esperado até o final do ano.

Reviravolta no caso Walmart/Litecoin

Por fim, essa segunda (13) amanheceu com uma reviravolta no mercado das criptomoedas. Isso após um anúncio de que a Litecoin (LTC) seria aceita como forma de pagamento na rede Walmart, referência mundial dentre lojas de departamento, o ativo subiu mais de 30% em 20 minutos e se manteve em alta recorde.

Nesse meio-tempo sobrou até para a Bitcoin, que apresentou queda de 2% no mesmo espaço de tempo, já que no comunicado, o CEO da empresa, Doug McMillon, teria dito que a escolha pela Litecoin foi feita por esta ser “Mais prática e rápida do que a Bitcoin”.

Entretanto, o próprio McMillon foi quem veio à público para desmentir a notícia. O reflexo foi sentido no mercado de criptoativos e, obviamente, o destaque ficou para as moedas envolvidas na fake news. Próximo ao meio-dia do horário de Brasília, a Litecoin já voltava a registrar queda, com baixa de 2,12% no recorte de 24 horas (período em que o estouro pós-anúncio está incluso), enquanto o Bitcoin indicava nova queda de 4%.

Altcoin destaque: Solana (SOL)

Sem fazer tanto alarde quanto os projetos da Ada Cardano, a Solana também vem em franca ascensão nesse ano de 2021.

Tendo valorizado 95.000% desde seu lançamento e seguindo ritmo impressionante semana após semana, sua blockchain está se tornando extremamente atrativa para desenvolvedores, atraindo oracles para seu ecossistema, o que é essencial para DeFi’s.

O ativo, entretanto, entrou na sexta-feira em reflexo de reajuste, como reação da oferta de venda após seu valor cruzar pela primeira vez a barreira dos US$ 200 durante a quinta-feira (9). Nesse contexto, a moeda atravessa momento de queda, após figurar na casa dos US$ 180 no sábado e US$ 170 no domingo, tendo aberto a segunda-feira US$ 167,68 (queda de 16,15% aproximadamente).

A análise fundamentalista como elo entre as criptomoedas e o mundo off-chain

Receio do desconhecido?

A colocação não chegou a ser uma surpresa, haja vista seu comentário sobre o mercado em 2018, já classificando o Bitcoin (BTC) como um “veneno de rato”. Mas reforça um posicionamento de aversão por parte de muitos investidores tradicionais.

Mais recentemente, em 30 de agosto, foi a vez de John Paulson que ganhou notoriedade ao investir contra o mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2008 – falar que as criptomoedas são “um suprimento limitado de nada”: “Criptomoedas, independentemente de como são negociadas atualmente, eventualmente se revelarão inúteis. Uma vez que a exuberância se for ou a liquidez secar, elas chegarão a zero”.

Nota-se um padrão. Há de se considerar, obviamente, pontos de vistas que, desde minimamente embasados, venham de qualquer boca.

Entretanto, por maior que seja o patrimônio e o legado de Buffett, por exemplo, vale ressaltar que se trata “de um cara de 89 anos que mal começou a usar um smartphone”, como o próprio classificou a relação com seu iPhone 11 obtido em 2020. Até então, usava um Samsung SCH-U320, celular flip de U$ 20.

Que fique bem claro que a opção pela simplicidade no uso do telefone não diminui em nada a figura em questão. Pelo contrário, pode até impressionar positivamente frente aos seus feitos. Mas fato é que denota o claro distanciamento dele, de investidores de perfil similar e até mesmo da população em geral para o mercado.

Do estouro da Bitcoin às complexidades em “produção” e desenvolvimento mais recentes, a ascensão do mercado de criptos ainda é distante e nebulosa mesmo para players atualizados. Quem dirá, então, para a considerável parcela da sociedade que é ainda mais distante do contexto?

Analise fundamentalista é a “humanização” das criptomoedas

Se as aspas destacadas vêm para alimentar o senso comum que surge em torno do mercado desconhecido, logo, informação e contextualização aparecem como os caminhos à serem seguidos para esclarecer o caso.

Mas enquanto as criptomoedas não vão às ruas, céticos ou curiosos podem contar com a ingressão da análise fundamentalista para entender efetivamente a transformação proposta pelas criptomoedas.

O fundamentalismo é uma das bases do investimento mais comum. Trata-se da tentativa de determinar o valor de um título observando fatores da realidade, histórico da empresa e afins, que reflitam, de alguma forma os valores de mercado.

Seria, exemplificando, ponderar sobre a origem conceitual por trás desse mundo. A descentralização, o dinamismo, seus funcionamentos e objetivos, compreendendo tanto o peso desse contexto como um todo, quanto justamente as variedades que não param de aparecer.

De pilares como Bitcoin e Ethereum (ETH) às altcoins solidificadas, já se constroem bases seguras para melhor compreensão do mercado. Conceitos como usabilidade e adoção prática na economia, acompanhamento de desenvolvimento dos projetos, visibilidade midiática e até mesmo posicionamentos governamentais já são aspectos palpáveis para localização e embasamento de mercado.

Um forte e atual exemplo seria a Ada Cardano (ADA). Sensação do mercado em 2021 e terceira colocada em capitalização de mercado, é relativamente recente aos olhos da maioria dos investidores, Ada se destaca por diversos fatores dentro de seus processos, cruzando até mesmo as fronteiras do nicho cibernético.

Dentre outros aspectos importantes, seu processo de P.O.S. (Proof of Stake) se destaca por usar menos energia frente à maioria de seus pares, o que a torna não somente mais barata (considerando o peso dos custos energéticos geralmente envolvidos) como, consequentemente, muito mais ecológica.

Além disso, ganhou manchetes recentes com a ponderação de seu criador, Charles Hoskinson, frente ao papel das criptomoedas na atual situação do Afeganistão, pós tomada de poder do Talibã.

Por essas e outras questões, vimos a Cardano crescer 106% em agosto e 1700% no ano, com perspectivas de crescimento ainda maiores (aliás, vale o reforço para o dia 12 de setembro, com a confirmação de seu contrato inteligente).

Mas este é só mais um dos outros possíveis exemplos que tendem a validar cada vez mais a aplicabilidade das moedas, deixando claro que existe, sim, peso e direção à serem consideradas no ativo.

Pouco a pouco, o mundo off-chain vai se aproximando das correntes de algoritmos, encontrando nas transações P2P e demais características, alternativas para um futuro que pode estar mais próximo do que parece.