Atrasada, Cardano adota perfil mais discreto enquanto “arruma a casa”

Saldo é positivo, mas o tempo está passando

Não se enganem: o ano da Ada Cardano (ADA) segue sendo um enorme sucesso. A rede que nasceu com a proposta de desbancar a Ethereum (ETH) saiu de centavos de dólares no início do ano para bater a barreira dos US$ 3 no dia 2 de Setembro.

O bom desenvolvimento inicial da rede, associado a seu potencial e a sua boa colocação no mercado e na mídia (com esse último ponto sendo por conta do trabalho do CEO Charles Hoskinson), permitiram que investidores do mundo todo colocassem a Ada entre os principais artigos do mercado em tempo recorde.

A ascensão meteórica e o aumento drástico de demanda obrigaram os desenvolvedores da rede a prepararem o primeiro dos grandes passos da rede: o hard-fork realizado por meio da atualização “Alonzo” e a consequente abertura para o desenvolvimento de contratos inteligentes. O problema, entretanto, talvez tenha sido o timing.

Isso porquê logo depois da alta histórica, a já esperada correção de preço foi acompanhada das agressivas baixas sofridas pelos criptos após o turbulento início do Bitcoin (BTC) em El Salvador, no dia 7, e aos ataques da China aos ativos no decorrer dos dias seguintes.

De quebra, comentários de programadores indicavam que a rede Cardano não vinha respondendo tão bem aos testes disponibilizados para a atualização, o que além de pesar para a manutenção da baixa, levantou dúvidas sobre o seu real potencial. A soma de todos estes fatores fez com o outrora promissor preço de US$ 3 fosse derrubado para a casa dos US$ 1,90 em algumas oportunidades (sendo efetivamente fechado em US$ 1,98 em 21 de setembro).

Esperança de dias melhores, mas com ciência do atraso

Ao menos a alta generalizada ocorrida na virada entre os meses de setembro e outubro voltou a estabelecer o ativo mais seguramente acima dos US$ 2, apesar de ainda ser pouco perto das previsões mais otimistas, que vislumbravam os US$ 10 até o final do ano.

E fato é também que a Cardano também arregaçou as mangas e mostrou ao mundo suas reais intenções durante o Cardano Summit, evento de palestras e anúncios de novidades, como o desenvolvimento de uma stablecoin própria, novas etapas de certificação de projetos interessados em integrar a rede, o andamento da dApp store e, principalmente, a chegada de oracles por meio de parceria com a Chainlink.

Mas com os “gatos escaldado” desenvolvendo “medo de água fria” – como diriam os mais experientes – será necessário mais para a Ada recuperar algo próximo do patamar que vinha sendo desenhado mais cedo em 2021.

Pensando nisso, Hoskinson aposta inicialmente em uma tour pela África. O continente apresentou grande adesão à rede e, além de ser mais um mercado consumidor em considerável potencial, chama a atenção pelo número de start-ups promissoras que se baseiam na Cardano para explorar o potencial das blockchains.

Em questões mais práticas e técnicas, os desenvolvedores da rede ainda fazem os ajustes necessários para lidar com os problemas ocorridos nas fases de testes. A situação ainda é vista como um dos principais empecilhos para a Ada voltar a disparar, mas apesar da resolução definitiva não ter ocorrido ainda, os relatórios mais recentes indicam avanços que se aproximam do final dessa “batalha”.

Apesar de todos os pesares, a Ada Cardano ainda conta com um potencial absurdo, o que tende a manter o preço relativamente estável mesmo enquanto o mundo aguarda quando será seu despertar.

Pode ser relativamente tarde para o milagre de crescimento até o final de 2021, mas não somente é cedo demais para desistir da ideia, como a manutenção de valores mais acessíveis permite mais tempo e adesão ao fenômeno que está por vir. Só nos resta saber se a espera será muito mais longa do que o esperado.

O que é: CBDC

A sigla CBDC vem do inglês Central Bank Digital Currency, que na tradução para o português se torna a moeda digital do banco central. Também podendo serem chamadas de govcoin, trata-se das representação digital dos valores monetários, contando com a mesma autoridade monetária da cédula (podendo ser convertidas diretamente para a moeda convencional), mas que existem somente no plano virtual.

Como é de se imaginar, os projetos das CBDCs são associados normalmente ao atendimento de necessidade em processos de pagamentos eletrônicos, além da busca por inovação nos demais processos de transações econômicas via internet.

Vale destacar também as capacidades que as moedas digitais teriam de auxiliar no processo de digitalização das economias que cada vez menos usam papel moeda, além de ser uma alternativa à população “desbancarizada” que, sem acesso às contas bancárias e cartões, conta justamente só com cédulas e moedas como opções para movimentar seus recursos.

De acordo com o BIS, Banco de Compensações Internacional, mais de 40 países já aderiram, em algum nível, ao plano de contar com uma moeda virtual para seu banco central. Isso porque além das funções já listadas, existe grande potencial para as CBDCs no âmbito das negociações internacionais e na função de reserva econômica.

China “corre” contra o dólar

Foi considerando justamente essa possibilidade que a China desenvolveu, com folga, o mais avançado de todos os sistemas de CBDC do mundo no momento. Isso porque enquanto a enorme maioria das outras moedas governamentais seguem estágio de planejamento e desenvolvimento, os chineses já colocam o “Yuan Digital” à prova.

Desde dezembro de 2020 a CBDC chinesa está em circulação, mesmo que inicialmente em estágios de testes mais limitados. Durante sua fase inicial, priorizando a adaptação dos habitantes do país com a novidade, a bandeira levantada era de modernizar transações econômicas locais, além de facilitar também a vida de turistas.

Entretanto, sem fazer muito alarde internacionalmente, sua utilização cresceu exponencialmente dentro do território chinês.

A moeda digital teve seus primeiros registros de uso no pagamento de taxas na Bolsa de Dailian em agosto, roubou a cena no principal evento do Mês da Popularização do Conhecimento Financeiro – o mesmo em que o presidente Xi Jinping reforçou o combate aos criptoativos – e até o meio do ano já tinha movimentado cerca de US$ 5,3 bilhões sem maiores problemas, o que indica o quão maduro está o projeto por lá.

Somando o inegável sucesso do Yuan Digital, o desenvolvimento das demais CBDCs mundo à fora e a possibilidade de atuação como reserva em transações internacionais (o que diminuiria o poderio dos EUA no caso das sanções em dólares americanos), e temos um outro ativo digital que deve movimentar a economia mundial muito em breve.

Brasil desenha seus primeiros projetos

O Brasil é um dos países que está com sua moeda digital “avançando”, como o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificou ainda em agosto.

Questões técnicas importantes ainda estão sendo resolvidas, como alavancagem da moeda ser feita de maneira que não gere diferença de preços entre o Real digital e físico a partir de grande demanda. Mas mesmo em um estágio mais embrionário, fato é que o Real Digital deve ser uma das CBDCs mais próximas dos criptoativos em todo o mundo.

Isso porque de acordo com Campos Sales, a moeda virtual brasileira terá grande possibilidade de explorar recursos do mundo dos criptos, sobretudo os chamados contratos inteligentes e os aspectos que envolvem a tecnologia DeFi (Finanças descentralizadas).

O posicionamento foi reforçado tempos depois pelo presidente da B3, Luis Kondic, que indicou a preparação para a bolsa brasileira começar a prestar serviços de oráculo às blockchains, alimentando as redes com informações econômicas externas em troca da adesão do Real Brasileiro nestes tipos de sistemas e do desenvolvimento de ferramentas em pagamentos programáveis que aperem junto ao ativo.

A expectativa é que os projetos mais avançados e seus primeiros testes sejam feitos já a partir de 2022.

Alta do Bitcoin nasce do fortalecimento de ideais mundo à fora

O que seria duro golpe, virou ponto de partida

O último candle da semana em questão indicou fechamento do preço de negociação do Bitcoin (BTC) em US$ 60,856, valor mais alto do que os registrados em abril, último grande período de altas recorde.

Observando de longe, era plausível acreditar em algum tipo de correção com a expressiva marca sendo alcançada. Mas o movimento de compra seguiu forte, muito por conta dos investidores entenderem o quão favoráveis e impactantes vêm sendo os últimos dias para o ativo. Em um espaço de aproximadamente 20 dias, tanto o mercado quanto a cultura que envolve os criptos romperam barreiras e estão cada vez mais próximos da “realidade”.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o BTC baixou perigosamente aos US$ 40 mil, se encontrando em alguns momentos durante as sessões abaixo da marca. Não coincidentemente, o movimento ocorreu após as duras ofensivas do governo da China aos criptoativos no geral, proibindo sua negociação e até mesmo sua mineração.

Em relativamente pouco tempo o mercado aguentou a pressão e o receio gerado pelo confronto com o outrora maior campo de mineração do planeta, inicialmente com a confiança de quem comprou na baixa, chegando até a virada entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em que o posicionamento mais amistoso do governo americano serviu de pontapé inicial para a alta que até agora não parou.

Resposta mundial é positiva

A conversa governamental sobre criptomoedas nos Estados Unidos se iniciou a partir do combate a crimes que envolviam os ativos de alguma forma. A preocupação era referente aos pagamentos de ataques cyberterroristas em criptos, mas logo a conversa evoluiu para questões que envolvem a aproximação dessa nova possibilidade com a carteira do americano.

Passando por debates sobre a segurança para investidores, regulações de gastos energéticos na mineração e até mesmo pelas stablecoins do dólar americano como fundos, foram divulgados nessa segunda-feira (18) pelo New York Times que confirmam o lançamento do primeiro ETF de futuros em Bitcoin a ser listado na bolsa de Nova Iorque (NYSE) previsto para a terça (19).

Outra nação que impactou positivamente nessa caminhada – e que mais do que nenhuma outra sentiu esses impactos – foi a modesta El Salvador. No dia 7 de setembro, deu seu próprio grito de independência ao adotar o Bitcoin como moeda oficial do país.

O início do período que colocou o país centro-americano no centro dos olhos da economia mundial foi relativamente turbulento, haja vista a brusca mudança estrutural e cultural exigida nesse processo. Mas o presidente Nayib Bukele se manteve firme em seus ideais, sendo mais um a adquirir Bitcoins na baixa para seu país, que já vem colhendo seus primeiros frutos.

O governo local anunciou no dia 9 de outubro o investimento de parte dos US$ 4 milhões de lucros obtidos até o momento com a alta na construção de um hospital veterinário em San Salvador, capital do país. Segundo Bukele, a estrutura contará com 4 salas de operações, 4 clínicas de emergências, 19 salas de atendimento e uma área de reabilitação.

O objetivo é de que, em uma média diária, o hospital teria capacidade de realizar 64 cirurgias, cerca de 130 emergências e quase 400 atendimentos gerais.

Outra prova do impacto real que os criptoativos como um todo foi que com menos de um mês da oficialização do BTC, a carteira governamental “Chivo” já tinha mais usuários do que os tradicionais bancos nacionais tinham conseguido alcançar em décadas, o que permitiu a mais salvadorenhos repassar e receber valores (22% do PIB do país vem de remessas oriundas dos Estados Unidos) sem burocracia ou taxas.

O “experimento” El Salvador vem dando muito certo, com a população quebrando recordes de transações, entre BTC e dólares, quase que diariamente. Pouco a pouco o ativo ganha mais adesão populacional e comercial e – mesmo para quem ainda não acredita ou entende muito bem – os US$ 30 em Bitcoin dados pelo governo à cada habitante que baixasse a carteira digital já se valorizou em 30%, com expectativas de que o percentual suba consideravelmente até o final do ano.

Todo esse movimento se estendeu por todo o mundo durante esse espaço-tempo tão crucial. Outros tigres asiáticos deram sinais positivos aos criptoativos mesmo frente à pressão chinesa, com destaque para o crescimento exponencial do contexto de criptos como um todo na Índia – o mais qualificado dos candidatos a suprir a falta dos chineses, caso seja necessário.

A Europa se tornou uma capital dos criptoativos com a ausência da China. Além de pouco a pouco ir tomando também as pautas governamentais do velho continente, as transações de criptoativos por lá somaram cerca de €870 bilhões em transações entre 2020 e 2021, com 25% de todas as negociações de criptos acontecendo no planeta tendo origem e/ou destino europeu.

Assim como os Estados Unidos, o Brasil também começou suas conversas visando o combate ao crime organizado. No caso tupiniquim, ao invés de cyberterrorismo, o objetivo inicial era de tratar dos inúmeros golpes ocorridos no estado do Rio de Janeiro, que utilizavam o investimento em criptomoedas como farsa para atrair vítimas para esquemas de pirâmide – vide GAS consultoria.

Agora, o debate em torno do projeto de lei 2303/15 também já evoluiu em solo brasileiro, aprofundando seu debate de uso e regulação, bem como outras funcionalidades do sistema em blockchains, que levou a B3 a começar os preparos para o serviço de oracle.

É muito provável que, em breve ou não, o Bitcoin e seus similares tenham novas baixas e sofram com algum tipo de descrença. Mas talvez, se perguntassem aos especialistas num passado recente qual país mais afetaria os ativos com uma proibição, muitas respostas girariam em torno da China, por ter sido por tanto tempo o centro de mineração e desenvolvimento tecnológico mundial do mercado.

A perda chinesa foi sentida, gerou tensão e dúvidas, mas serviu de doloroso ponto de partida para o fortalecimento do mundo dos criptoativos. Em suma, tudo indica que os criptoativos, puxados pelo seu principal representante, deram sua primeira amostra mais concreta para o mundo “off-chain”, e que não será esquecida facilmente.

O que é: Blockchain

Base de todo o mercado

Mesmo que os tópicos de todo o debate atual frente ao mercado de criptoativos flutue entre credibilidade financeira, regulamentação governamental e muitos outros variados aspectos, todos os processos, perguntas e respostas começam no blockchain.

Essa tecnologia funciona como um “livro de registros” de todas as transações que acontecem em uma determinada rede. Os registos são distribuídos publicamente como medida de segurança e de isonomia por meio da descentralização, princípio que é base para o conceito de DeFi (finanças descentralizadas) e dos dApps (aplicativos descentralizados).

As transações econômicas/informacionais então ocorrem no chamado modelo P2P, Peer to Peer (pessoa para pessoa). Nesse contexto, são promovidos conceitos de independência e dinamismo, propósitos que norteiam os objetivos dos criptos, sejam eles com o objetivo de desenvolver ferramentas capazes de operar com finalidades diversas, ou simplesmente no âmbito tradicional financeiro.

Potencial para burlar receios e inseguranças

Traduzindo ao pé da letra do inglês, blockchain significa corrente (ou cadeia) de blocos. Isso porquê seu funcionamento se baseia em um mecanismo sequencial, em que novo blocos de informações sobre transações variadas e suas validações são integrados à rede a cada 10 minutos.

Dessa forma, todo e qualquer ativo transacionado tem obrigatoriamente um registro rastreável, característica que auxilia tanto em processos de autenticação geral, quanto para “localização” de transações específicas – como transferências de organizações criminosas que estejam sendo investigadas, por exemplo.

Economicamente, o mercado de criptoativos encara dúvidas referente à sua instabilidade, tendo em vista que além de se tratar de um modelo ainda em estabelecimento efetivo na realidade da maioria das pessoas, seu próprio ecossistema ainda está em amadurecimento.

Na prática, a bússola que indica possível sucesso de uma rede e seu ativo apontam, inicialmente, para a escalabilidade da referida blockchain. A capacidade de lidar com um grande fluxo de dados sem inviabilizar seu funcionamento ou as atividades de seus usuários é crucial para garantir credibilidade e longevidade ao token ou coin em questão.

Mas mesmo ainda em meio a todo o tipo de desconfiança, os criptoativos entram cada vez em pauta no mundo. Seja partindo de posicionamentos governamentais ou o atendimento de necessidades institucionais e populacionais, naturalmente o cripto vai ganhando espaço e se aproximando da realidade.

Trata-se de um processo natural para um modelo que pode revolucionar o jeito que o planeta enxerga transações no geral e que só tem esse potencial todo por conta da liberdade que nasce das blockchains.

A “gamificação” dos criptoativos

Tecnicamente, quando nos referimos ao termo aplicado junto à educação, a “tradução” mais correta seria “ludificação”, mas no caso dos criptos a terminologia vai se mantendo mesmo mais próxima do original em inglês com a expansão dos jogos virtuais baseados em blockchains.

Os jogos em questão se baseiam na criação de NFT’s (Non-Fungible Tokens), que, em resumo, se refere à um processamento que garante a autenticidade e a exclusividade do ativo gerado, validando sua posse a quem o originou.

Por meio da plataforma do jogo, os seus jogadores competem, interagem e negociam por itens que auxiliarão na geração desses tokens únicos. Após a geração e a confirmação de posse do usuário, o próprio ecossistema do game, somado das movimentações de seus jogadores e do mercado de cripto em si, é capaz de estabelecer um valor para os ativos gerados.

Prós e contras durante a concretização do mercado

Estes aliás são os aspectos que atraem cada vez mais pessoas para os jogos para este tipo de cenário. A possibilidade de obter ativos de valor substancial enquanto joga, ainda com a segurança de que o tempo e o esforço empregado na plataforma não correm risco de simplesmente sumirem de suas mãos (por conta do registro imutável de cada NFT nas blockchains) não só aguça ainda mais o interesse social dos criptoativos, como também aproxima o público de conceitos desse mercado que podem ser amadurecidos futuramente.

Mas é importante apontar também que existem algumas desvantagens sobretudo para quem procura novos jogos deste perfil para investir de maneira mais agressiva.

Primeiramente, por conta da própria natureza especulativa criada em torno das plataformas, baseando os preços em expectativas de que outros usuários estarão dispostos a pagar um preço acima do pago inicialmente. Games que estejam em ascensão podem atrair muitos novos jogadores de uma vez que, por sua vez, podem inundar o mercado interno com novos ativos (mesmo que variados).

Em segundo lugar, jogadores/investidores mais desatentos ou desinformados das características de NFT’s podem ter problemas com cópias. Assim como obras de arte e artigos de colecionador, pessoas mal-intencionadas podem tentar negociar cópias e similares de tokens, a depender da disponibilidade de condições dentro do jogo para que a “receita” que originou o original possa se repetir. Entretanto, com um pouco de atenção ao sistema e (Se necessário) à blockchain, não é difícil evitar esse tipo de problema.

Exemplos de jogos baseados em NFT’s

Kryptokitties – Um dos primeiros jogos em blockchain desenvolvidos (2017) e pioneiro em sucesso de projeto e adesão, dá ao jogador o simples objetivo de gerar novos gatinhos virtuais ao mesclar itens do jogo. Apesar de já ter passado pelo seu período de auge, segue ainda em 2021 com movimentações diárias de vendas na casa dos US$ 30 mil.

Axie Infinity – Atual sensação do mercado, também se baseia na obtenção de novas criaturas que podem ser exclusivas. Entretanto, ao contrário de Kryptokitties, os bichinhos gerados se aproximam mais aos icônicos Pokémons, uma vez que cada um deles tem habilidades únicas para serem postos em batalhas.

Baseado na blockchain da Ethereum, as criaturas (chamados axies) são compradas por tokens que se encontram na faixa dos US$65, com os monstros menos raros custando fragmentos destas moedas, enquanto mais fortes e exclusivos podem ser vendidos por centenas destes ativos.

Guild of Guardians – Talvez o mais elaborado dos jogos baseados em NFT’s feitos ou em desenvolvimento até aqui, sendo o que chega mais próximo de um grande título do mundo dos games, contando até com gráficos 3D. O foco do jogo PvE (Player vs Enemies) será de juntar heróis com diferentes habilidades e vencer os inimigos para passar de fase.

A moeda utilizada no jogo está custando US$ 0,05, com seu pré-lançamento já contando com mais de 130 mil pessoas na sua lista de espera. A previsão é de que o game seja lançado no início de 2022.

Coisas para se atentar em setembro se você possui ou comercializa Cripto

Agosto foi o pior mês de 2018 para as criptomoedas. O preço do bitcoin caiu e o preço das altcoins despencou. O que foi uma perda dolorosa para os detentores de criptos, acabou por ser uma oportunidade para ganhos extraordinários, mesmo para os day traders que conseguiram tirar partido da volatilidade dos preços.

O contrato inteligente para pedidos de diferença (CFD) tornou possível para o comerciante interessado nos mercados de criptomoeda obter lucro mesmo na primeira metade de agosto, quando praticamente todas as altcoins estavam em queda.

Toda bolha é uma oportunidade. “Vimos seis grandes bolhas, cada uma mais épica do que a anterior, e cada bolha é surpreendente quando elas acontecem, mas quando você olha para trás, elas parecem pontos em um gráfico”, disse Lubin durante uma entrevista na Bloomberg Television. “Com cada uma dessas bolhas, temos uma tremenda onda de atividade e é isso que estamos vendo agora”, disse Joseph Lubin, co-fundador da ethereum, à Bloomberg, considerando que o preço do altcoin estava em queda livre.

Como algumas altcoins, Ripple estabilizou até o final de agosto.
Como algumas altcoins, Ripple estabilizou até o final de agosto.

Mercados voltam aos negócios

Na segunda quinzena de agosto, os valores de bitcoin, litecoin, ripple e outros começaram a se recuperar. O que podemos esperar dos mercados de criptomoedas em setembro?

O verão acabou oficialmente. As pessoas voltavam dos feriados. Isso geralmente significa que o mundo está voltando aos negócios. O volume de negócios em todos os mercados financeiros tende a subir, à medida que os especuladores institucionais voltam ao jogo. Isso pode causar grandes oscilações de preço das criptomoedas.

Especialmente, já que os volumes de negociação de bitcoins caíram durante o verão. Começou em junho e até piorou em julho, mas em agosto, quando o preço entrou em colapso, o volume e a volatilidade aumentaram.

Então, os legisladores

Em setembro, os legisladores também voltaram a trabalhar. Isso traz muita dinâmica para o mundo da criptomoeda. Os burocratas europeus tendem a estar na vanguarda dos regulamentos. Eles querem manter dessa forma. Comerciantes de criptomoedas e emissores de moedas virtuais podem esperar novas leis da UE que provavelmente restringirão sua atividade.

Levará algum tempo, mas em 7 de setembro os ministros das Finanças de 28 países europeus se encontrarão em Viena para discutir novas regras para o setor.

Do outro lado da política global, o Irã deve suspender a proibição da criptomoeda em setembro.

Nos EUA, o mercado cripto fará um movimento em direção à autorregulação. Um grupo de trabalho liderado por uma exchange de criptomoedas Gemini se reunirá em setembro para discutir a formação de uma organização auto-reguladora (SRO).

Em outro mercado cripto vibrante, as mudanças também estão chegando. Dentro de duas semanas, a Securities and Exchange Commission (SEC) das Filipinas planeja emitir “esboços de regras” supervisionando as exchanges.

China e Índia estão abrindo caminho para um estado controlado. Recentemente, a China fechou várias contas de notícias relacionadas a blockchain no aplicativo social WeChat e proibiu hotéis no centro de Pequim de realizar eventos promovendo criptomoedas.

Segundo fontes, o regulador indiano preparará e as diretrizes finais um plano da moeda virtual nativa em setembro.

Na Japan Line Corp, uma subsidiária da gigante de buscas sul-coreana Naver Corporation, vai lançar uma criptomoeda em setembro.

Fique de olho em todos esses eventos, pois eles são ótimas dicas para a especulação inteligente de criptografia.

Fundamentos fortes permanecem

Os fundamentos parecem fortes, pois a tecnologia blockchain está atraindo investimentos recordes. Um recente relatório da KPMG, The Pulse of Fintech 2018, afirmou que o gasto global em empresas de tecnologia financeira deste ano já superou o de 2017. Isso foi impulsionado principalmente por projetos baseados em blockchain.

A indústria de blockchain está em constante crescimento. Novos negócios surgem e os já existentes ganham em tamanho, novos exemplos de adoção de tecnologia aparecem praticamente todos os dias. O aumento acentuado do investimento provavelmente continuará. Uma pesquisa da Deloitte mostra que 40% dos entrevistados querem investir significativamente neste setor no próximo ano.

A adoção generalizada do blockchain exige um nível razoável de regulamentações legais para proteger os clientes de ações fraudulentas, evitando ao mesmo tempo o risco de excesso de regulamentação e sufocando a inovação no processo.

Uma recém-anunciada Global Financial Innovation Network certamente parece um passo na direção certa. Reguladores de onze países, incluindo Canadá, Austrália e Reino Unido, pretendem criar uma caixa de proteção regulamentar para as empresas testarem suas soluções.

Como você pode ver, setembro provavelmente será um mês mais promissor para os detentores de criptomoeda e tão bom quanto os meses anteriores para os traders de criptomoedas. Se você assistir diariamente as notícias de bitcoin e altcoin e tiver sua própria opinião sobre as tendências atuais e futuras, é uma excelente base para ganhar dinheiro com o day trading.

A previsão de setembro foi criada pelo SimpleFX WebTrader – o aplicativo de negociação on-line mais simples e poderoso. É rápido, confiável, projetado e otimizado para todos os dispositivos, fácil de aprender para iniciantes, mas com recursos de negociação avançados e ilimitados, graças a um gerenciador de API intuitivo e seguro.