Índia encaminha regulamentação de criptos protecionista

Índia explora seu potencial

Nos últimos tempos, a Índia já vinha mostrando posições extremamente progressistas perante a adesão do mercado de criptos à sua realidade social e econômica.

Reconhecendo e explorando os potenciais nacionais em público consumidor e desenvolvimento tecnológico, o país emergente tem plenas condições de ocupar espaço de destaque na nova era econômica não somente na Ásia, mas em todo o mundo.

Exemplos para a visão otimista não faltam: parcerias milionárias que originam carteiras digitais e exchanges indianas, como a CoinSwitch Kuber, vêm gradativamente quebrando recordes diários de adesão, uso e montantes transferidos, enquanto redes sociais populares no país se preparam para lançarem suas próprias moedas. Até mesmo o Primeiro Ministro, Narendra Modi, já foi à público falar em prol da defesa dos criptoativos.

Contudo, se enganou quem imaginou que uma abertura completa viria logo de cara. A situação é muito diferente de El Salvador, que já progrediu desde que abraçou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, mas que se encontra em um contexto completamente diferente da Índia.

Avanço histórico, mas com seus sustos

O principal destaque do primeiro texto regulatório referente às criptomoedas é o impedimento de negociação da enorme maioria das moedas virtuais consideradas privadas.

A primeira leva de informações divulgadas dava a entender até que todos os ativos não-indianos seriam banidos, o que causou quedas de preço de dois dígitos acima dos 10% em diversos ativos durante a quarta-feira (24).

Durante o decorrer da tarde mais detalhes foram confirmados de que, na verdade, era do interesse dos parlamentares manter redes públicas e ativos já seguros e estabelecidos – como o Bitcoin e o Ether (ETH) – em circulação junto dos projetos indianos com o objetivo de impedir um isolamento da Índia no universo dos criptos e permitir que os trabalhos desenvolvidos no país sejam capazes de serem negociados internacionalmente.

A opção pelo cerco mais fechado aos criptoativos de redes particulares se baseia em dois princípios. O primeiro é devido ao temor de que o aumento da circulação de criptos no país sirva de oportunidade para que crimes fiscais/financeiros ocorram com mais frequência, uma vez que a rastreabilidade em redes fechadas tende a ser mais difícil.

Em segundo lugar, a política adotada também é protecionista, ao dar preferência para os projetos desenvolvidos no próprio país frente, enquanto também prepara o terreno para sua própria CBDC integrar a novidade econômica em breve.

Mas para reafirmar que as mudanças são positivas mesmo com o susto do mercado, juntamente destas pautas restritivas, avança bem a mudança de classificação das exchanges para o setor de e-commerce.

A mudança deve remover boa parte das burocracias necessárias para o funcionamento dessas plataformas, como reduzirá os impostos sobre transações de 14% para 1%.

Novamente, uma forte reação negativa gera queda de preços generalizada a partir de histeria e ingenuidade. Era, mais uma vez, de se imaginar que um dos maiores países do mundo não iria acatar instantânea e naturalmente as movimentações de criptos junto à modelos econômicos centenários.

Mais atritos e reajustes virão de outras frentes, não sendo eles necessariamente negativos. De qualquer forma, a regulamentação indiana já se mostra muito mais receptiva, por exemplo, do que a ocorrida nos Estados Unidos.

Shiba Inu acusa golpe, mas segue de pé

Ascensão e maturidade

Principalmente entre outubro e o começo de novembro, o mercado de criptomoedas testemunhou, em meio ao crescimento coletivo, a memecoin Shiba Inu (SHIB) se transformar em uma das mais gratas surpresas de 2021 após sua disparada de 44.000% no começo do mês 11.

E mesmo com a origem que exala displicência, tanto a Shib Army – nome dado ao seu fiel e enérgico grupo de apoiadores – quanto os responsáveis pelo ainda jovem projeto tomaram posicionamentos maduros frente aos primeiros momentos de pressão real oferecidos pelo mercado.

Isso porque logo no início de novembro a army encarou duas situações de risco em um curto espaço de tempo: uma queda brusca (comum no caso de memecoins em movimentos de venda que para outros ativos seriam simples) no dia 3, além do dispertar da “baleia adormecida”, com US$ 5,7 bilhões em SHIB, que fez suas primeiras movimentações em meses e ameaçou derrubar ainda mais os preços no caso de venda em grande escala.

No total, em seu primeiro momento sob os holofotes do mundo dos criptos, a queda instantânea foi de quase 11%. Mas mesmo com tudo isso, a Shib Army se mobilizou internet à fora para comprar na baixa e segurar as moedas virtuais a todo o custo, enquanto a equipe por trás da SHIB foi apresentando avanços modestos, mas constantes em aspectos de segurança e desempenho da rede.

Novo momento obriga SHIB a manter os pés no chão

Como resultado, a Shiba Inu caiu junto de todo o mercado, mas superou expectativas de suas similares ao passar “viva” por sua primeira grande prova. Mas se engana quem pensa que a Shiba Inu teria momentos de calmaria antes de entrar no segundo round de sua luta pela estabilização.

Apesar de seguir com desempenho mais seguro do que a enorme maioria das memecoins de origem, a moeda agora acumula 60% de baixa de seu ATH obtido no dia 28 de outubro. O principal motivo apontado para o momento difícil passa diretamente pelo receio/perda de interesse por parte dos novos investidores que descobriram o ativo no momento de alta.

De acordo com a plataforma Google Trends, as buscas pelo termo “Shiba Inu” e similares caiu dos 100% (máximo de buscas já feitas ocorrida no entre os dias 27 e 30 de outubro) para cerca de 20% de interesse justamente nesse momento de baixa.

Para piorar, o perfil oficial da Shiba Inu se pronunciou, via twitter, sobre um drástico aumento da ocorrência de golpes envolvendo a moeda. Inúmeras páginas fake e grupos de investimentos com segundas intenções se multiplicaram nas últimas semanas e chamaram a atenção de investidores ao usarem a SHIB como bandeira principal.

De promessas de pump and dump à simplesmente roubo de dados, o problema foi tão grande que o projeto em torno da Shiba Token prestou diversas explicações e instruções aos interessados em conhecer melhor o trabalho envolvido, mas até o momento sem muito mais sucesso na captação da confiança popular.

Restou o “teimoso” núcleo que nunca abandonou a Shiba Inu e, bem ou mal, podem ser os principais responsáveis pelo novo patamar que atingiu mesmo em meio ao momento ruim. A Shib Army segue firme na defesa e na propaganda do ativo que acreditam ter o potencial de mudar financeiramente a vida de muitas pessoas.

Fato é que, mesmo com o tom decepcionante atual, o desepenho da criptomoeda segue extremamente positivo no recorte anual, com o projeto aguentando ainda duras pancadas que seriam capazes de demolirem bases que não estivessem firmes. Resta saber agora se Shiba e sua armada terão fôlego para voltarem ao palco principal em novos momentos de alta do mercado de criptos.

O exemplo de El Salvador para o mundo com a “Bitcoin City”

Postura firme em meio à queda

O momento para as criptomoedas e para a principal representante da classe, o Bitcoin (BTC), não é dos melhores. As incertezas vindas dos Estados Unidos com os debates sobre as novas leis de fiscalização sobre os ativos no país tiraram todo o mercado do momento historicamente positivo pelo qual passava a quase dois meses.

E mesmo com um problema de escala mundial em mãos, muitos críticos se voltaram para El Salvador. Esse tipo de movimento tem sido comum nas baixas que ocorreram desde o dia em que os salvadorenhos adotaram o Bitcoin como moeda oficial do país – 7 de setembro – por marcar o início do primeiro grande desafio do BTC no “mundo real”.

Mas tanto a nação quanto a moeda virtual deram sinais de maturidade até aqui. Nas quedas que ocorreram logo após a confirmação da grande mudança econômica, o presidente Nayib Bukele encarou reclamações e protestos para seguir firme no apoio à criptomoeda e nas compras nas baixas.

Como resultado, a antes ignorada economia de El Salvador pôde aproveitar do excelente momento vivido pelo Bitcoin entre o final de setembro e o começo de novembro.

Nesse meio tempo, o mundo testemunhou, além do aumento de conhecimento popular sobre criptoativos no geral e da resposta à histórica baixa bancarização que assolava o país, lucros que, por si só, já encaminharam a construção de centros veterinários e escolas na capital El Salvador e comprovavam na prática os benefícios da adoção do BTC.

Mas após tanto servir como base para que o Bitcoin provasse seus valores e potenciais, pode ter se iniciado o primeiro grande passo que levará do modesto país a se tornar uma referência importante do futuro da economia.

A cidade do Bitcoin

O anúncio do projeto de construir a chamada “Bitcoin City”, ambicioso projeto que visa construir toda uma cidade que gire em torno da mineração de Bitcoins isenta de impostos tradicionais, foi feito pelo presidente Bukele à investidores, empresários e entusiastas das criptomoedas no último domingo (21), com o objetivo de levantar US$ 1 bilhão por meio de títulos de dívidas com prazo de 10 anos com cupons de 6,5%.

Com ênfase no aproveitamento de energia geotérmica, a cidade ficará em La Unión, na base do vulcão Conchagua. A expectativa é de para que a estrutura completa seja disponibilizada, sejam necessários cerca de US$ 18 bilhões, que serão obtidos gradativamente com novos lotes de títulos. Dos valores do primeiro lote, metade irá para reforçar a infraestrutura de mineração, enquanto a outra seguirá para reforçar o comércio local e sua capacidade de atender os futuros trabalhadores.

De acordo com a Blockstream, empresa especializada parceira do governo salvadorenho na empreitada junto ao BTC, o objetivo prático de criar a estrutura necessária para acelerar a emissão de Bitcoins é de alimentar todo um novo sistema financeiro baseado em Bitcoins e que possa se manter com os recursos minerados em solo nacional.

Em suma, trata-se não somente do mais ambicioso projeto em torno de criptomoedas no planeta, como conta com apoio governamental e, de quebra, não agride o meio ambiente. O avanço e posterior concretização da Bitcoin City pode tirar El Salvador da dependência do Bitcoin para colocar como uma das principais referências do mundo no setor.

Fim de semana do mercado de criptos conta com acenos e afagos dos EUA

Cabo de guerra interno

Vivendo ainda os reflexos da nova legislação reguladora de criptomoedas, os Estados Unidos ainda passam por impasses internos, exemplificados pelo o avanço gradual das primeiras propostas de mudanças na fiscalização das moedas virtuais junto ao senado. Outro aspecto que indica o cenário dividido fica por conta dos órgãos governamentais do âmbito econômico e de seus representantes.

Hora firmes, hora mais receptivos aos criptos – vide exemplo da SEC na aprovação de ETFs em futuros de Bitcoin (BTC) mas negativa ao fundo à vista – a pasta tem, mais uma vez, seu real posicionamento posto em cheque, agora por conta de suas autoridades.

O atual presidente da Reserva Federal do país, Jerome Powell, foi à público recente para defender a existência dos criptoATIVOS e aproveitou para frisar que “o Bitcoin pode ter potencial maior do que o ouro”. Entretanto, o no domingo (21) foi a vez de Christopher Waller, um dos principais nomes da RF, criticar as bases que estabelecem os valores do novo mercado.

“Você pode emitir o quanto quiser e, se ninguém acreditar que outra pessoa vai aceita-lo, o preço é de praticamente zero”, disse o conselheiro sobre a base de valores das quase 6 mil moedas existentes. Waller ainda fez a comparação com o ouro como reserva que pode ter expectativas de lucro, mas destacou que, para ele, o BTC “não possui nenhum valor intrínseco”.

Os relatos de discordância na reserva vinham aumentando nos últimos dias por conta da indefinição de quem seria o próximo presidente do órgão. Entretanto, o presidente Joe Biden confirmou nessa segunda-feira a manutenção de Jerome Powell para mais um mandato, decisão que pode colocar novamente o braço governamental ao lado dos criptoativos.

Apoio de peso pode vir de aprovação do exército

Mas enquanto o cenário de indefinição no poder americano segue, o exército dos Estados Unidos indica uma aproximação do universo dos criptos.

A assinatura do contrato entre US Army e a Consensus Networks, que disponibilizou cerca de US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de tecnologias de logísticas baseadas em blockchains, havia ocorrido no primeiro semestre do ano. Mas o projeto ainda aguardava outras liberações – como saber, por exemplo, se o impacto da nova política fiscalizatória de criptos no país chegaria às operações em blockchain – além do avanço em seus primeiros testes básicos.

Fato é que finalmente o aval da força militar veio, e o piloto do chamado ‘HealthNet’ deve ser liberado para funcionamento logo no começo de 2022.

O objetivo do sistema que foi desenvolvido na IoTex, focada no desenvolvimento de ferramentas voltadas para o contexto de “internet das coisas”, é de promover em tempo real o acompanhamento e o suporte médico para mais de 700 mil navegadores da marinha. De acordo com o CEO da rede IoTex, Nathan Miller, o sistema está 50% completo, mas já demonstrou resultados que agradaram o comando das forças armadas americanas.

O serviço que automatizará as logísticas responsáveis pela organização da demanda de medicamentos, equipamentos médicos, próteses e mais é agora estudado por outras alas da defesa americana. Sua adesão (e sucesso) junto à maior força bélica do planeta pode significar um avanço considerável para todo o contexto que envolve os criptoativos não somente junto aos EUA, mas perante todo o mundo.

Canadá abre espaço para investimentos em Bitcoin e Índia começa a explorar seu potencial

O mercado de criptomoedas ainda sofre com o duro, mas já esperado baque vindo da nova abordagem dos Estados Unidos junto à negociação das moedas virtuais. Propostas de emendas e demais ajustes já estão sendo debatidas, mas, por hora, a fiscalização mais “invasiva” dos EUA provocou queda considerável na enorme maioria dos criptos.

Entretanto, assim como ocorreu no início dos debates que levaram às mudanças em questão, a megapotência mundial serviu para muitas outras nações ligarem seus próprios sinais de alerta para a necessidade de aproximar o mercado de criptos e suas múltiplas possibilidades da realidade de seus países.

Canadá aceita plataforma de gestão de investimentos em Bitcoins

O Canadá dá seu primeiro aval governamental para uma ferramenta de investimentos baseada em Bitcoins (BTC). Trata-se de uma plataforma de negociação e custódia de BTC para investidores institucionais, como fundos de pensão, administradores de portifólio e fundos mútuos.

O aval dado pela Organização Reguladora da Indústria de Investimentos do Canadá à Fidelity (FNF), empresa que ainda em setembro contava com mais de US$ 4,2 trilhões em ativos sob gestão, deve abrir caminhos para que os primeiros fundos de investimentos negociados em bolsas também sejam aprovados, assim como ocorreu recentemente no vizinho Estados Unidos.

Saldo inicial dos criptos na Índia é bem positivo

Indo de certa forma na “contramão” de países mais temerosos perante a regulamentação de criptomoedas, a Índia deu uma série de fortes sinais receptivos ao mercado em ascensão.

Para começar, logo na primeira reunião parlamentar oficial referente às primeiras etapas regulatórias dos ativos, representantes de situação e oposição foram unânimes em defender a legalidade da atividade e de seus aspectos comerciais, impedindo qualquer possibilidade de banimento, como ocorreu na China.

O governo nacional indica também que, em breve, pretende reclassificar as exchanges que trabalham com ofertas de moedas virtuais no país.

Enquanto outras nações fecham o cerco e de certa forma atrapalham as plataformas de negociação, a Índia irá considerar estas empresas como do ramo de e-commerce. Além de retirar parte da burocracia no ramo, a mudança reduzirá o imposto sobre produtos e serviços – que era deduzido de cada transação feita – de 18% para 1%.

Já nessa quinta-feira (18), o primeiro ministro do país, Narendra Modi, convocou nações democráticas de todo o mundo a trabalhar em prol da adesão e do uso correto do Bitcoin e das demais criptomoedas.

“É importante que todas as nações democráticas do mundo colaborem nessa causa, para garantir que esse recurso promissor não caia em mãos erradas e acabe estragado para nossa juventude”, declarou Modi, que mais cedo na semana já tinha abordado os riscos do uso de criptomoedas na lavagem de dinheiro e em demais crimes de finanças.

Apesar da postura amistosa, os debates de definições regulatórias ainda irão longe em solo indiano. Contudo, não é ousado dizer que a maneira aberta e positiva pelas quais os primeiros pontos da conversa foram abordados podem permitir que o país emergente cumpra com maestria o seu potencial de suprir a ausência chinesa no mercado de criptoativos mundial.

CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.

Efeitos colaterais dos EUA junto aos criptoativos já eram esperados

“Os EUA voltando a andar” com criptoativos em rédea curta

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou a liberação de mais de US$ 1 trilhão em recursos para melhorar a infraestrutura de diversos serviços governamentais do país.

Entre as novidades aprovadas no âmbito da economia, estavam contidos os primeiros marcos regulatórios para o uso de criptomoedas nos Estados Unidos. As mudanças de maior impacto na circulação das moedas virtuais nos EUA giram em torno da fiscalização de transações e taxação em cima dos criptos.

Agora, corretoras, carteiras digitais e exchanges terão que disponibilizar ao governo informações das transações realizadas, indicando a que cliente foi transferida a criptomoeda em questão – com detalhes como número de Seguro Social e natureza da movimentação –  para fins de fiscalização e aplicação do imposto sobre rendimento de pessoas singulares (IRS, em inglês).

Movimentações que envolvam montantes acima dos US$ 10 mil devem ser notificadas imediatamente pelas plataformas e estarão sujeitas à averiguação governamental.

Apesar da união governamental em torno dos projetos de leis, que contaram com ativa participação e suporte tanto de republicanos quanto de democratas, e do impulso extremamente positivo dado ao mercado de criptos com o início e a evolução das conversas, fato é que a confirmação das mudanças não foi bem recebida pelo mercado, que despencou coletivamente.

Após bater recentemente a marca de US$ 3 trilhões totais correntes em mercado – se estabelecendo posteriormente na casa dos US$ 2,8 tri – uma queda brusca de US$ 400 bilhões foi registrada em poucas horas.

Todas as 50 maiores criptomoedas tiveram baixas, com destaques negativos para os dois maiores representantes dos ativos. Ethereum (ETH) chegou a cair mais de 11%, enquanto o Bitcoin (BTC) beirou os 10% de perdas, enquanto desceu do patamar recém alcançado, em que se encontrava seguramente acima dos US$ 60 mil.

Golpe dolorido fora anunciado com antecedência

A recepção negativa das mudanças parte de dois pontos cruciais, sendo o primeiro o temor de que os textos aprovados tenham intencionamente um caráter muito amplo quando classificam a função de corretor, podendo abranger mineradores e demais operadores das redes de blockchains no âmbito tributário.

Por essas e outras questões vistas como “vagas” na estrutura das propostas, senadores pró-criptoativos e demais nomes fortes do mercado já se movimentam para tentar reverter desenhar limites mais claros à fiscalização.

O segundo e mais importante aspecto é o claro ataque alguns princípios nos quais os criptoativos se baseiam, como a privacidade no manejo dos ativos e independência de funcionamento que praticamente isenta investidores de taxas. Entretanto, o tamanho do “susto” indicado pelo mercado revela, na verdade, certa ingenuidade mesmo por parte de investidores experientes.

Dificilmente os Estados Unidos abririam mão de usufruir do mercado de maior potencial econômico do futuro. Há de se levar em consideração que o pontapé inicial de toda essa conversa foi dado na busca por inibir o pagamento de ataques de cyber-terroristas serem pagos em criptomoedas, o que já dava ao governo americano o pretexto necessário para fiscalizar e taxar as negociações das moedas digitais.

Em suma, trata-se de um choque que apesar de desnecessariamente negativo, precisava acontecer. É melhor ter a economia estadunidense apoiando o uso de criptos e permitindo seu desenvolvimento junto aos modelos econômicos tradicionais, do que barrados, como ocorre com a China.

A situação é passível não só de adaptação, como de reajustes. Não seria prudente ver os Estados Unidos jogando tanto potencial pelos ares, reduzindo o valor do ativo que lhes interessa por capricho.

As chances são boas de que, apesar de não ser o cenário ideal para o mercado e seus idealizadores, os EUA tornem-se terra propícia para o rompimento rumo ao mundo off-chain e à sua estabilização definitiva na economia mundial.

Crypto weekend: 12 a 14 de novembro

Atualização ‘Taproot’ chega para o Bitcoin

Na madrugada desse domingo (14), a maior atualização já sofrida pelo Bitcoin (BTC) desde 2017 foi ativada. Batizada ‘Taproot’ (raíz principal, em português) a novidade foca sobretudo em aprimoramentos em aspectos que envolvem segurança dos usuários e de seu próprio sistema.

O outro principal destaque do soft fork ocorrido foi a adesão às chamadas assinaturas Schnorr, capaz de propiciar a realização de transações mais diversificadas na sua rede ao aproxima-la de seu modelo tradicional de funcionamento e registro.

Consequentemente, a nova função amplia a capacidade de escalabilidade dos sistemas que giram em torno do Bitcoin, enquanto auxiliam simultaneamente nas questões de privacidade destacadas inicialmente.

Durante as primeiras horas de atividade da atualização, o BTC opera em baixa. Próximo do lançamento estava sendo negociado à US$ 65.684 45 minutos após o lançamento, enquanto às 11h15 (horário de Brasília) tinha o preço de US$ 65.233.

A queda inicial é vista como natural pela necessidade de adaptação dos usuários às novas estruturas da rede, uma vez que até o fim da manhã dessa segunda-feira (15) não foram registradas maiores reclamações ou problemas de funcionamento por causa de ‘Taproot’.

SEC ainda rejeita ETF de Bitcoins à vista, mas libera lançamento de novo fundo de futuros

Após o sucesso do fundo negociado em bolsa (ETF) da ProShares, baseado em futuros de Bitcoin que lançado em outubro na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), imaginou-se que o próximo passo seria a liberação também para ETFs à vista em BTC.

Entretanto, a SEC – Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos – barrou a proposta feita pela gestora de investimentos VanEck nesse modelo.

O órgão regulador alegou que a operadora de bolsas interessadas na listagem, a CBOE Global Markets, não conseguiu assegurar que o ativo estaria imune à manipulação de mercado ou apresentar uma estratégia funcional de monitoramento das movimentações à vista junto às bolsas.

Entretanto, o “prêmio de consolação” para a VanEck foi a liberação para seu próprio fundo de ETFs de Bitcoin em futuros ser finalmente listado. O fundo já havia sido aprovado em outubro, mas sofreu com atrasos até o último final de semana, levando o leilão inicial de emissão do “XBTF” a ser iniciado somente no fim da manhã dessa segunda-feira.

Axie Infinity terá seu primeiro torneio oficial

Um dos criptos sensação de 2021 e referência no promissor mercado de jogos em blockchain, o game Axie Infinity (AXS) terá seu primeiro grande torneio oficial, batizado de ‘GalAxie Cup 2021’. As inscrições e demais processos qualificatórios foram encerrados no domingo (14) para os interessados em competir profissionalmente no jogo de estratégia em turnos.

O campeonato será entre os dias 24 e 25 de novembro, tendo suas atividades com um torneio de influencers que além de auxiliar na visibilidade da competição, vai angariar doações para instituições de caridade.

Em seguida, o “Pro Tournament” será disputado pelos 8 times de 3 jogadores que foram melhores ranqueados nas etapas de classificação, premiando 105 Axie Shards ao time campeão – US$ 15 mil na cotação atual do ativo – e mais de US$ 27 mil ao todo, comando prêmios de segundo e terceiro colocados.

Enquanto Axie Infinity já marcou a história dos jogos baseados em criptos, a competição pode ser o próximo passo para seu estabelecimento também no mundo dos Esports e seu mercado multimilionário. Durante o fim de semana, foi anunciada a parceria da Axie Infinity com a VeraEsport, tradicional plataforma de transmissão e cobertura de competições de games.

Bitcoin realiza seu potencial como “ouro virtual”

Inflação americana abre mais uma porta para o Bitcoin

Pouco depois de flertar com o rompimento da barreira dos US$ 70 mil, o Bitcoin (BTC) passou por uma baixa que vai caminhando para os 8% ao meio dia da sexta-feira (12), sendo negociado na faixa dos US$ 63,3 mil.

Olhar de maneira isolada para essa movimentação pode gerar um certo desconforto, sobretudo para quem adquiriu BTCs recentemente acreditando no estabelecimento rápido de resistências acima dos US$ 70 mil idealizados.

Mas apesar do intenso movimento de vendas liderado por grandes compradores, o Bitcoin ganha protagonismo na fuga da inflação nos EUA – que bateu sua maior marca em 30 anos ao chegar à 6,2% – e se coloca como alternativa ao lado do mais tradicional dos ativos.

Ativo corrente no passado e commoditie segura no presente, o uso do ouro é comum a algum tempo na fuga de crises, sobretudo do dólar americano. Prestigiado, limitado e valioso, já serviu de refúgio nos maus momentos recentes do dólar – com seu maior exemplo sendo a alta de mais de 32% em meio à crise de 2008 – e seguirá dessa forma por muito tempo.

Contudo, na atual alta inflacionária histórica, o Bitcoin também foi apontado como alternativa para buscar a proteção aos recursos de muitos investidores, sendo um dos impulsos que jogou o ativo próximo de mais um all time high.

Momento de aprendizado para investidores mais clássicos

Apesar de também ser pioneiro em sua função econômica, além de valioso e finito, as diferenças entre o minério precioso e a moeda virtual ficam, obviamente, por conta da grande volatilidade que que o BTC apresenta.

Negativamente, a baixa atual (que indica ser temporária) é um exemplo do que a venda coletiva pode acarretar, além ainda dos possíveis problemas que o Bitcoin e demais criptomoedas podem enfrentar em aceitação e funcionamento no processo de aproximação da “realidade” também impactarem consideravelmente nos preços do mercado.

Entretanto, positivamente, existem até vantagens do BTC frente ao ouro, já que tomando como exemplo o recente recorte do último mês, trata-se de um recurso que vem em alta consistente e que vai ainda explorar muito de seu potencial.

Fora isso, sua relação com o sistema econômico vigente pode permitir até sua valorização em momentos de crises no tradicional modelo econômico. Principalmente em cenários de problemas de funcionamento estrutural, o maior dos criptoativos tem tudo para puxar o carro com as soluções que as blockchains, as estruturas das DeFis e a própria natureza dos criptos apresentam.

Sem dúvidas, trata-se de mais um passo mútuo de amadurecimento, uma vez que a população considera cada vez mais o BTC como ferramenta econômica de confiança, dando-o responsabilidades similares ao ouro, mesmo com milhares de anos de diferença entre os recursos. E é bem provável que em um curto espaço de tempo o voto de confiança seja confirmado em breve, na quebra da barreira dos US$ 70 mil que vem por aí.

Dogecoin quer se recolocar à frente das memecoins

Nas últimas semanas, em meio à altas recordes e números históricos de titãs do mercado como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e companhia, a Shiba Inu (SHIB) tomou parte dos holofotes para si.

Mesmo valendo ainda frações de centavos de dólares americanos e passando somente por seu primeiro momento de maturação, a incansável “Shib Army” vem fazendo sua parte para segurar o ativo enquanto aguarda o amadurecimento do projeto por trás de SHIB.

Com isso, não é simplesmente coincidência vermos, justamente nesse momento de oscilação da Shiba Inu, a sua “irmã mais velha” e rival Dogecoin (DOGE) se mexendo para retomar parte do destaque perdido.

Abordagem diferente deu resultado

A Dogecoin já é mais consolidada no mercado, apesar de ainda ter muito a fazer em seu promissor futuro. Tendo sua versão inicial lançada oficialmente em 6 de dezembro de 2013 por Billy Marcus e Jackson Palmer, chegou já em janeiro de 2014 a bater os US$ 60 milhões de capitalização.

O ativo foi fundado com o objetivo de atender uma fatia mais ampla e diversificada do público, escapando de problemas e polêmicas geralmente atravessados por outras criptomoedas ao abraçar a bandeira de “memecoin” para se promover a partir do bom humor. Do ponto de vista mais técnico, o projeto realmente entregava o que prometia com facilidade, abundância e preço acessível, chegando já ao meio do ano seguinte do seu lançamento aos 100 bilhões de coins mineradas.

Assim como Shiba Inu e sua armada, os investidores mais envolvidos com a Dogecoin são extremamente ativos na internet, o que colocou o ativo em evidência para o mundo em eventos como os jogos olímpicos de inverno de 2014, a Nascar (corrida em pista oval que faz sucesso nos Estados Unidos), sendo aceita por um período como método de pagamento na rede de fast-food Burguer King e arrecadando fundos em seu nome para causas humanitárias.

Movimentações como essas, atreladas ao humor e aos envolvidos investidores, atraíram os olhares do CEO da Tesla (TSLA), Elon Musk. Para muitos, essa conexão foi o ponto de virada da Dogecoin para ter a relevância que tem hoje, uma vez que Musk começou a agir quase como um garoto propaganda da moeda ao elogiar repetidas vezes a “força” da Doge e de sua comunidade no âmbito de trocas e pagamentos em geral.

Primeiros passos para reafirmar o protagonismo no seu nicho

A equipe responsável pela Dogecoin vê como favorável o momento para reafirmar o posto superior à Shiba Inu e começa seu “contra-ataque”. O principal destaque do âmbito mais prático de seu funcionamento fica por conta da atualização batizada de Core 1.14.5.

As novidades principais no processo são a redução de taxas envolvendo mineração e transações referentes à Dogecoin, além da elevação de nível na segurança tanto das Dogecoins já adquiridas mercado à fora, quanto da própria rede de funcionamento que registra movimentações e novas coins geradas.

Além das melhoras em seu funcionamento, a Doge voltou a ganhar holofotes após passar as últimas semanas ofuscada pela Shiba Inu com a ajuda do próprio Elon Musk.

No início de novembro (quinta-feira, dia 4) usuário de twitter Tree of Alpha revelou, após buscar pelos códigos-fonte das páginas de opções de pagamentos dos site da Tesla, que uma opção para compra de produtos com Dogecoin está sendo testada. O curioso é que os textos indicam que a opção de compra em Doge será descrita com a frase “Order with Shiba” – Pedir com Shiba, ao pé da letra no português.

Em primeiro plano, seria possível imaginar que a opção se referiria à Shiba Inu, mas além da clara preferência de Musk entre os dois ativos, mais detalhes indicam que o sistema da Tesla levará o cliente à uma página exclusiva para a troca e movimentação de Dogecoins.

Não existe muita surpresa na proximidade entre Shiba e Doge em aspectos de funcionamento, público e, principalente, objetivo. Contudo, a mais experiente dentre a moedas caninas já tem a sua disposição um portifólio de respeito além de aliado poderoso em Musk, pontos que, pelo menos por hora, coloca a Dogecoin em um patamar diferente da Shiba Inu e dos demais ativos que busquem seguir seus passos.