Dólar cai com ajuda do BC

O dólar volátil provavelmente será uma realidade ainda no último mês de 2021 e no ano de 2022.

Com as eleições e os receios com relação à política fiscal do país, o dólar vai ter muita volatilidade.

Outros pontos também vão influenciar na cotação da moeda norte-americana, como é o caso do crescimento global, elevação dos juros nos países ricos e os preços das commodities. Tudo isso pode influenciar o dólar e trazer mais volatilidade.

Como se defender da volatilidade do dólar?

Uma forma efetiva de se defender das oscilações do dólar, é adquirindo dólares. Investir em fundos de investimento cambiais é uma forma bem interessante.

Existem diversas instituições que oferecem tal produto, inclusive, com valores acessíveis, abaixo dos R$ 1.000,00.

Por mais que uma posição em dólares não traga rendimentos por meio do juro, ou da inflação (de forma direta), a moeda norte-americana pode equilibrar a sua carteira, caso haja oscilações relevantes no mercado.

Uma crise interna ou externa, normalmente influencia bastante na cotação do dólar. Visto isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio dolarizada.

Além do investimento em dólares por meio de fundos, o investidor também pode adquirir produtos que sofrem influência direta do dólar, como é o caso de alguns ETFs.

Um ótimo exemplo são os ETFs que seguem o índice S&P 500, como é o caso de IVVB11. O ETF, somente em 2021, vem se valorizando em mais de 37,74%.

Outro ETF que segue estratégia similar é o SPXI11, que vem alcançando rentabilidade de 37,01%. Para muitos investidores, os valores da cota de cada um desses ETFs podem ser meio elevados, ficando acima dos R$ 280,00 a cota.

Mas também existem outros ETFs que possuem valor de cota menor, como é o caso do SPXI11. O ETF também segue o S&P 500 e sofre com influência do dólar.

Por ser um ETF lançado em setembro de 2021, o rendimento do mesmo está abaixo dos demais ETFs citados, sendo que até o momento, SPXB11 vem rendendo pouco mais de 11%.

Outras formas de investir “dolarizado”.

O próprio ouro e o Bitcoin também sofrem certa influência do dólar. Mesmo com a alta do Bitcoin, ou do ouro no mercado exterior, caso o real se valorize frente ao dólar, é possível que tanto o ouro quanto o Bitcoin registrem perdas no Brasil.

O contrário também pode acontecer. Mais recentemente foi lançado um novo ETF, ALUG11, fundo de índice que acompanha o índice: MSCI US IMI Real Estate 25/50 Index, dos Estados Unidos. Esse índice cobra o mercado de “Real Estate” que seria algo próximo aos nossos fundos imobiliários, mas dos Estados Unidos.

Para aqueles que procuram investimentos dolarizados e com exposição em mercados diferentes, como é o caso do imobiliário, ALUG11 é uma opção interessante.

Bitcoin e Ethereum seguindo a análise técnica!

Na sexta-feira (03/12), antes mesmo do Bitcoin perder o fundo, o ativo passava um sinal claro de que poderia fazer um movimento de baixa. Conforme foi apresentado no artigo “Bitcoin dando sinais de baixa”, havia uma divergência entre o preço e o OBV.

Certamente não foi esse o motivo de uma queda tão forte, mas de qualquer forma, os sinais estavam claros.

O interessante é que o OBV é um indicador que auxilia na identificação de zonas de acumulação ou distribuição. Ou seja, locais em que os grandes players estão comprando ou vendendo sem que o preço se movimente muito.

Como o OBV estava sinalizando, o Bitcoin se encontrava em uma região de distribuição entre os US$55.000 e US$65.000. Deste modo, quando o suporte foi perdido, o preço caiu com força.

Apesar da queda forte, o Bitcoin continua trabalhando acima da média móvel de 200 períodos. No entanto, não mostra força para voltar a subir. Deste modo, o mais provável é que continue trabalhando próximo à região da média de 200.

Ethereum se segura no suporte.

A forte queda do Bitcoin contaminou o mercado de cryptos de forma geral. Porém, apesar de também cair bastante no sábado, Ethereum conseguiu se segurar no suporte.

Este já é o quarto teste que a crypto faz nesta região de suporte, e ainda não conseguiu romper a mesma.

É interessante notar também que a mínima do movimento de sábado foi cravada na retração de 61,8% do movimento de alta. Isso mostra, de forma clara, como estas retrações servem de suporte.

Caso tenha interesse em conhecer mais sobre as retrações de Fibonacci, sugiro a leitura do artigo “Retrações e projeções de Fibonacci.”

Uma vez que o Ethereum conseguiu se manter acima do suporte, mostra que tem força para voltar a subir. Na quinta feira (02/12) foi publicado o artigo “Ethereum pode fazer novas máximas!”, onde foi explicada a dinâmica de preços da crypto.

Se com a forte queda do Bitcoin, Ethereum conseguiu se manter acima do suporte, caso o Bitcoin consiga recuperar um pouco do prejuízo, Ethereum pode ganhar força para voltar a trabalhar na região de máximas.

Bitcoin dando sinais de baixa.

Ainda que as criptomoedas tenham como base a descentralização, elas continuam ligadas de alguma forma aos demais ativos financeiros. Isto pôde ser confirmado nas últimas semanas observando a influência do mercado norte-americano no comportamento do mercado crypto.

O mercado norte-americano já mostrou ser o drive para muitos ativos ao redor do mundo. Nas duas últimas semanas, com o movimento de baixa tanto do S&P 500, quanto do Nasdaq, grande parte dos demais índices ao redor do mundo também recuaram. Com o mercado crypto não foi diferente.

Bitcoin dando sinais de baixa.

O Bitcoin, no entanto, já vinha dando sinais de baixa desde o dia 8 de novembro, quando rompeu pela última vez o topo histórico. Olhando o gráfico da crypto com o indicador OBV (On Balance Volume), pode ser notada uma divergência de baixa.

Quando o Bitcoin fez o movimento de alta no dia 8 de novembro para romper o topo, é percebido que existe uma divergência em relação ao OBV. Enquanto o preço estava rompendo o topo, o OBV continuava longe da região de topo, e inclusive indicava baixa.

Após romper topo, o que na verdade foi uma falha no rompimento, o Bitcoin iniciou um movimento de correção. A retração de 38,2% segurou o preço duas vezes, mas na terceira o preço caiu até a retração de 50%.

O Bitcoin tentou iniciar um movimento de alta, mas bateu na média de 20, que passou a guiar o preço. Agora a crypto vem caindo novamente abaixo da retração de 38,2%.

Nova divergência de baixa.

Aproximando um pouco o gráfico, pode ser visto que existe uma nova divergência do preço com relação ao OBV.

Apesar de o preço do Bitcoin ainda estar longo do último fundo, o OBV já vem perdendo o suporte. Como a barra ainda não fechou, tudo pode mudar, mas o OBV pode estar dando um sinal.

Caso a barra do dia de hoje feche e o OBV continue abaixo do suporte, o indicador estará dando um sinal conhecido como “Advanced Breakdown”.

Uma vez que o indicador está dando esta antecipação, é possível que o Bitcoin faça um forte movimento de baixa caso venha a perder o fundo.

Mas, pelo visto, tudo vai depender do mercado norte-americano. Se o S&P 500 reverter o movimento de queda e passar a subir, dificilmente o Bitcoin fará um forte movimento de baixa. Talvez continue andando de lado, ou até mesmo passe a subir.

No entanto, se os índices americanos continuarem corrigindo, pode ser que o Bitcoin faça um movimento mais forte de queda. O que, por sua vez, poderia levar o mercado crypto como um todo para baixo.

Ethereum pode fazer novas máximas!

De acordo com o analista de criptomoedas autodenominado Croissant, a rede blockchain da Ethereum começou com aproximadamente 10 mil endereços em 2015 e hoje já conta com mais de 135 milhões. Além disso, o número inicial de unidades da moeda digital, o ETH, era de 72 milhões e hoje a rede já conta com 118 milhões.

Sem dúvida todo esse crescimento da rede mostra como a crypto tem potencial de expansão. Avaliando todos os desenvolvimentos que ainda estão por vir, como, DeFi, NFT e até mesmo o metaverso, é de considerar que o Ethereum tem muito a crescer.

O gráfico mostra isso!

O gráfico semanal do Ethereum apresenta uma configuração muito interessante. Após várias semanas em consolidação, o ativo acionou um pivô de alta sobre a média móvel de 20 períodos. O movimento de alta levou a crypto até o primeiro alvo, de onde começou a recuar.

No entanto, o movimento de correção parou na retração de 38,2%, onde também se encontrava a região do topo anterior.

Conforme explicado no artigo “Retrações e projeções de Fibonacci”, quando um ativo inicia um movimento de alta e corrige apenas até a retração de 38,2%, ganha ainda mais força para seguir subindo, caso volte a romper topo.

Deste modo, se Ethereum voltar a romper o topo, provavelmente terá impulso para buscar os demais alvos projetados pelo pivô que acionou sobre a média.

O gráfico diário também mostra sinais de alta.

Apesar de estar caindo, o gráfico diário de Ethereum também mostra que o ativo deve continuar o movimento de alta.

Após perder o canal de alta em que vinha trabalhando, a crypto fez um forte movimento de correção. No entanto, um padrão de reversão conhecido como “Engolfo de alta” foi formado na região de fundo. Traçando as retrações sobre a correção, é notado que o ativo subiu até a retração de 61,8%, de onde passou a cair novamente.

O suporte mostrou força novamente e segurou o preço, fazendo o ativo voltar a subir na sequência. Ao romper o último topo, a crypto acionou um padrão de reversão conhecido como “Fundo duplo”, o que deve dar impulso para continuar subindo.

A projeção deste padrão tem como primeiro alvo a região de topo histórico. Já o terceiro alvo fica acima do alvo de 100% acionado no gráfico semanal.

Segundo dia de queda.

Hoje Ethereum vem trabalhando pelo segundo dia em queda. Ainda assim, isto pode ser apenas uma correção do último movimento de alta que rompeu a média de 20. Caso a média sirva como suporte e segure o preço, o ativo deve voltar a subir.

Um detalhe deve ser levado em consideração, a média móvel de 20 períodos continua apontada para baixo. Isto pode trazer um pouco de dificuldade para a realização do movimento de alta.

Deste modo, se a média segurar o preço e o ativo voltar a subir, provavelmente Ethereum deve buscar novas máximas. Porém, se o preço perder a média, a crypto deve entrar em consolidação, passando a trabalhar em um grande retângulo.

Shiba Inu volta a crescer

Recuperação de gente grande

Cada vez mais, a Shiba Inu (SHIB) mostra que pode ser uma das poucas memecoins a ter chances de f se tornar um ativo sólido e de sucesso.

Após sua ascensão meteórica na reta final de outubro que a colocou no top 10 de market cap, acabou sofrendo com baixas duras para um cripto ainda em estabelecimento, mas uma a recompensa para o jovem projeto e sua Shib Army (nome dado aos investidores mais fiéis e ativos da SHIB) veio logo em seguida.

O anúncio feito via twitter da Kraken Exchange, plataforma que conta com mais de 10 anos de experiência em atuação como bolsa de criptomoedas, anunciou nessa terça-feira (30) que a SHIB seria adcionada à sua lista de opções de investimentos.

A novidade, somada da recuperação coletiva dos principais criptoativos disponíveis – como o Bitcoin (BTC) e o Ether (ETH) – propiciou alta de 30% em dois dias para a Shiba Inu, saindo dos US$ 0.00003560 registrados no domingo (28) para bater US$ 0.00005155 no fim da manhã da terça.

Além de ser crucial para retomar um caminho de valorização, a adesão do ativo na Kraken pode ser mais uma ferramenta importante para aumentar ainda mais o número de integrantes da Shib Army, que segue sendo a principal arma do cripto. A plataforma Google Trends, aliás, já apontou novos picos de pesquisas para termos como “Shiba Inu”, “Shiba Token” e “SHIB”.

Ponto de virada pode estar mais próximo do que se imagina

Em suma, trata-se de uma nova prova de força dada tanto pelo projeto em si, quanto pelos mais ativos investidores, que dedicam parte do seu tempo para divulgar e proteger a Shiba Inu na internet.

Eles já foram o combustível para a alta histórica vivida nos últimos meses e conseguiram se unir em movimentos de compra e venda para proteger SHIB das quedas agressivas vividas pelo mercado de criptos recentemente.

Como resultado, golpes que seriam duros para moedas mais maduras – e fatais para outras memecoins – foram suportados, indicando potencial de segurança e regularidade no projeto como um todo mesmo à longo prazo.

O rápido amadurecimento, como consequência, abre portas para que outros grupos e plataformas recebam SHIB de braços abertos, propiciando valorização prática de preço por meio da sua validação como ativo viável para negociação.

Em pouco tempo, a Shiba Inu já passou por testes que muitos outros ativos entregam os pontos e revelam suas falhas. Valendo ainda frações de centavos mesmo com market cap de respeito, tendo ainda uma base de apoio elétrica, jovem, mas cada vez mais experiente para se apoiar, o ativo vai – surpreendentemente – preenchendo os primeiros requisitos para estourar em breve.

IGPM dos últimos doze meses alcança 17,89%.

Por mais que o indicador esteja alto, ele vem caindo constantemente nos últimos meses, sendo que em novembro, o IGPM só subiu 0,02%.

Ou seja, há uma clara redução nos preços que compõem o índice. Vale destacar que boa parte dos preços que fazem parte do cálculo do IGPM são referentes a commodities, como é o caso do ferro.

IGPM em queda, bom sinal?

Um país com inflação moderada é sinônimo de país em crescimento. Se os preços sobem, normalmente significa que existem pessoas dispostas a pagar.

Por isso o aumento dos preços de forma moderada é bem vindo. Porém, o que vem ocorrendo com o IGPM foi desproporcional.

O índice inflacionário divulgado pela Fundação Getúlio Vargas chegou a subir mais de 4% em maio deste ano, porém, depois desse elevado aumento, a taxa foi registrando novos aumentos, mas não tão relevantes.

Só para comparação, em maio, nos últimos 12 meses, o IGPM estava registrando alta de 37,04%.

De maio  para agora, o IGPM vem caindo e isso é uma ótima notícia. Com os preços mais controlados, o consumidor poderá voltar a consumir e as empresas terão mais facilidade em comprar e negociar produtos e serviços.

Ainda mais quando o indicador é aquele utilizado para corrigir os valores dos aluguéis. Por ser um índice utilizado na área imobiliária, a redução da inflação na área pode beneficiar os negócios, mesmo com o juro maior.

Ibovespa e S&P 500 se recuperam

Depois da última sexta-feira, os mercados vêm se recuperando. O Ibovespa registrou alta de 0,58% enquanto o S&P 500 alcançou valorização de 1,32%.

O receio com relação à nova variante da COVID-19, Ômicron ainda existe e isso vem afetando os mercados.

Por mais que a bolsa tenha se recuperado, o USD/BRL terminou o dia em alta de 0,60%. Já o ouro (OZ1D) terminou o dia registrando valorização de 0,79%.

Como ainda há riscos no mercado, a renda fixa permanece sendo uma opção mais segura e rentável.

Em segundo lugar, o S&P 500 parece ser uma boa opção. Renda fixa no exterior também é uma boa opção, como as letras do Tesouro dos Estados Unidos, por exemplo.

Para trazer um pouco mais de proteção à carteira, boas alternativas são: dólar e ouro. O Bitcoin também se recuperou hoje registrando valorização de 1,17%.

Com o cenário político conturbado, o investimento na bolsa pode ser um pouco mais arriscado, principalmente para aqueles que procuram retornos no curto prazo.

Crypto Weekend: 26 à 28 de novembro

Corretora de criptomoedas na final da Libertadores

Por mais que a final da Libertadores 2021 tenha deixado uma lembrança melhor para os Palmeirenses do que para os Flamenguistas, o confronto marcou uma estreia positiva para os criptoativos no marketing do futebol sul-americano.

Já presente no futebol europeu, na NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) e na Fórmula 1, a corretora Crypto.com foi uma das marcas de destaque a aparecer durante a emocionante partida que coroou o Palmeiras como tricampeão da América.

E a marca será vista, no mínimo, até 2026. O contrato assinado pela Exchange junto à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) colocará a empresa que movimentou lucros acima dos 1200% em 2021 como uma das principais patrocinadoras da maior competição da América do Sul.

De acordo com Guilherme Sacamoni, líder da equipe de desenvolvimento no Brasil, o objetivo de investir nos esportes gira em torno do ativo público alvo que o permeia: “o ecossistema das criptomoedas lida com o público mais jovem, nativo da internet, o que explica o nosso envolvimento com o mundo dos esportes”, justificou o representante.

Mercado Livre se aproxima das criptomoedas

Ainda em assunto que interessa diretamente os brasileiros, o Mercado Livre – tradicional empresa de comércio eletrônico que nasceu na Argentina mas se tornou referência por aqui – e sua plataforma de pagamentos, o Mercado Pago, oficializaram a adoção das possibilidades de posse, compra e venda de Bitcoin (BTC) e de outros ativos.

De acordo com Marcos Galperin, fundador e CEO do Mercado Livre, a novidade deve ser liberada durante essa semana para os usuários no Brasil. Os brasileiros poderão começar a negociar as moedas virtuais assim que a opção “Cripto” for adicionada oficialmente no menu principal.

O ML conta com 211 milhões de usuários espalhados pela América Latina. Com todo esse alcance e incentivo às negociações autônomas, trata-se de mais uma ferramenta com enorme potencial de auxiliar no costume do povo brasileiro com as criptomoedas.

El Salvador aproveita “Black Friday do Bitcoin” e já surfa na breve recuperação do mercado

Um dos países mais observados durante a baixa atual do Bitcoin – junto do mercado de criptomoedas como um todo – foi El Salvador. Próximo de completar 3 meses da adoção do BTC como moeda oficial no país, torcedores contrários e favoráveis ao sucesso das moedas virtuais têm no país centro-americano um “experimento”, no mínimo, interessante.

E nessa queda de preços ocorrida recentemente, que jogou o Bitcoin novamente na casa dos US$ 54 mil em alguns momentos, o presidente Nayib Bukele anunciou, novamente compras na baixa: “El Salvador acabou de comprar na baixa, mais 100 Bitcoins adquiridos com desconto”, disse o mandatário em seu Twitter na sexta-feira (26).

Apesar dos sustos vividos no começo da adesão ao BTC, El Salvador já colheu frutos das valorizações sofridas pelo ativo – que já custearam construções de escolas e centros veterinários pelo país – entre o final de setembro e o início de novembro. Além disso, tem agora uma das populações mais ambientadas aos criptoativos no planeta e, de quebra, vêm solucionando gradativamente o histórico problema de baixa bancarização pelo qual o país passava a décadas.

Desde a tarde do último domingo (28), o Bitcoin capitaneou um novo momento de alta junto à outros ativos, saindo do patamar dos US$ 54 mil para chegar novamente à casa dos US$ 58 mil durante essa segunda (29).

Bitcoin e Ethereum seguindo o mau humor do mercado.

O mercado financeiro acordou de mau humor nesta sexta-feira, dia 26 de novembro. O crescente número de casos de coronavírus na Europa e o aumento da inflação nos Estados Unidos começam a preocupar os investidores. Com a forte queda na maioria das bolsas de ações ao redor do mundo, o mercado de criptomoedas também cedeu. No entanto, Ethereum continua se segurando em um suporte, já o Bitcoin perdeu fundo e indica que pode cair mais.

Os dois principais ativos do mercado de criptomoedas, já vem mostrando sinais de fraqueza a algum tempo.

Bitcoin.

O Bitcoin vinha fazendo um movimento de alta e fez um novo topo histórico no dia 20 de outubro. Apesar de ter rompido este topo no dia 8 de novembro, recuou na sequência, mostrando que foi um falso rompimento. Desde então a crypto vinha andando de lado, trabalhando acima da retração de 38,2% de todo o movimento de alta.

Com a queda de hoje, o Bitcoin vem perdendo o suporte e ainda aciona um pivô após perder uma consolidação. Conforme mostram os alvos projetados pelo pivô, a crypto pode continuar caindo até a retração de 61,8%. Nesta região deve encontrar um novo suportel, que pode segurar o preço.

Ethereum.

Ethereum, que vinha trabalhando dentro de um canal de alta, subiu por mais tempo, fazendo máxima dia 10 de novembro. Conforme explicado no artigo “Retrações e Projeções de Fibonacci”, após perder o canal de alta, foram traçadas as retrações de Fibonacci para encontrar os possíveis suportes do movimento de correção.

Assim como o Bitcoin, Ethereum também entrou em consolidação após fazer topo, se segurando acima da retração de 38,2%. Entretanto, mesmo com a forte queda de hoje, a crypto segue trabalhando acima do suporte.

Como Ethereum segue se segurando acima da retração de 38,2%, mostra que a força compradora ainda está dominando o preço. Deste modo, é possível que o ativo continue andando de lado até o mau humor do mercado como um todo passar.

O cenário para o Bitcoin, no entanto, não se mostra muito favorável. A crypto já vinha a mais tempo mostrando sinais que poderia fazer um movimento de correção, visto que falhou em romper topo e depois perdeu o fundo. Com a movimentação de baixa de hoje, a expectativa é que o movimento de correção continue pelo menos até a retração de 61,8% que está na região dos US$50 mil.

Correlação entre os mercados.

É interessante notar como o mercado de cryptos também está correlacionado com os demais ativos de risco. Se nos últimos dias o Bitcoin vinha se mostrando resiliente, conseguindo se segurar mesmo com o S&P 500 caindo, hoje, mostrou que também está conectado ao sistema. Mas isto já era de se esperar, pois por trás de todo investidor existe um ser humano. Seja investidor de ações, commodities ou mesmo criptomoedas.

Mas claro, esta correlação que existe entre praticamente todos os ativos de risco, se mostra mais forte no curto prazo, olhando o gráfico diário, por exemplo. O importante, porém, é verificar, dentro de alguns dias, ou mesmo semanas, como os mercados se comportaram. Pois, quem sabe, em um prazo um pouco maior, o Bitcoin possa se comportar mesmo como um ativo de proteção.

Criptomoedas e suas blockchains na inclusão social

O alcance das blockchains

Nos debates que permeiam as estruturas econômicas atuais e seu possível alcance social, um termo recém criado vêm ganhando cada vez mais espaço: bancarização.

Trata-se justamente da inclusão populacional nos sistemas financeiros de cada país, e é importante ao considerar que cidadãos “bancarizados” podem usufruir de ferramentas para que seus recursos sejam melhor geridos, promovendo gradativo desenvolvimento econômico.

Outro tópico que esquenta as conversas econômicas atuais são os criptoativos. Com diversas nações mundo à fora estabelecendo suas regras para lidar com a novidade, muitas questões ainda são levantadas sobre suas aplicabilidades reais, com o argumento servindo como base de descrédito dos ativos e corroborando para o discurso que “criptomoedas não possuem nenhum valor base”.

É verdade que tanto o promissor setor das DeFis (finanças descentralizadas) como os demais dApps que podem explorar os benefícios das blockchains ainda precisem amadurecer coletivamente, o meio de funcionamento dos criptos já tem eficiência comprovada como solução para os problemas de bancarização.

El Salvador como prova concreta de validação de aplicabilidade

Por mais que os maiores destaques positivos que tenham sido notados em El Salvador girem em torno do bom aproveitamento nas valorizações vividas recentemente pelo Bitcoin (BTC) – com parte dos lucros já sendo suficientes para financiar obras importantes de escolas e clínicas veterinárias no país – o primeiro sucesso obtido pelo BTC no país centro-americano vem do alcance das carteiras digitais.

Nas últimas décadas, os bancos tiveram pouco sucesso em inserir o povo salvadorenho nos seus sistemas, com somente 30% da população (1,8 milhões) possuindo contas bancárias.

O número por si só já é preocupante, mas seu peso aumento ao considerarmos o fato de que a maior parte do PIB de El Salvador em 2020 consiste dos US$ 31 bilhões (28% do total) recebidos de remessas vindas dos Estados Unidos. Indo além, a realização dessas transações exigiu cobrança de US$ 2 bi em impostos.

Entretanto, em apenas 1 mês de funcionamento, a Chivo – carteira digital governamental que dá o suporte aos Bitcoins no país – ultrapassou os 2,1 milhões de registros feitos com documentos salvadorenhos (que garante ao cidadão US$ 30 em BTC).

Isso significa que mais pessoas podem gerir de maneira mais segura e eficiente seus recursos com muito menos impostos, além de derrubar por terra teorias que pregam uma grande distância entre os criptoativos e sua aplicação no “mundo real”.

E a questão vai além do aspecto puramente financeiro. A integração com a tecnologia nas mais variadas situações e necessidades é, em um mundo cada vez mais globalizado e desenvolvido tecnologicamente, uma condição básica de cidadania e inclusão social.

As questões dos potenciais lucros absurdos que escapam dos poderes centralizados de bancos e afins (sendo esse o mesmo contexto que propiciaria a redução de impostos) realmente motiva muitas destas falas de atrito e ponderação quanto aos criptoativos.

Contudo, ignorar os possíveis benefícios dessa integração seria, além ignorância perante ao inevitável futuro, injustiça com aqueles que em pleno século XXI não tem sequer condições de proteger e movimentar seu dinheiro efetivamente.

 

Índia encaminha regulamentação de criptos protecionista

Índia explora seu potencial

Nos últimos tempos, a Índia já vinha mostrando posições extremamente progressistas perante a adesão do mercado de criptos à sua realidade social e econômica.

Reconhecendo e explorando os potenciais nacionais em público consumidor e desenvolvimento tecnológico, o país emergente tem plenas condições de ocupar espaço de destaque na nova era econômica não somente na Ásia, mas em todo o mundo.

Exemplos para a visão otimista não faltam: parcerias milionárias que originam carteiras digitais e exchanges indianas, como a CoinSwitch Kuber, vêm gradativamente quebrando recordes diários de adesão, uso e montantes transferidos, enquanto redes sociais populares no país se preparam para lançarem suas próprias moedas. Até mesmo o Primeiro Ministro, Narendra Modi, já foi à público falar em prol da defesa dos criptoativos.

Contudo, se enganou quem imaginou que uma abertura completa viria logo de cara. A situação é muito diferente de El Salvador, que já progrediu desde que abraçou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, mas que se encontra em um contexto completamente diferente da Índia.

Avanço histórico, mas com seus sustos

O principal destaque do primeiro texto regulatório referente às criptomoedas é o impedimento de negociação da enorme maioria das moedas virtuais consideradas privadas.

A primeira leva de informações divulgadas dava a entender até que todos os ativos não-indianos seriam banidos, o que causou quedas de preço de dois dígitos acima dos 10% em diversos ativos durante a quarta-feira (24).

Durante o decorrer da tarde mais detalhes foram confirmados de que, na verdade, era do interesse dos parlamentares manter redes públicas e ativos já seguros e estabelecidos – como o Bitcoin e o Ether (ETH) – em circulação junto dos projetos indianos com o objetivo de impedir um isolamento da Índia no universo dos criptos e permitir que os trabalhos desenvolvidos no país sejam capazes de serem negociados internacionalmente.

A opção pelo cerco mais fechado aos criptoativos de redes particulares se baseia em dois princípios. O primeiro é devido ao temor de que o aumento da circulação de criptos no país sirva de oportunidade para que crimes fiscais/financeiros ocorram com mais frequência, uma vez que a rastreabilidade em redes fechadas tende a ser mais difícil.

Em segundo lugar, a política adotada também é protecionista, ao dar preferência para os projetos desenvolvidos no próprio país frente, enquanto também prepara o terreno para sua própria CBDC integrar a novidade econômica em breve.

Mas para reafirmar que as mudanças são positivas mesmo com o susto do mercado, juntamente destas pautas restritivas, avança bem a mudança de classificação das exchanges para o setor de e-commerce.

A mudança deve remover boa parte das burocracias necessárias para o funcionamento dessas plataformas, como reduzirá os impostos sobre transações de 14% para 1%.

Novamente, uma forte reação negativa gera queda de preços generalizada a partir de histeria e ingenuidade. Era, mais uma vez, de se imaginar que um dos maiores países do mundo não iria acatar instantânea e naturalmente as movimentações de criptos junto à modelos econômicos centenários.

Mais atritos e reajustes virão de outras frentes, não sendo eles necessariamente negativos. De qualquer forma, a regulamentação indiana já se mostra muito mais receptiva, por exemplo, do que a ocorrida nos Estados Unidos.