Bitcoin assumindo o papel de ouro digital?

O Bitcoin nasceu para ser uma moeda descentralizada, ou seja, uma moeda que não sofre a influência direta de qualquer governo. Mas também, como era sabido desde o início, o Bitcoin se trata de um ativo escasso, visto que a mineração de novos blocos é reduzida pela metade a cada novo ciclo e haverá um limite de moedas em circulação.

Apesar de que tais características tornam o ativo uma reserva de valor, a sua grande oscilação de preço ainda traz uma certa insegurança quanto a sua utilização como ativo para proteção de carteira. No entanto, avaliando o comportamento dos mercados hoje, seria possível dizer que esse fator já não é mais um empecilho para que o Bitcoin seja considerado um ativo de proteção.

Existem alguns fatores que sustentam essa hipótese. O S&P 500 vem hoje (23/11) trabalhando pelo terceiro dia consecutivo em baixa, mostrando o que pode ser o início de uma correção. Quando o cenário econômico dá sinais de instabilidade, é comum ver movimentos de baixa nas bolsas de ações e movimentos de alta em ativos de proteção.

Ao contrário do S&P 500, os bonds do governo norte-americano seguem subindo com força, mostrando que os investidores estão buscando por segurança.

O interessante, no entanto, é que o ouro, um ativo tido como um dos mais seguros do mundo, vem caindo com força nos últimos 4 dias. Apenas ontem o metal precioso cedeu 2,2% e hoje vem caindo mais 1,06%. Valores considerados altos para a volatilidade do ativo.

Enquanto isso, o Bitcoin segue mostrando sinais de força compradora.

Já o Bitcoin, apesar de estar trabalhando em um movimento de baixa, vem se segurando em um suporte. A crypto, que chegou a romper o topo histórico no dia 10 de novembro, perdeu força e recuou até a retração de 38,2% de todo a pernada de alta.

Mesmo que o Bitcoin fez este movimento de correção, o ativo ainda se encontra em tendência de alta. Como a crypto vem se segurando na retração de 38,2%, mostra que os compradores ainda estão com força.

Como pode ser visto no gráfico, o ativo já testou por duas vezes o suporte, mas respeitou o mesmo. Isto pode indicar que o Bitcoin continuará trabalhando de forma lateral, ou até mesmo voltar a subir, caso volte a superar a média de 20.

Ativo de proteção

Com o mercado norte-americano caindo, que é uma referência mundial em relação ao mercado de ações, e o Bitcoin subindo, ou pelo menos andando de lado, surge a dúvida, será que a crypto vai mesmo se tornar um ativo de proteção de carteira?

O Bitcoin será mesmo o ouro digital?

Inflação fora da meta em 2022.

Em 2021, as projeções mostram que o IPCA pode chegar aos 10,22%, já para 2022, as expectativas são de inflação em 4,96%.

Lembrando que a meta para inflação em 2022 é de 3,5% com uma banda de 1,5% para mais ou para menos.

Isso significa que as projeções para o IPCA em 2022, já vem contemplando um cenário de inflação acima da meta e inclusive da banda.

Juros ainda maiores para 2022?

Teoricamente, existe a possibilidade, porém, as expectativas e a inflação em si podem mudar bastante ainda em 2022, ou seja, não há certeza que a Selic vai chegar a 12%, por exemplo, ou até mesmo no patamar que já alcançou em 2015, 14,25%.

Mas é claro que o BC vai ficar atento à evolução do IPCA. No momento, a inflação só vem subindo, fato que preocupa.

A partir do momento em que a inflação comece a estabilizar e cair, aí é provável que a taxa de juro fique estável e posteriormente recue.

De qualquer forma, durante esse processo de alta dos juros, é bom ficar de olho na renda fixa. Há diversos ativos de renda fixa oferecendo rendimentos atraentes e que podem oferecer ganhos consideráveis a carteira do investidor.

Mais um dia de queda na bolsa

O dia não foi bom para o Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 0,89%, enquanto o S&P 500 caiu 0,32%.

Durante o dia o S&P 500 até registrou valorização, mas no final do dia acabou entregando os ganhos e fechou com perdas.

Enquanto isso, o dólar fechou com queda de 0,40% diante do Real e o ouro (OZ1D) terminou o dia em queda de 2,59%, uma das maiores quedas nas últimas semanas.

O ouro vinha registrando boa performance, acumulando valorização desde junho de 2021 de 17% aproximadamente. Em um único dia, o ouro, negociado na B3 através do ticker OZ1D caiu 2,59%.

Mesmo com a queda do ouro e do dólar, os dois ativos ainda são interessantes para a composição da carteira.

Outro investimento que vem chamando atenção é o Bitcoin. A criptomoeda chegou a se valorizar e ultrapassar os 370 mil reais ainda em 2021, mas agora, vem acumulando perdas de mais de 16% nas últimas semanas.

Perdas maiores podem abrir uma boa oportunidade de investimento.  As criptomoedas são ativos muito voláteis, sendo assim, não é difícil ocorrer uma queda ainda maior.

De repente o Bitcoin pode cair até os 200 mil reais, ou até para níveis ainda menores. Essa desvalorização pode gerar uma ótima oportunidade de investimento.

Fim de semana do mercado de criptos conta com acenos e afagos dos EUA

Cabo de guerra interno

Vivendo ainda os reflexos da nova legislação reguladora de criptomoedas, os Estados Unidos ainda passam por impasses internos, exemplificados pelo o avanço gradual das primeiras propostas de mudanças na fiscalização das moedas virtuais junto ao senado. Outro aspecto que indica o cenário dividido fica por conta dos órgãos governamentais do âmbito econômico e de seus representantes.

Hora firmes, hora mais receptivos aos criptos – vide exemplo da SEC na aprovação de ETFs em futuros de Bitcoin (BTC) mas negativa ao fundo à vista – a pasta tem, mais uma vez, seu real posicionamento posto em cheque, agora por conta de suas autoridades.

O atual presidente da Reserva Federal do país, Jerome Powell, foi à público recente para defender a existência dos criptoATIVOS e aproveitou para frisar que “o Bitcoin pode ter potencial maior do que o ouro”. Entretanto, o no domingo (21) foi a vez de Christopher Waller, um dos principais nomes da RF, criticar as bases que estabelecem os valores do novo mercado.

“Você pode emitir o quanto quiser e, se ninguém acreditar que outra pessoa vai aceita-lo, o preço é de praticamente zero”, disse o conselheiro sobre a base de valores das quase 6 mil moedas existentes. Waller ainda fez a comparação com o ouro como reserva que pode ter expectativas de lucro, mas destacou que, para ele, o BTC “não possui nenhum valor intrínseco”.

Os relatos de discordância na reserva vinham aumentando nos últimos dias por conta da indefinição de quem seria o próximo presidente do órgão. Entretanto, o presidente Joe Biden confirmou nessa segunda-feira a manutenção de Jerome Powell para mais um mandato, decisão que pode colocar novamente o braço governamental ao lado dos criptoativos.

Apoio de peso pode vir de aprovação do exército

Mas enquanto o cenário de indefinição no poder americano segue, o exército dos Estados Unidos indica uma aproximação do universo dos criptos.

A assinatura do contrato entre US Army e a Consensus Networks, que disponibilizou cerca de US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de tecnologias de logísticas baseadas em blockchains, havia ocorrido no primeiro semestre do ano. Mas o projeto ainda aguardava outras liberações – como saber, por exemplo, se o impacto da nova política fiscalizatória de criptos no país chegaria às operações em blockchain – além do avanço em seus primeiros testes básicos.

Fato é que finalmente o aval da força militar veio, e o piloto do chamado ‘HealthNet’ deve ser liberado para funcionamento logo no começo de 2022.

O objetivo do sistema que foi desenvolvido na IoTex, focada no desenvolvimento de ferramentas voltadas para o contexto de “internet das coisas”, é de promover em tempo real o acompanhamento e o suporte médico para mais de 700 mil navegadores da marinha. De acordo com o CEO da rede IoTex, Nathan Miller, o sistema está 50% completo, mas já demonstrou resultados que agradaram o comando das forças armadas americanas.

O serviço que automatizará as logísticas responsáveis pela organização da demanda de medicamentos, equipamentos médicos, próteses e mais é agora estudado por outras alas da defesa americana. Sua adesão (e sucesso) junto à maior força bélica do planeta pode significar um avanço considerável para todo o contexto que envolve os criptoativos não somente junto aos EUA, mas perante todo o mundo.

Legisladores dos EUA já querem “corrigir” a nova fiscalização de criptos no país

Resposta imediata

A nova política de fiscalização e taxação sobre criptomoedas aprovada pelo presidente Joe Biden causou reações negativas tanto no mercado, que sofreu com quedas bruscas nos preços dos ativos, quanto por parte de opositores, que já se movimentam para tentar mudar o cenário.

A primeira resposta a se concretizar é encabeçada pelos Republicanos Patrick McHenry e Tim Ryan, mas também conta com apoio de diversos representantes dos Democratas.

O projeto de lei “Mantendo a Inovação na América” já foi encaminhado ao departamento de serviços financeiros nacional e propõe, principalmente, a suspensão da obrigação das exchanges de relatar ao governo todas as transações de criptomoedas que serão feitas de 2024 até 2026.

“Informações consistentes e precisas sobre ativos digitais são necessários, mas o congresso deve trabalhar para trazer estes aspectos de forma mais condizente com essa indústria, deixando claras as regras da estrada que promovem a tecnologia e a inovação”, diz o comunicado.

Adequação ao funcionamento do mercado de criptos

O ponto em que este e os demais projetos de leis em formação se baseiam para mudar legalmente o cenário é a mudança do status de “corretora” dado às plataformas de transações de criptomoedas na assinatura da segunda-feira (15).

Ao classificar as exchanges e afins dessa maneira, informações pessoais dos envolvidos e detalhes das movimentações serão obrigatoriamente disponibilizadas ao governo, o que escapa consideravelmente dos princípios de privacidade e descentralização nos quais os criptoativos se baseiam.

“A lei inclui os relatórios sobre os ativos digitais e acaba empurrando inovadores e empreendedores deste mercado para outros países. Nós temos como corrigir estes novos padrões que foram construídos de maneira pobre e garantir que eles se tornem compatível com a maneira que essa tecnologia funciona”, pontuou McHenry sobre a necessidade imediata de reajustes.

Logo após a assinatura das novidades junto aos demais projetos de reformas estruturais, as criptomoedas deixaram o momento de altas históricas vividas entre o final de setembro e outubro para testemunhar a desvalorização das 50 maiores moedas do mercado de maneira simultânea.

Como resultado, o total acumulado investido em criptos caiu do recém atingido patamar de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri na abertura da semana.

Canadá abre espaço para investimentos em Bitcoin e Índia começa a explorar seu potencial

O mercado de criptomoedas ainda sofre com o duro, mas já esperado baque vindo da nova abordagem dos Estados Unidos junto à negociação das moedas virtuais. Propostas de emendas e demais ajustes já estão sendo debatidas, mas, por hora, a fiscalização mais “invasiva” dos EUA provocou queda considerável na enorme maioria dos criptos.

Entretanto, assim como ocorreu no início dos debates que levaram às mudanças em questão, a megapotência mundial serviu para muitas outras nações ligarem seus próprios sinais de alerta para a necessidade de aproximar o mercado de criptos e suas múltiplas possibilidades da realidade de seus países.

Canadá aceita plataforma de gestão de investimentos em Bitcoins

O Canadá dá seu primeiro aval governamental para uma ferramenta de investimentos baseada em Bitcoins (BTC). Trata-se de uma plataforma de negociação e custódia de BTC para investidores institucionais, como fundos de pensão, administradores de portifólio e fundos mútuos.

O aval dado pela Organização Reguladora da Indústria de Investimentos do Canadá à Fidelity (FNF), empresa que ainda em setembro contava com mais de US$ 4,2 trilhões em ativos sob gestão, deve abrir caminhos para que os primeiros fundos de investimentos negociados em bolsas também sejam aprovados, assim como ocorreu recentemente no vizinho Estados Unidos.

Saldo inicial dos criptos na Índia é bem positivo

Indo de certa forma na “contramão” de países mais temerosos perante a regulamentação de criptomoedas, a Índia deu uma série de fortes sinais receptivos ao mercado em ascensão.

Para começar, logo na primeira reunião parlamentar oficial referente às primeiras etapas regulatórias dos ativos, representantes de situação e oposição foram unânimes em defender a legalidade da atividade e de seus aspectos comerciais, impedindo qualquer possibilidade de banimento, como ocorreu na China.

O governo nacional indica também que, em breve, pretende reclassificar as exchanges que trabalham com ofertas de moedas virtuais no país.

Enquanto outras nações fecham o cerco e de certa forma atrapalham as plataformas de negociação, a Índia irá considerar estas empresas como do ramo de e-commerce. Além de retirar parte da burocracia no ramo, a mudança reduzirá o imposto sobre produtos e serviços – que era deduzido de cada transação feita – de 18% para 1%.

Já nessa quinta-feira (18), o primeiro ministro do país, Narendra Modi, convocou nações democráticas de todo o mundo a trabalhar em prol da adesão e do uso correto do Bitcoin e das demais criptomoedas.

“É importante que todas as nações democráticas do mundo colaborem nessa causa, para garantir que esse recurso promissor não caia em mãos erradas e acabe estragado para nossa juventude”, declarou Modi, que mais cedo na semana já tinha abordado os riscos do uso de criptomoedas na lavagem de dinheiro e em demais crimes de finanças.

Apesar da postura amistosa, os debates de definições regulatórias ainda irão longe em solo indiano. Contudo, não é ousado dizer que a maneira aberta e positiva pelas quais os primeiros pontos da conversa foram abordados podem permitir que o país emergente cumpra com maestria o seu potencial de suprir a ausência chinesa no mercado de criptoativos mundial.

CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.

Efeitos colaterais dos EUA junto aos criptoativos já eram esperados

“Os EUA voltando a andar” com criptoativos em rédea curta

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou a liberação de mais de US$ 1 trilhão em recursos para melhorar a infraestrutura de diversos serviços governamentais do país.

Entre as novidades aprovadas no âmbito da economia, estavam contidos os primeiros marcos regulatórios para o uso de criptomoedas nos Estados Unidos. As mudanças de maior impacto na circulação das moedas virtuais nos EUA giram em torno da fiscalização de transações e taxação em cima dos criptos.

Agora, corretoras, carteiras digitais e exchanges terão que disponibilizar ao governo informações das transações realizadas, indicando a que cliente foi transferida a criptomoeda em questão – com detalhes como número de Seguro Social e natureza da movimentação –  para fins de fiscalização e aplicação do imposto sobre rendimento de pessoas singulares (IRS, em inglês).

Movimentações que envolvam montantes acima dos US$ 10 mil devem ser notificadas imediatamente pelas plataformas e estarão sujeitas à averiguação governamental.

Apesar da união governamental em torno dos projetos de leis, que contaram com ativa participação e suporte tanto de republicanos quanto de democratas, e do impulso extremamente positivo dado ao mercado de criptos com o início e a evolução das conversas, fato é que a confirmação das mudanças não foi bem recebida pelo mercado, que despencou coletivamente.

Após bater recentemente a marca de US$ 3 trilhões totais correntes em mercado – se estabelecendo posteriormente na casa dos US$ 2,8 tri – uma queda brusca de US$ 400 bilhões foi registrada em poucas horas.

Todas as 50 maiores criptomoedas tiveram baixas, com destaques negativos para os dois maiores representantes dos ativos. Ethereum (ETH) chegou a cair mais de 11%, enquanto o Bitcoin (BTC) beirou os 10% de perdas, enquanto desceu do patamar recém alcançado, em que se encontrava seguramente acima dos US$ 60 mil.

Golpe dolorido fora anunciado com antecedência

A recepção negativa das mudanças parte de dois pontos cruciais, sendo o primeiro o temor de que os textos aprovados tenham intencionamente um caráter muito amplo quando classificam a função de corretor, podendo abranger mineradores e demais operadores das redes de blockchains no âmbito tributário.

Por essas e outras questões vistas como “vagas” na estrutura das propostas, senadores pró-criptoativos e demais nomes fortes do mercado já se movimentam para tentar reverter desenhar limites mais claros à fiscalização.

O segundo e mais importante aspecto é o claro ataque alguns princípios nos quais os criptoativos se baseiam, como a privacidade no manejo dos ativos e independência de funcionamento que praticamente isenta investidores de taxas. Entretanto, o tamanho do “susto” indicado pelo mercado revela, na verdade, certa ingenuidade mesmo por parte de investidores experientes.

Dificilmente os Estados Unidos abririam mão de usufruir do mercado de maior potencial econômico do futuro. Há de se levar em consideração que o pontapé inicial de toda essa conversa foi dado na busca por inibir o pagamento de ataques de cyber-terroristas serem pagos em criptomoedas, o que já dava ao governo americano o pretexto necessário para fiscalizar e taxar as negociações das moedas digitais.

Em suma, trata-se de um choque que apesar de desnecessariamente negativo, precisava acontecer. É melhor ter a economia estadunidense apoiando o uso de criptos e permitindo seu desenvolvimento junto aos modelos econômicos tradicionais, do que barrados, como ocorre com a China.

A situação é passível não só de adaptação, como de reajustes. Não seria prudente ver os Estados Unidos jogando tanto potencial pelos ares, reduzindo o valor do ativo que lhes interessa por capricho.

As chances são boas de que, apesar de não ser o cenário ideal para o mercado e seus idealizadores, os EUA tornem-se terra propícia para o rompimento rumo ao mundo off-chain e à sua estabilização definitiva na economia mundial.

Bitcoin cai com força, mas se segura no suporte!

Com o rali de alta do Bitcoin em outubro, a crypto alcançou o alvo projetado pelo pivô, assim como o topo histórico que havia sido deixado em abril. Entretanto, o ativo respeitou a resistência e vem tendo dificuldade para romper essa região de topo. A dinâmica de preços já foi explicada com mais detalhes no artigo “Ainda vale a pena comprar Bitcoin?

Hoje o Bitcoin fez um movimento forte de baixa, mas mostrou respeito pela região do fundo anterior. Isso traz uma nova perspectiva com relação ao que o ativo pode vir a fazer nos próximos dias.

Andando de lado.

Após romper o topo histórico, o Bitcoin recuou e se segurou na média móvel de 20 períodos. O ativo ficou vários dias andando de lado, até que subiu novamente e conseguiu mais uma vez romper o topo. Contudo, o movimento novamente foi frustrado e o ativo recuou na sequência.

No movimento de retorno, a crypto se segurou no topo que foi rompido, o que poderia dar a entender que tentaria mais uma vez fazer um movimento de alta. Ontem, no entanto, o ativo perdeu o suporte e hoje caiu com força. Mas com o movimento de hoje, foi possível observar que existe um canal pelo qual o Bitcoin vem trabalhando.

Com a formação deste canal, é possível supor que o ativo passe a trabalhar em um Breakout.

O Breakout é um padrão conhecido por resetar o mercado, ou seja, ele prepara o mercado para um novo movimento. Isto pode ser alvo muito interessante para o Bitcoin na situação atual.

Uma nova alta está a caminho?

Como o Bitcoin já vem trabalhando em uma forte tendência de alta desde o final de setembro, seria esperado que um movimento de correção fosse realizado.

Porém, caso o ativo entre em um Breakout, esse movimento de correção não se faz necessário. Com o Breakout, o ativo entra em consolidação aguardando um novo movimento, que pode ser de alta ou de baixa. Mas, estatisticamente, a probabilidade é a favor da continuidade do movimento. Ou seja, como a Crypto vem seguindo uma tendência de alta, se espera que o Breakout seja rompido para cima.

Caso o Bitcoin se segure na região de fundo e permaneça mais alguns dias trabalhando dentro do canal, o Breakout estará se confirmando. Deste modo, quando o ativo armar um novo pivô, provavelmente fará o rompimento do padrão e iniciará um novo movimento de tendência.

Segundo OMC, o mundo está desacelerando.

Uma das noticias importantes do dia vem da OMC (Organização Mundial do Comércio).  Segundo a OMC o mundo vem desacelerando economicamente.

Devido a falta de semicondutores e demais produtos amplamente utilizados e comercializados no mundo, os países e suas respectivas economias vem enfrentando problemas para municiar suas produções e abastecer seus mercados.

Tudo isso, além de influenciar em crescimento menor, ou em queda, vem trazendo impactos sobre a inflação.

Com a demanda se mantendo nivelada com o que era antes da pandemia, a oferta vem deixando a desejar, influenciando na alta dos preços.

Além dos produtos mencionados, os combustíveis vêm influenciando muito a inflação. Observando todo o contexto, fica claro que o mundo terá que avaliar e rever algumas coisas para conseguir dar continuidade ao progresso.

Dólar em alta, bitcoin em queda.

Com o mercado fechado no Brasil, as atenções vão para as demais bolsas globais. O ouro que vem ganhando valor nas últimas semanas está registrando no momento, valorização de 0,04%.

Já o Bitcoin está em queda de 2,36%. Com o medo sobre o crescimento do mundo e com a inflação, as economias vão enfrentar muita volatilidade.

Talvez nos próximos resultados das empresas, o cenário de inflação alta e de desaceleração fique mais evidente.

No Brasil já existe uma expectativa mais negativa, uma vez que o juro vem subindo. Já em outros países, o juro ainda não começou a subir. Talvez, a alta do juro no mundo vá ocorrer mais cedo do que está sendo previsto.

Com esse cenário, o investidor deve permanecer cauteloso, dando preferência para ativos que possam carregar a inflação e proteger o patrimônio.

O ouro é um ativo assim, além dos produtos de renda fixa atrelados ao CDI, ou ao IPCA. No caso das letras do Tesouro Direto, a preferência deve ser sobre as letras de vencimento curto, que sofrem menos volatilidade do mercado de juro.

Como será o dólar na semana?

Do jeito que as coisas estão a meu ver o dólar pode ainda ser volátil, mas a tendência é de queda.

A taxa Selic vai continuar subindo e isso sugere que o capital de grau especulativo vai continuar entrando no Brasil, fato que pode aliviar um pouco a cotação do USD/BRL.

O dólar sobe, caso haja atritos políticos ou se a tendência de alta dos juros nos outros países, considerados desenvolvidos, ocorrer mais cedo, com uma sinalização já na semana.

Havendo esses tipos de situações, o dólar pode virar sim. Sendo que o dólar mais alto vai beneficiar o ouro e o Bitcoin.

Crypto weekend: 12 a 14 de novembro

Atualização ‘Taproot’ chega para o Bitcoin

Na madrugada desse domingo (14), a maior atualização já sofrida pelo Bitcoin (BTC) desde 2017 foi ativada. Batizada ‘Taproot’ (raíz principal, em português) a novidade foca sobretudo em aprimoramentos em aspectos que envolvem segurança dos usuários e de seu próprio sistema.

O outro principal destaque do soft fork ocorrido foi a adesão às chamadas assinaturas Schnorr, capaz de propiciar a realização de transações mais diversificadas na sua rede ao aproxima-la de seu modelo tradicional de funcionamento e registro.

Consequentemente, a nova função amplia a capacidade de escalabilidade dos sistemas que giram em torno do Bitcoin, enquanto auxiliam simultaneamente nas questões de privacidade destacadas inicialmente.

Durante as primeiras horas de atividade da atualização, o BTC opera em baixa. Próximo do lançamento estava sendo negociado à US$ 65.684 45 minutos após o lançamento, enquanto às 11h15 (horário de Brasília) tinha o preço de US$ 65.233.

A queda inicial é vista como natural pela necessidade de adaptação dos usuários às novas estruturas da rede, uma vez que até o fim da manhã dessa segunda-feira (15) não foram registradas maiores reclamações ou problemas de funcionamento por causa de ‘Taproot’.

SEC ainda rejeita ETF de Bitcoins à vista, mas libera lançamento de novo fundo de futuros

Após o sucesso do fundo negociado em bolsa (ETF) da ProShares, baseado em futuros de Bitcoin que lançado em outubro na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), imaginou-se que o próximo passo seria a liberação também para ETFs à vista em BTC.

Entretanto, a SEC – Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos – barrou a proposta feita pela gestora de investimentos VanEck nesse modelo.

O órgão regulador alegou que a operadora de bolsas interessadas na listagem, a CBOE Global Markets, não conseguiu assegurar que o ativo estaria imune à manipulação de mercado ou apresentar uma estratégia funcional de monitoramento das movimentações à vista junto às bolsas.

Entretanto, o “prêmio de consolação” para a VanEck foi a liberação para seu próprio fundo de ETFs de Bitcoin em futuros ser finalmente listado. O fundo já havia sido aprovado em outubro, mas sofreu com atrasos até o último final de semana, levando o leilão inicial de emissão do “XBTF” a ser iniciado somente no fim da manhã dessa segunda-feira.

Axie Infinity terá seu primeiro torneio oficial

Um dos criptos sensação de 2021 e referência no promissor mercado de jogos em blockchain, o game Axie Infinity (AXS) terá seu primeiro grande torneio oficial, batizado de ‘GalAxie Cup 2021’. As inscrições e demais processos qualificatórios foram encerrados no domingo (14) para os interessados em competir profissionalmente no jogo de estratégia em turnos.

O campeonato será entre os dias 24 e 25 de novembro, tendo suas atividades com um torneio de influencers que além de auxiliar na visibilidade da competição, vai angariar doações para instituições de caridade.

Em seguida, o “Pro Tournament” será disputado pelos 8 times de 3 jogadores que foram melhores ranqueados nas etapas de classificação, premiando 105 Axie Shards ao time campeão – US$ 15 mil na cotação atual do ativo – e mais de US$ 27 mil ao todo, comando prêmios de segundo e terceiro colocados.

Enquanto Axie Infinity já marcou a história dos jogos baseados em criptos, a competição pode ser o próximo passo para seu estabelecimento também no mundo dos Esports e seu mercado multimilionário. Durante o fim de semana, foi anunciada a parceria da Axie Infinity com a VeraEsport, tradicional plataforma de transmissão e cobertura de competições de games.