Crypto weekend: 12 a 14 de novembro

Atualização ‘Taproot’ chega para o Bitcoin

Na madrugada desse domingo (14), a maior atualização já sofrida pelo Bitcoin (BTC) desde 2017 foi ativada. Batizada ‘Taproot’ (raíz principal, em português) a novidade foca sobretudo em aprimoramentos em aspectos que envolvem segurança dos usuários e de seu próprio sistema.

O outro principal destaque do soft fork ocorrido foi a adesão às chamadas assinaturas Schnorr, capaz de propiciar a realização de transações mais diversificadas na sua rede ao aproxima-la de seu modelo tradicional de funcionamento e registro.

Consequentemente, a nova função amplia a capacidade de escalabilidade dos sistemas que giram em torno do Bitcoin, enquanto auxiliam simultaneamente nas questões de privacidade destacadas inicialmente.

Durante as primeiras horas de atividade da atualização, o BTC opera em baixa. Próximo do lançamento estava sendo negociado à US$ 65.684 45 minutos após o lançamento, enquanto às 11h15 (horário de Brasília) tinha o preço de US$ 65.233.

A queda inicial é vista como natural pela necessidade de adaptação dos usuários às novas estruturas da rede, uma vez que até o fim da manhã dessa segunda-feira (15) não foram registradas maiores reclamações ou problemas de funcionamento por causa de ‘Taproot’.

SEC ainda rejeita ETF de Bitcoins à vista, mas libera lançamento de novo fundo de futuros

Após o sucesso do fundo negociado em bolsa (ETF) da ProShares, baseado em futuros de Bitcoin que lançado em outubro na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), imaginou-se que o próximo passo seria a liberação também para ETFs à vista em BTC.

Entretanto, a SEC – Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos – barrou a proposta feita pela gestora de investimentos VanEck nesse modelo.

O órgão regulador alegou que a operadora de bolsas interessadas na listagem, a CBOE Global Markets, não conseguiu assegurar que o ativo estaria imune à manipulação de mercado ou apresentar uma estratégia funcional de monitoramento das movimentações à vista junto às bolsas.

Entretanto, o “prêmio de consolação” para a VanEck foi a liberação para seu próprio fundo de ETFs de Bitcoin em futuros ser finalmente listado. O fundo já havia sido aprovado em outubro, mas sofreu com atrasos até o último final de semana, levando o leilão inicial de emissão do “XBTF” a ser iniciado somente no fim da manhã dessa segunda-feira.

Axie Infinity terá seu primeiro torneio oficial

Um dos criptos sensação de 2021 e referência no promissor mercado de jogos em blockchain, o game Axie Infinity (AXS) terá seu primeiro grande torneio oficial, batizado de ‘GalAxie Cup 2021’. As inscrições e demais processos qualificatórios foram encerrados no domingo (14) para os interessados em competir profissionalmente no jogo de estratégia em turnos.

O campeonato será entre os dias 24 e 25 de novembro, tendo suas atividades com um torneio de influencers que além de auxiliar na visibilidade da competição, vai angariar doações para instituições de caridade.

Em seguida, o “Pro Tournament” será disputado pelos 8 times de 3 jogadores que foram melhores ranqueados nas etapas de classificação, premiando 105 Axie Shards ao time campeão – US$ 15 mil na cotação atual do ativo – e mais de US$ 27 mil ao todo, comando prêmios de segundo e terceiro colocados.

Enquanto Axie Infinity já marcou a história dos jogos baseados em criptos, a competição pode ser o próximo passo para seu estabelecimento também no mundo dos Esports e seu mercado multimilionário. Durante o fim de semana, foi anunciada a parceria da Axie Infinity com a VeraEsport, tradicional plataforma de transmissão e cobertura de competições de games.

Bitcoin realiza seu potencial como “ouro virtual”

Inflação americana abre mais uma porta para o Bitcoin

Pouco depois de flertar com o rompimento da barreira dos US$ 70 mil, o Bitcoin (BTC) passou por uma baixa que vai caminhando para os 8% ao meio dia da sexta-feira (12), sendo negociado na faixa dos US$ 63,3 mil.

Olhar de maneira isolada para essa movimentação pode gerar um certo desconforto, sobretudo para quem adquiriu BTCs recentemente acreditando no estabelecimento rápido de resistências acima dos US$ 70 mil idealizados.

Mas apesar do intenso movimento de vendas liderado por grandes compradores, o Bitcoin ganha protagonismo na fuga da inflação nos EUA – que bateu sua maior marca em 30 anos ao chegar à 6,2% – e se coloca como alternativa ao lado do mais tradicional dos ativos.

Ativo corrente no passado e commoditie segura no presente, o uso do ouro é comum a algum tempo na fuga de crises, sobretudo do dólar americano. Prestigiado, limitado e valioso, já serviu de refúgio nos maus momentos recentes do dólar – com seu maior exemplo sendo a alta de mais de 32% em meio à crise de 2008 – e seguirá dessa forma por muito tempo.

Contudo, na atual alta inflacionária histórica, o Bitcoin também foi apontado como alternativa para buscar a proteção aos recursos de muitos investidores, sendo um dos impulsos que jogou o ativo próximo de mais um all time high.

Momento de aprendizado para investidores mais clássicos

Apesar de também ser pioneiro em sua função econômica, além de valioso e finito, as diferenças entre o minério precioso e a moeda virtual ficam, obviamente, por conta da grande volatilidade que que o BTC apresenta.

Negativamente, a baixa atual (que indica ser temporária) é um exemplo do que a venda coletiva pode acarretar, além ainda dos possíveis problemas que o Bitcoin e demais criptomoedas podem enfrentar em aceitação e funcionamento no processo de aproximação da “realidade” também impactarem consideravelmente nos preços do mercado.

Entretanto, positivamente, existem até vantagens do BTC frente ao ouro, já que tomando como exemplo o recente recorte do último mês, trata-se de um recurso que vem em alta consistente e que vai ainda explorar muito de seu potencial.

Fora isso, sua relação com o sistema econômico vigente pode permitir até sua valorização em momentos de crises no tradicional modelo econômico. Principalmente em cenários de problemas de funcionamento estrutural, o maior dos criptoativos tem tudo para puxar o carro com as soluções que as blockchains, as estruturas das DeFis e a própria natureza dos criptos apresentam.

Sem dúvidas, trata-se de mais um passo mútuo de amadurecimento, uma vez que a população considera cada vez mais o BTC como ferramenta econômica de confiança, dando-o responsabilidades similares ao ouro, mesmo com milhares de anos de diferença entre os recursos. E é bem provável que em um curto espaço de tempo o voto de confiança seja confirmado em breve, na quebra da barreira dos US$ 70 mil que vem por aí.

Ainda vale a pena comprar Bitcoin?

O mercado de criptomoedas, ou cripto ativos, poderia ser comparado ao lançamento de startups. As startups geralmente nascem como ideias de negócios que prometem solucionar algum problema, ou facilitar algo já existente. De forma similar, no mercado dos cripto ativos são lançados projetos que prometem entregar algum benefício, geralmente relacionados ao mundo digital.

O Bitcoin, por sua vez, é considerado a moeda virtual pioneira e mais bem-sucedida. A ideia por trás do bitcoin é simplesmente ser uma forma de reserva de valor descentralizada. Ou seja, trata-se de um ativo cujo valor depende apenas da relação oferta vs. demanda. Além disso, pelo fato de ser descentralizada, não existe a interferência direta por qualquer governo.

Outro fator interessante diz respeito a sua escassez, pois existe um fornecimento pré-programado de 21 milhões de Bitcoins. Deste modo, seu valor deve continuar aumentando à medida que sua demanda aumenta, visto que a oferta é limitada. Além disso, existe uma expectativa muito grande com relação à revolução que o mercado de criptomoedas ainda pode trazer. O que pode fazer as principais criptomoedas, como o Bitcoin, alcançarem novos patamares de valor.

Mas, independentemente do ativo, é sempre interessante acompanhar o gráfico para buscar as melhores oportunidades. Seja para compras pensando no futuro, ou para operações de curto prazo.

Dinâmica de preços.

Observando o gráfico semanal do Bitcoin, se torna mais fácil entender a dinâmica dos preços.

Após a forte alta do início deste ano, o Bitcoin fez um movimento de correção até a retração de 61,8%. Como a retração serviu de suporte, a tendência de alta continuou prevalecendo e na sequência o ativo voltou a subir.

Em setembro, quando o mercado como um todo trabalhou em queda, o Bitcoin também corrigiu. No entanto, voltou a subir acionando um padrão de continuidade de tendência conhecido como “Trick Entry”.

Conforme apresentado na imagem, as setas amarelas representam o pivô principal e as setas brancas a trick entry.

Após acionar o padrão de continuidade o ativo ganhou força e subiu até o alvo de 100%, que também coincide com o topo histórico.

O que ocorreu, no entanto, foi que a região de topo se comportou como uma resistência segurando a pressão compradora. No gráfico diário é notado que o Bitcoin já tentou por duas vezes romper o topo histórico, mas o movimento foi falho e o ativo passou a cair na sequência.

Sob esta análise, o ideal seria esperar o ativo recuar até alguma das retrações de Fibonacci e armar um novo padrão de alta, para então entrar em uma operação de compra.

Como o pivô do gráfico semanal foi acionado, existe muito espaço para o ativo continuar subindo, deste modo o ideal é esperar que um padrão mais interessante seja formado.

Dogecoin quer se recolocar à frente das memecoins

Nas últimas semanas, em meio à altas recordes e números históricos de titãs do mercado como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e companhia, a Shiba Inu (SHIB) tomou parte dos holofotes para si.

Mesmo valendo ainda frações de centavos de dólares americanos e passando somente por seu primeiro momento de maturação, a incansável “Shib Army” vem fazendo sua parte para segurar o ativo enquanto aguarda o amadurecimento do projeto por trás de SHIB.

Com isso, não é simplesmente coincidência vermos, justamente nesse momento de oscilação da Shiba Inu, a sua “irmã mais velha” e rival Dogecoin (DOGE) se mexendo para retomar parte do destaque perdido.

Abordagem diferente deu resultado

A Dogecoin já é mais consolidada no mercado, apesar de ainda ter muito a fazer em seu promissor futuro. Tendo sua versão inicial lançada oficialmente em 6 de dezembro de 2013 por Billy Marcus e Jackson Palmer, chegou já em janeiro de 2014 a bater os US$ 60 milhões de capitalização.

O ativo foi fundado com o objetivo de atender uma fatia mais ampla e diversificada do público, escapando de problemas e polêmicas geralmente atravessados por outras criptomoedas ao abraçar a bandeira de “memecoin” para se promover a partir do bom humor. Do ponto de vista mais técnico, o projeto realmente entregava o que prometia com facilidade, abundância e preço acessível, chegando já ao meio do ano seguinte do seu lançamento aos 100 bilhões de coins mineradas.

Assim como Shiba Inu e sua armada, os investidores mais envolvidos com a Dogecoin são extremamente ativos na internet, o que colocou o ativo em evidência para o mundo em eventos como os jogos olímpicos de inverno de 2014, a Nascar (corrida em pista oval que faz sucesso nos Estados Unidos), sendo aceita por um período como método de pagamento na rede de fast-food Burguer King e arrecadando fundos em seu nome para causas humanitárias.

Movimentações como essas, atreladas ao humor e aos envolvidos investidores, atraíram os olhares do CEO da Tesla (TSLA), Elon Musk. Para muitos, essa conexão foi o ponto de virada da Dogecoin para ter a relevância que tem hoje, uma vez que Musk começou a agir quase como um garoto propaganda da moeda ao elogiar repetidas vezes a “força” da Doge e de sua comunidade no âmbito de trocas e pagamentos em geral.

Primeiros passos para reafirmar o protagonismo no seu nicho

A equipe responsável pela Dogecoin vê como favorável o momento para reafirmar o posto superior à Shiba Inu e começa seu “contra-ataque”. O principal destaque do âmbito mais prático de seu funcionamento fica por conta da atualização batizada de Core 1.14.5.

As novidades principais no processo são a redução de taxas envolvendo mineração e transações referentes à Dogecoin, além da elevação de nível na segurança tanto das Dogecoins já adquiridas mercado à fora, quanto da própria rede de funcionamento que registra movimentações e novas coins geradas.

Além das melhoras em seu funcionamento, a Doge voltou a ganhar holofotes após passar as últimas semanas ofuscada pela Shiba Inu com a ajuda do próprio Elon Musk.

No início de novembro (quinta-feira, dia 4) usuário de twitter Tree of Alpha revelou, após buscar pelos códigos-fonte das páginas de opções de pagamentos dos site da Tesla, que uma opção para compra de produtos com Dogecoin está sendo testada. O curioso é que os textos indicam que a opção de compra em Doge será descrita com a frase “Order with Shiba” – Pedir com Shiba, ao pé da letra no português.

Em primeiro plano, seria possível imaginar que a opção se referiria à Shiba Inu, mas além da clara preferência de Musk entre os dois ativos, mais detalhes indicam que o sistema da Tesla levará o cliente à uma página exclusiva para a troca e movimentação de Dogecoins.

Não existe muita surpresa na proximidade entre Shiba e Doge em aspectos de funcionamento, público e, principalente, objetivo. Contudo, a mais experiente dentre a moedas caninas já tem a sua disposição um portifólio de respeito além de aliado poderoso em Musk, pontos que, pelo menos por hora, coloca a Dogecoin em um patamar diferente da Shiba Inu e dos demais ativos que busquem seguir seus passos.

Sustentabilidade é parada obrigatória para criptoativos

Boa fase não imuniza de obrigações ambientais

No dia 3 de janeiro de 2009, a primeira Bitcoin (BTC) foi minerada. Daí em diante, sobretudo com o nascimento da Ethereum (ETH) e suas derivadas, tanto o volume de mineração quanto os ativos que podiam ser gerados pela atividade tomaram proporções gigantescas.

Chegando a novembro de 2021, é provável que as criptomoedas vivam agora o melhor momento de sua ainda jovem história, respondendo pouco a pouco às dúvidas de capacidade e confiabilidade em sua aplicação prática. Não é absurdo pensar que a alta pode ser ainda maior em breve, uma que o movimento de alta responsável pela quebra da barreira dos US$ 3 trilhões totais existentes no mercado de criptos segue com fôlego considerável.

Contudo, para que esse movimento fique mais próximo ainda de se estabelecer junto às tecnologias de economia e serviços em grande escala, o problema do alto gasto energético na mineração deve ser sanado o quanto antes.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge estimam que anualmente, entre 115 e 130 terawatts/hora sejam consumidos somente para minerar Bitcoins. As médias já são similares ou superiores a de países como Argentina, Emirados Árabes e Holanda, com forte tendência ainda para aumento de demanda e, consequentemente, de consumo.

Com esses números, não é surpresa que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP, na sigla em inglês), que está ocorrendo na Suécia, tenha colocado os ccriptoativos em pauta nos debates referentes à economia.

A fala do Chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rishi Sunak, do objetivo de “zerar a emissão de carbono de todo o sistema financeiro global” liga o sinal de alerta para os grandes mineradores, com destaque ainda maior para as cerca de 22% das criptomoedas mineradas que ainda não se baseiam em energia sustentável e contribuem para a emissão de CO² na atmosfera.

Respostas das Américas ao problema

O movimento de aceleração do processo nas Américas vem ganhando considerável força e servem de exemplo para o resto do mundo.

Medidas de criação de parques para captação de energia solar e seu posterior uso dedicado às atividades de mineração vão ganhando força nos Estados Unidos, com destaque para o audacioso projeto de US$ 4 bilhões em investimentos da Madison River Equity LLC, que pretende ocupar 6,5 quilômetros quadrados no estado de Montana.

Em El Salvador, país centro-americano que adotou o BTC como moeda oficial corrente e vem colhendo bons frutos, iniciou recentemente seu projeto de exploração da energia termoelétrica em vulcões da região para adquirir as própias coins.

E aqui no Brasil, a Exchange Mercado Bitcoin finalizou acordo com a Comerc, empresa especializada em gerência de energia limpa no país, que permitirá o desenvolvimento de tokens 100% sustentáveis. A novidade, esperada para ser iniciada efetivamente no começo de 2022, aparece justamente no momento de alta popularidade dos tokens no mercado.

Ideia de ensinar sobre criptos em NY precisa ser emulada no Brasil

Adams prepara NY para os criptoativos

Eric Adams, prefeito recém-eleito da cidade de Nova Iorque, vai se consolidando com uma das lideranças mais pró-criptos de todo o mundo. Na semana passada já havia anunciado a intenção de receber seu salário em Bitcoin (BTC), enquanto nessa terça-feira (9) externou seu desejo de colocar estudos sobre criptomoedas e blockchains no currículo escolar da cidade.

“Criptos são um novo meio de pagar por produtos e serviços em alcance mundial”, disse Adams durante a justificativa de sua ideia para a educação financeira. “É um novo jeito de pensar e entender as coisas. Quero manda um sinal para o mundo. NY é um centro de inovação tecnológica e mesmo assim, quando falo de criptoativos, até jovens tem muitas dúvidas”, justificou.

Não se limitando somente à Nova Iorque, toda a nação estadunidense vem assumindo ainda mais protagonismo no mercado mundial de criptos. Após a debandada chinesa, tomou a frente do volume de mineração mundial e recebeu boa parte das empresas e projetos que giravam em torno das blockchains na China.

Mas o crescimento da potência norte-americana no cenário vai além da questão estrutural e leva a “novidade” já para o debate social.

Foi encaminhada nos últimos dias ao presidente Joe Biden a primeira versão (que aliás, gerou muita discordância) do projeto de lei que visa a regulamentação do uso de criptomoedas no país.

Mais cedo, ainda em outubro, foi a própria bolsa de Nova Iorque (NYSE) a primeira intercontinental a operar com ETF de futuros em Bitcoin, enquanto grandes empresas como Walmart se preparam para receber pagamentos em BTC e o antigo Facebook Inc, agora Meta Platforms, dá seus primeiros passos rumo ao metaverso.

Brasil pode ser destaque, mas precisa se preparar

Com todos estes aspectos em vista, não é absurdo imaginar Nova Iorque e os Estados Unidos na linha de frente da nova era tecnológica que inevitavelmente virá. Contudo, é muito importante destacar a importância de um projeto de educação como este em todo o mundo, com ênfase ainda maior para a América Latina e enfoque especial no Brasil.

Ocupando o 12º lugar no ranking das principais economias mundiais em março, o maior e mais rico país da AL apresentou em setembro os números mais positivos das Américas do Sul e Central em pesquisas que buscavam os povos com maior receptividade aos criptoativos, com somente 9% dos entrevistados se opondo diretamente à um cenário de adesão oficial ao Bitcoin e seus similares.

Em contrapartida, o país amarga a 74ª colocação no ranking mundial de educação financeira geral, enquanto em recortes mais específicos que focam no conhecimento sobre criptoativos, 99% dos brasileiros que responderam ao questionário feito pela plataforma CryptoLegacy não responderam corretamente perguntas básicas sobre blockchains, criptoativos e afins.

Com a economia nacional vivendo queda brusca, batendo recordes negativos históricos de quedas no PIB nos últimos 2 anos, o povo brasileiro não pode se dar ao luxo de perder uma oportunidade real de revitalizar desde sua economia popular até os mais altos modelos econômicos.

A modesta El Salvador não tinha metade do potencial que o Brasil possuía, e em pouco tempo colhe frutos da adesão aos criptoativos em sua realidade. Salvadorenhos agora desfrutam desde grandes obras inteiramente financiadas por parte dos lucros obtidos com o Bitcoin em pouco mais de dois meses, até o combate à baixa bancarização rumo ao crescimento exponencial de transações livres de taxas e o aumento geral de conhecimento econômico.

Obviamente, é muito mais fácil sentir logo de cara os impactos da novidade em um país de população e economia consideravelmente menores. Mas o importante para governo, economia e até educação brasileira, é tomar conhecimento de que os criptoativos invariavelmente virão e que geralmente são extremamente positivos para aqueles preparados a lidar com eles.

Em um cenário de crise que deve ainda se arrastar por algum tempo, o Brasil não pode se dar ao luxo de perder uma oportunidade como essa. A melhor ferramenta que temos para garantir a integração dos brasileiros nessa nova época econômica e tecnológica – com protagonismo, vale ressaltar –  é justamente a educação.

Crypto Radar: Solana capitaneia alta do mercado rumo ao metaverso

O excelente momento vivido no geral pelas criptomoedas em outubro segue, ao que tudo indica, também para novembro. Como os principais ativos do mercado, Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) seguem com saldo positivo e aspirando voos ainda maiores, enquanto a explosiva Shiba Inu (SHIB) e outras moedas mais alternativas vão ganhando espaço e amadurecendo público e projeto.

Entretanto, considerando aspectos práticos junto aos valores atingidos, o principal destaque da virada de mês que impulsionou o Market Cap total a passar dos US$ 3 trilhões foi, sem dúvidas, a Solana (SOL).

Ao lado da rede Cardano (ADA), seu projeto surge como candidata à “assassina da Ethereum”. Mas enquanto sua rival passa por um momento de estagnação, apesar de seguir prometendo, a Solana cresce exponencialmente como um sistema versátil e resistente o suficiente para atender as necessidades dos aplicativos descentralizados e o cumprimento dos contratos inteligentes.

O projeto opera em camadas alternativas, geralmente da segunda ou terceira em diante, buscando encontrar alternativas para tornar os métodos operacionais em blockchains, geralmente encontradas nas camadas principais de redes – que já são extremamente exigidas.

Seu método de validação também é outro diferencial. O Proof of History se aproxima do Proof of Share (uma das principais armas da Cardano) ao consumir menos energia enquanto adiciona mais uma ferramenta de segurança aos seus processos ao utilizar o tempo médio de resposta da rede em movimentações para averiguar a legalidade de uso e da geração de SOL.

No domingo (7), o ativo bateu os US$ 260,06 e estabeleceu seu novo all-time high, sendo o ponto alto de uma forte tendência de alta que já vinha se desenhando nas últimas semanas. Vale ressaltar, portanto, dois motivos que impulsionaram Solana aos números históricos.

O primeiro é referente ao seu bom e constante desempenho. Enquanto Cardano patina, a rede em alta atrai cada vez mais usuários por contar com taxas transacionais consideravelmente baixas.

Além disso, inúmeros relatos de programadores que trabalharam com a Solana apontam que o sistema apresentou nos últimos dias respostas mais rápidas e satisfatórias, sobretudo em projetos de DeFi (Finanças Descentralizadas) e NFTs (Tokens Não-Fungíveis), do que a própria Ethereum.

O segundo, mas não menos importante motivo, junta os satisfatórios resultados da SOL ao primeiro grande passo da tecnologia atual rumo ao metaverso no anúncio feito por Mark Zuckenberg e o (agora) grupo Meta Platforms.

Como reflexo imediato, diversos criptoativos ligados à próxima grande era da tecnologia tiveram alta agressiva. Aspectos que envolvem justamente finanças descentralizadas e ferramentas de tokenização para uso de diversos itens dentro da novidade estão intrinsecamente ligados ao que se idealiza no metaverso.

Logo, a rede que vem se destacando pôde aproveitar as boas novas como um impulso. A junção desses fatores levou Solana a outro patamar, ultrapassando Tether e a rival Cardano em capital total de mercado ao chegar nos US$ 76 bilhões e tornar-se o quarto cripto do momento no mercado.

O ideal de ser a nova Ethereum ainda está distante, uma vez que Ether ocupa a segunda colocação no ranking com US$ 540 bi por si só, com a diferença aumentando ao somarmos os criptos que derivam de sua rede (o que bateria os US$ 829 bi, mais de 27% do mercado).

Mas por hora, Solana vai cumprindo com maestria a função de alternativa confiável, encontrando excelente posição no universo dos criptos enquanto ainda só arranha a superfície de seu enorme potencial.

Crypto Weekend: 5 à 7 de novembro

PL sugere criptoativos como pagamento de salários no Brasil

O Deputado Federal Luizão Goulart (Republicanos – PR), encaminhou à Câmara dos Deputados uma proposta de lei que permitiria aos trabalhadores de todo o Brasil receberem parte de seus salários por meio de criptomoedas– inicialmente, com enfoque em Bitcoins (BTC) – sobre as condições estabelecidas em acordos feitos entre empregados e empregadores. O projeto ainda está em suas primeiras discussões para que siga avançando na Câmara.

Os ativos dessa natureza ainda não têm curso reconhecido legalmente no país. Entretanto, nos últimos dois meses a conversa dos deputados em torno do projeto de lei 2303/15, que visa promover a regularização de criptos na economia brasileira, movimentou as pautas dos legisladores e agora começa a ampliar o alcance promovido pelo seu debate.

A proposta feita por Goulart foi oficializada dias depois de políticos de outros países também indicarem a possibilidade. Destaque para os Estados Unidos, onde prefeitos de duas das principais cidades do país – Nova Iorque e Miami – declararam a intenção de receberem seus pagamentos em Bitcoins e abrindo as portas para a mudança em outras classes de trabalhadores.

Regulamentação de criptos nos EUA volta a avançar, mas gera atrito

Falando em Estados Unidos e medidas regulatórias, as propostas feitas pelo senado americano acerca das criptomoedas e sua integração na economia nacional voltaram a avançar voltam a avançar após ter diminuído o ritmo nas últimas semanas.

Apesar do progresso do projeto já significar um marco histórico para as criptomoedas por si só enquanto aborda também pontos de melhora da estrutura de sistemas e da própria internet no país (não à toa, o projeto estipula orçamento de US$ 1 trilhão para seu pleno funcionamento), o texto sofre com críticas da comunidade apoiadora das moedas virtuais nos EUA.

De acordo com o Senador Pat Toomey, que lidera o grupo dos apoiadores dos criptoativos contrários à atual proposta, o texto vai contra os princípios da inovação tecnológica.

Toomey aponta que isso se deve ao fato do projeto não somente ao aproximar as movimentações de criptos da taxação tradicional, mas também por exigirem informações pessoais desnecessárias para as transações das moedas virtuais e contrariar boa parte do funcionamento de exchanges e carteiras virtuais – que mesmo sem regularização oficial, nunca foram apontadas como criminosas.

O primeiro projeto de lei mais concreto já elaborado sobre o assunto já foi aprovado em maioria tanto por democratas quanto por republicanos. Agora, aguarda o veredito do presidente Joe Biden.

Shiba Inu vai sobrevivendo seu batismo de fogo

E a Shiba Inu (SHIB) segue firme, mesmo vivendo uma montanha russa de emoções e valores. Após ser a grande estrela da reta final de outubro, passou por baixas consideráveis logo na primeira semana de setembro.

Fato é que a memecoin e sua fiel comunidade de apoiadores vem sobrevivendo bem ao primeiro momento mais turbulento pelo qual SHIB passa. Durante o sábado (6), ganhou força no Twitter, no Reddit e em outras plataformas, comparações entre a Shiba Inu e outras criptomoedas de destaque.

A postagem que teve mais alcance foi feita pelo analista John Erlichman, que colocou lado a lado até onde investimentos de US$ 1000 teriam chegado caso feitos exatamente em 6 de novembro de 2020. Enquanto o montante investido em Shiba Inu ultrapassaria os US$ 740 milhões, o segundo colocado, Axie Infinity (AXS) passaria por pouco os US$ 1 milhão.

A onda de positividade, somada ao reforço da Shib Army na ideia de segurar seus investimentos no ativo, ajudou a estabelecer resistência mais segura – na casa dos US$ 0,00055 – após o brusco movimento de queda que chegou aos US$ 0,000044 durante a última quinta-feira (4).

Agora, a armada de investidores volta seus olhos para a RobinHood, exchange que teve momentos de glória e de represália durante a revolução da GameStop, mas que segue consideravelmente popular.

Uma petição feita durante o fim de semana, que visa a adesão da SHIB junto às opções de criptomoedas da plataforma, já conta com mais de 500 mil assinaturas a seu favor. Caso ocorra a adesão, podemos estar testemunhando mais um passo extremamente positivo da Shiba Inu rumo à estabilização de seu sucesso.

Cardano x Solana: confronto pelo presente e futuro do mercado

Disputa pelo trono tem concorrentes promissores

Inovar no mercado de criptoativos é o sonho de qualquer um, seja como criador de novas redes e produtos que se estabeleçam no meio, ou no papel de investidor astuto que descobre um diamante e multiplica o dinheiro nele aplicado.

A primeira grande inovação – fora, obviamente, o nascimento do Bitcoin (BTC) e de todo esse universo – talvez venha por parte da rede Ethereum (ETH), que abriu as portas para as inúmeras variedades de criptoativos que conhecemos hoje por meio de suas blockchains.

Não à toa, o Ether fica atrás somente do próprio Bitcoin em preço de mercado, tornando-se indispensável para o universo de criptos enquanto permitiu ganhos astronômicos a quem conseguiu aproveitar a oportunidade.

É justamente com o nobre posto da Ethereum na mira que surgiram as apelidadas “Ethereum Killers” Cardano (ADA) e Solana (SOL). Dois projetos que apostam em suas capacidades de “melhorarem” o funcionamento oferecido pela rede Ethereum ao atender usuários que buscam criar aplicativos descentralizados e usufruir dos contratos inteligentes.

As armas dos combatentes e o início do confronto

Apesar dos objetivos muito similares, cada concorrente conta com seus diferenciais. A Cardano tem desde o início de sua ascensão uma forte vocação para atender o chamado das finanças descentralizadas (DeFis), setor que muitos classificam como o primeiro grande passo para criptoativos rumo ao “mundo real”.

Outra arma do projeto, além do bom trabalho de marketing e comunicação feito pelo CEO Charlie Hoskinson (um dos fundadores da Ethereum) e sua equipe, é a validação de transações feitas feita por meio de P.O.S. (Proof of Stake), método que gasta muito menos energia do que o tradicional P.O.W. do Bitcoin, por exemplo.

A Solana, por sua vez, apesar de também operar no setor de DeFi, começou a desenvolver seu alcance sob a luz de aplicativos descentralizados (dApps) em mais áreas, utilizando-se do dinamismo proposto pela troca de informações e afins via blockchains para oferecer soluções à variados setores e suas demandas.

Seu método de validação é visto até como mais completo do que o de seu concorrente, uma vez que se utiliza de princípios do Proof of stake, mas adiciona mais uma etapa de validação por meio do cálculo de tempo entre transações ocorridas. O então chamado P.O.H. (Proof of History) apresenta mais uma camada de segurança frente ao P.O.S. e aos demais métodos.

Mas a diferença que importa, sobretudo ao considerar que ambos as redes (em seu potencial máximo) teriam condições de promover avanços similares, foge do mundo das ideias e recai sempre sobre a realidade.

Ada e Solana dispararam consideravelmente no ano e, a não ser que uma catástrofe ocorra nos menos de dois meses que ainda restam para 2021, estão no hall dos principais destaques dentre os criptoativos da temporada. O que muda, entretanto, é que um dos “concorrentes” passaram efetivamente pelo seu primeiro batismo de fogo, enquanto o outro ainda patina e perde o ritmo acelerado de alta que acumulava.

Já no final de setembro, a Solana indicava crescimento total no ano superior aos 9.600%, estabelecendo-se consideravelmente acima dos US$ 200 logo no início de novembro. A rede foi cada vez mais exigida – acelerando projetos até no setor de DeFi, carro chefe da Cardano – e mostrou plena capacidade de suportar as demandas dos programadores que desenvolveram aplicativos em sua rede.

Por sua vez, a Cardano subiu 1.400% e apontava para o rompimento da barreira dos US$ 3 como ponto determinante para entrar em um novo patamar de preço. Entretanto, a atualização Alonzo, Hard Fork que daria ao sistema um maior potencial de atender os contratos inteligentes, mas estagnou desde sua conclusão em setembro.

Na verdade, “estagnar” é uma palavra, uma vez que a novidade é relativamente recente e ainda estaria em tempo hábil de adaptação em outros casos. Mas aí, a grande promessa de sucesso feita sob o ativo, com projeções mais otimistas mirando preço acima dos US$ 10 para Ada, jogou contra.

A decepção gerada pela demora fez com que os preços voltassem a brigar para se manterem nos US$ 2, enquanto Solana acelera e se estabelece em US$ 240. Apesar do preço muito mais baixo, Cardano permaneceu mais alta que sua rival no top 10 de marketcap – valor total empreendido no ativo em mercado – pela maior parte de 2021. A virada ocorreu na terça-feira (2), quando SOL passou os mais de US$ 63 bilhões em valores totais da ADA e acelerou rumo à quarta posição.

Vale ressaltar ainda nessa disputa três aspectos dessa movimentação. O primeiro é referente ao maior fluxo de mudanças ter sido notado diretamente nos dois ativos, o que indica que além do aumento natural de investidores adcionando Solana ao seu portfólio, muitos aceitaram possíveis perdas com Ada e investiram seus recursos na concorrente.

O segundo fica por conta da visível distância momentânea que vai se abrindo, já que enquanto Cardano mantendo seu crescimento em ritmo lento até resolver as pendências de seu sistema, Solana já saltou seu marketcap para a casa dos US$ 72 bi.

Por fim, mas não menos importante. Não importa o quão curioso seja a diminuição de ritmo da Ada, ou até mesmo o quão impressionado fique com o grande momento vivido pela rede Solana: O império ainda é da Ethereum, com as aspirantes a sucessoras ainda sendo, na verdade, dependentes do segundo maior elemento dentre os criptoativos.

A briga é muito boa e está longe de acabar, com tudo indicando que daqui um tempo, ambos os projetos possam decolar de uma vez mesmo que disputem o mesmo espaço. Mas é certo dizer que nesse round final de 2021, Solana está definitivamente na frente.

América Latina e as criptomoedas combinam mais do que se imagina

Aproximação natural dos latinos

Para muitos, os criptoativos só farão sentido em existência e valor quando chegarem de vez ao mundo off-chain, se estabilizando de maneira funcional enquanto atende as necessidades econômicas exigidas pela sociedade moderna.

O primeiro dos grandes desafios vividos pelo Bitcoin (BTC), o maior dos representantes da classe no momento, vem se mostrando um grande sucesso em El Salvador.

O país de tamanho e PIB modestos se colocou no centro dos holofotes ao anunciar o BTC como moeda oficial do país, passando por turbulências nos momentos iniciais, mas já colhendo frutos consideráveis em tão pouco tempo de adesão à moeda virtual.

Em menos de dois meses a adesão aos ativos cresceu consideravelmente, proporcionando que mais salvadorenhos desfrutassem da alta vivida em outubro, além de resolver por tabelas problemas históricos de baixa bancarização e de altas taxas em remessas financeiras

Os vizinhos habitantes da Guatemala, de maneira mais discreta também estão fazendo parte das novidades. O Novi, terceira tentativa de Mark Zuckenberg (do antingo Facebook Inc., agora grupo Meta Platform) no setor de criptos, escolheu justamente os Guatemaltecos para fazerem parte dos testes exclusivos da nova carteira virtual das suas plataformas.

Parte da escolha se deve à proteção de parte dos resultados do governo americano, que ainda não vê com bons olhos a novidade. Mas a decisão considera não somente as consideráveis proximidades física, econômicas e semelhança populacional entre Guatemala e El Salvador, ao levar em conta o sucesso dos criptoativos ao sul dos Estados Unidos.

Uma via de mão dupla

Quando El Salvador decidiu pela oficialização do BTC, uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna para descobrir os países mais favoráveis às criptomoedas na América Latina.

Os resultados  indicaram que 48% dos brasileiros aceitariam a adoção do Bitcoin como moeda oficial do Brasil no futuro. Vale ressaltar que apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% diretamente contrários à ideia.

Estes números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais receptivos dentre os dois continentes, ficando à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%) – que também apresentaram razões similares entre indecisos e explicitamente contrários.

O mais interessante dado do levantamento está justamente no top 4 em questão: ao contrário dos casos de El Salvador e da Guatemala, Brasil, Colômbia, Argentina e México estão entre as 5 maiores economias latinas.

Isso significa, pelo menos em tese, que existe um público consideravelmente receptivo à testar a “novidade” em economias efetivamente relevantes. Considerando o cenário de recuperação econômica estabelecido pelo cenário pós-pandêmico junto à já latente necessidade de evolução do cenário de países emergentes, as principais referências continentais podem se tornar o cenário ideal para que as criptomoedas deem seu próximo grande passo.

Contudo, é nítida a necessidade de preparar o terreno. O processo de ajustes não se trata somente das ferramentas e estruturas necessárias para o estabelecimento de um criptoativo como moeda corrente em uma potência latina.

É prudente levar a experiência de El Salvador como aprendizado, mas não somente com os pontos positivos. O maior problema encarado, e que gerou forte queda no 7 de setembro que marcou o início do BTC pelo país, foi causado pela desinformação.

Desconfiança e pouca adesão inicial (ao lado de um problema temporário com a carteira digital do governo) acabaram gerando instabilidade não só no começo de projeto, mas no mercado como um todo.

E os n´umeros levantados pela plataforma Cryptoliteracy.org indicam que, apesar do cenário aprazível para a recepção dos criptos, 99% dos brasileiros e mexicanos cientes da existência dos ativos reprovaram em testes de conhecimentos básicos de seu funcionamento.

Em todo o tipo de recorte, o principal desafio das moedas virtuais é se aproximar do mundo real efetivamente. A falta de informação sobre seu funcionamento, reflexos e afins, pode colocar a perder uma janela de oportunidade que seria promissora. No caso de fracasso tanto no México quanto no Brasil, os dois líderes das pesquisas e de PIB na América Latina, os danos para a confiabilidade de todo o mundo nos criptoativos poderia ser desmanchada, causando um dano que poderia ser irreversível para todo o mercado.

É mais do que necessário iniciar trabalhos referentes à educação deste novo contexto, que aliás vai muito além do âmbito econômico (justamente o que torna sua chegada inevitável). A América Latina não pode se dar ao luxo de perder a oportunidade de acompanhar o resto do mundo rumo ao futuro.