Meta abraça criptos, mas nasce entre a cruz e a espada

Entrada para uma nova era

O anúncio feito por Mark Zuckenberg talvez represente o primeiro e mais agressivo passo rumo ao futuro. Abraçar o chamado metaverso tecnológico, ao explorar o real potencial da realidade virtual em uso e em dinamismo de interação, estava no imaginário de muitos, mas ao alcance de poucos.

A proposta do grupo Meta Plataforms (ex- Facebook Inc.), independentemente do apoio ou não à Zuckenberg e seu império, tem importância inegável em diversos sentidos, incluindo até a evolução da economia – que não curiosamente passa pelo universo dos criptoativos.

Entretanto, nem mesmo seu posicionamento crucial está imune à problemas.

Começando pela nova identidade, três empresas diferentes promoveram contestações contra a nova “cara” do conglomerado. Os destaques ficam para o MileniumGroup, agência de marketing americana que já abriu processo minutos após a revelação da marca, e para a montadora de computadores Meta PC, que move ação com pedido inicial de US$ 20 milhões.

Outras críticas recaem em, por hora, o anúncio ser somente uma jogada de marketing que atenderia diversos propósitos.

Em um ponto de vista mais superficial, pode se entender como um golpe publicitário capaz de levantar o preço de ações, uma vez que até por conta da baixa disponibilidade de estruturas capazes de suportar a integração tecnológica idealizada pelo grupo em grande escala.

Por outro lado, a brusca mudança serviria também para deixar a recente confusão, batizada de Facebook Papers, em segundo plano.

O vazamento de documentos é constantemente rebatido por Zuckenberg e seus representantes. Entretanto os levantamentos apresentados para imprensa e autoridades por Frances Haugen (ex-gerente de produtos da rede social) iam de problemas técnicos básicos, como dúvidas sobre o real número de usuários, até questões mais graves, como a promoção de algoritmos em incitações de ódio, negligência em possíveis crimes e até mesmo vista grossa para conteúdos extremistas.

Criptoativos como ponto de partida

O impacto da novidade foi sentido também no mercado de criptoativos. Os primeiros reflexos são positivos, uma vez que apesar das polêmicas e suspeitas mencionadas, trata-se de um impulso considerável à ativos que agem em áreas do metaverso destacadas pelo anúncio de Mark Zuckenberg.

Capitaneadas por moedas dos projetos Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND), Illuvium (ILUV),  e Axie Infinity (AXS), a alta coletiva dos inovadores projetos que variam de descentralização financeira/informacional à jogos e entretenimento valorizaram coletivamente quase 14%. A alta no setor representa sinal positivo de apoio do mercado às teconologias em blockchains como protagonistas no futuro vislumbrado por Zuckenberg.

A aproximação é ainda mais clara ao levar em conta o desejo da agora Meta Platforms em disponibilizar seus próprios serviços prover e movimentar uma criptomoeda própria, indicando até que será um dos primeiros passos das mudanças esperadas.

Antes “Libra” e “Diem”, a moeda digital Novi foi lançada na reta final do mês de outubro ainda em sua versão piloto, apoiada na stablecoin Paxus Dollar, contando com a custódia da bolsa de criptomoedas Coinbase. Os testes iniciais foram promovidos nos Estados Unidos e na Guatemala.

A nação centro-americana não foi escolhida à toa. Além da proximidade física com a vizinha El Salvador – nação que oficializou o Bitcoin (BTC) como moeda corrente e está obtendo sucesso – as populações apresentam muitas semelhanças em uso de eletrônicos (apesar dos problemas econômicos, cerca de 98% dos habitantes possuem smartphones) e na baixa bancarização.

Contudo, a investida na direção dos criptos já está na mira do governo dos Estados Unidos desde seu início. No mesmo dia de lançamento dos testes da Novi em outubro (20), 5 senadores americanos alertaram o criador do Facebook do compromisso firmado junto aos reguladores de não abrir o uso de criptoativos antes de alinhar as regulações junto ao governo.

Zuckenberg já foi barrado nos dois projetos anteriores apresentados ao governo americano, fora o fato da legislação em torno do uso de criptoativos em geral ainda estar em desenvolvimento no país.

Para os agentes do legislativo, o revolucionário anúncio do Meta levanta ainda mais suspeitas de um possível ato de “rebeldia” por parte do magnata das redes sociais – os testes não foram interrompidos mesmo após a pressão governamental – e pode vir à gerar atritos no caminho da regulamentação tanto deste projeto em específico, como nos demais que ainda estão em desenvolvimento junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários) e demais órgão reguladores.

Crypto Radar: Shiba Inu surge como estrela após mês histórico para criptos

A“Shib Army” vem conquistando o mundo

A “brincadeira” virou coisa muito séria. Baseada a partir da Dogecoin (DOGE), memecoin que também ganhou espaço no mercado, a Shiba Inu (SHIB) atiça o imaginário dos investidores ao tentarem entender até onde a criptomoeda pode chegar após disparar 44.000% no ano e chegar em novembro passando por sua melhor fase.

Trata-se projeto novo (lançado em agosto de 2020), ambicioso, extremamente popular e ainda muito acessível, que se une à chamada Shib Army – a armada shiba – composta em sua maioria por jovens extremamente ativos e engajados internet à fora, configurando assim público mais do que ideal para impulsionar qualquer produto ao sucesso.

E o mercado está de olho nisso. Por votação via Twitter, uma maioria esmagadora de internautas convenceu o CEO da produtora de filmes AMC Entertainment (AMC), Adam Aron, à adicionar SHIB aos seus métodos de pagamentos junto do Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Litecoin (LTC), além da própria Dogecoin.

Pouco tempo depois, foi a vez do Bistrot d’Eleonore et Maxence, conceituado restaurante francês que integra o ilustre Guia Michelin, anunciar que também começará a aceitar o ascendente criptoativo como pagamento. Parece ser bem prudente, portanto, imaginar que a lista de empresas de destaque que olharão para Shiba Inu com bons olhos deve crescer em pouco tempo.

Potencial para impactar o mercado para sempre

É se baseando em cenários como esses que SHIB segue rompendo barreiras, tendo tomado o 9º lugar do ranking da plataforma Coinmarketcap justamente da Dogecoin, por exemplo.

Ainda sendo negociado por frações de centavos de dólar americano enquanto faz todo esse “estrago”, o ativo é visto pelos seus fiéis investidores como uma chance única de enriquecimento, com os maiores grupos de compradores e apoiadores promulgando a ideia de segurar SHIB pensando no longo prazo.

E o maior dos exemplos para um possível sucesso desse plano apareceu recentemente. Também via Twitter, o perfil Morning Brew rastreou o que pode se considerar como o maior trade individual de todos os tempos.

Uma transação localizada na blockchain da Ethereum feita em agosto de 2020 (novamente, época de lançamento da SHIB), registrou a compra de quase US$ 8 mil em Shiba Inu. Cerca de 400 dias depois, o montante – que de acordo com a página não é movimentado a mais de 200 dias – vale US$ 5,7 bilhões.

Uma curiosidade: o tempo sem entrada na conta ou qualquer outro tipo de movimentação, pode indicar até que o acesso à fortuna pode estar perdido para sempre.

Fortuna intocada à parte, encontrar um cenário destes é tudo que os investidores de cripto sonham: encontrar um verdadeiro tesouro ainda no início de sua caminhada e garantir um lucro histórico pagando um preço irrisório.

A missão é muito difícil, dada a infinidade de criptomoedas disponíveis e que ou fracassam por diferentes razões, ou disparam e chegam à preços mais altos.

A forma que a Shiba Inu vai tomando, entretanto, indica um ativo ainda na cada das partes de centavos americanos, enquanto vai ganhando o mercado e o mundo “off-chain”. A soma disso tudo pode resultar – caso tudo se mantenha em ritmo, pelo menos, similar – em uma das maiores oportunidades de investimento vistas na história recente.

Nos resta, então, observar com muito cuidado até onde o ativo SHIB pode ir, considerando a capacidade do projeto por trás de seu funcionamento em evoluir constantemente para atender às expectativas, além de considerar também como a sua “armada” vai se portar. Sua força coletiva foi crucial para chegarem até aqui, falta saber então se o enérgico movimento terá forças para manter o ideal vivo à longo prazo.

Crypto Weekend: 29 à 31 de Outubro

Parceria entre corretora de criptos e Dallas Mavericks entrega o maior prêmio já oferecido à torcedores

Na sexta-feira (29), durante as atrações de intervalo do jogo entre Dallas Mavericks e Denver Nuggets pela NBA, um torcedor dos Mavericks ganhou US$ 100 mil em Bitcoins (BTC) ao acertar 3 arremessos consecutivos (sendo o último, do meio da quadra). A premiação surgiu da recém-formada parceria entre a franquia de Dallas e a corretora de criptos Voyager Digital. De acordo com a equipe, foi o maior prêmio já distribuído no American Airlines Center, ginásio dos Mavs.

A parceria entre o time de basquete e a firma de corretagem foi firmada durante a última semana, dando início à parceria de 5 anos. Entre essa e outras movimentações entre as partes, a Voyager também adquiriu o Naming Rights do Mavs Gaming Hub, equipe de videogame (NBA 2K) que representa Dallas na NBA 2K league.

Dentre as franquias da maior liga de basquete do planeta, não é surpresa ver justamente os Mavericks se aproximando das moedas virtuais: o proprietário do time é o megainvestidor Mark Cuban, que diversas vezes já se pronunciou favorável às criptomoedas.

Outra novidade para os torcedores é que novos planos de fidelidade e recompensas do time vão girar em torno não somente do BTC, mas também de Ether (ETH) e Dogecoin (DOGE).

Americanos lucram com Bitcoin ao investirem cheques recebidos do governo

Seguindo no caminho para se estabelecerem em definitivo como o centro mundial dos criptoativos pós saída dos chineses, um investimento em específico feito por parte dos estadunidenses chama a atenção para a disseminação positiva dos criptoativos como recursos viáveis mesmo à nível popular.

Em pesquisa feita pela plataforma Cointelegraph, 1 em cada 10 entrevistados consideravam investir parcial ou completamente em Bitcoins os dólares recebidos através do Stimulus – programa governamental que disponibilizou cheques para pessoas físicas e empresas a passarem pelos problemas econômicos promovidos pela pandemia.

Fato é que com o fechamento do histórico mês de outubro para o BTC e para as demais moedas virtuais, relatos começam a surgir de americanos que lucraram ao acreditarem no crescimento do Bitcoin.

Dos US$ 3,2 mil distribuídos (em média) no decorrer do pacote emergencial, os beneficiados que colocaram seus recursos nesse mercado lucraram US$ 4.519, representando lucro de 141%. Talvez não coincidentemente, as 3 remessas totais – distribuídas em abril e dezembro de 2020 além de abril de 2021 – marcam momentos de início ou manutenção de altas vividas pelo Bitcoin.

Além de tomarem o posto de principal nação mineradora do planeta, receberem parte considerável dos projetos de criptoativos rechaçados pela China e seguirem movimentando boa parte dos volumes de mercado no setor, os Estados Unidos estão avançando com normas regulatórias que permitam aproximar o uso de criptomoedas junto à economia tradicional.

Cazaquistão mira posto de potência em mineração de criptos

Seguindo os passos do (até aqui) bem-sucedido experimento de El Salvador, outro economicamente modesto país visa se aproximar do mundo dos criptoativos em busca de um impulso econômico. Nesse caso, o Cazaquistão – país da Ásia central que está dentre os originados a partir da divisão da antiga república soviética – que já conta com políticas consideravelmente pró-criptos, volta seus olhos específicamente para a atividade de mineração.

De acordo com levantamentos feitos pela Central de Informações de Indústria e pela associação de Blockchains do país, a expectativa é de que com apoio governamental, a atividade gere cerca de US$ 1,5 bilhão de lucro para a economia nacional.

O principal desafio para alcançar estes números passa pelo maior alcance das regulamentações sobretudo de uso de energia por parte de mineradores independentes. Governo nacional e associados acreditam que com maior alcance, as normas podem garantir uso e preço energético mais justo tanto para mineradores, quanto para habitantes em geral.

A Universidade de Cambridge já aponta o Cazaquistão como o segundo maior responsável pela disponibilidade de Bitcoins no mundo, com 18,10% dos ativos minerados sendo creditados ao país. O percentual vem em crescente considerável, e o objetivo do país é de, dentro do possível “rivalizar” com os Estados Unidos, que ocupam o primeiro lugar da categoria com atuais 35,40%.

El Salvador pode se tornar “player” crucial para o mercado de criptos

Do ostracismo ao protagonismo

Para investidores, descrentes e curiosos, a observação das aventuras do Bitcoin em El Salvador poderiam ditar muita coisa para o futuro do ativo no “mundo real”. Mas apesar dessa consideração ser verdadeira, muitos desconsideram o potencial fenômeno inverso, que colocaria o modesto país centro-americano em uma das posições mais favoráveis do mercado de criptos mundial.

Seria óbvio atrelar um potencial crescimento econômico significativo em El Salvador ao processo de expansão pelo qual passa o mundo dos criptoativos, sobretudo na órbita dos Bitcoins (BTC).

A agora moeda oficial do país tem potenciais de valorização inicialmente inerentes à nação salvadorenha, tornando o país, pelo menos em primeiro plano, “refém” dos avanços e retrocessos do BTC.

Entretanto, pouco a pouco, o potencial de El Salvador para se tornar um “player” importante em um futuro próximo pode ir se revelando. A ideia de fazer a economia nacional “pegar no tranco” com uma verdadeira revolução oferece riscos, mas pode colocar o modesto país como referência do mercado mais inovador e promissor da atualidade.

Limitando a avaliação governamental somente ao assunto do BTC, o presidente Nayib Bukele e seus comandados agiram de maneira quase impecável até aqui. Não fecham com “10” por conta do início desnecessariamente turbulento, que incluía reclamações das explicações confusas de Bukele sobre o ativo, além das quedas constantes dos servidores da Chivo (carteira digital do governo) nos primeiros dias.

Para tornar o início da caminhada ainda mais traumático, o dia 7 de setembro, data do início oficial do projeto, foi marcado por forte queda nos preços do mercado e seguido dos ataques da China aos criptoativos.

O cenário estava montado para que a desconfiança tomasse conta, mas Bukele contornou a situação como deveria, utilizando talvez uma das táticas mais básicas dentre os investidores: “eles não podem te vencer se você comprar na baixa”, tuitou o chefe de estado ao anunciar que a economia do país havia obtido mais 150 Bitcoins durante a “micro-crise” mundial dos criptos.

E assim, em repetidas vezes, o movimento seguiu. Enquanto Bukele depositava dólares americanos e esperanças no futuro da economia, as coisas foram se ajustando.

Chivo saiu de problema para solução histórica, por exemplo. Não somente ganhou estabilidade de funcionamento, como em poucas semanas já apresentava um número de usuários cadastrados maior do que a quantidade de pessoas com contas bancárias no país (2,1 milhões contra 1,8 milhão em ainda em 27 de outubro), confirmando que o projeto poderia ser uma solução viável para a baixa bancarização populacional que há décadas não era sanada.

A desconfiança dos salvadorenhos em movimentar Bitcoins também já diminuiu consideravelmente, com aumento quase que diário de movimentações registradas na carteira digital do governo, enquanto relatos locais indicam uma resposta positiva de uso em diversas esferas sociais do país, indicando o desenvolvimento de uma população cada vez mais ambientada com o contexto de criptoativos que vem ganhando o mundo.

O impulso final para cravar o início promissor do projeto veio de um esforço praticamente global – com as boas novas de El Salvador inclusas – de empresas e governos, de colocarem à mesa debates referentes ao uso do BTC e dos demais criptos na economia mundial.

Outubro de 2021 já entrou para a história das moedas digitais e de El Salvador, com as altas históricas confirmando positivamente as apostas de Bukele e sua equipe. O país saltou de 400 BTC’s iniciais para 1120 com os 420 comprados durante a rápida baixa dessa quarta (27), totalizando quase US$ 68 milhões do ativo em posse.

Saldo positivo e promissor

Antes de completar dois meses da “aposta”, El Salvador mais do que dobrou seu número de Bitcoins (garantindo ainda valorização do ativo durante o processo), sanou problemas socioeconômicos históricos do país, colocou tanto sua população quanto sua estrutura econômica entre as mais bem preparadas para receber efetivamente os criptos e já colhe frutos dos lucros obtidos – a capital San Salvador ganhará o maior hospital veterinário do país, que será pago com parte dos lucros obtidos com o Bitcoin.

Agora, os olhos do mundo se voltam pra El Salvador com um contexto diferente. A nação é a prova viva de que, por mais que ainda haja muita coisa para acontecer, um criptoativo vai se mostrando capaz não só de ser utilizado como moeda, mas como alavanca para fazer um país todo se desenvolver.

E aí entra o potencial dos salvadorenhos em se tornarem cruciais para o mercado mundial. É difícil considerar que as ações de qualquer outro tipo de instituição impactem mais o Bitcoin e seus similares do que El Salvador. Seu será imediatamente atrelado ao Bitcoin, o que servirá de termômetro para o resto do mundo.

Indo além, tudo indica que as compras governamentais agressivas continuarão. Caso elas sigam com sucesso pelo menos próximo dos primeiros investimentos, o peso de El Salvador em posteriores movimentações será muito mais significativo, acompanhado.

Some isso tudo aos habitantes que, apesar de em sua maioria movimentarem pouco individualmente, coletivamente já passam dos 2 milhões de investidores que podem se movimentar de maneira coletiva em situações de compras e vendas, causando impacto sensível no mercado ao acompanhar o posicionamento do governo, por exemplo.

De uma das mais estagnadas e irrelevantes economias mundiais, para posição mais do que privilegiada na nova era econômica que inevitavelmente virá. Essa é a mudança de roteiro que vai se encaminhando para o futuro de El Salvador por ter abraçado o Bitcoin.

Norte-americanos e asiáticos aceleram regulações rumo aos criptos

Estados Unidos

Jelena McWilliams, presidente da Corporação Federal de seguros em depósito (FDIC), confirmou que sua agência se junta aos demais órgãos envolvidos na regulação dos criptoativos no país, mas com o objetivo de trabalhar em torno das primeiras possibilidades para bancos aderirem diretamente aos criptoativos.

A ideia de McWilliams se baseia em mais um derivado do debate regulatório que se iniciou em torno do uso de criptos em pagamentos de golpes cyber-terroristas, uma vez que as stablecoins do dólar americano seguem tendo suas próprias pautas de discussão.

Entretanto, a mandatária da corporação acredita que, uma vez assegurada a fiscalização por parte do governo e seu aval de uso, as stablecoins podem apresentar diversos benefícios aos seus usuários, com pagamentos mais rápidos, eficientes e baratos do que os métodos bancários tradicionais.

Se preparando para garantir as garantias e sobretudo o equilíbrio entre o dólar original e sua representação digital, o departamento do Tesouro Americano também revelou que a criação do banco central para stablecoins já está em consideração como possível solução.

Coréia do Sul

Um dos mercados asiáticos com maior potencial para crescer junto aos criptoativos, considerando todo contexto de desenvolvimento tecnológico do país, mira a primeira exposição do Bitcoin (BTC) em sua bolsa de valores.

O Korean Teachers’ Credit Union (KTCU), um dos maiores fundos de investidores institucionais no país, considera seriamente em um ETF composto puramente por BTC (ou de artigos ligados ao ativo) até a primeira metade de 2022.

A medida seria um passo além do fundo lançado pela Mirae Assets Global Investments (também sul-coreana) em abril desse ano via subsidiárias no Canadá. Além das operações serem realizadas na própria Coréia, o plano inicial era referente ao monitoramento do Bitcoin, enquanto a novidade visa a negociação mais direta do ativo.

Uma das afiliadas da Mirae, a Global X ETF, também preencheu um pedido para a liberação do fundo de ETF em Bitcoin junto ao Security and Exchanges Comission (SEC) ainda em julho.

Índia

Talvez o país mais indicado a ocupar, até certo nível, a lacuna deixada pela China no mercado, a Índia se vê cada vez mais próxima das moedas virtuais com o avanço de popularidade destes recursos no gosto e nas carteiras virtuais de sua imensa população.

Nesse cenário, o governo local deu mais um passo positivo rumo à regularização dos criptos. De acordo com relatos de oficiais do Ministério das Finanças do país, o governo se movimenta para em apresentar leis que contemplem os criptoativos como commodities, não somente como possíveis moedas, já em fevereiro de 2022.

A mudança é esperada sob a prerrogativa de auxiliar na organização do orçamento da união para o próximo ano, dando maior alcance ao planejamento econômico governamental adicionando a forte adesão dos indianos frente aos criptos.

Consequentemente, classifica-los como ativos oficiais nos textos de leis, encaminharia algum tipo de aplicação de taxas para investidores e exchanges que forneçam seus serviços para a população da Índia.

O departamento responsável pelos impostos e taxas no país já havia se pronunciado sobre a possibilidade de uma taxação ocorrer até mesmo mais cedo no ano, mas não se pronunciou ainda sobre as novas leis esperadas para o ano que vem.

Dubai

Os Emirados Árabes Unidos, por sua vez, se destacam cada vez mais como um dos países com a jurisdição mais amistosa para os criptoativos.

Agora, a autoridade do setor de finanças de Dubai (DFSA), órgão regulatório independente encarregado de fiscalizar os serviços financeiros prestados na cidade, estabeleceu a estrutura de investimento em tokens, classificando-os como tokens de segurança e tokens derivativos – classificação muito próxima dos de utilidade.

A divisão regula com mais exatidão os modelos de investimentos em torno dos criptos que podem ser trocados diretamente por ativos reais (segurança) e dos referentes à produtos e serviços (derivativos). O objetivo é de proteger investidores, estabelecer limites legais para as respectivas diferenças operacionais, além de classificar com mais exatidão para interessados os modelos de investimentos que englobam determinados ativos.

Outra movimentação pró-criptos do DFSA, foi a aprovação dada ao Bitcoin Fund, conglomerado de investimentos canadense para se tornar o primeiro do mercado de ativos digitais a ser listado no oriente médio. Por meio dele, investidores da região poderão interagir com a flutuação do Bitcoin diretamente em dólar americano.

Multinacionais cada vez mais próximas das criptomoedas

Questão de tempo

A consideração do peso das criptomoedas na economia mundial não pode ser mais ignorado. Seu potencial em valores e possibilidades, somado aos seus revolucionários princípios, já denotam a iminente “chegada” dos ativos dessa natureza ao mundo off-chain.

Sem muitas surpresas, nações de todos os continentes se preparam, em sua maioria de maneira receptiva, em direção ao melhor posicionamento possível frente ao novo mercado.

Consequentemente, as maiores empresas do planeta também se preparam para a onda de mudanças que já chegou, com representantes importantes de setores variados puxando abrindo caminhos para seus respectivos ramos.

Gigantes do mundo dos negócios se preparam para a nova era

Durante o último final de semana (23 e 24), foram confirmadas as movimentações da gigante do varejo Walmart (WMT) para receber pagamentos em Bitcoin (BTC). Depois de passar pela polêmica da fakenews envolvendo o Litecoin (LTC), a multinacional confirmou as parcerias firmadas com a Exchange CoinMe e com a fabricante e programadora de caixas eletrônicos, Coinstar para montar um sistema capaz de receber pagamentos por seus produtos em Bitcoin.

200 caixas capazes de converter dólares americanos em vouchers de BTC (que poderão ser convertidos para carteiras da CoinMe) foram adquiridos pelo Walmart. Estima-se, entretanto, que pelo menos no formato inicial desenhado, cerca de 11% seja cobrado em taxas nas transações.

Quem também anunciou nessa terça-feira (26) mudanças importantes na interação com criptos  – que até por conta do âmbito de pagamentos, pode propagar avanços posteriores ainda maiores – foi a Mastercard (MA).

A empresa caminha para dar suporte às transações em criptoativos, o que pode abrir as oportunidades para que bancos operem juntos ao novo ecossistema.

A novidade está sendo construída em parceria com a plataforma de negociações Bakkt, que será responsável pelo acompanhamento do novo sistema, que permitirá cerca de 1 bilhão de usuários explore as transações de moedas virtuais para compra, venda e demais serviços como programas de fidelidade e recompensas.

Por fim, a Tesla (TSLA), pioneira na recepção às criptomoedas muito por conta do CEO Elon Musk ser grande entusiasta do mercado, indica que deve “retomar as práticas de transações envolvendo criptoativos”, acreditando “no potencial em longo prazo dos recursos digitais tanto como investimento, como alternativa de pagamento com liquidez.”

Entre janeiro e março de 2021, a Tesla aceitava o Bitcoin como método de pagamento para os veículos elétricos produzidos pela empresa, tendo investido ainda US$ 1,5 bilhão do seu capital no ativo até o mês de abril.

A ideia foi cortada por conta de críticas referentes à mineração de criptos tradicional não ser necessariamente sustentável ao exigir gasto energético considerável, mas a possibilidade voltou a ganhar força após o aumento considerável de projetos que permitiam a utilização de energias renováveis no processo.

Em junho, Musk indicou que consideraria retomar os pagamentos em BTC quando pelo menos metade dos Bitcoins disponíveis no mercado fossem obtidos de maneira sustentável.

Nos últimos dias, estes grandes exemplos se destacaram, mas fato é que além do pioneirismo envolvido nos projetos citados poder serem expandidos e replicados nos respectivos ramos, coletivamente fortalecem a assimilação das criptomoedas tanto pela economia tradicional, quanto pela sociedade.

Mais notícias similares aparecerão em breve, mas o maior dos avisos que se pode tirar, é de que se trata apenas do começo de uma verdadeira revolução.

O fenômeno Shiba Inu

Origens

O Shiba Inu (SHIB) é um criptoativo jovem, criado em agosto de 2020, e é mais um ativo do mercado que possui um criador misterioso, simplesmente identificado como “Ryoshi”. Os amantes de coins reconhecem imediatamente a conexão com a raça canina japoneesa de mesmo nome, não à toa o animal é o símbolo da moeda.

Mas a conexão com o cachorrinho vem, na verdade, da principal “memecoin” do mercado – a DogeCoin (DOGE) – que se inspirou no conteúdo humorístico que se popularizou na internet justamente em torno de imagens de cães da raça em questão.

O Shiba Token, como também é popularmente conhecido, teve seu funcionamento diretamente moldado do ativo concorrente. Não à toa disputam o mesmo espaço de mercado, com SHIB sendo apelidado de “assassina da Dogecoin.”

Ganhando o mundo fora dos blockchains

A ascenção do SHIB começou efetivamente em 2021 e de maneira similar à outros criptos promissores do ano: com o ativo rompendo as barreiras do mundo virtual. A principal movimentação ocorreu em março, quando Vitalik Buterin, bilhonário investidor do mercado de criptos, doou cerca de 50 trilhões de SHIB – mais de US$1 bilhão na época – para o fundo indiano de combate à Covid-19.

Entretanto, quem seguiu colocando o Shiba Inu em pauta foi Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA). Como já fez com outros ativos, como o Bitcoin (BTC) e o próprio Dogecoin, usou de sua influência e capacidade como proprietário de uma das empresas mais inovadoras do planeta para “manipular” os preços dos ativos com simples tweets. 

Se aproveitando do enorme movimento de alta do mercado na virada do mês de setembro para outubro em que o ativo já havia subido 55% após o anúncio do projeto de uma exchange descentralizada própria, Musk usou mais uma vez de seu Twitter para fazer uma “brincadeira” com seus seguidores, na qual elogiava seus cachorros – da raça Shiba Inu – e deixava subentendido o apoio e até maiores intenções com a moeda virtual.

Como resultado, os preços subirem ainda mais, batendo 240% de lucro semanal, em movimentação que impulsionou ativo a ultrapassar o volume de cotação da Ethereum (ETH) no último final de semana – US$ 15,65 bi contra US$ 15,59 bi no domingo (24) – e apontou nova alta de 50% no domingo (24).

Entretanto, mais uma vez Musk entrou em cena: também via Twitter, o empresário respondeu à seguidores que, no fim das contas, não contava com nenhuma unidade de Shiba Token em seu portifólio, impulsionando o movimento vendedor agressivo que abriu a segunda-feira (25) com baixas de até 20%.

De qualquer forma, o SHIB continua sendo um grande sucesso, sobretudo ao se considerar percentuais de lucro obtidos em 2021. No recorte de um ano, os gráficos apontam para valorização acima dos 44.000%.

A expectativa é de que seu “time” não para por aí. Isso porque além da própria equipe responsável diretamente pela manutenção do projeto, internet à fora vai mobilizando uma verdadeira “torcida” para seu sucesso.

Parando bem para pensar: apesar de não ser garantia de sucesso, a equação composta por um ativo extremamente barato (US$0.0000414 a coin na cotação do início da tarde do dia 25), popular e novo: com um público extremamente engajado e também jovem, dá à Shiba Inu um combustivel de alta validade e capacidade de combustão para superar problemas e impulsionar os bons momentos.

Mesmo que seu próprio ecossistema ainda tenha muito a evoluir ainda, é fato que ainda ouviremos bastante do cripto que começou como resposta à brincadeiras, mas se transformou rapidamente em algo muito sério.

Crypto Weekend: 22 à 24 de outubro

Walmart se aproxima dos criptos (dessa vez, de verdade)

A gigantesca rede de varejo Walmart (WMT) já está se movimentando para interagir com a iminente onda de criptoativos que cresce em tudo o mundo. Em parceria com a exchange CoinMe e com a empresa Coinstar, do ramo de caixas eletrônicos, a empresa se programa para integrar o uso de Bitcoins (BTC) aos seus métodos de pagamento.

O primeiro dos passos oficiais nessa direção foi confirmado pela compra de 200 caixas eletrônicos capazes de fazer transações também com Bitcoins, permitindo sua compra por meio do criptoativo.

Para utilizar as máquinas, pelo menos nas primeiras etapas da novidade, os compradores poderão trocar notas de dólares americanos nos aparelhos em troca de vouchers que consumarão o total em BTC nas carteiras CoinMe. De acordo com o material divulgado pela exchange, um total de 11% em taxas seja cobrado no processo de troca de ativos.

Em setembro, a rede serviu de “bode expiatório” para um processo de pump and dump de investidores de Litecoin (LTC). A busca do Walmart por programadores especialistas em criptoativos e blockchains serviu para que um falso comunicado fosse creditado à empresa.

O material falso indicava que a rede havia fechado parcerias para receber o LTC como método de pagamento, o que fez seu preço disparar enquanto movimentou o triplo de seu volume diário em apenas uma hora. Pouco tempo depois, o CEO do Walmart, Doug McMillon, se pronunciou para desmentir os boatos, o que propiciou queda brusca do ativo.

Hackers divulgam mais de 3 milhões de e-mails registrados no CoinMarketCap

O site CoinmarketCap, que acompanha em tempo real a flutuação de criptoativos, anunciou ter sido alvo de um ataque de hackers. A ação vazou mais de 3,1 milhões de e-mails registrados na plataforma.

O comunicado, além de confirmar o vazamento, aponta que não existem evidências que apontem para o vazamento das senhas dos usuários, alerta para a possibilidade de que as informações sejam cruzadas com outros casos similares (mas que senhas tenham sido reveladas) com o objetivo de encontrar contas que usem a mesma palavra-passe para diferentes plataformas.

É o segundo caso recente de cyber-ataques sofridos recentemente pela CoinMarketCap. Recentemente, um grupo de hackers encontrou falhas no processo de verificação de contas do site e interagia com os usuários via SMS nas etapas de confirmação. Mais de 6 mil contas foram efetivamente comprometidas no episódio.

EUA iniciam conversa sobre criptoativos em campanhas políticas

Nos Estados Unidos, pautas de regularização de uso dos criptoativos seguem em alta. Mais especificamente no Texas, uma proposta foi endossada à secretaria do estado com o objetivo de permitir que contribuições à campanhas e comitês eleitorais possam ser feitas em criptos.

Em caso de aprovação, as doações precisarão ser identificadas como investimentos. De acordo com a comissão responsável, a ideia é de regularizar também no âmbito político a maneira que os órgãos fiscalizadores já consideram as movimentações de ativos dessa natureza em outras áreas.

O texto indica que as campanhas não poderão movimentar diretamente os criptos sem vender as criptomoedas antes de gastar o valor das doações, apesar de não requerir, inicialmente, que registros diários dessas movimentações sejam feitos pelos responsáveis.

Atrasada, Cardano adota perfil mais discreto enquanto “arruma a casa”

Saldo é positivo, mas o tempo está passando

Não se enganem: o ano da Ada Cardano (ADA) segue sendo um enorme sucesso. A rede que nasceu com a proposta de desbancar a Ethereum (ETH) saiu de centavos de dólares no início do ano para bater a barreira dos US$ 3 no dia 2 de Setembro.

O bom desenvolvimento inicial da rede, associado a seu potencial e a sua boa colocação no mercado e na mídia (com esse último ponto sendo por conta do trabalho do CEO Charles Hoskinson), permitiram que investidores do mundo todo colocassem a Ada entre os principais artigos do mercado em tempo recorde.

A ascensão meteórica e o aumento drástico de demanda obrigaram os desenvolvedores da rede a prepararem o primeiro dos grandes passos da rede: o hard-fork realizado por meio da atualização “Alonzo” e a consequente abertura para o desenvolvimento de contratos inteligentes. O problema, entretanto, talvez tenha sido o timing.

Isso porquê logo depois da alta histórica, a já esperada correção de preço foi acompanhada das agressivas baixas sofridas pelos criptos após o turbulento início do Bitcoin (BTC) em El Salvador, no dia 7, e aos ataques da China aos ativos no decorrer dos dias seguintes.

De quebra, comentários de programadores indicavam que a rede Cardano não vinha respondendo tão bem aos testes disponibilizados para a atualização, o que além de pesar para a manutenção da baixa, levantou dúvidas sobre o seu real potencial. A soma de todos estes fatores fez com o outrora promissor preço de US$ 3 fosse derrubado para a casa dos US$ 1,90 em algumas oportunidades (sendo efetivamente fechado em US$ 1,98 em 21 de setembro).

Esperança de dias melhores, mas com ciência do atraso

Ao menos a alta generalizada ocorrida na virada entre os meses de setembro e outubro voltou a estabelecer o ativo mais seguramente acima dos US$ 2, apesar de ainda ser pouco perto das previsões mais otimistas, que vislumbravam os US$ 10 até o final do ano.

E fato é também que a Cardano também arregaçou as mangas e mostrou ao mundo suas reais intenções durante o Cardano Summit, evento de palestras e anúncios de novidades, como o desenvolvimento de uma stablecoin própria, novas etapas de certificação de projetos interessados em integrar a rede, o andamento da dApp store e, principalmente, a chegada de oracles por meio de parceria com a Chainlink.

Mas com os “gatos escaldado” desenvolvendo “medo de água fria” – como diriam os mais experientes – será necessário mais para a Ada recuperar algo próximo do patamar que vinha sendo desenhado mais cedo em 2021.

Pensando nisso, Hoskinson aposta inicialmente em uma tour pela África. O continente apresentou grande adesão à rede e, além de ser mais um mercado consumidor em considerável potencial, chama a atenção pelo número de start-ups promissoras que se baseiam na Cardano para explorar o potencial das blockchains.

Em questões mais práticas e técnicas, os desenvolvedores da rede ainda fazem os ajustes necessários para lidar com os problemas ocorridos nas fases de testes. A situação ainda é vista como um dos principais empecilhos para a Ada voltar a disparar, mas apesar da resolução definitiva não ter ocorrido ainda, os relatórios mais recentes indicam avanços que se aproximam do final dessa “batalha”.

Apesar de todos os pesares, a Ada Cardano ainda conta com um potencial absurdo, o que tende a manter o preço relativamente estável mesmo enquanto o mundo aguarda quando será seu despertar.

Pode ser relativamente tarde para o milagre de crescimento até o final de 2021, mas não somente é cedo demais para desistir da ideia, como a manutenção de valores mais acessíveis permite mais tempo e adesão ao fenômeno que está por vir. Só nos resta saber se a espera será muito mais longa do que o esperado.

Alta puxada pelo Bitcoin volta a movimentar legislações nacionais

Austrália

A Austrália se prepara para uma completa estruturação regulatória frente à crescente do mercado de criptos, considerando a oportunidade para fortalecimento econômico principal economia da Oceania.

As novas propostas que avançam no congresso Australiano têm como principais destaques a obrigatoriedade de licenças para o funcionamento de Exchanges, novas leis para organizações autônomas descentralizadas, uma revisão do imposto sobre ganhos em DeFis e o estabelecimento de descontos nos impostos para criptomoedas que usem energias renováveis em seu processo de mineração.

E apesar de geralmente movimentações desse tipo trazerem algum tipo de restrição ou controle governamental sob um novo mercado, as medidas são extremamente amistosas e agradaram de players às instituições responsáveis pelas transações.

O CEO da Coinjar (uma das principais exchanges do país) Asher Tan, foi à público para parabenizar o comitê responsável pelas propostas, liderado pelo Senador Andrew Bragg: “No nosso ponto de vista, o relatório apresenta um tom consideravelmente otimista, enxergando a tecnologia em blockchain como a renovação histórica que é, com suas oportunidades e riscos.”

Os avanços podem representar uma abertura de mercado promissora, considerando que a Austrália é hoje a 13ª maior economia do planeta, com cerca de 25,7 milhões de habitantes.

Paquistão

A Alta Corte de Sindh (SHC), uma das quatro províncias que dividem o Paquistão, exige que o governo do país reformule suas leis regulatórias de criptoativos em um espaço de 3 meses. O pedido do SHC foi feito durante a apresentação do tribunal que questionava a legalidade da proibição imposta aos criptos ainda em 2018.

A instrução é para que além do Banco Central do país, a Comissão de Valores Mobiliários do Paquistão trabalhe junto de agências governamentais e do Ministério da Tecnologia para estabelecerem os parâmetros que permitam a negociação de criptoativos no território nacional.

Rússia

Os russos, após muito oscilarem entre o apoio e a divergência do mercado de criptomoedas, vem mostrando movimentações mais amistosas ao crescente mercado. Pouco depois das falas positivas do presidente Vladmir Putin e de demais integrantes do governo – que tiveram papel importante no atual momento de alta vivido pelo Bitcoin (BTC) – uma nova proposta ganhaforça na Rússia.

Trata-se de um projeto governamental que propõe o uso de gás de petróleo como base energética para a mineração de Bitcoins. O país é um dos maiores produtores (e vendedores) de energia em todo o planeta e, para evitar o consumo uma subida nas taxas da população em geral, pode direcionar especificamente parte do consumo deste subproduto petrolífero para as atividades de mineração.

A proposta está avançando no parlamento russo, e agora aguarda sobretudo o posicionamento por parte das companhias do setor petrolífero, uma vez que a ideia atenderia a busca governamental pela redução da queima desnecessária de gases dessa natureza ao oferecer uma finalidade prática para o recurso.