Alta generalizada para as criptomoedas.

Após acionar um pivô de alta no gráfico semanal, o Bitcoin vem subindo com força e hoje alcançou o alvo de 100% projetado pelo pivô. Com essa movimentação de alta, a criptomoeda superou, inclusive, o topo histórico formado no dia 14 de abril na casa dos 64.882 dólares.

Em paralelo, o Ethereum também vem subindo com força hoje, superando o alvo de 100% projetado pelo pivô acionado no gráfico diário. Com esse movimento, a criptomoeda também aciona um pivô no gráfico semanal. Isto pode dar ainda mais impulso para levar o ativo à região do topo histórico.

Essa movimentação já havia sido explicada com mais detalhes no artigo “Em mais um dia de alta, Bitcoin e Ethereum alcançam o primeiro alvo.

O que chama a atenção, no entanto, é o comportamento das demais criptomoedas no dia de hoje. A forte movimentação de alta realizada pelas duas principais moedas digitais, o Bitcoin e o Ethereum, deu força para as demais e o que se observa é uma alta generalizada.

XRP

A XRP vem de um movimento de alta nos últimos dias, recuou até a média móvel de 20 períodos e hoje volta a subir com força. Esta movimentação sugere que a criptomoeda irá acionar um pivô alinhado com a média de 20. Uma vez que se trata de um forte padrão de alta que tem como primeiro alvo a região do último topo, é muito provável que o ativo suba até lá nos próximos dias.

Solana.

A Solana vinha trabalhando em um movimento lateral, mas com a alta de hoje desenhou um padrão muito interessante. Quando um ativo aciona um pivô menor, dentro de outro maior, este padrão é conhecido como “Trick entry”. Em um contexto de tendência, se trata de um padrão com alta probabilidade de acerto.

Com a alta de hoje, a Solana acionou um pequeno pivô alinhado com a média móvel de 20 períodos, o que por si só já é um padrão muito confiável. Entretanto, este pivô também é uma “trick entry”, pois está dentro de um pivô maior. Caso o alvo de 100% do pivô menor seja alcançado, o ativo estará acionando também o pivô maior.

É interessante notar que o alvo de 100% do pivô maior coincide com o topo histórico do ativo. Deste modo, caso essa movimentação de alta ocorra, é provável que a criptomoeda alcance novamente esta região de topo.

Binance Coin.

A Binance coin vem em uma forte movimentação de alta desde o final de setembro, quando fez fundo. A criptomoeda acionou um pivô de alta alinhado com a média móvel de 20 períodos e, com a forte alta de hoje, se aproxima do alvo de 100% projetado pelo pivô.

Esta movimentação já foi explicada no artigo “Binance coin mirando o topo!

Demais criptomoedas.

A Polkadot também segue subindo com força hoje, em uma alta de mais de 8%. Com esse movimento, a criptomoeda se aproxima do alvo de 161,8% de um pivô que foi acionado na semana passada.

A Luna fez um movimento de baixa e passou a trabalhar abaixo da média móvel de 20 períodos mostrando fraqueza. Hoje, no entanto, sobe mais de 11% superando novamente a média e indicando que pode ir buscar topo.

A Dogecoin também sobe, porém permanece trabalhando nas retrações do forte movimento de alta que fez em agosto.

Bitcoin atropela antigo valor recorde e mira os US$ 67 mil

O começo com “pé direito” de uma promissora caminhada

Como a cereja do bolo dos recentes impulsos recebidos pelo Bitcoin (BTC) pós debandada chinesa, a estreia dos fundos de investimentos em futuros de BTC da ProShare na bolsa de Nova Iorque (NYSE) foi o impulso que faltava para que a criptomoeda quebrasse novamente seu próprio recorde.

Já nas primeiras horas de seu primeiro dia (19), os candles já apontavam o flerte com a quebra de recorde, ao considerar o estabelecimento do ativo na casa dos US$ 64 mil, com meio bilhão de dólares sendo movimentados por meio do “BITO” (identificação dada pela NYSE à ETF) ainda no meio da tarde.

Os números oficiais de encerramento apontaram que mais de 24,4 milhões de ações do fundo foram negociadas na bolsa intercontinental, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Com o estrondoso sucesso, o BITO, que foi aberto em US$ 40,88 a ação e fechou com mais de 4% de lucro (US$ 43,8).

Nova quebra de recorde pode ser só o começo

Nesse fechamento, o valor oficial de negociação do Bitcoin era de US$ 64.434, menos de 1% abaixo da tão aguardada queda, patamar em que se manteve até às 14h30 (horário de Brasília) dessa quarta (20). A partir daí a história começou a ser reescrita, com um forte movimento comprador agindo em cerca de 10 minutos para levar o preço à US$ 65,621 e, uma hora depois, aos US$ 66.910,98.

O mercado de criptoativos no geral se aproveitou da primeira criptomoeda indo à público (e fazendo tanto sucesso). Depois de 5 meses, o Ether (ETH) voltou ao patamar de US$ 4 mil e flerta com o seu próprio topo histórico de US$ 4.385, enquanto praticamente todas as principais altcoins do mercado acompanharam o movimento ao operarem em alta durante o dia.

Como era de se esperar, o Bitcoin abre alas para um movimento que deve ser só o início das “aventuras” das criptomoedas em ETFs e demais modelos de negociação mais estabelecidos e tradicionais.

Pouco a pouco, outras possibilidades similares (como a própria negociação imediata de BTC, ao invés dos futuros) vão entrando em pauta e aproximando cada vez mais os criptoativos da realidade econômica mundial.

Primeiro dia do Bitcoin na bolsa de Nova Iorque traz alta acima dos 4%

Enfim, NYSE

Depois de muito tempo de muitas tentativas e certo tempo de espera, temos um fundo negociado em bolsa que se baseia no Bitcoin (BTC) e conta com o aval da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, após a ProShares oferecer o ETF em futuros de BTC.

A aprovação, aliás, só veio por conta dessa condição, uma vez que as propostas de adição dos Bitcoins em meio aos contratos de transações à vista já haviam sido barradas algumas vezes.

Ao trabalhar com contratos que serão ativos em caso de preço previamente acordado, o presidente da SEC, Gary Gensler disse que a nova proposta “oferece ao investidor uma segurança significante”, apesar de “ainda contar com certo nível de especulação e volatilidade, o que ainda exige cuidado e compreensão dos investidores. ”

Nos contratos futuros, o investidor concorda na compra ou venda do recurso à datas e valores especificados, não operando diretamente/automaticamente com o ativo. Quando o prazo chega, o contrato é ativo e a ação é realizada, não importando o preço real do, no caso, Bitcoin. Se o BTC está valendo mais do que o preço estipulado no futuro, o lucro é realizado, enquanto o contrário representa perdas ao investidor.

A onda de otimismo e novidades referentes às criptomoedas nos Estados Unidos, que abriu mais uma vez a oportunidade para a oficialização do fundo, surgiu a partir dos debates referentes aos planos de fiscalização do uso dos ativos como forma de pagamentos em atos de cyber-terrorismo.

Pouco a pouco, as conversas foram evoluindo para regulamentações em outros aspectos, como junto às stablecoins do dólar americano e, agora, fundos e demais aspectos que envolvam investimentos.

Estreia com o pé direito

Logo após a listagem do fundo pelo começo da manhã, sob a sigla BITO ETF, o Bitcoin já passava dos US$ 63,3 mil, com a parte do ETF sendo negociada à US$ 40.95 neste mesmo período. Somente pelo período da manhã, o fundo movimentou cerca de US$ 500 milhões. O volume foi movimentado, em sua maioria, por investidores menores em 4 blocos, cada um com mais de 10 mil ações.

Próximo das 16h (horário de Brasília), a ação do fundo já valia US$ 41,64, indicando mais de 4% de valorização. Como era de se esperar, o Bitcoin acompanhou a movimentação ao subir em proporção similar, também acima dos 4%, para romper por pouco a barreira dos US$ 64 mil dólares. Seu valor recorde, estabelecido no dia 14 de abril, foi de US$ 64,899.

Por hora, devemos seguir observando percentuais bem similares em ambas as partes, considerando o impacto que a estreia (e o bom resultado inicial) exerceram no próprio fundo e no ativo. Contudo, apesar da conexão intrínseca, a movimentação não deve ser sempre espelhada, haja vista que a ação do fundo se baseia em estimativas de preço futuro do Bitcoin para compra e venda futura, não na atual movimentação do ativo.

Esse aspecto pode afastar alguns perfis de investidores por hora de operarem junto à NYSE, mas vale ressaltar que este é apenas o primeiro passo dos criptoativos nas bolsas mais tradicionais.

Caso o cenário permaneça seguro, bem estabelecido e popular como começou, tudo indica que em breve as negociações diretas envolvendo Bitcoins estarão à vista. E independente disso tudo, o que mais importa – além do lucro – é o poderoso passo dos criptoativos rumo à participação ativa na economia mundial.

Alta do Bitcoin nasce do fortalecimento de ideais mundo à fora

O que seria duro golpe, virou ponto de partida

O último candle da semana em questão indicou fechamento do preço de negociação do Bitcoin (BTC) em US$ 60,856, valor mais alto do que os registrados em abril, último grande período de altas recorde.

Observando de longe, era plausível acreditar em algum tipo de correção com a expressiva marca sendo alcançada. Mas o movimento de compra seguiu forte, muito por conta dos investidores entenderem o quão favoráveis e impactantes vêm sendo os últimos dias para o ativo. Em um espaço de aproximadamente 20 dias, tanto o mercado quanto a cultura que envolve os criptos romperam barreiras e estão cada vez mais próximos da “realidade”.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o BTC baixou perigosamente aos US$ 40 mil, se encontrando em alguns momentos durante as sessões abaixo da marca. Não coincidentemente, o movimento ocorreu após as duras ofensivas do governo da China aos criptoativos no geral, proibindo sua negociação e até mesmo sua mineração.

Em relativamente pouco tempo o mercado aguentou a pressão e o receio gerado pelo confronto com o outrora maior campo de mineração do planeta, inicialmente com a confiança de quem comprou na baixa, chegando até a virada entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em que o posicionamento mais amistoso do governo americano serviu de pontapé inicial para a alta que até agora não parou.

Resposta mundial é positiva

A conversa governamental sobre criptomoedas nos Estados Unidos se iniciou a partir do combate a crimes que envolviam os ativos de alguma forma. A preocupação era referente aos pagamentos de ataques cyberterroristas em criptos, mas logo a conversa evoluiu para questões que envolvem a aproximação dessa nova possibilidade com a carteira do americano.

Passando por debates sobre a segurança para investidores, regulações de gastos energéticos na mineração e até mesmo pelas stablecoins do dólar americano como fundos, foram divulgados nessa segunda-feira (18) pelo New York Times que confirmam o lançamento do primeiro ETF de futuros em Bitcoin a ser listado na bolsa de Nova Iorque (NYSE) previsto para a terça (19).

Outra nação que impactou positivamente nessa caminhada – e que mais do que nenhuma outra sentiu esses impactos – foi a modesta El Salvador. No dia 7 de setembro, deu seu próprio grito de independência ao adotar o Bitcoin como moeda oficial do país.

O início do período que colocou o país centro-americano no centro dos olhos da economia mundial foi relativamente turbulento, haja vista a brusca mudança estrutural e cultural exigida nesse processo. Mas o presidente Nayib Bukele se manteve firme em seus ideais, sendo mais um a adquirir Bitcoins na baixa para seu país, que já vem colhendo seus primeiros frutos.

O governo local anunciou no dia 9 de outubro o investimento de parte dos US$ 4 milhões de lucros obtidos até o momento com a alta na construção de um hospital veterinário em San Salvador, capital do país. Segundo Bukele, a estrutura contará com 4 salas de operações, 4 clínicas de emergências, 19 salas de atendimento e uma área de reabilitação.

O objetivo é de que, em uma média diária, o hospital teria capacidade de realizar 64 cirurgias, cerca de 130 emergências e quase 400 atendimentos gerais.

Outra prova do impacto real que os criptoativos como um todo foi que com menos de um mês da oficialização do BTC, a carteira governamental “Chivo” já tinha mais usuários do que os tradicionais bancos nacionais tinham conseguido alcançar em décadas, o que permitiu a mais salvadorenhos repassar e receber valores (22% do PIB do país vem de remessas oriundas dos Estados Unidos) sem burocracia ou taxas.

O “experimento” El Salvador vem dando muito certo, com a população quebrando recordes de transações, entre BTC e dólares, quase que diariamente. Pouco a pouco o ativo ganha mais adesão populacional e comercial e – mesmo para quem ainda não acredita ou entende muito bem – os US$ 30 em Bitcoin dados pelo governo à cada habitante que baixasse a carteira digital já se valorizou em 30%, com expectativas de que o percentual suba consideravelmente até o final do ano.

Todo esse movimento se estendeu por todo o mundo durante esse espaço-tempo tão crucial. Outros tigres asiáticos deram sinais positivos aos criptoativos mesmo frente à pressão chinesa, com destaque para o crescimento exponencial do contexto de criptos como um todo na Índia – o mais qualificado dos candidatos a suprir a falta dos chineses, caso seja necessário.

A Europa se tornou uma capital dos criptoativos com a ausência da China. Além de pouco a pouco ir tomando também as pautas governamentais do velho continente, as transações de criptoativos por lá somaram cerca de €870 bilhões em transações entre 2020 e 2021, com 25% de todas as negociações de criptos acontecendo no planeta tendo origem e/ou destino europeu.

Assim como os Estados Unidos, o Brasil também começou suas conversas visando o combate ao crime organizado. No caso tupiniquim, ao invés de cyberterrorismo, o objetivo inicial era de tratar dos inúmeros golpes ocorridos no estado do Rio de Janeiro, que utilizavam o investimento em criptomoedas como farsa para atrair vítimas para esquemas de pirâmide – vide GAS consultoria.

Agora, o debate em torno do projeto de lei 2303/15 também já evoluiu em solo brasileiro, aprofundando seu debate de uso e regulação, bem como outras funcionalidades do sistema em blockchains, que levou a B3 a começar os preparos para o serviço de oracle.

É muito provável que, em breve ou não, o Bitcoin e seus similares tenham novas baixas e sofram com algum tipo de descrença. Mas talvez, se perguntassem aos especialistas num passado recente qual país mais afetaria os ativos com uma proibição, muitas respostas girariam em torno da China, por ter sido por tanto tempo o centro de mineração e desenvolvimento tecnológico mundial do mercado.

A perda chinesa foi sentida, gerou tensão e dúvidas, mas serviu de doloroso ponto de partida para o fortalecimento do mundo dos criptoativos. Em suma, tudo indica que os criptoativos, puxados pelo seu principal representante, deram sua primeira amostra mais concreta para o mundo “off-chain”, e que não será esquecida facilmente.

Bitcoin rompe os US$ 60 mil com impulso dos EUA

Rumo à números históricos

Os portadores de Bitcoins (BTC) tem bons motivos para se animarem entre essa sexta-feira (15) e a próxima semana. Isso de acordo com as primeiras atualizações, a Security and Exchange Comission (SEC) dos Estados Unidos está prestes a aprovar a negociação de ETFs, os fundos negociados em bolsa, que contenham futuros de Bitcoin.

Como resposta automática às boas novas, o BTC finalmente voltou a romper a barreira dos US$ 60 mil, o que não acontecia desde abril. A alta agora se aproxima dos números históricos apresentados pela moeda no mês 4 – quando se estabeleceu na casa dos US$ 64 mil – ao já se manter seguramente acima dos US$ 61 mil já no meio dessa sexta.

Toda essa movimentação se originou do relatório do SEC referente às reuniões da quinta-feira (14). Nele, destacou-se o trecho em que o órgão declara “não pretender bloquear os produtos (Bitcoins) de começarem a serem negociados já na próxima semana. ”

O posicionamento foi reforçado quando o Twitter de uma das contas do regulador orientou aos investidores que “se certifiquem de riscos e benefícios possíveis” ao investir em um fundo que conta com contratos futuros de Bitcoin.

Evolução até a aprovação

Vale ressaltar os destaques dados, tanto via tweet quanto por relatório, aos inícios de investimentos por meio de contratos futuros. A expectativa é que os debates para negociações à vista fiquem somente para os meses de novembro e dezembro.

A aprovação, aliás, só veio por conta dessa condição, uma vez que as propostas de adição dos Bitcoins em meio aos contratos de transações à vista já haviam sido barradas algumas vezes. Ao trabalhar com contratos que serão ativos em caso de preço previamente acordado, o presidente da SEC, Gary Gensler disse que a nova proposta “oferece ao investidor uma segurança significante. ”

A onda de otimismo e novidades referentes às criptomoedas nos Estados Unidos surgiu a partir dos debates referentes aos planos de fiscalização do uso dos ativos como forma de pagamentos em atos de cyber-terrorismo. Pouco a pouco, as conversas foram evoluindo para regulamentações em outros aspectos, como junto às stablecoins do dólar americano e, agora, fundos de investimento.

No Brasil, as conversas seguem caminhos similares, uma vez que por conta dos esquemas de pirâmide que se espalharam pelo estado do Rio de Janeiro e utilizavam o investimento em Bitcoins para atrair mais vítimas (destaque para o caso da GAS consultoria), o Projeto de Lei (PL) 2303/2015 voltou a movimentar a pauta no legislativo brasileiro.

Em mais um dia de alta, Bitcoin e Ethereum alcançam o primeiro alvo.

Com os ânimos renovados nos mercados ao redor do mundo, as bolsas de valores sobem em sua grande maioria. Os bons resultados dos balanços corporativos apresentados por algumas empresas que compõem o S&P 500 fizeram o índice subir. Isto, por sua vez, deu força aos demais mercados para engatar uma forte alta nesta sexta-feira, dia 15 de outubro.

O mercado das criptomoedas também já vinha se preparando para este possível movimento de alta.

Bitcoin já chegou no primeiro alvo.

O Bitcoin, que vinha trabalhando em um movimento lateral, chegou a fazer um pivô de baixa, mas se segurou e voltou a subir no início de outubro. Neste mês, até o momento, a criptomoeda vem subindo em linha reta, já acumulando uma alta de mais de 40%.

Com essa alta neste mês de outubro, o ativo acionou um pivô no gráfico semanal e hoje alcançou o primeiro alvo. Além disso, o ativo alcançou também a região de topo formada em abril, representada no gráfico pela linha tracejada. Caso o Bitcoin continue subindo em direção aos outros alvos, estará superando esta linha, alcançando assim um novo topo histórico.

Ethereum não quer ficar para trás.

A segunda maior moeda digital em uso no âmbito global não poderia ficar para trás. O Ethereum chegou a fazer um pivô de baixa e foi em busca do primeiro alvo. Contudo, a crypto não deu sequência ao movimento e voltou a subir.

Assim como o Bitcoin, o Ethereum ganhou força no início de outubro e começou a fazer um belo movimento de alta. A crypto acionou um pivô de alta ontem, no gráfico diário, e hoje segue subindo em direção ao primeiro alvo.

O interessante, no entanto, é que o alvo de 100% do pivô acionado no gráfico diário, coincide com o topo anterior no gráfico semanal. Desta forma, se o Ethereum continuar subindo e superar o alvo de 100%, estará acionando um grande pivô no gráfico semanal, o que abriria alvos muito maiores para o ativo.

Conforme mostrado no gráfico, o terceiro alvo do pivô semanal fica acima da região dos 6 mil dólares. Isto corresponde a uma alta de mais de 50% em relação ao topo histótico atual. Este cenário se mostra muito promissor, de modo que é muito interessante continuar acompanhando os movimentos do ativo.

Rússia entre tapas e beijos com as criptomoedas

O aceno de Vladmir Putin

Em meio a seu discurso na “Semana da Energia na Rússia”, Putin disse que as criptomoedas “possuem valor e têm direito de existir”, podendo serem usadas “como forma de pagamento e no nicho de acumulo de valor”.

Em contrapartida, rechaçou a possibilidade de sua utilização em negociações de petróleo e demais recursos energéticos: “ainda é cedo para colocarmos (os criptoativos) nessas negociações. Ainda não é suportado. ” A fala surgiu a partir das críticas feitas ao uso do dólar americano (US$) por parte dos Estados Unidos em sanções e questões referentes à compra de petróleo (BCO).

O “morde e assopra” de Putin serviu como um dos principais indicadores para que o preço do Bitcoin (BTC) subisse em 5% (por volta das 9h no horário de Brasília), chegando perto da casa dos US$ 58 mil, com outros ativos também subindo e demonstrando uma reação positiva quase que coletiva no mercado. Mas nem mesmo o impulso presidencial é capaz de apontar qual será o próximo passo russo referente à coins e tokens.

Nem lá, nem cá

Isso porque apesar da fala favorável de Putin aos usos dos criptos como forma de pagamento, o Banco Central da Rússia e de demais órgãos econômicos do país já se movimentaram na última quinta (7) para “proteger” o povo russo dos riscos de investimentos em criptomoedas, já tendo instruído bolsas a não trabalharem junto ativos digitais, impedindo a entrada de novos perfis de investidores neste setor.

Vale ressaltar que, desde o início de 2021, criptoativos foram legalizados no país, desde que não utilizados para comprar itens e serviços, contrariando o potencial destacado pelo presidente.

Portanto, era de se esperar que gradativamente, a Rússia fosse se aproximando de medidas mais restritivas, não fosse o anúncio feito ontem (13) justamente pelo vice-ministro de finanças Alexei Moiseev de que não há nenhuma intenção em seguir rumo ao banimento, como fez a China: “As coisas continuarão as mesmas por enquanto. ”

Mais uma prova de que os russos ficarão em cima do muro ao menos no curto prazo foi a postura com os mineradores banidos da China que imigraram para a Rússia. Ao invés de impedir efetivamente as atividades, preferiu subir as taxas do uso de energia como resposta, mas ainda mantendo as portas abertas para a aproximação e posterior regulação da atividades.

Ou seja, em diversos episódios inseridos na temática de criptomoedas, a Rússia flertou consideravelmente com o apoio e a aversão aos criptos num espaço de duas semanas.

Mas mesmo em meio às contradições internas e postura evasiva quanto à um posicionamento efetivo agora, os russos e o mercado de criptoativos têm muito mais a ganhar juntos do que separados. De um lado, os criptos abraçariam um gigantesco mercado que se encontra em terras de abundante produção energética, enquanto do outro, Putin e companhia teriam a tão desejada resposta ao domínio do dólar americano.

Dólar cai com ação do BC

Devido à política de câmbio flutuante, o Banco Central se manifestando pouco com relação à alta do dólar.

Talvez, observando a inflação alta e a volatilidade do dólar, o BC esteja planejando mais intervenções a fim de suavizar uma potencial valorização do dólar.

Impacto da alta do dólar

O dólar ganhando cada vez mais valor no Brasil tende a influenciar negativamente a inflação. Com a alta do dólar, produtos como o próprio petróleo e o gás vão subir.

Outros produtos cotados em dólar, como boa parte das commodities, também são influenciados pela alta da moeda norte-americana.

Observando esse cenário de alta em escala, a inflação tende a ganhar ainda mais força. Com o aumento dos preços, é provável que o juro continue subindo.

Mesmo com um cenário de Selic terminando 2021 em 8,25% ao ano, a alta em 2022 pode ser longa chegando aos dois dígitos.

Com esse cenário em vista, a dívida pública pode ganhar proporções alarmantes, uma vez que o juro vai subir até o momento onde a inflação iniciar uma queda.

Como boa parte da dívida está atrelada à Selic, então o aumento do juro vai encarecer ainda mais a dúvida pública.

O juro alto vai enfraquecer a captação de crédito no mercado, fato que vai reduzir o consumo e a criação de novos negócios. Enfim, o cenário à frente é perigoso e exige cuidados.

Investimento em dólar?

Observando que o dólar tem tudo para continuar se valorizando, o investimento na moeda americana é interessante.

Mesmo que o dólar não se valorize tanto nos próximos meses, manter uma posição em dólar é algo prudente.

O USD/BRL é considerado por muitos como um “seguro” para a carteira. Em momentos de forte stress no mercado, o dólar consegue compensar eventuais perdas.

Outro investimento que vem ganhando força também é o ouro e o Bitcoin. Os dois ativos são influenciados diretamente pelo dólar.

Uma vez que tanto o ouro quanto o Bitcoin são cotados em dólar e convertidos em reais. Nos últimos cinco dias, o Bitcoin vem se valorizando 6,44%, enquanto o ouro chegou a ganhar mais de 3% nos últimos cinco dias.

É importante destacar que além das condições inflacionárias no Brasil e no mundo, ainda há a crise imobiliária chinesa.

As incorporadoras na China vêm apresentando dificuldades para honrar com duas obrigações junto aos credores e isso pode desencadear uma crise relevante sobre os mercados.

O Bitcoin não é um ativo que pode ser considerado de proteção, como o dólar ou ouro, mas de qualquer forma, vem se apresentando atraente no momento.

Na parceria entre redes sociais e criptos, quem ganha é o mercado

Proximidades naturais entre os dois mundos

Nas últimas décadas, testemunhamos a ascensão meteórica das famigeradas redes sociais nos mais diversos cantos do mundo.

Indo além da já revolucionária possibilidade de se comunicar “instantaneamente” internet à fora, as ideias de ter uma plataforma exclusiva para manifestar opinião, compartilhar postagens de maneira livre e consumir o tipo de conteúdo que bem entender, acabaram por estabelecer parte das novas bases da comunicação moderna.

É possível traçar, então, paralelos destes preceitos – que envolvem dinamismo, individualidade, troca de dados “diretas” com outros usuários – com conceitos críticos sobre quais os criptoativos e suas estruturas caminham.

Some estes aspectos, a explosão dos ativos nos últimos anos e o próprio mercado criado em torno destas redes, em que usuários de destaque conseguem efetivamente gerar com as plataformas, e temos um processo natural de atração entre as mídias sociais e as coins/tokens.

Abertura de mercado sem precedentes

O Facebook, que conta com 2,85 bilhões de usuários ativos em 2021, corre para lançar, mesmo que em estágio inicial, a sua coin chamada Facebook Diem. O projeto sofreu críticas no passado (quando ainda se chamava libra) e recentemente perdeu dois de seus principais programadores, mas Mark Zuckenberg e seus comandados ainda seguem com os trabalhos em blockchain.

Seu objetivo é justamente de inserir no mercado mais uma alternativa para transações rápidas e mais facilitadas por meio de uma plataforma já extremamente difundida e que não exigirá permissões, verificações e cobrança de taxas por parte de terceiros.

O Twitter, por sua vez, com seus “modestos” 335 milhões de usuários ativos mensalmente, entra na dança com duas funcionalidades distintas. Na primeira, iniciada já no dia 23 de setembro, foi adicionada a transferência de Bitcoins (BTC) às possibilidades de doações e gorjetas na plataforma, o “Bonificações”.

De quebra, ainda sem data prevista para lançamento (e ainda mais profunda no conceito de criptoativos) está o sistema integrado que implementará a possibilidade validação de tokens não fungíveis, os NFTs, também por meio da plataforma, abrindo a possibilidade para que tweets e vídeos icônicos postados no Twitter possam se tornar itens exclusivos para serem negociados entre seguidores.

Somando as duas redes sociais, estamos falando de mais de 3 bilhões de conta ativas que serão aptas à movimentar criptomoedas. É óbvio pelo menos uma parcela considerável de usuários de Twitter ainda usam o Facebook, mas de qualquer forma já se tratará do sistema os sistemas de negociação de criptoativos mais difundidos do planeta.

O que mais importa de toda essa movimentação é que a proximidade de uma parte grande de usuários ativos de internet com transações de criptos terá, talvez, o maior de seus impulsos.

As plataformas que já tanto impactam socialmente, agora poderão ser ponte importante na ligação do mundo com novas possibilidades econômicas. Caso os projetos sejam realmente bem sucedido, torna-se até possível vermos as redes sociais sendo diretamente integrada as blockchains, liberando talvez o máximo de seus potenciais.

 

Crypto Weekend: 8 à 10 de outubro

Mais uma semana em pauta no Brasil

Durante o Projeto de Lei (PL) 2303/15, referente aos primeiros passos regulatórios de negociação dos criptoativos no Brasil, segue tramitando no legislativo brasileiro, a ideia começa a sofrer críticas por parte do próprio poder legislativo.

O deputado federal Gilson Marques (Novo – SC) puxa o coro da primeira onda de criticismo mais forte de alguns parlamentares. De acordo com Marques, o projeto na verdade viria para “aumentar a burocracia e diminuir a liberdade”, indo contra os princípios básicos das transações em blockchains, ao invés de aproximar os ativos do alcance de mais brasileiros.

O posicionamento firme pode indicar debates mais intensos no andar do projeto, o que pode vir a causar demora ou até seu impedimento. De qualquer forma, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a reafirmar seu posicionamento contrário ao Bitcoin (BTC) como método de pagamento no Brasil, mas elogiou o potencial do setor de DeFi.

De acordo com Campos Neto, enquanto o Bitcoin é usado muito mais no país como um ativo especulativo, “o setor de DeFi é promissor com uso da tecnologia blockchain e nós temos que participar deste setor para construir o dinheiro programável.”

O mandatário do Banco Central ainda destacou os projetos feitos para a integração dos criptos com o Real Digital, CBDC brasileira, e também comentou sobre o PL regulatório que, por parte do BC, deve se iniciar focando nas normas dos novos ativos primeiramente como investimentos, para depois evoluir para o uso como meio de pagamentos.

Giro no resto do mundo

Em meio ao combate firme da China contra toda e qualquer atividade que envolva criptoativos, Hong Kong receberá uma subsidiária da engenharia de software em blockchains Powerbridge Technologies, que focará na mineração de Bitcoins e Ether (ETH). De acordo com as primeiras informações, a empresa pretende iniciar o projeto com 2600 equipamentos de mineração (600 para BTC, 2000 em ETH) com cerca de 1000 Gh/s.

O objetivo da PowerBridge é de reforçar a oferta dos dois principais criptoativos do mundo no mercado asiático e norte-americano. Vale ressaltar que Hong Kong é anexado ao território chinês e, apesar de ter sua liberdade econômica (abertamente capitalista e com moeda própria), o território ainda responde ao governo da China.

Na contramão da rede de blockchains, a Bitmain, maior fabricante de componentes eletrônicos com enfoque em mineração do mundo e que era sediada em Pequim, anunciou sua saída completa do território chinês ao oficializar durante o domingo (10) que não fará mais nenhum tipo de trabalho ou entrega no país, com exceção de Taiwan e da própria Hong Kong.

Enquanto isso, em El Salvador, o primeiro dos grandes frutos do Bitcoin como moeda oficial do país será colhido. Isso porquê de acordo com o presidente Nayib Bukele, o governo nacional investirá parte dos US$ 4 milhões de lucros obtidos até o momento com a alta do BTC na construção de um hospital veterinário em San Salvador, capital do país.

Segundo Bukele, a estrutura contará com 4 salas de operações, 4 clínicas de emergências, 19 salas de atendimento e uma área de reabilitação. O objetivo é de que, em uma média diária, o hospital teria capacidade de realizar 64 cirurgias, cerca de 130 emergências e quase 400 atendimentos gerais.