Anec vê exportação de milho do Brasil em 2021 no menor patamar em 5 anos

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) – A exportação de milho do Brasil deverá somar 20,7 milhões de toneladas em 2021, o menor patamar desde 2016, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), ao divulgar suas últimas projeções do ano.

Os embarques do país, que já figurou na segunda posição do ranking global de exportadores do cereal –posto ocupado agora pela Argentina–, vão cair após o Brasil ter sido atingido por intempéries, como seca e geadas severas em 2021.

A Anec projeta redução de 38% na exportações brasileiras de milho neste ano na comparação com 2020, quando os embarques já haviam caído ante um recorde de 41,2 milhões de toneladas em 2019.

Em relação aos últimos anos, as vendas externas de 2021 só serão maiores do que as 17,45 milhões de toneladas de 2016, conforme dados da Anec.

Ao mesmo tempo em que a safra brasileira de milho caiu para 87 milhões de toneladas em 2020/21, versus um recorde de 102,5 milhões no ciclo anterior, o consumo interno do cereal cresceu fortemente neste ano pela maior demanda da indústria de carnes e também das usinas de etanol, colaborando para limitar os embarques para fora.

A demanda anual brasileira está estimada em mais de 72 milhões de toneladas, de acordo com a estatal Conab.

Na nova temporada (2021/22), caso a estimada safra recorde se confirme, o Brasil poderia voltar à posição de segundo exportador global, atrás apenas dos Estados Unidos, com embarques de 43 milhões de toneladas, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O país superaria Argentina e Ucrânia entre os maiores exportadores.

Os dados sobre a exportação de milho foram divulgados pela Anec nesta terça-feira juntamente com a revisão nos embarques do cereal do Brasil em dezembro, agora estimados em 3,45 milhões de toneladas, ante 3,9 milhões na previsão da semana anterior.

SOJA

A Anec ainda projetou as exportações de soja do Brasil em 2,78 milhões de toneladas em dezembro, praticamente estável ante a semana passada.

No caso da oleaginosa, com uma safra recorde, os embarques ao exterior atingirão históricas 86,88 milhões de toneladas em 2021, ante 82,3 milhões no ano passado, segundo números da Anec.

China deve conceder aprovação a novos tipos de milho transgênico doméstico

PEQUIM (Reuters) – A China pretende aprovar como seguras mais variedades de milho geneticamente modificado (OGM) produzidas por empresas nacionais, disse o Ministério da Agricultura na noite de segunda-feira.

A medida ocorre depois de Pequim ter proposto, no mês passado, uma revisão das regras regulatórias de sementes para preparar o caminho para a aprovação de safras transgênicas, em meio a pedidos de formuladores de políticas públicas por avanços no melhoramento biotecnológico, visto como a chave para garantir a segurança alimentar.

Os três novos produtos são produzidos pela China National Tree Seed Corp e China Agricultural University, Hangzhou Ruifeng Biotech Co Ltd e Beijing Dabeinong Technology Group Co Ltd, disse o ministério em um comunicado.

O plano para aprovar as novas variedades de milho, junto com sete novos produtos de algodão transgênicos, ficará aberto para comentários públicos até 17 de janeiro, de acordo com o aviso publicado no site do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

A aprovação de segurança é vista como um passo importante para a comercialização de safras OGM, mas ainda não está claro quando os novos produtos estarão prontos para lançamento no mercado.

Até agora, Pequim não permitiu o plantio de variedades de soja ou milho transgênicas, mas permite sua importação para uso na alimentação animal.

Tanto Hangzhou Ruifeng, na qual Yuan Longping High-Tech Agriculture Co Ltd tem 41,8% de participação, quanto Beijing Dabeinong já possuem características de milho transgênicas aprovadas como seguras pelo governo.

(Reportagem de Hallie Gu e Emily Chow)

Exportadores dos EUA vendem 269.240 t de milho para destinos desconhecidos, diz USDA

(Reuters) – Exportadores norte-americanos reportaram vendas de 269.240 toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega no ano comercial de 2021/22, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta segunda-feira.

Por lei, os exportadores devem informar prontamente a venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity, e 20 mil ou mais toneladas de óleo de soja, feita em um dia. Negócios em volumes menores são relatados semanalmente.

O ano comercial do milho começou em 1º de setembro.

(Reportagem de Swati Verma em Bengaluru)

Produtores de milho da Argentina lançam campanha de plantio tardio para evitar seca

Por Hugh Bronstein e Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) – Os produtores argentinos de milho estão prontos para uma campanha de plantio tardio para evitar possível seca nos próximos meses, uma estratégia que deve impulsionar uma safra recorde e exportações recorde do segundo maior fornecedor mundial do grão.

O país sul-americano, também um grande produtor de soja e trigo, está enfrentando um ciclo La Niña, que geralmente significa menos chuvas. Isso fez com que os produtores ficassem preocupados com a possível seca durante o verão do Hemisfério Sul, apesar das boas chuvas até agora nesta temporada.

O medo de clima seco à frente levou a uma mudança em direção ao plantio tardio a partir de dezembro, com cerca de 55% a 60% da semeadura esperada nesse período, de acordo com a câmara da indústria de milho local MAIZAR, ante 52% da temporada passada.

A bolsa de grãos de Buenos Aires na semana passada aumentou sua previsão para a safra de milho de 2021/22 para um recorde de 57 milhões de toneladas. A Argentina embarca cerca de 70% de seu milho para o exterior.

Até novembro, os exportadores compraram 10,8 milhões de toneladas de milho de 2021/22 dos agricultores argentinos antecipadamente, ante 10,2 milhões de toneladas no mesmo período de 2020/21. Os principais importadores de milho argentino incluem Vietnã, Egito e Argélia.

O vizinho e exportador rival da Argentina, o Brasil, já viu sua safra ser prejudicada pela seca. Nos estados do Sul, incluindo o Rio Grande do Sul, as chuvas escassas em novembro e a seca no início de dezembro tiveram consequências.

(Reportagem adicional de Karl Plume em Chicago e Ana Mano no Brasil)

Produção de milho da China cresce 4,6% em 2021

(Reuters) – A produção de milho da China cresceu 4,6% em 2021 em relação ao ano anterior, para 272,6 milhões de toneladas, afirmou o departamento de estatísticas nesta segunda-feira.

O número oficial anual veio enquanto o mercado acompanha de perto a nova safra de milho no segundo maior consumidor do grão no mundo, depois que a área plantada aumentou devido à alta dos preços.

Os agricultores chineses trocaram outras safras pelo milho para lucrar com os preços recordes durante a temporada de plantio, embora as fortes chuvas no norte tenham afetado a colheita, reduzindo a produção e prejudicando a qualidade de parte da safra.

A área plantada de milho em 2021 da China aumentou 5% em relação ao ano anterior, para 43,32 milhões de hectares, graças ao aumento dos preços, disse o órgão de estatísticas em um comunicado separado em seu site.

O rendimento do milho em 2021 caiu 0,4% em relação ao ano anterior, pois enchentes na área do rio Huang-Huai-Hai atingiram as plantações, disse Wang Minghua, autoridade do departamento de estatísticas, em comunicado.

O Ministério da Agricultura da China viu uma produção de milho na nova safra de 270,96 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação aos 260,67 milhões do ano anterior.

A produção total de grãos aumentou 2% em relação ao ano anterior, para 682,9 milhões de toneladas em 2021, disse o órgão de estatísticas.

A produção de trigo foi de 136,9 milhões de toneladas, com área plantada e produtividade aumentando em relação a 2020, acrescentou.

(Reportagem de Hallie Gu e Shivani Singh)

Paraná registra plantio de 3% do milho da nova safra; vê avanço da colheita 20/21

Até a semana passada, o Deral não havia registrado plantio de milho da nova safra no segundo produtor do cereal do país.

O órgão não divulgou dados comparativos com a mesma data de 2020. Mas até 24 de agosto do ano passado o plantio somava apenas 1% da área.

Em relação a datas próximas de anos anteriores, o plantio da safra 21/22 apresenta-se ligeiramente mais avançado.

O departamento vinculado ao governo paranaense não apontou, contudo, plantio de soja da nova safra, o que deve ocorrer nas próximas semanas, à medida que chuvas se intensifiquem.

O Deral indicou ainda avanço na colheita da segunda safra do cereal 2020/21 para 82% da área, ante 64% na semana anterior e 67% em 24 de agosto de 2020.

 

(Por Roberto Samora)

MFIG, de Taiwan, abre licitação para comprar até 65 mil t de milho

O prazo para entrega das ofertas na licitação vai até terça-feira, 31 de agosto, segundo eles.

A MFIG busca cerca de 40 mil a 65 mil toneladas de milho amarelo para entrega em uma única remessa.

O embarque deverá ocorrer entre os dias 5 e 24 de novembro se o milho for originado do Golfo dos EUA, Brasil ou Argentina, disseram os operadores.

Caso a origem seja a região norte-americana do Noroeste do Pacífico ou a África do Sul, os embarques estão previstos para acontecer entre 20 de novembro e 9 de dezembro.

São procuradas ofertas com um prêmio sobre o contrato do milho para março de 2022 negociado em Chicago.

Em sua última licitação, anunciada em 3 de agosto, o grupo MFIG adquiriu cerca de 55 mil toneladas de milho com a África do Sul como origem.

(Reportagem de Michael Hogan)

Plantio de milho 21/22 do centro-sul do Brasil atinge 4,1% da área, diz AgRural

“Os trabalhos são puxados pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Algumas poucas áreas também já começaram a ser semeadas no Paraná, mas são casos muito pontuais”, comentou a AgRural em nota.

Apesar de o plantio já estar em curso, “os produtores avançam com cautela, já que novas frentes frias podem resultar em geadas e consequentes problemas de germinação, a exemplo do que aconteceu no ano passado na fronteira oeste gaúcha”.

Já a colheita da segunda safra 2020/21 atingiu 79% da área, após avanço de nove pontos percentuais em uma semana, de acordo com levantamento da AgRural. Um ano antes, a colheita estava feita em 82% da área.

“Os trabalhos de colheita estão encerrados em Mato Grosso e tiveram bom avanço nos outros Estados, favorecidos pelo aumento das temperaturas”, disse.

No Paraná, porém, o atraso continua grande e há preocupação com a possibilidade de chuvas nos próximos dias, “que podem resultar em problemas de qualidade ainda maiores”, após geadas atingirem o cereal paranaense.

 

(Por Roberto Samora)