Atrasada, Cardano adota perfil mais discreto enquanto “arruma a casa”

Saldo é positivo, mas o tempo está passando

Não se enganem: o ano da Ada Cardano (ADA) segue sendo um enorme sucesso. A rede que nasceu com a proposta de desbancar a Ethereum (ETH) saiu de centavos de dólares no início do ano para bater a barreira dos US$ 3 no dia 2 de Setembro.

O bom desenvolvimento inicial da rede, associado a seu potencial e a sua boa colocação no mercado e na mídia (com esse último ponto sendo por conta do trabalho do CEO Charles Hoskinson), permitiram que investidores do mundo todo colocassem a Ada entre os principais artigos do mercado em tempo recorde.

A ascensão meteórica e o aumento drástico de demanda obrigaram os desenvolvedores da rede a prepararem o primeiro dos grandes passos da rede: o hard-fork realizado por meio da atualização “Alonzo” e a consequente abertura para o desenvolvimento de contratos inteligentes. O problema, entretanto, talvez tenha sido o timing.

Isso porquê logo depois da alta histórica, a já esperada correção de preço foi acompanhada das agressivas baixas sofridas pelos criptos após o turbulento início do Bitcoin (BTC) em El Salvador, no dia 7, e aos ataques da China aos ativos no decorrer dos dias seguintes.

De quebra, comentários de programadores indicavam que a rede Cardano não vinha respondendo tão bem aos testes disponibilizados para a atualização, o que além de pesar para a manutenção da baixa, levantou dúvidas sobre o seu real potencial. A soma de todos estes fatores fez com o outrora promissor preço de US$ 3 fosse derrubado para a casa dos US$ 1,90 em algumas oportunidades (sendo efetivamente fechado em US$ 1,98 em 21 de setembro).

Esperança de dias melhores, mas com ciência do atraso

Ao menos a alta generalizada ocorrida na virada entre os meses de setembro e outubro voltou a estabelecer o ativo mais seguramente acima dos US$ 2, apesar de ainda ser pouco perto das previsões mais otimistas, que vislumbravam os US$ 10 até o final do ano.

E fato é também que a Cardano também arregaçou as mangas e mostrou ao mundo suas reais intenções durante o Cardano Summit, evento de palestras e anúncios de novidades, como o desenvolvimento de uma stablecoin própria, novas etapas de certificação de projetos interessados em integrar a rede, o andamento da dApp store e, principalmente, a chegada de oracles por meio de parceria com a Chainlink.

Mas com os “gatos escaldado” desenvolvendo “medo de água fria” – como diriam os mais experientes – será necessário mais para a Ada recuperar algo próximo do patamar que vinha sendo desenhado mais cedo em 2021.

Pensando nisso, Hoskinson aposta inicialmente em uma tour pela África. O continente apresentou grande adesão à rede e, além de ser mais um mercado consumidor em considerável potencial, chama a atenção pelo número de start-ups promissoras que se baseiam na Cardano para explorar o potencial das blockchains.

Em questões mais práticas e técnicas, os desenvolvedores da rede ainda fazem os ajustes necessários para lidar com os problemas ocorridos nas fases de testes. A situação ainda é vista como um dos principais empecilhos para a Ada voltar a disparar, mas apesar da resolução definitiva não ter ocorrido ainda, os relatórios mais recentes indicam avanços que se aproximam do final dessa “batalha”.

Apesar de todos os pesares, a Ada Cardano ainda conta com um potencial absurdo, o que tende a manter o preço relativamente estável mesmo enquanto o mundo aguarda quando será seu despertar.

Pode ser relativamente tarde para o milagre de crescimento até o final de 2021, mas não somente é cedo demais para desistir da ideia, como a manutenção de valores mais acessíveis permite mais tempo e adesão ao fenômeno que está por vir. Só nos resta saber se a espera será muito mais longa do que o esperado.

Alta puxada pelo Bitcoin volta a movimentar legislações nacionais

Austrália

A Austrália se prepara para uma completa estruturação regulatória frente à crescente do mercado de criptos, considerando a oportunidade para fortalecimento econômico principal economia da Oceania.

As novas propostas que avançam no congresso Australiano têm como principais destaques a obrigatoriedade de licenças para o funcionamento de Exchanges, novas leis para organizações autônomas descentralizadas, uma revisão do imposto sobre ganhos em DeFis e o estabelecimento de descontos nos impostos para criptomoedas que usem energias renováveis em seu processo de mineração.

E apesar de geralmente movimentações desse tipo trazerem algum tipo de restrição ou controle governamental sob um novo mercado, as medidas são extremamente amistosas e agradaram de players às instituições responsáveis pelas transações.

O CEO da Coinjar (uma das principais exchanges do país) Asher Tan, foi à público para parabenizar o comitê responsável pelas propostas, liderado pelo Senador Andrew Bragg: “No nosso ponto de vista, o relatório apresenta um tom consideravelmente otimista, enxergando a tecnologia em blockchain como a renovação histórica que é, com suas oportunidades e riscos.”

Os avanços podem representar uma abertura de mercado promissora, considerando que a Austrália é hoje a 13ª maior economia do planeta, com cerca de 25,7 milhões de habitantes.

Paquistão

A Alta Corte de Sindh (SHC), uma das quatro províncias que dividem o Paquistão, exige que o governo do país reformule suas leis regulatórias de criptoativos em um espaço de 3 meses. O pedido do SHC foi feito durante a apresentação do tribunal que questionava a legalidade da proibição imposta aos criptos ainda em 2018.

A instrução é para que além do Banco Central do país, a Comissão de Valores Mobiliários do Paquistão trabalhe junto de agências governamentais e do Ministério da Tecnologia para estabelecerem os parâmetros que permitam a negociação de criptoativos no território nacional.

Rússia

Os russos, após muito oscilarem entre o apoio e a divergência do mercado de criptomoedas, vem mostrando movimentações mais amistosas ao crescente mercado. Pouco depois das falas positivas do presidente Vladmir Putin e de demais integrantes do governo – que tiveram papel importante no atual momento de alta vivido pelo Bitcoin (BTC) – uma nova proposta ganhaforça na Rússia.

Trata-se de um projeto governamental que propõe o uso de gás de petróleo como base energética para a mineração de Bitcoins. O país é um dos maiores produtores (e vendedores) de energia em todo o planeta e, para evitar o consumo uma subida nas taxas da população em geral, pode direcionar especificamente parte do consumo deste subproduto petrolífero para as atividades de mineração.

A proposta está avançando no parlamento russo, e agora aguarda sobretudo o posicionamento por parte das companhias do setor petrolífero, uma vez que a ideia atenderia a busca governamental pela redução da queima desnecessária de gases dessa natureza ao oferecer uma finalidade prática para o recurso.

Startup de criptomoedas FTX Trading é avaliada em US$25 bi após captação

Por Manya Saini

O financiamento, liderado por investidores como o fundo de pensão dos professores de Ontário, Temasek e Tiger Global, é uma continuação de uma rodada anterior de captação série B realizada em julho, quando a startup de dois anos levantou 1 bilhão de dólares junto a SoftBank, Temasek e outros investidores. Na ocasião sua avaliação era de 18 bilhões de dólares.

A rodada de financiamento mais recente somou 420 milhões de dólares e atraiu 69 investidores.

Fundada por Sam Bankman-Fried e Gary Wang e sediada nas Bahamas, a FTX é a proprietária e operadora da bolsa de criptomoedas FTX.com que atende a uma ampla base de clientes, incluindo investidores de varejo, escritórios familiares e investidores institucionais.

A FTX também conta com o casal de celebridades Tom Brady e Gisele Bündchen entre seus patrocinadores. A plataforma atualmente não está disponível para residentes nos Estados Unidos.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, a FTX disse que sua base de usuários cresceu 48% desde a rodada de captação de julho e que seu volume médio de negócios aumentou 75%, com média de 14 bilhões de dólares por dia.

(Por Manya Saini)

O que é: CBDC

A sigla CBDC vem do inglês Central Bank Digital Currency, que na tradução para o português se torna a moeda digital do banco central. Também podendo serem chamadas de govcoin, trata-se das representação digital dos valores monetários, contando com a mesma autoridade monetária da cédula (podendo ser convertidas diretamente para a moeda convencional), mas que existem somente no plano virtual.

Como é de se imaginar, os projetos das CBDCs são associados normalmente ao atendimento de necessidade em processos de pagamentos eletrônicos, além da busca por inovação nos demais processos de transações econômicas via internet.

Vale destacar também as capacidades que as moedas digitais teriam de auxiliar no processo de digitalização das economias que cada vez menos usam papel moeda, além de ser uma alternativa à população “desbancarizada” que, sem acesso às contas bancárias e cartões, conta justamente só com cédulas e moedas como opções para movimentar seus recursos.

De acordo com o BIS, Banco de Compensações Internacional, mais de 40 países já aderiram, em algum nível, ao plano de contar com uma moeda virtual para seu banco central. Isso porque além das funções já listadas, existe grande potencial para as CBDCs no âmbito das negociações internacionais e na função de reserva econômica.

China “corre” contra o dólar

Foi considerando justamente essa possibilidade que a China desenvolveu, com folga, o mais avançado de todos os sistemas de CBDC do mundo no momento. Isso porque enquanto a enorme maioria das outras moedas governamentais seguem estágio de planejamento e desenvolvimento, os chineses já colocam o “Yuan Digital” à prova.

Desde dezembro de 2020 a CBDC chinesa está em circulação, mesmo que inicialmente em estágios de testes mais limitados. Durante sua fase inicial, priorizando a adaptação dos habitantes do país com a novidade, a bandeira levantada era de modernizar transações econômicas locais, além de facilitar também a vida de turistas.

Entretanto, sem fazer muito alarde internacionalmente, sua utilização cresceu exponencialmente dentro do território chinês.

A moeda digital teve seus primeiros registros de uso no pagamento de taxas na Bolsa de Dailian em agosto, roubou a cena no principal evento do Mês da Popularização do Conhecimento Financeiro – o mesmo em que o presidente Xi Jinping reforçou o combate aos criptoativos – e até o meio do ano já tinha movimentado cerca de US$ 5,3 bilhões sem maiores problemas, o que indica o quão maduro está o projeto por lá.

Somando o inegável sucesso do Yuan Digital, o desenvolvimento das demais CBDCs mundo à fora e a possibilidade de atuação como reserva em transações internacionais (o que diminuiria o poderio dos EUA no caso das sanções em dólares americanos), e temos um outro ativo digital que deve movimentar a economia mundial muito em breve.

Brasil desenha seus primeiros projetos

O Brasil é um dos países que está com sua moeda digital “avançando”, como o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificou ainda em agosto.

Questões técnicas importantes ainda estão sendo resolvidas, como alavancagem da moeda ser feita de maneira que não gere diferença de preços entre o Real digital e físico a partir de grande demanda. Mas mesmo em um estágio mais embrionário, fato é que o Real Digital deve ser uma das CBDCs mais próximas dos criptoativos em todo o mundo.

Isso porque de acordo com Campos Sales, a moeda virtual brasileira terá grande possibilidade de explorar recursos do mundo dos criptos, sobretudo os chamados contratos inteligentes e os aspectos que envolvem a tecnologia DeFi (Finanças descentralizadas).

O posicionamento foi reforçado tempos depois pelo presidente da B3, Luis Kondic, que indicou a preparação para a bolsa brasileira começar a prestar serviços de oráculo às blockchains, alimentando as redes com informações econômicas externas em troca da adesão do Real Brasileiro nestes tipos de sistemas e do desenvolvimento de ferramentas em pagamentos programáveis que aperem junto ao ativo.

A expectativa é que os projetos mais avançados e seus primeiros testes sejam feitos já a partir de 2022.

Bitcoin bate os 370 mil reais.

Com a valorização do Bitcoin, surge a dúvida: será que estamos presenciando mais um movimento de valorização da criptomoeda?

Último ciclo de alta

Até abril de 2021, o Bitcoin vinha surfando em um movimento de alta. A criptomoeda vinha desde o final de 2020 se valorizando até chegar a superar o patamar dos R$ 350 mil.

Depois o Bitcoin caiu e chegou próximo dos R$ 170 mil. Olhando as movimentações do Bitcoin, é natural que a criptomoeda passe por momentos de forte alta e depois de queda.

Sendo que o tamanho desses movimentos são difíceis de prever. Às vezes notícias podem desencadear a valorização, ou até mesmo a desvalorização.

Por não contar com um órgão regulador, o Bitcoin, como praticamente qualquer criptomoeda acaba sofrendo com a volatilidade.

Vale destacar que um dos fatos que pode estar contribuindo para a valorização recente do Bitcoin é o lançamento de um ETF referente a criptomoeda ( ETF: BITO).

O ETF é um fundo de índice que normalmente tem em sua composição uma grande posição no ativo alvo.

Por vezes, o ETF possui em sua carteira a composição completa de um índice. No caso do ETF lançado recentemente, a composição tem contratos futuros de Bitcoin.

Ou seja, não estamos tratando do investimento direto no Bitcoin, mas em contratos futuros referentes à criptomoeda.

Investir em Bitcoin vale a pena?

Decidir se vale ou não, é algo pessoal e vai depender da experiência de investir para investidor. É fato que o Bitcoin já não é uma novidade, uma vez que a existência da criptomoeda  já tem um tempo considerável.

É claro que o mercado vem aceitando e lidando com ela de várias formas. A construção de um ETF que possui posição em contratos do mercado futuro de Bitcoin, é algo inovador.

No Brasil já há ETF que seguem índices de criptomoedas e até que investem só em Bitcoin, ou em outras criptomoedas.

Toda vez que o Bitcoin ganha mais alcance, mais Bitcoins são negociados e isso pode gerar maior procura que por sua vez traz valorização.

Observando que o Bitcoin é um ativo finito, a tendência natural é que o mesmo se valorize cada vez mais. No meio disso, haverá momentos de queda, coisa que é natural.

O problema é a volatilidade. A queda do Bitcoin dificilmente será só de 5%, 10%, ou 15%, mas pode ser de 50%, em questão de poucos dias, por exemplo.

Considerando o tamanho da volatilidade do Bitcoin, fica claro que uma posição pequena é a atitude mais acertada.

Alta generalizada para as criptomoedas.

Após acionar um pivô de alta no gráfico semanal, o Bitcoin vem subindo com força e hoje alcançou o alvo de 100% projetado pelo pivô. Com essa movimentação de alta, a criptomoeda superou, inclusive, o topo histórico formado no dia 14 de abril na casa dos 64.882 dólares.

Em paralelo, o Ethereum também vem subindo com força hoje, superando o alvo de 100% projetado pelo pivô acionado no gráfico diário. Com esse movimento, a criptomoeda também aciona um pivô no gráfico semanal. Isto pode dar ainda mais impulso para levar o ativo à região do topo histórico.

Essa movimentação já havia sido explicada com mais detalhes no artigo “Em mais um dia de alta, Bitcoin e Ethereum alcançam o primeiro alvo.

O que chama a atenção, no entanto, é o comportamento das demais criptomoedas no dia de hoje. A forte movimentação de alta realizada pelas duas principais moedas digitais, o Bitcoin e o Ethereum, deu força para as demais e o que se observa é uma alta generalizada.

XRP

A XRP vem de um movimento de alta nos últimos dias, recuou até a média móvel de 20 períodos e hoje volta a subir com força. Esta movimentação sugere que a criptomoeda irá acionar um pivô alinhado com a média de 20. Uma vez que se trata de um forte padrão de alta que tem como primeiro alvo a região do último topo, é muito provável que o ativo suba até lá nos próximos dias.

Solana.

A Solana vinha trabalhando em um movimento lateral, mas com a alta de hoje desenhou um padrão muito interessante. Quando um ativo aciona um pivô menor, dentro de outro maior, este padrão é conhecido como “Trick entry”. Em um contexto de tendência, se trata de um padrão com alta probabilidade de acerto.

Com a alta de hoje, a Solana acionou um pequeno pivô alinhado com a média móvel de 20 períodos, o que por si só já é um padrão muito confiável. Entretanto, este pivô também é uma “trick entry”, pois está dentro de um pivô maior. Caso o alvo de 100% do pivô menor seja alcançado, o ativo estará acionando também o pivô maior.

É interessante notar que o alvo de 100% do pivô maior coincide com o topo histórico do ativo. Deste modo, caso essa movimentação de alta ocorra, é provável que a criptomoeda alcance novamente esta região de topo.

Binance Coin.

A Binance coin vem em uma forte movimentação de alta desde o final de setembro, quando fez fundo. A criptomoeda acionou um pivô de alta alinhado com a média móvel de 20 períodos e, com a forte alta de hoje, se aproxima do alvo de 100% projetado pelo pivô.

Esta movimentação já foi explicada no artigo “Binance coin mirando o topo!

Demais criptomoedas.

A Polkadot também segue subindo com força hoje, em uma alta de mais de 8%. Com esse movimento, a criptomoeda se aproxima do alvo de 161,8% de um pivô que foi acionado na semana passada.

A Luna fez um movimento de baixa e passou a trabalhar abaixo da média móvel de 20 períodos mostrando fraqueza. Hoje, no entanto, sobe mais de 11% superando novamente a média e indicando que pode ir buscar topo.

A Dogecoin também sobe, porém permanece trabalhando nas retrações do forte movimento de alta que fez em agosto.

Bitcoin atropela antigo valor recorde e mira os US$ 67 mil

O começo com “pé direito” de uma promissora caminhada

Como a cereja do bolo dos recentes impulsos recebidos pelo Bitcoin (BTC) pós debandada chinesa, a estreia dos fundos de investimentos em futuros de BTC da ProShare na bolsa de Nova Iorque (NYSE) foi o impulso que faltava para que a criptomoeda quebrasse novamente seu próprio recorde.

Já nas primeiras horas de seu primeiro dia (19), os candles já apontavam o flerte com a quebra de recorde, ao considerar o estabelecimento do ativo na casa dos US$ 64 mil, com meio bilhão de dólares sendo movimentados por meio do “BITO” (identificação dada pela NYSE à ETF) ainda no meio da tarde.

Os números oficiais de encerramento apontaram que mais de 24,4 milhões de ações do fundo foram negociadas na bolsa intercontinental, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Com o estrondoso sucesso, o BITO, que foi aberto em US$ 40,88 a ação e fechou com mais de 4% de lucro (US$ 43,8).

Nova quebra de recorde pode ser só o começo

Nesse fechamento, o valor oficial de negociação do Bitcoin era de US$ 64.434, menos de 1% abaixo da tão aguardada queda, patamar em que se manteve até às 14h30 (horário de Brasília) dessa quarta (20). A partir daí a história começou a ser reescrita, com um forte movimento comprador agindo em cerca de 10 minutos para levar o preço à US$ 65,621 e, uma hora depois, aos US$ 66.910,98.

O mercado de criptoativos no geral se aproveitou da primeira criptomoeda indo à público (e fazendo tanto sucesso). Depois de 5 meses, o Ether (ETH) voltou ao patamar de US$ 4 mil e flerta com o seu próprio topo histórico de US$ 4.385, enquanto praticamente todas as principais altcoins do mercado acompanharam o movimento ao operarem em alta durante o dia.

Como era de se esperar, o Bitcoin abre alas para um movimento que deve ser só o início das “aventuras” das criptomoedas em ETFs e demais modelos de negociação mais estabelecidos e tradicionais.

Pouco a pouco, outras possibilidades similares (como a própria negociação imediata de BTC, ao invés dos futuros) vão entrando em pauta e aproximando cada vez mais os criptoativos da realidade econômica mundial.

Bitcoin bate recorde após estreia de ETF nos EUA

Por Alun John e Tom Westbrook e Elizabeth Howcroft

Às 13h06 (horário de Brasília), a criptomoeda estava em alta de 3,8%, a 66.705,75 dólares, depois de ter cravado recorde de 67.016,50. A máxima anterior tinha sido definida em 14 de abril deste ano, a 64.895,22 dólares.

Terça-feira foi o primeiro dia de negociação para o ProShares Bitcoin Strategy ETF – um desenvolvimento que os participantes do mercado dizem que provavelmente irá impulsionar o investimento no ativo digital.

O ETF fechou em alta de 2,59%, a 41,94 dólares na terça-feira, com volume de negócios e 1 bilhão de dólares na Nyse Arca. Ele estava sendo negociado em alta de 4,4% nesta quarta-feira, a 43,80 dólares.

As negociações pareciam ser dominadas por investidores menores e firmas de negociação de alta frequência, disseram analistas, observando que a ausência de grandes negociações em bloco indicava que as instituições provavelmente estavam ficando à margem.

ETFs de criptomoedas foram lançados neste ano no Canadá e na Europa em meio ao crescente interesse de investidores sobre criptomoedas.

O Ethereum, a segunda criptomoeda mais importante do mundo, subia 5%, a 4.069 dólares, perto do recorde de 4.380 dólares, atingido em 12 de maio.

Primeiro dia do Bitcoin na bolsa de Nova Iorque traz alta acima dos 4%

Enfim, NYSE

Depois de muito tempo de muitas tentativas e certo tempo de espera, temos um fundo negociado em bolsa que se baseia no Bitcoin (BTC) e conta com o aval da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, após a ProShares oferecer o ETF em futuros de BTC.

A aprovação, aliás, só veio por conta dessa condição, uma vez que as propostas de adição dos Bitcoins em meio aos contratos de transações à vista já haviam sido barradas algumas vezes.

Ao trabalhar com contratos que serão ativos em caso de preço previamente acordado, o presidente da SEC, Gary Gensler disse que a nova proposta “oferece ao investidor uma segurança significante”, apesar de “ainda contar com certo nível de especulação e volatilidade, o que ainda exige cuidado e compreensão dos investidores. ”

Nos contratos futuros, o investidor concorda na compra ou venda do recurso à datas e valores especificados, não operando diretamente/automaticamente com o ativo. Quando o prazo chega, o contrato é ativo e a ação é realizada, não importando o preço real do, no caso, Bitcoin. Se o BTC está valendo mais do que o preço estipulado no futuro, o lucro é realizado, enquanto o contrário representa perdas ao investidor.

A onda de otimismo e novidades referentes às criptomoedas nos Estados Unidos, que abriu mais uma vez a oportunidade para a oficialização do fundo, surgiu a partir dos debates referentes aos planos de fiscalização do uso dos ativos como forma de pagamentos em atos de cyber-terrorismo.

Pouco a pouco, as conversas foram evoluindo para regulamentações em outros aspectos, como junto às stablecoins do dólar americano e, agora, fundos e demais aspectos que envolvam investimentos.

Estreia com o pé direito

Logo após a listagem do fundo pelo começo da manhã, sob a sigla BITO ETF, o Bitcoin já passava dos US$ 63,3 mil, com a parte do ETF sendo negociada à US$ 40.95 neste mesmo período. Somente pelo período da manhã, o fundo movimentou cerca de US$ 500 milhões. O volume foi movimentado, em sua maioria, por investidores menores em 4 blocos, cada um com mais de 10 mil ações.

Próximo das 16h (horário de Brasília), a ação do fundo já valia US$ 41,64, indicando mais de 4% de valorização. Como era de se esperar, o Bitcoin acompanhou a movimentação ao subir em proporção similar, também acima dos 4%, para romper por pouco a barreira dos US$ 64 mil dólares. Seu valor recorde, estabelecido no dia 14 de abril, foi de US$ 64,899.

Por hora, devemos seguir observando percentuais bem similares em ambas as partes, considerando o impacto que a estreia (e o bom resultado inicial) exerceram no próprio fundo e no ativo. Contudo, apesar da conexão intrínseca, a movimentação não deve ser sempre espelhada, haja vista que a ação do fundo se baseia em estimativas de preço futuro do Bitcoin para compra e venda futura, não na atual movimentação do ativo.

Esse aspecto pode afastar alguns perfis de investidores por hora de operarem junto à NYSE, mas vale ressaltar que este é apenas o primeiro passo dos criptoativos nas bolsas mais tradicionais.

Caso o cenário permaneça seguro, bem estabelecido e popular como começou, tudo indica que em breve as negociações diretas envolvendo Bitcoins estarão à vista. E independente disso tudo, o que mais importa – além do lucro – é o poderoso passo dos criptoativos rumo à participação ativa na economia mundial.

Alta do Bitcoin nasce do fortalecimento de ideais mundo à fora

O que seria duro golpe, virou ponto de partida

O último candle da semana em questão indicou fechamento do preço de negociação do Bitcoin (BTC) em US$ 60,856, valor mais alto do que os registrados em abril, último grande período de altas recorde.

Observando de longe, era plausível acreditar em algum tipo de correção com a expressiva marca sendo alcançada. Mas o movimento de compra seguiu forte, muito por conta dos investidores entenderem o quão favoráveis e impactantes vêm sendo os últimos dias para o ativo. Em um espaço de aproximadamente 20 dias, tanto o mercado quanto a cultura que envolve os criptos romperam barreiras e estão cada vez mais próximos da “realidade”.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o BTC baixou perigosamente aos US$ 40 mil, se encontrando em alguns momentos durante as sessões abaixo da marca. Não coincidentemente, o movimento ocorreu após as duras ofensivas do governo da China aos criptoativos no geral, proibindo sua negociação e até mesmo sua mineração.

Em relativamente pouco tempo o mercado aguentou a pressão e o receio gerado pelo confronto com o outrora maior campo de mineração do planeta, inicialmente com a confiança de quem comprou na baixa, chegando até a virada entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em que o posicionamento mais amistoso do governo americano serviu de pontapé inicial para a alta que até agora não parou.

Resposta mundial é positiva

A conversa governamental sobre criptomoedas nos Estados Unidos se iniciou a partir do combate a crimes que envolviam os ativos de alguma forma. A preocupação era referente aos pagamentos de ataques cyberterroristas em criptos, mas logo a conversa evoluiu para questões que envolvem a aproximação dessa nova possibilidade com a carteira do americano.

Passando por debates sobre a segurança para investidores, regulações de gastos energéticos na mineração e até mesmo pelas stablecoins do dólar americano como fundos, foram divulgados nessa segunda-feira (18) pelo New York Times que confirmam o lançamento do primeiro ETF de futuros em Bitcoin a ser listado na bolsa de Nova Iorque (NYSE) previsto para a terça (19).

Outra nação que impactou positivamente nessa caminhada – e que mais do que nenhuma outra sentiu esses impactos – foi a modesta El Salvador. No dia 7 de setembro, deu seu próprio grito de independência ao adotar o Bitcoin como moeda oficial do país.

O início do período que colocou o país centro-americano no centro dos olhos da economia mundial foi relativamente turbulento, haja vista a brusca mudança estrutural e cultural exigida nesse processo. Mas o presidente Nayib Bukele se manteve firme em seus ideais, sendo mais um a adquirir Bitcoins na baixa para seu país, que já vem colhendo seus primeiros frutos.

O governo local anunciou no dia 9 de outubro o investimento de parte dos US$ 4 milhões de lucros obtidos até o momento com a alta na construção de um hospital veterinário em San Salvador, capital do país. Segundo Bukele, a estrutura contará com 4 salas de operações, 4 clínicas de emergências, 19 salas de atendimento e uma área de reabilitação.

O objetivo é de que, em uma média diária, o hospital teria capacidade de realizar 64 cirurgias, cerca de 130 emergências e quase 400 atendimentos gerais.

Outra prova do impacto real que os criptoativos como um todo foi que com menos de um mês da oficialização do BTC, a carteira governamental “Chivo” já tinha mais usuários do que os tradicionais bancos nacionais tinham conseguido alcançar em décadas, o que permitiu a mais salvadorenhos repassar e receber valores (22% do PIB do país vem de remessas oriundas dos Estados Unidos) sem burocracia ou taxas.

O “experimento” El Salvador vem dando muito certo, com a população quebrando recordes de transações, entre BTC e dólares, quase que diariamente. Pouco a pouco o ativo ganha mais adesão populacional e comercial e – mesmo para quem ainda não acredita ou entende muito bem – os US$ 30 em Bitcoin dados pelo governo à cada habitante que baixasse a carteira digital já se valorizou em 30%, com expectativas de que o percentual suba consideravelmente até o final do ano.

Todo esse movimento se estendeu por todo o mundo durante esse espaço-tempo tão crucial. Outros tigres asiáticos deram sinais positivos aos criptoativos mesmo frente à pressão chinesa, com destaque para o crescimento exponencial do contexto de criptos como um todo na Índia – o mais qualificado dos candidatos a suprir a falta dos chineses, caso seja necessário.

A Europa se tornou uma capital dos criptoativos com a ausência da China. Além de pouco a pouco ir tomando também as pautas governamentais do velho continente, as transações de criptoativos por lá somaram cerca de €870 bilhões em transações entre 2020 e 2021, com 25% de todas as negociações de criptos acontecendo no planeta tendo origem e/ou destino europeu.

Assim como os Estados Unidos, o Brasil também começou suas conversas visando o combate ao crime organizado. No caso tupiniquim, ao invés de cyberterrorismo, o objetivo inicial era de tratar dos inúmeros golpes ocorridos no estado do Rio de Janeiro, que utilizavam o investimento em criptomoedas como farsa para atrair vítimas para esquemas de pirâmide – vide GAS consultoria.

Agora, o debate em torno do projeto de lei 2303/15 também já evoluiu em solo brasileiro, aprofundando seu debate de uso e regulação, bem como outras funcionalidades do sistema em blockchains, que levou a B3 a começar os preparos para o serviço de oracle.

É muito provável que, em breve ou não, o Bitcoin e seus similares tenham novas baixas e sofram com algum tipo de descrença. Mas talvez, se perguntassem aos especialistas num passado recente qual país mais afetaria os ativos com uma proibição, muitas respostas girariam em torno da China, por ter sido por tanto tempo o centro de mineração e desenvolvimento tecnológico mundial do mercado.

A perda chinesa foi sentida, gerou tensão e dúvidas, mas serviu de doloroso ponto de partida para o fortalecimento do mundo dos criptoativos. Em suma, tudo indica que os criptoativos, puxados pelo seu principal representante, deram sua primeira amostra mais concreta para o mundo “off-chain”, e que não será esquecida facilmente.