Dogecoin e Shiba Inu seguindo na mesma direção?

O Dogecoin foi criado em dezembro de 2013 como uma moeda “meme”, ou seja, uma espécie de brincadeira. Talvez por isso tenha ficado praticamente sete anos sem chamar a atenção. Neste ano, no entanto, ocorreram dois forte movimentos de alta que certamente despertaram a curiosidade sobre a crypto. Em fevereiro, Dogecoin fez um rali acumulando uma valorização de 1.068% em apenas duas semanas. Em abril foram mais 972% de alta, quando então a crypto fez topo e começou a cair.

É possível que toda essa movimentação em Dogecoin tenha chamado tanta atenção que outros desenvolvedores decidiram entrar na brincadeira. Em maio de 2021 foi lançada outra criptomoeda “meme” muito parecida com Dogecoin. Até o mesmo meme foi usado como referência, e que também deu origem ao nome da crypto, que é a Shiba Inu.

Shiba Inu perdeu praticamente 80% de valor logo no seu lançamento, em maio, e depois de cair ficou quatro meses andando de lado. Em outubro, o cenário foi diferente, pois a crypto iniciou um forte movimento de alta, alcançando uma valorização de 979%. Mas, de forma similar à Dogecoin, após fazer topo vem caindo continuamente.

O movimento destas cryptos foi tão parecido, que fica difícil distinguir os gráficos.

O primeiro é o gráfico diário de Shiba Inu, enquanto o segundo é o gráfico semanal de Dogecoin.

Dogecoin.

Não há como prever o futuro, ainda mais quando se trata do mercado financeiro, pois o mercado é soberano. Mas, Dogecoin não parece que irá fazer outro movimento de alta como aqueles que fez no início do ano.

Apesar de ter uma grande comunidade que apoia a moeda, seus fundamentos são “fracos”, conforme explicado no artigo “Dogecoin, ou está crescendo ou morrendo”. Além disso, os fundadores da crypto não trabalham mais para o desenvolvimento da mesma. Dessa forma, não deve ocorrer nenhuma mudança no projeto da Dogecoin.

Com a queda do Bitcoin no sábado, Dogecoin chegou a cair mais de 37%, embora tenha se recuperado na sequência. Ainda assim, a crypto já acumula uma perda de aproximadamente 76% desde o topo ao preço atual.

Observando o gráfico semanal, é notado que o ativo está se segurando em uma região de suporte. Caso esse suporte seja perdido, um novo movimento de baixa pode acontecer, levando o preço até a linha branca.

Shiba Inu.

O cenário para Shiba Inu não é muito diferente. Apesar de o projeto da crypto ter fundamentos melhores do que o da Dogecoin, o ativo vem mostrando dificuldade para cessar o movimento de queda.

No sábado, Shiba Inu também fez um forte movimento de baixa, chegando a cair cerda de 28%, mas conseguiu se recuperar e fechou sobre o suporte. Ainda assim, do topo ao preço atual, a crypto já acumula uma perda de 58%.

Assim como Dogecoin, Shiba Inu continua trabalhando sobre um suporte, que se for perdido, pode levar o ativo a um novo movimento de baixa.

Se Shiba Inu seguir os passos de Dogecoin, é possível que continue caindo por bastante tempo ainda.

Divergência de baixa em Dogecoin, será que a crypto vai subir?

O mercado de criptomoedas vem se mostrando desafiador nas últimas semanas, com os principais ativos fazendo movimentos difíceis de interpretar. O Bitcoin vem a cada dia deixando mais sinais de que irá dar continuidade ao movimento de correção, mas por enquanto continua andando de lado. Já o Ethereum vem subindo pelo quinto dia consecutivo após bater em um suporte. O movimento é tão forte que a crypto pode voltar a trabalhar em topo histórico nos próximos dias, caso dê continuidade a alta.

Com as duas gigantes trabalhando em direções opostas, fica difícil se posicionar. Sem um viés claro, as cryptos passam a trabalhar dentro de consolidações. Este é o cenário para Dogecoin, que já vem trabalhando desde junho dentro de um grande canal.

Com a queda de sexta-feira (26/11), a crypto chegou a perder o canal. Mas passou a subir na sequência e voltou a trabalhar dentro da consolidação, mostrando que pode ter sido um falso rompimento.

Essa já é a quarta vez que este suporte é testado, mostrando assim que tem força para segurar o preço.

Também é importante observar que o ativo alcançou o terceiro alvo do pivô acionado após perder a média de 20.

Os alvos projetados por um pivô de baixa sempre se comportam como suporte, sendo o terceiro o mais forte deles. Como pode ser notado, Dogecoin mostrou respeito pelos 3 alvos, fazendo um pequeno movimento de recuo sempre que alcançou um deles.

Divergência de baixa.

No entanto, o que mais chama a atenção é uma divergência de baixa mostrada pelo OBV (On Balance Volume).

O OBV é um indicador volumétrico que apresenta o saldo de volume ao longo do tempo. Sempre que o ativo fecha em alta, o volume é somado, no caso de queda, o volume é subtraído.

Conforme mostrado, o OBV formou uma série de topos que respeitaram uma resistência. Com a alta dos últimos dias, esta resistência foi rompida e o indicador passou a sinalizar um movimento de alta.

Esta movimentação é considerada uma divergência, pois enquanto o preço continua abaixo do último topo, o OBV já fez o rompimento e está bem acima dos topos anteriores. O esperado para esta condição, é que o preço passe a subir, dando início a um movimento de alta.

Mas é preciso cautela!

Apesar de a crypto estar apresentando vários sinais de que pode fazer uma reversão e passar a subir, o preço continua em tendência de baixa.

Tanto a média móvel de 200 quanto a de 20 períodos continuam apontadas para baixo. Além disso, o movimento de ontem sugere que a média de 20 pode estar guiando o preço.

Por isso, o ideal seria esperar sinais mais claros de uma movimentação de alta. Principalmente porque, como mostrado no primeiro gráfico, existe um grande percurso caso a crypto busque novamente o topo do canal.

Dogecoin se preparando para nova queda!

O Dogecoin foi muito aclamado neste ano de 2021. A moeda “meme” chegou a subir mais de 1.000% entre abril e maio, após os comentários do presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, de que a Tesla aceitaria a moeda como forma de pagamento para a compra dos veículos.

Certamente esse incrível movimento de alta chamou a atenção de muitos investidores e especuladores. Provavelmente também chamou a atenção de muitas pessoas que pensaram que poderiam enriquecer comprando a crypto.

No entanto, após o forte movimento de alta, o Dogecoin começou a cair e continua mostrando sinais de baixa. Do topo formado em maio, a crypto já recuou mais de 70% até o momento.

Com um movimento de queda como esse, muitas pessoas perderam dinheiro. Principalmente porque não há uma expectativa de que a crypto pode retomar aos patamares em que estava.

Isto se deve, em grande parte, aos fundamentos por trás do projeto Dogecoin. Ou melhor, a falta de fundamentos. O que já foi explicado com mais detalhes no artigo “Dogecoin, ou está crescendo ou morrendo!

Ativo mostrando novos sinais de baixa.

Após um forte movimento de queda em agosto e setembro, a crypto começou a trabalhar dentro de um canal de alta, conseguindo assim recuperar parte do terreno perdido. Porém, ao tocar na média móvel de 200 períodos, o ativo mostrou respeito pela resistência e começou a cair.

Como pode ser visto, depois de perder o canal, o ativo ainda tentou subir, mas bateu na média móvel de 20 períodos e voltou a cair.

Traçando as retrações de Fibonacci sobre o movimento de alta, é visto que após perder o canal o ativo se segurou na retração de 61,8%. Mas, quando finalmente rompeu o suporte, caiu com força.

Hoje a crypto está fazendo um novo movimento de baixa e vem se segurando em uma região de fundo. Com o movimento realizado nos últimos dias seria possível pensar que um pivô de baixa está sendo armado. Fazendo a projeção do pivô, é visto que o segundo alvo coincide com a região de fundo.

Caso o pivô seja acionado, existe uma grande probabilidade de o ativo buscar a região de fundo. O que pode abrir caminho para um movimento de queda ainda maior, visto que a média móvel de 200 períodos já começou a inclinar para baixo.

Dogecoin, ou está crescendo ou morrendo!

Quando foi criada, em 2013, o Dogecoin se tornou a “moeda meme”, uma vez que seu token foi desenvolvido, em parte, para homenagear o meme do cachorro da raça Shiba Inu.

Entretanto, pelo menos teoricamente, existia um propósito maior para a criação da crypto. A ideia era criar uma alternativa para transferências de valores de forma rápida e com baixo custo.

Para isso, existem duas características que diferem bastante do Bitcoin: a escassez (ou a falta dela) e a velocidade de transações.

Escassez

Enquanto o Bitcoin é uma moeda escassa, que terá um limite de unidades em circulação, a quantidade de Dogecoins é limitada apenas pelo seu próprio valor. Isso quer dizer que não existe um limite de unidades de Dogecoins, pois elas podem ser mineradas conforme o desejo dos mineradores. Ou seja, enquanto existirem mineradores de Dogecoins, este continuarão sendo produzidos.

Já com o Bitcoin a situação é diferente, pois a crypto passa pelo processo de Halving, fazendo com que em média a cada 4 anos a quantidade de Bitcoins minerados seja reduzida pela metade.

Para se ter uma ideia da diferença de quantidade entre essas cryptos, o limite de Bitcoins que existirão no mercado é de 21 milhões, o que está previsto para acontecer no ano 2140. Já o Dogecoin conta atualmente com 129 bilhões de tokens no mercado.

Velocidade de transações

Com relação a velocidade de transações, o Bitcoin ainda se mostra muito lento, o que acaba também encarecendo o processo. Com o Dogecoin a situação é diferente, pois a crypto foi criada para tornar possível transações rápidas e de baixo custo. Sendo assim, apesar de ambas usarem a mesma base, a complexidade matemática por trás do processo de validação das transações do Dogecoin é muito mais simples do que a do Bitcoin, fazendo com que as transações ocorram de forma significativamente mais rápida.

Futuro do Dogecoin.

O Dogecoin não é um ativo que pode ser usado como reserva de valor, justamente por sua infinidade de tokens. Apesar da grande valorização que teve no início de 2021, é notado que o ativo se estabilizou e vem fazendo movimentos menores com o passar do tempo.

Observando o gráfico diário com o volume de negociações e uma média móvel de 100 períodos aplicada ao volume, pode ser notado que o ativo vem sendo menos negociado a cada dia.

Isto pode ser preocupante, pois o menor volume de negociações pode fazer o preço do ativo cair de forma lenta e constante, o que poderia levar a “morte” do ativo.

Se o objetivo da crypto é facilitar as transações de valores e estas transações serem menos utilizadas, parece óbvio que o ativo perderá valor. Deste modo, a menos que algo diferente aconteça, parece pouco provável que o Dogecoin volte a se valorizar muito.

Dogecoin quer se recolocar à frente das memecoins

Nas últimas semanas, em meio à altas recordes e números históricos de titãs do mercado como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e companhia, a Shiba Inu (SHIB) tomou parte dos holofotes para si.

Mesmo valendo ainda frações de centavos de dólares americanos e passando somente por seu primeiro momento de maturação, a incansável “Shib Army” vem fazendo sua parte para segurar o ativo enquanto aguarda o amadurecimento do projeto por trás de SHIB.

Com isso, não é simplesmente coincidência vermos, justamente nesse momento de oscilação da Shiba Inu, a sua “irmã mais velha” e rival Dogecoin (DOGE) se mexendo para retomar parte do destaque perdido.

Abordagem diferente deu resultado

A Dogecoin já é mais consolidada no mercado, apesar de ainda ter muito a fazer em seu promissor futuro. Tendo sua versão inicial lançada oficialmente em 6 de dezembro de 2013 por Billy Marcus e Jackson Palmer, chegou já em janeiro de 2014 a bater os US$ 60 milhões de capitalização.

O ativo foi fundado com o objetivo de atender uma fatia mais ampla e diversificada do público, escapando de problemas e polêmicas geralmente atravessados por outras criptomoedas ao abraçar a bandeira de “memecoin” para se promover a partir do bom humor. Do ponto de vista mais técnico, o projeto realmente entregava o que prometia com facilidade, abundância e preço acessível, chegando já ao meio do ano seguinte do seu lançamento aos 100 bilhões de coins mineradas.

Assim como Shiba Inu e sua armada, os investidores mais envolvidos com a Dogecoin são extremamente ativos na internet, o que colocou o ativo em evidência para o mundo em eventos como os jogos olímpicos de inverno de 2014, a Nascar (corrida em pista oval que faz sucesso nos Estados Unidos), sendo aceita por um período como método de pagamento na rede de fast-food Burguer King e arrecadando fundos em seu nome para causas humanitárias.

Movimentações como essas, atreladas ao humor e aos envolvidos investidores, atraíram os olhares do CEO da Tesla (TSLA), Elon Musk. Para muitos, essa conexão foi o ponto de virada da Dogecoin para ter a relevância que tem hoje, uma vez que Musk começou a agir quase como um garoto propaganda da moeda ao elogiar repetidas vezes a “força” da Doge e de sua comunidade no âmbito de trocas e pagamentos em geral.

Primeiros passos para reafirmar o protagonismo no seu nicho

A equipe responsável pela Dogecoin vê como favorável o momento para reafirmar o posto superior à Shiba Inu e começa seu “contra-ataque”. O principal destaque do âmbito mais prático de seu funcionamento fica por conta da atualização batizada de Core 1.14.5.

As novidades principais no processo são a redução de taxas envolvendo mineração e transações referentes à Dogecoin, além da elevação de nível na segurança tanto das Dogecoins já adquiridas mercado à fora, quanto da própria rede de funcionamento que registra movimentações e novas coins geradas.

Além das melhoras em seu funcionamento, a Doge voltou a ganhar holofotes após passar as últimas semanas ofuscada pela Shiba Inu com a ajuda do próprio Elon Musk.

No início de novembro (quinta-feira, dia 4) usuário de twitter Tree of Alpha revelou, após buscar pelos códigos-fonte das páginas de opções de pagamentos dos site da Tesla, que uma opção para compra de produtos com Dogecoin está sendo testada. O curioso é que os textos indicam que a opção de compra em Doge será descrita com a frase “Order with Shiba” – Pedir com Shiba, ao pé da letra no português.

Em primeiro plano, seria possível imaginar que a opção se referiria à Shiba Inu, mas além da clara preferência de Musk entre os dois ativos, mais detalhes indicam que o sistema da Tesla levará o cliente à uma página exclusiva para a troca e movimentação de Dogecoins.

Não existe muita surpresa na proximidade entre Shiba e Doge em aspectos de funcionamento, público e, principalente, objetivo. Contudo, a mais experiente dentre a moedas caninas já tem a sua disposição um portifólio de respeito além de aliado poderoso em Musk, pontos que, pelo menos por hora, coloca a Dogecoin em um patamar diferente da Shiba Inu e dos demais ativos que busquem seguir seus passos.

Crypto Radar: Shiba Inu surge como estrela após mês histórico para criptos

A“Shib Army” vem conquistando o mundo

A “brincadeira” virou coisa muito séria. Baseada a partir da Dogecoin (DOGE), memecoin que também ganhou espaço no mercado, a Shiba Inu (SHIB) atiça o imaginário dos investidores ao tentarem entender até onde a criptomoeda pode chegar após disparar 44.000% no ano e chegar em novembro passando por sua melhor fase.

Trata-se projeto novo (lançado em agosto de 2020), ambicioso, extremamente popular e ainda muito acessível, que se une à chamada Shib Army – a armada shiba – composta em sua maioria por jovens extremamente ativos e engajados internet à fora, configurando assim público mais do que ideal para impulsionar qualquer produto ao sucesso.

E o mercado está de olho nisso. Por votação via Twitter, uma maioria esmagadora de internautas convenceu o CEO da produtora de filmes AMC Entertainment (AMC), Adam Aron, à adicionar SHIB aos seus métodos de pagamentos junto do Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Litecoin (LTC), além da própria Dogecoin.

Pouco tempo depois, foi a vez do Bistrot d’Eleonore et Maxence, conceituado restaurante francês que integra o ilustre Guia Michelin, anunciar que também começará a aceitar o ascendente criptoativo como pagamento. Parece ser bem prudente, portanto, imaginar que a lista de empresas de destaque que olharão para Shiba Inu com bons olhos deve crescer em pouco tempo.

Potencial para impactar o mercado para sempre

É se baseando em cenários como esses que SHIB segue rompendo barreiras, tendo tomado o 9º lugar do ranking da plataforma Coinmarketcap justamente da Dogecoin, por exemplo.

Ainda sendo negociado por frações de centavos de dólar americano enquanto faz todo esse “estrago”, o ativo é visto pelos seus fiéis investidores como uma chance única de enriquecimento, com os maiores grupos de compradores e apoiadores promulgando a ideia de segurar SHIB pensando no longo prazo.

E o maior dos exemplos para um possível sucesso desse plano apareceu recentemente. Também via Twitter, o perfil Morning Brew rastreou o que pode se considerar como o maior trade individual de todos os tempos.

Uma transação localizada na blockchain da Ethereum feita em agosto de 2020 (novamente, época de lançamento da SHIB), registrou a compra de quase US$ 8 mil em Shiba Inu. Cerca de 400 dias depois, o montante – que de acordo com a página não é movimentado a mais de 200 dias – vale US$ 5,7 bilhões.

Uma curiosidade: o tempo sem entrada na conta ou qualquer outro tipo de movimentação, pode indicar até que o acesso à fortuna pode estar perdido para sempre.

Fortuna intocada à parte, encontrar um cenário destes é tudo que os investidores de cripto sonham: encontrar um verdadeiro tesouro ainda no início de sua caminhada e garantir um lucro histórico pagando um preço irrisório.

A missão é muito difícil, dada a infinidade de criptomoedas disponíveis e que ou fracassam por diferentes razões, ou disparam e chegam à preços mais altos.

A forma que a Shiba Inu vai tomando, entretanto, indica um ativo ainda na cada das partes de centavos americanos, enquanto vai ganhando o mercado e o mundo “off-chain”. A soma disso tudo pode resultar – caso tudo se mantenha em ritmo, pelo menos, similar – em uma das maiores oportunidades de investimento vistas na história recente.

Nos resta, então, observar com muito cuidado até onde o ativo SHIB pode ir, considerando a capacidade do projeto por trás de seu funcionamento em evoluir constantemente para atender às expectativas, além de considerar também como a sua “armada” vai se portar. Sua força coletiva foi crucial para chegarem até aqui, falta saber então se o enérgico movimento terá forças para manter o ideal vivo à longo prazo.

Crypto Weekend: 29 à 31 de Outubro

Parceria entre corretora de criptos e Dallas Mavericks entrega o maior prêmio já oferecido à torcedores

Na sexta-feira (29), durante as atrações de intervalo do jogo entre Dallas Mavericks e Denver Nuggets pela NBA, um torcedor dos Mavericks ganhou US$ 100 mil em Bitcoins (BTC) ao acertar 3 arremessos consecutivos (sendo o último, do meio da quadra). A premiação surgiu da recém-formada parceria entre a franquia de Dallas e a corretora de criptos Voyager Digital. De acordo com a equipe, foi o maior prêmio já distribuído no American Airlines Center, ginásio dos Mavs.

A parceria entre o time de basquete e a firma de corretagem foi firmada durante a última semana, dando início à parceria de 5 anos. Entre essa e outras movimentações entre as partes, a Voyager também adquiriu o Naming Rights do Mavs Gaming Hub, equipe de videogame (NBA 2K) que representa Dallas na NBA 2K league.

Dentre as franquias da maior liga de basquete do planeta, não é surpresa ver justamente os Mavericks se aproximando das moedas virtuais: o proprietário do time é o megainvestidor Mark Cuban, que diversas vezes já se pronunciou favorável às criptomoedas.

Outra novidade para os torcedores é que novos planos de fidelidade e recompensas do time vão girar em torno não somente do BTC, mas também de Ether (ETH) e Dogecoin (DOGE).

Americanos lucram com Bitcoin ao investirem cheques recebidos do governo

Seguindo no caminho para se estabelecerem em definitivo como o centro mundial dos criptoativos pós saída dos chineses, um investimento em específico feito por parte dos estadunidenses chama a atenção para a disseminação positiva dos criptoativos como recursos viáveis mesmo à nível popular.

Em pesquisa feita pela plataforma Cointelegraph, 1 em cada 10 entrevistados consideravam investir parcial ou completamente em Bitcoins os dólares recebidos através do Stimulus – programa governamental que disponibilizou cheques para pessoas físicas e empresas a passarem pelos problemas econômicos promovidos pela pandemia.

Fato é que com o fechamento do histórico mês de outubro para o BTC e para as demais moedas virtuais, relatos começam a surgir de americanos que lucraram ao acreditarem no crescimento do Bitcoin.

Dos US$ 3,2 mil distribuídos (em média) no decorrer do pacote emergencial, os beneficiados que colocaram seus recursos nesse mercado lucraram US$ 4.519, representando lucro de 141%. Talvez não coincidentemente, as 3 remessas totais – distribuídas em abril e dezembro de 2020 além de abril de 2021 – marcam momentos de início ou manutenção de altas vividas pelo Bitcoin.

Além de tomarem o posto de principal nação mineradora do planeta, receberem parte considerável dos projetos de criptoativos rechaçados pela China e seguirem movimentando boa parte dos volumes de mercado no setor, os Estados Unidos estão avançando com normas regulatórias que permitam aproximar o uso de criptomoedas junto à economia tradicional.

Cazaquistão mira posto de potência em mineração de criptos

Seguindo os passos do (até aqui) bem-sucedido experimento de El Salvador, outro economicamente modesto país visa se aproximar do mundo dos criptoativos em busca de um impulso econômico. Nesse caso, o Cazaquistão – país da Ásia central que está dentre os originados a partir da divisão da antiga república soviética – que já conta com políticas consideravelmente pró-criptos, volta seus olhos específicamente para a atividade de mineração.

De acordo com levantamentos feitos pela Central de Informações de Indústria e pela associação de Blockchains do país, a expectativa é de que com apoio governamental, a atividade gere cerca de US$ 1,5 bilhão de lucro para a economia nacional.

O principal desafio para alcançar estes números passa pelo maior alcance das regulamentações sobretudo de uso de energia por parte de mineradores independentes. Governo nacional e associados acreditam que com maior alcance, as normas podem garantir uso e preço energético mais justo tanto para mineradores, quanto para habitantes em geral.

A Universidade de Cambridge já aponta o Cazaquistão como o segundo maior responsável pela disponibilidade de Bitcoins no mundo, com 18,10% dos ativos minerados sendo creditados ao país. O percentual vem em crescente considerável, e o objetivo do país é de, dentro do possível “rivalizar” com os Estados Unidos, que ocupam o primeiro lugar da categoria com atuais 35,40%.

O fenômeno Shiba Inu

Origens

O Shiba Inu (SHIB) é um criptoativo jovem, criado em agosto de 2020, e é mais um ativo do mercado que possui um criador misterioso, simplesmente identificado como “Ryoshi”. Os amantes de coins reconhecem imediatamente a conexão com a raça canina japoneesa de mesmo nome, não à toa o animal é o símbolo da moeda.

Mas a conexão com o cachorrinho vem, na verdade, da principal “memecoin” do mercado – a DogeCoin (DOGE) – que se inspirou no conteúdo humorístico que se popularizou na internet justamente em torno de imagens de cães da raça em questão.

O Shiba Token, como também é popularmente conhecido, teve seu funcionamento diretamente moldado do ativo concorrente. Não à toa disputam o mesmo espaço de mercado, com SHIB sendo apelidado de “assassina da Dogecoin.”

Ganhando o mundo fora dos blockchains

A ascenção do SHIB começou efetivamente em 2021 e de maneira similar à outros criptos promissores do ano: com o ativo rompendo as barreiras do mundo virtual. A principal movimentação ocorreu em março, quando Vitalik Buterin, bilhonário investidor do mercado de criptos, doou cerca de 50 trilhões de SHIB – mais de US$1 bilhão na época – para o fundo indiano de combate à Covid-19.

Entretanto, quem seguiu colocando o Shiba Inu em pauta foi Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA). Como já fez com outros ativos, como o Bitcoin (BTC) e o próprio Dogecoin, usou de sua influência e capacidade como proprietário de uma das empresas mais inovadoras do planeta para “manipular” os preços dos ativos com simples tweets. 

Se aproveitando do enorme movimento de alta do mercado na virada do mês de setembro para outubro em que o ativo já havia subido 55% após o anúncio do projeto de uma exchange descentralizada própria, Musk usou mais uma vez de seu Twitter para fazer uma “brincadeira” com seus seguidores, na qual elogiava seus cachorros – da raça Shiba Inu – e deixava subentendido o apoio e até maiores intenções com a moeda virtual.

Como resultado, os preços subirem ainda mais, batendo 240% de lucro semanal, em movimentação que impulsionou ativo a ultrapassar o volume de cotação da Ethereum (ETH) no último final de semana – US$ 15,65 bi contra US$ 15,59 bi no domingo (24) – e apontou nova alta de 50% no domingo (24).

Entretanto, mais uma vez Musk entrou em cena: também via Twitter, o empresário respondeu à seguidores que, no fim das contas, não contava com nenhuma unidade de Shiba Token em seu portifólio, impulsionando o movimento vendedor agressivo que abriu a segunda-feira (25) com baixas de até 20%.

De qualquer forma, o SHIB continua sendo um grande sucesso, sobretudo ao se considerar percentuais de lucro obtidos em 2021. No recorte de um ano, os gráficos apontam para valorização acima dos 44.000%.

A expectativa é de que seu “time” não para por aí. Isso porque além da própria equipe responsável diretamente pela manutenção do projeto, internet à fora vai mobilizando uma verdadeira “torcida” para seu sucesso.

Parando bem para pensar: apesar de não ser garantia de sucesso, a equação composta por um ativo extremamente barato (US$0.0000414 a coin na cotação do início da tarde do dia 25), popular e novo: com um público extremamente engajado e também jovem, dá à Shiba Inu um combustivel de alta validade e capacidade de combustão para superar problemas e impulsionar os bons momentos.

Mesmo que seu próprio ecossistema ainda tenha muito a evoluir ainda, é fato que ainda ouviremos bastante do cripto que começou como resposta à brincadeiras, mas se transformou rapidamente em algo muito sério.

Alta generalizada para as criptomoedas.

Após acionar um pivô de alta no gráfico semanal, o Bitcoin vem subindo com força e hoje alcançou o alvo de 100% projetado pelo pivô. Com essa movimentação de alta, a criptomoeda superou, inclusive, o topo histórico formado no dia 14 de abril na casa dos 64.882 dólares.

Em paralelo, o Ethereum também vem subindo com força hoje, superando o alvo de 100% projetado pelo pivô acionado no gráfico diário. Com esse movimento, a criptomoeda também aciona um pivô no gráfico semanal. Isto pode dar ainda mais impulso para levar o ativo à região do topo histórico.

Essa movimentação já havia sido explicada com mais detalhes no artigo “Em mais um dia de alta, Bitcoin e Ethereum alcançam o primeiro alvo.

O que chama a atenção, no entanto, é o comportamento das demais criptomoedas no dia de hoje. A forte movimentação de alta realizada pelas duas principais moedas digitais, o Bitcoin e o Ethereum, deu força para as demais e o que se observa é uma alta generalizada.

XRP

A XRP vem de um movimento de alta nos últimos dias, recuou até a média móvel de 20 períodos e hoje volta a subir com força. Esta movimentação sugere que a criptomoeda irá acionar um pivô alinhado com a média de 20. Uma vez que se trata de um forte padrão de alta que tem como primeiro alvo a região do último topo, é muito provável que o ativo suba até lá nos próximos dias.

Solana.

A Solana vinha trabalhando em um movimento lateral, mas com a alta de hoje desenhou um padrão muito interessante. Quando um ativo aciona um pivô menor, dentro de outro maior, este padrão é conhecido como “Trick entry”. Em um contexto de tendência, se trata de um padrão com alta probabilidade de acerto.

Com a alta de hoje, a Solana acionou um pequeno pivô alinhado com a média móvel de 20 períodos, o que por si só já é um padrão muito confiável. Entretanto, este pivô também é uma “trick entry”, pois está dentro de um pivô maior. Caso o alvo de 100% do pivô menor seja alcançado, o ativo estará acionando também o pivô maior.

É interessante notar que o alvo de 100% do pivô maior coincide com o topo histórico do ativo. Deste modo, caso essa movimentação de alta ocorra, é provável que a criptomoeda alcance novamente esta região de topo.

Binance Coin.

A Binance coin vem em uma forte movimentação de alta desde o final de setembro, quando fez fundo. A criptomoeda acionou um pivô de alta alinhado com a média móvel de 20 períodos e, com a forte alta de hoje, se aproxima do alvo de 100% projetado pelo pivô.

Esta movimentação já foi explicada no artigo “Binance coin mirando o topo!

Demais criptomoedas.

A Polkadot também segue subindo com força hoje, em uma alta de mais de 8%. Com esse movimento, a criptomoeda se aproxima do alvo de 161,8% de um pivô que foi acionado na semana passada.

A Luna fez um movimento de baixa e passou a trabalhar abaixo da média móvel de 20 períodos mostrando fraqueza. Hoje, no entanto, sobe mais de 11% superando novamente a média e indicando que pode ir buscar topo.

A Dogecoin também sobe, porém permanece trabalhando nas retrações do forte movimento de alta que fez em agosto.