Ações asiáticas sobem com manutenção do bom humor dos mercados

Os ativos de risco estão se recuperando bem nos últimos dias após um surto de turbulência desencadeado pelo surgimento da nova variante da Covid-19. 

O alívio veio após constatações de que os casos da ômicron não sobrecarregaram os hospitais e nem requereram medidas de restrições consideráveis. 

Com isso, o Nikkei 225 fechou com alta de 1,42% no Japão. Já o índice coreano Kospi subiu 0,34%. O australiano ASX 200 ganhou 1,25%. Na China, o Shanghai Composite variou 1,18%.

Vacina da Pfizer

A última boa notícia revelada foi que a vacina da Pfizer mostrou fornecer proteção parcial contra a variante ômicron em um estudo sul-africano.

Um laboratório do Instituto de Pesquisa em Saúde da África, na África do Sul, testou o sangue de 12 pessoas que haviam sido vacinadas com a vacina da Pfizer/BioNTech.

Os resultados mostraram uma queda muito alta na neutralização da variante ômicron em relação a uma cepa anterior da Covid.

Porém, os dados preliminares no manuscrito ainda não foram revisados por pares, o que requer cuidado na conclusão.

“Essa evidência anedótica parece ter acalmado os mercados financeiros, por enquanto, como evidenciado pela recuperação dos ativos de risco”, disse Carol Kong, estrategista do Commonwealth Bank of Australia, em uma nota. 

“Mas alertamos contra tirar conclusões desses primeiros relatórios.” A menos que a variante se mostre resistente às vacinas, “esperamos que a economia global continue em grande parte com seu caminho de recuperação pré-omicron”, disse a analista.

Fatores de risco no radar

Apesar da calmaria estar levando os mercados para cima nesta semana, os investidores podem não estar livres de novas turbulências.

Isso porque ainda persistem as preocupações sobre as respostas dos bancos centrais às elevadas pressões de preços, novas restrições para conter a disseminação do ômicron e aumento das tensões geopolíticas. 

Política monetária

Sobre a política monetária, Jeffrey Gundlach, sócio fundador da DoubleLine Capital LP, vê “águas turbulentas” à frente para os mercados financeiros, já que o Federal Reserve está prestes a acelerar o fim da flexibilização quantitativa e, em seguida, voltar-se para o aumento das taxas de juros. 

O Goldman Sachs Group Inc. está alertando os compradores de queda para proceder com cautela em meio à inclinação do Fed em intensificar suas ações em direção ao aperto monetário.

EUA e Rússia 

No cenário geopolítico, o destaque é para o acirramento do embate entre EUA e Rússia sobre as ações deste último na Ucrânia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, mencionou na quarta-feira (01/12), durante reunião da OTAN, a existência de “evidências” de que a Rússia poderia estar planejando uma invasão à Ucrânia e ameaçou Moscou com sanções econômicas significativas em caso de ataque.

Ontem (07/12), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tiveram uma conversa virtual de duas horas sobre a Ucrânia e outras disputas, em meio aos temores ocidentais de que a Rússia esteja prestes a invadir sua vizinha do sul.

O Kremlin disse esperar que os dois líderes consigam realizar uma cúpula presencial para debater o que descreve como o estado lamentável das relações EUA-Rússia, que estão em seu pior momento desde o fim da Guerra Fria. 

Em tom apaziguador, Dimitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que os dois líderes procurarão encontrar uma solução conjunta para a questão, porém, manteve a guarda levantada ao afirmar que a Rússia buscará garantir seus interesses.

“Estamos buscando relações boas, previsíveis com os Estados Unidos. A Rússia nunca pretendeu atacar ninguém, mas temos nossas preocupações e temos nossas linhas vermelhas”, disse Peskov.

Antes da videoconferência, autoridades norte-americanas disseram que Biden diria a Putin que a Rússia e seus bancos poderiam ser atingidos pelas piores sanções econômicas até hoje se invadir a Ucrânia.

Mercado aposta em Selic a 9,25%

Depois, em 2022, o mercado espera uma manutenção dos aumentos, culminando para uma Selic em 11,25% ou até 12% ao ano.

Chegando a tal patamar mais elevado, é provável que a Selic permaneça em tal nível por um bom período, até que as expectativas para a inflação voltem aos níveis normais, dentro da meta.

Poupança vai voltar a render 6,17% ao ano

Com o aumento da Selic, a taxa vai ultrapassar a barreira de 8,5% ao ano, sendo assim, as regras para a poupança serão alteradas e a rentabilidade muda.

Ao invés de pegar 70% do CDI, a poupança passa a pagar 6,17% fixos. Existe ainda a correção pela TR (Taxa referencial), porém, a TR há anos não vem registrando valor considerável, portanto, dificilmente haverá impactos por meio da TR.

Como a poupança é um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros para manter pequenas e até elevadas reservas financeiras, conhecer melhor sobre o produto é interessante.

Para aqueles que têm valores na poupança antes da alta da Selic (que provavelmente vai jogar o juro para 9,25% ao ano) a rentabilidade permanece-nos 70% do CDI, fato que é mais interessante.

Considerando que a Selic possa alcançar os 11%, aqueles que estão posicionados na poupança vão ter uma remuneração de 7,7% aproximadamente.

É claro que havendo a retração da Selic, com eventuais cortes do BC, depois que a inflação esteja controlada, a melhor opção é sacar os recursos da poupança e investir logo em seguida, para conseguir travar a remuneração em 6% ao ano.

Vale destacar ainda que existem inúmeros investimentos que podem entregar mais do que poupança e são tão seguros quanto.

CDBs, LCI e LCAs são algumas das opções. Ainda existe o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Mercado reage bem no dia

O dia de hoje foi marcado pelo bom desempenho dos mercados. O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,65%, já o S&P 500 valorizou mais de 2%.

O dólar registrou queda frente ao real, desvalorização de 1,33%, já o ouro (OZ1D) caiu mais 0,25%.

Aparentemente, a variante Ômicron parece ser menos letal, fato que vem se consolidando, mas ainda não há informação definitiva sobre a variante.

Por outro lado, os ruídos da Evergrande começam a ecoar novamente. O sistema imobiliário chinês parece não estar se recuperando, e a Evergrande pode estar enfrentando problemas ainda maiores.

Existe inclusive a expectativa que a incorporadora chinesa não consiga quitar uma de suas obrigações, prestes a vencer.

Bolsas sobem no mundo todo com sensação de risco sistêmico menor

Nesta terça-feira (07/12), as principais bolsas de valores dos quatro cantos do globo subiram fortemente, com os investidores precificando a visão de que a variante ômicron da COVID-19 não causará grandes danos econômicos.

Soma-se a isso, as perspectivas positivas vindas da China, com o governo se comprometendo a fornecer estímulos pontuais para fortalecer a recuperação econômica do gigante asiático. 

Até às 16h05 desta tarde, o S&P 500 subia 2,09%, aos 4.686,43 pontos. O Dow Jones somou 1,43% e a Nasdaq 3,13%. 

Na Europa, o CAC francês disparou 2,91% e o DAX 2,83%.

Aqui no Brasil, o Ibovespa seguia a alta de ontem e avançava 0,79%, superando os 107.700 pontos.

Impacto reduzido da Ômicron

Os investidores já se decidiram sobre a ômicron e acreditam que outro grande choque econômico será evitado, disse Fawad Razaqzada, analista de mercado da Think Markets.

“Após uma consideração cuidadosa, eles acham que provavelmente não é mais perigoso do que a variante Delta do coronavírus e que os bloqueios e restrições preventivos que vimos irão diminuir em breve”, disse Razaqzada em uma nota.

Nas últimas notícias sobre o coronavírus, as agências de saúde da União Européia recomendaram que as vacinas COVID-19 fossem misturadas e combinadas tanto para injeções iniciais quanto para doses de reforço, enquanto a região enfrenta casos crescentes antes do Natal.

A evolução da ômicron foi positiva para os preços do petróleo, que subiram cerca de US$ 3 na esperança de que a nova variante se mostre menos prejudicial e com a perspectiva de um aumento iminente na demanda da commodity energética. 

Agora à tarde, o Brent subia 3,38%, cotado a US$ 75,55 o barril, e o WTI 3,83%, cotado a US$ 72,16 o barril.

Atenção se volta para o Fed

As expectativas de que o Federal Reserve (Fed) acelerará a redução de seu programa de compra de títulos na próxima semana, em resposta a um aperto no mercado de trabalho, incentivou a corrida dos investidores globais para o dólar.

O Dollar Index, índice que avalia o dólar dos Estados Unidos em comparação com uma cesta com as principais moedas do mundo, subia 0,15%, mantendo-se acima dos 96 mil pontos.

As expectativas com a possível decisão do Fed de apertar sua política monetária também apareceram nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos, que aumentaram 1,4 pontos base, para 1,448%.

No geral, os agentes de mercado acreditam que o Fed fará mais do que foi estabelecido no seu plano inicial, e intensificará o combate à inflação.

Estímulos na China

Os ânimos dos mercados também melhoraram depois que o banco central da China injetou sua segunda rodada de estímulos desde julho, cortando a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter em reserva.

No entanto, a incerteza sobre o setor imobiliário se mantém, à medida que Evergrande oscilava à beira do default novamente. 

Mas os dados que mostram um crescimento mais forte das importações foram “um sinal positivo sobre a força da demanda doméstica”, disse o analista do RBC, Adam Cole.

Mais inflação para 2022.

Ou seja, se isso realmente acontecer, a meta estabelecida para a inflação também será quebrada em 2022.

Por mais que o aumento seja pouco acima do teto, existe a preocupação que o “descontrole” possa influenciar em mais aumento da inflação e isso contamine ainda mais os preços.

Em outras palavras, o Banco Central, pode estar abrindo mão de algo que deveria ser visto com mais atenção.

Dólar sobe e ouro cai

O dia na bolsa de valores foi bom. O Ibovespa manteve o seu ritmo de recuperação, subindo mais 1,70%.

Já o S & P 500 subiu mais de 1,17%. O dólar ficou mais caro no Brasil, a moeda norte-americana registrou valorização de 0,63%, enquanto o ouro (OZ1D) registrou leve queda de 0,06%.

Por mais que o dólar esteja em alta no Brasil, o ouro vem caindo. Uma das causas para a queda do ouro, pode estar vinculada às notícias menos alarmantes referentes a variante Ômicron.

Como ainda não há dados contundentes da relação das vacinas e da nova variante, o mercado ainda fica na expectativa, mas, a princípio, parece que a nova variante não é tão letal, ou tão perigosa quanto às demais variantes e até o próprio COVID-19 original.

Vale destacar que em dezembro, o Ibovespa vem se recuperando bem, chegando a valorização de 4,85%.

Inflação mais alta, o que fazer?

Como as expectativas são para mais inflação, a tendência é de juros maiores e de uma manutenção de tal patamar, por mais tempo.

Portanto, é bem provável que o Brasil conviva em 2022 com uma taxa de juro alta e uma inflação alta.

Como a tendência é de ver um juro real atraente, com bons ganhos para a renda fixa convencional, o negócio é dar foco na renda fixa.

Tesouro Direto e demais títulos, como os CDBs, LCI e LCA, são ótimas opções. Buscar alternativas de renda fixa atreladas ao CDI ou ao IPCA são as melhores opções.

Não esquecendo que o investidor precisa dar atenção a qualidade da instituição onde o planeja investir, além dos prazos dos títulos. O melhor é buscar títulos com vencimento curto.

Como o mundo ainda não está totalmente recuperado, é bom manter na carteira posição em ativos considerados defensivos, como é o caso do dólar e do ouro.

Por outro lado, fique atento à renda variável. A bolsa de valores vem dando sinais de recuperação e as coisas podem melhorar no futuro, por isso, é bom aproveitar oportunidades e investir.

Análise do dólar: cotação se aproxima dos R$ 5,70 e mercado monitora eventos importantes

O dólar operou com leve alta nesta segunda-feira (06/12), com investidores reagindo a uma semana cheia de eventos importantes. 

A moeda norte-americana subia 0,71% até às 16h49, cotada a R$ 5,6925 e se aproximando da área de resistência, por volta dos R$ 5,70.

Um possível rompimento da resistência poderá indicar uma trajetória de alta até a próxima zona de resistência, localizada aos R$ 5,88.

Eventos importantes deverão impactar o ânimo dos investidores ao longo da semana e determinar se o patamar atual de preços será ou não rompido.

Agenda econômica da semana

Na quarta-feira (08/12) sairá a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM). A princípio, é esperado que o BC mantenha a decisão anterior de elevar a Selic em 150 pontos-base.

Também na quarta-feira (08/12), teremos o relatório de empregos Jolts dos Estados Unidos que trará novos dados sobre o panorama de emprego no país. 

Na quinta-feira (09/12), serão apresentados os pedidos de auxílio-desemprego. Na sexta-feira (10/12) será a vez dos dados de inflação ao consumidor (CPI, em inglês) e ao produtor (PPI) na sexta-feira.

Por fim, as novas informações sobre a variante ômicron também estão no radar do mercado. Qualquer indicativo sobre sua gravidade deve impactar fortemente os mercados, tanto para cima quanto para baixo.

Caso os eventos citados surpreendam os investidores, com decisões e dados diferentes das expectativas, poderemos ver forte oscilação na taxa de câmbio.

Relatório Focus revela projeções do mercado

Como já é de conhecimento do investidor, segunda-feira é dia de divulgação do relatório Focus pelo BC. O relatório mostra as expectativas dos analistas das instituições financeiras para os principais indicadores da economia, como inflação, juros, PIB e câmbio.

No relatório de hoje, as projeções mudaram em relação à semana anterior, porém em magnitude menor do que a dos relatórios passados, o que pode indicar uma estabilização das expectativas.

A projeção do mercado para a inflação de 2021 subiu de 10,15% para 10,18%. Para 2022, subiu de 5% para 5,02%. 

Para o crescimento do PIB a variação foi de baixa, que passou de 4,78% para 4,71%. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 0,58% para 0,51%.

Para a Selic, a estimativa foi mantida em 9,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Para o fim de 2022, os economistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic de 11,25% ao ano.

Já para o dólar, a projeção subiu de R$ 5,50 para R$ 5,56 para o fim de 2021 e de R$ 5,50 para R$ 5,55 para o fim de 2022.

Saiba quais os eventos da semana deverão agitar os mercados

O avanço dos preços ao consumidor é motivo de preocupação por parte dos dirigentes dos Bancos Centrais dos quatro cantos do mundo. As expectativas dos investidores é que isso pode culminar em um avanço dos juros antes do esperado. 

No Brasil, a Selic deve subir 1,50 pontos percentuais na próxima reunião do Copom na quarta-feira e chegar à casa de 9,25%.

Porém, há projeções que já esperam os juros básicos da economia acima de 10% até o final de 2021. Na sexta-feira, o IPCA de novembro deve dar o tom dos negócios. 

Já nos Estados Unidos, o mercado está de olho nos dados do payroll e do relatório Jolts de emprego e de auxílio-desemprego desta semana. Estes dados devem direcionar os rumos da política monetária do Fed nas próximas reuniões.

Os dados inflacionários dos EUA, medidos pelo CPI, também devem movimentar o último pregão da semana.

Outro fator que deverá movimentar bem os mercados são as notícias sobre a nova variante da Covid-19, chamada de ômicron. 

O receio é que uma nova onda de contaminação abra margem para a retomada das políticas de restrição de viagens e comércio no mundo, o que derrubaria fortemente a atividade econômica global que ainda não se recuperou do baque inicial da pandemia.

Selic e IPCA

Na quarta-feira (08/12) sairá a decisão de política monetária do Banco Central. A princípio, é esperado que o BC mantenha a decisão anterior de elevar a Selic em 150 pontos-base.

Porém, há expectativas que sugerem que o avanço da inflação pode alterar este rumo e levar o BC a subir a taxa de juros acima dos 1,50% esperados pelo mercado.

Por outro lado, os dados mais fracos do PIB podem aliviar as pressões inflacionárias do lado da demanda.

Já na sexta-feira (10/12), o IBGE divulgará o IPCA de novembro, que deve trazer um novo avanço, pressionado pelos combustíveis e energia elétrica.

Dados dos EUA

Também na quarta-feira (08/12), teremos o relatório de empregos Jolts dos Estados Unidos que trará novos dados sobre o panorama de emprego no país. 

Em seguida, na quinta-feira (09/12), serão apresentados os pedidos de auxílio-desemprego.

E para finalizar a semana, na sexta-feira (10/12) será a vez dos dados de inflação ao consumidor (CPI, em inglês) e ao produtor (PPI) na sexta-feira.

Esses dados são importantes pois servem de indicativos para o mercado calcular o que deve ser esperado pelo Fed na sua última reunião do ano, em 14 e 15 de dezembro.

Os EUA já enfrentam a maior inflação em 30 anos, porém, os dados de produção e emprego também estão no radar da autoridade monetária, que afirmou no início da pandemia que só voltaria a subir os juros após a atividade econômica retomar ao seu nível normal..

Jerome Powell, presidente do BC americano, já assumiu o caráter não temporário da alta de preços, o que chama ainda mais a atenção para qualquer dado inflacionário dos EUA. 

No geral, é esperado que o Fed eleve os juros no primeiro semestre de 2022, o que pode acontecer até mesmo antes, dependendo dos próximos dados de inflação e emprego.

Covid-19 e sua nova variante

Por fim, o investidor deve ficar de olho nas novas informações sobre a variante ômicron. Qualquer indicativo sobre sua gravidade deve impactar fortemente os mercados, tanto para cima quanto para baixo.

Os novos dados indicam que as infecções pela cepa mais recente do coronavírus causam quadros leves e pouco graves, como informou  Anthony Fauci, infectologista e conselheiro da Casa Branca. 

A informação deu espaço para as bolsas iniciarem a semana em terreno positivo, mas os próximos dias devem ser agitados para os investidores.

Dívida Bruta pode terminar 2021 em 80,6% do PIB.

Se isso de fato ocorrer, teremos uma grande redução comparada ao final de 2020, quando a dívida chegou à casa dos 88% do PIB.

Querendo ou não, o PIB vem mostrando força (abaixo das expectativas, mas vem crescendo) e as coisas vêm se recuperando, pelo menos na parte fiscal.

Expectativas para a dívida de 76,6% do PIB em 2030.

Além das expectativas com relação ao ano de 2021, ainda existem as estimativas para os próximos anos.

Quando analisada essa estimativa, fica claro que o Tesouro Nacional considera a possibilidade de melhora do cenário fiscal ano após ano.

Até 2030, se tudo der certo, a dívida bruta pode chegar aos 76,6% do PIB. Lembrando que a dívida bruta antes da pandemia estava em 74,3% do PIB.

Portanto, mesmo em 2030, a dívida não chegará aos níveis pré- pandemia. Se por um lado essas notícias são boas, porque deixam evidenciado que existe uma expectativa para melhora do quadro fiscal, com a redução da vida, do outro lado, há certa preocupação com a lentidão dessa melhora.

Como houve uma grande alocação de recursos para tentar amenizar os efeitos da pandemia no Brasil, havia uma expectativa que a recuperação pudesse ser mais forte, fato que não vem se evidenciando.

Ao menos, do jeito que está o Brasil aparentemente vem se recuperando. Um pouco mais lento, mas vem.

Como o mercado vai reagir?

A melhora do cenário fiscal de qualquer forma é animadora e dá um humor diferente ao mercado.

Se o Brasil vem conseguindo arrecadar mais, é porque as empresas vêm conseguindo vender mais e isso vai gerar mais dinheiro para os cofres públicos, por meio dos impostos.

É fato que a inflação também vem ajudando na melhora do cenário. Com mais inflação e um juro real negativo, a dívida se amortiza por si só (a arrecadação aumenta porque há o aumento dos preços e, portanto, o recolhimento segue o caminho do aumento).

A dúvida fica por conta do caminho que o Brasil vai fazer de fato até 2030. Será que não haverá mais gastos?  O governo federal colocou a PEC dos Precatórios para ser votada e não conseguiu emplacar reformas que pudessem ajudar no custeio.

Isso gera a necessidade de um PIB mais forte, forte suficiente para cobrir os gastos além da dívida que já existe.

Como existem dúvidas, mas há expectativa de um futuro melhor, o investidor precisa manter uma carteira bem diversificada, na medida do possível.

Investir na renda fixa é uma boa opção para o momento, sem esquecer-se da renda variável. Há oportunidades pipocando a todo o momento. Para equilibrar a carteira, o investimento em dólar e ouro também pode ajudar.

Ouro avança com dados ruins de emprego nos EUA

Os preços do ouro subiram nesta sexta-feira (03/12), com o mercado tentando avaliar o impacto potencial de um fraco relatório de empregos dos EUA sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed), uma vez que a nova variante do coronavírus continua gerando incerteza na economia.

O ouro já estava se mantendo estável à frente do relatório de empregos e, desde então, aumentou sua reação inicial aos números de emprego mais fracos do que o esperado.

Já o dólar americano, à princípio, enfraqueceu após a divulgação dos dados, antes de se firmar novamente, tornando a commodity metálica mais cara para os detentores de outras moedas.

Com isso, o ouro à vista subiu 0,8% para US$ 1.783,03/onça às 16h30, evitando o que teria sido uma terceira perda semanal consecutiva. Os contratos futuros de ouro dos EUA subiram 1,22%, sendo negociados a $ 1.784,20/onça em Nova York.

Já o dólar se valorizava frente ao real, com a cotação subindo 0,50%, a R$ 5,6750.

Criação de empregos nos EUA

O Bureau of Labor Statistics informou hoje que 210.000 empregos foram criados durante o mês de novembro.

O valor foi bem abaixo das projeções feitas por economistas de mercado, que esperavam a criação de 535.000 empregos.

O número mostrou uma aceleração dos números revisados de outubro, quando foram criadas 546 mil vagas – inicialmente o dado era de 531 mil conforme divulgado em novembro.

A taxa de desemprego caiu para 4,2% da força de trabalho, abaixo dos 4,6% de outubro. Os analistas esperavam uma taxa de 4,5%.

Já o salário médio por hora no mês passado teve uma alta anual de 4,8%, abaixo da projeção de 5% do mercado, mas igual aos 4,8% do mês anterior.

Expectativas de reação do Fed

Os dados fracos de emprego e renda geraram uma incerteza adicional sobre o que esperar da decisão do Fed referente à sua política monetária.

Até o momento, o banco central norte-americano vem gerando estímulos com compras de ativos para promover a queda dos juros e o aumento da liquidez na economia.

Com a inflação persistente, as expectativas dos agentes de mercado eram de que o Fed iria acelerar o ritmo de retirada destes estímulos e, até o meio de 2022, começar a aumentar os juros.

Porém, se a economia mostrar sinais de que ainda não se recuperou da crise da pandemia, o Fed poderá recuar na sua decisão de aperto monetário e manter os estímulos por mais algum tempo.

O ouro é tradicionalmente visto como uma proteção contra o aumento dos níveis de preços, porém, o aumento dos juros é negativo para o metal, que não tem rendimentos.

Diante disso, o salto do ouro no dia de hoje sugeriu que o mercado começa a trabalhar com a suspeita de que o Fed manterá a precaução na próxima reunião do Fomc (Comitê de política monetária dos Fed), que acontece nos dias 14 e 15 de dezembro.

PIB do Brasil caiu 0,1% no terceiro trimestre.

Considerando o período anterior (terceiro trimestre de 2020) o Brasil vem alcançando alta de 4%.

Porém, a segunda queda do PIB consecutiva vem mostrando que as coisas não andam tão bem, ou que existem riscos com relação ao PIB. Do jeito que está dificilmente o Brasil vai conseguir alcançar um PIB de 5% ainda em 2021.

Vale destacar que o IBGE também fez a revisão do PIB referente ao segundo trimestre de 2021, e constatou que houve uma queda de 0,4% e não de 0,1%.

Apesar da queda do PIB, o mercado reagiu.

Mesmo com a divulgação do resultado negativo do PIB, o Ibovespa alcançou alta de 3,66%, sendo que o dólar caiu 0,82% chegando aos R$ 5,65.

Com essa valorização, o Ibovespa consegue recuperar parte de suas perdas. Mas o principal índice brasileiro ainda está longe de alcançar os 120 mil pontos, por exemplo.

No momento, o Ibovespa vem amargando perdas de 12,11% em 2021. Ao contrário do Ibovespa, o S&P 500 acumula alta de 23,68%.

Observando isso, fica claro que o investidor precisa ter parte do patrimônio alocada em ativos com referência no exterior, como é o caso do IVVB11 (ETF que segue o S&P 500).

Existem outros ETF que seguem o índice norte-americano, e inclusive fundos de investimento. Com uma diversificação bem calibrada, o investidor consegue reduzir eventuais volatilidades do mercado interno.

Uma pessoa com uma carteira dividida entre o S&P 500 e outra parte em Ibovespa, estaria registrando ganhos, uma vez que as perdas do Ibovespa não seriam suficientes para reduzir todos os ganhos auferidos como o S&P 500.

É claro que as proporções e a estratégia empregada vai de investidor para investidor, mas é importante pensar bem sobre alocar recursos em diferentes mercados, principalmente nos de origem norte-americana.

Junto do dólar, o ouro também caiu.

O ouro (OZ1D) caiu 1,53%. Mesmo com uma leve valorização do ouro (XAU) nos Estados Unidos, o ouro no Brasil ainda performou abaixo. Isso provavelmente aconteceu devido à queda do dólar.

Como o ouro no Brasil é influenciado pela cotação do dólar, quando a moeda norte-americana cai, o ouro também pode acabar seguindo o mesmo rumo.

Se de um lado nós temos os produtos de renda variável bem voláteis, do outro há a renda fixa. A renda fixa ainda vem performando muito bem e com boas expectativas para 2022.

Caso a situação com relação à inflação se mantenha ruim, é provável que a Selic permaneça em níveis elevados. Isso vai gerar retornos melhores em diversos produtos de renda fixa, como os CDBs, LCI e LCA, além das letras do Tesouro Direto.

Bolsa dispara com dados sobre queda do PIB

O Ibovespa dispara 2,75% no meio dia desta quinta-feira (02/12), destoando das bolsas mundiais que desabam com receios dos efeitos da variante ômicron.

Com a alta, o índice alcançou os 103.800 pontos. Já o dólar, vem caindo 1,03%, cotado a US$ 5,63.

A principal notícia econômica do dia foi a queda do PIB no terceiro trimestre de 2021. 

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção brasileira caiu 0,1%, enquanto que as expectativas eram de que o indicador subisse entre os meses de julho e setembro.

À primeira vista, a relação entre fatos parece ser contra intuitiva (queda do PIB e alta da bolsa de valores), mas tem uma razão econômica muito bem estabelecida.

Isso porque a queda do PIB significa menor pressão de demanda sobre a inflação.

Com a atividade econômica mais fraca, os agentes de mercado passam a incorporar em suas expectativas a possibilidade do Banco Central (BC) aumentar menos o juros (Selic) no futuro.

Um aumento forte dos juros poderia aprofundar mais ainda a atividade econômica do país, além de ser um excesso de munição para combater um componente que vem exercendo fraca influência sobre a inflação, que é a demanda.

Uma vez que os juros futuros caem, o custo de oportunidade do capital também cairá e as ações se tornarão mais atraentes para o investidor.

Queda do PIB

O IBGE divulgou hoje o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do terceiro trimestre. Este é o indicador para a soma dos bens e serviços produzidos no país.

O resultado foi um recuo de 0,1% no 3º trimestre deste ano em comparação aos 3 meses anteriores.

O destaque positivo ficou por conta dos serviços, que cresceu 1,1% na comparação com o segundo trimestre.

Apesar da alta nos serviços, que respondem por mais de 70% do PIB, o que puxou a queda da economia foi a agropecuária, que encolheu 8% em relação ao segundo trimestre e 9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Os dados vieram em linha com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central (BC), que mostrou uma queda de 0,14% no resultado do 3º trimestre contra o 2º.. Esse indicador é considerado uma prévia do PIB.

O IBGE revisou os dados do 2º trimestre para baixo: a economia brasileira caiu 0,4% de abril a junho contra o 1º trimestre. Quando foi divulgado, havia contabilizado uma retração de 0,1%.

Com estes dados, o país entra em recessão técnica, que ocorre quando há 2 trimestres consecutivos de queda na atividade. 

O resultado deste ano já coloca em risco o crescimento da economia brasileira também em 2022.