A PEC dos Precatórios será aprovada?

Dentre os assuntos abordados pela PEC, aquele que tem mais chamado atenção, é a possibilidade de postergar parte dos vencimentos de precatórios que ocorreriam em 2022.

O fato de postergar os valores vem deixando o mercado e os investidores com receio. Quais são os próximos passos, se a PEC passar?

Contas públicas

Para um país que possui um orçamento trilionário, um valor de pouco mais de 80 bilhões reais, não deveria preocupar tanto os investidores, mas está preocupando.

Por mais que o valor não represente uma quantia tão elevada para o orçamento do Brasil, o aspecto de conseguir postergar um pagamento que tinha vencimento certo deixa os investidores em dúvida sobre a seriedade do governo.

Um dos argumentos utilizados para a criação da PEC é na ajuda aos necessitados e na urgência da causa.

Que merece toda a atenção, o problema fica por conta das medidas que poderiam ser feitas para ajustar o próprio orçamento da união.

Como é o caso do aumento de impostos, ou da redução de despesas. Esses pontos até foram cogitados e houve a tentativa de aprovar a reforma do imposto de renda.

A reforma chegou a passar na câmara dos deputados, mas agora está parada no senado. Se aprovada hoje, a PEC pode jogar mais volatilidade no mercado e prejudicar ainda mais a bolsa de valores brasileira.

O que fazer com a carteira de investimentos?

O investimento em USD/BRL é importante. Além disso, construir uma boa posição em renda fixa é ótimo.

Aqueles títulos com taxas prefixadas, não são as melhores opções. O foco do investidor deve ficar na renda fixa atrelada ao CDI ou Selic, além dos títulos que pagam IPCA mais juros prefixados.

No caso do Tesouro Direto, o investidor deve dar atenção às letras de vencimento curto. Caso a letra tenha um vencimento muito longo, a volatilidade do curto prazo vai jogar o valor da letra no chão.

Para evitar a volatilidade, foque seus investimentos em ativos de curto prazo, ou com liquidez diária.

Além do dólar e da renda fixa, ainda há outros investimentos se tornando cada vez mais interessantes, como é o caso dos ETF que seguem o índice S&P 500.

Um bom exemplo é o IVVB11. O ETF só hoje registrou desvalorização de 0,25%, mas, em 2021, o ETF já vem alcançando ganhos de 34,39%. Muito superior ao BOVA11, ETF que segue o Ibovespa. O BOVA11 vem perdendo mais de 10%, só em 2021.

S&P 500 nas alturas.

Só em 2021 o índice já vem acumulando valorização de mais de 25%. Em comparação, o Ibovespa vem caindo 11,19% no mesmo período.

Como aproveitar o bom momento do S&P 500?

Há diversas formas de aproveitar essa movimentação de alta do índice norte-americano, dentre elas há possibilidade de investir no ETF IVVB11.

Hoje, feriado de Finados, não houve pregão da bolsa de valores, e de acordo com o último pregão, IVVB11 vem registrando valorização de 34,72% só em 2021.

Se o investidor analisar o período que compreende final de 2016 até o presente momento, IVVB11 já se valorizou mais de 272%.

No mesmo período, o Ibovespa gerou ganhos de 71%. De forma comparativa, vale muito mais a pena investir no S&P 500 do que no próprio Ibovespa. Ao menos, quando analisamos os últimos anos.

Além de IVVB11, ainda existem outros ETF que seguem o mesmo índice, como é o caso do SPXI11 e SPXB11.

Ainda existem fundos de investimentos que seguem o S&P 500 também, como acontece com fundo Trend Bolsa Americana Dólar FIA. Desde o início das operações deste fundo da família Trend, o mesmo vem conseguindo entregar ganhos superiores a 170% (contando desde a data de 11/01/2019 até hoje).

Ricos de investir no S&P 500

O principal risco está relacionado às perdas de curto prazo geradas pela necessidade do capital, ou por receio com o investimento.

Por se tratar de um investimento que por vezes vai ser volátil, registrando ganhos e desvalorizações elevadas, o investidor pode ficar com receio da aplicação e liquidar em um momento ruim.

Como estamos lidando com um índice de ações, há diversas ações na composição da carteira, fato que gera um pouco mais de estabilidade, porém, a volatilidade estará presente.

Por exemplo, no início da pandemia da COVID-19, o S&P 500 chegou a cair mais de 31%. Ao buscar uma referência anterior, lá em 2008, durante a crise do subprime nos Estados Unidos, o S&P 500 chegou a despencar mais de 46%.

Essas quedas foram recuperadas, mas o momento de stress acontece e quando ocorre gera muito medo em todos os investidores.

Por isso, se o investidor pensar em investir na renda variável, comprando posições no S&P 500 por meio de fundos, o investidor precisa avaliar bem.

Mesmo contando com uma carteira diversificada, o investimento na renda variável é volátil e pode gerar perdas.

Taxas elevadas nas letras do Tesouro Direto

Se antes, as taxas de algumas letras já estavam alteradas, agora os títulos que possuem rendimentos prefixados, como é o caso do Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado, estão oferecendo taxas que vão desde IPCA+5,5% até 12% ao ano, respectivamente.

Vale destacar que ao acompanhar a evolução das taxas negociadas no Tesouro Direto, o investidor tem uma noção de como está a expectativa dos juros futuros.

Quanto maior são as taxas oferecidas pelas letras, maiores são as expectativas. Caso a curva das taxas esteja em queda, isso significa que existe a expectativa de queda de juros. No caso atual, as taxas vêm crescendo.

Taxas de juros e bolsa

Geralmente, quando a taxa de juro oferecida em letras do tesouro vem crescendo, o Ibovespa vai se depreciando.

Normalmente isso acontece porque os investidores dão preferência por ganhos com mais facilidade.

Ou seja, é muito mais simples e seguro ganhar dinheiro na renda fixa do que na renda variável, através de FII e ações.

Observando o risco que a bolsa tem, é mais interessante investir na renda fixa, ainda mais se o juro está em alta e existe a possibilidade de conseguir ganhos na ordem de 1% ao mês com certa previsibilidade.

Considerando esses pontos, fica claro que a bolsa de valores vai se tornar um ambiente mais volátil e com ótimas oportunidades para o longo prazo, principalmente se o investidor focar as atenções em ETF, como é o caso dos fundos que seguem o Ibovespa.

Juros e bolsas podem ganhar juntos?

Sim, não é algo exato essa movimentação inversa entre os dois indicadores, mas, é comum ver a bolsa se depreciando em momentos onde o juro sobe, até porque, o juro acaba servindo como algo restritivo quando pensamos na economia em si.

Quando o juro sobe, normalmente há algo sendo combatido, como é o caso do dólar ou da inflação.

A alta do USD/BRL ou da inflação, quando excessiva, pode trazer impactos negativos para a economia. Durante esse período de “controle”, a economia pode acabar sentido a alta do juro.

Dentre os sintomas, o juro maior pode provocar alta do desemprego e queda da economia no país.

Depois, quando as coisas se normalizam, o juro volta a um patamar “neutro” e a economia tende a voltar.

Lógico que tudo isso é teórico. Na prática, o BC e o governo têm trabalhos mais complexos, que envolvem muito mais do que o juro em si.

De qualquer forma, o momento é de aproveitar a oportunidade no Tesouro Direto e na bolsa de valores.

Lembrando que as taxas estão com taxas bem atraentes, mas isso não significa que elas não podem melhorar ainda mais. Inclusive a bolsa, o Ibovespa vem derretendo em 2021 e o índice pode ficar ainda mais barato.

De qualquer forma, o momento é para ficar atento e aproveitar as oportunidades que aparecem.

Expectativas para reunião do COPOM

Se isso acontecer, a possibilidade de ter uma Selic a 9% ainda em 2021. E grande possibilidade de taxa de juro em dois dígitos para 2022.

Tudo depende do PIB

Para que as expectativas econômicas, fiscais e financeiras do Brasil melhorem, o PIB precisa vir acima do esperado e se manter em alto nível em 2022.

Como o governo federal já mandou o recado que vai gastar mais, o PIB precisa vir alto para compensar um endividamento maior.

Se o PIB aumentar acima do esperado, é provável que a arrecadação venha ainda mais alta. Esse choque pode amortizar os impactos do aumento de despesas e neutralizar as expectativas negativas.

Portanto, tudo vai depender do PIB. Se o PIB continuar caindo aos poucos, com menor arrecadação, aí o cenário fica complicado.

A turbulência não vem só da dívida por si, mas dos efeitos nocivos do juro alto. Com a alta do juro e a queda da inflação (caso ela ceda), os encargos com a dívida vão ganhar terreno no orçamento federal e vai comprometer a possibilidade de investimento.

Sendo que o investimento hoje já é bem comprometido. Em uma situação assim, o único cenário benéfico para a federação é manter a inflação alta e conseguir “ganhar” com a desvalorização da moeda.

É claro que isso só será bom para a federação. A população vai sofrer bastante, uma vez que a inflação descontrolada vai reduzir o poder de compra da população.

Considerando todos os cenários possíveis, fica claro que a única saída no momento, é que o PIB venha acima da média.

O que o investidor pode fazer?

Existem algumas coisas que devem entrar no radar do investidor agora e sempre. A primeira é considerar investimentos dolarizados, ou seja, que sofrem com a volatilidade do dólar.

Dentre esses ativos existem os ETFs, como é o caso de IVVB11 (o fundo indexado ao S&P 500 vem se valorizando em mais de 32% só em 2021) e dos fundos cambiais investidos em dólares.

Ambos os investimentos são interessantes. Uma posição pequena em ambos os investimentos pode ser uma ótima solução para proteger a carteira. Lembrando que só em 2021, o USD/BRL vem se valorizando mais de 8,8%.

Segundo; como a taxa de juro está em fase ascendente, o negócio é comprar títulos com liquidez e atrelados ao CDI ou à Selic.

O Tesouro Selic e o CDB dos grandes bancos são boas alternativas. Bancos menores também são interessantes, mas aí, é bom ficar de olho para não manter uma posição muito alta em bancos menores. Mesmo com o FGC, os riscos existem.

Auxílio Brasil com valor de R$ 400,00.

O furo no teto de gastos mostra que a preocupação com a parte fiscal está sendo deixada de lado e isso gera incertezas e riscos.

O descontrole fiscal normalmente tem influência sobre uma inflação maior, fato que já vem ocorrendo. Se o investidor não se sentir seguro e tirar o dinheiro do Brasil, mais indicadores vão sofrer com a volatilidade. Dentre eles, o dólar.

A importância do controle fiscal.

É fato que o Brasil tem sua própria moeda e que a mesma tem valor. O Real, por mais que esteja desvalorizado, tem seu valor no mundo.

Para tentar manter esse valor, é importante respeitar as contas públicas, além das políticas monetárias.

Um país equilibrado precisa equilibrar as contas. Fato que não vem ocorrendo no momento. O Brasil vem conseguindo reduzir sua dívida (relação dívida PIB), uma vez que a inflação está superior à taxa de juro.

Porém, as expectativas é que o juro fique acima da inflação e assim, a dívida vai crescer em 2022.

Se o governo não der atenção à parte fiscal e todas as políticas que envolvem as contas públicas, o preço a se pagar no futuro poderá ser alto e salgado.

O que fazer?

O USD/BRL é um produto que vem sendo mencionado por diversas vezes de forma repetitiva. Mas isso tem um por que. O dólar é um ativo considerado de segurança.

Em momentos de incertezas, em crises, todos correm para o dólar, ou para títulos da dívida dos Estados Unidos.

Essa relação dólar e segurança ocorre devido a posição dos Estados Unidos no mundo. Os norte-americanos são a maior economia do mundo e lá existem as maiores empresas. Sendo que algumas empresas são líderes dos seus setores de atuação.

Portanto, é uma economia que responde facilmente a incentivos e alterações nas políticas econômicas.

Observando tudo isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio posicionada em dólar, ou em ativos que tenham relação.

Outro ativo relacionado e que consegue gerar bom retorno (mesmo quando não há crises) é IVVB11, o ETF que segue o S&P 500.

Nesses últimos cinco dias, IVVB11 registrou valorização de 3,48%. Somado a boa rentabilidade, o ETF ainda possui em sua composição várias empresas que compõem um dos índices mais importantes do mundo, o S&P 500.

Considerando todos esses pontos, fica fácil identificar o IVVB11 como uma ótima alternativa de investimento.

Por se tratar de um produto de renda variável, é imprescindível fazer uma boa análise antes de investir e alocar uma parcela menor dos recursos, observando a volatilidade do mercado.

Bitcoin atropela antigo valor recorde e mira os US$ 67 mil

O começo com “pé direito” de uma promissora caminhada

Como a cereja do bolo dos recentes impulsos recebidos pelo Bitcoin (BTC) pós debandada chinesa, a estreia dos fundos de investimentos em futuros de BTC da ProShare na bolsa de Nova Iorque (NYSE) foi o impulso que faltava para que a criptomoeda quebrasse novamente seu próprio recorde.

Já nas primeiras horas de seu primeiro dia (19), os candles já apontavam o flerte com a quebra de recorde, ao considerar o estabelecimento do ativo na casa dos US$ 64 mil, com meio bilhão de dólares sendo movimentados por meio do “BITO” (identificação dada pela NYSE à ETF) ainda no meio da tarde.

Os números oficiais de encerramento apontaram que mais de 24,4 milhões de ações do fundo foram negociadas na bolsa intercontinental, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Com o estrondoso sucesso, o BITO, que foi aberto em US$ 40,88 a ação e fechou com mais de 4% de lucro (US$ 43,8).

Nova quebra de recorde pode ser só o começo

Nesse fechamento, o valor oficial de negociação do Bitcoin era de US$ 64.434, menos de 1% abaixo da tão aguardada queda, patamar em que se manteve até às 14h30 (horário de Brasília) dessa quarta (20). A partir daí a história começou a ser reescrita, com um forte movimento comprador agindo em cerca de 10 minutos para levar o preço à US$ 65,621 e, uma hora depois, aos US$ 66.910,98.

O mercado de criptoativos no geral se aproveitou da primeira criptomoeda indo à público (e fazendo tanto sucesso). Depois de 5 meses, o Ether (ETH) voltou ao patamar de US$ 4 mil e flerta com o seu próprio topo histórico de US$ 4.385, enquanto praticamente todas as principais altcoins do mercado acompanharam o movimento ao operarem em alta durante o dia.

Como era de se esperar, o Bitcoin abre alas para um movimento que deve ser só o início das “aventuras” das criptomoedas em ETFs e demais modelos de negociação mais estabelecidos e tradicionais.

Pouco a pouco, outras possibilidades similares (como a própria negociação imediata de BTC, ao invés dos futuros) vão entrando em pauta e aproximando cada vez mais os criptoativos da realidade econômica mundial.

Evergrande pode colapsar.

Evergrande é uma incorporadora que possui uma das maiores dívidas do planeta. Até o presente momento, a dívida da companhia chega ao patamar dos 300 bilhões de dólares.

Para manter um crescimento exuberante, a China se utilizou de algumas ferramentas para impulsionar diferentes setores da economia.

Desse modo, companhias privadas conseguiram gerar forte expansão. Mas, agora, a Evergrande, uma das maiores empresas da China, vem enfrentando uma crise de liquidez e pode ficar sem pagar os seus fornecedores no curto prazo.

Porque da crise da Evergrande?

Uma das causas está na alavancagem que a economia chinesa possui. O governo liberava financiamento barato às empresas e isso gerava recursos abundantes para as companhias.

O problema é que o crescimento não está se sustentando e isso influencia nos recebimentos das companhias.

Se a empresa já possui um custo alto, é preciso um faturamento alto. Se as receitas vêm abaixo do esperado, o fluxo de caixa fica desequilibrado e a firma precisa repensar a sua estratégia de investimento e como proceder com os próximos projetos, por exemplo.

No meio disso, há reclamações por parte de consumidores que já fizeram o pagamento por empreendimentos da incorporadora, mas os mesmos ainda não foram entregues.

Ou seja, a firma já está passando por problemas inclusive em sua produção.  Como o governo chinês vem tentando tirar os estímulos e reduzir a alavancagem do sistema, Evergrande pode ser só uma das primeiras empresas chinesas a sofrer tamanha crise.

Quais são os possíveis impactos no mundo?

Por mais que seja somente uma empresa, Evergrande traz com sua crise, péssimas lembranças do Lehmann Brothers (pivô da crise do subprime, nos Estados Unidos).

Por se tratar de uma firma que possui dívida gigantesca, os primeiros prejudicados seriam todos os credores e os clientes.

Todos aqueles que compraram seus empreendimentos e não receberam, podem ficar sem o dinheiro e sem uma moradia.

A partir daí, uma crise de confiança vai assolar o mundo e posteriormente uma crise econômica e sistemática.

Todos aqueles prejudicados de forma indireta vão contaminar o sistema, reduzindo as compras e evitando gastar.

Isso vai gerar retração econômica em diversos segmentos, jogando o mundo em uma nova crise econômica.

A extensão não pode ser medida e nem imaginada, uma vez que há variáveis que podem amortizar os impactos ou ampliar ainda mais os danos.

Se a China não entrar para tentar reduzir os eventuais impactos, é possível que os danos sejam gigantescos e maiores do que o Lehman Brothers provocou. Uma entrada da China, evitando até a falência da incorporadora, pode simplesmente salvar a economia mundial.

De qualquer forma os principais índices chineses vêm registrando forte queda em 2021 e isso abre uma boa oportunidade de investimento. Uma forma de investir é através dos ETF ou fundos de investimento. Vale destacar que a relação USD/CNY tem ficando mais atraente para o Yuan.

Desaceleração da economia chinesa.

No início da pandemia da Covid-19, ainda no início de 2020, a China foi fortemente impactada. Houve restrições para locomoção dentro da China e tudo isso, influenciou de forma negativa o desempenho econômico do país.

Só para ter uma ideia, o PIB referente ao primeiro trimestre de 2020 ficou em -6,8%. Uma queda substancial. No trimestre anterior, a China estava crescendo em 6%.

Com a redução dos casos e uma sensação de controle sobre o vírus, a China conseguiu retomar o crescimento e no primeiro trimestre de 2021, o país asiático conseguiu crescer 18,3%.

Agora no segundo trimestre o crescimento caiu para 7,9%, sendo que alguns dados econômicos vêm preocupando também.

Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), a China registrou crescimento de 2,5% nas vendas de varejo. Havia uma expectativa de crescimento na ordem de 7%.

Com um crescimento abaixo das expectativas e com o PIB ficando tão longe do indicador registrado no primeiro trimestre, o mercado fica mais receoso.

Quais são as possíveis causas para isso?

É importante salientar que o crescimento chinês ainda é muito bom e muito maior do que boa parte dos países do globo.

Mas é claro, uma desaceleração dá medo, uma vez que menos produtos serão vendidos, menos dinheiro vai rodar pelo mercado.

Uma das causas para esse derretimento dos números está baseado na variante delta da Covid-19.

Com a variante ganhando mais terreno pelo mundo, medidas de lockdown, ou de restrição para a população são tomadas e isso gera uma volatilidade nos dados econômicos.

Outra causa está centrada na redução dos incentivos do governo chinês para o mercado imobiliário.

Ainda com relação às medidas econômicas do governo chinês, há uma percepção que o governo vem reduzindo os incentivos, a fim de evitar uma possível bolha.

Essa falta de interação, ou de não haver expectativas claras de maiores injeções de capital na economia, deixa o mercado ainda mais preocupado.

Oportunidades

Da mesma forma que existem sinais mistos na China, com uma economia crescendo, mas dando sinais de desaceleração, o índice MSCI China vem registrando queda em 2021.

A queda do índice chinês fica próxima dos 15% em 2021. Por outro lado, o Yuan, ou Renminbi, vem se valorizando frente ao dólar em 1,43%, aproximadamente.

Por mais que o momento na China inspire certos cuidados, o mercado ainda é atraente. Observando isso, dá para ver que existe uma possibilidade de investimento bem interessante.

Uma das alternativas são os ETF, principalmente o XINA11 ou as alternativas por meio de fundos de investimento que replicam índices chineses, como é o caso do próprio MSCI China.