O que esperar de 2022?

Até junho, o Ibovespa alcançava os 130 mil pontos, maior marca para o índice desde sua criação.

Mas, de lá para cá, o índice caiu e agora está próximo dos 105 mil pontos. O que esperar de 2022?

Juros maiores e inflação em queda

Se o juro em 9,25% ao ano, já está elevado, em 2022, é provável que a Selic alcance níveis ainda maiores.

Na próxima reunião do COPOM, já está praticamente certo que haverá mais um aumento de 1,5% na taxa de juro, havendo a possibilidade de mais aumentos nas próximas reuniões.

Tudo vai depender da resposta da inflação. Se o IPCA se manter comportado e em queda, é provável que mais um aumento pequeno seja feito e assim, o juro fique nivelado por um bom tempo, quem sabe por 2022 todo.

O dólar tinha grandes chances de terminar 2021 próximo dos R$ 5,00, mas não foi isso que aconteceu. Com mais juros e uma inflação menor, é provável que o dólar caia em 2022.

Mas tudo isso vai depender de alguns fatores, como a inflação. Por outro lado, as contas públicas e o crescimento do PIB podem acabar influenciando a inflação.

Caso haja mais despesas e o equilíbrio das contas públicas seja afetado em 2022, a inflação pode pressionar mais ainda a economia. Com um crescimento baixo, a inflação perde força e isso pode gerar estabilidade nos preços.

Enfim, são muitos indicadores que devem ser acompanhados daqui para frente, para conseguir determinar qual será a rota da bolsa e dos mercados.

Quais são as oportunidades em 2022?

A renda fixa será um dos principais focos dos investidores para 2022. Títulos atrelados ao CDI e a Selic são aqueles mais interessantes.

Depois existem os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA e os CDB, LCI e LCA atrelados à inflação mais juros prefixados.

Acompanhados desses papéis de renda fixa, o investidor também deve olhar para ativos atrelados ao exterior, como é o caso dos ETFs que seguem o índice S&P 500.

Só em 2021, o S&P 500 subiu quase 30%, portanto, manter uma parcela do patrimônio alocado em tal índice é importante. Na bolsa de valores já há outras alternativas atreladas a outros índices de outros mercados, como é o caso do ETF EURP11 que segue um índice europeu.

Outro investimento atraente são as criptomoedas e ativos virtuais, como é o caso das NFTs. A melhor forma de investir neles é por meio de fundos de investimento. Uma vez que tais ativos são novos e possuem certa complexidade, tanto na negociação, manutenção, quanto na análise.

Por fim, nós temos as ações, ETF e BDR. Esses ativos devem ser analisados com bastante cuidado, uma vez que 2022 podemos ser muito voláteis para os mesmos. Mas, é possível que boas oportunidades apareçam e o investidor deve estar preparado para reconhecer esses momentos.

Desemprego em queda

Taxa inferior em comparação ao mesmo trimestre móvel de 2020, quando o desemprego estava em 14,6%.

Mas, mesmo com mais empregos no mercado, a renda da população vem caindo. Realizando a mesma comparação entre os trimestres móveis de 2020 e 2021, a queda na renda foi de 11,1%.

Boa parte dessa queda está vinculada à inflação. Querendo ou não, em 2021, o IPCA vem crescendo e até o momento está em 10,74% nos últimos 12 meses.

Inflação e poder de compra

Com mais pessoas empregadas, é possível que mais pessoas venham a se tornar ativas no mercado, consumindo, porém, com a inflação alta, o poder de compra fica reduzido, fato que vai contribuir para um consumo mais tímido.

Mesmo aqueles que já estavam empregados, podem enfrentar problemas em manter o poder de compra e o padrão de vida.

Na verdade, tudo isso gera dúvidas para 2022. Com o novo ano, muitos trabalhadores vão sofrer correções em seus salários.

O aumento vai proporcionar mais pressão sobre os resultados das empresas, fato que pode exigir maior repasse nos preços, coisa que funciona como um combustível para a inflação. Se 2021 já foi um ano difícil, 2022 pode ser ainda mais complexo.

Mercados em baixa

Hoje foi um dia negativo para as bolsas. No início do dia, até houve um movimento de valorização, mas até o final do dia, as bolsas caíram.

O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,6% enquanto o S&P 500 fechou com retração de 0,10%. O dólar ficou estável, cotado a R$ 5,63.

A volatilidade do mercado nacional provavelmente vai permanecer em 2022. Observando isso, o investidor precisa analisar melhor as oportunidades na renda fixa e em investimentos no exterior.

Com a crescente entrada de ETF e formação de fundos de índices, há diversas oportunidades de investimento.

Enquanto ETFs que acompanham os mercados brasileiros, como é o caso de BOVA11 e SMAL11 amargaram queda de 11,42% e 16% em 2021, IVVB11, ETF que segue o S&P 500, vem alcançando valorização de 39,48%.

Além do IVVB11 e de outros ETF que seguem o mercado norte americano, há também opções focados em outros mercados, como é o caso de EURP11 (que segue o índice MSCI Europe).

Só em 2021, o ETF vem ganhando mais de 18%. Ao diversificar a carteira com investimentos de outras regiões os riscos diminuem e cresce a oportunidade de conseguir ganhos mais consistentes e com menos volatilidade.

Prévia do PIB registra queda em outubro.

Em 2021, o IBC-BR está positivo, registrando alta de 4,99%. Com tais dados, o BC divulgou sua expectativa sobre o crescimento econômico brasileiro em 2021, segundo o BC, o Brasil deve crescer 4,7%, enquanto o último boletim Focus, acredita em alta de 4,65%.

Vale destacar que no início do ano, havia fortes esperanças que a economia brasileira poderia alcançar os 5% de crescimento e até mais. Porém, a inflação e o juro vêm comprometendo tal crescimento.

Brasil vai crescer quanto em 2021?

O crescimento brasileiro provavelmente ficará abaixo dos 5% em 2021. Como os indicadores prévios e até os mensais, vem trazendo quedas é provável que o PIB cresça abaixo dos 5%.

Com um PIB menos forte, a tendência é que as contas públicas fiquem mais prejudicadas, uma vez que a arrecadação sofrerá com menos receitas.

Outro ponto está ligado à inflação e ao juro. A inflação não vai terminar de uma hora para outra. Enquanto os preços estiverem em alta, o poder aquisitivo vai ficar comprometido.

Além disso, existe o juro. A Selic alta inibe a busca por crédito, fato que reduz o apetite dos consumidores e das empresas em investir.

Sabendo disso, o ano de 2021 provavelmente não terá um crescimento em 5%, sendo que 2022 tem tudo para ser um ano difícil.

Como se defender da inflação e do juro?

O mercado de renda variável no momento está cheio de oportunidades. Como a bolsa vem caindo em 2021, o investimento em ETFs, como BOVA11, SMAL11, são ótimas alternativas.

Mas a valorização desses ativos não é certa, ao menos no curto prazo. O mercado vai permanecer volátil por um bom tempo.

Por isso, o investimento nesses ativos tem seu grau de risco, mas no longo prazo é provável que a renda variável se pague.

Agora, se o investidor busca retornos interessantes para o momento, os investimentos atrelados à Selic e ao CDI são as melhores opções.

Como o juro está em alta e não há uma certeza de até quanto o mesmo vai subir, o investimento em produtos de renda fixa pós, acaba surgindo como uma ótima opção.

Os prefixados até possuem taxas atraentes e prazos relativamente curtos (de até dois anos), chegando a pagar até 12% ao ano, porém, a incerteza sobre até quanto a Selic pode ir e até quando ela vai permanecer elevada, não da segurança para fazer o investimento.

Outra alternativa é a renda fixa atrelada ao IPCA mais juros. Nesse caso, mesmo havendo o juro prefixado, existe também a correção pelo IPCA, o título acaba se tornando muito interessante em momentos de alta inflação.

Dólar cai com ajuda do BC

O dólar volátil provavelmente será uma realidade ainda no último mês de 2021 e no ano de 2022.

Com as eleições e os receios com relação à política fiscal do país, o dólar vai ter muita volatilidade.

Outros pontos também vão influenciar na cotação da moeda norte-americana, como é o caso do crescimento global, elevação dos juros nos países ricos e os preços das commodities. Tudo isso pode influenciar o dólar e trazer mais volatilidade.

Como se defender da volatilidade do dólar?

Uma forma efetiva de se defender das oscilações do dólar, é adquirindo dólares. Investir em fundos de investimento cambiais é uma forma bem interessante.

Existem diversas instituições que oferecem tal produto, inclusive, com valores acessíveis, abaixo dos R$ 1.000,00.

Por mais que uma posição em dólares não traga rendimentos por meio do juro, ou da inflação (de forma direta), a moeda norte-americana pode equilibrar a sua carteira, caso haja oscilações relevantes no mercado.

Uma crise interna ou externa, normalmente influencia bastante na cotação do dólar. Visto isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio dolarizada.

Além do investimento em dólares por meio de fundos, o investidor também pode adquirir produtos que sofrem influência direta do dólar, como é o caso de alguns ETFs.

Um ótimo exemplo são os ETFs que seguem o índice S&P 500, como é o caso de IVVB11. O ETF, somente em 2021, vem se valorizando em mais de 37,74%.

Outro ETF que segue estratégia similar é o SPXI11, que vem alcançando rentabilidade de 37,01%. Para muitos investidores, os valores da cota de cada um desses ETFs podem ser meio elevados, ficando acima dos R$ 280,00 a cota.

Mas também existem outros ETFs que possuem valor de cota menor, como é o caso do SPXI11. O ETF também segue o S&P 500 e sofre com influência do dólar.

Por ser um ETF lançado em setembro de 2021, o rendimento do mesmo está abaixo dos demais ETFs citados, sendo que até o momento, SPXB11 vem rendendo pouco mais de 11%.

Outras formas de investir “dolarizado”.

O próprio ouro e o Bitcoin também sofrem certa influência do dólar. Mesmo com a alta do Bitcoin, ou do ouro no mercado exterior, caso o real se valorize frente ao dólar, é possível que tanto o ouro quanto o Bitcoin registrem perdas no Brasil.

O contrário também pode acontecer. Mais recentemente foi lançado um novo ETF, ALUG11, fundo de índice que acompanha o índice: MSCI US IMI Real Estate 25/50 Index, dos Estados Unidos. Esse índice cobra o mercado de “Real Estate” que seria algo próximo aos nossos fundos imobiliários, mas dos Estados Unidos.

Para aqueles que procuram investimentos dolarizados e com exposição em mercados diferentes, como é o caso do imobiliário, ALUG11 é uma opção interessante.

A PEC dos Precatórios será aprovada?

Dentre os assuntos abordados pela PEC, aquele que tem mais chamado atenção, é a possibilidade de postergar parte dos vencimentos de precatórios que ocorreriam em 2022.

O fato de postergar os valores vem deixando o mercado e os investidores com receio. Quais são os próximos passos, se a PEC passar?

Contas públicas

Para um país que possui um orçamento trilionário, um valor de pouco mais de 80 bilhões reais, não deveria preocupar tanto os investidores, mas está preocupando.

Por mais que o valor não represente uma quantia tão elevada para o orçamento do Brasil, o aspecto de conseguir postergar um pagamento que tinha vencimento certo deixa os investidores em dúvida sobre a seriedade do governo.

Um dos argumentos utilizados para a criação da PEC é na ajuda aos necessitados e na urgência da causa.

Que merece toda a atenção, o problema fica por conta das medidas que poderiam ser feitas para ajustar o próprio orçamento da união.

Como é o caso do aumento de impostos, ou da redução de despesas. Esses pontos até foram cogitados e houve a tentativa de aprovar a reforma do imposto de renda.

A reforma chegou a passar na câmara dos deputados, mas agora está parada no senado. Se aprovada hoje, a PEC pode jogar mais volatilidade no mercado e prejudicar ainda mais a bolsa de valores brasileira.

O que fazer com a carteira de investimentos?

O investimento em USD/BRL é importante. Além disso, construir uma boa posição em renda fixa é ótimo.

Aqueles títulos com taxas prefixadas, não são as melhores opções. O foco do investidor deve ficar na renda fixa atrelada ao CDI ou Selic, além dos títulos que pagam IPCA mais juros prefixados.

No caso do Tesouro Direto, o investidor deve dar atenção às letras de vencimento curto. Caso a letra tenha um vencimento muito longo, a volatilidade do curto prazo vai jogar o valor da letra no chão.

Para evitar a volatilidade, foque seus investimentos em ativos de curto prazo, ou com liquidez diária.

Além do dólar e da renda fixa, ainda há outros investimentos se tornando cada vez mais interessantes, como é o caso dos ETF que seguem o índice S&P 500.

Um bom exemplo é o IVVB11. O ETF só hoje registrou desvalorização de 0,25%, mas, em 2021, o ETF já vem alcançando ganhos de 34,39%. Muito superior ao BOVA11, ETF que segue o Ibovespa. O BOVA11 vem perdendo mais de 10%, só em 2021.

S&P 500 nas alturas.

Só em 2021 o índice já vem acumulando valorização de mais de 25%. Em comparação, o Ibovespa vem caindo 11,19% no mesmo período.

Como aproveitar o bom momento do S&P 500?

Há diversas formas de aproveitar essa movimentação de alta do índice norte-americano, dentre elas há possibilidade de investir no ETF IVVB11.

Hoje, feriado de Finados, não houve pregão da bolsa de valores, e de acordo com o último pregão, IVVB11 vem registrando valorização de 34,72% só em 2021.

Se o investidor analisar o período que compreende final de 2016 até o presente momento, IVVB11 já se valorizou mais de 272%.

No mesmo período, o Ibovespa gerou ganhos de 71%. De forma comparativa, vale muito mais a pena investir no S&P 500 do que no próprio Ibovespa. Ao menos, quando analisamos os últimos anos.

Além de IVVB11, ainda existem outros ETF que seguem o mesmo índice, como é o caso do SPXI11 e SPXB11.

Ainda existem fundos de investimentos que seguem o S&P 500 também, como acontece com fundo Trend Bolsa Americana Dólar FIA. Desde o início das operações deste fundo da família Trend, o mesmo vem conseguindo entregar ganhos superiores a 170% (contando desde a data de 11/01/2019 até hoje).

Ricos de investir no S&P 500

O principal risco está relacionado às perdas de curto prazo geradas pela necessidade do capital, ou por receio com o investimento.

Por se tratar de um investimento que por vezes vai ser volátil, registrando ganhos e desvalorizações elevadas, o investidor pode ficar com receio da aplicação e liquidar em um momento ruim.

Como estamos lidando com um índice de ações, há diversas ações na composição da carteira, fato que gera um pouco mais de estabilidade, porém, a volatilidade estará presente.

Por exemplo, no início da pandemia da COVID-19, o S&P 500 chegou a cair mais de 31%. Ao buscar uma referência anterior, lá em 2008, durante a crise do subprime nos Estados Unidos, o S&P 500 chegou a despencar mais de 46%.

Essas quedas foram recuperadas, mas o momento de stress acontece e quando ocorre gera muito medo em todos os investidores.

Por isso, se o investidor pensar em investir na renda variável, comprando posições no S&P 500 por meio de fundos, o investidor precisa avaliar bem.

Mesmo contando com uma carteira diversificada, o investimento na renda variável é volátil e pode gerar perdas.

Taxas elevadas nas letras do Tesouro Direto

Se antes, as taxas de algumas letras já estavam alteradas, agora os títulos que possuem rendimentos prefixados, como é o caso do Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado, estão oferecendo taxas que vão desde IPCA+5,5% até 12% ao ano, respectivamente.

Vale destacar que ao acompanhar a evolução das taxas negociadas no Tesouro Direto, o investidor tem uma noção de como está a expectativa dos juros futuros.

Quanto maior são as taxas oferecidas pelas letras, maiores são as expectativas. Caso a curva das taxas esteja em queda, isso significa que existe a expectativa de queda de juros. No caso atual, as taxas vêm crescendo.

Taxas de juros e bolsa

Geralmente, quando a taxa de juro oferecida em letras do tesouro vem crescendo, o Ibovespa vai se depreciando.

Normalmente isso acontece porque os investidores dão preferência por ganhos com mais facilidade.

Ou seja, é muito mais simples e seguro ganhar dinheiro na renda fixa do que na renda variável, através de FII e ações.

Observando o risco que a bolsa tem, é mais interessante investir na renda fixa, ainda mais se o juro está em alta e existe a possibilidade de conseguir ganhos na ordem de 1% ao mês com certa previsibilidade.

Considerando esses pontos, fica claro que a bolsa de valores vai se tornar um ambiente mais volátil e com ótimas oportunidades para o longo prazo, principalmente se o investidor focar as atenções em ETF, como é o caso dos fundos que seguem o Ibovespa.

Juros e bolsas podem ganhar juntos?

Sim, não é algo exato essa movimentação inversa entre os dois indicadores, mas, é comum ver a bolsa se depreciando em momentos onde o juro sobe, até porque, o juro acaba servindo como algo restritivo quando pensamos na economia em si.

Quando o juro sobe, normalmente há algo sendo combatido, como é o caso do dólar ou da inflação.

A alta do USD/BRL ou da inflação, quando excessiva, pode trazer impactos negativos para a economia. Durante esse período de “controle”, a economia pode acabar sentido a alta do juro.

Dentre os sintomas, o juro maior pode provocar alta do desemprego e queda da economia no país.

Depois, quando as coisas se normalizam, o juro volta a um patamar “neutro” e a economia tende a voltar.

Lógico que tudo isso é teórico. Na prática, o BC e o governo têm trabalhos mais complexos, que envolvem muito mais do que o juro em si.

De qualquer forma, o momento é de aproveitar a oportunidade no Tesouro Direto e na bolsa de valores.

Lembrando que as taxas estão com taxas bem atraentes, mas isso não significa que elas não podem melhorar ainda mais. Inclusive a bolsa, o Ibovespa vem derretendo em 2021 e o índice pode ficar ainda mais barato.

De qualquer forma, o momento é para ficar atento e aproveitar as oportunidades que aparecem.

Expectativas para reunião do COPOM

Se isso acontecer, a possibilidade de ter uma Selic a 9% ainda em 2021. E grande possibilidade de taxa de juro em dois dígitos para 2022.

Tudo depende do PIB

Para que as expectativas econômicas, fiscais e financeiras do Brasil melhorem, o PIB precisa vir acima do esperado e se manter em alto nível em 2022.

Como o governo federal já mandou o recado que vai gastar mais, o PIB precisa vir alto para compensar um endividamento maior.

Se o PIB aumentar acima do esperado, é provável que a arrecadação venha ainda mais alta. Esse choque pode amortizar os impactos do aumento de despesas e neutralizar as expectativas negativas.

Portanto, tudo vai depender do PIB. Se o PIB continuar caindo aos poucos, com menor arrecadação, aí o cenário fica complicado.

A turbulência não vem só da dívida por si, mas dos efeitos nocivos do juro alto. Com a alta do juro e a queda da inflação (caso ela ceda), os encargos com a dívida vão ganhar terreno no orçamento federal e vai comprometer a possibilidade de investimento.

Sendo que o investimento hoje já é bem comprometido. Em uma situação assim, o único cenário benéfico para a federação é manter a inflação alta e conseguir “ganhar” com a desvalorização da moeda.

É claro que isso só será bom para a federação. A população vai sofrer bastante, uma vez que a inflação descontrolada vai reduzir o poder de compra da população.

Considerando todos os cenários possíveis, fica claro que a única saída no momento, é que o PIB venha acima da média.

O que o investidor pode fazer?

Existem algumas coisas que devem entrar no radar do investidor agora e sempre. A primeira é considerar investimentos dolarizados, ou seja, que sofrem com a volatilidade do dólar.

Dentre esses ativos existem os ETFs, como é o caso de IVVB11 (o fundo indexado ao S&P 500 vem se valorizando em mais de 32% só em 2021) e dos fundos cambiais investidos em dólares.

Ambos os investimentos são interessantes. Uma posição pequena em ambos os investimentos pode ser uma ótima solução para proteger a carteira. Lembrando que só em 2021, o USD/BRL vem se valorizando mais de 8,8%.

Segundo; como a taxa de juro está em fase ascendente, o negócio é comprar títulos com liquidez e atrelados ao CDI ou à Selic.

O Tesouro Selic e o CDB dos grandes bancos são boas alternativas. Bancos menores também são interessantes, mas aí, é bom ficar de olho para não manter uma posição muito alta em bancos menores. Mesmo com o FGC, os riscos existem.

Auxílio Brasil com valor de R$ 400,00.

O furo no teto de gastos mostra que a preocupação com a parte fiscal está sendo deixada de lado e isso gera incertezas e riscos.

O descontrole fiscal normalmente tem influência sobre uma inflação maior, fato que já vem ocorrendo. Se o investidor não se sentir seguro e tirar o dinheiro do Brasil, mais indicadores vão sofrer com a volatilidade. Dentre eles, o dólar.

A importância do controle fiscal.

É fato que o Brasil tem sua própria moeda e que a mesma tem valor. O Real, por mais que esteja desvalorizado, tem seu valor no mundo.

Para tentar manter esse valor, é importante respeitar as contas públicas, além das políticas monetárias.

Um país equilibrado precisa equilibrar as contas. Fato que não vem ocorrendo no momento. O Brasil vem conseguindo reduzir sua dívida (relação dívida PIB), uma vez que a inflação está superior à taxa de juro.

Porém, as expectativas é que o juro fique acima da inflação e assim, a dívida vai crescer em 2022.

Se o governo não der atenção à parte fiscal e todas as políticas que envolvem as contas públicas, o preço a se pagar no futuro poderá ser alto e salgado.

O que fazer?

O USD/BRL é um produto que vem sendo mencionado por diversas vezes de forma repetitiva. Mas isso tem um por que. O dólar é um ativo considerado de segurança.

Em momentos de incertezas, em crises, todos correm para o dólar, ou para títulos da dívida dos Estados Unidos.

Essa relação dólar e segurança ocorre devido a posição dos Estados Unidos no mundo. Os norte-americanos são a maior economia do mundo e lá existem as maiores empresas. Sendo que algumas empresas são líderes dos seus setores de atuação.

Portanto, é uma economia que responde facilmente a incentivos e alterações nas políticas econômicas.

Observando tudo isso, é interessante manter uma parcela do patrimônio posicionada em dólar, ou em ativos que tenham relação.

Outro ativo relacionado e que consegue gerar bom retorno (mesmo quando não há crises) é IVVB11, o ETF que segue o S&P 500.

Nesses últimos cinco dias, IVVB11 registrou valorização de 3,48%. Somado a boa rentabilidade, o ETF ainda possui em sua composição várias empresas que compõem um dos índices mais importantes do mundo, o S&P 500.

Considerando todos esses pontos, fica fácil identificar o IVVB11 como uma ótima alternativa de investimento.

Por se tratar de um produto de renda variável, é imprescindível fazer uma boa análise antes de investir e alocar uma parcela menor dos recursos, observando a volatilidade do mercado.

Bitcoin atropela antigo valor recorde e mira os US$ 67 mil

O começo com “pé direito” de uma promissora caminhada

Como a cereja do bolo dos recentes impulsos recebidos pelo Bitcoin (BTC) pós debandada chinesa, a estreia dos fundos de investimentos em futuros de BTC da ProShare na bolsa de Nova Iorque (NYSE) foi o impulso que faltava para que a criptomoeda quebrasse novamente seu próprio recorde.

Já nas primeiras horas de seu primeiro dia (19), os candles já apontavam o flerte com a quebra de recorde, ao considerar o estabelecimento do ativo na casa dos US$ 64 mil, com meio bilhão de dólares sendo movimentados por meio do “BITO” (identificação dada pela NYSE à ETF) ainda no meio da tarde.

Os números oficiais de encerramento apontaram que mais de 24,4 milhões de ações do fundo foram negociadas na bolsa intercontinental, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Com o estrondoso sucesso, o BITO, que foi aberto em US$ 40,88 a ação e fechou com mais de 4% de lucro (US$ 43,8).

Nova quebra de recorde pode ser só o começo

Nesse fechamento, o valor oficial de negociação do Bitcoin era de US$ 64.434, menos de 1% abaixo da tão aguardada queda, patamar em que se manteve até às 14h30 (horário de Brasília) dessa quarta (20). A partir daí a história começou a ser reescrita, com um forte movimento comprador agindo em cerca de 10 minutos para levar o preço à US$ 65,621 e, uma hora depois, aos US$ 66.910,98.

O mercado de criptoativos no geral se aproveitou da primeira criptomoeda indo à público (e fazendo tanto sucesso). Depois de 5 meses, o Ether (ETH) voltou ao patamar de US$ 4 mil e flerta com o seu próprio topo histórico de US$ 4.385, enquanto praticamente todas as principais altcoins do mercado acompanharam o movimento ao operarem em alta durante o dia.

Como era de se esperar, o Bitcoin abre alas para um movimento que deve ser só o início das “aventuras” das criptomoedas em ETFs e demais modelos de negociação mais estabelecidos e tradicionais.

Pouco a pouco, outras possibilidades similares (como a própria negociação imediata de BTC, ao invés dos futuros) vão entrando em pauta e aproximando cada vez mais os criptoativos da realidade econômica mundial.