Bitcoin e Ethereum seguindo a análise técnica!

Na sexta-feira (03/12), antes mesmo do Bitcoin perder o fundo, o ativo passava um sinal claro de que poderia fazer um movimento de baixa. Conforme foi apresentado no artigo “Bitcoin dando sinais de baixa”, havia uma divergência entre o preço e o OBV.

Certamente não foi esse o motivo de uma queda tão forte, mas de qualquer forma, os sinais estavam claros.

O interessante é que o OBV é um indicador que auxilia na identificação de zonas de acumulação ou distribuição. Ou seja, locais em que os grandes players estão comprando ou vendendo sem que o preço se movimente muito.

Como o OBV estava sinalizando, o Bitcoin se encontrava em uma região de distribuição entre os US$55.000 e US$65.000. Deste modo, quando o suporte foi perdido, o preço caiu com força.

Apesar da queda forte, o Bitcoin continua trabalhando acima da média móvel de 200 períodos. No entanto, não mostra força para voltar a subir. Deste modo, o mais provável é que continue trabalhando próximo à região da média de 200.

Ethereum se segura no suporte.

A forte queda do Bitcoin contaminou o mercado de cryptos de forma geral. Porém, apesar de também cair bastante no sábado, Ethereum conseguiu se segurar no suporte.

Este já é o quarto teste que a crypto faz nesta região de suporte, e ainda não conseguiu romper a mesma.

É interessante notar também que a mínima do movimento de sábado foi cravada na retração de 61,8% do movimento de alta. Isso mostra, de forma clara, como estas retrações servem de suporte.

Caso tenha interesse em conhecer mais sobre as retrações de Fibonacci, sugiro a leitura do artigo “Retrações e projeções de Fibonacci.”

Uma vez que o Ethereum conseguiu se manter acima do suporte, mostra que tem força para voltar a subir. Na quinta feira (02/12) foi publicado o artigo “Ethereum pode fazer novas máximas!”, onde foi explicada a dinâmica de preços da crypto.

Se com a forte queda do Bitcoin, Ethereum conseguiu se manter acima do suporte, caso o Bitcoin consiga recuperar um pouco do prejuízo, Ethereum pode ganhar força para voltar a trabalhar na região de máximas.

Ethereum pode fazer novas máximas!

De acordo com o analista de criptomoedas autodenominado Croissant, a rede blockchain da Ethereum começou com aproximadamente 10 mil endereços em 2015 e hoje já conta com mais de 135 milhões. Além disso, o número inicial de unidades da moeda digital, o ETH, era de 72 milhões e hoje a rede já conta com 118 milhões.

Sem dúvida todo esse crescimento da rede mostra como a crypto tem potencial de expansão. Avaliando todos os desenvolvimentos que ainda estão por vir, como, DeFi, NFT e até mesmo o metaverso, é de considerar que o Ethereum tem muito a crescer.

O gráfico mostra isso!

O gráfico semanal do Ethereum apresenta uma configuração muito interessante. Após várias semanas em consolidação, o ativo acionou um pivô de alta sobre a média móvel de 20 períodos. O movimento de alta levou a crypto até o primeiro alvo, de onde começou a recuar.

No entanto, o movimento de correção parou na retração de 38,2%, onde também se encontrava a região do topo anterior.

Conforme explicado no artigo “Retrações e projeções de Fibonacci”, quando um ativo inicia um movimento de alta e corrige apenas até a retração de 38,2%, ganha ainda mais força para seguir subindo, caso volte a romper topo.

Deste modo, se Ethereum voltar a romper o topo, provavelmente terá impulso para buscar os demais alvos projetados pelo pivô que acionou sobre a média.

O gráfico diário também mostra sinais de alta.

Apesar de estar caindo, o gráfico diário de Ethereum também mostra que o ativo deve continuar o movimento de alta.

Após perder o canal de alta em que vinha trabalhando, a crypto fez um forte movimento de correção. No entanto, um padrão de reversão conhecido como “Engolfo de alta” foi formado na região de fundo. Traçando as retrações sobre a correção, é notado que o ativo subiu até a retração de 61,8%, de onde passou a cair novamente.

O suporte mostrou força novamente e segurou o preço, fazendo o ativo voltar a subir na sequência. Ao romper o último topo, a crypto acionou um padrão de reversão conhecido como “Fundo duplo”, o que deve dar impulso para continuar subindo.

A projeção deste padrão tem como primeiro alvo a região de topo histórico. Já o terceiro alvo fica acima do alvo de 100% acionado no gráfico semanal.

Segundo dia de queda.

Hoje Ethereum vem trabalhando pelo segundo dia em queda. Ainda assim, isto pode ser apenas uma correção do último movimento de alta que rompeu a média de 20. Caso a média sirva como suporte e segure o preço, o ativo deve voltar a subir.

Um detalhe deve ser levado em consideração, a média móvel de 20 períodos continua apontada para baixo. Isto pode trazer um pouco de dificuldade para a realização do movimento de alta.

Deste modo, se a média segurar o preço e o ativo voltar a subir, provavelmente Ethereum deve buscar novas máximas. Porém, se o preço perder a média, a crypto deve entrar em consolidação, passando a trabalhar em um grande retângulo.

Shiba Inu volta a crescer

Recuperação de gente grande

Cada vez mais, a Shiba Inu (SHIB) mostra que pode ser uma das poucas memecoins a ter chances de f se tornar um ativo sólido e de sucesso.

Após sua ascensão meteórica na reta final de outubro que a colocou no top 10 de market cap, acabou sofrendo com baixas duras para um cripto ainda em estabelecimento, mas uma a recompensa para o jovem projeto e sua Shib Army (nome dado aos investidores mais fiéis e ativos da SHIB) veio logo em seguida.

O anúncio feito via twitter da Kraken Exchange, plataforma que conta com mais de 10 anos de experiência em atuação como bolsa de criptomoedas, anunciou nessa terça-feira (30) que a SHIB seria adcionada à sua lista de opções de investimentos.

A novidade, somada da recuperação coletiva dos principais criptoativos disponíveis – como o Bitcoin (BTC) e o Ether (ETH) – propiciou alta de 30% em dois dias para a Shiba Inu, saindo dos US$ 0.00003560 registrados no domingo (28) para bater US$ 0.00005155 no fim da manhã da terça.

Além de ser crucial para retomar um caminho de valorização, a adesão do ativo na Kraken pode ser mais uma ferramenta importante para aumentar ainda mais o número de integrantes da Shib Army, que segue sendo a principal arma do cripto. A plataforma Google Trends, aliás, já apontou novos picos de pesquisas para termos como “Shiba Inu”, “Shiba Token” e “SHIB”.

Ponto de virada pode estar mais próximo do que se imagina

Em suma, trata-se de uma nova prova de força dada tanto pelo projeto em si, quanto pelos mais ativos investidores, que dedicam parte do seu tempo para divulgar e proteger a Shiba Inu na internet.

Eles já foram o combustível para a alta histórica vivida nos últimos meses e conseguiram se unir em movimentos de compra e venda para proteger SHIB das quedas agressivas vividas pelo mercado de criptos recentemente.

Como resultado, golpes que seriam duros para moedas mais maduras – e fatais para outras memecoins – foram suportados, indicando potencial de segurança e regularidade no projeto como um todo mesmo à longo prazo.

O rápido amadurecimento, como consequência, abre portas para que outros grupos e plataformas recebam SHIB de braços abertos, propiciando valorização prática de preço por meio da sua validação como ativo viável para negociação.

Em pouco tempo, a Shiba Inu já passou por testes que muitos outros ativos entregam os pontos e revelam suas falhas. Valendo ainda frações de centavos mesmo com market cap de respeito, tendo ainda uma base de apoio elétrica, jovem, mas cada vez mais experiente para se apoiar, o ativo vai – surpreendentemente – preenchendo os primeiros requisitos para estourar em breve.

Bitcoin e Ethereum seguindo o mau humor do mercado.

O mercado financeiro acordou de mau humor nesta sexta-feira, dia 26 de novembro. O crescente número de casos de coronavírus na Europa e o aumento da inflação nos Estados Unidos começam a preocupar os investidores. Com a forte queda na maioria das bolsas de ações ao redor do mundo, o mercado de criptomoedas também cedeu. No entanto, Ethereum continua se segurando em um suporte, já o Bitcoin perdeu fundo e indica que pode cair mais.

Os dois principais ativos do mercado de criptomoedas, já vem mostrando sinais de fraqueza a algum tempo.

Bitcoin.

O Bitcoin vinha fazendo um movimento de alta e fez um novo topo histórico no dia 20 de outubro. Apesar de ter rompido este topo no dia 8 de novembro, recuou na sequência, mostrando que foi um falso rompimento. Desde então a crypto vinha andando de lado, trabalhando acima da retração de 38,2% de todo o movimento de alta.

Com a queda de hoje, o Bitcoin vem perdendo o suporte e ainda aciona um pivô após perder uma consolidação. Conforme mostram os alvos projetados pelo pivô, a crypto pode continuar caindo até a retração de 61,8%. Nesta região deve encontrar um novo suportel, que pode segurar o preço.

Ethereum.

Ethereum, que vinha trabalhando dentro de um canal de alta, subiu por mais tempo, fazendo máxima dia 10 de novembro. Conforme explicado no artigo “Retrações e Projeções de Fibonacci”, após perder o canal de alta, foram traçadas as retrações de Fibonacci para encontrar os possíveis suportes do movimento de correção.

Assim como o Bitcoin, Ethereum também entrou em consolidação após fazer topo, se segurando acima da retração de 38,2%. Entretanto, mesmo com a forte queda de hoje, a crypto segue trabalhando acima do suporte.

Como Ethereum segue se segurando acima da retração de 38,2%, mostra que a força compradora ainda está dominando o preço. Deste modo, é possível que o ativo continue andando de lado até o mau humor do mercado como um todo passar.

O cenário para o Bitcoin, no entanto, não se mostra muito favorável. A crypto já vinha a mais tempo mostrando sinais que poderia fazer um movimento de correção, visto que falhou em romper topo e depois perdeu o fundo. Com a movimentação de baixa de hoje, a expectativa é que o movimento de correção continue pelo menos até a retração de 61,8% que está na região dos US$50 mil.

Correlação entre os mercados.

É interessante notar como o mercado de cryptos também está correlacionado com os demais ativos de risco. Se nos últimos dias o Bitcoin vinha se mostrando resiliente, conseguindo se segurar mesmo com o S&P 500 caindo, hoje, mostrou que também está conectado ao sistema. Mas isto já era de se esperar, pois por trás de todo investidor existe um ser humano. Seja investidor de ações, commodities ou mesmo criptomoedas.

Mas claro, esta correlação que existe entre praticamente todos os ativos de risco, se mostra mais forte no curto prazo, olhando o gráfico diário, por exemplo. O importante, porém, é verificar, dentro de alguns dias, ou mesmo semanas, como os mercados se comportaram. Pois, quem sabe, em um prazo um pouco maior, o Bitcoin possa se comportar mesmo como um ativo de proteção.

Índia encaminha regulamentação de criptos protecionista

Índia explora seu potencial

Nos últimos tempos, a Índia já vinha mostrando posições extremamente progressistas perante a adesão do mercado de criptos à sua realidade social e econômica.

Reconhecendo e explorando os potenciais nacionais em público consumidor e desenvolvimento tecnológico, o país emergente tem plenas condições de ocupar espaço de destaque na nova era econômica não somente na Ásia, mas em todo o mundo.

Exemplos para a visão otimista não faltam: parcerias milionárias que originam carteiras digitais e exchanges indianas, como a CoinSwitch Kuber, vêm gradativamente quebrando recordes diários de adesão, uso e montantes transferidos, enquanto redes sociais populares no país se preparam para lançarem suas próprias moedas. Até mesmo o Primeiro Ministro, Narendra Modi, já foi à público falar em prol da defesa dos criptoativos.

Contudo, se enganou quem imaginou que uma abertura completa viria logo de cara. A situação é muito diferente de El Salvador, que já progrediu desde que abraçou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, mas que se encontra em um contexto completamente diferente da Índia.

Avanço histórico, mas com seus sustos

O principal destaque do primeiro texto regulatório referente às criptomoedas é o impedimento de negociação da enorme maioria das moedas virtuais consideradas privadas.

A primeira leva de informações divulgadas dava a entender até que todos os ativos não-indianos seriam banidos, o que causou quedas de preço de dois dígitos acima dos 10% em diversos ativos durante a quarta-feira (24).

Durante o decorrer da tarde mais detalhes foram confirmados de que, na verdade, era do interesse dos parlamentares manter redes públicas e ativos já seguros e estabelecidos – como o Bitcoin e o Ether (ETH) – em circulação junto dos projetos indianos com o objetivo de impedir um isolamento da Índia no universo dos criptos e permitir que os trabalhos desenvolvidos no país sejam capazes de serem negociados internacionalmente.

A opção pelo cerco mais fechado aos criptoativos de redes particulares se baseia em dois princípios. O primeiro é devido ao temor de que o aumento da circulação de criptos no país sirva de oportunidade para que crimes fiscais/financeiros ocorram com mais frequência, uma vez que a rastreabilidade em redes fechadas tende a ser mais difícil.

Em segundo lugar, a política adotada também é protecionista, ao dar preferência para os projetos desenvolvidos no próprio país frente, enquanto também prepara o terreno para sua própria CBDC integrar a novidade econômica em breve.

Mas para reafirmar que as mudanças são positivas mesmo com o susto do mercado, juntamente destas pautas restritivas, avança bem a mudança de classificação das exchanges para o setor de e-commerce.

A mudança deve remover boa parte das burocracias necessárias para o funcionamento dessas plataformas, como reduzirá os impostos sobre transações de 14% para 1%.

Novamente, uma forte reação negativa gera queda de preços generalizada a partir de histeria e ingenuidade. Era, mais uma vez, de se imaginar que um dos maiores países do mundo não iria acatar instantânea e naturalmente as movimentações de criptos junto à modelos econômicos centenários.

Mais atritos e reajustes virão de outras frentes, não sendo eles necessariamente negativos. De qualquer forma, a regulamentação indiana já se mostra muito mais receptiva, por exemplo, do que a ocorrida nos Estados Unidos.

Ethereum se recuperando após a queda de ontem.

Nos últimos dois meses o Ethereum estava trabalhando em um canal de alta, rompendo por várias vezes o topo histórico. Na semana passada bateu em uma resistência e começou a andar de lado. Quando finalmente perdeu o canal, fez um forte movimento de baixa.

Conforme já foi explicado no artigo “Ethereum alcança nova máxima, mas pode começar a cair!”, a crypto havia acionado um pivô de alta no gráfico semanal. Quando alcançou o primeiro alvo do pivô, mostrou respeito pela resistência, iniciando um movimento de correção na sequência.

Traçando as retrações de Fibonacci sobre todo o movimento de alta, pode ser notado que a retração de 38,2% segurou a queda. Hoje o ativo vem subindo com força, anulando a barra vermelha de ontem. Isto pode, de certa forma, indicar o início de um novo movimento de alta.

Alvos abertos no gráfico semanal!

O movimento de correção realizado pelo Ethereum, pode ter dado ainda mais força para a crypto ir buscar os outros alvos do pivô semanal.

O ativo já vem trabalhando o ano de 2021 inteiro em uma forte tendência de alta. Isso pode ser observado pela inclinação da média móvel de 200 períodos.

Além disso, após o forte movimento de alta realizado entre setembro e novembro, o ativo corrigiu apenas até a retração de 38,2%. O que também indica que a tendência continua forte.

Com toda essa pressão compradora, há uma grande probabilidade de que a crypto suba até os outros alvos projetados pelo pivô do gráfico semanal.

A barra de alta formada hoje, indica a reversão do movimento, ou seja, que o ativo pode voltar a subir. Conforme mostrado no gráfico, é possível que ele suba em linha reta até o segundo alvo. Outro cenário possível, é que arme um novo pivô abaixo da resistência, para então romper e seguir até o alvo.

Caso o Ethereum tenha força para romper o segundo alvo, poderia dar continuidade ao movimento de alta. Isto poderia levar o ativo até o terceiro alvo, na região dos US$6.250,00.

CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.

Efeitos colaterais dos EUA junto aos criptoativos já eram esperados

“Os EUA voltando a andar” com criptoativos em rédea curta

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou a liberação de mais de US$ 1 trilhão em recursos para melhorar a infraestrutura de diversos serviços governamentais do país.

Entre as novidades aprovadas no âmbito da economia, estavam contidos os primeiros marcos regulatórios para o uso de criptomoedas nos Estados Unidos. As mudanças de maior impacto na circulação das moedas virtuais nos EUA giram em torno da fiscalização de transações e taxação em cima dos criptos.

Agora, corretoras, carteiras digitais e exchanges terão que disponibilizar ao governo informações das transações realizadas, indicando a que cliente foi transferida a criptomoeda em questão – com detalhes como número de Seguro Social e natureza da movimentação –  para fins de fiscalização e aplicação do imposto sobre rendimento de pessoas singulares (IRS, em inglês).

Movimentações que envolvam montantes acima dos US$ 10 mil devem ser notificadas imediatamente pelas plataformas e estarão sujeitas à averiguação governamental.

Apesar da união governamental em torno dos projetos de leis, que contaram com ativa participação e suporte tanto de republicanos quanto de democratas, e do impulso extremamente positivo dado ao mercado de criptos com o início e a evolução das conversas, fato é que a confirmação das mudanças não foi bem recebida pelo mercado, que despencou coletivamente.

Após bater recentemente a marca de US$ 3 trilhões totais correntes em mercado – se estabelecendo posteriormente na casa dos US$ 2,8 tri – uma queda brusca de US$ 400 bilhões foi registrada em poucas horas.

Todas as 50 maiores criptomoedas tiveram baixas, com destaques negativos para os dois maiores representantes dos ativos. Ethereum (ETH) chegou a cair mais de 11%, enquanto o Bitcoin (BTC) beirou os 10% de perdas, enquanto desceu do patamar recém alcançado, em que se encontrava seguramente acima dos US$ 60 mil.

Golpe dolorido fora anunciado com antecedência

A recepção negativa das mudanças parte de dois pontos cruciais, sendo o primeiro o temor de que os textos aprovados tenham intencionamente um caráter muito amplo quando classificam a função de corretor, podendo abranger mineradores e demais operadores das redes de blockchains no âmbito tributário.

Por essas e outras questões vistas como “vagas” na estrutura das propostas, senadores pró-criptoativos e demais nomes fortes do mercado já se movimentam para tentar reverter desenhar limites mais claros à fiscalização.

O segundo e mais importante aspecto é o claro ataque alguns princípios nos quais os criptoativos se baseiam, como a privacidade no manejo dos ativos e independência de funcionamento que praticamente isenta investidores de taxas. Entretanto, o tamanho do “susto” indicado pelo mercado revela, na verdade, certa ingenuidade mesmo por parte de investidores experientes.

Dificilmente os Estados Unidos abririam mão de usufruir do mercado de maior potencial econômico do futuro. Há de se levar em consideração que o pontapé inicial de toda essa conversa foi dado na busca por inibir o pagamento de ataques de cyber-terroristas serem pagos em criptomoedas, o que já dava ao governo americano o pretexto necessário para fiscalizar e taxar as negociações das moedas digitais.

Em suma, trata-se de um choque que apesar de desnecessariamente negativo, precisava acontecer. É melhor ter a economia estadunidense apoiando o uso de criptos e permitindo seu desenvolvimento junto aos modelos econômicos tradicionais, do que barrados, como ocorre com a China.

A situação é passível não só de adaptação, como de reajustes. Não seria prudente ver os Estados Unidos jogando tanto potencial pelos ares, reduzindo o valor do ativo que lhes interessa por capricho.

As chances são boas de que, apesar de não ser o cenário ideal para o mercado e seus idealizadores, os EUA tornem-se terra propícia para o rompimento rumo ao mundo off-chain e à sua estabilização definitiva na economia mundial.

Dogecoin quer se recolocar à frente das memecoins

Nas últimas semanas, em meio à altas recordes e números históricos de titãs do mercado como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e companhia, a Shiba Inu (SHIB) tomou parte dos holofotes para si.

Mesmo valendo ainda frações de centavos de dólares americanos e passando somente por seu primeiro momento de maturação, a incansável “Shib Army” vem fazendo sua parte para segurar o ativo enquanto aguarda o amadurecimento do projeto por trás de SHIB.

Com isso, não é simplesmente coincidência vermos, justamente nesse momento de oscilação da Shiba Inu, a sua “irmã mais velha” e rival Dogecoin (DOGE) se mexendo para retomar parte do destaque perdido.

Abordagem diferente deu resultado

A Dogecoin já é mais consolidada no mercado, apesar de ainda ter muito a fazer em seu promissor futuro. Tendo sua versão inicial lançada oficialmente em 6 de dezembro de 2013 por Billy Marcus e Jackson Palmer, chegou já em janeiro de 2014 a bater os US$ 60 milhões de capitalização.

O ativo foi fundado com o objetivo de atender uma fatia mais ampla e diversificada do público, escapando de problemas e polêmicas geralmente atravessados por outras criptomoedas ao abraçar a bandeira de “memecoin” para se promover a partir do bom humor. Do ponto de vista mais técnico, o projeto realmente entregava o que prometia com facilidade, abundância e preço acessível, chegando já ao meio do ano seguinte do seu lançamento aos 100 bilhões de coins mineradas.

Assim como Shiba Inu e sua armada, os investidores mais envolvidos com a Dogecoin são extremamente ativos na internet, o que colocou o ativo em evidência para o mundo em eventos como os jogos olímpicos de inverno de 2014, a Nascar (corrida em pista oval que faz sucesso nos Estados Unidos), sendo aceita por um período como método de pagamento na rede de fast-food Burguer King e arrecadando fundos em seu nome para causas humanitárias.

Movimentações como essas, atreladas ao humor e aos envolvidos investidores, atraíram os olhares do CEO da Tesla (TSLA), Elon Musk. Para muitos, essa conexão foi o ponto de virada da Dogecoin para ter a relevância que tem hoje, uma vez que Musk começou a agir quase como um garoto propaganda da moeda ao elogiar repetidas vezes a “força” da Doge e de sua comunidade no âmbito de trocas e pagamentos em geral.

Primeiros passos para reafirmar o protagonismo no seu nicho

A equipe responsável pela Dogecoin vê como favorável o momento para reafirmar o posto superior à Shiba Inu e começa seu “contra-ataque”. O principal destaque do âmbito mais prático de seu funcionamento fica por conta da atualização batizada de Core 1.14.5.

As novidades principais no processo são a redução de taxas envolvendo mineração e transações referentes à Dogecoin, além da elevação de nível na segurança tanto das Dogecoins já adquiridas mercado à fora, quanto da própria rede de funcionamento que registra movimentações e novas coins geradas.

Além das melhoras em seu funcionamento, a Doge voltou a ganhar holofotes após passar as últimas semanas ofuscada pela Shiba Inu com a ajuda do próprio Elon Musk.

No início de novembro (quinta-feira, dia 4) usuário de twitter Tree of Alpha revelou, após buscar pelos códigos-fonte das páginas de opções de pagamentos dos site da Tesla, que uma opção para compra de produtos com Dogecoin está sendo testada. O curioso é que os textos indicam que a opção de compra em Doge será descrita com a frase “Order with Shiba” – Pedir com Shiba, ao pé da letra no português.

Em primeiro plano, seria possível imaginar que a opção se referiria à Shiba Inu, mas além da clara preferência de Musk entre os dois ativos, mais detalhes indicam que o sistema da Tesla levará o cliente à uma página exclusiva para a troca e movimentação de Dogecoins.

Não existe muita surpresa na proximidade entre Shiba e Doge em aspectos de funcionamento, público e, principalente, objetivo. Contudo, a mais experiente dentre a moedas caninas já tem a sua disposição um portifólio de respeito além de aliado poderoso em Musk, pontos que, pelo menos por hora, coloca a Dogecoin em um patamar diferente da Shiba Inu e dos demais ativos que busquem seguir seus passos.

Sustentabilidade é parada obrigatória para criptoativos

Boa fase não imuniza de obrigações ambientais

No dia 3 de janeiro de 2009, a primeira Bitcoin (BTC) foi minerada. Daí em diante, sobretudo com o nascimento da Ethereum (ETH) e suas derivadas, tanto o volume de mineração quanto os ativos que podiam ser gerados pela atividade tomaram proporções gigantescas.

Chegando a novembro de 2021, é provável que as criptomoedas vivam agora o melhor momento de sua ainda jovem história, respondendo pouco a pouco às dúvidas de capacidade e confiabilidade em sua aplicação prática. Não é absurdo pensar que a alta pode ser ainda maior em breve, uma que o movimento de alta responsável pela quebra da barreira dos US$ 3 trilhões totais existentes no mercado de criptos segue com fôlego considerável.

Contudo, para que esse movimento fique mais próximo ainda de se estabelecer junto às tecnologias de economia e serviços em grande escala, o problema do alto gasto energético na mineração deve ser sanado o quanto antes.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge estimam que anualmente, entre 115 e 130 terawatts/hora sejam consumidos somente para minerar Bitcoins. As médias já são similares ou superiores a de países como Argentina, Emirados Árabes e Holanda, com forte tendência ainda para aumento de demanda e, consequentemente, de consumo.

Com esses números, não é surpresa que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP, na sigla em inglês), que está ocorrendo na Suécia, tenha colocado os ccriptoativos em pauta nos debates referentes à economia.

A fala do Chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rishi Sunak, do objetivo de “zerar a emissão de carbono de todo o sistema financeiro global” liga o sinal de alerta para os grandes mineradores, com destaque ainda maior para as cerca de 22% das criptomoedas mineradas que ainda não se baseiam em energia sustentável e contribuem para a emissão de CO² na atmosfera.

Respostas das Américas ao problema

O movimento de aceleração do processo nas Américas vem ganhando considerável força e servem de exemplo para o resto do mundo.

Medidas de criação de parques para captação de energia solar e seu posterior uso dedicado às atividades de mineração vão ganhando força nos Estados Unidos, com destaque para o audacioso projeto de US$ 4 bilhões em investimentos da Madison River Equity LLC, que pretende ocupar 6,5 quilômetros quadrados no estado de Montana.

Em El Salvador, país centro-americano que adotou o BTC como moeda oficial corrente e vem colhendo bons frutos, iniciou recentemente seu projeto de exploração da energia termoelétrica em vulcões da região para adquirir as própias coins.

E aqui no Brasil, a Exchange Mercado Bitcoin finalizou acordo com a Comerc, empresa especializada em gerência de energia limpa no país, que permitirá o desenvolvimento de tokens 100% sustentáveis. A novidade, esperada para ser iniciada efetivamente no começo de 2022, aparece justamente no momento de alta popularidade dos tokens no mercado.