Crypto Weekend – 10 à 12 de Setembro

Blockchains no rastreamento de containers

Na sexta-feira (10), a Global Shipping Business Network (GSBN) anunciou o lançamento de uma plataforma baseada em blockchains que pode ser capaz de rastrear e acompanhar, por si só, um terço de todos os containers em translado no planeta.

O projeto, que foi lançado oficialmente em março desse ano e vai se aproximando de seus primeiros testes reais, se baseia no dinamismo das blockchaiNs para digitalizar e repassar processos de envios e seus documentos. Além da facilidade propiciada na confirmação de informações, a rastreabilidade dos algoritmos inseridos nas correntes seriam ainda mais um fator de segurança para as cargas e para o próprio sistema.

Gigantes como a Oracle, Microsoft (Azure), AntChain e Alibaba Cloud estão operando juntas do GBSN no desenvolvimento da estrutura nessa nova etapa.

Quase metade dos brasileiros apoiam oficialização do Bitcoin

Entre o sábado (11) e o domingo (12), uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna indicaram que 48% dos brasileiros acreditam que o Bitcoin (BTC) também deva ser adotada como moeda oficial do Brasil. Apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% foram fortemente contrários à ideia.

Os números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais favoráveis às criptomoedas na América Latina, à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%). O questionamento foi motivado pela histórica oficialização da criptmoeda em El Salvador, na semana passada.

“Alonzo” chega à Ada Cardano

E após semana turbulenta, os contratos inteligentes finalmente chegaram à Ada Cardano (ADA) no fim da tarde de domingo.

Tendo passado por diversas etapas-teste desde o início de 2021 (ano em que registrou alta de mais de 1400%), a atualização “Alonzo” dá ao ativo a possibilidade dos programadores criarem e implementarem seus próprios contratos na blockchain da Cardano, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos aplicativos descentralizados (dApps), além de assumir oficialmente espaço no mercado junto à Ethereum (ETH) nos campos de DeFi’s e NFT’s.

Com a passagem pelo hard fork, a Ada se recuperou das incertezas relatadas por usuários em meio aos últimos testes da atualização, a moeda fechou em alta de 4% (U$ 2,56) no domingo e, de acordo com analistas, retoma o potencial promissor de valorização esperado até o final do ano.

Reviravolta no caso Walmart/Litecoin

Por fim, essa segunda (13) amanheceu com uma reviravolta no mercado das criptomoedas. Isso após um anúncio de que a Litecoin (LTC) seria aceita como forma de pagamento na rede Walmart, referência mundial dentre lojas de departamento, o ativo subiu mais de 30% em 20 minutos e se manteve em alta recorde.

Nesse meio-tempo sobrou até para a Bitcoin, que apresentou queda de 2% no mesmo espaço de tempo, já que no comunicado, o CEO da empresa, Doug McMillon, teria dito que a escolha pela Litecoin foi feita por esta ser “Mais prática e rápida do que a Bitcoin”.

Entretanto, o próprio McMillon foi quem veio à público para desmentir a notícia. O reflexo foi sentido no mercado de criptoativos e, obviamente, o destaque ficou para as moedas envolvidas na fake news. Próximo ao meio-dia do horário de Brasília, a Litecoin já voltava a registrar queda, com baixa de 2,12% no recorte de 24 horas (período em que o estouro pós-anúncio está incluso), enquanto o Bitcoin indicava nova queda de 4%.

Altcoin destaque: Solana (SOL)

Sem fazer tanto alarde quanto os projetos da Ada Cardano, a Solana também vem em franca ascensão nesse ano de 2021.

Tendo valorizado 95.000% desde seu lançamento e seguindo ritmo impressionante semana após semana, sua blockchain está se tornando extremamente atrativa para desenvolvedores, atraindo oracles para seu ecossistema, o que é essencial para DeFi’s.

O ativo, entretanto, entrou na sexta-feira em reflexo de reajuste, como reação da oferta de venda após seu valor cruzar pela primeira vez a barreira dos US$ 200 durante a quinta-feira (9). Nesse contexto, a moeda atravessa momento de queda, após figurar na casa dos US$ 180 no sábado e US$ 170 no domingo, tendo aberto a segunda-feira US$ 167,68 (queda de 16,15% aproximadamente).

A análise fundamentalista como elo entre as criptomoedas e o mundo off-chain

Receio do desconhecido?

A colocação não chegou a ser uma surpresa, haja vista seu comentário sobre o mercado em 2018, já classificando o Bitcoin (BTC) como um “veneno de rato”. Mas reforça um posicionamento de aversão por parte de muitos investidores tradicionais.

Mais recentemente, em 30 de agosto, foi a vez de John Paulson que ganhou notoriedade ao investir contra o mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2008 – falar que as criptomoedas são “um suprimento limitado de nada”: “Criptomoedas, independentemente de como são negociadas atualmente, eventualmente se revelarão inúteis. Uma vez que a exuberância se for ou a liquidez secar, elas chegarão a zero”.

Nota-se um padrão. Há de se considerar, obviamente, pontos de vistas que, desde minimamente embasados, venham de qualquer boca.

Entretanto, por maior que seja o patrimônio e o legado de Buffett, por exemplo, vale ressaltar que se trata “de um cara de 89 anos que mal começou a usar um smartphone”, como o próprio classificou a relação com seu iPhone 11 obtido em 2020. Até então, usava um Samsung SCH-U320, celular flip de U$ 20.

Que fique bem claro que a opção pela simplicidade no uso do telefone não diminui em nada a figura em questão. Pelo contrário, pode até impressionar positivamente frente aos seus feitos. Mas fato é que denota o claro distanciamento dele, de investidores de perfil similar e até mesmo da população em geral para o mercado.

Do estouro da Bitcoin às complexidades em “produção” e desenvolvimento mais recentes, a ascensão do mercado de criptos ainda é distante e nebulosa mesmo para players atualizados. Quem dirá, então, para a considerável parcela da sociedade que é ainda mais distante do contexto?

Analise fundamentalista é a “humanização” das criptomoedas

Se as aspas destacadas vêm para alimentar o senso comum que surge em torno do mercado desconhecido, logo, informação e contextualização aparecem como os caminhos à serem seguidos para esclarecer o caso.

Mas enquanto as criptomoedas não vão às ruas, céticos ou curiosos podem contar com a ingressão da análise fundamentalista para entender efetivamente a transformação proposta pelas criptomoedas.

O fundamentalismo é uma das bases do investimento mais comum. Trata-se da tentativa de determinar o valor de um título observando fatores da realidade, histórico da empresa e afins, que reflitam, de alguma forma os valores de mercado.

Seria, exemplificando, ponderar sobre a origem conceitual por trás desse mundo. A descentralização, o dinamismo, seus funcionamentos e objetivos, compreendendo tanto o peso desse contexto como um todo, quanto justamente as variedades que não param de aparecer.

De pilares como Bitcoin e Ethereum (ETH) às altcoins solidificadas, já se constroem bases seguras para melhor compreensão do mercado. Conceitos como usabilidade e adoção prática na economia, acompanhamento de desenvolvimento dos projetos, visibilidade midiática e até mesmo posicionamentos governamentais já são aspectos palpáveis para localização e embasamento de mercado.

Um forte e atual exemplo seria a Ada Cardano (ADA). Sensação do mercado em 2021 e terceira colocada em capitalização de mercado, é relativamente recente aos olhos da maioria dos investidores, Ada se destaca por diversos fatores dentro de seus processos, cruzando até mesmo as fronteiras do nicho cibernético.

Dentre outros aspectos importantes, seu processo de P.O.S. (Proof of Stake) se destaca por usar menos energia frente à maioria de seus pares, o que a torna não somente mais barata (considerando o peso dos custos energéticos geralmente envolvidos) como, consequentemente, muito mais ecológica.

Além disso, ganhou manchetes recentes com a ponderação de seu criador, Charles Hoskinson, frente ao papel das criptomoedas na atual situação do Afeganistão, pós tomada de poder do Talibã.

Por essas e outras questões, vimos a Cardano crescer 106% em agosto e 1700% no ano, com perspectivas de crescimento ainda maiores (aliás, vale o reforço para o dia 12 de setembro, com a confirmação de seu contrato inteligente).

Mas este é só mais um dos outros possíveis exemplos que tendem a validar cada vez mais a aplicabilidade das moedas, deixando claro que existe, sim, peso e direção à serem consideradas no ativo.

Pouco a pouco, o mundo off-chain vai se aproximando das correntes de algoritmos, encontrando nas transações P2P e demais características, alternativas para um futuro que pode estar mais próximo do que parece.

Cripto Weekend – 3 à 5 de setembro

Ferramenta para transferências de Bitcoins via Twitter é indicada

Começa a tomar forma mais sólida a aproximação entre o Twitter e as criptomoedas. Isso porquê após o anúncio feito por Jack Dorsey, CEO da rede social, de que a Bitcoin (BTC) seria integrada como forma de pagamento dos novos “Super Tweets”, foi a vez do líder de produto da plataforma, Kayvon Beykpour, apontar a Lightning Network como meio de transferência de criptomoedas.

A rede apresenta boa dinâmica de transação ao excluir a necessidade dos custos e tempo de mineração da blockchain original, já que é desenvolvida em camada alternativa da Bitcoin.

Outra parte importante do processo, ao que tudo indica, será a participação da Strike, empresa especializada em pagamentos que ganhou notoriedade ao firmar parceria com o governo de El Salvador no projeto de transformar BTC em moeda de curso no país.

Cabo de guerra Binance x reguladores econômicos federais

Após a confirmação da Binance em uma lista de alerta da MAS, Autoridade Monetária de Singapura  e da resposta do grupo –  estabelendo o dia 10 de setembro como data limite para saque em dólar singapuriano (SGD) – autoridades da África do Sul também demonstram resistência às operações da bolsa de criptomoedas.

A Autoridade de Conduta do Setor Financeiro da África do Sul (FSCA) declarou na sexta-feira (3) que o Binance Group não tem autorização para dar qualquer conselho financeiro ou prestar serviços intermediários no país.

Como resposta, a bolsa afirmou que não oferece consultoria financeira ou serviços de intermediários. Além disso, apontou, em seu comunicado, discrepâncias entre o posicionamento do FSCA e suas competências, já que não consta a regulação de criptomoedas e/ou exchanges em seus poderes.

Singapura e África do Sul se juntam à Malásia, Reino Unido, Holanda, Itália e Japão na lista de países que emitiram avisos regulatórios sobre a Binance.

Confiança de investidores russa nas criptomoedas

Emquanto isso, na Rússia, os resultados da pesquisa feita Associação Russa de Negociantes de Forex (AFD) aponta que 77% de seus investidores consideram as criptomoedas como um melhor investimento para o futuro frente à opções mais tradicionais.

Na listagem, as “moedas nacionais” ficaram em segundo lugar, com 14%. O ouro, amplamente apontado como ativo mais seguro para reservas à longo prazo, com escolhido por apenas apenas 8,8% dos entrevistados.

Praticamente 1/4 dos investidores questionados, 23%, não tem experiência no mercado em ascenção. Entretanto, 4 à cada 5 entrevistados indicaram interesse em explorar a opção em breve.

Os russos atravessam momento de grande recuperação econômica. Ultrapassaram o Brasil e se tornaram a 11ª maior economia do mundo (PIB de US$ 1,474 trilhão, ou RS$ 7,66 trilhões), crescendo ainda 10,3% no último trimestre, retomando o patamar pré-pandêmico. Além disso, a Rússia é destaque em criptoativos na europa com projetos de incentivo e associações de apoio à mineração em seu território.

Bitcoin e Ethereum

Após romper a barreira dos U$ 50 mil novamente durante a última quinta (2), o Bitcoin (BTC) voltou a acelerar e fechou o domingo em US$ 51,753.41 No momento de publicação do artigo, o BTC está sendo negociada na casa dos US$ 51.640.

Entretanto, esse fim de semana já ficou marcado na história da Ehtereum (ETH), com a sexta-feira (3) sendo o primeiro dia desde seu lançamento em que o ativo teve um dia deflacionário, com mais moedas sendo “queimadas” do que produzidas.

Essa controle só foi possível graças à atualização EIP-1559, implementada em 5 de agosto e continua em atividade, com média de 4,56 moedas tiradas de circulação por minuto enquanto o trabalho de mineração já retomou no dia anterior o ritmo positivo ETH no mercado.

Depois de saltar de US$ 3224,37 para US$ 3790,90 entre segunda e quinta da semana passada, seguiu a tendência de alta apesar de oscilação nos fechamentos de sexta e sábado, sendo vendida à US$ 3938,48 no momento de publicação.

Destaque altcoin: Ada Cardano

E a Ada Cardano (ADA) segue dando o que falar. Após sua ascensão meteórica em agosto – crescimento acima dos 100%, rompimento da barreira dos US$ 3 no final do mês e terceira colocação em volume no mercado – foi até indica como ameaça ao posto da Ethereum no mercado. Mas o ativo pode estar passando por seu batismo de fogo no mercado, pois a já esperada correção após a euforia da alta pode vir acompanhada de ceticismo.

De acordo com relatos espalhados por Twitter, Reddit e demais meios, os primeiros retornos de apps em desenvolvimento na tecnologia Cardano não estão muito satisfatórios, com ajustes sendo feitos por conta da implementação dos tão aguardados contratos inteligentes marcada para o dia 12 de setembro.

O criador da moeda, Charles Hoskinson, defendeu seu projeto destacando que a rede Cardano está em modo de testes e que os relatos não seriam necessariamente verídicos – nas redes sociais, os principais ataques à Ada vieram de programadores/apoiadores da Etherium.

Em meio à tudo isso, após voltar à flertar com os U$ 3 logo na sexta, passou por queda no fim de semana e está sendo negociada no momento à U$ 2,86.