Após 10 anos de queda, euro tenta mostrar força contra o dólar.

As vezes é interessante olhar tempos gráficos maiores para entender como foram realizados certos movimentos. Isso, sem dúvida, pode ajudar também a entender a dinâmica de preços atual, facilitando assim um posicionamento.

Observando o gráfico mensal do euro/dólar, é notado que existe um grande canal de baixa no qual o preço vem trabalhando desde 2008. Ao longo destes anos o euro foi perdendo valor para a moeda americana. Isso mostra, de certa forma, como o mercado financeiro norte-americano se fortaleceu neste período.

Um dos fatores que podem ter motivado esse fortalecimento, pode ter sido o grande desenvolvimento da tecnologia no período. Afinal, hoje as maiores empresas dos Estados Unidos são empresas de tecnologia como, Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

No entanto, com a pandemia do coronavírus, o cenário ficou diferente. Mesmo com as empresas de tecnologia ganhando ainda mais força e os índices americanos rompendo máximas, o dólar começou a ceder.

Conforme mostrado no gráfico semanal, após a forte volatilidade causada pela pandemia o euro passou a trabalhar dentro de um canal de alta. A moeda europeia conseguiu até mesmo superar a resistência imposta pelo canal de baixa do gráfico mensal.

Conforme mostrado, após romper o topo formado no início da pandemia, o euro subiu até o alvo de 100% projetado pelo movimento de retração. Depois de alcançar o alvo, o euro recuou até a linha inferior do canal, onde se encontrava também a retração de 38,2% de todo o movimento de alta. Um novo movimento de alta foi realizado, porém a moeda europeia perdeu força e falhou em romper topo.

Na sequência o canal foi perdido e o euro recuou até a retração de 61,8%. Esta retração está servindo de suporte e pode dar impulso para um novo movimento de alta se não for perdida.

Tempos gráficos mais curtos.

No gráfico diário o euro já se mostra em plena tendência de baixa, com as médias móveis de 20 e de 200 períodos apontadas para baixo. Contudo, a retração de 61,8% mostrou força ao segurar o preço e hoje o euro vem rompendo a média de 20.

Caso o ativo consiga se manter acima da média e dê continuidade ao movimento de alta, pode acionar um pivô. Esta movimentação poderia gerar a inversão da tendência. Caso queira entender mais sobre o pivô, sugiro a leitura do artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Usando um tempo gráfico ainda menor, o de 4 horas, é notado que o euro vem fazendo um forte movimento de alta.

Conforme mostrado, o ativo superou o canal de baixa no qual vinha trabalhando, fez um pullback e na sequência voltou a subir. O alvo para este movimento, seria a média móvel de 200 períodos, que está acima do último topo. Ou seja, se o ativo subir até a média de 200 estará acionando o pivô de alta no gráfico diário.

Avaliando diferentes tempos gráficos, é comum encontrar divergência entre as tendências. Como mostrado nos tempos gráficos longos, a tendência é de baixa, enquanto que nos curtos, se observa movimentação de alta.

Ainda assim, é interessante acompanhar vários tempos gráficos, pois sem dúvida, fica mais fácil entender os movimentos.

Combinação de fatores internos e externos pressionam o dólar nesta quarta

O mau humor se instalou entre os investidores do mercado nesta quarta-feira (17/11). Enquanto o Ibovespa caía 1,54%, chegando aos 102.735 pontos, o dólar avançava para R$ 5,53, com variação de 0,41%.

Os destaques do noticiário são as movimentações sobre o futuro das contas públicas brasileiras, o avanço da Covid-19 na Europa e as pressões de demanda sobre a inflação e os juros norte-americanos.

Cenário doméstico

O mercado não reagiu bem às declarações do presidente Jair Bolsonaro de que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios pelo Congresso irá abrir espaço para a concessão de reajuste aos servidores públicos federais.

Sua fala foi no sentido de justificar o eventual aumento como resposta a um congelamento dos salários e à inflação.

Os comentários endossam receios de investidores sobre uma política fiscal ainda mais expansionista por parte do governo e temores ainda maiores quanto às possibilidades de descontrole nas contas públicas

A pressão pelo Auxílio Brasil impôs derrota à agenda de austeridade fiscal do ministro da Economia, Paulo Guedes, e provocou forte deterioração nos ativos domésticos ao longo de outubro.

Mais cedo, o Ministério da Economia divulgou uma piora nas previsões para a inflação no Brasil, projetando agora uma alta de 9,7% no final do ano.

Cenário externo

As vendas no varejo dos EUA aumentaram mais do que o esperado em outubro, conforme dados mostrados em relatório do Departamento de Comércio, na terça-feira. 

Os dados reacendem a preocupação com os efeitos da demanda sobre a inflação e, consequentemente, nas expectativas de aperto monetário a ser implementado pelo Fed.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse ontem que o banco central deveria “seguir uma direção mais agressiva” nas próximas reuniões para se preparar caso a inflação não comece a diminuir.

Com isso, o mercado segue analisando as chances do Federal Reserve (Fed) aumentar as taxas de juros mais rápido do que o esperado. 

Já o Euro estagnou perto de sua baixa de 16 meses para o dólar, enquanto a Europa sofria de preocupações com o crescimento em meio a um novo aumento nos casos de COVID-19.

Na última semana do mês de outubro, a Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 59% de todos os novos casos da doença e 48% dos óbitos. 

Em números, foram quase 1,8 milhão de novos casos e 24 mil novas mortes relatadas em decorrência do coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se a tendência de alta se manter, essas regiões poderão registrar mais meio milhão de óbitos por covid-19 até fevereiro de 2022.

Hoje, os casos graves da doença têm se concentrado entre grupos não vacinados, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.

Euro ganha força contra o dólar e aciona pivô de alta.

Observando o gráfico semanal do EUR/USD, é possível entender um pouco melhor a dinâmica dos preços. Em maio de 2020 o euro começou a se valorizar em relação ao dólar, fazendo um forte movimento de alta. Após fazer um topo, a moeda corrigiu até a retração de 38,2% de todo o movimento de alta. Em seguida o euro tentou subir novamente, mas falhou em romper topo, e vem caindo desde então.

Conforme mostrado no gráfico, o euro começou a cair após falhar em romper topo. Mas o ativo se segurou na região do fundo anterior, que também coincide com a retração de 38,2%. Na sequência a moeda europeia tentou subir novamente, mas sequer chegou até a média, voltando a cair na semana seguinte. Com essa movimentação, o Euro acionou um pivô de baixa no gráfico semanal.

Observando o gráfico diário, é notado que após acionar o pivô, o euro caiu com força até o primeiro alvo. Entretanto, a moeda respeitou a resistência gerada pelo alvo e passou a subir.

Na semana passada a moeda europeia superou a média móvel de 20 períodos do gráfico diário, mas não conseguiu romper a região do fundo do pivô. Hoje, no entanto, o euro vem fazendo um forte movimento de alta, rompendo a resistência e acionando um pivô de alta no gráfico diário.

Então o Euro vai subir?

Se a moeda europeia conseguir romper a região do fundo perdido, é possível que dê continuidade a alta. Contudo, mesmo que o ativo alcance o terceiro alvo do pivô do gráfico diário, o pivô do gráfico semanal ainda não terá sido desarmado. Deste modo, é possível que o euro faça um pequeno movimento de alta, para na sequência voltar a cair.

O que reforça esta hipótese é que o terceiro alvo projetado pelo pivô semanal, coincide com a retração de 61,8% de todo o movimento de alta. Como se trata de um par de moedas, existe uma grande probabilidade de que o ativo corrija até esta retração.

Outra hipótese possível, porém, é que o euro volte a subir, mas permaneça fazendo movimentos com pouca amplitude. Isto seria caracterizado por uma consolidação no gráfico semanal. Este tipo de movimentação também é comum para pares de moedas após um forte movimento, como aconteceu com o EUR/USD ao final de 2020.

Santos F.C. entra para o time dos tokens

Criptos como reforços de peso para futebol

O crescimento do mercado de criptoativos, sobretudo de tokens, surgiu como ajuda providencial para o mundo esportivo arrecadar recursos mesmo em meio à pandemia de Covid-19, que obrigou a paralisação mesmo dos maiores campeonatos do planeta.

O futebol, com seu enorme alcance, popularidade e legião de fãs, vem obtendo os resultados mais expressivos do modelo. Como principal exemplo, foi confirmado pela diretoria do Paris Saint-Germain (França) que o token do PSG foi parte crucial para bancar parte considerável do salário anual do astro Lionel Messi, que foi acertado em cerca de €40 milhões de euros.

Pensando nisso, o Santos Futebol Clube (SP) foi mais uma das equipes de peso a acreditar no potencial dos tokens. Em live transmitida na terça-feira (26), a parceria com o Mercado Bitcoin foi confirmada junto das primeiras informações oficiais sobre o funcionamento do “Token da Vila”.

Com preço fixado em R$ 50 pelos próximos 4 meses, a expectativa do prifutebmeiro lote é que cerca de 600 mil tokens sejam negociados, gerando valor esperado de R$ 30 milhões.

Seguindo o DNA Santista, base agora dará lucros em blockchains

Torcedores e investidores poderão se beneficiar do Mecanismo de Solidariedade da Fifa, que pode garantir até 5% de futuras transferências que envolvam os 12 atletas selecionados para o projeto – grandes nomes do futebol nacional e internacional que vestiram a camisa do Santos entre os 12 e 23 anos.

Dessa forma, após os 4 meses iniciais estipulados com preço fixo, o token será valorizado de acordo com o desempenho dos atletas, bem como diretamente remunerado com a confirmação das transferências que envolvam os jogadores em questão.

O destaque fica por conta da “presença” Neymar (PSG) no pack, mas os tokens incluirão também nomes como Rodrygo (Real Madrid – Espanha), Lucas Veríssimo (Benfica – Portugal), Emerson Palmieri (Lateral naturalizado italiano e campeão da Eurocopa 2020 com a Azzurra, defende o Lyon – França), Alex Sandro e Kaio Jorge (Juventus – Itália), Alan Patrick (Shakthar – Ucrânia), Caio Henrique e Jean Lucas (Mônaco – França), Yuri Alberto (Internacional – RS), além de Gustavo Henrique e Gabriel Barbosa (Flamengo – RJ).

Com a novidade, o Santos é o quinto time brasileiro a aderir aos criptoativos, se juntando à Flamengo, Atlético Mineiro (MG), além dos rivais Corinthians e São Paulo (SP).

Vice-campeão da Libertadores 2020, o Santos passa por um dos momentos mais delicados de sua história recente.

Em ano mais “econômico”, com redução de gastos e menor investimento para contratações, o time está na 17ª posição (a primeira da zona de rebaixamento para a segunda divisão) com 29 pontos somados faltando 11 jogos para o fim do Brasileirão 2021.

Ao enfrentar hoje (27) o Fluminense (RJ), o Peixe se manter ao lado de São Paulo e Flamengo como um dos únicos times da elite do futebol brasileiro que nunca foi à Série B nacional.

Euro perde valor para o dólar, mas real surpreende ao subir 1,7%!

O Euro já vem perdendo valor perante o dólar desde o início de junho. No final de setembro, a moeda europeia fez um forte movimento de baixa e acionou um pivô no gráfico semanal. Isto acarretou também no rompimento de uma região de fundo importante.

Após quase atingir o primeiro alvo, o euro começou a subir. Porém, o ativo respeitou a resistência imposta pelo fundo perdido, e hoje passou novamente a cair.

Ao que tudo indica, o último movimento de alta parece ter sido apenas um retrocesso, para que na sequência o ativo dê continuidade à queda.

Caso o euro perca novamente a média móvel de 20 períodos, o mais provável é que vá em direção aos alvos projetados pelo pivô que foi acionado no gráfico semanal.

O Real não se importa com o cenário externo!

Mesmo com o dólar se valorizando perante outras moedas, o real vem ganhando valor em relação à moeda americana desde o início do pregão. Por volta das 15:00 o dólar futuro, negociado na B3, vinha caindo cerca de 1,70%.

Durante as alíneas de quinta e sexta-feira, o ativo chegou a violar a linha superior do canal de alta pelo qual vem trabalhando desde junho. Na sexta-feira, inclusive, o alvo de 100% do pivô semanal foi alcançado. Contudo, o dólar recuperou o final do dia em queda.

Hoje, com o forte movimento de queda, o ativo se aproxima novamente do centro do canal.

Este movimento do dólar vem em linha às notícias envolvendo o aumento da taxa SELIC que será discutido na reunião do COPOM desta semana. O que está previsto para esta reunião é que seja definido o aumento de 1% na taxa SELIC, passando esta para 7,25%. Entretanto, ocorreram comentários de que o Banco Central (BC) precisa se posicionar à frente da curva de juros, e para isso deveria importar um aumento de 1,5% na reunião desta semana.

Como o BC tem como objetivo imediato controlar a alta da informação, é possível que realmente esse aumento de 1,5% seja definido. De qualquer forma, a queda do dólar hoje eliminou, pelo menos por enquanto, a busca do ativo pelo terceiro alvo do pivô semanal. Alvo este que coincide com o topo histórico do ativo, na região dos R $ 6,00.

Essa dinâmica de preços do dólar já foi explicada com mais detalhes no artigo ” Dólar dispara novamente e o cenário começa a ficar preocupante!”

Vendas das incorporadoras abaixo das expectativas

A alta do juro junto da inflação vem reduzindo o poder de compra da população e isso vai afetar o consumo de diversas áreas.

A construção civil vinha aquecida e agora pode enfrentar problemas, principalmente com a alta do juro.

Influência do juro alto no financiamento.

Com a alta da Selic, o financiamento residencial vem ficando mais caro. Além do impacto do juro no financiamento, ainda existe a pressão inflacionária.

Como o ferro e demais itens que são matéria prima para a construção civil ficaram mais caros ao longo do ano, os empreendimentos registraram alta nos preços.

A combinação de preço maior com o juro maior pode estrangular o setor da construção civil em um futuro próximo.

Na verdade, os impactos da inflação e do juro já vêm acontecendo. No caso da incorporadora Cyrela, os resultados são bons, mas as vendas contratadas e a velocidade de vendas caíram.

Com menos vendas contratadas e com menos velocidade nas vendas, o cenário de queda pode ser evidenciado no próximo resultado da empresa.

Querendo ou não, a construção civil é um dos ramos que mais emprega no Brasil. Sendo que a queda do resultado das empresas com uma possível dificuldade em conseguir vender unidades, vai gerar redução nas construções e no investimento do setor.

Enfim, um dos motores da economia pode estar sofrendo os impactos da alta inflação e do juro.

Ibovespa descolado do S&P 500

Além dos resultados preliminares das construtoras, o Ibovespa registrou queda de 0,24%, enquanto outros índices, como é o caso do S&P 500 registraram alta de 1,71%.

O USD/BRL ficou estável, terminando o dia cotado a R$ 5,51. O EUR/USD também ficou estável cotado a 1,16 dólares.

Por outro lado, outro ativo que ganhou hoje foi o ouro. A Onça Troy se valorizou, chegando ao valor de R$ 9.900,71.

Com a inflação ganhando atenção nos mercados, o ouro começou a se valorizar. Não faz muito tempo, a Onça Troy estava cotada abaixo dos nove mil reais e agora já está se aproximando dos dez mil.

Além da inflação, outros fatores vêm gerando medo no mercado. A situação da economia chinesa, com as incorporadoras em risco aliado à questão energética, vem influenciando no humor das bolsas.

Caso o petróleo e o gás continuem subindo, mais inflação e mais dificuldades vão aparecer no curto e médio prazo.

Por isso, é importante observar o dólar e o ouro. Ambos os ativos são considerados defensivos e de proteção, sendo que o investimento nos mesmos pode ajudar na redução das oscilações junto à carteira.

Dólar caindo lá fora e subindo aqui é tudo o que o Banco central não quer!

O dólar já vem se valorizando em relação ao real desde julho, conforme já foi explicado no artigo “Dólar alcançando novas máximas perante o real”. Mas, o mesmo comportamento é observado também com relação a outras moedas.

O Euro vem caindo perante a moeda americana a várias semanas, enquanto o DXY vem alcançando novos patamares, conforme explicado no artigo “Com o euro caindo, o dólar ganha força perante outras moedas”.

A atuação do Banco Central.

O aumento excessivo do dólar não é bom para o Brasil. Por esse motivo, o Banco Central brasileiro (BC) trabalha basicamente de duas formas para controlar a taxa de câmbio.

A forma passiva trata-se da utilização de swaps cambiais. Os Swaps cambiais são usados pelo BC como uma ferramenta para aumentar a oferta da moeda americana. Estes swaps são realizados em datas e horários pré-agendados, por isso são considerados aqui como uma forma passiva.

A forma ativa, por sua vez, trata-se da intervenção direta do BC no mercado de câmbio. Ao realizar a venda direta de um grande número de contratos de dólar, o preço do ativo cai, devido a lei da oferta e demanda.

Apesar da alta do dólar nos últimos dias, o BC permanecia trabalhando apenas de forma passiva, pois a moeda americana continuava subindo no restante do mundo.

Porém hoje, a situação foi diferente. Apesar de o dólar futuro abrir em baixa, o ativo vinha fazendo movimentos de alta e violou a máxima, chegando próximo dos R$5,60.

O que causou preocupação, é que o DXY vinha caindo bastante ao longo do dia. Do mesmo modo, o euro fazia um forte movimento de alta, enfraquecendo a moeda americana.

Com isso o BC precisa intervir.

Em um cenário como esse, o BC entra em ação, acreditando que a alta do dólar é reflexo, principalmente, de especulação.

Com a intervenção do BC, o dólar futuro entra em leilão e se ajusta a um novo nível de preços quando o leilão é finalizado. Quem está comprado apenas por especulação, fica preso em uma posição perdedora até que o ativo saia do leilão.

Quando o ativo volta a ser negociado, os compradores que precisam zerar suas posições, vendem seus contratos. Isto faz com que, nesta situação, o dólar continue caindo após a intervenção do BC.

Conforme mostrado no gráfico, às 15 horas o BC fez uma atuação, derrubando o dólar futuro em cerca de 30 pontos, ou 3 centavos. Na sequência o ativo continuou caindo e acabou fechando o dia com 0,35% de queda.

Assim sendo, para quem opera o dólar futuro, é importante acompanhar também outros pares de moedas, ou mesmo o desempenho do DXY, para evitar ser pego pelo BC, conforme ocorreu ontem.

Relatório Focus mostra mais inflação em 2021

Com mais pressão dos preços, outros indicadores sofreram correções. O dólar subiu dos R$ 5,20 para R$ 5,25 enquanto a Selic para 2022 registrou alta de 8,5% para 8,75% ao ano.

Os preços vêm subindo

A inflação medida pelo IPCA vem sofrendo bastante com a alta dos preços. Se por um lado o ferro registrou grande depreciação, do outro os combustíveis vêm influenciando bastante os preços.

Semana passada a Petrobras passou mais um aumento referente à gasolina e o gás de cozinha. Ambos os produtos sofreram com um aumento de 7,2% da Petrobras junto às refinarias.

Com isso toda a economia recebe o impacto e repassa à alta dos preços para aqueles que fazem parte da cadeia, como é o caso das empresas de transporte, restaurantes, autônomos, prestadores de serviços e demais.

O que fazer com os investimentos?

Com mais expectativas sobre a inflação e o juro, o negócio é ficar atento sobre a Selic. Investir em produtos atrelados ao CDI e a própria Selic são boas alternativas.

O Tesouro Selic e os CDBs com liquidez diária são boas opções de investimentos. Além da liquidez, a rentabilidade estará atraente.

Desse modo os recursos aplicados rendem bons ganhos e ainda estão prontos para serem utilizados em outras oportunidades.

Como há expectativa para um dólar maior, o USD/BRL também é interessante. Na segunda-feira o dólar registrou alta de 0,45% cotado a R$ 5,54.

Já o EUR/USD teve queda de 0,12%, cotado a 1,16 dólares, enquanto o USD/CNY marcou ligeira alta de 0,14% cotado a 6,45 Yuan.

Diferente do Euro ou do Yuan, o Real é uma moeda muito volátil. Questões políticas e até de contexto nacional, como nossa própria economia influenciam na sensibilidade maior do Real, além, do cenário de inflação no mundo.

Com a alta dos combustíveis e sinais relevantes de crise na China, por exemplo, o Real vem enfrentando bastante volatilidade.

Mas ainda sim, é importante pontuar que outras divisas da América do Sul também bem experimentando certa volatilidade e vem performando pior do que o Real, como é o caso do USD/ARS que vem se valorizando em mais de 17% em 2021 e o USD/CHI que vem ganhando quase 16% em 2021.

Comparado a moedas mais estáveis, o Real vem obtendo uma performance pior, mas comprado a pares regionais, o Real vem conseguindo se manter mais estável.

De qualquer forma, fundos cambiais em dólar podem ser uma boa solução para parcela menor do patrimônio, ainda mais quando há possibilidade de alta do juro nos Estados Unidos no médio a curto prazo.

A redução de liquidez norte-americana possivelmente vai impactar o mundo como um todo.

IPCA abaixo das expectativas.

Mesmo registrando uma inflação menor, o IPCA dos últimos 12 meses alcançou os 10,25%. A expectativa do BC é que em setembro, o IPCA tenha alcançado o seu pico. Será que isso realmente aconteceu?

Agora o IPCA vai cair?

Com mais inflação e mais juro, o consumo normalmente contrai. Isso acontece porque os preços estão subindo e o juro também.

Se uma empresa pensa em incrementar seus investimentos, captando recursos com bancos, por exemplo, o momento talvez não seja o mais oportuno.

Além dos empréstimos e financiamentos estarem mais caros, os produtos e serviços vêm sofrendo com a alta da inflação.

Tudo isso vem colaborando para um cenário perigoso para o Brasil. O cenário em questão é a estagflação.

Em uma situação de estagflação o país para de crescer e mesmo assim, ainda convive com a inflação alta.

Normalmente a inflação cresce porque o consumo cresce mais do que a oferta de produtos e isso vai gerar um aumento dos preços. Geralmente, quando há um aumento do consumo a tal nível, o desemprego cai e demais índices, como o próprio PIB, cresce.

O PIB vem crescendo em parte porque em 2020 houve uma queda relevante, devido aos impactos da pandemia. Portanto, o crescimento de 2021 vem sendo influenciado por números ruins de 2020.

Em 2022 as expectativas são para um crescimento próximo dos 1,5%, por exemplo.

O que fazer?

Sem uma certeza, se o IPCA vai continuar subindo ou não, o negócio é manter parte do patrimônio líquido e aplicado em investimentos que rendem o CDI, ou estão atrelados à Selic.

Já uma parte menor, precisa estar alocada em proteção, como é o caso do dólar. O USD/BRL em 2021 vem se valorizando em mais de 6%, com o dólar alcançado a cotação de R$ 5,51.

As expectativas para 2021 eram de queda da moeda norte-americana, uma vez que os Estados Unidos estão investindo pesado na economia e tentando se recuperar da pandemia.

Com isso, há uma grande quantidade de dólares no mercado, mas ainda sim, aqui no Brasil, o dólar não cedeu.

O EUR/USD, por exemplo, vem caindo em mais de 3,7%, cotado a 1,16 dólares. Não é só o real que vem perdendo valor.

Já o USD/CNY vem caindo 1,35% aproximadamente. O Yuan vem conseguindo se valorizar frente ao dólar, mesmo com todos os problemas referentes à Evergrande.

Como o dólar é uma moeda forte e amplamente conhecida por sua estabilidade, manter uma parcela do patrimônio alocado em fundos cambiais é uma ótima opção.

A inflação sai amanhã.

Ao longo das semanas o relatório Focus, do BC, vem mostrando aumento gradativo da inflação. Será que o IPCA vai ficar mais comportado? É isso que o mercado espera identificar mais a frente.

O que esperar do IPCA de setembro?

A inflação do mês de setembro pode vir já sob influência da redução do preço do ferro. O metal vem registrando queda acentuada, uma vez que o mercado chinês, não está mais adquirindo tanto ferro como antes.

Essa redução já influencia a redução do IGPM e pode influenciar no IPCA também. Porém, os preços da energia e do gás vêm influenciados de forma negativa, aumentando os preços.

A mesma coisa ocorre com os combustíveis. Assim, o IPCA de setembro, provavelmente, será o resultado de bastante volatilidade.

Contudo, se a inflação vir maior do que o esperado, acima dos 1,25%, é possível que o presidente do BC reveja sua posição com relação aos aumentos de 1% nas duas próximas reuniões.

Um IPCA muito maior precisa ser mais bem avaliado e o aumento do juro deverá ser calibrado. Agora um IPCA abaixo das expectativas, justificará a permanência do ritmo de alta do juro como já foi divulgado.

O que fazer?

O petróleo vem se valorizando em 2021. O barril do petróleo já chegou a permanecer na casa dos 60 dólares, e hoje navega acima dos 80 dólares o barril.

Já existem discussões para aumentar o fornecimento do petróleo na tentativa de reduzir ou manter os preços como estão.

Esse aumento da oferta de petróleo vai ajudar bastante o mundo, principalmente no que tange a energia e a inflação.

Com o aumento do valor do combustível, os países, indústrias, e empresas em geral, vêm investindo mais para conseguir entregar os seus produtos e serviços. A contrapartida vem dos preços e isso vai gerar inflação.

No Brasil a inflação já vem gerando aumento dos preços em diversas áreas e isso preocupa. Se a inflação ganhar muito força no país, vai se tornar mais difícil investir.

Hoje, o Brasil viveu mais um dia de valorização do dólar. O USD/BRL registrou alta de 0,47%, terminando o dia cotado em R$ 5,52.

Já o EUR/USD registrou valorização de 0,01%, chegando a 1,16 dólares. Aqueles que não possuem posição em dólar, essa é a hora de começar avaliar a possibilidade de investir em dólar, por meio de fundos, ou de investir em ativos que tenham relação com o dólar, como é o caso dos fundos de índices, como o IVVB11, por exemplo.

Outro bom ativo para ficar de olho é o ouro. Há inúmeros fundos que investem no metal e podem ser ótimas soluções de investimento.