Evergrande em apuros

Como os credores e até a própria Evergrande não se propiciaram, a casa de rating, Fitch, colocou a empresa como Default Restrito.

Ou seja, a firma ainda não está em processo de falência e nenhum dos seus credores solicitou a abertura de tal processo, portanto, a firma continua em operação, mas sem realizar um pagamento referente à sua dívida.

Como a Evergrande não é a única incorporadora chinesa em apuros, os riscos para todo sistema chinês, além do mundial, é relevante.

Vale destacar que as informações vindas do país asiático por vezes são poucas e restritas, portanto, a situação deve ser considerada e avaliada com muita atenção.

A China vem tomando algumas medidas

De pouco em pouco, a China vem tomando algumas medidas para suavizar os impactos de uma eventual quebra da Evergrande e das demais incorporadoras chinesas.

Como a construção civil responde por uma parcela relevante do PIB, o setor preocupa o mundo como um todo.

Dentre as medidas adotadas, a China recentemente reduziu as taxas referentes ao compulsório. Com esse corte, bilhões de Yuans serão liberados no mercado chinês, dando mais liquidez ao sistema.

Com mais dinheiro em circulação, se tem a impressão de que os danos provocados pelas quebras podem ser sanados. Tudo isso, de alguma forma, pode evitar uma quebradeira sistêmica no país e no mundo.

Porém, tudo isso são suposições. De qualquer forma, a Evergrande não quebrou ainda e, portanto, o investidor deve permanecer atento.

Queda nos mercados

Depois de ficar alguns dias no verde, o Ibovespa registrou queda de 1,67% hoje, já o S&P 500 caiu mais 0,72%.

O USD/BRL valorizou 0,72%. O mercado vinha bem animado a alguns dias, se recuperando das perdas ocasionadas pelo receio da nova variante Ômicron.

Depois, com notícias mais animadoras, o mercado veio se recuperando e chegando próximo do seu teto.

No Brasil, o Ibovespa ainda está longe do teto alcançado ainda em 2021. O Ibovespa já esteve em 130 mil pontos e hoje briga para conseguir alcançar os 110 mil.

Se a renda variável não vem trazendo muitas alegrias, por outro lado a renda fixa vem se tornando cada vez mais atraente.

Se as expectativas se confirmarem, a Selic alcançará dois dígitos em 2022 e os investimentos, como CDB, letras do Tesouro Direto, LCI e LCA vão gerar ótimos rendimentos.

Fica a expectativa também para o anúncio da inflação (IPCA) referente a novembro. Uma redução da taxa pode mostrar os efeitos do juro, já um aumento mais forte, sinaliza que existe muito trabalho pela frente (e mais juro também).

Mercado aposta em Selic a 9,25%

Depois, em 2022, o mercado espera uma manutenção dos aumentos, culminando para uma Selic em 11,25% ou até 12% ao ano.

Chegando a tal patamar mais elevado, é provável que a Selic permaneça em tal nível por um bom período, até que as expectativas para a inflação voltem aos níveis normais, dentro da meta.

Poupança vai voltar a render 6,17% ao ano

Com o aumento da Selic, a taxa vai ultrapassar a barreira de 8,5% ao ano, sendo assim, as regras para a poupança serão alteradas e a rentabilidade muda.

Ao invés de pegar 70% do CDI, a poupança passa a pagar 6,17% fixos. Existe ainda a correção pela TR (Taxa referencial), porém, a TR há anos não vem registrando valor considerável, portanto, dificilmente haverá impactos por meio da TR.

Como a poupança é um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros para manter pequenas e até elevadas reservas financeiras, conhecer melhor sobre o produto é interessante.

Para aqueles que têm valores na poupança antes da alta da Selic (que provavelmente vai jogar o juro para 9,25% ao ano) a rentabilidade permanece-nos 70% do CDI, fato que é mais interessante.

Considerando que a Selic possa alcançar os 11%, aqueles que estão posicionados na poupança vão ter uma remuneração de 7,7% aproximadamente.

É claro que havendo a retração da Selic, com eventuais cortes do BC, depois que a inflação esteja controlada, a melhor opção é sacar os recursos da poupança e investir logo em seguida, para conseguir travar a remuneração em 6% ao ano.

Vale destacar ainda que existem inúmeros investimentos que podem entregar mais do que poupança e são tão seguros quanto.

CDBs, LCI e LCAs são algumas das opções. Ainda existe o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Mercado reage bem no dia

O dia de hoje foi marcado pelo bom desempenho dos mercados. O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,65%, já o S&P 500 valorizou mais de 2%.

O dólar registrou queda frente ao real, desvalorização de 1,33%, já o ouro (OZ1D) caiu mais 0,25%.

Aparentemente, a variante Ômicron parece ser menos letal, fato que vem se consolidando, mas ainda não há informação definitiva sobre a variante.

Por outro lado, os ruídos da Evergrande começam a ecoar novamente. O sistema imobiliário chinês parece não estar se recuperando, e a Evergrande pode estar enfrentando problemas ainda maiores.

Existe inclusive a expectativa que a incorporadora chinesa não consiga quitar uma de suas obrigações, prestes a vencer.

Bolsas caem na Ásia com receio de inflação e aperto monetário nos EUA

Nesta quarta-feira as ações caíram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. 

O Nikkei teve queda de 0,43%%, aos 29,714.50 pontos. O KOSPI, índice coreano, caiu 0,10%, aos 2997.21 pontos. O ASX desabou 0,69%. Já o Shangai Composite teve leve alta de 0,44%.

Preocupações com a inflação e seu impacto no aumento dos juros seguem no radar dos investidores das principais bolsas mundiais.

Aumento salarial na Austrália

Os últimos dados do Bureau of Statistics (ABS) mostraram que os salários dos trabalhadores australianos aumentaram 0,6% no trimestre de setembro.

Em uma base anual, o trabalhador médio experimentou um aumento salarial de 2,2 %.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado.

Com isso, o governador do Reserve Bank (Banco Central Australiano), Philip Lowe, disse, na terça-feira, que espera que os salários aumentem “gradualmente” nos próximos anos, e recuou contra as especulações de que a taxa monetária poderia ter de aumentar em 2022 .

A moeda local também caiu devido ao dólar americano mais forte, que atingiu seu nível mais alto em 16 meses em relação a uma cesta das principais moedas.

Evergrande

O presidente do China Evergrande Group, Hui Ka Yan, supostamente injetou mais de 7 bilhões de yuans (US$ 1,1 bilhão) em dinheiro para aumentar a liquidez da empresa. 

O China Business News citou fontes não identificadas próximas a Evergrande, dizendo que Hui levantou os fundos com a alienação de bens pessoais e promessas de ações.

Preocupação com custos elevados no Japão

As ações japonesas reverteram seus ganhos iniciais na quarta-feira, uma vez que as preocupações com o aumento dos custos e um iene mais fraco.

“A fraqueza do iene em relação ao dólar é boa para algumas empresas, mas também um fator negativo para outras. Agora, os investidores estão se concentrando no último, especialmente porque os custos dos materiais estão subindo ”, disse Yutaka Miura, analista técnico sênior da Mizuho Securities.

“Mas as quedas nas ações japonesas são limitadas graças ao sólido desempenho do mercado dos EUA.”

Inflação e política monetária dos EUA

As movimentações do mercado refletem alguns dados econômicos otimistas dos EUA, incluindo um relatório do Departamento de Comércio mostrando que as vendas no varejo aumentaram mais do que o esperado em outubro.

O Federal Reserve também divulgou um relatório mostrando que a produção industrial se recuperou muito mais do que o esperado em outubro.

Neste cenário, um apelo por uma política monetária mais hawkish do presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, sublinhou as preocupações de que a alta inflação poderia eventualmente se dissipar.

Como resultado, os rendimentos do Tesouro e o dólar, e geraram mais apelos por uma política monetária mais rígida.

China não vê crise sistêmica

Segundo o BC chinês, a instituição está ciente dos problemas com a Evergrande, e acredita que o problema com a incorporadora é controlável.

Essa manifestação trouxe alívio aos mercados, uma vez que o BC chinês não vinha comunicando o fato, coisa que traz bastante preocupação aos mercados.

Resultado disso foi perceptível na própria cotação do USD/BRL. Vindo de valorização, o USD/BRL registrou queda de 0,99% fechando a R$ 5,46.

Bolsas pelo mundo fechando em alta

E não foi só o dólar, o Ibovespa fechou em alta de 1,29%, o S&P 500 encerrou o dia em alta de 0,75% e o Shanghai Composite terminou o dia 15 com alta de 0,40%.

Vale destacar que no Brasil há formas de investir em índices chineses, como é o caso do MSCI China.

O ETF que representa o índice aqui no Brasil é o XINA11, e o mesmo terminou o dia 15 estável, mas nos últimos cinco dias, o ETF vem se valorizando em mais de 2%.

Ainda sobre o ETF, o mesmo vem se recuperando após chegar ao patamar dos R$ 8,58 a cota. Agora XINA11 e cotado a R$ 9,40.

Com uma possível solução para as incorporadoras chinesas, o ETF XINA11, como demais índices de ações chinesas, têm grande possibilidade de se valorizarem e recuperarem boa parte de suas perdas ao longo desses últimos meses.

Lembrando que o ETF XINA11 já chegou a bater a cotação dos R$ 12,85 ainda em 2021. Se o ETF voltar ao mesmo valor, isso significa que o fundo pode entregar uma valorização de mais de 36% (para aqueles que investirem na cota a R$ 9,40). Oportunidade interessante.

Melhora do cenário externo pode colaborar com a queda do dólar?

Pode sim. Com a redução das tensões referentes a uma eventual crise na China, os investidores podem arriscar mais e investir em países como o Brasil, considerados emergentes.

Assim, a maior circulação de dólares por aqui, só tem a influenciar positivamente o Real perante o Dólar.

Essa movimentação tende a contribuir para o controle da inflação e até a redução. Uma vez que o dólar fique mais “barato” é provável que os produtos cotados na moeda norte-americana também se tornem mais baratos.

Inclusive os ativos vão ficar mais atraentes, como é o caso do próprio dólar, o Bitcoin, ouro e demais investimentos.

O ETF IVVB11, que segue o índice S&P 500, pode ficar mais em conta, caso haja queda do dólar.

Todos os ativos mencionados acabam sofrendo com a influência do dólar e, portanto, mesmo que o preço do Bitcoin, S&P 500 ou do ouro caia, se o dólar sobe, tais índices e ativos aqui no Brasil se valorizam.

Crise chinesa ganha proporções.

Além da Evergrande, outras incorporadoras já vêm mostrando dificuldades para honrar seus compromissos junto aos credores, dentre as incorporadora com problemas existem:

  • Sinic Holding Group;
  • Fantasia Holdings;
  • Modern Land.

Dentre essas incorporadoras, aparentemente a Fantasia Holding está enfrentando mais problemas.

Na última segunda-feira, dois diretores da empresa pediram demissão e deixaram a companhia.

Um dos motivos levantados para a saída dos diretores está ligado à situação financeira da importadora Fantasia.

Como a incorporadora deixou de pagar pouco mais de 200 milhões de dólares em bônus, os riscos sobre a empresa subiram. Inclusive, as ações da mesma deixaram de ser negociadas na bolsa no dia 29 de setembro.

Vendas em baixa na China provavelmente vão afetar o mercado

Com um estoque alto de imóveis e as vendas em baixa, a China vem enfrentando sérios problemas que podem influenciar outras economias no mundo.

Um dos grandes motores do mundo é a China e sua indústria imobiliária e de infraestrutura. A compra de ferro é um dos principais indicadores que mostram como a China vem freando os seus investimentos e consequentemente a sua alavancagem.

O minério de ferro que já chegou a valer mais de 218 dólares a tonelada, agora está próximo dos 130 dólares.

Como a procura pelo minério aumentou bastante, o preço caiu vertiginosamente. Isso provavelmente influenciará os resultados de empresas brasileiras, como é o caso da Vale e da economia nacional também.

A queda nas vendas vai influenciar no emprego e na renda da população chinesa também. Portanto, os efeitos da crise imobiliária chinesa, provavelmente, são mais extensos do que se imagina e terá efeitos sobre os indicadores, como é o caso do PIB.

O que fazer para se defender?

Além da crise imobiliária, existe a crise energética. O petróleo está subindo para o mundo inteiro e isso vai influenciar nos preços trazendo a alta do petróleo para todo mundo.

Como existe uma preocupação grande com a inflação e com o crescimento dos países, diversos indicadores são esperados com atenção, dentre eles o PIB.

Um crescimento abaixo das expectativas pode levar o mundo para uma onda de pessimismo e isso vai jogar as bolsas para baixo.

Como o momento é de precaução, o mais prudente é alocar parte dos recursos em algo de proteção, como é o caso do dólar. Como houve feriado no Brasil hoje, o USD/BRL permaneceu em R$ 5,54.

Já uma parcela maior do patrimônio precisa ficar líquida e de preferência em investimentos seguros, como é o caso do Tesouro Selic ou um CDB de um bom banco.

Assim, o investidor tem ferramentas para aproveitar boas oportunidades na renda variável, caso ocorram. Lembrando que o Ibovespa está bem baixo.

O índice que já chegou a se valorizar 10% em 2021, agora vem derretendo em mais de 5,6%. Mostrando que existe uma boa oportunidade aí.

Desemprego e expectativa do PIB.

Segundo dados do IBGE, o desemprego, dentro do período de maio a julho de 2021, ficou em 13,7%. A expectativa era de 13,9%, portanto o indicador surpreendeu positivamente.

Já o Banco Central divulgou suas expectativas para o PIB, segundo o BC o Brasil deve terminar 2021 com PIB de 4,7% e em 2022 de 2,1%. O BC previa uma alta do PIB de 4,6% anteriormente, agora a expectativa já é maior.

Com a melhora do mercado de trabalho e com as expectativas do BC convergindo para um PIB de 5% em 2021, as coisas parecem estar melhorando.

Boas notícias, mas o contexto ainda é preocupante.

Com mais pessoas empregadas e a redução gradual do desemprego ocorrendo, o consumo interno vai aumentar e isso pode impulsionar os negócios dentro do Brasil.

Por outro lado, há muitos ruídos do lado de fora do país, além da instabilidade política. A crise da Evergrande ainda não foi encerrada e os problemas de energia na China vêm preocupando os mercados.

Com eventuais apagões na China, a produção da segunda maior economia do mundo vai ser afetada e pode puxar para baixo todos os mercados do globo.

Por isso, o momento é de muita atenção. Mesmo com as boas notícias vindo de nossa economia, o dólar terminou o dia em alta.

Só em Setembro, a moeda norte-americana registrou alta de 5,17%. O USD/BRL valorizou em 0,51% hoje, cotado a R$ 5,44.

Em comparação com outras divisas, como é o caso do Euro, o Real registrou bastante volatilidade.

O EUR/USD desvalorizou em Setembro, perdendo 1,74% do seu valor. O Euro terminou cotado a 1,16 dólares.

Por fim nós temos o Yuan. A divisa chinesa registrou em Setembro valorização de 0,17% frente ao dólar. O USD/CNY ficou em 6,45 Yuan.

Mesmo com toda crise provocada pela Evergrande e o receio que a construtora possa mesmo dar um calote em seus credores, o Yuan se manteve frente ao dólar.

O que esperar de Outubro?

Se Setembro já foi turbulento, Outubro pode ser ainda mais. A Evergrande vai continuar tendo vencimentos de juros referentes às suas dívidas.

Esses vencimentos terão que ser pagos pela construtora a fim de evitar um abalo sistêmico em toda a economia mundial. A crise energética na China pode ganhar novos capítulos dramáticos além da crise hídrica brasileira.

Com as reservas de água caindo mais e mais, o sistema energético brasileiro pode ser comprometido, gerando ainda mais transtornos à nossa economia.

A inflação é outro ponto preocupante. O IPCA de Setembro será divulgado em Outubro. Com um IPCA mais controlado, o plano de “voo” do BC será mantido, mas, havendo aumento além do esperado, é possível que o BC seja obrigado a corrigir o seu plano.

Para o mercado interno, todos esses pontos vão fazer a diferença nos investimentos para o mês de Outubro e nos meses seguintes.

O negócio é ficar atento e começar analisar investimentos que possam gerar mais segurança à carteira.

Expectativa para inflação piora

Outros indicadores como o PIB e a Selic permaneceram no mesmo patamar. Respectivamente em 5,04% e 8,25% ao ano.

Inflação restritiva por si só

A alta dos preços de diferentes produtos e serviços já vem se tornando restritiva por si só. O dinheiro vem perdendo o seu poder de compra e isso pode ganhar ainda mais força no ano que vem.

Mesmo com as estimativas que a inflação possa perder força e se manter dentro da meta, a inflação no momento ainda mostra resiliência.

A alta de 1% na taxa Selic pode não surtir o efeito desejado e aumentos ainda maiores podem ser necessários para reduzir a inflação.

O cenário de “estagflação” é algo plausível. Em um contexto assim, o Brasil estaria vendo o seu PIB definhar junto de uma inflação alta.

Tecnicamente, a inflação é provocada pelo aumento dos preços, sendo que esse é influenciado por várias coisas.

Dentre elas o descontrole das contas públicas. Mesmo observando uma redução da dívida/PIB, o Brasil não vem conseguindo fazer o seu dever de casa no âmbito fiscal. Sendo que uma das evidências disso, é a tentativa de conseguir postergar parte dos pagamentos dos precatórios, uma vez que o teto de gastos impede o aumento do auxílio Brasil.

Ao analisar toda a situação, o ano de 2022 pode ser desafiador. Ainda mais quando existem eleições para o mesmo ano.

O que fazer para aproveitar as oportunidades ou se defender?

Olhando o cenário com certo pessimismo, o negócio seria alocar parte dos recursos em dólares ou remanejar parte do portfólio para atender uma proteção maior da carteira.

Hoje, o dólar, USD/BRL, já encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,39 (aumento de 1%). O contexto externo também é turbulento, porém, outras moedas não sofreram com a volatilidade.

O USD/CNY registrou desvalorização de 0,1485% e o EUR/USD alcançou depreciação de 0,21%. Às vezes o ouro também pode ser cogitado como um investimento atraente para momentos de crise, mas, como o cenário se agravou no Brasil, o ouro aqui se valoriza devido ao dólar, mas não por motivos do aumento da procura do metal.

É claro que se o caso da Evergrande ganhar novidades piores, então o ouro pode sim fazer parte da proteção do investidor.

Para tentar captar oportunidades no momento, o investimento em renda fixa atrelada ao CDI, pode ser uma boa opção.

Outro investimento interessante é a bolsa. O S&P 500 vem se valorizando em 2021 em  20,06% enquanto o Ibovespa registra queda de 4,44%. Se o Ibovespa corrigir essa disparidade em algum momento, os ganhos serão ótimos.

Crypto Weekend: 17 à 19 de setembro

Criptoativos em pautas governamentais mundo à fora

Em meio ao avanço mundial do Bitcoin (BTC) em meio às pautas de diversas nações, foi a vez do Canadá indicar, de certa forma, uma sinalização positiva ao uso dos ativos na sexta-feira (17). Maxime Bernier, líder do Partido do Povo do Canadá e candidato à presidência pela instituição, declarou apoio aos criptoativos.

Crítico ferrenho das decisões econômicas tomadas pelo atual presidente, Justin Trudeau, Bernier publicou em seu Twitter que “odeia que os bancos centrais estejam destruindo o dinheiro e a economia”, vendo nas criptomoedas “possibilidades de combater esse cenário, merecendo serem encorajadas”

Nessa segunda-feira (20) ocorrem as eleições no país. Maxime Bernier é o quarto colocado nas intenções de voto e, coincidência ou não, demonstrou alta nas intenções de voto depois de seu comunicado.

Entretanto, a disputa deverá ser apertada realmente entre líder e vice-líder de intenções de voto, com Trudeau, do partido liberal, liderando a última pesquisa por somente 0.5% frente ao candidato do partido conservador, Erin O’Toole.

Já nos vizinhos Estados Unidos, as criptomoedas entraram na mira do governo de Joe Biden na pauta de combate ao combater cyber terrorismo.

De acordo com informações do Wall Street Journal, o governo americano está trabalhando para impedir que terroristas virtuais sejam pagos virtualmente, sobretudo nos casos de resgate de documentos e afins via ransonware (malware que ao adentrar um sistema de armazenamento ou rede, tem a capacidade de “sequestrar” arquivos com criptografia).

A ideia é enrijecer o rastreamento dos fundos de pagamentos feitos aos hackers, contando principalmente com os registros das blockchains. A força-tarefa emitirá também comunicados de possíveis multas e sanções às redes que colaborarem de alguma forma com as movimentações criminosas.

De acordo com o Departamento do Tesouro Americano, as novas regras devem sair na próxima semana e, apesar no foco do combate ao ransonware, deve vir acompanhada de outras medidas que coíbam outros possíveis crimes envolvendo transações de criptoativos, como por exemplo a lavagem de dinheiro.

E como era de se esperar, o Bitcoin em El Salvador segue dando o que falar. Na sexta, o grupo Cristosal, envolvido em causas humanitárias e promoção de transparência político-econômica, conseguiu junto ao tribunal de contas do país que as compras de Bitcoins e dos caixas eletrônicos adquiridos para que o câmbio de BTC para o dólar americano pudesse ser feito na rua sejam investigadas.

Segundo o pedido, auditorias seriam necessárias para averiguar as compras de Bitcoins feitas, além de revisões e explicações de como o governo financiou os caixas novos e com estão sendo feitas as transações nos aparelhos.

Mas mesmo em meio à pressão, o conselheiro legal da presidência, Javier Argueta, anunciou durante o fim de semana que não taxará investidores que lucrarem com Bitcoin em El Salvador, enquanto na manhã de hoje o próprio presidente Nayib Bukele confirmou a compra de mais 150 BTC’s para a nação salvadorenha aproveitando a baixa. Agora, o país possui 700 unidades, que no momento valem mais de US$ 30 milhões.

Segue a saga dos contratos inteligentes da Ada Cardano

Enquanto o mercado como um todo segue em baixa, a Ada Cardano (ADA) se mantém sob a lupa dos investidores. Isso porque apesar da relativa recuperação pós-queda de quase 11% ocorrida no dia 7 de setembro (outra situação que também teve impulso da queda do Bitcoin), com o estabelecimento da atualização “Alonzo” e seus contratos inteligentes, agora é preciso que o sistema responda a tempo.

Isso porque apesar da blockchain Cardano já estar próxima da marca de 2500 contratos inteligentes criados, seu sistema de time lock exige que uma data específica seja aguardada para que o contrato seja lançado. E fato é que até agora, só foram confirmados cerca de 200 das demandas.

A demora pode abrir espaços para dúvidas sobre a capacidade da rede em atender os contratos, corroborando para a queda de um dos ativos que mais chamaram a atenção em 2021, mas vem de desvalorização brusca desde a última semana. A queda da Ada Cardano chegou a bater 12% no período da manhã dessa segunda (20), sendo negociada abaixo dos US$ 2,10 em alguns momentos.

Bitcoin, Ethereum, China e incertezas dos investidores.

Assim como ocorreu com a enorme maioria dos ativos, o Ethereum (ETH) abre a semana em queda junto do Bitcoin. Com o recuo de US$ 200 bi no mercado de criptomoedas, quase 8,5% do montante total, investidores de ETH viram queda superior aos 9% já nessa segunda (20), se alocando na casa dos US$ 3.100, enquanto o Bitcoin flutua entre perdas de 5 à 6%, lutando para permanecer acima dos US$ 44 mil.

O recuo no mercado é creditado principalmente às situações da China. Para as criptomoedas, a potência asiática que já foi o maior campo de mineração do mundo, agora declara caça aos mineradores, tratando-os como “ilegais”. No meio off-chain, a preocupação dos chineses é com o grande risco de colapso da Evergrande, gigante incorporadora do setor imobiliário no país.

A empresa acumula dívidas que já ultrapassam os US$ 300 bilhões e de acordo com seus últimos relatórios, não está conseguindo encontrar compradores rapidamente para seus ativos e honrar os compromissos.

Enquanto o presidente Xi Jinping e sua frente de governo não estabelecem medidas para frear os impactos no setor que mais arrecada para o PIB chinês (passa de 25% a colaboração total do setor imobiliário), tanto o mercado de criptomoedas quanto as bolsas de valores mundo à fora recuam com a incerteza.