Piramidar, a técnica desenvolvida por um dos maiores traders da história.

Existem muitos operadores de mercado (traders) que afirmam que operar é o jeito mais fácil, mais difícil, de ganhar dinheiro. E isso, provavelmente, está se tornando cada vez mais verdadeiro.

Nos últimos anos o mercado financeiro mudou muito. O surgimento dos home brokers e plataformas operacionais facilitou o acesso de pequenos investidores e traders ao mercado financeiro.

Hoje, um operador de day trade pode muito bem abrir sua plataforma operacional às 9 ou 10 horas da manhã, abrir uma posição em contratos futuros, ações, criptomoedas, ou uma série de outros ativos, e obter um ótimo lucro em questão de minutos.

O mercado de Forex, por exemplo, movimenta entre 1 e 3 trilhões de dólares por dia. Isso dá uma noção do volume de transações que ocorrem em apenas um dia, e em apenas um mercado.

Mas, aqui no Brasil mesmo, as negociações de contratos futuros de dólar já movimentam mais de R$ 50 bilhões. Considerando que para operar contratos de US$ 10 mil, as corretoras cobram uma margem de apenas R$25,00, isso corresponde a uma alavancagem de 2.280 vezes. Assim, em um dia típico de movimentação de mercado, com apenas mil reais seria possível fazer uma verdadeira fortuna.

Entretanto, assim como pode ser muito fácil sentar em frente ao computador, ou celular, e fazer operações no mercado financeiro, também existe o risco. E é justamente o risco de perder dinheiro que torna essa uma tarefa muito difícil.

Ninguém pode usar todo o dinheiro que tem e operar com a máxima alavancagem em apenas uma operação. Isso provavelmente levaria o trader a ruína.

O melhor é montar a operação aos poucos!

Digamos que você soubesse que em um determinado dia o dólar iria subir. Neste caso, bastaria comprar contratos futuros de dólar e ao final do dia fazer a venda dos contratos. Esta operação certamente resultaria em um ótimo lucro.

Porém, mesmo sabendo a direção do mercado, não seria possível operar com todo o dinheiro e muito alavancado. Isso porque, mesmo com o mercado direcional, ele ainda faz movimentos para cima e para baixo. Se você abrir a operação e na sequência ele cair um pouco, pode ser o seu fim, caso esteja muito alavancado.

Por isso, o melhor seria fazer pequenas compras, e deixar o mercado subir, enquanto você observa o seu lucro crescer.

É justamente disso que se trata a técnica conhecida como piramidar!

No livro Reminiscências de um Especulador Financeiro, o qual conta a história do Jesse Livermore, o autor explica como este (Jesse) desenvolveu essa técnica.

Obviamente os tempos são outros e a velocidade com que as transações financeiras ocorrem é muito diferente. Entretanto, a ideia por trás da técnica ainda é válida e pode ser usada de forma muito eficaz, mesmo em operações de day trade.

O funcionamento da técnica

A ideia é muito simples. Conforme já foi comentado, ao invés de entrar com o lote total de uma só vez na operação, o lote deve ser dividido em pequenas entradas. Porém, sempre que uma nova entrada é feita o risco financeiro deve ser o mesmo, ou menor.

Em uma operação de pivô, por exemplo, existem várias entradas possíveis.

Conforme o exemplo, no rompimento do pivô de baixa, seria feita a primeira venda, sendo que o stop da operação ficaria no topo anterior.

Apesar de o ativo ter acionado um pivô de baixa, o preço subiu, mas antes de chegar no topo anterior e stopar a operação, formou um candle de dúvida. Este tipo de candle pode ser operado fazendo uma entrada para o lado que for realizado o rompimento. Ou seja, se o preço romper para cima, deve ser feita a compra, caso rompa para baixo, é feita a venda.

Como já existia uma operação em andamento, seria conveniente adicionar uma ordem de venda no rompimento da mínima, e o stop da operação, no rompimento da máxima. O preço caiu e acionou uma nova venda.

Mesmo fazendo uma nova venda, o risco da operação ficou menor, pois a venda foi feita em um preço superior ao da primeira venda, e o stop da operação ficou menor.

Na sequência o ativo subiu um pouco e formou um novo pivô de baixa. Com isso seria possível fazer uma nova venda, movendo o stop para o topinho que foi formado. Esta nova entrada também seria feita sem elevar o risco da operação.

Por fim, quando o preço perdeu o fundo, seria possível fazer uma quarta venda, trazendo o stop para o último topo formado, visto que o preço respeitou a média móvel de 20 períodos.

Mais entradas, menos risco!

A grande diferença entre fazer o temido “preço médio” e piramidar, está no risco da operação.

Normalmente, ao realizar uma operação e fazer uma nova entrada para tentar melhorar o preço médio, não se tem definido de forma clara qual o risco da operação. Assim, quanto mais o preço vem contra, mais entradas são feitas e maior se torna o risco.

De forma inversa, quando se busca piramidar, a segunda operação só deve ser feita quando é possível mover o stop para que o risco se mantenha igual, ou fique menor.

Outra diferença significativa é com relação ao movimento do preço.

As operações de preço médio ocorrem quando o mercado está indo contra a operação inicial. Por exemplo, depois de fazer uma compra, o preço cai. Então para tentar melhorar o preço médio, o trader faz outra compra, sem calcular o risco. O preço continua caindo e o trader faz novas compras, torcendo para que em algum momento o preço volte e ele consiga sair da operação no lucro.

Já ao piramidar, o trader só faz uma nova entrada quando o ativo dá algum sinal de que irá fazer o movimento esperado. Como no exemplo apresentado, conforme o ativo foi fazendo padrões de baixa, foram feitas novas vendas.

Quando o mercado está trabalhando em tendência, o uso da técnica pode se tornar muito lucrativa. Isto ocorre, pois é possível aumentar a quantidade de lotes operados e com isso obter um lucro muito maior.

Normalmente quando o mercado não está direcional, será difícil usar a técnica, pois o preço não formará padrões consecutivos. Ou seja, dois ou três padrões de venda seguidos. Porém, se mesmo com o mercado lateral a técnica for usada, provavelmente acarretará em um lucro menor, ou em prejuízo.

Para finalizar

Se usada da forma correta, a técnica de piramidar pode ser muito interessante. Mesmo traders iniciantes, podem operar com mais lotes, sem aumentar o risco da operação.

Sendo assim, o ideal é identificar o contexto e a tendência do ativo. Caso exista a possibilidade de um movimento direcional, certamente será válida a utilização da técnica.

Sendo assim, espero que você tenha gostado do artigo. Caso queira entender melhor como funciona a técnica, sugiro a leitura do livro comentado acima. E caso queira continuar estudando sobre análise técnica, procure por mais artigos educacionais no site da FX Empire. Vários artigos como este já foram publicados.

Após 10 anos de queda, euro tenta mostrar força contra o dólar.

As vezes é interessante olhar tempos gráficos maiores para entender como foram realizados certos movimentos. Isso, sem dúvida, pode ajudar também a entender a dinâmica de preços atual, facilitando assim um posicionamento.

Observando o gráfico mensal do euro/dólar, é notado que existe um grande canal de baixa no qual o preço vem trabalhando desde 2008. Ao longo destes anos o euro foi perdendo valor para a moeda americana. Isso mostra, de certa forma, como o mercado financeiro norte-americano se fortaleceu neste período.

Um dos fatores que podem ter motivado esse fortalecimento, pode ter sido o grande desenvolvimento da tecnologia no período. Afinal, hoje as maiores empresas dos Estados Unidos são empresas de tecnologia como, Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

No entanto, com a pandemia do coronavírus, o cenário ficou diferente. Mesmo com as empresas de tecnologia ganhando ainda mais força e os índices americanos rompendo máximas, o dólar começou a ceder.

Conforme mostrado no gráfico semanal, após a forte volatilidade causada pela pandemia o euro passou a trabalhar dentro de um canal de alta. A moeda europeia conseguiu até mesmo superar a resistência imposta pelo canal de baixa do gráfico mensal.

Conforme mostrado, após romper o topo formado no início da pandemia, o euro subiu até o alvo de 100% projetado pelo movimento de retração. Depois de alcançar o alvo, o euro recuou até a linha inferior do canal, onde se encontrava também a retração de 38,2% de todo o movimento de alta. Um novo movimento de alta foi realizado, porém a moeda europeia perdeu força e falhou em romper topo.

Na sequência o canal foi perdido e o euro recuou até a retração de 61,8%. Esta retração está servindo de suporte e pode dar impulso para um novo movimento de alta se não for perdida.

Tempos gráficos mais curtos.

No gráfico diário o euro já se mostra em plena tendência de baixa, com as médias móveis de 20 e de 200 períodos apontadas para baixo. Contudo, a retração de 61,8% mostrou força ao segurar o preço e hoje o euro vem rompendo a média de 20.

Caso o ativo consiga se manter acima da média e dê continuidade ao movimento de alta, pode acionar um pivô. Esta movimentação poderia gerar a inversão da tendência. Caso queira entender mais sobre o pivô, sugiro a leitura do artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Usando um tempo gráfico ainda menor, o de 4 horas, é notado que o euro vem fazendo um forte movimento de alta.

Conforme mostrado, o ativo superou o canal de baixa no qual vinha trabalhando, fez um pullback e na sequência voltou a subir. O alvo para este movimento, seria a média móvel de 200 períodos, que está acima do último topo. Ou seja, se o ativo subir até a média de 200 estará acionando o pivô de alta no gráfico diário.

Avaliando diferentes tempos gráficos, é comum encontrar divergência entre as tendências. Como mostrado nos tempos gráficos longos, a tendência é de baixa, enquanto que nos curtos, se observa movimentação de alta.

Ainda assim, é interessante acompanhar vários tempos gráficos, pois sem dúvida, fica mais fácil entender os movimentos.

Shiba Inu volta a crescer

Recuperação de gente grande

Cada vez mais, a Shiba Inu (SHIB) mostra que pode ser uma das poucas memecoins a ter chances de f se tornar um ativo sólido e de sucesso.

Após sua ascensão meteórica na reta final de outubro que a colocou no top 10 de market cap, acabou sofrendo com baixas duras para um cripto ainda em estabelecimento, mas uma a recompensa para o jovem projeto e sua Shib Army (nome dado aos investidores mais fiéis e ativos da SHIB) veio logo em seguida.

O anúncio feito via twitter da Kraken Exchange, plataforma que conta com mais de 10 anos de experiência em atuação como bolsa de criptomoedas, anunciou nessa terça-feira (30) que a SHIB seria adcionada à sua lista de opções de investimentos.

A novidade, somada da recuperação coletiva dos principais criptoativos disponíveis – como o Bitcoin (BTC) e o Ether (ETH) – propiciou alta de 30% em dois dias para a Shiba Inu, saindo dos US$ 0.00003560 registrados no domingo (28) para bater US$ 0.00005155 no fim da manhã da terça.

Além de ser crucial para retomar um caminho de valorização, a adesão do ativo na Kraken pode ser mais uma ferramenta importante para aumentar ainda mais o número de integrantes da Shib Army, que segue sendo a principal arma do cripto. A plataforma Google Trends, aliás, já apontou novos picos de pesquisas para termos como “Shiba Inu”, “Shiba Token” e “SHIB”.

Ponto de virada pode estar mais próximo do que se imagina

Em suma, trata-se de uma nova prova de força dada tanto pelo projeto em si, quanto pelos mais ativos investidores, que dedicam parte do seu tempo para divulgar e proteger a Shiba Inu na internet.

Eles já foram o combustível para a alta histórica vivida nos últimos meses e conseguiram se unir em movimentos de compra e venda para proteger SHIB das quedas agressivas vividas pelo mercado de criptos recentemente.

Como resultado, golpes que seriam duros para moedas mais maduras – e fatais para outras memecoins – foram suportados, indicando potencial de segurança e regularidade no projeto como um todo mesmo à longo prazo.

O rápido amadurecimento, como consequência, abre portas para que outros grupos e plataformas recebam SHIB de braços abertos, propiciando valorização prática de preço por meio da sua validação como ativo viável para negociação.

Em pouco tempo, a Shiba Inu já passou por testes que muitos outros ativos entregam os pontos e revelam suas falhas. Valendo ainda frações de centavos mesmo com market cap de respeito, tendo ainda uma base de apoio elétrica, jovem, mas cada vez mais experiente para se apoiar, o ativo vai – surpreendentemente – preenchendo os primeiros requisitos para estourar em breve.

Crypto Weekend: 26 à 28 de novembro

Corretora de criptomoedas na final da Libertadores

Por mais que a final da Libertadores 2021 tenha deixado uma lembrança melhor para os Palmeirenses do que para os Flamenguistas, o confronto marcou uma estreia positiva para os criptoativos no marketing do futebol sul-americano.

Já presente no futebol europeu, na NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) e na Fórmula 1, a corretora Crypto.com foi uma das marcas de destaque a aparecer durante a emocionante partida que coroou o Palmeiras como tricampeão da América.

E a marca será vista, no mínimo, até 2026. O contrato assinado pela Exchange junto à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) colocará a empresa que movimentou lucros acima dos 1200% em 2021 como uma das principais patrocinadoras da maior competição da América do Sul.

De acordo com Guilherme Sacamoni, líder da equipe de desenvolvimento no Brasil, o objetivo de investir nos esportes gira em torno do ativo público alvo que o permeia: “o ecossistema das criptomoedas lida com o público mais jovem, nativo da internet, o que explica o nosso envolvimento com o mundo dos esportes”, justificou o representante.

Mercado Livre se aproxima das criptomoedas

Ainda em assunto que interessa diretamente os brasileiros, o Mercado Livre – tradicional empresa de comércio eletrônico que nasceu na Argentina mas se tornou referência por aqui – e sua plataforma de pagamentos, o Mercado Pago, oficializaram a adoção das possibilidades de posse, compra e venda de Bitcoin (BTC) e de outros ativos.

De acordo com Marcos Galperin, fundador e CEO do Mercado Livre, a novidade deve ser liberada durante essa semana para os usuários no Brasil. Os brasileiros poderão começar a negociar as moedas virtuais assim que a opção “Cripto” for adicionada oficialmente no menu principal.

O ML conta com 211 milhões de usuários espalhados pela América Latina. Com todo esse alcance e incentivo às negociações autônomas, trata-se de mais uma ferramenta com enorme potencial de auxiliar no costume do povo brasileiro com as criptomoedas.

El Salvador aproveita “Black Friday do Bitcoin” e já surfa na breve recuperação do mercado

Um dos países mais observados durante a baixa atual do Bitcoin – junto do mercado de criptomoedas como um todo – foi El Salvador. Próximo de completar 3 meses da adoção do BTC como moeda oficial no país, torcedores contrários e favoráveis ao sucesso das moedas virtuais têm no país centro-americano um “experimento”, no mínimo, interessante.

E nessa queda de preços ocorrida recentemente, que jogou o Bitcoin novamente na casa dos US$ 54 mil em alguns momentos, o presidente Nayib Bukele anunciou, novamente compras na baixa: “El Salvador acabou de comprar na baixa, mais 100 Bitcoins adquiridos com desconto”, disse o mandatário em seu Twitter na sexta-feira (26).

Apesar dos sustos vividos no começo da adesão ao BTC, El Salvador já colheu frutos das valorizações sofridas pelo ativo – que já custearam construções de escolas e centros veterinários pelo país – entre o final de setembro e o início de novembro. Além disso, tem agora uma das populações mais ambientadas aos criptoativos no planeta e, de quebra, vêm solucionando gradativamente o histórico problema de baixa bancarização pelo qual o país passava a décadas.

Desde a tarde do último domingo (28), o Bitcoin capitaneou um novo momento de alta junto à outros ativos, saindo do patamar dos US$ 54 mil para chegar novamente à casa dos US$ 58 mil durante essa segunda (29).

Criptomoedas e suas blockchains na inclusão social

O alcance das blockchains

Nos debates que permeiam as estruturas econômicas atuais e seu possível alcance social, um termo recém criado vêm ganhando cada vez mais espaço: bancarização.

Trata-se justamente da inclusão populacional nos sistemas financeiros de cada país, e é importante ao considerar que cidadãos “bancarizados” podem usufruir de ferramentas para que seus recursos sejam melhor geridos, promovendo gradativo desenvolvimento econômico.

Outro tópico que esquenta as conversas econômicas atuais são os criptoativos. Com diversas nações mundo à fora estabelecendo suas regras para lidar com a novidade, muitas questões ainda são levantadas sobre suas aplicabilidades reais, com o argumento servindo como base de descrédito dos ativos e corroborando para o discurso que “criptomoedas não possuem nenhum valor base”.

É verdade que tanto o promissor setor das DeFis (finanças descentralizadas) como os demais dApps que podem explorar os benefícios das blockchains ainda precisem amadurecer coletivamente, o meio de funcionamento dos criptos já tem eficiência comprovada como solução para os problemas de bancarização.

El Salvador como prova concreta de validação de aplicabilidade

Por mais que os maiores destaques positivos que tenham sido notados em El Salvador girem em torno do bom aproveitamento nas valorizações vividas recentemente pelo Bitcoin (BTC) – com parte dos lucros já sendo suficientes para financiar obras importantes de escolas e clínicas veterinárias no país – o primeiro sucesso obtido pelo BTC no país centro-americano vem do alcance das carteiras digitais.

Nas últimas décadas, os bancos tiveram pouco sucesso em inserir o povo salvadorenho nos seus sistemas, com somente 30% da população (1,8 milhões) possuindo contas bancárias.

O número por si só já é preocupante, mas seu peso aumento ao considerarmos o fato de que a maior parte do PIB de El Salvador em 2020 consiste dos US$ 31 bilhões (28% do total) recebidos de remessas vindas dos Estados Unidos. Indo além, a realização dessas transações exigiu cobrança de US$ 2 bi em impostos.

Entretanto, em apenas 1 mês de funcionamento, a Chivo – carteira digital governamental que dá o suporte aos Bitcoins no país – ultrapassou os 2,1 milhões de registros feitos com documentos salvadorenhos (que garante ao cidadão US$ 30 em BTC).

Isso significa que mais pessoas podem gerir de maneira mais segura e eficiente seus recursos com muito menos impostos, além de derrubar por terra teorias que pregam uma grande distância entre os criptoativos e sua aplicação no “mundo real”.

E a questão vai além do aspecto puramente financeiro. A integração com a tecnologia nas mais variadas situações e necessidades é, em um mundo cada vez mais globalizado e desenvolvido tecnologicamente, uma condição básica de cidadania e inclusão social.

As questões dos potenciais lucros absurdos que escapam dos poderes centralizados de bancos e afins (sendo esse o mesmo contexto que propiciaria a redução de impostos) realmente motiva muitas destas falas de atrito e ponderação quanto aos criptoativos.

Contudo, ignorar os possíveis benefícios dessa integração seria, além ignorância perante ao inevitável futuro, injustiça com aqueles que em pleno século XXI não tem sequer condições de proteger e movimentar seu dinheiro efetivamente.

 

Índia encaminha regulamentação de criptos protecionista

Índia explora seu potencial

Nos últimos tempos, a Índia já vinha mostrando posições extremamente progressistas perante a adesão do mercado de criptos à sua realidade social e econômica.

Reconhecendo e explorando os potenciais nacionais em público consumidor e desenvolvimento tecnológico, o país emergente tem plenas condições de ocupar espaço de destaque na nova era econômica não somente na Ásia, mas em todo o mundo.

Exemplos para a visão otimista não faltam: parcerias milionárias que originam carteiras digitais e exchanges indianas, como a CoinSwitch Kuber, vêm gradativamente quebrando recordes diários de adesão, uso e montantes transferidos, enquanto redes sociais populares no país se preparam para lançarem suas próprias moedas. Até mesmo o Primeiro Ministro, Narendra Modi, já foi à público falar em prol da defesa dos criptoativos.

Contudo, se enganou quem imaginou que uma abertura completa viria logo de cara. A situação é muito diferente de El Salvador, que já progrediu desde que abraçou o Bitcoin (BTC) como moeda oficial, mas que se encontra em um contexto completamente diferente da Índia.

Avanço histórico, mas com seus sustos

O principal destaque do primeiro texto regulatório referente às criptomoedas é o impedimento de negociação da enorme maioria das moedas virtuais consideradas privadas.

A primeira leva de informações divulgadas dava a entender até que todos os ativos não-indianos seriam banidos, o que causou quedas de preço de dois dígitos acima dos 10% em diversos ativos durante a quarta-feira (24).

Durante o decorrer da tarde mais detalhes foram confirmados de que, na verdade, era do interesse dos parlamentares manter redes públicas e ativos já seguros e estabelecidos – como o Bitcoin e o Ether (ETH) – em circulação junto dos projetos indianos com o objetivo de impedir um isolamento da Índia no universo dos criptos e permitir que os trabalhos desenvolvidos no país sejam capazes de serem negociados internacionalmente.

A opção pelo cerco mais fechado aos criptoativos de redes particulares se baseia em dois princípios. O primeiro é devido ao temor de que o aumento da circulação de criptos no país sirva de oportunidade para que crimes fiscais/financeiros ocorram com mais frequência, uma vez que a rastreabilidade em redes fechadas tende a ser mais difícil.

Em segundo lugar, a política adotada também é protecionista, ao dar preferência para os projetos desenvolvidos no próprio país frente, enquanto também prepara o terreno para sua própria CBDC integrar a novidade econômica em breve.

Mas para reafirmar que as mudanças são positivas mesmo com o susto do mercado, juntamente destas pautas restritivas, avança bem a mudança de classificação das exchanges para o setor de e-commerce.

A mudança deve remover boa parte das burocracias necessárias para o funcionamento dessas plataformas, como reduzirá os impostos sobre transações de 14% para 1%.

Novamente, uma forte reação negativa gera queda de preços generalizada a partir de histeria e ingenuidade. Era, mais uma vez, de se imaginar que um dos maiores países do mundo não iria acatar instantânea e naturalmente as movimentações de criptos junto à modelos econômicos centenários.

Mais atritos e reajustes virão de outras frentes, não sendo eles necessariamente negativos. De qualquer forma, a regulamentação indiana já se mostra muito mais receptiva, por exemplo, do que a ocorrida nos Estados Unidos.

Shiba Inu acusa golpe, mas segue de pé

Ascensão e maturidade

Principalmente entre outubro e o começo de novembro, o mercado de criptomoedas testemunhou, em meio ao crescimento coletivo, a memecoin Shiba Inu (SHIB) se transformar em uma das mais gratas surpresas de 2021 após sua disparada de 44.000% no começo do mês 11.

E mesmo com a origem que exala displicência, tanto a Shib Army – nome dado ao seu fiel e enérgico grupo de apoiadores – quanto os responsáveis pelo ainda jovem projeto tomaram posicionamentos maduros frente aos primeiros momentos de pressão real oferecidos pelo mercado.

Isso porque logo no início de novembro a army encarou duas situações de risco em um curto espaço de tempo: uma queda brusca (comum no caso de memecoins em movimentos de venda que para outros ativos seriam simples) no dia 3, além do dispertar da “baleia adormecida”, com US$ 5,7 bilhões em SHIB, que fez suas primeiras movimentações em meses e ameaçou derrubar ainda mais os preços no caso de venda em grande escala.

No total, em seu primeiro momento sob os holofotes do mundo dos criptos, a queda instantânea foi de quase 11%. Mas mesmo com tudo isso, a Shib Army se mobilizou internet à fora para comprar na baixa e segurar as moedas virtuais a todo o custo, enquanto a equipe por trás da SHIB foi apresentando avanços modestos, mas constantes em aspectos de segurança e desempenho da rede.

Novo momento obriga SHIB a manter os pés no chão

Como resultado, a Shiba Inu caiu junto de todo o mercado, mas superou expectativas de suas similares ao passar “viva” por sua primeira grande prova. Mas se engana quem pensa que a Shiba Inu teria momentos de calmaria antes de entrar no segundo round de sua luta pela estabilização.

Apesar de seguir com desempenho mais seguro do que a enorme maioria das memecoins de origem, a moeda agora acumula 60% de baixa de seu ATH obtido no dia 28 de outubro. O principal motivo apontado para o momento difícil passa diretamente pelo receio/perda de interesse por parte dos novos investidores que descobriram o ativo no momento de alta.

De acordo com a plataforma Google Trends, as buscas pelo termo “Shiba Inu” e similares caiu dos 100% (máximo de buscas já feitas ocorrida no entre os dias 27 e 30 de outubro) para cerca de 20% de interesse justamente nesse momento de baixa.

Para piorar, o perfil oficial da Shiba Inu se pronunciou, via twitter, sobre um drástico aumento da ocorrência de golpes envolvendo a moeda. Inúmeras páginas fake e grupos de investimentos com segundas intenções se multiplicaram nas últimas semanas e chamaram a atenção de investidores ao usarem a SHIB como bandeira principal.

De promessas de pump and dump à simplesmente roubo de dados, o problema foi tão grande que o projeto em torno da Shiba Token prestou diversas explicações e instruções aos interessados em conhecer melhor o trabalho envolvido, mas até o momento sem muito mais sucesso na captação da confiança popular.

Restou o “teimoso” núcleo que nunca abandonou a Shiba Inu e, bem ou mal, podem ser os principais responsáveis pelo novo patamar que atingiu mesmo em meio ao momento ruim. A Shib Army segue firme na defesa e na propaganda do ativo que acreditam ter o potencial de mudar financeiramente a vida de muitas pessoas.

Fato é que, mesmo com o tom decepcionante atual, o desepenho da criptomoeda segue extremamente positivo no recorte anual, com o projeto aguentando ainda duras pancadas que seriam capazes de demolirem bases que não estivessem firmes. Resta saber agora se Shiba e sua armada terão fôlego para voltarem ao palco principal em novos momentos de alta do mercado de criptos.

Aumento dos juros longos nos EUA fortalece dólar, derruba ouro e estabiliza ações

Já faz um bom tempo que os investidores vêm olhando para o comportamento da política monetária dos EUA. As expectativas são de que os juros do Federal Reserve (Fed) aumentem antes do esperado.

No início da pandemia, a autoridade monetária norte-americana havia sinalizado que manteria os juros em zero ao menos até o fim de 2023, e não antes que a atividade econômica se recuperasse completamente.

Porém, a inflação e os sinais de recuperação do comércio têm feito com que os investidores globais começassem a imaginar que os juros poderão aumentar já em julho de 2022.

Com esse cenário em mente, os juros de 10 anos dos EUA vêm subindo constantemente desde o início de agosto, quando esteve em sua mínima no ano de 1,128%. Atualmente o rendimento está em 1,656%.

Juros longos pressiona ativos e fortalece dólar

De um lado, esse aumento dos juros longos vem afetando o ouro e as ações das bolsas dos EUA nos últimos dias, enquanto que o dólar passou a ser mais procurado pelos investidores.

No caso da commodity metálica temos que as taxas de juros mais altas significam aumento no custo de oportunidade de manter ouro na carteira, principalmente porque este ativo não paga rendimentos.

Algo semelhante ocorre com as ações da bolsa de valores. O S&P 500, principal índice acionário norte-americano, que vinha subindo sem parar desde o fim de março de 2020, tem encontrado um ponto de estabilidade nas últimas semanas.

O índice parece enfrentar uma resistência por volta dos 4.720 pontos e suporte ao redor dos 4.630 pontos. Uma queda abaixo deste patamar pode indicar uma correção mais forte das ações.

Por fim, temos o dólar como outro ativo influenciado pelos juros. Nas últimas semanas, a moeda dos EUA vem tendo uma valorização mais intensa frente às principais moedas mundiais.

Como o dólar é uma moeda universal, ocorre que a subida dos juros longos faz com que investidores do mundo todo busquem investimentos nesta moeda como forma de proteção ou especulação em relação ao futuro da política monetária.

Até às 16h38 desta terça-feira (23/10), o ouro caia 0,96%, cotado a US$ 1.789,00 a onça. O S&P 500 caia 0,28%, aos 4.669,80 pontos. Já o índice dólar ficava no zero a zero.

Em relação ao real, o dólar subia 0,38% agora no fim do pregão, cotado a R$ 5,60, após ter alcançado R$ 5,65 no meio do dia.

O exemplo de El Salvador para o mundo com a “Bitcoin City”

Postura firme em meio à queda

O momento para as criptomoedas e para a principal representante da classe, o Bitcoin (BTC), não é dos melhores. As incertezas vindas dos Estados Unidos com os debates sobre as novas leis de fiscalização sobre os ativos no país tiraram todo o mercado do momento historicamente positivo pelo qual passava a quase dois meses.

E mesmo com um problema de escala mundial em mãos, muitos críticos se voltaram para El Salvador. Esse tipo de movimento tem sido comum nas baixas que ocorreram desde o dia em que os salvadorenhos adotaram o Bitcoin como moeda oficial do país – 7 de setembro – por marcar o início do primeiro grande desafio do BTC no “mundo real”.

Mas tanto a nação quanto a moeda virtual deram sinais de maturidade até aqui. Nas quedas que ocorreram logo após a confirmação da grande mudança econômica, o presidente Nayib Bukele encarou reclamações e protestos para seguir firme no apoio à criptomoeda e nas compras nas baixas.

Como resultado, a antes ignorada economia de El Salvador pôde aproveitar do excelente momento vivido pelo Bitcoin entre o final de setembro e o começo de novembro.

Nesse meio tempo, o mundo testemunhou, além do aumento de conhecimento popular sobre criptoativos no geral e da resposta à histórica baixa bancarização que assolava o país, lucros que, por si só, já encaminharam a construção de centros veterinários e escolas na capital El Salvador e comprovavam na prática os benefícios da adoção do BTC.

Mas após tanto servir como base para que o Bitcoin provasse seus valores e potenciais, pode ter se iniciado o primeiro grande passo que levará do modesto país a se tornar uma referência importante do futuro da economia.

A cidade do Bitcoin

O anúncio do projeto de construir a chamada “Bitcoin City”, ambicioso projeto que visa construir toda uma cidade que gire em torno da mineração de Bitcoins isenta de impostos tradicionais, foi feito pelo presidente Bukele à investidores, empresários e entusiastas das criptomoedas no último domingo (21), com o objetivo de levantar US$ 1 bilhão por meio de títulos de dívidas com prazo de 10 anos com cupons de 6,5%.

Com ênfase no aproveitamento de energia geotérmica, a cidade ficará em La Unión, na base do vulcão Conchagua. A expectativa é de para que a estrutura completa seja disponibilizada, sejam necessários cerca de US$ 18 bilhões, que serão obtidos gradativamente com novos lotes de títulos. Dos valores do primeiro lote, metade irá para reforçar a infraestrutura de mineração, enquanto a outra seguirá para reforçar o comércio local e sua capacidade de atender os futuros trabalhadores.

De acordo com a Blockstream, empresa especializada parceira do governo salvadorenho na empreitada junto ao BTC, o objetivo prático de criar a estrutura necessária para acelerar a emissão de Bitcoins é de alimentar todo um novo sistema financeiro baseado em Bitcoins e que possa se manter com os recursos minerados em solo nacional.

Em suma, trata-se não somente do mais ambicioso projeto em torno de criptomoedas no planeta, como conta com apoio governamental e, de quebra, não agride o meio ambiente. O avanço e posterior concretização da Bitcoin City pode tirar El Salvador da dependência do Bitcoin para colocar como uma das principais referências do mundo no setor.

Fim de semana do mercado de criptos conta com acenos e afagos dos EUA

Cabo de guerra interno

Vivendo ainda os reflexos da nova legislação reguladora de criptomoedas, os Estados Unidos ainda passam por impasses internos, exemplificados pelo o avanço gradual das primeiras propostas de mudanças na fiscalização das moedas virtuais junto ao senado. Outro aspecto que indica o cenário dividido fica por conta dos órgãos governamentais do âmbito econômico e de seus representantes.

Hora firmes, hora mais receptivos aos criptos – vide exemplo da SEC na aprovação de ETFs em futuros de Bitcoin (BTC) mas negativa ao fundo à vista – a pasta tem, mais uma vez, seu real posicionamento posto em cheque, agora por conta de suas autoridades.

O atual presidente da Reserva Federal do país, Jerome Powell, foi à público recente para defender a existência dos criptoATIVOS e aproveitou para frisar que “o Bitcoin pode ter potencial maior do que o ouro”. Entretanto, o no domingo (21) foi a vez de Christopher Waller, um dos principais nomes da RF, criticar as bases que estabelecem os valores do novo mercado.

“Você pode emitir o quanto quiser e, se ninguém acreditar que outra pessoa vai aceita-lo, o preço é de praticamente zero”, disse o conselheiro sobre a base de valores das quase 6 mil moedas existentes. Waller ainda fez a comparação com o ouro como reserva que pode ter expectativas de lucro, mas destacou que, para ele, o BTC “não possui nenhum valor intrínseco”.

Os relatos de discordância na reserva vinham aumentando nos últimos dias por conta da indefinição de quem seria o próximo presidente do órgão. Entretanto, o presidente Joe Biden confirmou nessa segunda-feira a manutenção de Jerome Powell para mais um mandato, decisão que pode colocar novamente o braço governamental ao lado dos criptoativos.

Apoio de peso pode vir de aprovação do exército

Mas enquanto o cenário de indefinição no poder americano segue, o exército dos Estados Unidos indica uma aproximação do universo dos criptos.

A assinatura do contrato entre US Army e a Consensus Networks, que disponibilizou cerca de US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de tecnologias de logísticas baseadas em blockchains, havia ocorrido no primeiro semestre do ano. Mas o projeto ainda aguardava outras liberações – como saber, por exemplo, se o impacto da nova política fiscalizatória de criptos no país chegaria às operações em blockchain – além do avanço em seus primeiros testes básicos.

Fato é que finalmente o aval da força militar veio, e o piloto do chamado ‘HealthNet’ deve ser liberado para funcionamento logo no começo de 2022.

O objetivo do sistema que foi desenvolvido na IoTex, focada no desenvolvimento de ferramentas voltadas para o contexto de “internet das coisas”, é de promover em tempo real o acompanhamento e o suporte médico para mais de 700 mil navegadores da marinha. De acordo com o CEO da rede IoTex, Nathan Miller, o sistema está 50% completo, mas já demonstrou resultados que agradaram o comando das forças armadas americanas.

O serviço que automatizará as logísticas responsáveis pela organização da demanda de medicamentos, equipamentos médicos, próteses e mais é agora estudado por outras alas da defesa americana. Sua adesão (e sucesso) junto à maior força bélica do planeta pode significar um avanço considerável para todo o contexto que envolve os criptoativos não somente junto aos EUA, mas perante todo o mundo.